Cultura do Senado - Escultura romana

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Cultura do Senado - Escultura romana

  1. 1. Módulo 2 – Cultura do Senado Escultura Romana Carlos Jorge Canto Vieira
  2. 2. Escultura Romana • Características – Carácter realístico visível ≠ idealização de Grécia clássico; – Grande importância dada ao retrato; – Desenvolvimento do retrato e das esculturas para exaltar uma determinada figura;
  3. 3. Escultura Romana • Materiais • Mármore e bronze. • Tema • Homem visto como cidadão.
  4. 4. Escultura Romana • Artista – Funcionário ao serviço do estado; – Devia exaltar a função pública do retratado; – São artistas anónimos. • Função – Exibir o poder e a grandeza de Roma.
  5. 5. Influências • Etruscos – Retratos funerários – Representação realista • Grécia – Retratos de pessoas famosas; – Retrato psicológico associado às características físicas; – Gosto pelas colecções (As obras gregas eram admiradas e coleccionadas).
  6. 6. ESCULTURA ETRUSCA
  7. 7. Escultura Etrusca • Exemplos – Esposos de Cerveteri; – Apolo de Veios.
  8. 8. Esposos de Cerveteri c. 520-510 a.C Alt: 1,14 m; Comp: 1,9 m; larg: 0,69 m Terracota pintada Museu do Louvre, Paris
  9. 9. Rosto ovalado Queixo fino Sorriso Arcaico Banquete Sensação de calmaria Tamanho natural Reclinados sobre o túmulo Esposos de Cerveteri (pormenor) c. 520-510 a.C Alt: 1,14 m; Comp: 1,9 m; larg: 0,69 m Terracota pintada Museu do Louvre, Paris
  10. 10. Movimento; Sorriso arcaico; Vestes bem marcadas; Pernas musculosas; Cabelo bem delineado; Apolo de Veios Vulca (?) c. 550 - 520 a.C. Terracota pintada Museu Nacional Etrusco, Roma
  11. 11. Escultura Romana • 2 Categorias: – Retratos: • Bustos; • Estátuas. – Relevos: • Históricos; • Funerários; • Sarcófagos;
  12. 12. RETRATO
  13. 13. Escultura Romana - Retrato • Evolução República Realístico Alto Império Idealizado Realístico Baixo Império Simplificado
  14. 14. Origem e influências Roma aproveitou os modelos escultóricos gregos da época clássica e helenística, sobretudo a partir do séc. II a.C.. Gosto das classes aristocráticas pela plástica helenística. Escultores de origem grega trabalham em Roma. corrente helenizante ou aristocrática Mimetismo em torno do que era grego. corrente popular – de natureza realista (influencia etrusca). Estatua de Marcelo, sobrinho de Augusto (20 a.C.)
  15. 15. Escultura Romana •A escultura grega era considerada como a máxima expressão da beleza ideal; •Multiplicam-se as cópias das obras gregas; •Grande gosto pelo coleccionismo; •Decoravam os jardins das villas e os palácios; •Eclectismo em todas as suas formas; •Roma converte-se no local mais importante da arte helenística; •Desenvolvem-se temas de influência oriental: deuses, alegorias, cenas de género….
  16. 16. Escultura Romana • IMAGINES MAIORUM • Estão na origem do sentido realista da escultura romana • Período Republicano. • Faziam-se máscaras de cera dos familiares falecidos para os honrarem; • A partir dessas máscaras faziam-se bustos dos antepassados (imagines maiorum). • Eram colocados em armários situados no átrio da casa e eram levados para as cerimónias funerárias. Togado Barberini
  17. 17. Escultura Romana • IMAGINES MAIORUM • 1ª fase • Reproduziam apenas a cabeça e o pescoço • 2ª fase (séc. I) • Passa-se a representar o peito e os ombros e na segunda metade do século II já se representam desde a zona da cintura. • Também se conservam estátuas de corpo inteiro: em pé, sentadas ou equestres
  18. 18. Escultura Romana •Período Republicano • Retrato até à zona da garganta: especial atenção à cabeça. • Ampliação progressiva até se atingir a zona do peito. • Realizados em bronze ou mármore policromado. • Obras de artísticas gregos que trabalham de acordo com o gosto romano. • Predomina o sentido realista: faces muito marcadas;
  19. 19. Escultura Romana •Período Republicano •Cabelo curto e liso para os homens e com risco ao meio para as mulheres. •Rostos enérgicos, fortes e decididos. •Os retratos públicos apresentam uma certa idealização;
  20. 20. Retrato de Junius Lucius Brutus ou Romano desconhecido Bronze, 32 cm (69 cm com o busto renascentista). Roma, Museu do Capitólio
  21. 21. Escultura Romana Pompeu Cícero Júlio César (César Chiaramonti)
  22. 22. Escultura Romana Anastolé – “caracol” POMPEU Ca. 55 a.C., mármore, 25 cm Copenhague, Ny Carlsberg Glyptotek
  23. 23. JULIO CÉSAR (César Chiaramonti) 27-20 a.C mármore, 26 cm Roma, Museu do Vaticano
  24. 24. Marco Tulio CICERO Meados do séc. I a. C. Mármore 93 cm Roma, Museu do Capitólio
  25. 25. Escultura Romana •Alto Império: até à 2ª metade do séc. III •Retrato oficial idealizado; •Visam sublinhar a importância da personagem; •Características pessoais; •Expressão do retratado; •Ausência de barba.
  26. 26. Escultura Romana • A partir dos Antoninos (séc. II) surge a corrente realista; • O cabelo (ondulado) torna-se mais volumoso e reaparece a barba, acentuando o claro escuro. • O tamanho do busto aumenta: peito, ombros e início dos braços. CARACALLA ADRIANO
  27. 27. Escultura Romana Antonino Pío Adriano Caracalla Combinação de diferentes tipos de mármores coloridos para acentuar o realismo.
  28. 28. Escultura Romana • A partir de Adriano (117-138) aumenta o número de artistas gregos a trabalhar em Roma. • A íris e a pupila são marcadas com linhas concêntricas. Cómodo (180-192) Lucio Vero
  29. 29. Escultura Romana Retrato de Adriano, com barba e cabelo encaracolado. Antínoo Farnesio. Favorito de Adriano. Mostra a influencia do classicismo grego
  30. 30. Escultura Romana • Lúcio Aurélio Cómodo (161-192) • Surge divinizado como Hércules; • Tem uma pele de leão sobre a cabeça e um bastão na mão • Muitos pormenores no cabelo, barba, íris e da pupila. • O busto chega até à zona da barriga • Os braços estão completos.
  31. 31. Escultura Romana Lucius Septimius Bassianus Caracalla (188-217). • Cabeça ligeiramente inclinada • Cabelo encaracolado • Barba incipiente • Perfil psicológico
  32. 32. Escultura Romana • Época imperial: Baixo Império (d. Séc. III a V) • O retrato, tal como a escultura romana, segue um sentido anticlássico; • A modelação fina desaparece • A expressão do rosto é mais intensa • Simplicidade e hieratismo • Desaparece o sentido da proporção e o gosto pelo detalhe; • Desumanização. • Monumentalidade • Esquematização (aspecto arcaico) -> anuncia a estatuária bizantina.
  33. 33. Escultura Romana • O exemplo mais importante é a cabeça do Imperador Constantino (Séc. IV) • Fazia parte de uma estátua sentada que se encontrava na nave principal da basílica de Maxêncio. 2,5 m
  34. 34. Escultura Romana
  35. 35. Diocleciano Constantino II Tetrarcas de São Marcos (Veneza) Constantino, 0 Grande
  36. 36. Escultura Romana •No período Imperial surge o retrato feminino; •É o reflexo da moda de cada época; •Grande interesse pelo penteado •Têm as mesmas características do retrato masculino no que diz respeito à representação realista da mulher. Imperatriz Livia
  37. 37. Escultura Romana Popea Sabina (amante de Nero) Livia Agripina (mãe de Nero)
  38. 38. Escultura Romana • Durante o governo de Tito surgiu um novo penteado feminino; • Muitos caracóis na zona da teste que depois caiam pela frente; • Utilizava-se o trépano (instrumento utilizado para perfurar), para dar este efeito. Júlia filha de Tito Museu do Capitólio, Roma, séc. I.
  39. 39. Trépano Julia, esposa de Tito Matidia, esposa de Trajano Julia Domma, esposa de Septimio Severo Domitia, sobrinha de Trajano
  40. 40. Tipologias de Retrato • Thoracatae: Imperador Vitorioso • Apoteose: como um Deus, seminú e coroado
  41. 41. Tipologias de Retrato • Togatae: como um político usando a toga. • Pontifex Maximus: usando a toga, mas com a cabeça coberta.
  42. 42. ESTÁTUA-RETRATO
  43. 43. Escultura Romana • A ESTATUA-RETRATO – realizada com fins públicos; – possivelmente segue a tradição grega de erigir estatuas aos atletas. – Atenção do observador é encaminhada para o rosto e para os olhos, na procura da descrição da personalidade do representado; – Exmplos: Augusto de Prima Porta
  44. 44. Escultura Romana
  45. 45. ESTÁTUA-EQUESTRE
  46. 46. Escultura Romana • A ESTATUA EQUESTRE – De origem grega; – Muito utilizada no período Imperial; – Fonte de inspiração de reis, tiranos e aristocratas de todos os tempos, pela vigorosa estrutura plástica e pela majestade da imagem imperial. – Exemplo: Estátua de Marco Aurélio.
  47. 47. RELEVO
  48. 48. Escultura Romana • O RELEVO – Subordinado a arquitectura, com fins: • Ornamentais; • Comemorativos; • Narrativos ou históricos: – relatavam desde a Historia de Roma ate aos pormenores da vida dos homens. – Ocupava todos os espaços: • • • • • • nas estelas funerárias; nos sarcófagos; nos altares; nos arcos de triunfo; nas colunas, nos frisos...
  49. 49. Escultura Romana • O RELEVO – Recorreu às técnicas da pintura: • explorou a profundidade através da gradação dos planos, conjuntamente com diferentes tipos de relevo (baixo, médio e alto) ate ao esmagamento, obtendo belos efeitos de perspectiva e de construção espacial. – Alguns relevos chegavam a ser caóticos, pela multiplicidade e sobreposição das personagens.
  50. 50. Escultura Romana • O RELEVO – A técnica de narração: • decorria em cenas continuas em que a figura principal se encontrava repetida; • as secundarias eram colocadas lado a lado e as restantes em planos mais recuados.
  51. 51. Escultura Romana • O RELEVO – Exemplo: • • • • Ara Pacis; Colunas (Trajano e Marco Aurélio); Arcos do Triunfo; Sarcófagos.
  52. 52. As musas Mármore O Triunfo de Dioniso e as estações c. 260–270 Mármore Comp. 86, 4 cm

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