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Informações técnicas do cultivo da batata doce

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Os principais tratos culturais são as capinas e a amontoa. A capina é geralmente realizada manualmente, uma vez que não existem herbicidas registrados para essa cultura. Em condições de alta infestação por gramíneas, alguns produtores utilizam graminicidas de uso geral, como Fluazifop-b-butil (Fusilade ou similar). Adota-se também a aplicação de Paraquat (Gramoxone ou similar) que é um herbicida dessecante, e portanto utilizado em pós-emergência das plantas daninhas. É aplicado quando as plantas daninhas estão com 10 a 15cm de altura, utilizando-se um funil invertido, denominado de chapéu, para proteger a planta cultivada, proporcionando bom controle das invasoras nas entrelinhas, sem afetar a cultura (MIRANDA et al., 1987).
Em locais com alta infestação de plantas daninhas pode-se reduzir o número de sementes de plantas indesejáveis realizando o preparo do solo duas ou três semanas antes do plantio. Nesse intervalo, havendo umidade no solo, ocorre a emergência das plantas que são eliminadas com herbicidas não residuais de ação de contato ou sistêmico, que deve ser aplicado na véspera do plantio.

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Informações técnicas do cultivo da batata doce

  1. 1. Informações técnicas para o cultivo da batata-doce (Ipomoea batatas (L.) Lam) Geovani Bernardo Amaro Pesquisador Embrapa Hortaliças E-mail: geovani.amaro@embrapa.br
  2. 2. Principais países produtores de hortaliças. Prod =1000t Países Produção Área (mil ha) CHINA 115.210 6.010 INDONÉSIA 1.800 177 UGANDA 2.398 555 VIETNÃ 1.610 230 ÍNDIA 1.200 135 JAPÃO 1.073 43 BRASIL 500 44 MUNDO 136.070 9.398
  3. 3. Evolução da área e produtividade de batata-doce no Brasil 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 1985 1990 1995 2000 2005 2010 área produtividade
  4. 4. Rio Grande do Sul 12681 Paraíba 6028 Sergipe 3614 São Paulo 2881 Pernambuco 2642 Bahia 2411 Alagoas 2134 Paraná 2097 Principais estados produtores de batata-doce (ha) Ano - 2009
  5. 5. Consumo domiciliar per capta Kg Brasil 0,749 Norte 0,256 Nordeste 1,133 Sudeste 0,385 Sul 1,536 Centro-Oeste 0,317 *** Disponibilidade no Brasil = 2,878 Kg/hab.ano
  6. 6. Barreiras à cultura da batata-doce • Maior renda = menor consumo • Difícil preparo • Aparência • Sabor adocicado • Digestão • Gosto ruim quando brocada • Oxidação da polpa • Tradição • Promoção do consumo nas academias
  7. 7. Consequências • Mercado restrito • Desvalorização do produto • Baixo retorno para o produtor • Baixo nível tecnológico • Baixa qualidade do produto • A baixa qualidade das raízes promove a redução de consumo
  8. 8. Formas de consumo • Alimentação humana – cozida – frita – assada – purê – doces – farinha – Talos das folhas • Industrialização • álcool • farinha • amido • doce • Alimentação animal •rama • raiz • raspa
  9. 9. Formas de consumo
  10. 10. Vantagens da cultura da batata-doce • Cultivo fácil - manual ou mecanizado • Baixo custo de produção • Resistência à seca • Resistência a pragas • Resistência a doenças • Colheita prolongada • Ciclo perene • Facilidade de propagação
  11. 11. Cultivo de batata-doce
  12. 12. Estruturas da planta
  13. 13. Tipos de inserção da raiz na planta Compacta Semi dispersa Dispersa
  14. 14. Cultivo de batata-doce : escolha de variedades
  15. 15. Características das raízes
  16. 16. Sistema de reprodução por meio de raízes tuberosas
  17. 17. Ramas (pontas) obtidas em lavouras sadias
  18. 18. Ramas pré-enraizadas
  19. 19. Reprodução rápida com um ou dois nós
  20. 20. Produção de mudas em bandejas Tubetes Bandeja 10 cm Bandeja 6 cm
  21. 21. Plantio em camalhões 80 cm 3 plantas/m
  22. 22. Plantio em local acidentado
  23. 23. Plantio em montículos
  24. 24. Lavoura em início de crescimento
  25. 25. Tratos Culturais • Amontoa • Irrigação • Capina
  26. 26. Plantas espontâneas/voluntárias
  27. 27. Mal-do-pé Plenodomus destruens
  28. 28. VIROSES “Feathery mottle” ou vírus do mosqueamento e outros
  29. 29. Viroses
  30. 30. Limpeza de vírus Enxerto – Ipomoea setosa
  31. 31. Disseminação/Proposta: utilização de viveiros
  32. 32. Outras doenças • Mancha-de-alternária – Alternaria spp. • Sarna – Monilochaetes infuscans • Mancha-parda – Phyllosticta batatas • Podridão-mole – Rhizopus sp. • Ferrugem-branca – Alburgo ípomoea - panduratae • Outras • Não existe agrotóxicos registrados no MAPA para a batata-doce • Manejo
  33. 33. Ataque de broca Eucepes postfasciatus
  34. 34. Outras pragas • Vaquinha (bicho-alfinete) – Diabrotica speciosa – besourinho verde amarelo • Vaquinha (bicho-alfinete) – Diabrotica bivitula – besourinho preto • Vaquinha (bicho-alfinete) – Sternocolaspis quatuordecimcostata – besourinho verde metálico • Besouro (larva-arame) – Conoderus sp. – besouros castanho marrom • Besouro (bicho-bolo) – Dyscinetus sp. – besouros preto
  35. 35. Danos superficiais causados por pragas
  36. 36. Broca das hastes – Megastes pusialis
  37. 37. Broca da haste
  38. 38. Pragas ocasionais
  39. 39. Soqueira
  40. 40. Momento da última operação de cultivo
  41. 41. Colheita
  42. 42. Equipamento para arranquio
  43. 43. Lavagem manual e mecanizada
  44. 44. Embalagem
  45. 45. Produtividade Média: 11 t/ha Normal: 20 a 30 t/ha
  46. 46. Atenção: Os valores de quantidades e preços constantes nos itens insumos e serviços são indicativos referenciais.
  47. 47. Batata-doce com alto teor de vitamina A
  48. 48. Secador cilíndrico Aquecimento 2x1000 wTurbina de ar - 3 cv Depósito 20kg Aquecimento 4x1000 wTurbina de ar - 3 cv Depósito 20kg
  49. 49. Secador cilíndrico com agitador
  50. 50. Obrigado! Geovani Bernardo Amaro Pesquisador – Melhoramento de Plantas Embrapa Hortaliças E-mail: geovani.amaro@embrapa.br Fone: (61) 3385.9044

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