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Quando Te Propus, HéLder ProençA

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Quando Te Propus, HéLder ProençA

  1. 1. Literaturas de Língua Portuguesa<br />Quando te propus<br />- Hélder Proença<br />
  2. 2. Introdução<br />Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Literaturas de Língua Portuguesa, onde iremos explorar agora a Literatura Guineense e alguns dos seus principais escritores. <br />O escritor que iremos abordar, primeiramente, será Hélder Proença com o poema Quando Te Propus,contido na sua obra Não posso adiar a palavra.<br />
  3. 3. Guiné-Bissau<br />
  4. 4. Guiné-Bissau<br />Bandeira<br />Brasão de armas<br />
  5. 5. Bissau – capital de Guiné-Bissau<br />
  6. 6. &quot;Unidade, Luta, Progresso&quot;<br />Esta é a Nossa Pátria Bem Amada<br />Refrão<br />Viva a pátria gloriosa!Floriu nos céus a bandeira da luta.Avante, contra o jugo estrangeiro!Nós vamos construirNa pátria imortalA paz e o progresso!(repete as três linhas anteriores)Paz e o progresso!<br />Ramos do mesmo tronco,Olhos na mesma luz:Esta é a força da nossa união!Cantem o mar e a terraA madrugada e o solQue a nossa luta fecundou.<br />Esta é a nossa Pátria amada<br />Sol, suor e o verde e mar,Séculos de dor e esperança!Esta é a terra dos nossos avós!Fruto das nossas mãos,Da flôr do nosso sangue:Esta é a nossa pátria amada<br />
  7. 7. Ministério da Justiça.<br />Presidente - MalamBacaiSanhá<br />Assembleia Nacional<br />
  8. 8. A moeda oficial é o Peso (GWP). Um GWP equivale a 100 centavos. Está proibida a importação ou exportação da moeda do país, mas não é necessária uma declaração da moeda à entrada. Pode-se realizar as trocas nos hotéis e nos bancos.<br />
  9. 9. Guiné-Bissau tem estado fechada ao turismo por muitos anos e só recentemente tem-se aberto ao visitante. E é uma sorte, porque, apesar de ser um dos países mais pobres do continente, é ainda um remanso de paz, com povoações tranquilas, gente amistosa e praias inexploradas.<br />
  10. 10. Arquipélago dos Bijagós <br />
  11. 11. É por reconhecer o valor deste património que o arquipélago foi classificado pela UNESCO como Reserva da Biosfera.<br />O modo de vida tradicional dos Bijagós é baseado numa economia de subsistência onde o conjunto dos recursos naturais do território é aproveitado de forma diversificada.<br />
  12. 12. Vídeo<br />
  13. 13. <ul><li>I. A fase anterior a 1945 </li></ul>Autores marcados pelo cunho colonial<br /><ul><li>II. O período entre 1945 e 1970</li></ul>Uma poesia de combate<br /><ul><li>III. Dos anos 1970 ao fim dos anos 1980</li></ul> Uma literatura exclusivamente poética: da poesia de combate à poesia intimista<br /><ul><li>IV. A partir da década de 1990</li></ul>Uma poesia mais intimista.<br />Literatura<br />
  14. 14. Hélder Proença<br />
  15. 15. Hélder Proença<br />Caro AlaiSidibé,<br />Hélder Proença foi meu professor no Liceu Nacional KwameN´Krumah em Bissau.<br />Fazia parte de um grupo de jovens promessas guineenses, um grupo de jovens com muita capacidade, visão, amor e compromisso para com a Guiné-Bissau e os guineenses.<br />Dessa geração de que o Hélder Proença fazia parte, acreditei, pela primeira vez, que o futuro da Guiné-Bissau estava garantido, porque tínhamos jovens valores que a nível da consciencialização e do compromisso patriótico, davam as melhores garantias nesse sentido.<br />
  16. 16. Hélder Proença<br />Hélder Proença dominava os manuais da política! Sempre vi nele um grande estratega político; um dos melhores ideólogos que a Guiné-Bissau teve até agora!<br />Acreditei sempre que ele poderia tornar-se num elemento de referência quer na cena política, quer na área literária.<br />Desde que me ausentei da Guiné-Bissau, nunca mais nos vimos pessoalmente.<br />Entretanto, ele esteve sempre no topo, pois era na verdade, um grande estratega, um predestinado para a política.<br />
  17. 17. Hélder Proença<br />Infelizmente, o Hélder Proença que era uma das minhas grandes esperanças para a Guiné-Bissau, tinha-se descomprometido com o país e com os seus irmãos.<br />Fiquei profundamente triste e decepcionado ao constatar que ele, que era dos BONS, tinha decidido passar para o lado dos MAUS...<br />O momento não é para julgamentos, mas a Guiné-Bissau, há muito que perdera um dos seus mais conceituados políticos e poetas...Hélder Proença!<br />Que a sua alma descanse em Paz!<br />Sinceras condolências à família.<br />Fernando Casimiro (Didinho)<br />
  18. 18. Hélder Proença<br />Notícia da sua morte…<br />
  19. 19. Perfil Literário<br />Hélder Proença começou por se dedicar à literatura era ainda adolescente, escrevendo poemas anticolonialistas, de afirmação da identidade nacional, que acompanharam a sua actividade política. Os textos desta fase foram reunidos no volume Não Posso Adiar a Palavra, editado apenas em 1982. Este carácter panfletário foi-se atenuando progressivamente, embora o autor nunca tenha descurado uma vertente de intervenção política e social. <br />
  20. 20. Considerado uma das grandes figuras da nova literatura guineense, escrevendo tanto em português como em crioulo, foi o co-organizador e prefaciador da primeira antologia poética do seu país Mantenhas Para Quem Luta! (1977). Alguma da sua produção continua inédita. <br />Perfil Literário<br />
  21. 21. O Poema<br />
  22. 22. Quando te propus<br />Quando te propus<br />um amanhecer diferente<br />a terra ainda fervia em lavas<br />e os homens ainda eram bestas ferozes<br /> <br />Quando te propus<br />a conquista do futuro<br />vazias eram as mãos<br /> <br />negras como breu o silêncio da resposta<br />
  23. 23. Quando te propus<br />o acumular de forças<br />o sangue nómada e igual<br />coagulava em todos os cárceres<br /> em toda a terra<br /> e em todos os homens<br /> <br />Quando te propus<br />um amanhecer diferente, amor<br />a eternidade voraz das nossas dores<br />era igual a «Deus Pai todo poderoso criador dos céus e da terra»<br />
  24. 24. Quando te propus<br />olhos secos, pés na terra, e convicção firme<br />surdos eram os céus e a terra<br />receptivos as balas e punhais<br /> as amaldiçoavam cada existência nossa<br /> <br />Quando te propus<br />abraçar a história, amor<br />tantas foram as esperanças comidas<br />insondável a fé forjada<br /> no extenso breu de canto e morte<br /> <br />Foi assim que te propus<br />no circuito de lágrimas e fogo, Povo meu<br />o hastear eterno do nosso sangue<br />para um amanhecer diferente!<br />
  25. 25. Tema<br />Este poema engloba várias temáticas, principalmente a do povo e das suas lutas e conquistas diárias resultantes da opressão estrangeira. Onde há os valores morais e individuais da esperança irrecusável necessária para se sobreviver.<br />O poeta mostra, aqui, uma visão idealista e moralista do povo de Guiné-Bissau.<br />O sujeito poético dedica-se à causa do povo na luta contra o invasor, e incita os camponeses-guerrilheiros à firmeza com a esperança num “amanhecer diferente”<br />
  26. 26. Este texto poético está dividido em duas partes.<br />A primeira parte corresponde às sete primeiras estrofes onde o sujeito poético propõe a mudança de vida do seu “amor”, ou seja, de seu povo para uma nova vida, uma vida onde não haja opressão, obrigações, proibições ou reservas.<br />A última estrofe corresponde à segunda e última parte do poema onde o sujeito poético conclui a sua proposta, o seu desejo de querer mudar para melhor a vida do seu povo, “para um amanhecer diferente”, onde há liberdade e esperança.<br />Assunto<br />
  27. 27. Recursos Estilísticos<br /><ul><li>Anáfora</li></ul>“Quando te propus” (primeiro verso das estrofes 1, 2, 4, 5, 6, 7)<br />A anáfora de “quando te propus” faz de introdução a uma espécie de “dissertação” que o sujeito poético está a fazer para um “tu” colectivo (o Povo), propondo-o a libertar-se das garras da opressão e conquistar “um amanhecer diferente”, “o futuro”, “acumular forças”, ter “olhos secos; pés na terra, e convicção firme” e “abraçar a história”<br />
  28. 28. Recursos Estilísticos<br /><ul><li>Adjectivação</li></ul>“amanhecer diferente”<br />“bestas ferozes ”<br />“eternidade voraz ”<br />“olhos secos”<br />“convicção firme”<br />“surdos eram os céus e a terra “<br />“receptivos as balas e punhais”<br />A adjectivação expressiva é utilizada ao longo de todo o texto poético para descrever a opressão voraz que é exercida sobre “o Povo”, bem como para realçar o estado de inquietação e revolta do sujeito poético face a essa situação e a sua vontade de lutar.<br />
  29. 29. Recursos Estilísticos<br /><ul><li>Imagem Metafórica</li></ul>“a terra ainda fervia em lavas ”<br />“o sangue nómada e igual /coagulava em todos os cárceres”<br />A imagem metafórica é utilizada no poema para transmitir a ideia de brutalidade, força e revolta em que se encontra o povo de Guiné-Bissau.<br /><ul><li> Comparação Metafórica</li></ul>“negras como breu o silêncio da resposta”<br />Com a comparação metafórica o sujeito poético fala sobre o “proposta” que fizera ao seu povo para se libertar das garras da opressão, à qual como resposta obtera apenas o “silêncio”.<br />
  30. 30. Apóstrofe<br />“um amanhecer diferente, amor”<br />“no circuito de lágrimas e fogo, Povo meu”<br />A apóstrofe é utilizada pelo sujeito poético para se dirigir ao seu povo de Guiné-Bissau e incentivá-lo a lutar por um “amanhecer diferente”. <br />Recursos Estilísticos<br />
  31. 31. Estrutura formal<br />Esta composição poética é constituída por oito estrofes livres: a primeira com quatro versos, a segunda com três, a terceira com um, a quarta com seis, a quinta com quatro, a sexta e a sétima com cinco e a última com quatro versos. O esquema rimático é irregular e a métrica dos versos não segue nenhuma lógica. Apresenta uma rima pobre e um ritmo rápido, bem como a utilização de várias exclamações.<br />
  32. 32. Este trabalho, tal como os anteriores, foi bastante gratificante para o nosso grupo uma vez que nos deu a conhecer mais um notável escritor, Hélder Proença, do qual analisámos o poema “Quando te propus”.<br />Também nos pôs a par da situação política tumultuosa que se vive em Guiné-Bissau, da qual este exímio escritor foi vitima por lutar pelos seus ideais de liberdade e esperança para o povo da sua terra.<br />Mas como nem sempre tudo é negativo também passamos a conhecer o fabuloso Arquipélago dos Bijagós e as suas esplêndidas paisagens, bem como a própria Guiné-Bissau, com os seus costumes e cultura.<br />Concluindo, novamente, a disciplina de Literaturas da Língua Portuguesa abre os nossos horizontes, não só literários, mas também culturais a um país e a um povo tão diferentes do nosso mas ao mesmo tempo tão iguais. Fazendo-nos vero mundo com uma perspectiva cada vez mais diferente da que tínhamos anteriormente.<br />Reflexão<br />
  33. 33. Interactividade<br />
  34. 34. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F)<br />A Capital de Guiné-Bissau é Bissau<br />O Nome do poema analisado é “Um amanhecer diferente”<br />O poema apresenta uma estrutura tripartida <br />A primeira parte do poema propõe o povo a mudar<br />Na segunda parte do poema o sujeito lírico desiste de querer mudar a vida do seu povo<br />“amanhecer diferente” é uma adjectivação<br />V<br />F<br />F<br />V<br />F<br />V<br />
  35. 35. <ul><li>http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/guine-bissau/guine-bissau.php
  36. 36. http://www.teiaportuguesa.com/guineebissau/viagemguinebissau.htm
  37. 37. http://www.triplov.com/guinea_bissau/index.htm
  38. 38. http://novasdaguinebissau.blogspot.com/2009/09/quadros-do-pintor-guineense-augusto.html
  39. 39. Imagens retiradas do motor de busca: www.google.pt
  40. 40. Vídeo sobre o Arquipélago dos Bijagós extraído do site www.youtube.com
  41. 41. Vídeo sobre a morte de Hélder Proença extraído site http://tv1.rtp.pt/noticias/</li></ul>Bibliografia<br />
  42. 42. Trabalho realizado por:<br />Paula Leal Nº12 12ºH<br />& <br />Vanda Teixeira Nº17 12ºH<br />

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