2. a cultura do mosteiro e da catedral

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2. a cultura do mosteiro e da catedral

  1. 1. MÓDULO 2 A CULTURA DO MOSTEIRO E DA CATEDRAL
  2. 2. Breve introdução A Reconquista Cristã
  3. 3. A ocupação muçulmana e a resistência cristã 711 – início da ocupação muçulmana com a invasão da Península Ibérica pelas tropas lideradas por Tarik. Batalha de Guadalete – ganha pelos muçulmanos, marca a conquista sobre os Visigodos.
  4. 4. 722 – Batalha de Covadonga – um grupo de cristãos refugiados na região das Astúrias e liderado por Pelágio, vence as tropas muçulmanas. Inicia-se a Reconquista Cristã (movimento militar cristão, desenvolvido de Norte para Sul, de recuperação dos territórios conquistados pelos muçulmanos).
  5. 5. Batalha de Poitiers – os muçulmanos são derrotados pelo exército de Carlos Martel (rei dos Francos). Os muçulmanos desistem da sua progressão pela Europa e fixam-se na Península.
  6. 6. O AVANÇO CRISTÃO
  7. 7. OS REINOS CRISTÃOS
  8. 8. CONTRASTES CIVILIZACIONAIS E RELACIONAMENTO Momentos de guerra Momentos de convivência 1- Cristãos que viviam em território muçulmano, mas que permaneciam fiéis às suas crenças. 2 – Antigos cristãos que abandonaram as suas crenças e aderiram ao Islamismo.
  9. 9. O CONDADO PORTUCALENSE
  10. 10. A FORMAÇÃO DO CONDADO PORTUCALENSE REINO DE LEÃO (D. Afonso VI pede ajuda aos Francos para combater os Almorávidas) CONDADO DA GALIZA CONDADO PORTUCALENSE (D. Urraca, filha legítima do (D. Teresa, filha ilegítima do rei, casa com D. Raimundo) rei, casa com D. Henrique)
  11. 11. D. Afonso VI, rei de Leão, deu a D. Henrique a sua filha, D. Teresa, em casamento (...) e fez-lhe doação de todo o Condado Portucalense, com a A doação do Condado era um Feudo. D. Henrique tornou-se assim Vassalo do rei de Leão, jurando-lhe: • fidelidade e lealdade, • ajuda e conselho, • assistência na cúria. condição de que o Conde o servisse sempre e participasse nas suas Cortes e respondesse ao seu chamamento. Por fim, incentivou-o a que conquistasse e acrescentasse ao seu Condado outras terras pertencentes aos mouros. da Crónica dos Cinco Reis
  12. 12. Morte de D. Afonso VI O filho de D. Urraca, D. Afonso, torna-se rei de O Conde D. Henrique Leão e Castela, com o desliga-se dos vínculos titulo de AFONSO VII feudais. Após a morte de D. Henrique, D. Teresa assume o governo do Condado, mas é obrigada a acatar o chamamento da irmã e prestar-lhe homenagem (1121) e ao sobrinho, que entretanto se torna rei de Leão e Castela.
  13. 13. Após a morte do pai, D. Afonso Henriques, enfrenta e vence a mãe na Batalha de S. Mamede em 1128. Afonso Henriques procura alargar o seu território, continuando a lutar contra os mouros: * Batalha de Ourique (1139); * a fronteira desce até Alcácer.
  14. 14. D. Afonso Henriques governa o D. Afonso Henriques mantém a luta pela independência do Condado: - rebelião contra D. Afonso VII e Tratado de Tui; - Batalhas de Cerneja (1137) e Arcos de Valdevez (1140); - Conferência de Zamora (1143) e reconhecimento do reino de Portugal por D. Afonso VII. Condado Portucalense.
  15. 15. A FORMAÇÃO DO REINO DE PORTUGAL Reconhecimento papal do reino de Portugal em 1179, através da Bula Manifestis Probatum. Bula Manifestis Probatum. Pág. 57
  16. 16. O ESTABELECIMENTO DAS FRONTEIRAS Pág. 59/60
  17. 17. O CARÁTER POLÍTICO E RELIGIOSO DA RECONQUISTA • Politicamente: conduziu à afirmação e engrandecimento dos reinos ibéricos, bem como dos seus monarcas., justos descendentes dos visigodos cujos territórios haviam sido usurpados pelos mouros. • Religiosamente: a reconquista foi integrada na “guerra santa” contra os mouros. Desse modo, os reis ibéricos receberam diversas bulas papais que os exortavam à expulsão dos muçulmanos em troca de perdão para os que participassem.
  18. 18. Romarias e Peregrinações • As romarias e as peregrinações constituem expressões típicas da religiosidade medieval. • As peregrinações eram percursos de longa distância a locais sagrados do cristianismo, em especial Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela. • Tinham objetivos religiosos de purificar a alma ou cumprir promessas.
  19. 19. Romarias e Peregrinações • As romarias eram celebrações em honra a um santo, numa época fixa do ano. • Implicavam deslocações de curta duração (um ou vários dias). • As romarias tinham também objetivos religiosos de purificar a alma ou cumprir promessas. • A componente não-religiosa expressava-se, nomeadamente, em festas, com cantos e bailados tradicionais. • À chegada ao local, os romeiros pagavam promessas, as participavam suas nas cerimónias religiosas e nas procissões.
  20. 20. O Românico: enquadramento histórico • A partir do início do séc. XI, a Europa cobriu-se de Igrejas. • Nos lugares de peregrinação e ao longo das suas rotas, em cidades ou aldeias, edificaram-se enormes construções de pedra. • Além das influências bizantinas ou muçulmanas, estas construções são claramente inspiradas na tradição das grandes construções romanas: o granito aparelhado, os arcos redondos, as abóbadas e os grandes volumes. • Por isso a sua designação de Arte Românica. Esta arte é característica da fundamentalmente da Arquitetura, uma vez que a escultura e a pintura lhe estão subordinadas.
  21. 21. • As igrejas românicas são o reflexo da época em que foram construídas: • a fragmentação política contribuiu para a diversidade do estilo que, apesar da sua unidade, apresenta variações regionais; • o clima de guerras fez com que a igreja se tornasse um lugar de defesa: as construções românicas são autênticas fortalezas de grossas paredes e janelas em forma de seteiras; • a obscuridade interior do templo adequava-se ao ideal de espiritualidade medieval; • o analfabetismo das populações era compensado com a abundante ornamentação didática e simbólica nas fachadas e no interior da igreja: a Bíblia estava “explicada” nas figuras de pedra.
  22. 22. Elementos construtivos/ características • Apesar da forte influência romana, este estilo adota soluções arquitetónicas e elementos decorativos próprios como sendo: • os edifícios em cruz latina (com uma ou mais naves, cortadas por um transepto); • coberturas em abóbodas de berço pleno ou quebrado; • paredes grossas e uso de contrafortes exteriores;
  23. 23. • Uso de tímpanos, arquivoltas, colunelos e capitéis decorados com motivos figurados ou geométricos)… • Uso dos arcos redondos • Decoração muito simples: - na separação das naves e na rosáceas, abertura dos claustros para frescos decorar as paredes o pátio; abóbadas • Utilização de contrafortes peso dos tetos e paredes); estreitas, forma de seteira. em a e e algumas esculturas; externos (para sustentar o • Janelas algumas • Os materiais de construção utilizados eram os que cada região possuía, o que contribuiu para a diversidade do estilo.
  24. 24. Em Portugal • Das campanhas a Sul vinham as riquezas dos saques, que financiavam as construções, não faltando pedreiros nem mão-de-obra. • Os primeiros mestres arquitetos vieram de outras regiões da Europa. A arte portuguesa não podia, assim, deixar de se inspirar nos modelos europeus. • Apesar disso, são claros os traços de individualidade: • O Românico português é sóbrio e severo. Os monumentos mais originais são as pequenas igrejas rurais que se espalham pelo Norte do país como S. Pedro de Rates ou S. Cristóvão de Rio Mau.
  25. 25. • Modestas, as igrejas românicas portuguesas destacam-se pelas suas formas simples e equilíbrio de proporções. • No Sul, onde são mais raras, denotam bem a influência moçárabe. • A escultura românica é pouco variada: além dos motivos geométricos e florais, destacam-se alguns capiteis figurados e tímpanos com imagens singelas.
  26. 26. A experiência urbana Do românico ao gótico
  27. 27. Novas solidariedades • No século XIII, a cidade é um lugar de prosperidade. • Atraídos pelo sonho de riqueza, muitos camponeses abandonam o campo e instalam-se nos arrabaldes das cidades. • Porém, muitos experimentam a miséria, ampliada pelo sentimento de solidão, por falta das redes tradicionais de apoio (família, vizinhos, paróquia). • Surgem novas estruturas de apoio e redes de solidariedade: as ordens mendicantes e as confrarias. • As ordens mendicantes eram movimentos de renovação surgidos dentro da Igreja Católica, enquanto que as confrarias eram associações de entreajuda que agrupavam os homens por ofícios assegurando-lhes apoio financeiro e moral em todas as dificuldades.
  28. 28. O Clero Regular • No século VI, S. Bento de Núrcia elabora, no Mosteiro de Monte Cassino, na Campânia (Itália), a regra - regula - que os mosteiros viriam a adotar. • Esta regra recomenda que os monges permaneçam num mesmo lugar, façam voto de pobreza e de castidade, prestem obediência ao abade, pratiquem a hospitalidade e a caridade para com os • Os mosteiros beneditinos tornam-se centros culturais. pobres, trabalhem para garantir a sua subsistência, rezem e, mais importante do que tudo, se dediquem ao estudo e ao ensino.
  29. 29. Ordens Mendicantes • As Ordens Mendicantes representam um retorno aos ideais de caridade da Igreja Católica, esquecidos pelo faustoso clero medieval e remontam ao século XII, período de grande agitação social e espiritual. • Tinham como imposição a pobreza individual comum. • Era-lhes permitido o direito de mendigar nos locais públicos, daí o seu nome. • Responsáveis ainda por atividades caritativas e pastorais, dedicavam-se à pregação itinerante, nos meios urbanos preferencialmente. • Estas Ordens eram fortemente hierarquizadas e desde sempre gozaram do privilégio da isenção, pelo qual o papa libertava uma comunidade religiosa da jurisdição do bispo diocesano, colocando-as sob a alçada do Vaticano.
  30. 30. Centros de sociabilidade • O bairro, as ruas, em que os vizinhos se conheciam e auxiliavam. • A igreja: dominou o ensino e contribuiu para a mudança de comportamentos com a instituição das suas festividades e procissões. • A taberna, o albergue, a estalagem… • As cortes dos nobres (espaço fechado e particular). • As salas de reunião burguesas e de acordo com a atividade exercida. • A praça pública, lugar da cultura popular, onde se realizavam as festas, as feiras, os teatros…
  31. 31. O Gótico: enquadramento histórico • Contrastando com a fase negra que se vivera na Europa românica, a arte gótica desenvolve-se num período de reabertura das rotas comerciais e de triunfo do movimento das cruzadas. • A produção agrícola melhora, a mortalidade diminui e, consequentemente, a população aumenta. Há uma grande estabilidade climática, associada à paz em geral, uma vez que fora retirado o cerco à Europa. As cidades ressurgem e com elas a Burguesia afirma o seu poder. As igrejas tornam-se espaços alegres, onde a população se reúne para conviver.
  32. 32. • A partir da segunda metade do séc. XII, as grandes cidades da Europa começam a erguer imponentes catedrais. • Cada cidade procurava construir o monumento mais belo e majestoso que o da cidade sua rival. • Designada assim pelos homens do Renascimento, que a consideravam uma arte menor, própria de Godos, de bárbaros. Todavia, em poucas épocas se terá atingido tal beleza e perfeição na arte como durante este período. • O desejo de embelezar os templos levou os arquitetos a procurarem soluções que resolvessem os dois grandes problemas da arte românica: o peso das abóbadas e a fraca iluminação interior.
  33. 33. Elementos construtivos/ características • Em Paris descobre-se então a abóbada sobre cruzamento de ogivas e o arcobotante. • A primeira era fundamental, pois agora o peso já não incidia sobre as paredes, mas sim sobre os quatro pilares em que se apoiam os arcos. • Os arcobotantes, por seu turno, consolidam a resistência dos pilares, uma vez que são levantados no exterior. São formados pelos arcos e pelo estribo (espécie de contraforte). • Estas suas inovações permitiram elevar as construções e rasgar amplas aberturas, sem risco de desmoronamento.
  34. 34. • O aspeto exterior e interior dos templos altera-se significativamente. Os arcos em ogiva substituem os arcos de volta perfeita, contribuindo para o acentuar das linhas verticais. • Totalmente revestidos por janelas, os edifícios inundam-se de uma luminosidade no interior, que parece elevar os fiéis para Deus. • As igrejas têm agora paredes mais finas; • As igrejas são construções em altura e realizadas em cruz latina, por vezes com cinco naves e capelas radiantes.
  35. 35. A catedral • Agora, a construção por excelência já não é a Sé, típica do Românico. São igrejas magníficas e grandiosas: as catedrais: • Paredes rasgadas em janelas e rosáceas decoradas com vitrais; • Verticalidade das linhas a terminar num pináculo; • Mantém-se os contrafortes das construções românicas.
  36. 36. A escultura • As construções góticas possuem uma grande riqueza decorativa. Tanto por dentro como por fora, uma verdadeira renda em pedra ornamenta os arcos, as molduras das janelas e portais… • Os edifícios góticos enriquecem-se ainda com altos-relevos e estátuas de figuras bíblicas. O uso de vitrais nas janelas e nas enormes rosáceas das fachadas filtram a luz, que penetra colorida no interior do templo. • A escultura e a pintura começam-se a desligar da arquitetura, surgindo os primeiros grandes pintores como Giotto. A arte da iluminura atinge uma grande perfeição.
  37. 37. Em Portugal • A Portugal chega muito tardiamente (séc. XIII). O gótico aparece no Sul ligado à arquitetura monástica. No séc. XIV o novo estilo foi-se generalizando, embora os primeiros grandes monumentos do gótico português (O Convento do Carmo e o Mosteiro da Batalha) só tenham sido construídos nos começos do séc. XV. • O estilo gótico expandiu-se no nosso país em resultado das encomendas feitas pela Igreja, reis e senhores. À semelhança do que aconteceu nos outros países, podemos distinguir entre nós diversas etapas do gótico: o cisterciense (de que é testemunho o Mosteiro de Alcobaça), o mendicante (como o das igrejas de S. Francisco de Santarém e de Estremoz) e o gótico clássico (de que é exemplo o Mosteiro da Batalha).
  38. 38. • A partir de inícios do século XV, os tempos de paz que se viviam em Portugal permitiram a construção de grandes e belos edifícios, como as sés de Vila Real, Guarda e Silves, os castelos de Vila da Feira e de Porto de Mós, o solar dos Condes de Barcelos e o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. • A escultura gótica utilizou, tal como a românica, os colunelos, os capitéis e os tímpanos dos portais das igrejas. A figura humana adquire então mais perfeição, tornando-se mais próxima da realidade; de igual modo, os temas vegetais são representados com maior naturalidade.
  39. 39. • Os testemunhos mais interessantes da estatuária gótica nacional encontram-se na escultura tumular: os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro (em Alcobaça) e o de D. João I e D. Filipa de Lencastre (na Batalha). • Para além da arquitetura e da escultura, a arte gótica portuguesa está também representada na pintura, na tapeçaria (realce para as tapeçarias de Pastrana que comemoram a tomada de Arzila por D. Afonso V), na ourivesaria (cálices, cofres, relicários) e na iluminura.
  40. 40. Em resumo: Românico Gótico • Predominantemente rural, • Predominantemente urbano, • Planta de três naves, • Planta de três naves, com a central mais • Trifório nas laterais, transepto, abside, deambulatório e absidíolos, • Aspeto forte e atarracado, elevada, • Trifório nas laterais, transepto, abside, deambulatório e absidíolos, • Uso moderado de vitrais, • Grande uso de vitrais, • Arcos de volta perfeita e abóbada de • Arcos em ogiva apoiados em colunas, berço, • Torres e contrafortes grossos, • Estatuária pesada e monolítica, • Poucas entradas de luz, • Decoração didática e simbólica. • Torres altas (verticalidade), • Estatuária liberta de simbolismo e rigidez, • Grandiosas entradas de luz, • Decoração simbólica e que reflete o quotidiano.
  41. 41. • As universidades foram responsáveis pela transformação das cidades em ativos focos de inovação: estudantes de toda a parte deslocavam-se às cidades universitárias no intuito de aprender a gramática, a oratória, a matemática... Em consequência da presença da universidades, a cidade tornou-se o local por excelência da liberdade de ação, pois os estatutos das universidades protegiam os seus alunos, concedendo-lhes alguma autonomia nos regulamentos e defendendo-os, por exemplo, da prisão por dívidas.
  42. 42. A arte em Portugal • Sob influência dos descobrimentos, da consolidação do poder real e do fausto da vida cortesã, renova-se a estética gótica. • Surge em Portugal um estilo híbrido a que se chama o Manuelino. Esta é uma corrente de arte heterogénea que se manifesta fundamentalmente na arquitetura e na decoração arquitetónica. • Nesta arte manuelina fundem-se diversos estilos: • O gótico final (flamejante); • O plateresco (estilo espanhol); • O mudjar (de influência árabe); • O naturalismo (troncos, ramagens…); • A heráldica régia (escudo, esfera armilar…) Pág. 87
  43. 43. O manuelino • Do ponto de vista estrutural manteve-se o estilo gótico, embora com alterações: • O arco ogival coexiste com outras tipologias de arcos, como os de ferradura ou os redondos. • • • Abóbadas de cruzaria de ogivas, de nervuras… Uso do arcobotante e contrafortes exteriores. A decoração é exuberante, anunciando o “horror ao vazio” típico do barroco: vegetalista terrestre e marinha; cordas e nós náuticos, heráldica régia (esfera armilar, escudo), cruz de cristo….
  44. 44. • Os progressos na arquitetura passam também para o campo civil e militar. Destacam-se nomes como o de Mateus Fernandes, Diogo Boutaca, Diogo e Francisco de Arruda ou João de Castilho.
  45. 45. • Influência da estética clássica e resultado das dificuldades económicas no reinado de D. João III, a exuberância manuelina é substituída por uma certa severidade nas formas, a que não são estranhos os ecos passados por Francisco de Holanda ou D. Miguel da Silva. • Como marcas do classicismo em Portugal podemos destacar: • A simplicidade das nervuras das abóbadas de cruzaria; • A utilização das abóbadas de berço e as modernas coberturas planas; • A igreja-salão; Pág. 89
  46. 46. • A substituição dos contrafortes por pilastras laterais; • A delimitação das naves por arcadas redondas; • A multiplicidade de frontões, colunas e capiteis; • O aparecimento dos edifícios de planta centrada. • Na arquitetura civil, destaca-se a Casa dos Bicos; a Quinta da Bacalhoa…
  47. 47. A escultura em Portugal • As obras escultóricas eram fortemente ligadas à temática arquitetónica, o que se explica pela persistência do gótico em Portugal. • Entre finais do séc. XV e a segunda metade do séc. XVI verificou-se um forte surto escultórico, multifacetado. • Pias batismais, túmulos, portais e altares transmitem essa obra onde os vários estilos se fundem em pleno. • Destacam-se nomes como o de Diogo Pires, o Velho e Diogo Pires, o Moço; João de Castilho ou Nicolau Chanterenne. Pág. 90/92
  48. 48. A pintura em Portugal • A pintura sofre uma grande renovação, destacando-se diversas escolas ou oficinas: Coimbra (fortemente ligada à estética gótica); Lisboa; Évora (Francisco Henriques) e Viseu (oficina de Vasco Fernandes). • Foi usada a pintura a óleo e seguiram-se as tendências da perspetiva e as representações naturalistas. • Nomes grande da pintura foram Grão Vasco ou Nuno Gonçalves. Pág. 90/92

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