Informações gerais sobre indios de altamira

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  • Morei de 1992 a 1997 em Altamira, e pude conhecer um pouco o povo que habita aquela região. Fiz muitos amigos por lá e mesmo depois de 15 anos tenho contactos com alguns amigos que ainda moram em Altamira, Brasil novo e Medicilândia. Acompanho as mudanças que ocorrem nessa região e os anseios desse povo. A respeito da construção da usina de Belo Monte, fico decepcionado com a atuação do governo federal. Não houve um estudo devidamente aprofundado sobre os impactos ambientais e sociais que essa construção impactará. Não se levou em conta a opnião dos povos indígenas que serão os mais impactados com tal obra. Agradeço ao Caetano pelas informações aquí postas, e continuo com a minha opnião de que a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte causará um impacto sócio e ambiental irreparável.
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  • Conheci Caetano, há poucos dias atrás, em uma viagem a trabalho, nos encontramos em sua residência para acerta os detalhes, para a viagem, foi super tranqüilo. Alguns dias depois partimos para tal viagem, primeiro destino, Maracajá 304 km Altamira, em torno de 05hs de viagem, eu não vi quase nada dormi o tempo todo. Ele com umas conversas diferentes daquela que tinha rolado La na casa dele, queria dormi na roça, e eu logo rebati, nada disso, vamos dormi no hotel, e tem mais tem que te que te ar-condicionado. No dia seguinte, escutei o seguinte comentário do próprio, que hotelzinho bom, gostou. O bom da vida e isso e também muito difícil de por em pratica, aceita as diferenças das outras pessoas, e respeitar
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Informações gerais sobre indios de altamira

  1. 1. INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE OS INDÍGENAS DE ALTAMIRA-PA 1 – GRUPO INDÍGENA ARARA Este grupo teve seu território cortado ao meio pela abertura da rodoviaTransamazônica e foi contactado no ano de 1981 e 1983, após perambular por toda aregião dos rios Curuá-Uma, Pacajá, Xingu e Iriri, mantém hoje uma aldeia ( Laranjal )localizada na margem esquerda do rio Iriri, acima da localidade conhecida por Desvio,há cerca de 07 horas de voadeira da cidade de Altamira. Este tempo de deslocamentopode variar, em razão da estação; no inverno, gasta-se menos tempo para atingir aaldeia, cerca de 05 horas. Atualmente somam uma população de 263 índios e falamuma língua classificada como pertencente ao tronco lingüístico karib. Residem naTerra Indígena Arara, com 274.010 hectares, área esta demarcada, homologada eregistrada. 2 – GRUPO INDÍGENA ASSURINI Grupo contactado no ano de 1.976, nas margens do igarapé Ipiaçava, afluente damargem direita do rio Xingu, foi deslocado após o contato para a margem do rio, ondeestá localizada a Aldeia Koatinemo. Durante longo tempo, este grupo decidiu nãomais se reproduzir, em razão, permanecendo com uma população bastante reduzida,situação que obrigou a FUNAI, a realizar um sério trabalho de recuperaçãodemográfica. Sua população hoje soma 161 indígenas (mai/11) e falam a língua do
  2. 2. tronco lingüístico Tupi. Residem na Terra Indígena Koatinemo, com 387.834 hectares,demarcada, homologada e registrada. 3 – GRUPO INDÍGENA ARAWETÉ Este grupo foi contactado no ano de 1.977 e durante o contato, teve a populaçãoreduzida consideravelmente, em razão de surtos epidêmicos causados pela carênciaimunológica. Considerado como um grupo de características nômades, possuíamaldeias em vários locais, destacando as fixações ao longo do igarapé Ipixuna,afluente da margem direita do rio Xingu. Hoje estão divididos em 06 aldeias,distribuídas ao longo do rio Xingu e igarapé Ipixuna, perfazendo uma população totalde 330 indios, falantes de língua Tupi. Residem na Terra Indígena Araweté do IgarapéIpixuna, com superfície de 980.939 hectares, demarcada, homologada e registrada. 4 – GRUPO INDÍGENA PARAKANÃ Grupo indígena dissidente do grupo da região do Itacaiúnas, este grupo foicontactado pela FUNAI nos anos de 1.983/84, nas proximidades do igarapé BomJardim, afluente da margem direita do rio Xingu. Conhecidos como destemidosguerreiros, atacou vários outros grupos na região, como os Xikrin e os Araweté, antesdo contato. A população atual é de 392 indígenas, divididos em 03 aldeias e falantesde língua Tupi. Residem na Terra Indígena Apyterewa, com 733.000 hectares,demarcada e homologada.
  3. 3. 5 – GRUPO INDÍGENA KARARAÔ Grupo kayapó, contactado na década de 70, é um dos grupos com menorpopulação da região de Altamira, residindo em uma aldeia, na margem esquerda dorio Iriri, totalizando57 índios. Seu território indígena está demarcado, homologado eregistrado, num total de 330.000 hectares. São falantes do tronco lingüístico Gê. 6 – GRUPO INDÍGENA ARARA (Cachoeira Seca ) Embora o nome, não existe quaisquer relações com os Arara Maia, da VoltaGrande do Xingu. Este grupo foi contactado em 2007 pelo sertanista Afonso Alves daCruz e seu histórico, confirma a proximidade e relação familiar com os Arara doLaranjal. Também falantes de língua karib, soma hoje uma população de 87 índios,residindo na Terra Indígena Cachoeira Seca, que está sendo demarcada (2011), comuma superfície de 734.000 hectares.
  4. 4. 7 – GRUPO INDÍGENA XIPAYA Este grupo teve seu contato ocorrido ainda na década de 40, havendo poucosregistros sobre o fato. Muitos membros destes grupos hoje encontram-se vivendo nosperímetros urbanos ou localidades ribeirinhas, em relações matrimoniais com não-índios. Não falam mais o idioma tradicional do grupo, que é classificado como Tupi.Um grupo de 95 remanescentes indígenas residem na Terra Indígena Xipaya, com177.671 hectares, nas proximidades do Entre-rios ( Curuá e Iriri ), terra demarcada ehomologada, divididos em 02 aldeias. 8 - GRUPO INDÍGENA KURUAYA Como os Xipaya, tiveram seu contato com a sociedade nacional ainda na décadade 40, havendo casamentos entre os dois grupos e com não-índios. Muitos vivem emperímetros urbanos e nos beiradões dos rios Iriri, Xingu e Curuá. Residem em umaaldeia no rio Curuá na Terra Indígena Kuruaya, demarcada e homologada com umasuperfície de 166.000 hectares. Classificados como falantes de língua Tupi, nãopraticam mais o idioma tradicional do grupo.
  5. 5. 9 – GRUPO INDÍGENA JURUNA Grupo indígena contactado também na década de 40, residem na chamada VoltaGrande do Xingu. A exemplo dos Xipaya e Kuruaya, não falam a língua materna dogrupo, havendo inúmeras relações interraciais. Muitos juruna residem na cidade deAltamira e nos beiradões. Residem na Terra Indígena Pakisamba, com 4.434 hectares,demarcada, homologada e registrada, entretanto existem estudos para revisão delimites de seu território. Segundo estudos, é um dos grupos que serão maisdiretamente atingido pelos impactos da hidrelétrica de Belo Monte. A populaçãoaldeada soma hoje 123 indios, divididos em 02 aldeias. 10 – GRUPO INDÍGENA ARARA DA VOLTA GRANDE Apesar de residirem na região da Volta Grande desde o século XIX, este grupoindígena somente foi oficialmente reconhecido pela FUNAI no ano de 2007, quandotiveram os limites de suas terras definidos em 25.000 hectares. Esta área foirecentemente demarcada (mai/11). Nesta área vivem cerca de 108 remanescentesindígenas, não mais falantes da língua materna. Como os Juruna, serão os maisdiretamente atingidos pela hidrelétrica de Belo Monte.
  6. 6. Além destes grupos, a FUNAI ainda assiste e espera a definição de estudosantropológicos e fundiários para definir a situação de algumas famílias que residem aolongo da estrada de acesso a Vitória do Xingu, no Km 17. Estas famílias somam 54pessoas, pertencentes do grupo Juruna. Vistorias e registros oficiais também já foram realizados, visando a identificaçãode um grupo indígena isolado, que perambula na região entre os rios Bom Jardim,Bacajá e Ituna. A FUNAI já interditou uma área para efeito de proteção deste grupoisolado. Altamira(PA) 23 de junho de 2011.Responsável pelas informações: Nerci Caetano Ventura – Técnico Indigenista/FUNAI.

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