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Resoluções do sítio Física Hoje (97 a 2009) compactadas - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.com/

O site Física Hoje saiu do ar, não sei porque. Os arquivos em formato .zip eram dele. O professor fez várias correções de prova, com qualidade. Note que o SlideShare só mostra o primeiro, mas são vários arquivos compactados. Todo o conteúdo vinculado a este arquivo está descrito, organizado e lincado no nosso blog:
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Resoluções do sítio Física Hoje (97 a 2009) compactadas - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.com/

  1. 1. QUESTÃO 01 Um canhão está montado em uma plataforma com rodas, de forma que ele pode se deslocar livremente após cada disparo, como mostrado nesta figura: A soma das massas do canhão e da plataforma é 2,0x103 kg. A abertura do canhão está a 5,0m acima do solo. O canhão dispara, horizontalmente, uma bala de massa igual a 5,0kg, que sai com velocidade de 400m/s. Despreze qualquer tipo de atrito. Com base nessas informações, 1. CALCULE a velocidade do canhão após o disparo. Solução: Sem duvida, podemos usar as relações matemáticas de quantidade de movimento, pois sabemos que esta grandeza sempre se conserva. Vamos designar por M a massa do conjunto que é dada; por mb, a massa apenas da bala. Da mesma forma, teremos as respectivas velocidades: V, é a velocidade da plataforma e vb, velocidade da bala. Eu estarei considerando que a massa dada do conjunto, canhão + plataforma, inclui também a massa da bala, de modo que quando a bala sai este conjunto terá a sua massa dada por M subtraindo-se a massa da bala. Considero também, pelo meu entendimento do problema, que as duas situações que temos são a quantidade de movimento da bala e a quantidade de movimento do conjunto plataforma + canhão após o disparo. Vamos aos cálculos: ( ) ( ) smVVVV mM vm VvmVmMQQ b bb bbbbalaplataforma /0,1 399 400 995.1 000.2 5102 4005 3 ≈⇒=⇒=⇒ −× ⋅ =⇒ − ⋅ =⇒⋅=⋅−⇒= Esta é a velocidade aproximada da plataforma com seu canhão. 2. CALCULE o tempo que a bala gasta, desde o instante do disparo, até atingir o solo. Solução: O tempo gasto no percurso horizontal será o mesmo tempo que seria gasto se a bala caísse com queda livre a partir da altura de 5,0 metros. Você deveria saber disso, mas se não sabe, pode ler o assunto na seção de lançamento horizontal nesta home page. Muito bem, o tempo de queda livre pode ser calculado com a função posição para o movimento acelerado. stttt g h thtgtgh 111 10 522 2 2 1 22222 =⇒±=⇒=⇒ ⋅ =⇒ ⋅ =⇒⋅=⋅⇒⋅⋅= . Claro que a parte negativa da solução pode ser desprezada, uma vez que não existe tempo negativo. A bala demora, portanto, 1 segundo em queda livre que é o mesmo tempo que ela leva no lançamento horizontal. QUESTÃO 02
  2. 2. Um automóvel, que se move com uma velocidade constante de 72km/h, colide, frontalmente, com um muro de concreto. Na colisão, ele sofre uma desaceleração súbita até o repouso. Sabe-se, por meio de testes já realizados, que o tempo de duração da colisão de um automóvel é de, aproximadamente 0,10 s. Uma pessoa, que está viajando nesse automóvel, presa por cinto de segurança, segura uma maleta de 10kg. 1. Com base nessas informações, RESPONDA: Essa pessoa conseguirá segurar a maleta durante a colisão? JUSTIFIQUE sua resposta. Solução: O automóvel sofre uma desaceleração que é dada. Para que a pessoa consiga segura-la durante a colisão é necessário que a pessoa consiga fazer força suficiente para segurar esta mala, certo? Para saber qual é esta força, antes temos que saber qual foi a desaceleração sofrida pela mala. Isto é a chave da questão, pense nisso. Vamos calcular a desaceleração da maleta. Lembrando que temos o tempo de parada do automóvel e obviamente da maleta e temos também a velocidade com que ele vinha que também é a mesma da maleta. Então, da definição de aceleração, temos: 2 /2001020 10 1 20 10,0 /20 smaaa s sm a t v a −=⇒⋅−=⇒−=⇒−=⇒ ∆ ∆ = . Lembre-se que a velocidade precisa ser dada em m/s e que para isto basta dividir 72 por 3,6. Não é preciso explicar isto na prova, mas é bom mostrar que você fez a transformação. Esta aceleração também é negativa pois a velocidade diminui. Bem, para responder à pergunta, temos agora que calcular a força que a pessoa teria que fazer para segurar a maleta. Para tanto, basta usar a 2ª lei de Newton. NFFamF 000.220010 =⇒⋅=⇒⋅= . Repare que esta é uma força extremamente grande para uma pessoa fazer, é aproximadamente a força que deve ser feita para levantar uma massa de 200kg. Nenhuma pessoa que segura uma maleta é capaz de fazer isso. Porque geralmente homem que segura maleta é advogado ou empresário e nenhum desses possui força suficiente, mas deixa pra lá. Você viu que se trata de uma tremenda força. Considere que, na situação descrita, toda a energia associada ao movimento da maleta é dissipada na colisão. Considere, ainda, que, para dissipar essa energia, a colisão seria equivalente à queda da maleta do último andar de um prédio de apartamentos. 2. Com base nessas informações, ESTIME o número de andares desse prédio. Solução: Antes da colisão, a maleta possui energia cinética dada por 2 2 1 vmEc ⋅⋅= . Isto é equivalente à maleta cair de um prédio de uma certa altura que lhe dê a mesma quantidade de energia potencial gravitacional, esta é dada por hgmEp ⋅⋅= . Onde h é a altura do prédio. Pois bem, esta seria a energia que a maleta teria se estivesse no alto de um edifício. Vamos descobrir a altura deste suposto prédio, igualando as equações de energia, pois elas são iguais mesmo, uma vez que não há perdas segundo o enunciado. mhh g v hvhgvmhgmEE cp 20 20 20 2 2 2 1 22 22 =⇒=⇒ ⋅ =⇒=⋅⋅⇒⋅⋅=⋅⋅⇒= . Um prédio de 20 metros tem quantos andares? Cada andar de um prédio possui cerca de 3 metros, assim, um prédio de 20 metros possuirá cerca de 6 ou 7 andares. Não é preciso saber isto com exatidão, o problema pediu apenas para estimar. Ele teria de ter dito qual é a altura de cada andar do suposto prédio para podermos calcular com mais precisão. Isto é suficiente.
  3. 3. QUESTÃO 03 Um densímetro simples consiste em um tubo graduado que, fechado nas duas extremidades, contém, em seu interior, uma pequena massa. Essa massa é fixada no fundo do tubo, para mantê- lo na vertical quando é colocado em um líquido. Um densímetro desse tipo, ao ser inserido em uma vasilha que contém água, fica com 6,0cm de seu comprimento submerso, como mostrado na figura I. Esse mesmo densímetro foi utilizado para verificar a qualidade do combustível em um certo posto de abastecimento. Quando colocado em uma vasilha que contém o combustível, observou-se que a parte submersa do densímetro media 8,0 cm, como mostrado na figura II. O combustível testado pode ser álcool, gasolina ou uma mistura de ambos. Sabe-se que a densidade da água é 1,0g/cm3 , a da gasolina é 0,70g/cm3 e a do álcool é 0,81g/cm3 . Com base nessas informações, 1. EXPLIQUE, em termos de equilíbrio de forças, por que a parte submersa do densímetro é maior no combustível do que na água. Solução: Bem, em termos de equilíbrio de forças sabemos com certeza que a resultante delas é zero, pois o sistema está em equilíbrio. Quais são estas forças? Obviamente, o peso do densímetro e o empuxo sofrido por ele. Seja qual for o combustível, sua densidade é menor que a densidade da água. O empuxo é uma força que é proporcional à densidade do líquido e ao volume do líquido deslocado. Como o líquido é menos denso, o densímetro afunda mais no líquido o que proporciona uma maior quantidade de líquido deslocado, daí o motivo de no combustível o densímetro ficar 2 cm a mais submerso. 2. DETERMINE se o combustível testado é álcool, gasolina ou uma mistura de ambos. JUSTIFIQUE sua resposta. Solução: Esta é o bicho né? Mas vamos lá, Coragem! Difícil mesmo será aprender Calculo Diferencial e Integral logo no primeiro período de faculdade. O que temos? Eu acho que devemos nos apoiar no equilíbrio de forças e tentar descobrir uma equação. A experiência me diz isto, mas veja, não temos mais nada que nos apoiar. Vamos definir as coisas: Vamos chamar de E1 o empuxo sofrido na situação I e de E2 o empuxo na situação II. Obviamente temos a densidade da água (ρ água) e a densidade do combustível (ρ comb.). Teremos também o volume deslocado de água V água e o volume deslocado de combustível V comb. Como nas duas situações o densímetro está em equilíbrio, temos que o empuxo na situação 1 e o mesmo empuxo da situação 2. Aparentemente isto não é verdade, mas só aparentemente, eu juro que demorei sacar isto mas não podemos enferrujar o negocio é treinar. Repare que apesar de os desímetros deslocarem volumes diferentes e isto sugerir empuxos diferentes os líquidos também possuem
  4. 4. densidades diferentes, ou seja o que retirado por uma grandeza, é compensada por outra, pense nisso. Assim, podemos montar a equação: ..21 combcombáguaágua VgVgEE ⋅⋅=⋅⋅⇒= ρρ . Vamos eliminar a aceleração da gravidade que é a mesma obviamente e aparece dos dois lados da equação e vamos também nos lembrar que o volume do densímetro submerso é dado pela área dele multiplicado pela sua altura submersa. Fazendo isto, temos: AhAh combágua ⋅⋅=⋅⋅ 2.1 ρρ . As alturas são diferentes mas as áreas da base são as mesmas, podemos simplificar a equação cancelando estes termos, observe como fica: 33 . 2 1 .2.1 /75,0/1 8 6 cmgcmg h h hh combáguacombcombágua ⇒⋅=⇒⋅=⇒⋅=⋅ ρρρρρ . Repare que este valor está entre as densidades do álcool e da gasolina, o que sugere que o combustível é uma mistura destes outros dois. Nem é preciso dizer que você deve resolver tudo sozinho (a) né? Não importa se você não conseguir fazer da primeira vez. O que importa é se você vai tentar melhorar a cada dia. Se ficar parado (a) no tempo, achando muito difícil, já era! Descansa, toma uma coca cola, roda na sal até ficar tonto (a), depois você tenta novamente. QUESTÃO 04 Sabe-se que a energia interna de um gás ideal depende apenas de sua temperatura. No diagrama de pressão versus temperatura abaixo, estão representadas as transformações sofridas por um gás ideal dentro de uma câmara. A seqüência de transformações é KLM e está indicada por setas no diagrama. Com base nessas informações, RESPONDA: 1. Na transformação de K para L, o calor trocado pelo gás com a vizinhança é maior, menor ou igual ao trabalho realizado? JUSTIFIQUE sua resposta. Solução: De K para L, a transformação é isotérmica, repare que a temperatura não varia. Neste tipo de transformação, a energia interna é nula, ou seja: o calor que é produzido, é todo ele convertido em trabalho. Estas informações são tiradas da primeira lei da termodinâmica. . Se a energia U é zero, então calor é igual a trabalho.WQU −=∆ 2. Na transformação de L para M, o volume do gás aumenta, diminui ou permanece constante? JUSTIFIQUE sua resposta.
  5. 5. Solução: A transformação de L para M é uma reta, ou seja: a pressão é proporcional à temperatura. Considerando a equação dos gases ideais, temos: p nRT VnRTpV =⇒= . Como T e p são proporcionais, devido ao aumento de T o volume aumenta e devido ao aumento de p o volume diminui, ou seja: aumenta de um lado e diminui do outro, então permanece tudo constante e o volume não varia. Isto é verdade para o caso de A reta LM passar pela origem, mas acho que quem formulou a questão não quer nada além disso, caso contrário ficaria muito complicado. QUESTÃO 05 Sabe-se que a velocidade v de propagação de uma onda em uma corda é dada por µ F v = , em que F é a tensão na corda e µ , a densidade linear de massa da corda (massa por unidade de comprimento). Uma corda grossa tem uma das suas extremidades unida à extremidade de uma corda fina. A outra extremidade da corda fina está amarrada a uma árvore. Clara segura a extremidade livre da corda grossa, como mostrado nesta figura: Fazendo oscilar a extremidade da corda quatro vezes por segundo, Clara produz uma onda que se propaga em direção à corda fina. Na sua brincadeira, ela mantém constante a tensão na corda. A densidade linear da corda grossa é quatro vezes maior que a da corda fina. Considere que as duas cordas são muito longas. Com base nessas informações, 1. DETERMINE a razão entre as freqüências das ondas nas duas cordas. JUSTIFIQUE sua resposta. Solução: Clara oscila a corda com uma frequência de 4 vezes por segundo. A frequência de uma oscilação não varia, mesmo quando a corda fica fina. Apenas o comprimento de onda varia em função da velocidade da onda variar pois ela depende da relação entre a massa e o comprimento, que é maior na corda grossa. Podemos fazer uma continha: 1= fina grossa f f . Isto é suficiente. 2. DETERMINE a razão entre os comprimentos de onda das ondas nas duas cordas. Solução: O comprimento de onda é dado pela equação f v fv =⇒⋅= λλ . Vamos achar a relação do comprimento de onda da corda grossa para o comprimento de onda da corda fina, lembrando que como as freqüências são iguais, podemos elimina-la das equações.
  6. 6. fina grossa fina grossa fina grossa fina grossa F F v v µ µ λ λ λ λ =⇒= . Vamos eliminar a tensão F porque o problema informa que a Clara mantém esta tensão constante, desta forma, temos: 2 1 4 1 =⇒=⇒= fina grossa fina grossa fina grossa fina grossa λ λ λ λ µ µ λ λ . Então o comprimento de onda na corda fina será duas vezes o comprimento de onda na corda grossa. Poderíamos esperar que ele fosse maior mesmo, mas o valor desta relação, somente as equações podem dizer e nunca supor isto sem provar. A questão é fácil. Depende do conhecimento de conceitos simples e da manipulação de apenas duas equações. De qualquer forma, não pense que já aprendeu. Refaça tudo de novo e desta vez sozinho (a). QUESTÃO 06 Na figura, vê-se uma mergulhadora nadando, durante um dia ensolarado, no fundo de um lago de águas calmas e transparentes. Nesse mesmo lago, também há um peixe passando atrás de uma rocha. Sobrevoando o lago, há um balão. Considerando essas informações, RESPONDA: Qual dos três objetos - peixe, Sol e balão - a mergulhadora poderá enxergar de onde está? INDIQUE, na figura, a direção aproximada em que a mergulhadora verá esse(s) objeto(s). JUSTIFIQUE sua resposta. Solução: A mergulhadora poderá ver os três objetos. Os raios de luz que são refletidos pelo balão e vão de encontro aos olhos da mergulhadora não são desviados, eles não sofrem refração pois incidem perpendicularmente à superfície. Ela verá o balão exatamente no mesmo lugar onde ele está.
  7. 7. Os raios de luz emitidos pelo sol, ao incidirem na superfície aproximam da Normal a esta e chega aos olhos da nadadora. Ela verá o sol pelo prolongamento desses raios à esquerda de onde ele realmente está. Os raios de luz que o peixe reflete, tocam na superfície e são refletidos para os olhos da nadadora, o seu prolongamento fornece a imagem do peixe que ela cera como se o bicho estivesse fora d’água. Vou tentar desenhar isto, observe: No caso do sol e do peixe, a mudança na posição aparente dos objetos se deve ao fato de a luz sofrer refração ao passar de um meio menos denso (ar) para um meio mais denso (água). Eu sei que ficou horrível, mas serve pra você entender o que eu disse. Agora leia novamente com atenção, observando a minha figura maravilhosa! QUESTÃO 07 Na figura, vê-se um circuito formado por dois resistores, R1 e R2 , de 5,0Ω cada um, um capacitor de 1,0 X 10-5 F e uma bateria de 12V; um amperímetro está ligado em série com o capacitor. Nessa situação, o capacitor está totalmente carregado. Com base nessas informações,
  8. 8. 1. DETERMINE a leitura do amperímetro. Solução: Olha a pegadinha! Cuidado galera, o capacitor está carregado e, portanto não passa corrente por ele, então o amperímetro marca zero. Nenhuma carga passa. Só com isso você já ganho um terço dos pontos da questão. 2. CALCULE a carga elétrica armazenada no capacitor. Solução: Agora você tem que se lembrar que a carga elétrica armazenada no capacitor é dada por Q=CV. Onde Q é a carga, C é a capacitância deste capacitor que é dada e V é a diferença de potencial apenas nas placas do capacitor, que nós não temos mas podemos calcular através da lei de Ohm, pois ela é exatamente igual à ddp na resistência R1, pois é por lá que a corrente passa, antes de chegar à resistência R2. Observe a equação: . Usando novamente a lei de Ohm, para o circuito todo, encontramos a corrente e substituímos na equação. iRVcapacitor ⋅= 1 =totalV Segura a onda aí que eu não sei como fazer esta não. Depois eu aprendo e continuo. Não duvido nada que tenha informação faltando ou coisa assim, pois mu8itas figuras não estão perfeitas, inclusive esta. 3. EXPLIQUE o que acontecerá com a energia armazenada no capacitor, se a bateria for desconectada do circuito. Solução: A energia armazenada no capacitor em forma de cargas elétricas será dissipada em calor no circuito R1. As cargas voltam, pois não existe mais ddp que a bateria fornece. QUESTÃO 08 Uma partícula com carga positiva percorre, no sentido KLMN, a trajetória plana que está representada nesta figura: No seu percurso, a partícula passa pelas regiões I, II e III, demarcadas pelas linhas tracejadas. Na região II, a trajetória é circular, com raio igual a 1,0 m. Em cada região, existe, obrigatoriamente, um campo elétrico uniforme ou um campo magnético uniforme. O módulo da velocidade da
  9. 9. partícula nos pontos K, L e M é de 2,0 m/s e, no ponto N, é de 1,0 m/s. A partícula leva 0,50 s para ir de K até L; 1,6 s para ir de L até M; e 0,50 s para ir de M até N. Despreze efeitos gravitacionais e qualquer tipo de atrito. Com base nessas informações, 1. CALCULE o módulo da aceleração da partícula em cada uma das regiões I, II e III. Solução: A figura está com defeito, mas eu conheço a figura toda. Está faltando a parte M-N da figura que se trata de um trecho idêntico ao trecho K-L descendo na região III que também está cortada na figura. A região II é em cima a III é a direita de I e o ponto N está acima da linha do ponto K. Então vamos lá! Região I: A aceleração aqui é nula, pois a velocidade não se altera, de acordo com o próprio enunciado. Região II: Nessa região, o módulo da velocidade não se altera, contudo, lembre-se que velocidade é vetor, então a direção e o sentido do vetor velocidade se alteram ponto a ponto, logo, existe uma aceleração e esta é centrípeta, pois aponta para o centro da curva descrita pela partícula. Você se lembra da formulinha para a aceleração centrípeta? R v aC 2 = , onde “R” é o raio da trajetória que é de 1,0 m segundo o texto. No mais, a velocidade é de 2,0 m/s de acordo com o enunciado também. Então é só fazer as contas. 2 22 /0,4 1 )2( smaa R v a CCC ==⇒= . Esta aceleração é constante, pois a força responsável por ela também é, em virtude de o campo ser uniforme. Região III: Nesta região, a velocidade passa de 2,0 m/s para 1,0 m/s. Apesar de ser fácil, não vale responder de cara sem fazer os cálculos heim? Tome cuidado. Se não, vejamos: A velocidade muda dos valores mencionados em um tempo de 0,50 s de acordo com o texto. 2 /0,2 50,0 0,20,1 smaa t v a −=⇒ − =⇒ ∆ ∆ = . Não pode esquecer do sinal negativo no módulo da aceleração, pois a carga literalmente feia, sua velocidade diminui, então a aceleração é mesmo negativa. 2. ESPECIFIQUE a direção e o sentido do campo elétrico ou magnético em cada uma das três regiões. JUSTIFIQUE sua resposta. Solução: o enunciado disse que existe obrigatoriamente um campo elétrico ou magnético em cada uma das regiões. Então não vá cometer o erro de dizer que na região I não existe nenhum campo, só porque a partícula não está acelerada. Existe um caso de presença de campo magnético que não influencia na velocidade da partícula, ou seja, não proporciona Força a ela. Este caso é quando o vetor velocidade é paralelo ao vetor Campo Magnético. Este é o caso na região I. Se houvesse um campo em outra direção que não esta, então a partícula obrigatoriamente sofreria uma aceleração. Já o sentido, é impossível de se determinar. Ele pode ser tanto para cima quanto para baixo, o resultado é o mesmo. Na região II existe somente um campo magnético. Dá pra saber isso, pois o enunciado diz que a carga descreve uma trajetória circular. Uma trajetória circular só é possível a uma carga elétrica se sobre ela estiver atuando apenas a força magnética, pois uma força elétrica alteraria o módulo da velocidade. Para que a carga faça a acurva, existe uma força para o centro desta, que é a força centrípeta. Temos então o sentido da velocidade (para cima no topo da tela) e o sentido da força magnética (para o centro da curva). As pontas dos dedos da mão direita ficam automaticamente apontadas para fora do plano da tela, então o campo é perpendicular a ela e apontando para fora.
  10. 10. Na região III, como a carga descreve movimento em linha reta e desacelerado, significa que há uma campo magnético fornecendo uma força capaz de frear essa carga positiva. Esta força é a força elétrica. Se a carga é freada, então é porquê existe do lado de baixo um pólo positivo que repele esta carga. Então existe um campo que sai do pólo positivo (parte de baixo) e vai para o pólo negativo (parte de cima), então as linhas de indução que dão o sentido do campo apontam para cima, então o campo é para cima, contrário à velocidade. 3. Sabendo que a carga da partícula é 2,0x10-10 C e sua massa, 2,0x10-10 kg, CALCULE os módulos dos campos identificados nas regiões II e III. Solução: Na região II temos campo magnético, contudo, nenhuma expressão conhecida de campo magnético cabe aqui. Precisamos fazer uma análise da força que atua neste campo, então chegaremos à equação )(θsenvqBFM ⋅⋅⋅= . Pronto, já apareceu aí o nosso campo. Lembrando que “Ө” é o ângulo entre “B” e “v” e este ângulo é de 90º, então sem (90º)=1,0. Precisamos agora relacionar a força magnética com outra força. Ora, a força magnética é a própria força centrípeta, então temos que TeslaB mC smkg B Rq vm B R vm qB R vm vqBFF CM 0,2 0,1100,2 /0,2100,2 0,1 10 10 2 =⇒ ⋅× ⋅× = ⇒ ⋅ ⋅ =⇒ ⋅ =⋅⇒ ⋅ =⋅⋅⋅⇒= − − Na região III temos apenas o campo elétrico como já foi mostrado.Também não temos uma equação para campo que satisfaça as varáveis, mas podemos encontrá-la analisando as forças novamente. Temos que a força que freia a carga é a força elétrica dada por EqF E ⋅= , mas também sabemos que uma partícula de massa “m” sujeita à uma desaceleração tem, obrigatoriamente que seguir a 2ª Lei de Newton. Assim sendo, temos que amFE ⋅= . Agora igualamos as duas equações e chegamos a uma outra que nos dará o valor do campo elétrico. CNE C smkg E q am EamEq /0,2 100,2 /0,2100,2 10 210 =⇒ × −⋅× =⇒ ⋅ =⇒⋅=⋅ − − E está pronto, como propusemos. QUESTÃO 09 Em um tipo de tubo de raios X, elétrons acelerados por uma diferença de potencial de 2,0 x 104 V atingem um alvo de metal, onde são violentamente desacelerados. Ao atingir o metal, toda a energia cinética dos elétrons é transformada em raios X. 1. CALCULE a energia cinética que um elétron adquire ao ser acelerado pela diferença de potencial. Solução: Pra quem não sabe, isso é tipicamente o funcionamento de todos os aparelhos de raios-x que existem. Bem, vamos calcular a energia cinética do elétron. Ele é uma partícula cuja massa é dada na tabela desta prova. Contudo, não podemos usar a expressão conhecida para energia cinética, uma vez que não temos sua velocidade. Então basta lembrar que a energia potencial elétrica fornecida a esse elétron pela ddp a que ele é submetida é a própria energia cinética que ele
  11. 11. adquire. Esta energia potencial elétrica é dada pela expressão VeEP ⋅= , onde “e” é a carga elementar do elétron dada na tabela dessa prova. Então temos que JEVeEE CPC 15419 2,3100,2106,1 −− ×=⇒×⋅×=⋅== e é só isso, está pronto. 2. CALCULE o menor comprimento de onda possível para raios X produzidos por esse tubo. Solução: A radiação “x” é uma onda eletromagnética. Ondas eletromagnéticas possuem fótons, que são os “quanta” de energia. A energia de um fóton de raio “x” é dada pela expressão h E ffhE =⇒⋅= , onde “h” é a constante de Planck dada na tabela dessa prova e “f” é a freqüência desses fótons. Sabemos que o comprimento de onda “λ” está relacionado com a freqüência e com a velocidade da onda que é a mesma da luz pela expressão f c fc =⇒⋅= λλ . A energia desses fótons, é a própria energia cinética que o elétron possui, pois temos a informação de que toda a energia é transformada em radiação “x”. Fazendo uma salada com estas duas expressões, temos m E hc h E c f c C 11 15 348 102,6 102,3 106,6100,3 − − − ×=⇒ × ×⋅× =⇒ ⋅ =⇒=⇒= λλλλλ . Com isso encerramos a nossa participação em 2001. Quem não teve tanta sorte esse ano, felicidades em 2002. Té mais galera! Acesse e divulgue: www.fisicahoje.com.br

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  • acdr007

    Jul. 3, 2012
  • lucassantiago33

    Jan. 10, 2013

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