AGROMETEOROLOGIA E O CAFEEIRO Rogério Remo Alfonsi Pesquisador - IAC
<ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O cafeeiro continua  sendo um dos esteios do agronegócio brasileiro.  </li></ul><ul><...
<ul><li>ASPECTOS CLIMÁTICOS </li></ul><ul><li>Macroclima =   Escala regional,  </li></ul><ul><li>Condicionado pelos fatore...
c) CORRENTES MARÍTIMAS Provocam alterações climáticas nas regiões oceânicas por onde passam Quentes  Corrente do Golfo   C...
f) MASSAS  DE AR Circulação Geral  -  Frentes  Frias Quentes  Estacionárias Circulação local Brisas “Terra - Mar “ TOPOCLI...
RADIAÇÃO SOLAR :  Direta -  24% Difusa - 23% Perdas pela Atmosfera - 53% absorção  ( vapor d’água , ozônio e CO2 atm.) ref...
FATORES METEOROLÓGICOS MACROCLIMÁTICOS a)  LATITUDE Quantidade de energia solar incidente Comprimento do dia - FOTOPERÍODO...
TEMPERATURA DO AR Parâmetro obtido em abrigo meteorológico Influência nos processos fisiológicos das planta Germinação, Fl...
<ul><li>DORMÊNCIA E QUEBRA DE DORMÊNCIA </li></ul><ul><li>Indução de Florescimento </li></ul><ul><li>COLORAÇÃO DOS FRUTOS ...
<ul><li>PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA </li></ul><ul><li>Principal forma de fornecimento de água para as plantas e solo </li><...
<ul><li>ORIGENS  DA  CHUVA </li></ul><ul><li>Frontal </li></ul><ul><li>Frentes Frias </li></ul><ul><li>Frentes Quentes </l...
Componentes do balanço hídrico para condições naturais Considerando-se um volume controle de solo, o BH apresenta os segui...
 
Alt: 850 m  Lat: 20°25’S  Ta :21,0 °C   DH:  70  mm Alt: 1026 m  Lat: 20°33’S Ta:  19,3 °C   DH:  53 mm Alt:1200 m  Lat:21...
 
Probabilidade de ocorrência de armazenamento de água no solo  < 50 mm  para uma retenção máxima de  75 mm  para várias loc...
 
<ul><li>BALANÇO HÍDRICO SEQUENCIAL </li></ul><ul><li>APLICAÇÕES </li></ul><ul><li>Comportamento anual dos elementos do bal...
 
 
 
SECAS (ano civil): - 1961, 1963 (severíssimas); - 1985, 1994, 2000, 2001, 2002, 2004, 2007  (severas). EXCESSO DE UMIDADE:...
PRINCIPAIS  CAUSAS DE QUEBRA  DE PRODUTIVIDADE NA CAFEICULTURA ADVERSIDADES METEOROLÓGICAS -  Def. Hídrica:  56 % -  Exces...
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE CAFÉ  CULTIVADAS NO BRASIL <ul><li>CAFÉ ARÁBICA:  ( Coffea arabica  L.) </li></ul><ul><li>Planta  t...
ESQUEMA DA FENOLOGIA DO CAFEEIRO ARÁBICA Camargo, A. P.  &  Camargo, M.B.P.  (2001)  <ul><ul><li>1. SET- MAR:  Vegetação e...
FATORES CLIMÁTICOS  E  QUALIDADE  NATURAL  DA  BEBIDA  DO  CAFÉ Térmico:   interfere na duração do ciclo produtivo e época...
Angelo Paes de Camargo CONDIÇÕES CLIMÁTICAS IDEAIS PARA OBTENÇÃO DE BEBIDA FINA NO BRASIL TM (°C)  DH (mm)  Alt. (m)  Loca...
<ul><li>Monitoramento das  condições climáticas  e da  água no solo ; </li></ul><ul><li>Estimativa da  fenologia ,  fitoss...
DADOS TERMOPLUVIOMÉTRICOS DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2009
DADOS TERMOPLUVIOMÉTRICOS DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2010
DADOS TERMOPLUVIOMÉTRICOS DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2011
MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO:  BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2002 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Perío...
MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO:  BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2007 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Perío...
MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO:  BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2008 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Perío...
MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO:  BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2009 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Perío...
MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO:  BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2010 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Perío...
MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO:  BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2011 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Perío...
RISCO DE OCORRÊNCIA DE GEADAS Risco de ocorrência de geadas Dia 14/07/2010
PRECIPITAÇÃO PLUVIAL:  TOTAL ANUAL Campinas – SP: 1890 / 2010  (121 anos) Média = 1394 mm
> 1.3 °C > 2.6 °C T Max  > 2,0 °C Ta = 21.3°C T Média T Min TEMPERATURAS MÉDIAS ANUAIS Campinas - SP:  1890 / 2010  (121 a...
Alteração Planejada do Microclima ARBORIZAÇÃO IRRIGAÇÃO ADENSAMENTO MANEJO DO MATO Fazuoli, Thomaziello, Camargo (2007) AQ...
Camargo, et al., 2008;  Pezzopane et al., 2008 Coqueiro Anão: Reducão de até  2 °C Menores amplitudes Seringueira: Redução...
Franca-SP (950 m )  Faz. São João Ambiente :  < T°C ar, sensação de conforto; < danos por geadas, <  RS, < Vento.   Fitoss...
Fazuoli, L.C., Thomaziello, R.A., Camargo, M.B.P - 2007 AQUECIMENTO GLOBAL  Mitigações Agronômicas:  Adensamento, Manejo e...
Cambuhy Agrícola:  Matão-SP Altitude: 540m;  Ta°C = 24°C 1. Lavoura antiga (sem manejo de irrigação) cv: Mundo Novo: 4,0 x...
GEADA: 04-05 DE AGOSTO DE 2011
GEADA: 04-05 DE AGOSTO DE 2011 Temperaturas mínimas absolutas observadas 04 / AGO / 2011 05 / AGO / 2011
 
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Remo patrocinio set 2011

  1. 1. AGROMETEOROLOGIA E O CAFEEIRO Rogério Remo Alfonsi Pesquisador - IAC
  2. 2. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O cafeeiro continua sendo um dos esteios do agronegócio brasileiro. </li></ul><ul><li>O Brasil, além de grande produtor e exportador é também grande consumidor. </li></ul><ul><li>A expansão dos pontos de comercialização e de consumo da bebida em centros comerciais pelo mundo a fora aumentou a procura por cafés com qualidade de bebida superior. </li></ul><ul><li>O mercado mundial consumidor de produtos agrícolas está cada vez mais exigente, e as demandas atuais são de várias naturezas. </li></ul><ul><li>A agrometeorologia como ciência agrega todos os fatores mencionados. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>ASPECTOS CLIMÁTICOS </li></ul><ul><li>Macroclima = Escala regional, </li></ul><ul><li>Condicionado pelos fatores geográficos </li></ul><ul><li>Latitude, Altitude, Relevo </li></ul><ul><li>Topoclima = Escala Local </li></ul><ul><li>Condicionado pelo relevo </li></ul><ul><li>Exposição e Configuração </li></ul><ul><li>Microclima = Pequena escala </li></ul><ul><li>Condicionado pela cobertura do terreno, presença de aguadas, etc </li></ul>
  4. 4. c) CORRENTES MARÍTIMAS Provocam alterações climáticas nas regiões oceânicas por onde passam Quentes Corrente do Golfo Corrente do Brasil Frias Corrente do Peru ( Humboldt) Corrente das Malvinas d) CONTINENTALIDADE - (Menor amplitude térmica) e) OROGRAFIA ( Relevo) - aumento das precipitações nas encostas de barlavento - sombra de chuva - Efeito de Fohen - Canalização de vento FATORES METEOROLÓGICOS
  5. 5. f) MASSAS DE AR Circulação Geral - Frentes Frias Quentes Estacionárias Circulação local Brisas “Terra - Mar “ TOPOCLIMÁTICOS a) Exposição Cardinal ( Faces N,S,L,O) b) Configuração do Terreno Côncavo ( baixada) Convexo Inclinado ( meia encosta) MICROCLIMÁTICOS Cobertura do Terreno - Solo nú Cobertura morta ( mulch) Mata , Cerrado , aguadas , etc FATORES METEOROLÓGICOS
  6. 6. RADIAÇÃO SOLAR : Direta - 24% Difusa - 23% Perdas pela Atmosfera - 53% absorção ( vapor d’água , ozônio e CO2 atm.) reflexão pelas nuvens espalhamento ( difração ) 45% da radiação solar incidente compreende os comprimentos de onda da faixa da luz visível , utilizada na fotossíntese. ELEMENTOS METEOROLÓGICOS
  7. 7. FATORES METEOROLÓGICOS MACROCLIMÁTICOS a) LATITUDE Quantidade de energia solar incidente Comprimento do dia - FOTOPERÍODO b) ALTITUDE Temperatura do ar ( relação inversa) Quantidade de chuvas . > qto > alt. Pressão Atmosférica : < qto > alt. GRADIENTE DE RESFRIAMENTO NORMAL DA ATM . - 0,65 C / a cada 100 m de altitude . INVERSÃO TÉRMICA
  8. 8. TEMPERATURA DO AR Parâmetro obtido em abrigo meteorológico Influência nos processos fisiológicos das planta Germinação, Florescimento Fotossíntese e Precipitação Produção e Matéria Seca
  9. 9. <ul><li>DORMÊNCIA E QUEBRA DE DORMÊNCIA </li></ul><ul><li>Indução de Florescimento </li></ul><ul><li>COLORAÇÃO DOS FRUTOS </li></ul><ul><li>ÉPOCA DE MATURAÇÃO </li></ul><ul><li>Colheita </li></ul><ul><li>TEMPERATURA – BASE </li></ul><ul><li>Elementos climático utilizado no zoneamentos de aptidões para culturas </li></ul><ul><li>PARÂMETROS TERMOMÉTRICOS </li></ul><ul><li>Temperatura Mínima temp. extremas </li></ul><ul><li>Temperatura Média min, max, dia, mês, ano </li></ul><ul><li>Temperatura Máxima temp. extremas </li></ul><ul><li>Amplitude Térmica diária, mensal, annual </li></ul>
  10. 10. <ul><li>PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA </li></ul><ul><li>Principal forma de fornecimento de água para as plantas e solo </li></ul><ul><li>A água é essencial às plantas na manutenção da turgescência e crescimento das células; transpiração, fotossíntese, etc. </li></ul><ul><li>Importante no potencial de produtividade agrícola </li></ul><ul><li>Formas de Precipitação </li></ul><ul><li>Chuva Gotas Líquidas </li></ul><ul><li>Neve Forma de Cristais </li></ul><ul><li>Granizo Blocos Congelados </li></ul>
  11. 11. <ul><li>ORIGENS DA CHUVA </li></ul><ul><li>Frontal </li></ul><ul><li>Frentes Frias </li></ul><ul><li>Frentes Quentes </li></ul><ul><li>Orográficas </li></ul><ul><li>Sombras de Chuvas </li></ul><ul><li>Altura Pluviométrica </li></ul><ul><ul><ul><li>h = V </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>S </li></ul></ul></ul><ul><li>Unidade de Medida mm pluviométrico </li></ul><ul><li>1mm = 1 litro de água / m 2 de solo </li></ul><ul><li>ORIGENS DA CHUVA </li></ul><ul><li>Frontal </li></ul><ul><li>Frentes Frias </li></ul><ul><li>Frentes Quentes </li></ul><ul><li>Orográficas </li></ul><ul><li>Sombras de Chuvas </li></ul><ul><li>Altura Pluviométrica </li></ul><ul><ul><ul><li>h = V </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>S </li></ul></ul></ul><ul><li>Unidade de Medida mm pluviométrico </li></ul><ul><li>1mm = 1 litro de água / m 2 de solo </li></ul>
  12. 12. Componentes do balanço hídrico para condições naturais Considerando-se um volume controle de solo, o BH apresenta os seguintes componentes, descritos a seguir.  ARM P O Ri DLi Ro DLo AC DP ET
  13. 14. Alt: 850 m Lat: 20°25’S Ta :21,0 °C DH: 70 mm Alt: 1026 m Lat: 20°33’S Ta: 19,3 °C DH: 53 mm Alt:1200 m Lat:21°47’S Ta: 18,6 °C DH: 16 mm Alt: 652 m Lat: 22°13’S Ta: 22,1 °C DH: 51 mm Alt: 570 m Lat:23°23S Ta: 20,6 °C DH: 0 mm Alt: 820 m Lat: 18°38’S Ta: 22,0 °C DH: 153 mm Alt: 700 m Lat: 12°09’S Ta: 22,0 °C DH: 183 mm BH DE REGIÕES PRODUTORAS DE CAFÉ ARÁBICA DO BRASIL Alt: 970m Lat: 18°57’S Ta: 21,5 °C DH: 56 mm
  14. 16. Probabilidade de ocorrência de armazenamento de água no solo < 50 mm para uma retenção máxima de 75 mm para várias localidades do Estado de São Paulo.
  15. 18. <ul><li>BALANÇO HÍDRICO SEQUENCIAL </li></ul><ul><li>APLICAÇÕES </li></ul><ul><li>Comportamento anual dos elementos do balanço </li></ul><ul><li>DEF, EXC, ARM </li></ul><ul><li>Em séries longas, possibilidade de aplicação de tratamento estatístico de distribuição de frequências e probabilidade de ocorrências desses elementos </li></ul><ul><li>Utilização dos elementos do BHS na disponibilidade de água no solo e acompanhamento de “quebras” na produção agrícola </li></ul>
  16. 22. SECAS (ano civil): - 1961, 1963 (severíssimas); - 1985, 1994, 2000, 2001, 2002, 2004, 2007 (severas). EXCESSO DE UMIDADE: - 1976, 1982, 1983, 1987, 2009. GEADAS: - 1902, 1918, 1942 (severíssimas); - 1975 (severíssima): 1,5 bilhão de cafeeiros danificados; - 1979, 1981, 1994, 2000 (severas). ALTAS TEMPERATURAS: - 1985 (out), 2000 (out), 2002 e 2007 (outono e primavera): qualidade. PRINCIPAIS ADVERSIDADES AGROMETEOROLÓGICAS
  17. 23. PRINCIPAIS CAUSAS DE QUEBRA DE PRODUTIVIDADE NA CAFEICULTURA ADVERSIDADES METEOROLÓGICAS - Def. Hídrica: 56 % - Excesso Hídrico: 17 % - Temp. Adversas: 14 % - Granizo: 8 % - Vento: 3 % - Outros: 2 % (Schwanz, 1996) 73%
  18. 24. PRINCIPAIS ESPÉCIES DE CAFÉ CULTIVADAS NO BRASIL <ul><li>CAFÉ ARÁBICA: ( Coffea arabica L.) </li></ul><ul><li>Planta tropical de altitude, de meia sombra. </li></ul><ul><li>Origem: altiplanos da Etiópia e Sudão: alt. 1.600 - 2.000m </li></ul><ul><li>Temperatura média anual: 18 - 23 °C </li></ul><ul><li>CAFÉ ROBUSTA: ( Coffea canephora Pierre ex Froehner) </li></ul><ul><li>Planta equatorial de baixa altitude, de meia sombra. </li></ul><ul><li>Origem: África central, regiões quentes e úmidas da bacia do Congo ( Congolês ); e quentes e sub-úmidas da região oeste da África: Guiné-Bissau, Costa do Marfim ( Guineano ). </li></ul><ul><li>Temperatura média anual: 22 - 26 °C </li></ul>
  19. 25. ESQUEMA DA FENOLOGIA DO CAFEEIRO ARÁBICA Camargo, A. P. & Camargo, M.B.P. (2001) <ul><ul><li>1. SET- MAR: Vegetação e formação das gemas vegetativas </li></ul></ul><ul><ul><li>2. ABR-AGO: Indução, crescimento e dormência das gemas florais </li></ul></ul><ul><ul><li>3. SET-DEZ: Florada, chumbinho e expansão dos frutos </li></ul></ul><ul><ul><li>4. JAN-MAR: Granação dos frutos </li></ul></ul><ul><ul><li>5. ABR-JUN: Maturação dos frutos </li></ul></ul><ul><ul><li>6. JUL-AGO: Repouso </li></ul></ul>DOS SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO GEMAS FLORAIS DOS FRUTOS CHUMBINHO CRESCIMENTO E FRUTOS FRUTOS MATURAÇÃO RAMOS DOS DOS GEMAS VEGETATIVAS DORMÊNCIA DAS E EXPANSÃO FLORADA, FORMAÇÃO DAS 1º ANO Fenológico 2º ANO Fenológico 1ª FASE 2ª FASE 3ª FASE 4ª FASE 5ª FASE 6ª FASE VEGETAÇÃO E INDUÇÃO, GRANAÇÃO PENEIRA BAIXA REPOUSO E SENESC. ETp = 700 mm DIAS LONGOS 7 MESES DIAS CURTOS ETp = 350 mm PEQUENAS PERÍODO VEGETATIVO REPOUSO PERÍODO REPRODUTIVO AUTO-PODA NOVO PERÍODO VEGETATIVO FOLHAS SECA: AFETA GEMAS E PRODUÇÃO DO ANO SEGUINTE SECA: SECA: CHOCHAMENTO SECA: BOA BEBIDA
  20. 26. FATORES CLIMÁTICOS E QUALIDADE NATURAL DA BEBIDA DO CAFÉ Térmico: interfere na duração do ciclo produtivo e época de maturação. <ul><ul><ul><li>Período “maturação-colheita” em função do acúmulo de GD </li></ul></ul></ul>Clima quente: ciclo curto Clima frio: ciclo longo Hídrico: clima úmido no período “maturação-colheita”. Favorece a fermentação da polpa do café cereja. <ul><ul><ul><li>Ortolani, et al., 2001 </li></ul></ul></ul>
  21. 27. Angelo Paes de Camargo CONDIÇÕES CLIMÁTICAS IDEAIS PARA OBTENÇÃO DE BEBIDA FINA NO BRASIL TM (°C) DH (mm) Alt. (m) Local 18 - 19 > 20 1.150 Poços de Caldas - MG 19 – 20 > 50 980 Franca - SP 20 – 21 > 100 1.070 Carmo do Paranaíba – MG 21 – 22 > 100 900 Cerrado Mineiro – MG 21 – 22 > 150 820 Araguari-MG, Barreiras-BA < Ta: + lenta a fermentação < Umidade: + rápido a polpa se desidrata Não atingem as fases fermentativas prejudiciais
  22. 28. <ul><li>Monitoramento das condições climáticas e da água no solo ; </li></ul><ul><li>Estimativa da fenologia , fitossandidade, produtividade e qualidade . </li></ul>Balanços Hídricos Sequenciais Modelos Agrometeorológicos Monitoramento Agrometeorológico, Fenológico e Fitossanitário da Cafeicultura Brasileira Sistema Integrado de Monitoramento Agrometeorológico, Fenológico e Fitossanitário do Café no Brasil
  23. 29. DADOS TERMOPLUVIOMÉTRICOS DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2009
  24. 30. DADOS TERMOPLUVIOMÉTRICOS DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2010
  25. 31. DADOS TERMOPLUVIOMÉTRICOS DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2011
  26. 32. MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO: BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2002 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Período indutivo e gemas dormentes Gema entumecida Abotoado Florada Chumbinho Expansão dos frutos
  27. 33. MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO: BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2007 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Período indutivo e gemas dormentes Gema entumecida Abotoado Florada Chumbinho Expansão dos frutos
  28. 34. MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO: BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2008 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Período indutivo e gemas dormentes Gema entumecida Abotoado Florada Chumbinho Expansão dos frutos
  29. 35. MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO: BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2009 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Período indutivo e gemas dormentes Gema entumecida Abotoado Florada Chumbinho Expansão dos frutos
  30. 36. MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO: BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2010 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Período indutivo e gemas dormentes Gema entumecida Abotoado Florada Chumbinho Expansão dos frutos
  31. 37. MONITORAMENTO AGROMETEOROLÓGICO: BH DECENDIAIS (Patrocinio-MG) 2011 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Período indutivo e gemas dormentes Gema entumecida Abotoado Florada Chumbinho Expansão dos frutos
  32. 38. RISCO DE OCORRÊNCIA DE GEADAS Risco de ocorrência de geadas Dia 14/07/2010
  33. 39. PRECIPITAÇÃO PLUVIAL: TOTAL ANUAL Campinas – SP: 1890 / 2010 (121 anos) Média = 1394 mm
  34. 40. > 1.3 °C > 2.6 °C T Max > 2,0 °C Ta = 21.3°C T Média T Min TEMPERATURAS MÉDIAS ANUAIS Campinas - SP: 1890 / 2010 (121 anos)
  35. 41. Alteração Planejada do Microclima ARBORIZAÇÃO IRRIGAÇÃO ADENSAMENTO MANEJO DO MATO Fazuoli, Thomaziello, Camargo (2007) AQUECIMENTO GLOBAL MITIGAÇÕES AGRONÔMICAS Mesmo Macroclima ... ... Mesmo Microclima
  36. 42. Camargo, et al., 2008; Pezzopane et al., 2008 Coqueiro Anão: Reducão de até 2 °C Menores amplitudes Seringueira: Redução de até 3 °C Menores amplitudes Coqueiro Anão Cocos nucifera L. Seringueira Hevea brasiliensis espaçamento 16 x16 m espaçamento 8 x 8 m Banana Prata Musa spp Grevilea Grevilea robusta AQUECIMENTO GLOBAL Mitigações Agronômicas: Arborização
  37. 43. Franca-SP (950 m ) Faz. São João Ambiente : < T°C ar, sensação de conforto; < danos por geadas, < RS, < Vento. Fitossanitário : < doenças (Cercospora, Phoma e Ascochyta). Maturação : Período + prolongado. Produtividade : 30 sc/ha; < bienalidade. IAC-Catuaí - 4,0 x 0,7m Área arborizada: 190 ha Cedrinho ( Cupressus luzitanica ) Idade: 13 anos Espaçamento: 8 x 16 m Densidade: 78 árvores / ha - (20 % de cobertura) AQUECIMENTO GLOBAL Mitigações Agronômicas: Arborização
  38. 44. Fazuoli, L.C., Thomaziello, R.A., Camargo, M.B.P - 2007 AQUECIMENTO GLOBAL Mitigações Agronômicas: Adensamento, Manejo e Irrigação <ul><ul><li>Reduz erosão e amplitude térmica do ar e solo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumenta capacidade de retenção de água no solo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Irrigação :viabiliza cultivo em regiões Ta >23ºC </li></ul></ul>GOTEJO
  39. 45. Cambuhy Agrícola: Matão-SP Altitude: 540m; Ta°C = 24°C 1. Lavoura antiga (sem manejo de irrigação) cv: Mundo Novo: 4,0 x 1,5m (1.666 pés/ha); área 850 ha; Produtividade Média: 16 sc / ha 2. Lavoura atual (irrigado/gotejamento), manejo mato; cv: Catuaí: 3,5 x 0,5m (5.700 pés/ha); área 300 ha; Produtividade Média: 48 sc / ha Thomaziello, R.A. (2010) Cultivar Irrigação Arborização Adensamento Manejo do mato Podas AQUECIMENTO GLOBAL Mitigações Agronômicas: Associação de Tecnologias
  40. 46. GEADA: 04-05 DE AGOSTO DE 2011
  41. 47. GEADA: 04-05 DE AGOSTO DE 2011 Temperaturas mínimas absolutas observadas 04 / AGO / 2011 05 / AGO / 2011

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