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Literaturas de Língua Portuguesa<br />Literatura Guineense<br />Professora:<br /> Isabel Cosme<br />Janeiro de 2010<br />E...
Introdução…<br />Neste trabalho, realizado no âmbito da disciplina de Literaturas de Língua Portuguesa, vamos trabalhar o ...
Introdução à Literatura Guineense<br />Dentre as antigas colónias portuguesas, a Guiné-Bissau é o país onde mais tardiamen...
Poderemos distinguir quatro fases na literatura da Guiné em função do seu conteúdo: uma primeira fase anterior a 1945, uma...
III. Dos anos 1970 ao fim dos anos 1980<br /> <br />Uma literatura exclusivamente poética: da poesia de combate à poesia i...
Note-se porém que a questão de identidade não é apresentada como um factor de oposição entre o indivíduo e a sociedade na ...
O Autor<br />“(…) É assim que vamos tecendo as nossas manhãs<br />de ferro e terra batida<br />São as cores da nossa vida<...
Hélder Proença…<br />Era escritor e ministro da defesa da Guiné-Bissau. Nos anos 70, envolveu-se no movimento independenti...
começou a dedicar-se à literatura desde a adolescência, escrevendo poemas anticolonialistas, de afirmação da identidade na...
Nas noites de N’djimpol<br />Nas noites de N’djimpol<br />vi a virtude dos homens sem amanhã...<br />légua a légua<br />co...
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Tema e Assunto…<br />Nesta composição poética, o sujeito poético invoca a “mamãe terra”,apelando para a construção da naçã...
Tema e Assunto…<br />	Podemos assim dividir o poema em duas partes.<br />Na primeira, que são as primeiras cinco estrofes,...
Na segunda parte do poema, que são as restantes<br />duas estrofes, a mensagem do sujeito poético transmite,<br />nomeadam...
Relação entre Homens e Natureza<br />Numa primeira fase, vemos nesta composição<br />poética uma aproximação dos homens co...
Final…<br />	O sujeito poético acaba o poema com uma<br />afirmação, concluíndo aquilo que já insinuava<br />Anteriormente...
Recursos Estilísticos…<br />Anáfora: “Vi” (vv. 2,5,7,13,16,19) – Reforça a imagem<br />que o sujeito poético tem da conqui...
Conclusão…<br />Fazer este trabalho foi mais um novo desafio que<br />esta disciplina nos propôs. ;-) A literatura Guineen...
Interactividade<br />
A Literatura Guineense é das mais antigas em África<br />Esta afirmação é falsa<br />Esta afirmação é verdadeira<br />
A Guiné-Bissau era uma colónia de povoação, e Cabo Verde de exploração.<br />Esta afirmação é falsa<br />Esta afirmação é ...
A obra de Hélder Proença pertence a que fase da literatura Guineense?<br />I fase<br />II fase<br />III fase<br />IVfase<b...
Essa fase caracteriza-se pela…<br />Literatura de carácter agressiva, de luta e guerra, denunciando a exploração e o colon...
O poema analisado, designa-se “Nas noites de N’djimpolo”, faz parte da colectânea de poesia…<br />“Não devo adiar a palavr...
A mensagem do poema é de…<br />Combate, luta contra a opressão<br />Combate, luta contra o atraso cultural; afirmação da N...
FIM<br />Trabalho realizado por:<br />Anna Miranda, Nº4, 12ºH<br />Vera Barbosa, Nº18, 12ºH<br />
Bibliografia<br />http://www.didinho.org/resenhaliteratura.html<br />http://lusofonia.com.sapo.pt/guine.htm<br />Imagens:<...
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Nas Noites De N’Djimpol, HéLder ProençA

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Nas Noites De N’Djimpol, HéLder ProençA

  1. 1. Literaturas de Língua Portuguesa<br />Literatura Guineense<br />Professora:<br /> Isabel Cosme<br />Janeiro de 2010<br />Escola Secundária D. Afonso Henriques<br />
  2. 2. Introdução…<br />Neste trabalho, realizado no âmbito da disciplina de Literaturas de Língua Portuguesa, vamos trabalhar o poema “Nas noites de N’djimpol” de Hélder Proença, conhecendo assim um pouco da literatura Guineense. Começamos então por fazer uma breve introdução ao estudo da literatura da Guiné-Bissau, seguindo-se uma breve descrição da vida e obra de Hélder Proença, antes de apresentar-mos a análise do poema, incluído na obra de poesia “Não posso adiar a palavra”.<br />
  3. 3. Introdução à Literatura Guineense<br />Dentre as antigas colónias portuguesas, a Guiné-Bissau é o país onde mais tardiamente a literatura se desenvolveu devido ao atraso do aparecimento de condições socio-culturais propícias ao surgimento de vocações literárias. Esse atraso deveu-se sobretudo ao facto da Guiné ser uma colónia de exploração e não de povoamento, tendo estado por um longo período sob a tutela do governo geral da colónia de Cabo Verde.<br />
  4. 4. Poderemos distinguir quatro fases na literatura da Guiné em função do seu conteúdo: uma primeira fase anterior a 1945, uma segunda entre 1945 e 1970, uma outra entre 1970 e o fim dos anos 1980 e finalmente a fase iniciada na década de 1990. <br />
  5. 5. III. Dos anos 1970 ao fim dos anos 1980<br /> <br />Uma literatura exclusivamente poética: da poesia de combate à poesia intimista<br /> <br />Com a independência do país, surge uma vaga de jovens poetas, cujas obras impregnadas de um espírito revolucionário, manifestam um carácter social. Os autores mais representativos são: AgneloRegalla, António Soares Lopes (TonyTcheca), José Carlos Schwartz, Helder Proença, Francisco Conduto de Pina, Félix Sigá.<br />O colonialismo, a escravatura e a repressão são denunciados por esses autores que, no pós independência imediato apelam para a construção da Nação e invocam a liberdade e a esperança num futuro melhor. O tema da identidade é abordado através de diferentes situações: a humilhação do colonizado, a alienação ou assimilação e a necessidade de afirmação da identidade nacional.<br />
  6. 6. Note-se porém que a questão de identidade não é apresentada como um factor de oposição entre o indivíduo e a sociedade na qual este evolui. Ela é analisada como um conflito pessoal do indivíduo, que consciente do seu desfasamento cultural em relação à sociedade de origem, procura identificar-se com as suas raízes, da qual foi afastado pela assimilação colonial. Por conseguinte, nesta abordagem não se põe em causa a pertença do indivíduo à sociedade em questão. <br />Embora o recurso ao crioulo seja marginal, os autores afirmam-se como cidadãos africanos<br />
  7. 7. O Autor<br />“(…) É assim que vamos tecendo as nossas manhãs<br />de ferro e terra batida<br />São as cores da nossa vida<br />Onde a juventude se forja<br />- Ardente e gloriosa no peito palpitante do futuro – (…)”<br />
  8. 8. Hélder Proença…<br />Era escritor e ministro da defesa da Guiné-Bissau. Nos anos 70, envolveu-se no movimento independentista do seu país, abandonando os estudos liceais e partindo para a guerrilha em 1973. Após o 25 de Abril, regressou a Bissau, onde concluiu os seus estudos. Trabalhou como quadro no ministério da cultura, tendo sido ainda deputado na Assembleia Nacional Popular e membro do Comité Central do PAIGC. Colaborou em diversas publicações, como Raízes (cabo-verdiana), África (portuguesa), Libertação e O Militante, sendo as duas ultimas ligadas ao PAIGC. <br />
  9. 9. começou a dedicar-se à literatura desde a adolescência, escrevendo poemas anticolonialistas, de afirmação da identidade nacional, que acompanharam a sua actividade política. Os textos desta fase foram reunidos no volume Não Posso Adiar a Palavra, editado apenas em 1982.<br />Morreu no dia cinco de Junho de 2009 assassinado na Guiné-Bissau. <br />
  10. 10. Nas noites de N’djimpol<br />Nas noites de N’djimpol<br />vi a virtude dos homens sem amanhã...<br />légua a légua<br />conquistando o caudal do futuro.<br /> <br />Vi-os nas ondas tenebrosas<br />enfrentando e conquistando!<br /> <br />Vi braços robustos e livres<br />sonho campos loiros<br />espigas dardejando ao sabor do vento<br />brisas e pássaros cantando<br />sol e flautas beijando o suor fecundante.<br /> <br />Nas noites de N’djimpol<br />Vi a virtude dos homens sem amanhã...<br />légua a légua<br />conquistando o caudal do futuro...<br /> <br />
  11. 11. Nas noites de N’djimpol<br />Vi-os nas ondas tenebrosas<br />enfrentando e conquistando<br /> <br />Sim,<br />Vi nas noites de N’djimpol<br />sonho mamãe terra<br />sonho compassos rítmicos no capinzal<br />dilatando a fé do homem-terra<br />o horizonte e o brilho das nossas mãos.<br /> <br />Oiço o grito das brisas loiras...<br />na imensidão farta dos campos<br />sim mamãe terra<br />firmemente sonho<br />na certeza gritante<br />de sermos loiros e fortes<br /> como espigas e o sol<br />fortes e loiros…<br />Mamãe terra<br />Sonho mas juramos-te!<br />
  12. 12. Tema e Assunto…<br />Nesta composição poética, o sujeito poético invoca a “mamãe terra”,apelando para a construção da nação, e reforçando a mensagem de esperança e liberdade. Por exemplo em “vi a virtude dos homens sem amanhã.../<br />légua a légua/ conquistando o caudal do futuro.” (vv.2,3,4), temos bem presente a visão de homens livres a lutarem por um futuro melhor, explorando e reconstruindo a sua identidade, a Nação. <br />
  13. 13. Tema e Assunto…<br /> Podemos assim dividir o poema em duas partes.<br />Na primeira, que são as primeiras cinco estrofes, o <br />sujeito poético descreve a luta dos homens pela<br />conquista, pela liberdade, pela identidade, reforçados<br />por vocábulos como “conquistar”, “virtude” e mesmo<br />“futuro”. <br /> Vemos aqui também uma aproximação dos <br />Homens com a própria natureza, como se o homem<br />e a terra vivessem em comunhão e lutassem, juntos,<br />por uma identidade, que ainda está a ser explorada.<br />
  14. 14. Na segunda parte do poema, que são as restantes<br />duas estrofes, a mensagem do sujeito poético transmite,<br />nomeadamente, uma vertente mais emocional, apelando<br />à esperança, à fé. <br /> É quase como a confirmação de que terra (Guiné, neste<br />caso) e homem pertencem um ao outro, se fundem e<br />afirmem os seus próprios valores, construíndo assim uma<br />identidade única e própria, para que o “sonho” se torne<br />realidade. “Sim,/ Vi nas noites de N’djimpol/ sonho mamãe<br />terra/ sonho compassos rítmicos no capinzal/ dilatando a<br />fé do homem-terra/ o horizonte e o brilho das nossas<br />mãos.” (vv. 18,19,20,21,22,23).<br />
  15. 15. Relação entre Homens e Natureza<br />Numa primeira fase, vemos nesta composição<br />poética uma aproximação dos homens com a<br />natureza, através da sua fome pela luta e pela<br />conquista, explorando a terra e sentindo-a.<br /> Essa relação vai ficando mais próxima, surgindo<br />quase como uma fusão entre essas duas<br />identidades, em busca de uma identidade. Encontramos assim expressões como: “Vi braços<br />robustos e livres/(…) espigas dardejando ao sabor do<br />vento/ brisas e pássaros cantando/ sol e flautas<br />beijando o suor fecundante” (vv. 7,9,10,11), entre<br />outros…<br />
  16. 16. Final…<br /> O sujeito poético acaba o poema com uma<br />afirmação, concluíndo aquilo que já insinuava<br />Anteriormente, “(…) Mamãe terra/ Sonho mas <br />juramos-te!”. <br /> Basicamente, a esperança de conseguir realizar o sonho torna-se quase palpável através da força da<br />natureza, fazendo com que o sujeito poético fique<br />convicto da sua vitória, deixando uma mensagem<br />positiva no ar. <br />
  17. 17. Recursos Estilísticos…<br />Anáfora: “Vi” (vv. 2,5,7,13,16,19) – Reforça a imagem<br />que o sujeito poético tem da conquista, da busca e<br />da luta do seu ideal. Ele “vê” os homens a fazer isto e<br />aquilo, porque é assim que se consegue alcançar o<br />pretendido. É assim que ele imagina o futuro.<br />Imagem/: “Vi-os nas ondas tenebrosas/enfrentando e<br />conquistando!”<br />Metáfora: “sol e flautas beijando o suor fecundante.”<br />(v. 11) – Esta metáfora vem reforçar a<br />proximidade entre a natureza e o homem. O sol (natureza)<br />e a as flautas (objecto musical [positivo] dos homens,<br />unem-se harmoniosamente num só, para assim poderem<br />colher os frutos dos seus esforços (a luta)<br />
  18. 18. Conclusão…<br />Fazer este trabalho foi mais um novo desafio que<br />esta disciplina nos propôs. ;-) A literatura Guineense<br />é ainda tão recente, que realmente há muito pouca<br />informação acerca desta. O próprio Hélder Proença<br />parece só ser conhecido pelo facto de ter sido<br />assassinado, ao invés de o recordarem através do<br />Grande contributo que deu á evolução da literatura<br />Da Nação, o que é triste. Mas mesmo assim<br />Conseguimos espremer algum fruto da pesquisa<br />que fizemos, e cá está o resultado. Esperemos que<br />esteja razoável ;-P<br />
  19. 19. Interactividade<br />
  20. 20. A Literatura Guineense é das mais antigas em África<br />Esta afirmação é falsa<br />Esta afirmação é verdadeira<br />
  21. 21. A Guiné-Bissau era uma colónia de povoação, e Cabo Verde de exploração.<br />Esta afirmação é falsa<br />Esta afirmação é verdadeira<br />
  22. 22. A obra de Hélder Proença pertence a que fase da literatura Guineense?<br />I fase<br />II fase<br />III fase<br />IVfase<br />
  23. 23. Essa fase caracteriza-se pela…<br />Literatura de carácter agressiva, de luta e guerra, denunciando a exploração e o colonialismo, lutando pela liberdade do país e afirmação nacional.<br />Pelo espírito revolucionário, manifestando um carácter social,apelando para a construção da Nação e invocando a liberdade e a esperança num futuro melhor.<br />
  24. 24. O poema analisado, designa-se “Nas noites de N’djimpolo”, faz parte da colectânea de poesia…<br />“Não devo adiar a palavra”<br />“Não posso retardar a palavra”<br />“Não posso adiar as palavras”<br />“Não posso adiar a palavra”<br />“Não devo adiar os pensamentos”<br />
  25. 25. A mensagem do poema é de…<br />Combate, luta contra a opressão<br />Combate, luta contra o atraso cultural; afirmação da Nação; Construção de identidade nacional<br />Esperança de liberdade e desejo de fuga<br />
  26. 26. FIM<br />Trabalho realizado por:<br />Anna Miranda, Nº4, 12ºH<br />Vera Barbosa, Nº18, 12ºH<br />
  27. 27. Bibliografia<br />http://www.didinho.org/resenhaliteratura.html<br />http://lusofonia.com.sapo.pt/guine.htm<br />Imagens:<br /> Motor de busca - www.google.pt<br />

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