Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Sociologia ii aula 1 - Cultura e Sociedade

47,276 views

Published on

Published in: Technology
  • Be the first to comment

Sociologia ii aula 1 - Cultura e Sociedade

  1. 1. Cultura eSociedade Sociologia II – Aula 1 Professora: Carmem IFMS
  2. 2. Definição: Cultura é um conjunto desaberes coletivos, compartilhados pelosmembros de uma sociedade. Os padrões culturais são aprendidos e, não, herdados!
  3. 3. A cultura de uma sociedade compreende tantoaspectos intangíveis (cultura imaterial) - as crenças,as ideias e os valores que formam o conteúdo dacultura – como também aspectos tangíveis (culturamaterial) – os objetos, os símbolos ou a tecnologiaque representam esse conteúdo.
  4. 4. Valores e NormasO Curioso é perceber quevalores e normas paraqualquer culturarepresentam saberescoletivos ou, em outraspalavras, know-how,conhecimento coletivoadquirido, às vezes, aolongo de séculos.No caso de normas éticas ou morais, trata-se de know-how de sobrevivência e convivência em comunidade.
  5. 5. Herança Social ou Legado Cultural:são processosde transmissão cultural,que ocorrem ao longoda história, nos quais as geraçõesmais velhas transmitemàs gerações mais jovensa cultura do grupo.
  6. 6. q  Para analisar uma sociedadedeterminada, a antropologia, conformeos antropólogos franceses Marcel Mauss(1872-1950) e Claude Lévi-Strauss(1908-2009), não pretende isolar eanalisar seus sistemas econômicos,políticos ou ideológicos, para entãotentar compreendê-los.
  7. 7. Ø  A antropologia não diferencia realidadesocial e universo simbólico e, por isso,compreende as explicações míticas oureligiosas que os homens dão à sua realidadecomo elementos que interferem e explicam aprodução dessa realidade, e não comodistorções ou ideias falsas a seu respeito.
  8. 8. Ø  Como podemos ver, aantropologia pressupõe aexistência de unidadeentre ação humana esignificação.Ø  o objetivo dainvestigaçãoantropológica éexatamente buscaranalisar e compreenderessa unidade entre ação esignificação.
  9. 9. Diversidade CulturalNão são apenas as crençasculturais que diferematravés das culturas. Adiversidade das práticas edo comportamentohumano é também notável! Formas aceitáveis de comportamento variam amplamente de cultura para cultura e, com frequência, contrastam drasticamente com o que as pessoas das sociedades ocidentais consideram “normal”.
  10. 10. v  Por exemplo, no Ocidente modernoconsideramos crianças com idades entre 12ou 13 anos como sendo muito novas para ocasamento. Mas, em algumas culturas,casamentos são arranjados entre criançasdessa idade como algo natural.v  No Ocidente, comemos ostras, mas não comemos gatinhos oucães de estimação, sendo que ambos são consideradosespeciarias em algumas partes do mundo.v  Os judeus não comem porco, enquantoos indianos comem porco, mas evitamcarne de gado.
  11. 11. Os ocidentais consideram beijar comouma parte normal do comportamentosexual, mas em muitas outras culturasessa prática é tanto desconhecidacomo considerada repulsiva!
  12. 12. EtnocentrismoVisão de mundocaracterística de quemconsidera o seu grupoétnico, nação ounacionalidadesocialmente maisimportante do que osdemais. Xenofobiadesconfiança, temor ou antipatia por pessoasestranhas ao meio daquele que as ajuíza, ou peloque é incomum ou vem de fora do país.
  13. 13. Afinal, qual é a diferença?!§  Xenofobia, como o nome indica, é uma fobia. Neste caso consistenuma aversão a estrangeiros ou estranhos.Etnocentrismo resume-se nisto:"Os meus costumes estão certos. Os teus não!"Exemplos:ü  Considerar os povos industrializados superiores aosoutros povos;ü  Pensar que se na China comem cão, eles estão errados;ü  Julgar um absurdo a adoração de vacas por parte dosHindus.Ou seja: é tudo uma questão cultural.E a cultura é relativa. Não há certo nem errado.Exceto para um etnocêntrico que têm a sua cultura como AVERDADEIRA! O  oposto  ao  etnocentrismo  é   o  “relativismo  cultural”.
  14. 14. SocializaçãoOs seres humanos aprendem as características da cultura atravésdo processo de socialização.A família, a escola e a religião são exemplos de instituições socializadoras.
  15. 15. Identidadeq  A identidade refere-se ao entendimento que as pessoas têm sobre quemsão e o que é importante para elas.q  A identidade social descreve as características que são atribuídas a umindivíduo por outros. Essas atribuições são amiúde feitas com base nosgrupos sociais a que um indivíduo parece pertencer e marcam de que formaum indivíduo é igual a outros.q  A auto-identidade, ou a identidade pessoal, nos diferencia comoindivíduos distintos. Refere-se ao juízo singular de si mesmo que éproduzido pelo autodesenvolvimento e pela constante interação do indivíduocom o mundo exterior.
  16. 16. 8 fatos sobre o beijo Ana Carolina Prado 21 de julho de 2010
  17. 17. Só falar em amor que os mais piegas já pensamnaquelas cenas bonitas de beijos apaixonados.Mas essa relação não é assim tão óbvia em todos oslugares do mundo.Para alguns povos, beijar é uma coisa um tantorepulsiva. Já em outros lugares a coisa é tão intensaque os casais chegam a arrancar sangue um do outro.Há gosto pra tudo! Em algumas tribos da África, obeijo é substituído por uma passada de mão na axilado companheiro.A gente reuniu isso tudo e outras coisas mais nessalista.
  18. 18. 1.  Na Grécia Antiga, o nível social determinava onde seria o beijo:Na Grécia dos anos 300 a.C., pessoas damesma classe podiam se beijar no rosto ou naboca, mas se fosse alguém de status superiorera mais indicado um beijo na mão. Tambémse beijava deuses gregos por meio de obrasde arte: as pessoas esfregavam as pontas dospróprios dedos nos lábios e tocavam naimagem. Esse tipo de beijo é umademonstração de amizade usada na Gréciaaté hoje.
  19. 19. 2. O beijo de noivado garantia direitos jurídicos:O beijo que selava o compromisso denoivado surgiu na Roma Antiga e garantiaà mulher os direitos jurídicosdeterminados pelo Império. Além disso,transferia legalmente a posse dospresentes de casamento para o casal – sea celebração transcorresse sem beijospor algum motivo, eles teriam de serdevolvidos.
  20. 20. 3. Alguns povos morrem de nojo de beijar:Beijar não é uma coisa que agrada a todo mundo. Atribo dos thonga, na África do Sul, jamais beija na bocae acha isso repulsivo. Outro povo de lá, os chewa, ficaenojado com a idéia de “engolir a saliva de outrapessoa”. Muitos têm essa reação porque vêem a bocacomo a fonte da vida, o local onde uma alma imortalhabita – e essa alma pode se contaminar facilmente se odono não for cuidadoso. Há tribos nômades da Etiópiaque, embora considerem os lábios uma parte sensualdo corpo, não sentem vontade de colá-los em outros –até porque os adornos enormes que eles usamdificultam isso.
  21. 21. 4. Em certos lugares, o “beijo” consiste em passar amão nas axilas do companheiro:Enquanto há culturas em que as pessoas nãoeconomizam beijos, há os que nem sequer usam oslábios nas suas interações pessoais. Os polinésios,maoris e inuits preferem usar os narizes. Os índios deuma tribo isolada no Equador, os cayapas,simplesmente cheiram a mão dos amigos aocumprimentá-los. E pasme: o “beijo” de despedida deuma tribo da Nova Guiné consiste em passar a mão naaxila do companheiro e em seguida esfregar o cheirodele por todo o seu.
  22. 22. 5. Os namorados arrancam sangue um do outrodurante a prática em certas tribos:Enquanto alguns povos não são nada beijoqueirosblasé, os casais das Ilhas Trobriand, no Pacífico Sul,manifestam uma paixão violenta. Antropólogosobservaram, em 1929, que eles passavam horas numaespécie de jogo selvagem: mordiam os lábios um dooutro até que sangrassem, davam dentadas nasbochechas e abocanhavam nariz e queixo. Nessahora, ouviam-se expressões como “beba meusangue” e “arranque meu cabelo”. Eles aindaarrancavam os cílios dos parceiros a mordidas.
  23. 23. 6. Onde beijar em público é crime:Há regiões na Finlândia onde homens emulheres tomam banhos coletivos sem roupa,mas ainda vêem o beijo como ato obsceno. NoJapão, só pode entre 4 paredes. Na Venezuela,os casais que dão abraços muito apertados oubeijos muito demorados em lugares públicospodem ir para a prisão. E na Malásia existe leiproibindo o beijo francês (esse normal, delíngua) no cinema – impondo uma multa enormepara quem desobedecer.
  24. 24. 7. O ritual da beijação:Se existem aqueles que proíbem, há povos quecelebram a prática. Um povoado chamado Banjar KajaSesetan, na Indonésia, faz um festival anual chamadoMed-medan. Ao som de um canto ritual, fileiras demoços e moças ficam frente a frente, formando pares, eo primeiro da fila beija quem estiver na sua frente atéum ancião jogar água para separar o casal. Calma, nãoé todo mundo beijando todo mundo. Quem se beijouprimeiro vai para o fim da fila e o ritual se repete até quetodos os casais tenham ocupado a primeira posição. Oobjetivo é proteger o lugar de perigos inesperados e sóos jovens podem participar.
  25. 25. 8. No Brasil do século 18, a demonstração de afeto erao beliscão:No século 18, em Portugal e, muito provavelmente,também no Brasil, uma expressão de amor bastantedifundida era o beliscão. Entre os recém-conhecidos,era de bom tom beliscar “de pincho”, aplicandolevemente a torção sobre a pele. Para os mais íntimosvalia o beliscão “de estorcegão”, também conhecidocomo “enérgico”. A moda era tão forte que houve quemdiscutisse a necessidade de construir divisórias nointerior das igrejas para impedir beliscões durante amissa. Os estudiosos desse gesto associam-no ao“namoro camponês”. Beliscões, pisadas de pé emútuos estalos de dedos consistiam em rituais quesimbolizavam a dura vida rural. PARA SABER MAIS “História íntima do beijo” Julie Enfield (Editora Matrix,2008)
  26. 26. Além de aspectos culturais sobre o beijo, vimos os seguintes conceitos: •  IDENTIDADE • SOCIALIZAÇÃO • XENOFOBIA • ETNOCENTRISMO • RELATIVISMO CULTURAL • DIVERSIDADE CULTURAL • HERANÇA OU LEGADO CULTURAL • VALORES E NORMAS • CULTURA MATERIAL E IMATERIALDefinição:Cultura é um conjunto de saberes coletivos,compartilhados pelos membros de uma sociedade.
  27. 27. Os padrõesculturais sãoaprendidose, não,herdados!

×