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Realismo

  1. 1. Realismo ‘ A Nudez Crua da Verdade’
  2. 2. O realismo foi um movimento artístico e cultural que se desenvolveu na segunda metade do século XIX. A característica principal deste movimento foi a abordagem de temas sociais e um tratamento objetivo da realidade do ser humano.
  3. 3. Possuía um forte caráter ideológico, marcado por uma linguagem política e de denúncia dos problemas sociais como, por exemplo, miséria, pobreza, exploração, corrupção entre outros. Com uma linguagem clara, os artistas e escritores realistas iam diretamente ao foco da questão, reagindo, desta forma, ao subjetivismo do romantismo. Uma das correntes do realismo foi o naturalismo, onde a objetividade está presente, porém sem o conteúdo ideológico.
  4. 4. <ul><li>O positivismo, outra vertente do realismo, atribuiu valores humanos na explicação de diversos assuntos. Os positivistas abandonaram a busca de explicação de fenômenos externos, e sim buscar explicar coisas mais práticas e presentes na vida do homem. </li></ul><ul><li>No Brasil, o símbolo máximo do positivismo foi a lei “Ordem e Progresso” na bandeira brasileira. </li></ul>
  5. 5. Principais Características
  6. 6. <ul><li>Despreza a imaginação romântica </li></ul><ul><li>Descreve a realidade, fala sobre o que está acontecendo de verdade. </li></ul><ul><li>Mostra o caráter o os aspectos negativos da natureza humana. </li></ul><ul><li>A mulher é objeto de prazer </li></ul><ul><li>A partir de denúncias, mostra a realidade dos fatos. </li></ul><ul><li>Linguagem simples, natural, clara e equilibrada. </li></ul><ul><li>O realista procurava uma explicação lógica para as atitudes das personagens, considerando a soma de fatores que justificasse suas ações. Na literatura naturalista, dava-se ênfase ao instinto, ao meio ambiente e a hereditariedade como forças determinantes do comportamento dos indivíduos. </li></ul><ul><li>Valoriza o que se é, e não o que se sente. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Escultura </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Não se preocupou com a idealização da realidade. Ao contrário, procurou recriar os seres tais como eles são. Além disso, os escultores preferiam os temas contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano . </li></ul>
  9. 9. Auguste Rodin
  10. 10. <ul><li>O Homem de Nariz Quebrado foi sua </li></ul><ul><li>primeira obra , é de 1854 e foi rejeitada </li></ul><ul><li>pelo Salão de Paris. </li></ul>
  11. 11. “ O Homem de Nariz Quebrado” (1864)
  12. 12. “ A Idade Do Bronze” (1876)
  13. 13. <ul><li>Em 1878 , Rodin obteve seu merecido </li></ul><ul><li>reconhecimento artístico com a obra “ São João Batista Pregando” </li></ul>
  14. 14. “ São João Batista Pregando” (1878)
  15. 15. “ O Pensador” (1880)
  16. 16. “ O Beijo” (1886)
  17. 17. “ Os cidadãos de Calais” (1886)
  18. 18. Camille Claudel França (1864-1943)
  19. 19. “ A Velha Helena”
  20. 20. “ Paul Aos Treze anos”
  21. 21. “ Sakuntala” (Rebatizada de “Abandono”)
  22. 22. “ Busto de Rodin”
  23. 23. “ Dorso de Mulher”
  24. 24. “ A Pequena Castelã”
  25. 25. “ A Valsa”
  26. 26. “ Caminho da Vida”
  27. 27. “ Suplicante”
  28. 28. “ Profundo Pensamento”
  29. 29. Pintura
  30. 30. O realismo manifestou-se principalmente na pintura, onde as obras retratavam cenas do cotidiano das camadas mais pobres da sociedade. O sentimento de tristeza expressa-se claramente através das cores fortes. Também mostravam meretrizes, dançarinos, vagabundos, e mendigos.
  31. 31. Gustave Courbet Omans, 1819-1877 ‘ Mulheres peneirando trigo’ (1855)
  32. 32. “ Os jogadores de xadrez” Honoré Daumier Mascelha (1808-1879)
  33. 33. “ Os Carvalhos de Apremont” Théodore Rousseau Paris (1812-1867)
  34. 34. “ Pastora com seu rebanho” (1864) Jean-François Millet (1814-1875 )
  35. 35. O estúdio do Pintor Courbet foi uma figura poderosa em todos os sentidos. Homem de físico avantajado, pintou grandes quandros sobre grandes temas. Estava sempre no centro da polêmica. Este quadro embora pintado no início da sua cerreira, é uma obra prima. É como um manifesto em que ele declara suas crenças e opiniões básicas. O quadro mostra se estúdio em Paris. Há tês grupos: ao centro, o próprio artista, à direita seus amigos, e à esquerda, aqueles que segundo ele “florescem com a morte” – não só seus inimigos e as coisas que ele combatia, mas também os pobres, destruídos e perdedores na vida. Courbet registrou suas reflexões enquanto o pintava.
  36. 37. Entre as pessoas agrupadas à esquerda há um chinês, um judeu, um veterano da Revolução Francesa, um operário, um Irlandês e eu caçador clandestino. São os perdedores, os explorados pelos inimigos de Courbet. Talvez também papéis alegóricos, mas Courbet não os definiu com precisão, preferindo manter uma certa ambigüidade e mistério.
  37. 38. Esse é o Napoleão III. Ditador do Segundo Império Francês, ele criou um regime duro, repressor e de uma avidez financeira que terminou em desastre e revolta popular. Courbet foi um militante ativo e opositor político.
  38. 39. Vemos também um grande chapeu de feltro com pena, uma capa com uma adaga e um violão. Objetos típicos do artista romântico. Como os românticos não viviam na realidade, mas sim no mundo dos sonhos e emoções, Courbet também os rejeita.
  39. 40. Atrás do cavalete, há uma figura na pose de crucifixão. É um boneco de madeira articulado, em tamanho natural, que os artistas convencionais costumavam copiar. Aqui ele simboliza a arte acadêmica, que o autor rejeitava; está na sombra projetada pelo novo tipo de arte, que vemos no cavalete ao centro do quadro.
  40. 41. No cavalete há uma grande paisagem representando a terra natal do artista. A corrente predominante ainda não considerava a paisagem um tema digno de um pintor sério. Ele está declarando guerra contra essa corrente principal, recusando-se a aceitar as opiniões estabelecidas.
  41. 42. A mulher postada atrás de Courbet representa a verdade nua conduzindo seu pincel, ele procura pintar quadros que copiem a vida real da época.
  42. 43. O garoto é inocente e sem instrução. O autor prefere a visão dessa criança fascinada, direta, honesta e de mente aberta.
  43. 44. O menino ajoelhado no cão faz um tosco esboço numa folha. Tal como o garoto na frente do cavalete, ele não foi acorrentado por uma rigidez de uma educação formal. Simplesmente registra da melhor maneira aquilo que vê, é um dos principais centrais do realismo.
  44. 45. A figura lendo um livro representa um grande poeta francês Charles Baudelaire, atrás dele está a figura de sua namorada, Jeanne Duval. Courbet tinha apagado essa figura, mas com o passar do tempo a tinta vai se tornando mais fina e ela está reaparecendo.
  45. 46. Teatro
  46. 47. No teatro realista o herói romântico é trocado por pessoas comuns do cotidiano. Os problemas sociais transformam-se em temas para os dramaturgos realistas. A linguagem sofisticada do romantismo é deixada de lado e entra em cena as palavras comuns do povo.
  47. 48. Principais peças.
  48. 49. <ul><li>Alexandre Dumas Filho, Paris (1824-1895) </li></ul><ul><li>A Dama das Camélias </li></ul><ul><li>Tema : Prostituição. </li></ul>
  49. 50. <ul><li>Henrik Ibsen (1828-1906) </li></ul><ul><li>Casa das Bonecas </li></ul><ul><li>Tema: Situação social da mulher. </li></ul>
  50. 51. <ul><li>Gorki (1868-1936) </li></ul><ul><li>Os pequenos Burgueses </li></ul><ul><li>Tema: Rússia às vésperas da Revolução, evidenciando numerosos pontos de contato com a realidade nacional anterior ao golpe militar de 1964. </li></ul>
  51. 52. <ul><li>Gerhart Hauptmann (1862-1946) </li></ul><ul><li>Die Atriden-Tetralogie </li></ul><ul><li>Tema: expressa, por meio de trágicos mitos gregos, os horrores de seu tempo e a desilusão com o mundo do pós-guerra. </li></ul>
  52. 53. Arquitetura
  53. 54. Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades não exigem mais ricos palácios e templos. Elas precisam de fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia.
  54. 55. Em 1889, Gustave Eiffel levanta, em Paris, a Torre Eiffel.
  55. 56. Literatura
  56. 57. Uma das novidades do realismo na literatura era mostrar não o amor incondicional, mas sim uma face nunca antes revelada: o cotidiano na época.
  57. 58. Principais Obras e seus autores
  58. 59. Gustave Flaubery <ul><li>Madame Bovary foi o livro que marcou o início da realismo na Literatura. Foi escrito por Gustave Flaubert publicado em 1857. </li></ul><ul><li>Por sua nova visão e crítica expressa no livro, Gustave foi julgado pela Igreja Católica. </li></ul>
  59. 61. Eça de Queirós <ul><li>Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O Crime do Padre Amaro ; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX. </li></ul>
  60. 62. OS MAIAS <ul><li>É uma de suas obras mais conhecida, e foi publicada em 1888. </li></ul><ul><li>Apresenta-nos a história de três gerações da família Maia. Inicia-se em 1875, quando Afonso da Maia, nobre e rico proprietário, se instala no Ramalhete com o neto recém formado em Medicina. Afonso da Maia era o personagem mais simpático do romance e aquele que o autor mais valorizou, pois não se lhe conhecem defeitos. É um homem de caráter, culto e requintado nos gostos. Em jovem aderiu aos ideais do Liberalismo e foi obrigado, por seu pai, a sair de casa e a instalar-se em Inglaterra. Após o pai falecer regressa a Lisboa para casar com Maria Eduarda Runa, mas pouco tempo depois escolhe o exílio por razões de ordem política. </li></ul>
  61. 64. O CRIME DO PADRE AMARO <ul><li>Trata-se de uma obra polêmica, que causou protestos da Igreja Católica ao ser publicada em 1875, em Portugal. </li></ul><ul><li>Esta obra é mais um documento humano e social do país e da sua época escrito com a maestria de Eça de Queirós. É também a primeira realização artística do realismo português. </li></ul><ul><li>Trata do romance entre Amaro e a jovem Amélia, que surge num ambiente em que o próprio papel da religião é alvo de grandes discussões e a moralidade de cada um é posta à prova. Enquanto a trágica história de amor se desenvolve, personagens secundários travam instigantes debates sobre o papel da fé. </li></ul>
  62. 66. Jane Austen <ul><li>Jane Austen esta nos primórdios do romance realista. Seus romances descrevem, com elegância clara e ironia, conflitos psicológicos analisados em ambientes burgueses. Entre suas obras primas está “Orgulho e Preconceito”. </li></ul>
  63. 67. ORGULHO E PRECONCEITO <ul><li>A obra literária de Jane Austen deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns. </li></ul><ul><li>Jane Austen mostrou como o amor entre os protagonistas era capaz de superar barreiras de orgulho e preconceito, a diferença social entre eles e o escasso poder de decisão concedido à mulher na sociedade da época. </li></ul>
  64. 69. Lewis Carroll <ul><li>Lewis Carroll escreveu duas novelas de viés declaradamente fantástico, “Alice no pais das maravilhas” e sua continuação “ Alice no pais dos espelhos”. Esses romances brincam com a lógica e o olhar infantil para satirizar o adulto. </li></ul>
  65. 70. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS <ul><li>É uma das mais célebres do gênero literário nonsense ou do surrealismo, sendo considerada a obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos. </li></ul>
  66. 72. Carlo Collodi <ul><li>Foi ali que, em curtos capítulos, publica originalmente a &quot;Storia di un burattino&quot; (História de um Boneco) primeiro título das As Aventuras de Pinóquio . Publicou ainda outros contos, como &quot;Storie allegre&quot;, de 1887 - mas nenhum deles alcançou o sucesso de sua obra-prima. </li></ul><ul><li>Pinóquio é, sem dúvida, a criatura que engoliu o criador: o mais famoso personagem da literatura infantil, conhecido em todo o planeta, poucos são os que efetivamente apontam reconhecer em Collodi o seu criador… </li></ul>
  67. 73. PINÓQUIO <ul><li>Pinóquio é uma personagem de ficção cuja primeira aparição deu-se em 1883, no romance As Aventuras de Pinoquio escrita por Carlo Collodi, e que desde então teve inúmeras adaptações. Esculpido a partir do tronco de um pinheiro por um entalhador chamado Geppetto numa pequena aldeia italiana, Pinóquio nasceu como um boneco de madeira, mas que sonhava em ser um menino de verdade. O nome Pinocchio é uma palavra típica do italiano falado na Toscana e significa pinhão . </li></ul>
  68. 75. Cinema
  69. 76. Tempos Modernos é um filme de 1936 do cineasta britânico Charles Chaplin, em que o seu famoso personagem &quot;O Vagabundo“, tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. Nesse filme Chaplin quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade, a escravidão. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua .
  70. 77. Realismo no Brasil
  71. 78. Literatura Na literatura brasileira o realismo manifestou-se principalmente na prosa.Os romances realistas tornaram-se instrumentos de crítica ao comportamento burguês e às instituições sociais. Muitos escritores românticos começaram a entrar para a literatura realista. Os especialistas em literatura dizem que o marco inicial do movimento no Brasil é a publicação do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis. Nesta obra, o escritor fluminense faz duras críticas à sociedade da época.
  72. 80. Teatro  As peças retratam a realidade do povo brasileiro, dando destaque para os principais problemas sociais. Os personagens românticos dão espaço para trabalhadores e pessoas simples. Machado de Assis escreve Quase Ministro e José de Alencar destaca-se com O Demônio Familiar. Luxo e Vaidade de Joaquim Manuel de Macedo também merece destaque. Outros escritores e dramaturgos que podemos destacar: Artur de Azevedo, Quintino Bocaiúva e França Júnior.  

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