Enem reaplicado 2010, Linguagens e Matemática, prova e gabarito - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.com/

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Enem reaplicado 2010, Linguagens e Matemática, prova e gabarito - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.com/

  1. 1. EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO ESSA É A COR DO SEU CADERNO DE PROVAS! MARQUE-A EM SEU CARTÃO-RESPOSTA 2º DIA CADERNO 5 AMARELO 2010 2ª APLICAÇÃO PROVA DE REDAÇÃO E DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS PROVA DE MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de Redação e 90 8 O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos. questões numeradas de 91 a 180, dispostas da seguinte maneira: a. as questões de número 91 a 135 são relativas à área de 9 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não b. as questões de número 136 a 180 são relativas à área de serão considerados na avaliação. Matemática e suas Tecnologias. ATENÇÃO: as questões de 91 a 95 são relativas à língua estrangeira. Você 10 Quando terminar as provas, entregue ao aplicador este CADERNO DE deverá responder apenas às questões relativas à língua estrangeira (inglês QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA/FOLHA DE REDAÇÃO. ou espanhol) escolhida no ato de sua inscrição. Confirme a sua opção de língua estrangeira no CARTÃO-RESPOSTA. 11 Você somente poderá deixar o local de prova após decorridas duas horas2 Marque no CARTÃO-RESPOSTA, no espaço apropriado, a opção do início da sua aplicação. Caso permaneça na sala por, no mínimo, correspondente à cor desta capa: 5-Amarela; 6-Cinza; 7-Azul ou 8-Rosa. cinco horas após o início da prova, você poderá levar este CADERNO DE ATENÇÃO: se você assinalar mais de uma opção de cor ou deixar todos os QUESTÕES. campos em branco, sua prova não será corrigida. 12 Você será excluído do exame caso:3 Verifique, no CARTÃO-RESPOSTA e na FOLHA DE REDAÇÃO, que se encontra no verso do CARTÃO-RESPOSTA, se os seus dados estão registrados corretamente. Caso haja alguma divergência, comunique-a a. utilize, durante a realização da prova, máquinas e/ou imediatamente ao aplicador da sala. relógios de calcular, bem como rádios, gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de4 Após a conferência, escreva e assine seu nome nos espaços próprios do qualquer espécie; CARTÃO-RESPOSTA e da FOLHA DE REDAÇÃO com caneta esferográfica de tinta preta. b. se ausente da sala de provas levando consigo o5 Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA. Ele não poderá CADERNO DE QUESTÕES e/ou o CARTÃO-RESPOSTA antes ser substituído. do prazo estabelecido;6 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções, identificadas com as letras A , B , C , D e E . Apenas uma responde c. aja com incorreção ou descortesia para com qualquer corretamente à questão. participante do processo de aplicação das provas;7 No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a letra correspondente à d. se comunique com outro participante, verbalmente, por opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o espaço compreendido no círculo, com caneta esferográfica de tinta preta. Você deve, portanto, escrito ou por qualquer outra forma; assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta. e. apresente dado(s) falso(s) na sua identificação pessoal. *amar25dom0*
  2. 2. *amar25dom1* 2010 PROPOSTA DE REDAÇÃOCom base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redijaum texto dissertativo-argumentativo, em norma culta escrita da língua portuguesa, sobre o tema Ajuda Humanitária,apresentando experiência ou proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.Comitê de Ajuda Humanitária da UEPB treina voluntários para atuar junto às vítimas de PalmaresQuinta, 01 de julho de 2010 16:19Na manhã desta quinta-feira, cerca de 50 pessoas, entre alunos e professores da Universidade Estadual da Paraíba,participaram do 1º Treinamento de Equipe Multidisciplinar para Atuação em Situação de Emergência, oferecido peloComitê de Ajuda Humanitária, Social e da Saúde, criado recentemente pela Instituição.A primeira atividade da equipe terá início já neste domingo, data em que viajarão para a cidade de Palmares (AL), ondepermanecerão por uma semana, para oferecer apoio humanitário aos moradores daquela localidade, uma das tantasatingidas pelas chuvas e enchentes que assolaram os estados de Pernambuco e Alagoas nas últimas semanas. Disponível em: http://www.uepb.edu.br. Acesso em: 23 ago. 2010 (adaptado).TERREMOTO NO HAITIRedes Sociais da Internet foram o principal meio de comunicação14/01/2010 00:01hDurante todo o dia de ontem, a Internet foi o principal meiousado pelo Haiti para se comunicar com o mundo. Mensagensao exterior foram encaminhadas por estrangeiros no país e pormoradores locais. Apesar da instabilidade na rede – os sistemasde luz e telefone também estavam intermitentes –, os sites derelacionamento foram usados para acalmar familiares e clamarpor auxílio internacional.No Brasil, usuários do Twitter divulgavam a ação da ONG VivaRio, que abriu uma conta para receber doações aos desabrigadosno Haiti. (OT, com Agência Estado) Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br. Acesso em: 30 abr. 2010. Disponível em: http://gcmandretavares.blogspot.com. Acesso em: 23 ago. 2010.INSTRUÇÕES: ‡ Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria. ‡ Desenvolva seu texto em prosa; não redija narração, nem poema. ‡ O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco. ‡ O texto deve ter, no máximo, 30 linhas. ‡ O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 1
  3. 3. 2010 *amar25dom2*LINGUAGENS E CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS A indústriD IRQRJUi¿FD SDVVRX SRU YiULDV PXGDQoDV no século XX e, como consequência, as empresasQuestões de 91 a 135 enfrentaram crises. Entre as causas, o texto da revista Speak Up apontaQuestões de 91 a 95 (opção inglês) A o baixo interesse dos jovens por alguns gênerosQuestão 91 musicais. The six-year molars B o acesso a músicas, geralmente sem custo, pela Internet.7KH VL[HDU PRODUV DUH WKH ¿UVW SHUPDQHQW WHHWK 7KH C a compilação de álbuns com diferentes estilosare the “keystone” of the dental arch. They are also musicais.extremely susceptible to decay. D a ausência de artistas populares entre as pessoasParents have to understand that these teeth are very mais jovens.important. Over 25% of 6 to 7 year old children have E o aumento do número de cantores desconhecidos.beginning cavities in one of the molars.The early loss of one of these molars causes serious Questão 93problems in childhood and adult life. It is never easy for Hip hop musicparents to make kids take care of their teeth. Even so,parents have to insist and never give up. Hip hop music is a musical genre which developed as Módulo do Ensino Integrado )XQGDPHQWDO 0pGLR 3UR¿VVLRQDO / SDUW RI KLS KRS FXOWXUH DQG LV GH¿QHG E NH VWOLVWLFO texto aborda uma temática inerente ao processo elements such as rapping, DJing, sampling (or synthesis),de desenvolvimento do ser humano, a dentição. scratching and beatboxing. Hip hop began in the SouthHá informação quantificada na mensagem quando Bronx of New York City in the 1970s. The term rap is oftense diz que as cáries dos dentes mencionados used synonymously with hip hop, but hip hop denotes theA acontecem em mais de 25% das crianças entre seis practices of an entire subculture. e sete anos. Disponível em: http://en.wikipedia.org. Acesso em: 8 jul. 2010.B ocorrem em menos de 25% das crianças entre seis Brazilian hip hop is one of the world’s major hip hop e sete anos. VFHQHV ZLWK DFWLYH UDS EUHDN GDQFH DQG JUDI¿WL VFHQHVC surgem em uma pequena minoria das crianças. especially in São Paulo, where groups tend to have aD começam em crianças acima dos 7 anos. PRUH LQWHUQDWLRQDO VWOH LQÀXHQFHG E ROG VFKRRO KLS KRSE podem levar dezenas de anos para ocorrer. and gangsta rap. %UD]LOLDQ UDS KDV VHUYHG DV D UHÀHFWLRQ RI SROLWLFDO social, and racial issues plaguing the disenfranchised youth in the suburbs of São Paulo and Rio. The lyricalQuestão 92 content, band names, and song names used by Brazilian The record industry hip hop artists often connote the socio-political issuesThe record industry is undoubtedly in crisis, with labels surrounding their communities.laying off employees in continuation. This is because CD Disponível em: http://en.wikipedia.org. Acesso em: 8 jul. 2010 (fragmento).sales are plummeting as youngsters prefer to downloadtheir music from the Internet, usually free of charge. Sendo a música uma das formas de manifestação cultural de um país, o rap brasileiro, a partir das informações doAnd yet it´s not all gloom and doom. Some labels are texto, tem sido caracterizadoin fact thriving. Putumayo World Music, for example, isgrowing, thanks to its catalogue of ethnic compilation A SHOD LQÀXência internacional nos nomes de bandas ealbums, featuring work by largely unknown artists from de músicas.around the planet. B FRPR XP LQVWUXPHQWR GH UHÀH[mR FUtWLFD GR MRYHPPutumayo, which takes its name from a valley in da periferia.Colombia, was founded in New York in 1993. It began life C pela irreverência dos cantores, adeptos e suasas an alternative clothing company, but soon decided to vestimentas.concentrate on music. Indeed its growth appears to have D como um gênero musical de menor prestígio nacoincided with that of world music as a genre. sociedade. Speak Up. Ano XXIII, nº 275 (fragmento). E pela criatividade dos primeiros adeptos do gênero hip hop. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 2
  4. 4. *amar25dom3* 2010Questão 94 Questão 95Crystal BallCome see your life in my crystal glass –7ZHQW¿YH FHQWV LV DOO RX SDLet me look into your past –Here’s what you had for lunch today:Tuna salad and mashed potatoes,Collard greens pea soup and apple juice,Chocolate milk and lemon mousse.You admit I’ve got told it all?Well, I know it, I confess,Not by looking, in my ball,But just by looking at your dress. SILVERSTEIN, S. Falling up. New York: Harper Collins Publishers, 1996.A curiosidade a respeito do futuro pode exercer umfascínio peculiar sobre algumas pessoas, a ponto decolocá-las em situações inusitadas. Na letra da música Disponível em: http://www.weblogcartoons.com. Acesso em: 13 jul. 2010.Crystal Ball HVVD VLWXDomR ¿FD HYLGHQWH TXDQGR prevelado à pessoa que ela Os aparelhos eletrônicos contam com um número cada vez maior de recursos. O autor do desenho detalha osA recebeu uma boa notícia. diferentes acessórios e características de um celular e, a julgar pela maneira como os descreve, eleB ganhou um colar de pedras. A prefere os aparelhos celulares com ÀLS, mecanismoC se sujou durante o almoço. que se dobra, estando as teclas protegidas contra eventuais danos.D comprou vestidos novos. B apresenta uma opinião sarcástica com relação aosE encontrou uma moeda. aparelhos celulares repletos de recursos adicionais.Rascunho C escolhe seus aparelhos celulares conforme o tamanho das teclas, facilitando o manuseio. D acredita que o uso de aparelhos telefônicos portáteis seja essencial para que a comunicação se dê a qualquer instante. E julga essencial a presença de editores de textos nos celulares, pois ele pode concluir seus trabalhos pendentes fora do escritório. RascunhoLC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 3
  5. 5. 2010 *amar25dom4*LINGUAGENS E CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questão 92Questões de 91 a 135Questões de 91 a 95 (opção espanhol)Questão 91 El sistema que se ha estado utilizando es el de urna electrónica con teclado numérico para la emisión del voto. 7LHQH ERWRQHV HVSHFLDOHV GH FRQ¿UPDFLyQ H LPSUHVLyQ GH acta inicial con activación por clave. La caja de balotas electrónicas es una computadora personal con un uso Disponível em: www.gaturro.com. Acesso em: 10 ago. 2010. HVSHFt¿FR TXH WLHQH ODV VLJXLHQWHV FDUDFWHUtVWLFDVO gênero textual história em quadrinhos pode ser usado resistente, pequeña en dimensión, liviana, con fuentescom a intenção de provocar humor. Na tira, o cartunista autónomas de energía y recursos de seguridad. LaNik atinge o clímax dessa intenção quando característica más destacable del sistema brasileño UHVLGH HQ TXH SHUPLWH XQL¿FDU HO UHJLVWUR YHUL¿FDFLyQ GHA apresenta, já no primeiro quadro, a contradição de la identidad del elector, la emisión y el escrutinio de voto humores nas feições da professora e do aluno. en una misma máquina.B sugere, com os pontos de exclamação, a entonação Voto electrónico en Brasil. Disponível em: http://www.votoelectronico.info/blog. Acesso em: 12 abr. 2009 (adaptado). incrédula de Gaturro em relação à pergunta de Ágatha.C compõe um cenário irreal em que uma professora não Pela observação da imagem e leitura do texto a respeito percebe no texto de um aluno sua verdadeira intenção. GD YRWDomR HOHWU{QLFD QR %UDVLO LGHQWL¿FDVH FRPR WHPDD aponta que Ágatha desconstrói a ideia inicial de A a funcionalidade dos computadores, por meio Gaturro a respeito das reais intenções da professora. das palavras-chave teclado, botones, impresión,E congela a imagem de Ágatha, indicando seu electrónicas e computadora. desinteresse pela situação vivida por Gaturro. B a evolução das máquinas modernas, por meio dasRascunho palavras-chave teclado, botones, electrónicas, energia e máquina. C a segurança da informação, por meio das palavras- chave electrónica, clave, seguridad, YHUL¿FDFLyQ e identidad. D o sistema brasileiro de votação eletrônica, por meio das palavras-chave urna, teclado, voto, botones e elector. E a linguagem matemática, por meio das palavras- chave numérico, clave, pequeña, dimensión e energia. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 4
  6. 6. *amar25dom5* 2010 O texto traz informações acerca de um evento de grandeQuestão 93 importância ocorrido em Ubrique — uma tourada. De La cueca chilena acordo com esse fragmento, alguns dos fatos que atestamLa cueca es la danza nacional de Chile, la protagonista a vitória nesse evento típico da cultura espanhola sãode las celebraciones y festividades criollas. Su origenQR HVWi FODUDPHQWH GH¿QLGD D TXH LQYHVWLJDGRUHV OD A a realização de cortejo público ao toureiro e o abraçovinculan a culturas como la española, africana, peruana,así como también a la chilena. do adversário. La rutina de esta danza B a hospedagem no Hotel Sierra de Ubrique e a encuentra — según algunos presença da família real. folcloristas — una explicación ]RRPyU¿FD SRU SURYHQLU GH OD C a formação de fã-clubes numerosos e o recebimento “clueca”, concepto con el que de título de nobreza. se hace referencia a los movimientos que hace una D o acúmulo de maior número de orelhas e a saída polla cuando es requerida pelo portão principal. por el gallo. Es por ello que el E a reunião de numerosos curiosos e o apreço de uma rol del hombre, en el baile, se asemeja a la rueda y al rica mulher.entusiasmo que pone el gallo en su conquista amorosa.La mujer, en cambio, sostiene una conducta másdefensiva y esquiva. Questão 95 Disponível em: http://www.chile.com. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado). El Camino de la lengua nos lleva hasta el siglo X,Todos os países têm costumes, músicas e danças época en la que aparecen las Glosas Emilianensestípicos, que compõem o seu folclore e diferenciam asua cultura. Segundo o texto, na cueca, dança típica do en el monasterio de Suso en San Millán (La Rioja).Chile, o comportamento e os passos do homem e da Las Glosas Emilianenses están consideradas comomulher, estão associados el testimonio escrito más antiguo del castellano. PasoA à postura defensiva da mulher. a paso y pueblo a pueblo, el viajero llegará al siglo XVB à origem espanhola da dança. para asistir al nacimiento de la primera Gramática de laC ao cortejo entre galo e galinha. Lengua Castellana, la de Nebrija. Más tarde, escritores como Miguel de Cervantes, Calderón de la Barca, MiguelD ao entusiasmo do homem. de Unamuno, Santa Teresa de Jesús o el contemporáneoE ao nacionalismo chileno. Miguel Delibes irán apareciendo a lo largo del itinerario. Pero la literatura no es el único atractivo de este viaje que acaba de comenzar.Questão 94 Nuestra ruta está llena de palacios, conventos, teatros yJesulín y Cayetano Rivera salieron a hombros por la restaurantes. La riqueza gastronómica de esta región espuerta grande aplaudidos por María José Campanario yla duquesa de Alba. algo que el viajero debe tener muy en cuenta. Revista Punto y Coma. Espanha, n°9, nov./dez. 2007.Expectación, mucha expectación fue la que se vivió elpasado sábado en la localidad gaditana de Ubrique. O “Camino de la lengua”, um percurso para turistas naUn cartel de lujo para una tarde gloriosa formado por Espanha, conduz o viajante por um roteiro que, além dalos diestros Jesulín, “El Cid”, y Cayetano Rivera. El de temática original sobre a língua e a literatura espanholas,Ubrique pudo presumir de haber sido “profeta en su envolve também os aspectostierra” en una tarde triunfal, con un resultado de tresorejas y salida por la puerta grande. A turísticos e místicos.Desde primera hora de la tarde, numerosos curiosos D¿FLRQDGRV IXHURQ OOHJDQGR D ORV DOUHGHGRUHV GH OD B culturais e educacionais.plaza y al hotel Sierra de Ubrique, donde hubo un gran C históricos e de enriquecimento.ambiente previo a la cita taurina, dado que era el sitiodonde estaban hospedados los toreros. D OLWHUiULRV H GH FRQÀLWR UHOLJLRVR Revista ¡Hola! nº 3.427, Barcelona, 7 abr. 2010 (fragmento). E arquitetônicos e gastronômicos.LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 5
  7. 7. 2010 *amar25dom6*Questão 96 Questão 98 Prima Julieta Prima Julieta irradiava um fascínio singular. Eraa feminilidade em pessoa. Quando a conheci, sendoainda garoto e já sensibilíssimo ao charme feminino,teria ela uns trinta ou trinta e dois anos de idade. Apenas pelo seu andar percebia-se que erauma deusa, diz Virgílio de outra mulher. Prima Julietacaminhava em ritmo lento, agitando a cabeça para trás, Figura I Figura II Figura IIIremando os belos braços brancos. A cabeleira loura Figura I. Disponível em: http://zuperdido.wordpress.com. Acesso em: 27 abr. 2010.LQFOXtD UHÀH[RV PHWiOLFRV $QFDV SRGHURVDV 2V ROKRV GH Figura II. Disponível em: http://jornale.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010.um verde azulado borboleteavam. A voz rouca e ácida, Figura III. Disponível em: http://www.alamedavirtual.com. Acesso em: 27 abr. 2010.em dois planos: voz de pessoa da alta sociedade. MENDES, M. A idade do serrote. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968. O salto, movimento natural do homem, está presente em ações cotidianas e também nas artes, nas lutas, nosEntre os elementos constitutivos dos gêneros, está omodo como se organiza a própria composição textual, esportes, entre outras atividades. Com relação a essetendo-se em vista o objetivo de seu autor: narrar, movimento, considera-se quedescrever, argumentar, explicar, instruir. No trecho,reconhece-se uma sequência textual A é realizado para cima, sem que a impulsão determine o tempo de perda de contato com o solo.A explicativa, em que se expõem informações objetivas B é na fase de voo que se inicia o impulso, que, dado referentes à prima Julieta. pelos braços, determina o tipo e o tempo de duraçãoB instrucional, em que se ensina o comportamento do salto. feminino, inspirado em prima Julieta. C p YHUL¿FDGR R PHVPR WHPSR GH SHUGD GH FRQWDWRC narrativa, em que se contam fatos que, no decorrer com o solo nas situações em que é praticado. do tempo, envolvem prima Julieta. D é realizado após uma breve corrida para local maisD descritiva, em que se constrói a imagem de prima alto, sem que se utilize apoio para o impulso. Julieta a partir do que os sentidos do enunciador captam. E é a perda momentânea de contato dos pés com o solo e apresenta as fases de impulsão, voo e queda.E argumentativa, em que se defende a opinião do enunciador sobre prima Julieta, buscando-se a adesão do leitor a essas ideias. Questão 99Questão 97 ReclameEm uma reportagem a respeito da utilização docomputador, um jornalista posicionou-se da seguinte Se o mundo não vai bemforma: A humanidade viveu milhares de anos sem ocomputador e conseguiu se virar. Um escritor brasileiro a seus olhos, use lentesdisse com orgulho que ainda escreve a máquina ou a ... ou transforme o mundomão; que precisa do contato físico com o papel. UmSUR¿VVLRQDO OLEHUDO UHÀHWLX TXH R FRPSXWDGRU QmR PXGRX ótica olho vivoapenas a vida de algumas pessoas, ampliando a ofertade pesquisa e correspondência, mudou a carreira de todo agradece a preferênciamundo. Um professor arrematou que todas as disciplinas CHACAL et al. Poesia marginal. São Paulo: Ática, 2006.hoje não podem ser imaginadas sem os recursos dacomputação e, para um físico, ele é imprescindível para, Chacal é um dos representantes da geração poética depor exemplo, investigar a natureza subatômica. 1970. A produção literária dessa geração, considerada Como era a vida antes do computador? OceanAir em Revista. n° 1, 2007 (adaptado). marginal e engajada, de que é representativo o poema apresentado, valorizaEntre as diferentes estratégias argumentativas utilizadasna construção de textos, no fragmento, está presente A o experimentalismo em versos curtos e tom jocoso.A a comparação entre elementos. B a sociedade de consumo, com o uso da linguagem publicitária.B a reduplicação de informações. C a construção do poema, em detrimento do conteúdo.C o confronto de pontos de vista.D a repetição de conceitos. D a experimentação formal dos neossimbolistas.E a citação de autoridade. E o uso de versos curtos e uniformes quanto à métrica. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 6
  8. 8. *amar25dom7* 2010Questão 100 Questão 101 XAVIER, C. Disponível em: http://www.releituras.com. Acesso em: 03 set. 2010. Considerando a relação entre os usos oral e escrito da OtQJXD WUDWDGD QR WH[WR YHUL¿FDVH TXH D HVFULWDAPADRINHE. IGUAL AO JOÃO, MILHARES DE A PRGL¿FD DV LGHLDV H LQWHQo}HV GDTXHOHV TXH WLYHUDPCRIANÇAS TAMBÉM PRECISAM DE UM MELHOR seus textos registrados por outros.AMIGO. SEJA O MELHOR AMIGO DE UMA CRIANÇA. B permite, com mais facilidade, a propagação e a Anúncio assinado pelo Fundo Cristão para Crianças CCF-Brasil. Revista IstoÉ. São Paulo: Três, ano 32, n° 2079, 16 set. 2009. permanência de ideias ao longo do tempo.Pela forma como as informações estão organizadas, observa- C figura como um modo comunicativo superior aose que, nessa peça publicitária, predominantemente, busca-se da oralidade. D leva as pessoas a desacreditarem nos fatos narradosA conseguir a adesão do leitor à causa anunciada. por meio da oralidade.B reforçar o canal de comunicação com o interlocutor. E tem seu surgimento concomitante ao da oralidade.C divulgar informações a respeito de um dado assunto. RascunhoD enfatizar os sentimentos e as impressões do próprio enunciador.E ressaltar os elementos estéticos, em detrimento do conteúdo veiculado.RascunhoLC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 7
  9. 9. 2010 *amar25dom8* De acordo com o texto, a língua geral formou-se eQuestão 102 consolidou-se no contexto histórico do Brasil-Colônia.Texto I Portanto, a formação desse idioma e suas variedadesXLI foi condicionadaOuvia: A pelo interesse dos indígenas em aprender a religião dos portugueses.Que não podia odiarE nem temer B pelo interesse dos portugueses em aprimorar o saber linguístico dos índios.Porque tu eras eu.E como seria C pela percepção dos indígenas de que as suas línguas precisavam aperfeiçoar-se.Odiar a mim mesma D pelo interesse unilateral dos indígenas em aprenderE a mim mesma temer. uma nova língua com os portugueses. HILST, H. Cantares. São Paulo: Globo, 2004 (fragmento). E pela distribuição espacial das línguas indígenas, queTexto II era anterior à chegada dos portugueses.Transforma-se o amador na cousa amadaTransforma-se o amador na cousa amada, Questão 104por virtude do muito imaginar; Por volta do ano de 700 a.C., ocorreu um importantenão tenho, logo, mais que desejar, invento na Grécia: o alfabeto. Com isso, tornou-sepois em mim tenho a parte desejada. possível o preenchimento da lacuna entre o discursoCamões. Sonetos. Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br. Acesso em: 03 set. 2010 (fragmento). oral e o escrito. Esse momento histórico foi preparadoNesses fragmentos de poemas de Hilda Hilst e de ao longo de aproximadamente três mil anos de evoluçãoCamões, a temática comum é e da comunicação não alfabética até a sociedade grega alcançar o que Havelock chama de um novo estadoA o “outro” transformado no próprio eu lírico, o que se de espírito, “o espírito alfabético”, que originou uma realiza por meio de uma espécie de fusão de dois transformação qualitativa da comunicação humana. seres em um só. As tecnologias da informação com base na eletrônicaB a fusão do “outro” com o eu lírico, havendo, nos (inclusive a imprensa eletrônica) apresentam uma YHUVRV GH +LOGD +LOVW D D¿UPDomR GR HX OtULFR GH TXH capacidade de armazenamento. Hoje, os textos odeia a si mesmo. HOHWU{QLFRV SHUPLWHP ÀH[LELOLGDGH H feedback, interação H UHFRQ¿JXUDomR GH WH[WR PXLWR PDLRUHV H GHVVD IRUPDC R ³RXWUR´ TXH VH FRQIXQGH FRP R HX OtULFR YHUL¿FDQGR se, porém, nos versos de Camões, certa resistência também alteram o próprio processo de comunicação. do ser amado. CASTELLS, M. A. Era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (adaptado).D a dissociação entre o “outro” e o eu lírico, porque o ódio ou o amor se produzem no imaginário, sem a Com o advento do alfabeto, ocorreram, ao longo da realização concreta. história, várias implicações socioculturais. Com a Internet, as transformações na comunicação humana resultamE o “outro” que se associa ao eu lírico, sendo tratados, nos Textos I e II, respectivamente, o ódio e o amor. A da descoberta da mídia impressa, por meio da produção de livros, revistas, jornais.Questão 103 B do esvaziamento da cultura alfabetizada, que, na eraNo Brasil colonial, os portugueses procuravam ocupar da informação, está centrada no mundo dos sons ee explorar os territórios descobertos, nos quais viviam das imagens.índios, que eles queriam cristianizar e usar como força C da quebra das fronteiras do tempo e do espaço nade trabalho. Os missionários aprendiam os idiomas dos integração das modalidades escrita, oral e audiovisual.nativos para catequizá-los nas suas próprias línguas. AoORQJR GR WHPSR DV OtQJXDV VH LQÀXHQFLDUDP 2 UHVXOWDGR D da audiência da informação difundida por meio dadesse processo foi a formação de uma língua geral, TV e do rádio, cuja dinâmica favorece o crescimentodesdobrada em duas variedades: o abanheenga, ao sul, da eletrônica.e o nheengatu, ao norte. Quase todos se comunicavamna língua geral, sendo poucos aqueles que falavam E da penetrabilidade da informação visual, predominanteapenas o português. na mídia impressa, meio de comunicação de massa. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 8
  10. 10. *amar25dom9* 2010Questão 105 Questão 106Texto I6H HX WHQKR GH PRUUHU QD ÀRU GRV DQRVMeu Deus! não seja já;Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde, Cantar o sabiá!Meu Deus, eu sinto e bem vês que eu morro Respirando esse ar;Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo Os gozos do meu lar!Dá-me os sítios gentis onde eu brincava Lá na quadra infantil;Dá que eu veja uma vez o céu da pátria, O céu de meu Brasil!6H HX WHQKR GH PRUUHU QD ÀRU GRV DQRVMeu Deus! Não seja já!Eu quero ouvir cantar na laranjeira, à tarde, Cantar o sabiá! ABREU, C. Poetas românticos brasileiros. São Paulo: Scipione, 1993. Revista Nova Escola. São Paulo: Abril, ago. 2009.Texto IIA ideologia romântica, argamassada ao longo do século Esse texto é uma propaganda veiculada nacionalmente.XVIII e primeira metade do século XIX, introduziu- Esse gênero textual utiliza-se da persuasão com umase em 1836. Durante quatro decênios, imperaram o LQWHQFLRQDOLGDGH HVSHFt¿FD 2 SULQFLSDO REMHWLYR GHVVH“eu”, a anarquia, o liberalismo, o sentimentalismo, onacionalismo, através da poesia, do romance, do teatro texto ée do jornalismo (que fazia sua aparição nessa época).MOISÉS, M. A literatura brasileira através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1971 (fragmento). A comprovar que o avanço da dengue no país estáDe acordo com as considerações de Massaud Moisés relacionado ao fato de a população desconhecer osno Texto II, o Texto I centra-se agentes causadores.A no imperativo do “eu”, reforçando a ideia de que estar longe do Brasil é uma forma de estar bem, já B convencer as pessoas a se mobilizarem, com o que o país sufoca o eu lírico. intuito de eliminar os agentes causadores da doença.B no nacionalismo, reforçado pela distância da pátria e pelo saudosismo em relação à paisagem agradável C demonstrar que a propaganda tem um caráter onde o eu lírico vivera a infância. institucional e, por essa razão, não pretende venderC na liberdade formal, que se manifesta na opção por produtos. versos sem métrica rigorosa e temática voltada para o nacionalismo. D informar à população que a dengue é uma doençaD no fazer anárquico, entendida a poesia como que mata e que, por essa razão, deve ser combatida. negação do passado e da vida, seja pelas opções formais, seja pelos temas. E sugerir que a sociedade combata a doença,E no sentimentalismo, por meio do qual se reforça a observando os sintomas apresentados e procurando alegria presente em oposição à infância, marcada pela tristeza. auxílio médico.LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 9
  11. 11. 2010 *amar25dom10*Questão 107 Questão 108 O Arlequim, o Pierrô, a Brighella ou a Colombina são CURRÍCULO personagens típicos de grupos teatrais da Commedia dell’art, que, há anos, encontram-se presentes em marchinhas e fantasias de carnaval. Esses gruposIdentL¿FDomR 3HVVRDO teatrais seguiam, de cidade em cidade, com faces e[Nome Completo] disfarces, fazendo suas críticas, declarando seu amor SRU WRGDV DV EHODV MRYHQV H DR ¿QDO GD DSUHVHQWDomRBrasileiro, [Estado Civil], [Idade] anos despediam-se do público com músicas e poesias.[Endereço – Rua/Av. + Número + Complemento][Bairro] – [Cidade] – [Estado] A intenção desses atores era expressar sua mensagemTelefone: [Telefone com DDD] / E-mail: [E-mail] voltada para a A crença na dignidade do clero e na divisão entre oObjetivo mundo real e o espiritual.[Cargo pretendido] B ideologia de luta social que coloca o homem no centro do processo histórico. C crença na espiritualidade e na busca incansável pela justiça social dos feudos.Formação D ideia de anarquia expressa pelos trovadores iluministas do início do século XVI.([SHULrQFLD 3UR¿VVLRQDO E ideologia humanista com cenas centradas no[Período] – Empresa homem, na mulher e no cotidiano.Cargo:Principais atividades: Questão 109 O American Idol islâmico4XDOL¿FDomR 3UR¿VVLRQDO Quem não gosta do Big Brother diz que os reality shows[Descrição] ([Local], conclusão em [Ano de Conclusão são programas vazios, sem cultura. No mundo árabe,do Curso ou Atividade]). esse problema já foi resolvido: em The Millions’ Poet (“O Poeta dos Milhões”), líder de audiência no golfo pérsico, o prêmio vai para o melhor poeta. O programa, que éInformações Adicionais transmitido pela Abu Dhabi TV e tem 70 milhões de espectadores, é uma competição entre 48 poetas de 12[Descrição Informação Adicional] países árabes — em que o vencedor leva um prêmio de US$ 1,3 milhão.A busca por emprego faz parte da vida de jovens e Mas lá, como aqui, o reality gera controvérsia. O BBB teve a polêmica dos “coloridos” (grupo em que todosadultos. Para tanto, é necessário estruturar o currículo os participantes eram homossexuais). E Millions’ Poetadequadamente. Em que parte da estrutura do currículo detonou uma discussão sobre os direitos da mulher no mundo árabe.deve ser inserido o fato de você ter sido premiado com o título GARATTONI, B. O American Idol islâmico. SuperInteressante. Edição 278, maio 2010 (fragmento).de “Aluno Destaque do Ensino Médio – Menção Honrosa”? No trecho “Mas lá, como aqui, o reality gera controvérsia”, o termo destacado foi utilizado para estabelecer umaA IdentL¿FDomR SHVVRDO ligação com outro termo presente no texto, isto é, fazer referência aoB Formação. A vencedor, que é um poeta árabe.C ([SHULrQFLD 3UR¿VVLRQDO B poeta, que mora na região da Arábia. C mundo árabe, local em que há o programa.D Informações Adicionais. D Brasil, lugar onde há o programa BBB.E 4XDOL¿FDomR Pro¿VVLonal. E programa, que há no Brasil e na Arábia. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 10
  12. 12. *amar25dom11* 2010Questão 110 Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010.Calvin apresenta a Haroldo (seu tigre de estimação) sua escultura na neve, fazendo uso de uma linguagem especializada.Os quadrinhos rompem com a expectativa do leitor, porqueA Calvin, na sua última fala, emprega um registro formal e adequado para a expressão de uma criança.B Haroldo, no último quadrinho, apropria-se do registro linguístico usado por Calvin na apresentação de sua obra de arte.C Calvin emprega um registro de linguagem incompatível com a linguagem de quadrinhos.D Calvin, no último quadrinho, utiliza um registro linguístico informal.E Haroldo não compreende o que Calvin lhe explica, em razão do registro formal utilizado por este último.Questão 111Quincas Borba mal podia encobrir a satLVIDomR GR WULXQIR 7LQKD XPD DVD GH IUDQJR QR SUDWR H WULQFDYDD FRP ¿ORVy¿FDVHUHQLGDGH (X ¿]OKH DLQGD DOJXPDV REMHo}HV PDV WmR IURX[DV TXH HOH QmR JDVWRX PXLWR WHPSR HP GHVWUXtODV— Para entender bem o meu sistema, concluiu ele, importa não esquecer nunca o princípio universal, repartido eresumido em cada homem. Olha: a guerra, que parece uma calamidade, é uma operação conveniente, como seGLVVpVVHPRV R HVWDODU GRV GHGRV GH +XPDQLWDV D IRPH H HOH FKXSDYD ¿ORVR¿FDPHQWH D DVD GR IUDQJR
  13. 13. D IRPH puma prova a que Humanitas submete a própria víscera. Mas eu não quero outro documento da sublimidade do meusistema, senão este mesmo frango. Nutriu-se de milho, que foi plantado por um africano, suponhamos, importado deAngola. Nasceu esse africano, cresceu, foi vendido; um navio o trouxe, um navio construído de madeira cortada nomato por dez ou doze homens, levado por velas, que oito ou dez homens teceram, sem contar a cordoalha e outraspartes do aparelho náutico. Assim, este frango, que eu almocei agora mesmo, é o resultado de uma multidão deHVIRUoRV H OXWDV H[HFXWDGDV FRP R ~QLFR ¿P de dar mate ao meu apetite. ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Civilização Brasiliense, 1975.$ ¿ORVR¿D GH 4XLQFDV Borba — a Humanitas — contém princípios que, conforme a explanação do personagem, considerama cooperação entre as pessoas uma forma deA lutar pelo bem da coletividade.B atender a interesses pessoais.C erradicar a desigualdade social.D minimizar as diferenças individuais.E estabelecer vínculos sociais profundos.LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 11
  14. 14. 2010 *amar25dom12*Texto para as questões 112 e 113. Questão 114 Tampe a panela 2QGH ¿FDP os ³DUWLVWDV´ 2QGH ¿FDP RV ³DUWHVmRV´ Submergidos no interior da sociedade, sem reconhecimentoParece conselho de mãe para a comida não esfriar, formal, esses grupos passam a ser vistos de diferentesmas a ciência explica como é possível ser um cidadão perspectivas pelos seus intérpretes, a maioria das vezes, engajados em discussões que se polarizam entreecossustentável adotando o simples ato de tampar a artesanato, cultura erudita e cultura popular.panela enquanto esquenta a água para o macarrão ou PORTO ALEGRE, M. S. Arte e ofício de artesão. São Paulo, 1985 (adaptado).para o cafezinho. Segundo o físico Cláudio Furukawa,da USP, a cada minuto que a água ferve em uma panela O texto aponta para uma discussão antiga e recorrentesem tampa, cerca de 20 gramas do líquido evaporam. sobre o que é arte. Artesanato é arte ou não? De acordo com uma tendência inclusiva sobre a relação entre arteCom o vapor, vão embora 11 mil calorias. Como o e educação,poder de conferir calor do GLP, aquele gás utilizado no A o artesanato é algo do passado e tem suabotijão de cozinha, é de 11 mil calorias por grama, será sobrevivência fadada à extinção por se tratar depreciso 1 grama a mais de gás por minuto para aquecer trabalho estático produzido por poucos.a mesma quantidade de água. Isso pode não parecer B os artistas populares não têm capacidade de pensarnada para você ou para um botijão de 13 quilos, mas e conceber a arte intelectual, visto que muitos delesimagine o potencial de devastação que um cafezinho sequer dominam a leitura.despretensioso e sem os devidos cuidados pode provocar C o artista popular e o artesão, portadores de saberem uma população como a do Brasil: 54,6 toneladas cultural, têm a capacidade de exprimir, em seusde gás desperdiçado por minuto de aquecimento da trabalhos, determinada formação cultural.água, considerando que cada família brasileira faça um D os artistas populares produzem suas obras pautadoscafezinho por dia. Ou 4 200 botijões desperdiçados. em normas técnicas e educacionais rígidas, Superinteressante. São Paulo: Abril, n° 247, dez. 2007. aprendidas em escolas preparatórias. E o artesanato tem seu sentido limitado à região em que está inserido como uma produção particular, sem expansão de seu caráter cultural.Questão 112Segundo o físico da USP, Cláudio Furukawa, é possível Questão 115ser um cidadão ecossustentável adotando atos simples. As doze cores do vermelhoÉ um argumento utilizado pelo físico, para sustentar Você volta para casa depois de ter ido jantar com suaa ideia de que podemos contribuir para melhorar a amiga dos olhos verdes. Verdes. Às vezes quando vocêqualidade de vida no planeta, sai do escritório você quer se distrair um pouco. Você não suporta mais tem seu trabalho de desenhista. CópiasA tampar a panela para a comida não esfriar, seguindo plantas réguas milímetros nanquim compasso 360º. os conselhos da mãe. de cercado cerco. Antes de dormir você quer estudarB reduzir a quantidade de calorias, fervendo a água em para a prova de história da arte mas sua menina menor recipientes tampados. tem febre e chama você. A mão dela na sua mão é um peixe sem sol em irradiações noturnas. Quentes ondas.C analisar o calor do GLP, enquanto a água estiver em Seu marido se aproxima os pés calçados de meias nos processo de ebulição. chinelos folgados. Ele olha as horas nos dois relógios GH SXOVR (OH DFXVD YRFr GH WHU ¿FDGR IRUD GH FDVD RD aquecer líquidos utilizando os botijões de 13 quilos, dia todo até tarde da noite enquanto a menina ardia em pois consomem menos. febre. Ponto e ponta. Dor perfume crescente...E diminuir a chama do fogão, para aquecer quantidades CUNHA, H. P. As doze cores do vermelho. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2009. maiores de líquido. A literatura brasileira contemporânea tem abordado, sob diferentes perspectivas, questões relacionadas ao universo feminino. No fragmento, entre os recursosQuestão 113 expressivos utilizados na construção da narrativa, destaca-se aO contato com textos exercita a capacidade deUHFRQKHFHU RV ¿QV SDUD RV TXDLV HVWH RX DTXHOH WH[WR p A repetição de “você”, que se refere ao interlocutor daSURGX]LGR (VVH WH[WR WHP SRU ¿QDOLGDGH personagem. B ausência de vírgulas, que marca o discurso irritadoA DSUHVHQWDU XP FRQWH~GR GH QDWXUH]D FLHQWt¿FD da personagem. C descrição minuciosa do espaço do trabalho, que seB divulgar informações da vida pessoal do pesquisador. opõe ao da casa.C anunciar um determinado tipo de botijão de gás. D autoironia, que ameniza o sentimento de opressão da personagem.D solicitar soluções para os problemas apresentados. E ausência de metáforas, que é responsável pelaE instruir o leitor sobre como utilizar corretamente o botijão. objetividade do texto. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 12
  15. 15. *amar25dom13* 2010 Fazendo uso da norma padrão da língua, que se pautaQuestão 116 pela correção gramatical, seria correto o Ministro ler, emNão é raro ouvirmos falar que o Brasil é o país das seu pronunciamento, o seguinte trecho:danças ou um país dançante. Essa nossa “fama” é bempertinente, se levarmos em consideração a diversidade A Diante da gravidade da situação e do risco de que nos expomos, há a necessidade de se evitarde manifestações rítmicas e expressivas existentes de aglomerações de pessoas, para que se possa conterNorte a Sul. Sem contar a imensa repercussão de nível o avanço da epidemia.internacional de algumas delas. B Diante da gravidade da situação e do risco a queDanças trazidas pelos africanos escravizados, danças nos expomos, há a necessidade de se evitaremrelativas aos mais diversos rituais, danças trazidas pelos aglomerações de pessoas, para que se possam conter o avanço da epidemia.imigrantes etc. Algumas preservam suas característicase pouco se transformaram com o passar do tempo, como C Diante da gravidade da situação e do risco a queo forró, o maxixe, o xote, o frevo. Outras foram criadas e nos expomos, há a necessidade de se evitarem aglomerações de pessoas, para que se possa conterVmR UHFULDGDV D FDGD LQVWDQWH LQ~PHUDV LQÀXrQFLDV VmR o avanço da epidemia.incorporadas, e as danças transformam-se, multiplicam-se. Nos centros urbanos, existem danças como o funk, o D Diante da gravidade da situação e do risco os quais nos expomos, há a necessidade de se evitarhip hop, as danças de rua e de salão. aglomerações de pessoas, para que se possa conterÉ preciso deixar claro que não há jeito certo ou errado o avanço da epidemia.de dançar. Todos podem dançar, independentemente E Diante da gravidade da situação e do risco com quede biótipo, etnia ou habilidade, respeitando-se as nos expomos, tem a necessidade de se evitaremdiferenciações de ritmos e estilos individuais. aglomerações de pessoas, para que se possa conter o avanço da epidemia.GASPARI, T. C. Dança e educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008 (adaptado).Com base QR WH[WR YHUL¿FDVH TXH D GDQoD SUHVHQWH HP Questão 118WRGDV DV pSRFDV HVSDoRV JHRJUi¿FRV H FXOWXUDLV p XPD Estamos em plena “Idade Mídia” desde os anos deA prática corporal que conserva inalteradas suas 1990, plugados durante muitas horas semanais (jovens IRUPDV LQGHSHQGHQWHPHQWH GDV LQÀXrQFLDV FXOWXUDLV entre 13 e 24 anos passam 3h30 diárias na Internet, da sociedade. garante pesquisa Studio Ideias para o núcleo Jovem daB forma de expressão corporal baseada em gestos Editora Abril), substituímos as cartas pelos e-mails, os padronizados e realizada por quem tem habilidade diários intímos pelos blogs, os telegramas pelo Twitter, para dançar. a enciclopédia pela Wikipédia, o álbum de fotos peloC manifestação rítmica e expressiva voltada para as Flickr. O YouTube é mais atraente do que a TV. apresentações artísticas, sem que haja preocupação PERISSÉ, G. A escrita na Internet. Especial Sala de Aula. São Paulo, 2010 (fragmento). com a linguagem corporal. Cada sistema de comXQLFDomR WHP VXDV HVSHFL¿FLGDGHVD prática que traduz os costumes de determinado povo No ciberespaço, os textos virtuais são produzidos ou região e está restrita a este. combinando-se características de gêneros tradicionais. Essa combinação representa,E representação das manifestações, expressões, comunicações e características culturais de um povo. A na redação do e-mail, o abandono da formalidade e do rigor gramatical.Questão 117 B no uso do Twitter, a presença da concisão, queDiante do número de óbitos provocados pela gripe H1N1 aproxima os textos às manchetes jornalísticas.– gripe suína – no Brasil, em 2009, o Ministro da Saúde C na produção de um blog, a perda da privacidade,fez um pronunciamento público na TV e no rádio. Seu pois o blog VH LGHQWL¿FD FRP R GLiULR tQWLPRobjetivo era esclarecer a população e as autoridades D no uso do Twitter, a falta de coerência nas mensagenslocais sobre a necessidade do adiamento do retorno às ali veiculadas, provocada pela economia de palavras.aulas, em agosto, para que se evitassem a aglomeração E na produção de textos em geral, a soberania dade pessoas e a propagação do vírus. autoria colaborativa no ciberespaço.LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 13
  16. 16. 2010 *amar25dom14*Questão 119 Questão 120Texto IChão de esmeraldaMe sinto pisandoUm chão de esmeraldasQuando levo meu coraçãoÀ MangueiraSob uma chuva de rosasMeu sangue jorra das veiasE tinge um tapetePra ela sambarÉ a realeza dos bambasQue quer se mostrarSoberba, garbosaMinha escola é um catavento a girarÉ verde, é rosaOh, abre alas pra Mangueira passarBUARQUE, C.; CARVALHO, H. B. Chico Buarque de Mangueira. Marola Edições Musicais Ltda. BMG. 1997. Disponível em: www.chicobuarque.com.br. Acesso em: 30 abr. 2010.Texto IIQuando a escola de samba entra na Marquês de Sapucaí,a plateia delira, o coração dos componentes bate maisforte e o que vale é a emoção. Mas, para que esseverdadeiro espetáculo entre em cena, por trás da cortinade fumaça dos fogos de artifício, existe um verdadeiro Disponível em: http://ziraldo.blogtv.uol.com.br. Acesso em: 27 jul. 2010.batalhão de alegria: são costureiras, aderecistas,diretores de ala e de harmonia, pesquisador de enredo e O cartaz de Ziraldo faz parte de uma campanha contra oXPD LQ¿QLGDGH GH SUR¿VVLRQDLV TXH JDUDQWHP TXH WXGR uso de drogas. Essa abordagem, que se diferencia das deHVWHMD SHUIHLWR QD KRUD GR GHV¿Oe. RXWUDV FDPSDQKDV SRGH VHU LGHQWL¿FDGD AMORIM, M.; MACEDO, G. O espetáculo dos bastidores. Revista de Carnaval 2010: Mangueira. Rio de Janeiro: Estação Primeira de Mangueira, 2010.Ambos os textos exaltam o brilho, a beleza, a tradição e o A pela seleção do público alvo da campanha,compromisso dos dirigentes e de todos os componentescom a escola de samba Estação Primeira de Mangueira. representado, no cartaz, pelo casal de jovens.Uma das diferenças que se estabelece entre os textosé que B SHOD HVFROKD WHPiWLFD GR FDUWD] FXMR WH[WR FRQ¿JXUD XPD ordem aos usuários e não usuários: diga não às drogas.A o artigo jornalístico cumpre a função de transmitir emoções e sensações, mais do que a letra de música. C pela ausência intencional do acento grave, queB a letra de música privilegia a função social de constrói a ideia de que não é a droga que faz a comunicar a seu público a crítica em relação ao samba e aos sambistas. cabeça do jovem.C a linguagem poética, no Texto I, valoriza imagens D pelo uso da ironia, na oposição imposta entre metafóricas e a própria escola, enquanto a linguagem, no Texto II, cumpre a função de informar e envolver o leitor. a seriedade do tema e a ambiência amena queD ao associar esmeraldas e rosas às cores da escola, o envolve a cena. Texto I acende a rivalidade entre escolas de samba, enquanto o Texto II é neutro. E pela criação de um texto de sátira à postura dosE o Texto I sugere a riqueza material da Mangueira, jovens, que não possuem autonomia para seguir enquanto o Texto II destaca o trabalho na escola seus caminhos. de samba. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 14
  17. 17. *amar25dom15* 2010 Como qualquer outra variedade linguística, a normaQuestão 121 SDGUmR WHP VXDV HVSHFL¿FLGDGHV 1R WH[WR REVHUYDP Riqueza ameaçada se marcas da norma padrão que são determinadas pelo veículo em que ele circula, que é a Revista LínguaBoa parte dos 180 idiomas sobreviventes está ameaçada Portuguesa. Entre essas marcas, evidencia-seGH H[WLQomR ņ PDLV GD PHWDGH
  18. 18. p IDODGD SRU PHQRVde 500 pessoas. No passado, era comum pessoas A a obediência às normas gramaticais, como aserem amarradas em árvores quando se expressavam concordância em “um gênero que invade as livrarias”.em suas línguas, lembra o cacique Felisberto Kokama, B a presença de vocabulário arcaico, como em “há deum analfabeto para os nossos padrões e um guardião da ter alguma grandeza natural”.pureza de seu idioma (caracterizado por uma diferença C R SUHGRPtQLR GH OLQJXDJHP ¿JXUDGD FRPR HP ³XPmarcante entre a fala masculina e a feminina), lá no viço qualquer que o destaque”.Amazonas, no Alto Solimões. Outro Kokama, o professorLeonel, da região de Santo Antônio do Içá (AM), mostra D o emprego de expressões regionais, como em “temo problema atual: “Nosso povo se rendeu às pessoas essa pegada”.EUDQFDV SHODV GL¿FXOGDGHV GH VREUHYLYrQFLD 2 FRQWDWR E o uso de termos técnicos, como em “grandes títulosFRP D OtQJXD SRUWXJXHVD IRL H[WHUPLQDQGR H GL¿FXOWDQGR do gênero infantil”.a prática da nossa língua. Há poucos falantes, e comvergonha de falar. A língua é muito preconceituada entrenós mesmos”. Questão 123 Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento, nº 26 , 2007.O desaparecimento gradual ou abrupto de partes Diego Souza ironiza torcida do Palmeirasimportantes do patrimônio linguístico e cultural do país O Palmeiras venceu o Atlético-GO pelo placar de 1 a 0,possui causas variadas. Segundo o professor Leonel, FRP XP JRO QR ¿QDO GD SDUWLGD 2 FHQiULR HUD SDUD VHUda região de Santo Antônio do Içá (AM), os idiomas de alegria, já que a equipe do Verdão venceu e deu um importante passo para conquistar a vaga para asindígenas sobreviventes estão ameaçados de extinção VHPL¿QDLV mas não foi bem isso que aconteceu.devido ao O meia Diego Souza foi substituído no segundo tempoA medo que as pessoas tinham de serem castigadas debaixo de vaias dos torcedores palmeirenses e chegou por falarem a sua língua. D ID]HU JHVWRV REVFHQRV UHVSRQGHQGR j WRUFLGD $R ¿QDO do jogo, o meia chegou a dizer que estava feliz por jogarB número reduzido de índios que continuam falando no Verdão. entre si nas suas reservas.C contato com falantes de outras línguas e a imposição — Eu não estou pensando em sair do Palmeiras. Estou de um outro idioma. muito feliz aqui — disse. Perguntado sobre as vaias da torcida enquanto eraD desaparecimento das reservas indígenas em substituído, Diego Souza ironizou a torcida do Palmeiras. GHFRUUrQFLD GD LQÀXrQFLD GR EUDQFR —Vaias? Que vaias? — ironiza o camisa 7 do Verdão,E descaso dos governantes em preservar esse antes de descer para os vestiários. patrimônio cultural brasileiro. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 29 abr. 2010. A progressão textual realiza-se por meio de relações semânticas que se estabelecem entre as partes do texto. Tais relações podem ser claramente apresentadas peloQuestão 122 emprego de elementos coesivos ou não ser explicitadas, no caso da justaposição. Considerando-se o texto lido, Maurício e o leão chamado Millôr A no primeiro parágrafo, o conectivo já que marca umaLivro de Flavia Maria ilustrado por cartunista nasce como relação de consequência entre os segmentos do texto.um dos grandes títulos do gênero infantil B no primeiro parágrafo, o conectivo mas explicita umaUm livro infantil ilustrado por Millôr há de ter alguma relação de adição entre os segmentos do texto.grandeza natural, um viço qualquer que o destaque de C entre o primeiro e o segundo parágrafos, estáum gênero que invade as livrarias (2 mil títulos novos, implícita uma relação de causalidade.todo ano) nem sempre com qualidade. Uma pegada queo afaste do risco de fazer sombra ao fato de ser ilustrado D no quarto parágrafo, o conectivo enquanto estabelecepor Millôr: Maurício - O Leão de Menino (CosacNaify, 24 uma relação de explicação entre os segmentos do texto.páginas, R$ 35), de Flavia Maria, tem essa pegada. E entre o quarto e o quinto parágrafos, está implícita Disponível em: http://www.revistalingua.com.br. Acesso em: 30 abr. 2010 (fragmento). uma relação de oposição.LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 15
  19. 19. 2010 *amar25dom16* Segundo o texto, a Internet apresenta a possibilidadeQuestão 124 GH PRGL¿FDU DV UHODo}HV VRFLDLV QD PHGLGD HP TXHO “politicamente correto” tem seus exageros, como estabelece novos meios de realizar atividades cotidianas.chamar baixinho de “verticalmente prejudicado”, mas,no fundo, vem de uma louvável preocupação em não A preocupação do autor acerca do desaparecimento deofender os diferentes. É muito mais gentil chamar GHWHUPLQDGDV SUR¿VV}HV GHYHVHestrabismo de “idiossincrasia ótica” do que de vesguice.O linguajar brasileiro está cheio de expressões racistas A às habilidades necessárias a um bom comunicador,e preconceituosas que precisam de uma correção, e atéas várias denominações para bêbado (pinguço, bebo, que podem ser comprometidas por problemaspé-de-cana) poderiam ser substituídas por algo como pessoais.“contumaz etílico”, para lhe poupar os sentimentos.O tratamento verbal dado aos negros é o melhor B j FRQ¿DELOLGDGH GDV LQIRUPDo}HV WUDQVPLWLGDV SHORVexemplo da condescendência que passa por tolerância internautas, que superam as informações jornalísticas.racial no Brasil. Termos como “crioulo”, “negão” etc. sãoaté considerados carinhosos, do tipo de carinho que se C ao número de pessoas conectadas à Internet, àdá a inferiores, e, felizmente, cada vez menos ouvidos.“Negro” também não é mais correto. Foi substituído por rapidez e à facilidade com que a informação acontece.DIURGHVFHQGHQWH SRU LQÀXrQFLD GRV afro-americans,num caso de colonialismo cultural positivo. Está certo. D aos boatos que atingem milhões de pessoas, levandoEnquanto o racismo que não quer dizer seu nome a população a desacreditar nos formadores decontinua no Brasil, uma integração real pode começarpela linguagem. opinião. VERÍSSIMO, L. F. Peixe na cama. Diário de Pernambuco. 10 jun. 2006 (adaptado). E DRV FRPSXWDGRUHV VHUHP PDLV H¿FD]HV GR TXH RVAo comparar a linguagem cotidiana utilizada no Brasil eas exigências do comportamento “politicamente correto”, SUR¿VVLRQDLV GD HVFULWD Sara informar a sociedade.o autor tem a intenção de Questão 126A criticar o racismo declarado do brasileiro, que Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado, FRQYLYH FRP D GLVFULPLQDomR FDPXÀDGD HP FHUWDV expressões linguísticas. apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dosB defender o uso de termos que revelam a nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia despreocupação do brasileiro quanto ao preconceito de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino racial, que inexiste no Brasil. fala igual; contudo as variações são mais numerosasC mostrar que os problemas de intolerância racial, no que as notas de uma escala musical. Pernambuco, Brasil, já estão superados, o que se evidencia na Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar linguagem cotidiana. de seus nativos muito mais variantes do que se imagina.D questionar a condenação de certas expressões E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo consideradas “politicamente incorretas”, o que mundo ri, porque parece impossível que um praiano de impede os falantes de usarem a linguagem espontaneamente. beira-mar não chegue sequer perto de um sertanejoE sugerir que o país adote, além de uma postura de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se linguística “politicamente correta”, uma política de orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the; convivência sem preconceito racial. já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu de todos os terminais em al ou el – carnavau, Raqueu... Já os paraibanos trocam o l pelo r. José Américo só meQuestão 125 chamava, afetuosamente, de Raquer. O novo boca a boca Queiroz, R. O Estado de São Paulo. 09 maio 1998 (fragmento adaptado). Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo deTomara que não seja verdade, porque, se for, os críticos,comentaristas, os chamados formadores de opinião, variação linguística que se percebe no falar de pessoastodos corremos o risco de perder nossa razão de ser e de diferentes regiões. As características regionaisnossos empregos. Há uma nova ameaça à vista. Dizem exploradas no texto manifestam-seque a Internet será em breve, já está sendo, o boca aboca de milhões de pessoas, isto é, vai substituir aquele A na fonologia.processo usado tradicionalmente para recomendar um B no uso do léxico.¿OPH XPD SHoD XP OLYUR H DWp XP FDQGLGDWR 1mR PDLVa orientação transmitida pela imprensa e nem mesmo as C no grau de formalidade.dicas dadas pessoalmente – tudo seria feito virtualmentepelos mecanismos de mobilização da rede. D na organização sintática. VENTURA, Z. O Globo, 19 set. 2009 (fragmento). E na estruturação morfológica. LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 16

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