pragas e doenças em cana de açúcar. CTC-antonio inacio ferraz

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pragas e doenças em cana de açúcar. CTC-antonio inacio ferraz

  1. 1. PRA GAS E DOENÇAS m CANA-DE-AÇUCAH “HOGUING 'CTC' CENTRE¡ DE TEÇNÇILÚEIH ÇVENIHUIEIHII.
  2. 2. gx NOSSA CAN». E ü M0550 MUNDO. J f L CEF-ITED DE TEEHDLUGIF¡ EÂNAWEIFIPI.
  3. 3. r Esta caderneta foi elaborada pelo CTC- Centro deiecnologia Canavieira -com o objetivo de facilitara identificação de pragas e doenças da cana-de-açúcar. Apresentando um resumo dos danos verificados nos canaviais, o CTC busca contribuir com o trabalho das equipes de controle de pragas e doenças das usinas de todo o país. A correta identificação desses insetos e sintomas consistem no primeiro e importante passo para que as devidas providências possam ser tomadas.
  4. 4. Broca da Cana - Diatraea saccharalis Encontrada em todo o território nacional, a Broca da Cana, Diarraea sacchara/ Is, e uma mariposa cujas larvas causam a morte da gema apical e danos no interior do colmo da cana-de-açúcar. O controle biológico consiste no metodo mais eficiente de controle, sendo realizado através da liberação de parasitóides como Cores/ a #av/ pes Recomenda-se a racionalização do uso de produtos químicos, evitando o desequilíbrio biológico. E importante destacar o controle realizado naturalmente por outros predadores, os quais podem ser eliminados com o uso indiscriminado de inseticidas de solo. Adulto da Broca da Cana. Ovos da Broca TA T , _ '~_; f“'a: - . _ da Cana. l ' ll. _ a '-1. . e v; Larva da Broca da Cana. l , CE “i à [l à 4 CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA PUpã da BTOCB da Cana.
  5. 5. e à 'J I! 1 i¡ Agfa -' 1; 'fi-T'- , l A3? x. _ ' _ . _a Â~; AL$; .I; A§ _w_ _ «- _ui "Coração morto" causado "Podridão vermelha" causada Pela BTOCH da Cãnâ- após o ataque da Broca da Cana. p, Priorize o controle biológico i para evitar o desequilíbrio. É i E¡~úâ%i§: ¡_. _ , . ? LL , É LH fa; gl' il i' v_* 4:. ..- fm-: Massa de casulos de Cotesia flavipes, parasitóide da _ Dhçacchara/ ÍS_ de flavipes, parasitóide da Broca da Cana. *T claripalpis, parasitóide da + rÍ o + Broca da Cana. CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  6. 6. Cigarrinha das raízes - Mahanarva fimbriolata As ninfas da Cigarrinha das Raizes, Mahanarva iimbr/ 'o/ ata, produzem uma espuma na base dos colmos, nas raízes superficiais, onde se alimentam e se mantem protegidas ate' atingirem a fase adulta. Surgem após as primeiras chuvas no início da primavera, quando deverão ser iniciados os levantamentos e em condições de altas densidades populacionais ; podem causar grandes perdas nos canaviais. Recomenda-se o controle da Cigarrinha das , tn _. raizes com o fungo / l/letarhizium an/ sop/ ¡ae ; f - g quando forem encontradas populações r superiores a 3 ninfas por metro. r Adulto da Cigarrinha _ _ das raízes. Ar l C5' _ . jgi I _ Nas areas tratadas com _ . M. anísop/ iae, tem-se A, __ _ , _ observado incremento 'T 'EJÍLTÊTTII contínuo nas taxas de ¡. _.--c'. ... -.. .,___t. ... a_i-. ; 1;# infecção de formas àlàgffaãísügarrmha L _ _ biológicas da Cigarrinha Ninfa deCigarrinha das A peIo fungo e também raízes colonizada por Um âUmGIITO de OUITOS Metarhizium anísopliae. inimigos naturais desta if a praga. II 7% 6 “ CT. r" . CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  7. 7. i “If, v: t. “' . - l'-. ~,*_ã'lh_~2« - , I'm: ' ' : u '-2 I'd-I P' _ l l - i . 1:3_ . _ _ _ _ _ ESPUmÕ da CÍQãTTÍTTha Sintoma de ataque de adultos C135 TãÍZES- da Cigarrinha das raízes em folha da cana-de-açúcar. rj; T *E O TÍT- - I , _ íçàdrrí_ _É iirlIrf t--* *t* IEF** _ _ f» _v R* Dano de Cigarrinha A . . , das raízes, no colmo Adlultp dá' ügargnãa das “nz/ est da canadeaçúcar_ co onrza o por a oa ap/ cu a a. Adulto de g se Salp/ ngogaster f' __ nigra, predador de ninfas de * f' Cigarrinha das __ _ raízes. l l _ , _ CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  8. 8. Broca dos rizomas - Mígdo/ us fryanus As larvas do besouro M/ gdo/ us fryanus atacam o sistema radicular da cana-de-açúcar causando falhas na brotação das soqueiras, morte da cana em reboleiras e necessidade de reforma precoce do canavial. O ciclo larval e' subterrâneo e dura no mínimo dois anos, podendo chegar a três. As larvas são encontradas ate' a profundidade de cinco metros no solo e seus adultos vêm à superfície apenas por ocasião das "revoadas", para acasalamento. O controle dessa praga deve ser quimico, com aplicação de inseticidas direcionada às reboleiras no preparo do solo (na subsolagem ou aração). III: Ia I I I-V ¡T A - I u'- I 1. Ii' -' . _WI-'Ç e* ; ft rf' Pá! à: :r É' ll: A* "I 't '= . ' I '“' “raw” 'f' Adulto macho de v' _ 1.7,'. “i _ , . _ Fla¡ Mi; H Ju. ; M/ gdolus fryanus. _vma 'l q¡ ~-a' Fêmea e ovos de i vi i Migdolus fryanus. CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  9. 9. Larvas de Migdolus fryanus “" " '_ ' *T ” na touceira da cana. Pupa de M/ QÚO/ US ffyanuí lT Danos de Migdolus fryanus na I base dos colmos. _. 4 __ _ _. Área atacada por Migdolus fryanus. Monitorar esta praga para _IE E controlarnasáreas de foco. i l _ , _ CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  10. 10. Bicudo da cana-de-açúcar - Sphenophorus / evís O Bicudo da cana-de-açúcar, Sphenophorus/ evis, e' um besouro que na fase larval escava galerias no interior dos colmos da cana em desenvolvimento, afetando o stand e a produtividade da cultura. Além disso, o bicudo reduz a longevidade dos canaviais, os quais muitas vezes não passam do segundo corte. A praga encontra-se disseminada em diversos municípios e regiões do estado de São Paulo, sendo encontrada também em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paranã. A disseminação da praga pelas mudas infestadas e' apresentada como hipótese mais provável para explicar sua rápida expansão, visto que o inseto praticamente não voa e seu caminhare lento. O principal método de controle consiste na ç destruição das soqueiras, com o eliminador t mecânico, preferencialmente no período de maio a setembro aliado ao plantio de mudas isentas da praga. í' a" . Adulto do bicudo da cana, Sphenophorus / evis. ç a# *E Adultos do bicudo da cana, 10 l a l E¡ Sphenophoruslevís. CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  11. 11. .u 7 ¡- Ovos do bicudo da cana, Larvas recém eclodidas do Sphenophorus levis. bicudo da cana. vç _ A íT L' pi¡ IL A_ . . l _ Larva do bicudo da cana. R'Z°ma da Cana aIaCadO pOr Sphenophorus/ em. A , f I l í Usar o controle cultural nas áreas e v* e** - de ocorrência, com eliminação -- t' _ç g mecanica de soqueira na epoca i A' - adequada e a melhor soluçao. g O Touceira decana atacada por T. l T. Sphenophorus/ em. 11 CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  12. 12. Broca gigante - Telchin licus A Broca Gigante pode causar perdas significativas na produção agrícola e industrial. Danifica a cana-de-açúcar abrindo galerias no colmo, deixando-o ocado, além de gerar falhas e sintoma de "coração morto" na brotação das soqueiras. Em situações de altas infestações, reduz a longevidade do canavial, exigindo a reforma antecipada das ãreas. Adulto da broca gigante, Aduko da broca gmante Tem"" "CUS "CUS (vma dmsan' Telchin licus licus (Vista ventral). = ITE¡ * ¡ Adulto da I broca gigante, i _ _ “- _ Fã T Telchinlicuslicus. _' A ' i _ç 12 T. 1' . T _I - - A I - CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  13. 13. ovos de broca gigante, Larva da broca gigante, Te/ chin licus licus, Te/ chin / ÍC us / ÍC US. r É? _ E l ll l l , l¡ 7:. "l _ Í_ _ t r" l l- “' u' l x . v, I '_ . . à n . a ' _u Pupa da broca gigante, "Coração morto" da broca A Te/ Chín ÍÍCUS ÍÍCUS. gigante, Te/ chin licus licus. Estr¡ ç ç Ter tijl ' t H IT? _ Ataqueda broca gigante, 51V' -_; e. ' Te/ chinlicuslicus, na . a, ff_ ç base dos colmos. T3 CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  14. 14. CUPINS São insetos sociais que vivem em colônias organizadas, causando danos em toletes e colmos, falhas na brotação das soqueiras e redução da longevidade do canavial. Boa parte das espécies de cupins não é agressiva à cultura, podendo ser inclusive benéfica. O conhecimento das especies e de seus níveis de infestação, determinados por levantamentos populacionais, são fundamentais dentro de um programa integrado de manejo de pragas de solo para seu devido controle, restringindo a aplicação de inseticidas a apenas i0 a 20% da ãrea de plantio. z. . . . . Eli-í”- ' E importante destacar que o uso indiscriminado j¡ de inseticidas de solo causa o desequilíbrio nos inimigos naturais da broca da cana. l Soldado de Heterotermes tenuis. _i ~. riwí-T TL _ “Qui-Lev, ;à . . l _i_ , . s _ 4:* 21! _ : _-; _i Colônia deHeterotermes  -Õ 33;¡ tenuisemcolmodecana- . .ç s; _“ * “_ à t¡ de-açúcar. I ' T-'_"i ' a * t. i DanodeCupImemrIzoma _; _ e ç de cana-de-açúcar. E 5;¡ ; s_ [r r s_ DanodeCupimemcolmo i4 A A de cana-de-açúcar. CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  15. 15. giiiterugíjl m g. * _^' . Tv l TÉLL. *Egg Soldado de Cornitermes cumulans. ; ri el: Soldado de 4 i1_ I Embíratermes sp. ri** H *F I g Soldado de Neocapritermes opacus. FI ; TI r l [Ti n¡ -r _ , TIÍÍ ~_, «, É; [gi Í i L: ' I** , ,___ LÍI ; A a _l l": Í _Tri rñzqi: i F'. - [l Í; _ [FI ' lI Soldado de o Neocapritermes parvus. l¡ Soldado de Procornitermes triacifer. T Soldadode + A + Syntermes dirus. 15 CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  16. 16. Hã dezenas de insetos que podem serclassificados como pragas secundárias ou que apresentam menor importância quando se menciona o potencial de causar prejuízos à cana, merecendo destaque, entre estas, o pão-de- galinha, os elaterídeos, os crisomelídeos, percevejo castanho, pérola-da- terra, broca peluda e outros curculionídeos. Não existem muitas informações sobre cada uma das outras pragas e seu controle. Na maioria das vezes, segue-se as mesmas orientações adotadas para as principais pragas de solo. Pragas de Solo . n - _ s"? _. .¡I__' _j_ A Larva de pão-de-galinha, Scarabaeidae. , La rvas arame, E/ ateridae. 16 ' CTC CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  17. 17. Pragas de Solo I ; r P' ! T t' a , e É? _Je Larvas de Naupactus sp. Lg: S** r ç'_ij_f (Curcu/ ¡Onidael Adulto de Percevejo Castanho Scaptocoris castanea. PéroIa-da-terra, A ç O “- I Eurizococcus brasiliensis. i CE E Larvas de Crisomelícieo. f r a “ T7 CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  18. 18. Pragas de Solo : r _a . .- El A' « . a l - p T. : "xx _a - k . Y'L il' ¡ ¡ : g Danos de adultos de Crisomelídeo em folhas de cana-de-açúcar. Larva da Broca Peluda, Hyponeuma taltu/ a. Dano da Broca Peluda, Hyponeuma taltula, em rizoma da cana-de-açúcar. T8 CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  19. 19. LAGARTA DESFOLHADORA Alimentando-se das folhas da cana, deixando intactas apenas as nervuras centrais, as Lagartas Desfolhadoras costumam causar grandes danos. O sintoma impressiona os produtores e sugere serem necessárias medidas de controle, o que não e' verdade, pois quando o problema e' detectado, já está feito o dano e os insetos estão se transformando em adultos, que migrarão para outras ãreas. Preferem áreas infestadas por espécies de gramíneas invasoras. A adoção de medidas equivocadas de controle podem comprometer o equilíbrio ecológico. l_ . ' ri. . . . _Ç_ -_. . i *T 'Z | Lagarta Desfolhadora em cana-de-açúcar. * , I ll _' | Ataque de Lagarta Desfolhadora *T em cana-de-açúcar CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  20. 20. LAGARTA ELASMO - E/ asmopa/ pus / ignose/ lus A Lagarta Elasmo e um inseto polífago, amplamente distribuído no Brasil. Estã presente em praticamente todas as regiões canavieiras, sendo considerada praga de importância econômica. Atacam as brotações da cana, tanto em cana-planta como nas soqueiras, apresentando elevado potencial de danos em períodos de estiagem prolongada. A queima da palha antes ou depois da colheita favorece a ocorrência de praga já que a fumaça atrai os adultos para a ãrea alem de estimular a oviposição. Em áreas de colheita de cana crua, em geral, não ocorrem infestações de Elasmo. Sintoma de "coração morto" j causado por Elasmo em brotação de “ cana-de-açúcar. Dano em broto de cana-de- ae *E açúcar causado pela Lagarta " l de Elasmo. 20 I . . CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  21. 21. FORMIGAS CORTADEIRAS As Formigas Cortadeiras, principalmente as saúvas, são importantes pragas da cana-de-açúcar, causando perdas de 3 toneladas de cana/ sauveiro adultoa cada ano, alem de reduzirem a qualidade tecnológica da cana nas ãreas de forrageamento. O controle do sauveiro e' necessário e o melhor método e' o emprego da termonebulização. Recomenda-se o monitoramento e controle sistemático de todas as ãreas ocupadas com cana-de-açúcar. Soldado de Formiga Cortadeira, Alta laevigata. a¡ __ , f A: ZZI div . . íuíiíímm. ? Sauveiro adulto em cana-de-açúcar. CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  22. 22. FORMIGAS CORTADEIRAS _ _v_ V q_ _. . . -' . .f . .-' __ _ : f: . a _ T _ r ñ r. .v -r | _-¡- _V__. .¡. ¡_ . . '. 'I a "-1- . a II_ l' - 13'¡ , - '. -._. . -¡ Sã'. _ 1 r -T 1. ' . _ ¡ . ii. . _ F _-. - A c". .l l . _ -¡- _' _ a' -, llt: _ 5:¡ _ _ . .íl . _ b_ . E Olheiro de abastecimento de Saúva. Ataque de Saúvas em brotação de cana-de-açúcar. 22 CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  23. 23. O monitoramento e controle de pragas de solo possibilita o uso racional de inseticidas sendo a aplicação direcionada apenas às ãreas afetadas. E mais econômico e vantajoso porque o controle e' dirigido, evitando desperdícios. Alem disso, não interfere nos métodos de controle de outras pragas, sem prejuízos aos inimigos naturais e principalmente sem prejudicar o ambiente. A equipe de monitoramento deve ser treinada para os levantamentos em ãreas de reforma ou expansão e a porcentagem de touceiras danificadas ea base para definir o controle. O t-, “T í Tr: TT¡ m &Iii; tdklx' , e - *à - E , : ' 'í “I ' _ 33,11 ' * ITTÍCIO da abertura da trincheira. Trincheira aberta e dimensões_ líutumrridizgT : I- : Ii: :: Entrnür EÍIITIÍLW~HT| IIEFIRTJ~ &EJ; lh"_': 'r'_'; jiff= :'; j"'“' #Em hientes Eciàíicns " ¡j! A . r. i: E E: t. EI" t3:: eu ' *sw axu' 51.1 ' : Ira: E: E: 5:1 *zu-r 5:1 iih'. . E] 511:¡ mãe¡ : um 'a L1 aii-it Jr. .. ra : :Fa Em esta; em: : raiz¡ LI-. rll ¡EJJÇI I ri-, P-: LJ MET. ; &th; I an! ? *âjà *à l-i-"Illãi-íiíiíih 7 y I. =l. :¡. I.. |.-_u: ,r. 'r; __u' il Ii a CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA
  24. 24. "ROGUING" (fc-rc T. IMPORTÂNCIA DA REALIZAÇÃO DO "ROGUING" EM VIVEIROS DE CANA- DE-AÇÚCAR. A manutenção de alto nível de sanidade nos viveiros e' condição básica para que as mudas tenham a qualidade desejada. Portanto, uma vigilância constante nos viveiros e' necessária para evitar que doenças possam comprometer a produção de mudas. Os trabalhos de inspeção denominados "roguing" são efetuados nos viveiros por pessoal especialmente treinado para reconhecer e eliminar as plantas indesejadas. A operação pode ser feita com enxadões, que arrancam totalmente as touceiras, ou realizando aplicação de herbicida nos "cartuchos" foliares. Alem das plantas doentes, essa prática também visa a eliminação de "misturas varietais" e remanescentes de cultivos anteriores. Recomenda-se a realização de, no mínimo, três operações de "roguing". Aos 2, 4 e 6 meses após o plantio do viveiro.
  25. 25. >Carvão (Sponsor/ um sc/ 'tam/ neum), >Mosaico (l/ írus do Mosaico da Cana-de-A çúcar - SCM l/ ), >Escaldadura das folhas (Xanthomonas albilineans) > > são doenças que atacam a cana e devem ser eliminadas durante a operação de "roguing". A seguir, há uma breve descrição dessas enfermidades. l' ›) *í " V ' - ri "- w! = . _. l: .›= .- _' l - ' -'. " n. , _. I e ' si¡ É? ! _ ' ¡ . L, _ T _ . . t' Figura T - Canavial apresentando boa sanidade.
  26. 26. CA - Sporísoríum scítamineum (fc 2.1 Carvão (Sporisorium scitamineum). Descrição O carvão e uma doença causada por fungo e sua dispersão ocorre, principalmente, através das correntes aereas e pelo plantio de mudas contaminadas. Embora o sinal típico de carvão seja a emissão de chicotes (Figura 2), outros sintomas podem ser observados anteriormente à produção destes, quais sejam: - Afinamento dos colmos; - Superbrotamento das touceiras (Figura 3); - Desenvolvimento de gemas laterais; - Produção de galhas em gemas laterais do colmo; - Subdesenvolvimento da planta. Maneiras de controlar a doença: - Prática do "roguing"; - Uso de variedades resistentes ou tolerantes; - Plantio dos viveiros em solos não contaminados e isolamento de canaviais com alta infestação; - Eliminação de focos de ocorrência de carvão. Para as plantas com carvão, os chicotes devem ser retirados e ensacados, a seguir as touceiras devem ser eliminadas. Os prejuízos causados pela doença podem ultrapassar 30% de redução de produtividade. 26
  27. 27. Figura 2 -Chicote 'T apical em touceira infectada pelo i fungo Sporisorium I scitamineum, agente T causal do Carvão. E r q_ _him_ lj; F a _ r~ = T. 3'52"' - - l 7:: 2 i . , T' _ i rali! , « _à _LL-Lt ç l ', T¡ L " I 'A' "III Í ' : j: -T-? Ifvj-E- _ _i ' ' - _ j 1'* 'A 'i-ÍT Figura 3 - Touceira apresentando Superbrotamento (B) e touceira sadia (A). 27
  28. 28. I - Vi'rus do Mosaico da Cana-de-Açúcar - SCM V 'GÍCTC 2.2 Mosaico (Vi'rus do Mosaico da Cana-de-Açúcar - SCM V). Descrição O mosaico da cana e uma doença causada por vírus e se caracteriza pelo aparecimento de manchas de coloração amarelada, alternadas por manchas de corverde normal, principalmente nasfolhas maisjovens do "cartucho" foliar (Figura 4). Em variedades muito suscetíveis, é possível observar o aparecimento de sintomas nos colmos (Figura 5). A disseminação do mosaico se processa através de pulgões e também pelo uso de material vegetativo proveniente de plantas doentes. A população de pulgões transmissores do mosaico é favorecida pela presença de culturas de outras gramíneas como o milho, sorgo, arroz etc. , cujo cultivo deve ser evitado nas proximidades dos viveiros. Maneiras de controlar a doença: -PRATICA DO "ROGUING"; - Uso de variedades resistentes ou tolerantes; - Emprego de mudas sadias. PREJUÍZOS PROVOCADOS PElA DOENÇA PODEM ULTRA PASSAR 85% DE REDUÇA 0 DE PRODUTIVIDADE
  29. 29. - Vi'rus do Mosaico da Cana-de-Açúcar (fc Figura 4 -Folha mostrando sintoma de Mosaico, caracterizado pela alternância de coloração verde e amarela. Figura 5 - Sintomas de Mosaico em colmo de cana. 29
  30. 30. ESCALDADURA DAS FOLHAS -Xanthomonas albilineans 'Cí C TC 2.3 Escaldadura das folhas (Xanthomonas albilineans). Descrição A escaldadura das folhas é causada por uma bactéria. A ocorrência de três tipos básicos de sintomas pode dificultar a identificação das plantas doentes. São eles: - Latência - Não são observados sintomas externos. internamente, em colmos maduros, observa-se alteração na coloração dos vasos (Figura 6), que se assemelha à que ocorre em plantas com raquitismo. - Sintoma crônico - Este é o sintoma clássico de escaldadura, constituído de estrias brancas longitudinais, de largura variável, que se estendem por todo o limbo foliar, podendo descer pela bainha (Figura 7). Frequentemente, observa-se o início da brotação das gemas basais em colmos maduros. - Sintoma agudo - Este sintoma só ocorre em condições extremamente favoráveis à doença e em variedades suscetíveis. A queima das folhas, intensa brotação lateral começando da base para o ápice (Figura 8) e grande número de canas mortas, caracterizam esta fase. A transmissão da bacteria ocorre por meio de mudas contaminadas, instrumentos de corte e permanência de remanescentes de cultivos anteriores. Maneiras de controlar a doença: -PRATICA DO "ROGUING"; - Uso de variedades resistentes ou tolerantes; - Desinfecção de instrumentos de corte; - Emprego de mudas sadias. 30
  31. 31. i __; ,'_¡; ;_a__, .3_. “j_. Figura6-Co| mo a apresentando sintomas i ' de Escaldadura, evidenciado pela alteração de coloração dos vasos, principalmente na região do nó. Figura7-Folhas I' s _ig apresentandoosintoma l _j A crônico de Escaldadura, ç onde nota-seoaspecto de - ç LáÍr queima do Iimbofoliar. à _f : j' - T “ fil TWT F ' p_ I a' r - 'n' I 'I a i , l '. | t k ll lc , “ _SÉ ' i OS PREJUÍZOS CAUSADOS PElA DOENÇ_A PODEM UlTRAPASSAR 50% DE REDUÇAO . ç -' DE PRODUTIVIDADE. Figura 8 - Colmo apresentando sintoma agudo j¡ - de Escaldadura, sendo possível observar intensa j T à brotação lateral das gemas basais. 3T
  32. 32. OUTRAS DOEN AS 'CC CTC 3. OUTRAS DOENÇAS (NÃO DEVEM SER ELIMINADAS DURANTE AS OPERAÇÕES DE "ROGUING") EM CANA-DE-AÇÚCAR. 3.1 Raquitismo da soqueira (Leifsonia xyl¡ subsp. xyl¡). Descrição O raquitismo é causado por uma bacteria e não apresenta sintomas específicos, por isso não pode ser identificado visualmente. As plantas doentes podem apresentar redução de crescimento. Eventualmente, na região do nó, pontuações avermelhadas ("vírgulas") podem ser observadas. A transmissão da bacteria ocorre por meio de mudas contaminadas, instrumentos de corte e permanência de remanescentes de cultivos anteriores. Maneiras de controlar a doença: - Uso de variedades resistentes ou tolerantes; - Desinfecção de instrumentos de corte; - Emprego de mudas sadias; - Tratamento térmico. 3.2 Ferrugem Marrom (Puccinia melanocephala). Descrição A Ferrugem Marrom é uma doença causada por um fungo, sendo que no início da infecção só e' possível notar a presença de "Fleks" nas duas superfícies foliares. A evolução dos "Fleks" irá formar as pústulas, visíveis apenas na porção abaxial das folhas. E muito comum observar a junção de pústulas. A consequência do ataque eo subdesenvolvimento da planta e a transmissão dos esporos do fungo ocorre por meio do vento e da água. Maneiras de controlar a doença: - Uso de variedades resistentes ou tolerantes. - Controle com fungicidas nas variedades suscetíveis. POR QUE, DURANTE 0 "ROGUING", NÃO ELIMINAMOS PLANTAS COM SINTOMAS DE FERRUGEM? Doençascomo a ferrugem invariavelmente atacam todas as plantas de uma variedadesuscetivel. Caso fossemos eliminar as plantas doentes, eliminariamos todas as touceiras do viveiro.
  33. 33. 3.3 Ferrugem Alaranjada (Puccinia kuehnii). Descrição Da mesma maneira que a Ferrugem Marrom, a Ferrugem Alaranjada e uma doença causada por um fungo, sendo que no início da infecção só e' possível notar a presença de "Fleks" nas duas superfícies foliares. A evolução dos "Fleks" irá formar as pústulas, visíveis apenas na porção abaxial das folhas. Na Ferrugem Alaranjada, e' muito comum observar a junção de pústulas e a necrose de tecido foliar, principalmente nas pontas e bordas das folhas mais velhas. Também e' corriqueiro observar o aparecimento de pústulas agrupadas próximo a bainha das folhas A conseqüência do ataqueeosubdesenvolvimento da planta ea transmissão dos esporos do fungo ocorre por meio do vento e da água. Maneiras de controlar a doença: - Uso de variedades resistentes ou tolerantes. -Controle com fungicidas nas variedades suscetíveis. RRUGEM MARROM X FERRUGEM ALARANJADA a- , _ _a FE i' -_. -t Figura 9 - Pústulas de Ferrugem Marrom (A) e pústulas de Ferrugem Alaranjada (B). 33
  34. 34. 3.4 Estrias Vermelhas (Acidovoraxavenae subsp. avenae). Descrição Doença provocada por uma bactéria, sendo possível observar dois tipos de sintomas, os quais muitas vezes aparecem concomitantemente: estrias vermelhas e podridão de topo. As estrias são sempre paralelas à nervura central (Figura io) e podem atingirá bainha foliar. Podridão de topo (Figura ii) pode ocorrer a partir da infecção das folhas ou diretamente a partir da infecção do colmo ou das gemas. Nesse caso um odor forte e desagradável poderá ser sentido nas proximidades do canavial. A bactéria, presente nas plantas doentes, e' carregada pelo vento e pelas águas da chuva, sendo depositada em outras plantas. E muito comum a ocorrência da enfermidade em locais de elevada umidade e presença de solos férteis. Maneiras de controlar a doença: ° Uso de variedades resistentes ou tolerantes. P l . _ ' u - - l . - . r. a I ' _ 'Tur I l i L¡ l l . .. ' IF' ll' ii l. a; Figura 10 - Sintomas de Estrias Vermelhas em folha de cana. 34
  35. 35. Figura 1T - Perñlhos apresentando Podridão de Topo. ' i- T _ 2 I. L - -L , t! Ni 4._ e- 1- n» i v -- - 35
  36. 36. 3.5 Podridão Abacaxi (Ceratocystis paradoxo). Descrição Doença provocada por um fungo, de ocorrência comum na epoca mais fria do ano. Os sintomas mais comuns são falhas de brotação, principalmente em plantios tardios no início do inverno. No interior dos toletes atacados, observa-se uma coloração amarelo-pardacento, que evolui para preto (Figuras i2 e T3). Esses toletes atacados exalam um cheiro característico de abacaxi maduro. Figura T2 - Toletes de plantio mostrando sintomas de Podridão Abacaxi.
  37. 37. Adisseminaçãodofungo ocorre pormeiodesoloemudascontaminadas e esporos levados pelo vento. Maneiras de controlar a doença: - Emprego de fungicidas - Manejo de epoca de plantio - Uso de insumos para estimular o rápido desenvolvimento da cana em plantios de inverno. Figura T3 - Tolete sadio (A) e tolete com sintomas de Podridão Abacaxi (B). 37
  38. 38. 3.6 Mancha Parda (Cercosporalongipes). Descrição Doença provocada por um fungo, caracterizada por pequenas manchas no limbo foliar. Inicialmente as manchas de coloração vermelho-escuro se distribuem pelafolha, delimitadas porum halo amarelo (Figura T4). Com o avanço da doença essas manchas se alongam e o halo desaparece. A transmissão dos esporos do fungo ocorre por meio do vento e da água da chuva. Os prejuízos causados pela doença normalmente não são significativos. Maneiras de controlar a doença: ° Uso de variedades resistentes ou tolerantes. T ' T r 'IL r¡ E 'I 'i : II ig 1_ u: ' l É r | [UI 1' l! i i r Fifth. . i' s; at¡ r ~ ›'| UI TT 1. TI¡ " l I PI Agi . ç 1,, ig? A a uma , g N* *HIM ¡a! ll' I. g J l * | _ l i c ¡j! I I J' ' l- n - E E JI i' l ; TI " i P f l_ L" ¡ f' ¡E! Í . - ”' ii'. " 'A I f 'fin' IiiLRLa: l t¡ _ l l 'F¡_. " lt-Fl fg: ii AI' I I III( II U1 Il a¡ L E' n p. :: EEE . ui , _ ç ~. -. Tip¡ *a* . '_ g ¡ 'TI a _ l* Iii_ I' a: i pá. r I ' . l II " . I J¡ . ;i | ' a _ AI ' IA tan-H'. V Figura T4 - Sintomas de Mancha Parda em folhas de cana. 38
  39. 39. 3.7 Mancha Anelar (Leptosphaeria sacchari). Descrição Doença provocada por um fungo, caracterizada por manchas de tamanhosvariáveisnolimbofoliar. Asmanchasocorrem principalmente em folhas velhas, apresentando contorno preto e interior branco (Figura ta). Os esporos do fungo são carregados pelo vento e pela água da c uva. Os rejuízos causados pela doença normalmente não são signi icativos. Maneiras de controlar a doença: - Uso de variedades resistentes ou tolerantes. 11-¡ : IT-n Figura T5 - Sintomas de Mancha Anelar em folhas de cana.
  40. 40. 3.8 Podridão Vermelha (Colletotrichum falcatum). Descrição Doença provocada por fungo, caracterizada pelo aparecimento de lesões avermelhadas na nervura central da folha e manchas vermelhas no interior do colmo (Figura T6). Os fungos se aproveitam de orifícios presentes no colmo para colonizar o seu interior. Muitas vezes esses orifícios são provenientes do ataque de pragas, que danificam a cana-de-açúcar e abrem as portas para a entrada dos agentes causais da enfermidade. Os esporos do fungo são carregados pelo vento e pelas águas da chuva Maneiras de controlar a doença: - Uso de variedades resistentes ou tolerantes. - Controle de pragas, principalmente a broca da cana. Figura T6 - Sintomas de Podridão Vermelha em colmo de cana (A) e colmo sadio (B) 40
  41. 41. 3.9 Pokkah Boeng (Fusarium moniliforme). Descrição Doença provocada por fungo, caracterizada pela ocorrência de sintomas: - Nas folhas: Clorose na base das folhas jovens com estrias marrom- avermelhadas. Deformações do limbo foliar que pode se mostrar subdesenvolvido, encurvado ou enrolado (Figura T7). - No palmito: Danos à região meristemática originando gomos tortos e mal formados. Pode resultar na morte do meristema apical em variedades mais suscetíveis. Os esporos do fungo são carregados pelo vento e pela água da chuva. Maneiras de controlar a doença: - Variedades resistentes. Figura T7 - Sintomas de Pokkah Boeng em cana-de-açúcar.
  42. 42. 4. MORFOLOGIA DA CANA - UMA FERRAMENTA PARA O ROGUISTA. Para identificar e eliminar misturas varietais, todo integrante da equipe de "roguing" precisa conhecer os principais pontos que auxiliam na diferenciação visual de variedades de cana. A seguir temos uma breve descrição das principais características utilizadas para diferenciar os materiais. 1;* _ __ I! '_ I' ñ V» ” 'x . ' , Ill 'TR' f' Il l ICTQLEIIEIWI' "III d¡ FOLHAS, _ç _ 42 Figura T8 - Touceira de cana-de-açiicar vista de maneira geral.
  43. 43. MORFOLOGIA DA CANA 'M C TC MORFOLOGIA EXTERNA DO COLMO DE CANA-DE-AÇÚCAR. É : n:l. ¡hüh| '11-I| -|' u¡; =-i. rq. u¡ üifiltrl-l ¡i'll! ; prum-nm H-n Etr-Mini? " : :nu EdLi-Ull-'E p-: mautli Figura T9 - Morfologia externa do colmo de cana-de-açúcar. 43
  44. 44. 4.T Copa Foliar e Folha (Figura 2o). Refere-se ao conjunto de folhas agrupadas ao palmito atraves da bainha. Ao olharmos para as folhas, automaticamente notamos sua arquitetura e coloração, itens de fácil percepção. A arquitetura e um item característico de cada variedade, sendo que em alguns casos isso se torna marcante para identificação varietal. Os detalhes observados referem-se ao comportamento das folhas, que podem se apresentar eretas (ou espetadas), eretas com pontas curvas, arqueadas e curvadas na base. FDFITITTE Itatim dlliaiinnbnan_ iElÍqllIIElLlI-EPE Figura 20 - Folhas espetadas (A) e folhas arqueadas (B).
  45. 45. 4.2 Joelho ou Dewlap (Figura 2T). Mais abaixo, entre a base do limbo foliar e a bainha, está o joelho ou dewlap. 0 dewlap e' de grande importância na caracterização morfológica, representando, muitas vezes, a "impressão digital" da variedade. Principais pontos de observação presentes no dewlap: ° Coloração: Possui uma grande quantidade de cores; - Formato: Refere-se ao seu contorno e sua posição no palmito; s Pêlos: Os pêlos podem aparecer na parte externa ou interna; ~ Cera: Pode variar sua intensidade ou estar ausente. THE tãlliziiiz-mgrus im ÍnrñiiE-tu_ lli-. ñ manha- »E : m: dewlap.
  46. 46. 4.3 Aurícula (Figuras 22 e 23). Junto ao dewlap está a aurícula, que pode estar presente ou ausente no palmito. Possui tamanho, formato, coloração e distribuição distintos. 0 tamanho e a coloração são os itens que apresentam maior variação. ~ Tamanho: Olha-se o comprimento ea largura. ° Formato: Seu contorno e forma determinam sua nomenclatura. s Coloração: As vezes, varia de acordo com as fases de crescimento. r Distribuição: Número de aurículas numa mesma bainha. Hifi : IQTE-rrânçríã m: FTZIFIFTHIEI'. Iiartrriirih D ü : ai: j Figura 22 - Diferentes tipos de aurícula. 46
  47. 47. PALMITO 'M C T C 4.4 Palmito. 0 palmito é um aglomerado de bainhas, que tem por função proteger a gema apical e sustentar as hastes das lâminas foliares. Muitos pontos, presentes no palmito, apresentam diferenças de uma variedade de cana para outra, o que facilita sua diferenciação. Observam-se, no palmito, os itens descritos abaixo: - Cor: Verde, vermelho ou vinho. - Tipo: Redondo, oval e chato. - Cerosidade: Presença e quantidade. - Joçal: São pequenas hastes finas e pontiagudas, de cor branca. Possui variações na quantidade e na posição. - Pilosidade: São pequenas hastes finas de grande flexibilidade e maciez, que recebem o nome de pêlos, por serem semelhantes aos pêlos de origem animal. Sua localização mais comum é nos frisos e nas laterais da bainha. - Bainha: Apresenta características interessantes e de fácil notoriedade que diferem entre variedades, tais como: manter- se agarrada, semi-agarrada, solta, partida, murcha, pintada, com estrias, podridão vermelha, etc. - Frisos: Nome dado as duas margens verticais da bainha que, dependendo da variedade, podem destacar-se pela largura, cor, secamento e pilosidade. 47
  48. 48. 4.5 Nó (Figuras T9e23). Ecomposto por vários itens, dentre os quais: - Cicatriz foliar: Local de inserção da bainha da folha; - Região cerosa: Abaixo da cicatriz foliar; - Região radicular: Zona de futuras raízes; -Anel vegetativo: Geralmente saliente, acima da zona radicular. Suas células se mantêm por tempo prolongado em condições de crescimento; - Gema: Pode apresentar diversas formas, conforme a variedade. Geralmente protegida por escamas e localizada nas proximidades da cicatriz foliar e sobre a região radicular. TIPOS DE ENTRENÓS - I. -'_= Ir* . - 17._ -- . L i É - . .T ' IFRT- 51-. 'i' W a . . ¡P! l. TH' _'_ 'l u: . 'r . . r, ._ (a. . . ,_ i J . as . r - › - i = - 53d l ' l' _ l _ . _ I 'l: .__ | q_¡ l . 'l _ l . l I- -' . _ ' 'FF-Ii 'E - - - r _ ' I. .|-' - __¡| __. ... .. .. . - ¡_: _~. 'riu-í- III-I-I-u-: I l: :- ". I r l' r - _-_ _a_ l 11: ¡| - Luan-Jin : . -- _g- ' . u l- II. _ : fan : ll 1 E ¡ _ 'É . - "iu-I'- - ›. »i ' - . .¡-r. ,_ _' _ D-I-III-I-r ill-lili¡ 53"** iii-T' . 3:1"" . . _ l J1J__. ... na. .. : r--I-u-l ¡nd-IH- F-'I-'I I JIE-unl- -I uiI-I-I--inl-t Figura 23 - Tipos de entrenós, aurículas e detalhe da região do nó. 48
  49. 49. ENTRENÓ (U C TC 4.6 Entrenó (Figuras T9 e 23). A parte do colmo que separa os nós e' chamada de entrenós. Sua nomenclatura e' dada de acordo com a forma e diâmetro apresentado em toda sua extensão, ou seja, de um nó ate' o outro. Existem seis tipos de entrenós: - Cilíndrico: Sempre que o colmo for uniforme ou quase uniforme. ° Tumescente: Sempre que a região cerosa, radicular e nó forem menores que o entrenó. - Bobinado: Sempre que a região cerosa, radicular e nó forem maiores que o entrenó. - Conoidal: Sempre que a região cerosa for menor que a radicular e o nó. Percebe-se que o colmo afina de baixo para cima. ° Obconoidal: Sempre que a região cerosa for maior que a radicular e o nó. Percebe-se que o colmo engrossa de baixo para cima. - Curvado: A região cerosa, radicular e o nó normalmente estão na mesma bitola. Apresenta uma leve curvatura no entrenó. 49
  50. 50. 4.7 Colmos (Figura 24). Os colmos de cana-de-açúcar podem apresentar cores diferentes. A I _II (A , I ITI I ç'- i" 5: ll a¡ i . II If' I") A II s” Figura 24 - Diferenças de coloração entre colmos de cana. 50
  51. 51. Outros pontos importantes para observação CANALETA RACHADURA JOÇAL I _' E. " ZIG-ZAG Figura 25 - Características complementares para a diferenciação de variedades. 5T
  52. 52. FITOSSANIDADE 'M C TC 5. IMPORTÂNCIA DA DESINFECÇÃO DOS INSTRUMENTOS USADOS NO CORTE DA CANA-DE-AÇÚCAR Uma vez garantida a sanidade nos viveiros, é muito importante que a mesma seja preservada em áreas de plantio comercial, por meio de medidas que visem a não disseminação de doenças sistêmicas (escaldadura e raquitismo), tipicamente transmitidas durante a colheita. A equipe de Fitossanidade do CTC realizou testes e observou que o uso de uma solução a 0,2 % de cloreto de benzalcônio 30 % poder ser usada para a desinfecção de facões e colhedoras, sem riscos de acidentes. Para controlar a disseminação de escaldadura e também do raquitismo, basta pulverizar a solução do produto sobre as superfícies (previamente limpas) a serem desinfetadas e aguardar um minuto para a ação do mesmo (Figura 26). Por se tratar de um produto veterinário, apresenta alta segurança para o usuário, quando usado na dosagem recomendada. Colocando 2 ml do produto por litro de água teremos a solução desejada para a desinfecção. Lembramos que os facões devem estar livres dos resíduos de solo e de vegetais antes de serem pulverizados. Recomendamos a desinfecção nas seguintes situações: - Antes do inicio do trabalho diário; - Ao mudardetalhão; s Ao mudar de variedade; s Nas interrupções do trabalho (almoço e café). 52
  53. 53. i à* , e _ i FIIIF_ "i1 I I I : YR q TI s l i f. . - UI¡ 3.¡ T r _: - . .ÉJÁ - T "- _ : :r-ml ~ - t" -s s- . LIÍ | i* _ '. __ 1 “CCIÊ-. uí ' »- INF (l . l PT I . Í 'l- ç. : . . i! (w k R. . j, .I __ a -a g _ r--g 7¡ r IF. _- ¡_- r _ t' _ I A s . .- - ? a ¡ V' _ _ ' r I an** l¡ . | J _i T i li ' . FF F l E 'In Figura 26 - Desinfecção de instrumento de corte, muito importante para impedir a disseminação de doenças sistêmicas. 53
  54. 54. 6. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. Os equipamentos de proteção individual (EPIs) são ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde do trabalhador e reduzir os riscos de intoxicações decorrentes de determinada exposição. Portanto, para a realização do "roguing" é necessário o uso de EPIs. l a 1-77: V' Ir! 5'¡ T í í l I II N¡ Tr' : l j _ _ a ; t_ r l k a a- 7_ “alii, l I! x JS. ; a . _'-. ' a ç. 52"_ E , g I r _-_. a - _ _ __ “F ¡TFTT É. i j r _é I l Arari_ _li a E (IFE-ff i I I r : as j* É A II I l ? Equipe de "roguing". 54
  55. 55. DÚVIDAS '(6 C TC 7. DÚVIDAS FREQUENTES. Quantas pessoas são necessárias para a prática do "roguing"? Depende da incidência de plantas doentes, misturas varietais e remanescentes nas áreas de viveiro, da idade das plantas, da capacitação dosintegrantesda equipeedos equipamentos fornecidosaosfuncionários. Em situações normais, cada integrante pode avaliar cerca de 0,3 ha de viveiro por hora. Por que devemos anotar os dados obtidos durante o "roguing"? Os dados irão permitir o acompanhamento da situação fitossanitária do viveiro, possibilitando tomadas de decisão em relação ao mesmo. Em situações de alta incidência de doenças o viveiro deverá ser descartado como fonte de mudas e tal decisão só será possível se os dados tiverem sido tabulados. Além disso, toda a mão de obra empregada poderá ser contabilizada. Como os dados devem ser anotados? Existe uma planilha especialmente desenvolvida para esta finalidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS Planeje seus viveiros: Nada funciona bem sem um bom planejamento, nem mesmo um canavial. Conheça suas variedades: Conhecer detalhadamente as variedades, as condições edafoclimáticas onde serão plantadas e as tecnicas de manejá- las são fundamentos indispensáveis para a máxima produtividade. Invista na produção de mudas: Use mudas para o plantio dos seus canaviais comerciais, quem usa "cana" já sai em desvantagem. Previna-se: Por melhor que seja uma variedade, não caia na tentação de plantá-la em demasia, os riscos existem e os problemas surgem do dia para a noite. 55
  56. 56. edb/ : CTC CENTRE? DE TECNOLOGIA CATMIÀUIEIRA ww w. i:ti: .i: i:: i “Ibi-

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