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Mar Me Quer, Mia Couto

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  • O slide 6 é uma cópia do site http://lusofonia.com.sapo.pt/mia.htm#a_outra_face_da_lua_

    'O título Mar me quer não é apenas uma variação poética dos versos “bem-me-quer, mal-me-quer”, com os quais as moças costumam indagar ao destino a verdade de um possível amor. A formulação insere na obra, já desde o início, a força movente do desejo que reconstrói mundos. Assim como o mar quer a terra e a busca em infinitos e entrecortados abraços, da mesma forma se coloca o desejo do homem pela mulher; também de completude é a relação de luz e sombra ou, se quisermos, razão e intuição.'

    Como isto é um trabalho de escola achei melhor avisar,
    o resto do trabalho no entanto está esplêndido!

    Cumprimentos
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Mar Me Quer, Mia Couto

  1. 1. Mar-me-querMia Couto<br />
  2. 2. Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Literaturas de Língua Portuguesa<br />Curso de Línguas e Humanidades<br />12º ano<br />Com a docente: Isabel Cosme<br />e as alunas: Ana Joãoe Cátia Silva<br />
  3. 3. Mia Couto<br />Dados biográficos:<br />Nome: António Emílio Leite Couto (Mia Couto) <br />Nascimento: 5 de Julho de 1955, em Beira, Sofala, Moçambique<br />Ocupações: escritor e biólogo na área de estudos de impacto ambiental<br />Curiosidades:Foi denominado “Mia” devido ao seu irmão não conseguir dizer &quot;Emílio&quot;. Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem, também, a ver com a sua paixão pelos gatos – desde a infância dizia aos seus familiares que queria ser um deles.<br />
  4. 4. Obras<br />
  5. 5. Análise da obra<br />
  6. 6. Título<br />O título Mar me quer não é apenas uma variação poética dos versos “bem-me-quer, mal-me-quer”, com os quais as moças costumam indagar ao destino a verdade de um possível amor. A formulação insere na obra, já desde o início, a força do desejo que reconstrói mundos. Assim como o mar quer a terra e a busca em infinitos e entrecortados abraços, da mesma forma se coloca o desejo do homem pela mulher; também de completude é a relação de luz e sombra ou, se quisermos, razão e intuição.<br />http://www.fflch.usp.br/dlcv/posgraduacao/ecl/pdf/via02/via02_21.pdf<br />
  7. 7. Tempo<br />Não há uma referência temporal específica presente na obra, apenas pequenas indicações que nos permitem perceber a passagem do tempo ou, então, constantes analepses que nos remetem às memórias da vida passada das personagens.<br />Litoral de Moçambique; casas de Zeca e Luarmina, mais especificamente a varanda dela.<br />Espaço<br />
  8. 8. Narrador<br />Presença<br />Focalização<br />Autodiegético: o narrador é uma das principais personagens da história.<br />Interna:o narrador contempla as personagens que criou e traça a sua análise do exterior para o interior (é a própria personagem que dá a conhecer o seu estado de espírito e sentimentos)<br />
  9. 9. Linguagem<br />Vocabulário simples e acessível<br />Registo de língua, maioritariamente, corrente e popular<br />A linguagem oral está presente ao longo de toda a obra, marcada, principalmente, pelo uso de frases proverbiais e pela utilização de “moçambicanismos”, como concho, xiculunguelavam, suca, famba…<br />
  10. 10. Linguagem<br />A inovação lexical produzida por Mia Couto não vem alterar as normas e regras de funcionamento da Língua. Por outro lado, recria, faz nascer palavras e significados que vêm provar que a Língua Portuguesa está em constante alteração e evolução, uma vez que, ao serem criados novos vocábulos, demonstra-se que a Língua possui uma diversidade inúmera de combinações não exploradas e que, a algumas delas, não estamos ainda sensíveis.<br />http://www.ii.ua.pt/cidlc/gcl/<br />
  11. 11. Recursos Estilísticos <br />Adjectivação<br />“A gorda Luarmina”<br />“já foi bela”<br />“Luarmina, gorda e engordurada”<br />Comparação<br />“Ela se afasta, pesada como pelicano.” <br />“Minha vizinha reclama não haver homem com miolo tão miúdo como eu.”<br />Estes dois recursos, remetem-nos para as características das duas personagens. Luarmina é, principalmente, caracterizada como uma mulher gorda, na opinião de Zeca; e ele como um homem sem juízo, na opinião dela.<br />
  12. 12. Recursos Estilísticos <br />Interrogação Retórica<br />“Será que são mentiras? Se eu, que não testemunhei o que eu próprio relato, me acabo acreditando?”<br />A interrogação retórica mostra-nos a incerteza do passado de Zeca, que a pedido de Luarmina, vai sendo revelado aos poucos.<br />Personificação<br />“O mar é que tem culpas”<br />“[o arco-íris] tem o serviço só de fantasiar, de ensinar o céu a sonhar”<br />A personificação demonstra a importância de alguns elementos da Natureza no desenrolar da acção. Por exemplo, o mar foi sempre algo que influenciou a vida de todas as personagens, tornando-se um foco central das suas memórias e diálogos.<br />
  13. 13. Reflexão<br />A realização deste trabalho foi muito enriquecedora para nós, pois permitiu-nos conhecer mais um escritor moçambicano, Mia Couto, do qual nunca tínhamos lido uma obra.<br />Descobrimos, também, que uma história pode ser muito simples, mas, ao mesmo tempo, fazer-nos reflectir sobre valores fundamentais na vida humana, como o amor e o facto de o aproveitarmos, de desistirmos dele ou de termos esperança e começarmos de novo.<br />Zeca refere, mesmo, que “estamos morrendo a partir do momento em que não mais nos apaixonamos”. <br />
  14. 14. Questionário<br />
  15. 15. A acção tem lugar…<br />No litoral de Angola, na casa das personagens principais. <br />No interior de Moçambique, numa praça. <br />No litoral de Moçambique, na casa das personagens principais. <br />Uma analepse <br />Uma anáfora <br />Uma prolepse<br />A história de AgualbertoSalvo-Erro constitui…<br />
  16. 16. A acção tem lugar…<br />No litoral de Angola, na casa das personagens principais. <br />No interior de Moçambique, numa praça. <br />No litoral de Moçambique, na casa das personagens principais. <br />Uma analepse <br />Uma anáfora <br />Uma prolepse<br />A história de AgualbertoSalvo-Erro constitui…<br />
  17. 17. O narrador…<br />Apenas narra a história, sem nela participar. <br />Apresenta-se como a personagem principal. <br />Participa, mas não é considerado personagem de grande relevo. <br />Simples e acessível, sem grandes novidades lexicais <br />Simples e acessível, apresentando algumas incorrecções a nível linguístico <br />Simples e acessível, recorrendo a inúmeras inovações e recriações do léxico <br />A linguagem da obra é considerada…<br />
  18. 18. O narrador…<br />Apenas narra a história, sem nela participar. <br />Apresenta-se como a personagem principal.<br />Participa, mas não é considerado personagem de grande relevo. <br />Simples e acessível, sem grandes novidades lexicais <br />Simples e acessível, apresentando algumas incorrecções a nível linguístico <br />Simples e acessível, recorrendo a inúmeras inovações e recriações do léxico <br />A linguagem da obra é considerada…<br />
  19. 19. FIM<br />Nota: imagens retiradas da obra “Mar-me-quer”, de Mia Couto e do motor de busca Google.<br />

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