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Escola Secundária D. Afonso Henriques<br />2009/2010<br />LITERATURA GUINEENSE<br />Hélder Proença<br />Ana João, 3<br />C...
Guiné-Bissau<br />  <br />
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  <br />LiteraturaGuineense<br />Dentre as antigas colónias portuguesas, a Guiné-Bissau é o país onde mais tardiamente a l...
LiteraturaGuineense<br />Também o acesso ao ensino era bastante restrito, estando dele excluída a maioria da população. A ...
LiteraturaGuineense<br />Podemos distinguir quatro fases na literatura da Guiné:<br /><ul><li>A fase anterior a 1945: Auto...
O período entre 1945 e 1970:  Uma poesia de combate
Dos anos 1970 ao fim dos anos 1980: Uma literatura exclusivamente poética: da poesia de combate à poesia intimista.
A partir da década de 1990: Uma poesia mais intimista. </li></li></ul><li>O Autor<br />
Hélder Proença<br />BaciroDabó e Hélder Proença assassinados na Guiné.<br />Houve um duplo homicídio na Guiné Bissau. Fora...
O Poema<br />
A Lenda de Sundiata<br />Sundiata Keita, (1217 - 1255) foi o fundador do Império Mali e celebrado como um herói da África ...
A Lenda de Sundiata<br />Ele dedicou a sua vida à construção de um exército para derrubar o rei e libertar a sua terra nat...
A Lenda de Sundiata<br />Se a memória do Mali antigo ainda permanece viva hoje, deve-se, em grande parte graças ao trabalh...
Canto a Sundiata<br />Esta é a noite<br />do perfume<br />            sorriso<br />brotando<br />            E digo-te<br ...
Canto a Sundiata<br />Este luar-guitarra<br />é longo e suave<br />e jovem e sorridente<br />solfeja e dedilha<br />refina...
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Canto a Sundiata<br />Neste luar prata<br />se atiçam sensibilidades<br />esqueço-me<br />            e afirmo-me<br />Com...
Canto a Sundiata<br />E digo-te<br />            canta flor<br />            mas fita bem!<br />            Esta é a noite...
Canto a Sundiata<br />Os olhos de ver<br />morrem na doçura prateada do horizonte<br />Enamoro a cruel dureza das rochas<b...
Canto a Sundiata<br />Neste luar prata<br />perfilo-me entre os lábios<br />mais usados<br />Hasteio como estandarte<br />...
Canto a Sundiata<br />E digo-te<br />canta flor<br />mas fita sério<br />Também<br />agonizo neste tom guitarra do luar, S...
Canto a Sundiata<br />Porque há sono de dormir<br />ainda<br />no solfejo cristalino<br />            de cada nuance peque...
Canto a Sundiata<br />Desenhando<br /> este silêncio interno<br />esta música permanente<br />este retrato multifacético d...
Canto a Sundiata<br />Digo-te<br />não posso adiar a palavra, Sundiata<br />se pequei contra ti<br />e porque no<br />    ...
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	      Tema<br />Esta composição poética pretende, acima de tudo, cantar uma figura histórica africana: Sundiata, através ...
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Vocabulário<br />Vocabulário positivo – eufórico <br />“perfume”; “sorriso”; “flor”; luar-guitarra”; “suave”; “jovem”; “so...
Vocabulário<br />Vocabulário negativo – disfórico <br />“noite”; “cruel dureza”; “negro”; “triste”; “agonizo”; “miséria”; ...
	      Recursos Estilísticos<br />Adjectivação<br />“este luar-guitarra/ é longo e suave/ e jovem e sorridente”<br /> “lon...
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	      Análise Formal<br />Esta composição poética é constituída por oito estrofes de diferentes dimensões. Quanto à análi...
Reflexão<br />O poema Canto a Sundiata de Hélder Proença é uma forma de exaltação deste símbolo africano, que conquistou o...
Questionário<br />
Podemos dividir a literatura guineense em…<br /><ul><li>4 fases
3 fases
5 fases</li></li></ul><li>Hélder Proença…<br /><ul><li>Morreu vítima de congestão
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Canto A Sundiata, HéLder ProençA

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Canto A Sundiata, HéLder ProençA

  1. 1. Escola Secundária D. Afonso Henriques<br />2009/2010<br />LITERATURA GUINEENSE<br />Hélder Proença<br />Ana João, 3<br />Cátia Silva, 6<br />12ºH<br />Curso de Línguas e Humanidades<br />Docente: Isabel Cosme<br />
  2. 2. Guiné-Bissau<br />  <br />
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  10. 10.
  11. 11.   <br />LiteraturaGuineense<br />Dentre as antigas colónias portuguesas, a Guiné-Bissau é o país onde mais tardiamente a literatura se desenvolveu devido ao atraso do aparecimento de condições socio-culturais propícias ao surgimento de vocações literárias. Esse atraso deveu-se sobretudo ao facto da Guiné ser uma colónia de exploração e não de povoamento.<br />
  12. 12. LiteraturaGuineense<br />Também o acesso ao ensino era bastante restrito, estando dele excluída a maioria da população. A imprensa também chegou tardiamente à colónia, apenas em 1879.<br />A inexistência de bibliotecas, de uma casa de edições, a falta de dinamismo da própria União Nacional de Artistas e Escritores são outros dos factores que têm travado o desenvolvimento do movimento literário nacional. <br /> <br />
  13. 13. LiteraturaGuineense<br />Podemos distinguir quatro fases na literatura da Guiné:<br /><ul><li>A fase anterior a 1945: Autores marcados pelo cunho colonial
  14. 14. O período entre 1945 e 1970: Uma poesia de combate
  15. 15. Dos anos 1970 ao fim dos anos 1980: Uma literatura exclusivamente poética: da poesia de combate à poesia intimista.
  16. 16. A partir da década de 1990: Uma poesia mais intimista. </li></li></ul><li>O Autor<br />
  17. 17. Hélder Proença<br />BaciroDabó e Hélder Proença assassinados na Guiné.<br />Houve um duplo homicídio na Guiné Bissau. Foram assassinados o candidato presidencial BaciroDabó e Hélder Proença, deputado do PAIGC e ex-ministro da Defesa. A Direcção-Geral dos Serviços de Informação do Estado da Guiné-Bissau denunciou hoje uma tentativa de golpe de Estado no país liderada por Hélder Proença, agora morto.<br />2009-06-05<br />http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Baciro-Dabo-e-Helder-Proenca-assassinados-na-Guine.rtp&headline=20&visual=9&article=224773&tm=7<br />
  18. 18. O Poema<br />
  19. 19. A Lenda de Sundiata<br />Sundiata Keita, (1217 - 1255) foi o fundador do Império Mali e celebrado como um herói da África Ocidental na semi-histórica Epopeia de Sundiata.<br />A sua história é conhecida sobretudo por meio da tradição oral, transmitida pelas gerações.<br />
  20. 20. A Lenda de Sundiata<br />Ele dedicou a sua vida à construção de um exército para derrubar o rei e libertar a sua terra natal. Quando era mais velho, Sundiata derrubou-o e tornou-se rei do império de Mali. <br />Sundiata apercebeu-se que, se fosse para ter um reino, ele teria de ser próspero. Para isso, introduziu culturas como feijão, arroz e algodão. Com a venda das culturas, o Império Mali tornou-se muito rico. <br />SundiataKeita estabeleceu a capital na sua aldeia natal de Niani, Mali, perto da fronteira actual com a Guiné. <br />Sundiata construiu, assim, a reputação de homem poderoso.<br />
  21. 21. A Lenda de Sundiata<br />Se a memória do Mali antigo ainda permanece viva hoje, deve-se, em grande parte graças ao trabalho dos griots, historiadores profissionais, cantores e artistas musicais do povo mandinga. Hoje, a tradição está espalhada por, pelo menos, seis países do oeste Africano: Mali, Guiné Equatorial, Gâmbia, Senegal, Costa do Marfim, Burina Faso e Guiné-Bissau, que têm mantido uma cultura extremamente unificada. Estes países ainda confiam nos seus griots que lembram o seu lugar glorioso na história. E a mais querida de todas as histórias é a de Sundiata Keita, o primeiro rei do Império do Mali.<br />
  22. 22. Canto a Sundiata<br />Esta é a noite<br />do perfume<br /> sorriso<br />brotando<br /> E digo-te<br /> canta flor<br /> mas fita sério!<br />
  23. 23. Canto a Sundiata<br />Este luar-guitarra<br />é longo e suave<br />e jovem e sorridente<br />solfeja e dedilha<br />refina ancas<br />emacia o beijo e a ternura<br />
  24. 24. Canto a Sundiata<br />E também<br /> amo<br /> neste tom guitarra<br /> do luar, Sundiata<br /> E digo-te<br /> canta flor<br /> mas fita bem!<br />
  25. 25. Canto a Sundiata<br />Neste luar prata<br />se atiçam sensibilidades<br />esqueço-me<br /> e afirmo-me<br />Como fumos sorridentes<br />e prateados<br />em longas andanças<br />
  26. 26. Canto a Sundiata<br />E digo-te<br /> canta flor<br /> mas fita bem!<br /> Esta é a noite<br /> do perfume sorriso<br /> brotando<br />
  27. 27. Canto a Sundiata<br />Os olhos de ver<br />morrem na doçura prateada do horizonte<br />Enamoro a cruel dureza das rochas<br />Caso-me com o cristal mais negro<br />e triste do debaixo da 1ª terra<br />  E também<br /> sonho<br /> neste tom guitarra do luar, Sundiata<br />
  28. 28. Canto a Sundiata<br />Neste luar prata<br />perfilo-me entre os lábios<br />mais usados<br />Hasteio como estandarte<br />o sexo de todos os Deuses,<br />enfim, e da virgem santíssima, também!<br />
  29. 29. Canto a Sundiata<br />E digo-te<br />canta flor<br />mas fita sério<br />Também<br />agonizo neste tom guitarra do luar, Sundiata<br />E digo, Amem!<br />E digo-te — Sundiata:<br />«abô i fidjo di miséria<br />ca bu tchora bu sufrimentu»<br />
  30. 30. Canto a Sundiata<br />Porque há sono de dormir<br />ainda<br />no solfejo cristalino<br /> de cada nuance pequeno-burguês<br />se assim é...<br />em cada coisa, em tudo ou<br /> em cada coisa?!<br />e digo, que assim seja, Sundiata!<br />
  31. 31. Canto a Sundiata<br />Desenhando<br /> este silêncio interno<br />esta música permanente<br />este retrato multifacético do luar e da agonia<br />
  32. 32. Canto a Sundiata<br />Digo-te<br />não posso adiar a palavra, Sundiata<br />se pequei contra ti<br />e porque no<br /> Amem<br />e Aleluia subescrevendo<br />Agora?!<br />
  33. 33. Canto a Sundiata<br />E digo-te, Sundiata<br />canta flor<br />mas fita bem<br />Porque<br />esta é a noite<br />do perfume<br />sorriso<br />brotando.<br />
  34. 34. Tema<br />Esta composição poética pretende, acima de tudo, cantar uma figura histórica africana: Sundiata, através do reconhecimento da sua importância para a formação de Guiné-Bissau.<br />Nela, o sujeito poético partilha os anseios de um povo, que procura a definição histórica, cultural, afectiva de um espaço territorial, constatando situações adversas, que levam ao surgimento de uma força vital, libertadora: a esperança irrecusável de um amanhecer diferente.<br />
  35. 35. Tema<br />Tal como Sundiata, o sujeito poético decide, também, lutar contra o invasor. Isto leva-o a não adiar a palavra, a ser “obrigado” a reconhecer as privações do seu povo, do povo que Sundiata fundou, tendo sempre em vista o desejo de liberdade e sem esquecer a urgência do amor entre os guineenses, em particular, e os seres humanos, em geral.<br />
  36. 36. Vocabulário<br />Vocabulário positivo – eufórico <br />“perfume”; “sorriso”; “flor”; luar-guitarra”; “suave”; “jovem”; “sorridente”; “beijo”; “ternura”; “amo”; “doçura”; “sonho”; “música”<br />Os vocábulos transcritos são, normalmente, associados a um campo semântico positivo e que, transmitindo leveza e afabilidade, nos transportam, de imediato, para um universo de amor, bondade, paz, reconciliação – em suma, a Humanidade que o sujeito poético anseia alcançar. <br />
  37. 37. Vocabulário<br />Vocabulário negativo – disfórico <br />“noite”; “cruel dureza”; “negro”; “triste”; “agonizo”; “miséria”; “sufrimentu”; “silêncio interno”; “agonia”<br />Por sua vez, estes vocábulos estão associados a um campo semântico negativo que transmite a ideia de escuridão, incerteza, sofrimento, e que nos remete para uma realidade dura, triste, miserável, em agonia – ou seja, a perversidade da natureza humana, que o sujeito poético pretende eliminar.<br />
  38. 38. Recursos Estilísticos<br />Adjectivação<br />“este luar-guitarra/ é longo e suave/ e jovem e sorridente”<br /> “longas andanças”; “O cristal mais negro/e triste”<br />Comparação<br />“Esqueço-me /e afirmo-me /como fumos sorridentes e prateados.” <br />Estes dois recursos tendem a construir um cenário que contrasta entre claro e escuro, o luminoso e o enublado, demonstrando a dualidade de situações presentes ao longo do poema.<br />
  39. 39. Recursos Estilísticos<br />Apóstrofe<br />“Sundiata”; “E digo-te”<br />A apóstrofe indica-nos a existência de um “tu”, neste caso Sundiata, a quem o “eu” se dirige.<br />Sinestesia<br />“perfume sorriso”; “doçura prateada do horizonte”; “cruel dureza das rochas”<br />A sinestesia pretende, a par das adjectivações, caracterizar o ambiente, principalmente de índole psicológica, vivenciado pelo sujeito poético. <br />
  40. 40. Análise Formal<br />Esta composição poética é constituída por oito estrofes de diferentes dimensões. Quanto à análise rimática – tipo de rima, esquema rimático, métrica – é impossível de identificar, devido à inexistência de rima, o que demonstra a evidente liberdade formal expressa no poema. A salientar, também, a diferença estrutural e discursivado texto, que caracteriza a poética de Hélder Proença. O ritmo alterna entre lento e rápido, dependendo da intensidade dos versos.<br />
  41. 41. Reflexão<br />O poema Canto a Sundiata de Hélder Proença é uma forma de exaltação deste símbolo africano, que conquistou o seu próprio território e conseguiu fazer com que este fosse bem explorado. No poema, a esperança de um amanhecer diferente para um país em dificuldades como a Guiné, está também bem visível.<br />Para nós, foi gratificante termos conhecido Hélder Proença e a sua poesia, embora a consideremos um pouco complexa e de difícil compreensão. <br />
  42. 42. Questionário<br />
  43. 43. Podemos dividir a literatura guineense em…<br /><ul><li>4 fases
  44. 44. 3 fases
  45. 45. 5 fases</li></li></ul><li>Hélder Proença…<br /><ul><li>Morreu vítima de congestão
  46. 46. Foi assassinado
  47. 47. Suicidou-se</li></li></ul><li>A que a herói africano se dirige o sujeito poético?<br /><ul><li>SindiataKeima
  48. 48. SundiataKeima
  49. 49. SundiataKeita</li></li></ul><li>Sundiata dedicou a sua vida…<br /><ul><li>À agricultura
  50. 50. À construção de um exército
  51. 51. À edificação de um palácio</li></li></ul><li>No poema, o sujeito poético nutre a esperança de…<br /><ul><li>Um amanhecer diferente
  52. 52. Uma derrota do seu povo
  53. 53. Uma vitória no CAN 2010</li>

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