Cultura do Senado - Arquitectura romana

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Cultura do Senado - Arquitectura romana

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Cultura do Senado - Arquitectura romana

  1. 1. Módulo 2 – Cultura do Senado Arquitectura Carlos Jorge Canto Vieira Prof. Carlos Vieira 1
  2. 2. Prof. Carlos Vieira 2
  3. 3. Arquitectura • A arquitectura romana – Cinco condições essenciais, segundo Vitrúvio (séc. I a.C.): • • • • • firmitas — a resistência, solidez ; utilitas — utilidade, funcionalidade; venustas — beleza; euritmia — justa proporção, entre as partes de um todo; decorum — decoro, dignidade. Prof. Carlos Vieira 3
  4. 4. Arquitectura • Tipologias de Arquitectura – – – – Religiosa; Pública e utilitária; Privada; Comemorativa. Prof. Carlos Vieira 4
  5. 5. ARQUITECTURA RELIGIOSA Prof. Carlos Vieira 5
  6. 6. Arquitectura religiosa • Funções – simultaneamente religiosas, politicas e sociais – os edifícios religiosos assinalavam, pelo seu valor sagrado e simbólico, os lugares mais importantes das cidades. • Tipologia • Templos; • Santuários; • simples altares. Prof. Carlos Vieira 6
  7. 7. Arquitectura religiosa • Primeiros exemplos: Templo de Vesta, Fórum Boarium, Roma Séc. II a. C Prof. Carlos Vieira 7
  8. 8. Arquitectura religiosa • Primeiros exemplos: Templo de Fortuna Virilis, Fórum Boarium, Roma Séc. I a. C. Prof. Carlos Vieira 8
  9. 9. Arquitectura religiosa • Outros exemplos - Maison Carrée Prof. Carlos Vieira Maison Carrée, Nimes, França 26 m x 15 m x 17 m 9 Séc. I
  10. 10. Arquitectura religiosa Prof. Carlos Vieira 10
  11. 11. Arquitectura religiosa • Características – erguiam-se sobre um podium; – carácter frontal: • fachada assinalada pelo pórtico e pelas escadarias de acesso ao templo; – eram, geralmente, de planta rectangular e tinham uma só cella fechada; – encontravam-se orientados no terreno, seguindo o eixo axial da cella; – pseudoperípetros; – as colunas e entablamento eram a maneira grega: • Seguiam as ordens; • função meramente decorativa. – este modelo de templos espalhou-as também pelas províncias. Prof. Carlos Vieira 11
  12. 12. Arquitectura religiosa • Outros exemplos Prof. Carlos Vieira Templo de Baalbek, Libano 69 m x 36 m 12 Séc. I
  13. 13. Arquitectura religiosa • Outros exemplos - Panteão Prof. Carlos Vieira 13
  14. 14. Arquitectura religiosa • Panteão Prof. Carlos Vieira 14
  15. 15. Arquitectura religiosa • Panteão Prof. Carlos Vieira 15
  16. 16. Arquitectura religiosa • Outros exemplos Prof. Carlos Vieira Santuário da Fortuna Primigénita, Palestrina, Itália 16 Séc. I
  17. 17. Arquitectura religiosa • Ara Pacis – Representa a pax romana – segue o modelo helenístico do Altar de Zeus e Atena, em Pérgamo. – nasce da necessidade de edificar uma obra que consagrasse o estado e a prosperidade do império. Prof. Carlos Vieira 17
  18. 18. Arquitectura religiosa • Ara Pacis – Planta • paralelepipédico, com uma decoração distribuída em dois níveis: – o interior, uma decoração com motivos vegetais; – o exterior, um alto relevo de uma procissão protocolar do império, com Augusto como protagonista — e com um altar no centro do seu interior. Prof. Carlos Vieira 18
  19. 19. Prof. Carlos Vieira 19
  20. 20. Arquitectura religiosa Prof. Carlos Vieira 20
  21. 21. Arquitectura religiosa Prof. Carlos Vieira 21
  22. 22. Arquitectura religiosa Prof. Carlos Vieira 22
  23. 23. ARQUITECTURA PÚBLICA E UTILITÁRIA Prof. Carlos Vieira 23
  24. 24. Arquitectura Pública e Utilitária • Características – tipo de arquitectura em que os Romanos melhor expressaram o seu engenho técnico e originalidade estrutural; – Abundantes no período da Republica são essenciais durante o Império; – Todos os imperadores quiseram deixar o seu nome associado a um grande melhoramento publico. Prof. Carlos Vieira 24
  25. 25. Arquitectura Pública e Utilitária • República – salientam-se principalmente as grandes obras de engenharia civil, com carácter pratico e utilitário: • as estradas, as pontes e sobretudo os aquedutos, indispensáveis para o abastecimento de agua as cidades e as termas. • exemplo: a Ponte do Gard, França. Prof. Carlos Vieira 25
  26. 26. Arquitectura Pública e Utilitária • Aquedutos Segóvia, Espanha Prof. Carlos Vieira 26
  27. 27. Arquitectura Pública e Utilitária • Aquedutos Pont du Gard, França Prof. Carlos Vieira 27
  28. 28. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. fonte (galeria de infiltração); rampas íngremes (dropshafts); Decantador; túneis e poços; túnel; aqueduto ponte; aqueduto Invertida (sifão), Substrução; Arcada; Bacia de distribuição / divisorium castellum; distribuição de água para a cidade - tubos em chumbo.
  29. 29. Arquitectura Pública e Utilitária • Período Imperial – construções mais grandiosas e imponentes destinadas a vida publica. – Salientam-se: • As Basílicas; • Os Anfiteatros; • Os Teatros; • As Termas. Prof. Carlos Vieira 29
  30. 30. Arquitectura Pública e Utilitária – Basílicas: • edifícios tipicamente romanos; • Características: – coberturas em abóbadas de arestas e com cúpulas e semicúpulas sobre as absides laterais; • edifícios multifuncionais: – tribunais, cúrias e outras repartições publicas, como para termas, mercados, bolsas de mercadores e palácios imperiais; • Exemplos: – basílica Iulia e a Emilia, ambas do período republicano e a Ulpia. Prof. Carlos Vieira 30
  31. 31. Arquitectura Pública e Utilitária • Basílica Iulia Prof. Carlos Vieira 31
  32. 32. Arquitectura Pública e Utilitária • Basílica Emília Prof. Carlos Vieira 32
  33. 33. Arquitectura Pública e Utilitária • Basílica Ulpia Prof. Carlos Vieira 33
  34. 34. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatros – construções mais populares da arquitectura romana do lazer; – Planta circular ou elíptica, sem cobertura, e erguiam-se a altura de vários andares (3/4); – Tinham complexos sistemas de abóbadas radiais e concêntricas que sustentavam as galerias sob as bancadas e a própria arena. Prof. Carlos Vieira 34
  35. 35. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro - Coliseu Prof. Carlos Vieira 35
  36. 36. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro - Coliseu Prof. Carlos Vieira 36
  37. 37. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro - Coliseu Prof. Carlos Vieira 37
  38. 38. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro - Coliseu Prof. Carlos Vieira 38
  39. 39. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro - Coliseu Prof. Carlos Vieira 39
  40. 40. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro - Coliseu Prof. Carlos Vieira 40
  41. 41. Arquitectura Pública e Utilitária • Outros anfiteatros d'El Djem Mérida Prof. Carlos Vieira 41
  42. 42. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro – El Djem, Tunísia Prof. Carlos Vieira 42
  43. 43. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro – Nimes Prof. Carlos Vieira 43
  44. 44. Arquitectura Pública e Utilitária • Anfiteatro – Mérida Prof. Carlos Vieira 44
  45. 45. Arquitectura Pública e Utilitária • Teatros Prof. Carlos Vieira 45
  46. 46. Arquitectura Pública e Utilitária • Teatros – semelhantes aos anfiteatros na forma e na decoração exteriores; – inspirados pelos teatros gregos – Características • • • • Não necessitam de encostas ou vertentes Utilizam o sistema construtivo dos romanos; Erguiam-se em qualquer parte, no meio das cidades; embora fossem ao ar livre, eram fechados em torno de si mesmos, porque as paredes da cavea, em anfiteatro, uniam-se a cena. Prof. Carlos Vieira 46
  47. 47. Arquitectura Pública e Utilitária • Teatro de Marcelo Prof. Carlos Vieira 47
  48. 48. Arquitectura Pública e Utilitária Termas Prof. Carlos Vieira 48
  49. 49. Arquitectura Pública e Utilitária Termas de Bath, Inglaterra Prof. Carlos Vieira 49
  50. 50. Arquitectura Pública e Utilitária • Termas. – eram importantes locais de encontro e convívio social. – frequentados por ambos os sexos; – Tinham: • • • • • • • • • • piscinas de agua quente e fria; Saunas; Ginásios; Estádios; Hipódromos; Salas de reunião; Bibliotecas; Teatros; Lojas Espaços verdes, ao ar livre. Prof. Carlos Vieira 50
  51. 51. Arquitectura Pública e Utilitária • Termas. – Planta • construção de escala monumental; • apurado sentido de ordem e simetria nas plantas, pela estruturação dinâmica e funcional dos seus interiores; • Em Roma, as mais famosas foram as de Agripa e de Trajano, já desaparecidas, e as de Caracalla e de Diocleciano. Prof. Carlos Vieira 51
  52. 52. Arquitectura Pública e Utilitária Termas de Caracalla Prof. Carlos Vieira 52
  53. 53. Arquitectura Pública e Utilitária Prof. Carlos Vieira 53
  54. 54. Prof. Carlos Vieira 54
  55. 55. Prof. Carlos Vieira 55
  56. 56. ARQUITECTURA PRIVADA Prof. Carlos Vieira 56
  57. 57. Arquitectura Privada • Tipologia – – – – Casa Senhorial Domus “Villa” rústica Insula (ae) Prof. Carlos Vieira 57
  58. 58. Arquitectura Privada • Casa senhorial – Villa de Adriano • Funciona como uma pequena cidade. Possui fontes, termas, bibliotecas, teatros e templo Prof. Carlos Vieira 58
  59. 59. Arquitectura Privada • Os edifícios mais importantes são: • O vale do Canopo • O Canopo é um plano de água de 119 metros de comprimento por 18 metros de largura Prof. Carlos Vieira 59
  60. 60. Arquitectura Privada Prof. Carlos Vieira 60
  61. 61. Arquitectura Privada Prof. Carlos Vieira 61
  62. 62. Arquitectura Privada • Os edifícios mais importantes são: • Teatro Marítimo Prof. Carlos Vieira 62
  63. 63. Arquitectura Privada • Os edifícios mais importantes são: • As termas – existiam duas: • Uma para as mulheres e outra para os homens Prof. Carlos Vieira 63
  64. 64. Arquitectura Privada • Os edifícios mais importantes são: • O complexo do Poikile – O Poikile é o maior dos edifícios da Villa Adriana: 235 m de comprimento por 110 m de largura, com um tanque de 110 m por 25 m. Prof. Carlos Vieira 64
  65. 65. Arquitectura Privada • “Villa” Rústica – uma casa de campo cujo fim primordial é a exploração agro-pecuária. – As divisões mais importantes: • • • • • • • A culina (cozinha), os balnea (balneários), a apotheca (adega), os bubilia (estábulos de bois), os equilia (estábulos de cavalos), o galinarium (galinheiro) os horrea (celeiros). Prof. Carlos Vieira 65
  66. 66. Arquitectura Privada • Insula Prof. Carlos Vieira 66
  67. 67. Arquitectura Privada Prof. Carlos Vieira 67
  68. 68. Arquitectura Privada Prof. Carlos Vieira 68
  69. 69. Arquitectura Privada • Insula (ae) – – – – – Bloco de apartamentos. Eram baratos, de madeira e tijolos. Ruíam e incendiavam-se com facilidade. Houve leis para regular a sua altura. Tinham lojas no rés-do-chão e quanto mais baixo o andar, mais caro era. – Em 64, no Incêndio de Roma, arderam muitas insulas devido à fraca construção. Passaram então, por lei, a ser construídas em betão. Prof. Carlos Vieira 69
  70. 70. Arquitectura Privada • “Domus” – Planta rectangular, com aspecto rigoroso e linear seguindo o traçado das ruas; – Eram grandes e espaçosas, eram arejadas, tinham banhos e latrinas; – O chão era decorado com mosaicos; tinham estátuas para decoração interior Prof. Carlos Vieira 70
  71. 71. Arquitectura Privada • Domus – Duas zonas • Zona de Acesso – “Atrium” – “Impluvium” – ilumina, areja e recolhe a água das chuvas. • Zona Reservada à família – “Peristilum” – de planta rectangular ou quadrada, com uma colunata em torno de um jardim interior Prof. Carlos Vieira 71
  72. 72. Arquitectura Privada • Domus Prof. Carlos Vieira 72
  73. 73. Arquitectura Privada • Domus Prof. Carlos Vieira 73
  74. 74. Arquitectura Privada • Domus – Prof. Carlos Vieira 74
  75. 75. Arquitectura Privada • Peristilo Prof. Carlos Vieira 75
  76. 76. Arquitectura Privada • Peristilo Prof. Carlos Vieira 76
  77. 77. Arquitectura Privada Prof. Carlos Vieira 77
  78. 78. ARQUITECTURA COMEMORATIVA Prof. Carlos Vieira 78
  79. 79. Arquitectura Comemorativa • Função – Assinalar as façanhas militares ou politicas dos grandes oficiais e dos imperadores. – Exemplos • colunas comemorativas; • arcos de triunfo. Prof. Carlos Vieira 79
  80. 80. Arquitectura Comemorativa • Colunas comemorativas – Estrutura • eram feitas com grandes tambores de pedra; • ocos ao centro, sobrepostos uns nos outros. • Interior -> uma escada em pedra permitia ascender ate ao topo. – Decoração • relevos historiados. Prof. Carlos Vieira 80
  81. 81. Arquitectura Comemorativa • Coluna de Trajano – construída pelo arquitecto Apolodoro de Damasco; – comemoração às vitórias das campanhas militares contra os Dácios; – 30 metros de altura + 8 do pedestal; – Formada por 20 blocos de mármore. Prof. Carlos Vieira 81
  82. 82. Arquitectura Comemorativa Prof. Carlos Vieira 82
  83. 83. Arquitectura Comemorativa • Arcos de triunfo – varias formas e tamanhos; – decorados com baixo e altos-relevos; – têm colunas adossadas ou adiantadas que serviam de pedestal para estátuas alegóricas ou honorificas. – a parte superior servia, muitas vezes, como suporte de outros grupos escultóricos, de sentido apoteótico. – Eram colocados a meio das vias importantes, ou nas entradas e saídas dos foros. Prof. Carlos Vieira 84
  84. 84. Arquitectura Comemorativa • Arco de Tito – erigido em comemoração à conquista de Jerusalém no ano 67; – Foi construído no ano 70. Prof. Carlos Vieira 85
  85. 85. Arquitectura Comemorativa • Arco de Septímio Severo – Dedicado em 203 d.C. pelo Senado ao imperador Septímio Severo e aos seus dois filhos, Caracala e Geta; – celebra a vitória sobre os Partas. Prof. Carlos Vieira 86
  86. 86. Arquitectura Comemorativa • Arco de Constantino – Erigido para comemorar a vitória de Constantino sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 312. Prof. Carlos Vieira 87
  87. 87. Arquitectura Comemorativa • Arco de Orange Prof. Carlos Vieira 88
  88. 88. Prof. Carlos Vieira 89

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