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E a Rio+20? Como foi??
A Conferência da Organização das Nações Unidas sobre DesenvolvimentoSustentável (“UNCSD” ou “CONUDS”) -- Rio+20 -- foi foc...
Isso é suficiente?                         Finalmente                       chegamos a um                            acord...
Obrigado.Bernhard J. SmidInstituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAMwww.IPAM.org.brTwitter: IPAM_AmazoniaBJSmid@ipa...
Links importantes:Banco Mundial                                             www.worldbank.orgCarbon Fix Standard          ...
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Mudanças Climáticas na Amazônia: Contexto das Políticas Públicas, REDD+ e a perspectiva nacional e internacional

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Apresentação realizada durante a Feira da Agricultura Familiar da Amazônia (FEPAM). Temas abordados, (1) o padrão de desmatamento na Amazônia; (2) o histórico das negociações internacionais desde a Eco-92; e (3) as ações que os governos estaduais e federal têm adotado quanto a implementação de políticas públicas relativas ao meio ambiente, inclusive: REDD+, PPCDAm e o Plano de Agricultura de Baixas Emissões de Carbono (Plano ABC).

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  • “Compradores de commodities que ja assumiram umcompromisso de reduzir as suas proprias emissões, como Unilver, Mars, Coca Cola, Danone, Nutreco
  • Mudanças Climáticas na Amazônia: Contexto das Políticas Públicas, REDD+ e a perspectiva nacional e internacional

    1. 1. Mudanças Climáticas na Amazônia: Contexto das Políticas Públicas, REDD+ e a perspectiva nacional e internacional XII Feira da Agricultura Familiar da Amazônia – FEPAM 6 de julho 2012, Santarém - PA - BrasilBernhard J. Smid, Gerente de Políticas PúblicasPrograma de Mudanças Climáticas, IPAMeMail: BJSmid@ipam.org.brTwitter: IPAM_AmazoniaTwitter: BSmid
    2. 2. Mudanças Climáticas na Amazônia Negociações Internacionais e REDD+A Posição Brasileira sobre as Questões Climáticas
    3. 3. Cobertura Florestal no Mundo Florestas intactas – 21% Em transição – 32% Florestas perdidas – 47%Fonte: World Resources Institute
    4. 4. A Amazônia tem a maior bacia hidrográfica domundo, com 7 milhões de km², incluindo Brasil epaíses vizinhos. Cerca de 3,8 milhões de km²estão no Brasil.A umidade gerada na Amazônia é percebida nãosó na Amazônia, mas também no sul do Brasil eArgentina. Ela também reflete no clima dosEstados Unidos (Flórida) e Europa (Espanha).Este fenômeno é chamado de "rios voadores". Detalhes Gerais sobre a Amazônia BrasileiraArea 5,217,423 Km2Porcentagem 61% no BrasilMunicípios 807Porcentagem 15% de todos os municípiosTotal de habitantes 21,056,532 pessoasPorcentagem 12.4% do total de brasileirosDensidade 4.14 habitantes / Km2
    5. 5. Quais são os efeitos das mudanças climáticas para vocês?
    6. 6. Riscos para a Saúde Mudanças Climáticas Eventos climáticos Perda da biodiversidade extremosDegradação de terras Disponibilidade de água Menos Forestas
    7. 7. Anamã 2009 foto: Bernhard J SmidAnamã 2009 – foto: Bernhard J SmidFoto: UFMG Foto: UFMG Foto: UFMG O Clima está mudando??
    8. 8. Causas das Mudanças Climáticas Fontes de Emissões de CO2 do Brasil por Setor 5% 4% Mudança do uso do solo e florestas 5% Queima de combustíveis fósseis - transporte Queima de combustíveis fósseis - indústria 8% Queima de combustíveis fósseis - outros setores 77% Processos Industriais Emissões evasivas Incineração de resíduosFonte:Adaptado do MCT, 2010a. Segundo o comunicação do Governo Federal do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Brasília; MCT - Coordenação Geraldas Mudanças Global do Clima
    9. 9. Padrão de desmatamento: Contribuição das classes de área dos polígonos vs Área Desmatada < 25 ha – Tendência estávelFonte: Ministério do Meio Ambiente
    10. 10. Padrão de desmatamento: Contribuição das classes de área dos polígonos vs Área DesmatadaFonte: Ministério do Meio Ambiente
    11. 11. Possível cenário de desmatamento 2001 2011 2021 2031Fonte: Soares Filho et al , Nature, 2006
    12. 12. Sede do IPAM e areas de abrangência
    13. 13. Mudanças Climáticas na Amazônia Negociações Internacionais e REDD+A Posição Brasileira sobre as Questões Climáticas
    14. 14. O que fazem os países do mundo para solucionar o problema das Mudanças Climáticas?? Em 1992, no Rio de Janeiro - Brasil, foi criada a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC é a sigla em inglês) para discutir ações de prevenção e mitigação das mudanças climáticas. Em 1994 a UNFCCC entrou em vigência.Objetivo: reduzir as emissões de gases de efeito estufa para evitar asmudanças climáticas e catástrofes. Reconhecimento internacional de que é necessário o esforço de todos os países para combater as mudanças climáticas. Os Países que assinaram a Convenção decidiram reunir-se anualmente para discutir a implementação da Convenção: Encontros anuais = COP = Conferência das Partes (Países)
    15. 15. • Os representantes oficiais dos países realizam as negociações (definem o que cada país deve fazer).• Para reduzir suas emissões, os países desenvolvidos pagam um preço alto.• Para tentar reduzir seus custos ou prolongar os prazos de redução de emissões, os países fazem acordos.
    16. 16. Protocolo de Quioto Tratado internacional com compromissos para redução de emissões de gases do efeito estufa• Países ricos (desenvolvidos) chamados Anexo1 tem a obrigação de reduzir suas emissões entre 2008 e 2012 (primeiro período de compromisso) a um nível 5.2% menor que as emissões de 1990.• Países em desenvolvimento (como Brasil, México, China, Índia, África do Sul) não receberam metas de redução de emissões (chamados de Países Não Anexo-1)• Os países do Anexo 1 são os ricos da Europa, mais os países do Leste Europeu e a da antiga União Soviética.• Para os países que não são do Anexo 1 (caso do Brasil e de seus vizinhos) são mantidos os compromissos e acordos internacionais da Convenção, que incluem programas nacionais para reduzir emissões.  REDD não faz parte do Protocolo de Quioto
    17. 17. Então, O QUE É REDD ?
    18. 18. REDD PROPOSTA DAS NAÇÕES UNIDAS PARACONTER O DESMATAMENTO E INCENTIVAR A CONSEVAÇÃO FLORESTAL
    19. 19. O que é REDD+?Reduções de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal,Conservação, Manejo Florestal Sustentável e Aumento dos Estoques deCarbono Florestal• Conceito Básico: Compensar países (e estados) que reduzem as suas emissões de CO2 de desmatamento e degradação florestal (exploração madeireira) O que REDD pode gerar?• Contribuições voluntárias dos países tropicais para reduzir emissões globais de gases estufa• Transferência de recursos de países desenvolvidos aos países tropicais.• Mudança do modelo econômico• Distribuição de renda• Redução do desmatamento• Justiça social• Direitos humanos e de propriedade• Participação da sociedade civil
    20. 20. Conceito de REDD defendido pelo IPAM• Não é a panaceia• REDD e mercado de carbono são coisas distintas• REDD não é bolsa floresta• REDD também deve focar nas áreas já desmatadas (modelo de baixas emissões de carbono no meio rural - redução da necessidade de abertura de novas áreas, valorização das florestas e seus produtos, e melhoria da qualidade de vida das populações rurais.• A redução do desmatamento é o meio mais rápido de evitar a mudança no clima. Um mecanismo de REDD pode e deve englobar grandes áreas de floresta.
    21. 21. Ações dos Governos Estaduais Brasileiros• ACRE: foi o primeiro estado a implementar uma legislação estadual que enfoca na redução das emissões de carbono causadas pelo desmatamento (Lei 2.308/10). O Acre também assinou um memorando de entendimentos com os governos da Califórnia e de Chiapas para ampliar a cooperação entre eles;• AMAPÁ: está elaborando a política estadual de mudanças climáticas do Estado• AMAZONAS: foi o pioneiro, ao implementar uma legislação de mudanças climáticas (lei 2.308/07), a implementação de uma agência específica (FAS) e um projeto piloto (Juma). Atualmente o Estado está em fase de implementação de uma Política Estadual de Serviços Ambientais (em desenvolvimento);• MATO GROSSO: está em fase de aprovação a lei de REDD+ do Estado• PARÁ: O processo está parado desde 2009, entretanto houveram ações importantes, como o “Municípios Verdes”.• TOCANTINS: está revendo a sua política de mudanças climáticas
    22. 22. Ações dos Governos Estaduais Brasileiros  Pará• Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Pará – Decreto 1.697/09;• Até 2020, redução de 80% do desmatamento (média de 1996 a 2005 – 6.169,37 km²/ano);• Regularização fundiária nos municípios críticos;• Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais do Estado;• REDD;• Descentralização da gestão ambiental nos municípios;• Municípios Verdes;• Fórum Estadual de Mudanças Climáticas  necessidade de ser retomado; Programa “Florestania” apresentado na Rio+20
    23. 23. Força Tarefa dos Governadores do Clima e das Florestas - GCF (Governors’ Climate and Forest Task Force - GCF) O GCF possui um importante papel de recomendar aos governos nacionais e internacionais sobre as ações prioritárias a nível subnacional. O acordo se baseia na cooperação de inúmeros temas relacionados a políticas climáticas, financiamento, transferência de tecnologia e pesquisa. O GCF estabeleceu um fundo financeiro Foi implementado um banco de dados por estado Visite: www.gcftaskforce.org
    24. 24. Força Tarefa dos Governadores do Clima e das Florestas - GCF (Governors’ Climate and Forest Task Force - GCF)
    25. 25. Força Tarefa dos Governadores do Clima e das Florestas - GCF (Governors’ Climate and Forest Task Force - GCF)
    26. 26. Algumas Iniciativas do IPAM no Pará
    27. 27. Consórcio Intermunicipal de DesenvolvimentoSustentável da Transamazônica e Xingu (CIDS) • Envolvimento do público municipal; • Realidades similares no municípios; • Planejamento regional e não cada município isolado; • Visão integrada das ações; • Descentralização da gestão ambiental; • Aumento na eficiência e alcance das ações: mesmos recursos humano e mesmos recursos financeiros, com melhor capacidade de gestão.
    28. 28. Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Transamazônica e Xingu (CIDS) Objetivos do CIDS • Promoção do desenvolvimento urbano e rural sustentável, visando à redução do desmatamento e das queimadas e melhoria da qualidade de vida na região circunscrita ao seu limite de atuação territorial. • Protocolo de Intenções -> Ratificação por lei nas Câmaras Municipais -> Contrato de consórcio público Principais estratégias de atuação do Consórcio • Promover o fortalecimento institucional das secretarias; • Regularização fundiária e ambiental; • Fortalecimento das cadeias produtivas: gado, cacau, madeira, lavoura, extrativismo e pesca; • Capacitação produtiva, assistência técnica e infraestrutura; • Apoio a organizações locais para comercialização;
    29. 29. Situação do desmatamento nos Assentamentos do Bioma Amazônia
    30. 30. Projeto de Assentamentos Sustentáveis na Amazônia• Brasil: 8.200 registros de assentamentos - 1.012.471 lotes - 88 mi há;• Amazônia: 3.019 assentamentos – 655.325 lotes – 46,1 mi há;• < 15% da população rural do país; > 55% dos lotes distribuídos pelo INCRA (desde 2003, 64% do total);• Principal região do país para reforma agrária: número de famílias assentadas e área ocupada;• “Resolver a questão do acesso à terra sem incomodar as elites rurais consolidadas”;• Oeste do Pará - 216 assentamentos - 108,3 mil famílias – 9,8 mi ha;
    31. 31. Projeto de Assentamentos Sustentáveis na Amazônia Objetivos:• Contribuir para a consolidação de uma política de assentamentos sustentáveis para a Amazônia; PA MOJU I E II PA BOM JARDIM• Novo modelo produtivo de baixa pressão sobre a floresta: manejo sustentável dos recursos naturais PA CRISTALINO II e melhoria da produtividade agropecuária;
    32. 32. REDDno Âmbito Internacional
    33. 33. Como vão as negociações de REDD na esfera internacional? Ruim!• O componente REDD está avançando, mas o tratado da ONU em si, para o período pós-2012, está com problemas Pode demorar muitos anos para ter um regime de REDD internacional no tratado de clima ONU Crise financeira: países ricos estão mais preocupados com suas economias
    34. 34. Evolução das Negociações internacionais de REDD2005 COP-11: Proposta de Papua Nova Guiné e Costa Rica - países reconheceram o tema das emissões de desmatamento na UNFCCC2006 COP-12: Proposta brasileira de incentivos positivos para redução do desmatamento (Fundo Amazônia)2007 COP-13: Plano de Ação de Bali: discutir metas de redução de emissões do desmatamento e degradação (REDD) e sua relação com povos indígenas e comunidades tradicionais2008 COP-15: Acordo de Copenhagen: REDD tem importante destaque • REDD é reconhecido como medida crucial para reduzir o aquecimento global. • Países em desenvolvimento ampliam seus esforços quanto a implementação de políticas de REDD e ações de mitigação. • É reconhecida a importância de utilizar mecanismos de mercado (mercado de carbono).
    35. 35. Mapa dos países participantes de programas de implementação de mecanismos de REDD Atualmente, mais de 30 países estão desenvolvendo ações relativas a REDD+ Objetivos: redução das emissões, desenvolvimento sócio-econômico e conservação ambiental
    36. 36. Aspectos Críticos Inexistência de marco legal ou orientações normativas traz incerteza, expectativas e vulnerabilidades aos atores florestais (ex: indígenas e comunidades locais). Proliferação de projetos de REDD+ com o uso de metodologias e linhas de referência diversas traz crescente dificuldade de identificar o real impacto do projeto e potencial de remuneração.
    37. 37. Atualmente, A principal pergunta é: REDD vai realizar o seu potencial como umnovo paradigma de desenvolvimento rural??
    38. 38. Como prosseguir? Um “Plano B” para REDD1. Aproveitar o financiamento público de REDD que existe atualmente2. Consolidar e ampliar as relações de REDD entre Califórnia e estados tropicais (GCF Task Force)3. Vincular REDD com commodities agrícolas4. Novo modelo de desenvolvimento rural: alinhamento de políticas públicas entre a agricultura, meio ambiente, mineração e infraestrutura
    39. 39. Aproveitar o financiamento público que existe hoje Créditos de $ Fundo REDD Carbono $ Beneficios para Redução de Manutencao de Desmatamento FlorestasFonte: D. Nepstad, IPAM
    40. 40. Aproveitar o financiamento público que existe hoje Financiamento Público REDD Inicia o “Ciclo Virtuoso” Créditos de $ Fundo REDD Carbono $ Beneficios para Redução de Manutenção de Desmatamento FlorestasFonte: D. Nepstad, IPAM
    41. 41. 2. Consolidar e crescer o mercado mandatório de REDD entre Califórnia e estados tropicais Empresas Arquitectura REDD: Califórnia-Acre na Financiamento Califórnia $ Público REDD Inicia o “Ciclo Virtuoso” Créditos de Fundo REDD Carbono $ Beneficios para Redução de Manutenção de Desmatamento Florestas: povos Indigenas, agricultoresFonte: D. Nepstad, IPAM
    42. 42. 3. Vincular REDD com mercados de commodities agrícolas Empresas Compradores Arquitectura REDD: Califórnia-Acre na $ de Commodities Financiamento Califórnia Público REDD $ Inicia o “Ciclo $ Virtuoso” Créditos de Fundo REDD Carbono $ Beneficios para Redução de Manutenção de Desmatamento Florestas: povos Indigenas, agricultoresFonte: D. Nepstad, IPAM
    43. 43. REDD: As oportunidades para a Amazônia e o paísO mecanismos de REDD é um veículo para a mudança da lógica econômicavigente na Amazônia. Estratégia de REDD para a AmazôniaProgramas locais ou subnacionais de larga escala, incluídos num regimenacional operando sob regulamentação central que garanta que as emissõessejam mensuráveis, verificáveis e reportáveis e as possíveis compensaçõessejam distribuídas com equidade. Desenvolvimento rural de baixa emissão de carbono
    44. 44. O futuro do REDD no Brasil: para onde vamos?Retomada da Força Tarefa dos Estados amazônicos;Troca de informações e busca de convergência nas abordagens; Trabalho em conjunto com o governo federal na construção do Regime Nacional
    45. 45. Como distribuir os potenciais benefícios de REDD?
    46. 46. REDD no Brasil: um enfoque amazônico Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) O livro está disponível no site www.ipam.org.br, também em inglês.
    47. 47. Abordagem Nacional “Aninhada” Regime National de REDD Programa Estadual de REDD Projetos e Programas
    48. 48. Mudanças Climáticas na Amazônia Negociações Internacionais e REDD+A Posição Brasileira sobre as Questões Climáticas
    49. 49. Principais Iniciativas Políticas: Nível Nacional e Estadual2003: Plano de Ação para Proteção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm)2007: Anúncio do Gov. Federal da criação do Fundo Amazônia. Somente foi estabelecido em 2008;2008: Criação do GCF Task Force. Forte articulação entre os estados da Amazônia Legal;2009: O Governo Federal começa a enfocar no tema REDD+; É aprovada a Lei Nacional de Mudanças Climáticas (Lei 12.187), e regulamentada pelo decreto 7.390/2010.  Meta de reduzir 36,1% a 38,9% das emissões projetadas para 2020 = redução de 1.2 G Ton CO2 até 2020, com a linha base de 2005.  Instituição de 12 instrumentos de política, entre eles: PPCDAm e o Plano ABC.2010: • Governo do Acre: Implementação do SISA (Sistema de Serviços Ambientais) e acordo de entendimentos com a Califórnia (EUA) e Chiapas (MX);2011 / 2012: • Código Florestal  ainda uma incógnita.. • Outros governos estaduais: Amazonas e Mato Grosso realizaram consultas públicas para a implementação de uma política estadual de REDD e de serviços ambientais; • Política Nacional de REDD: ainda inexistente.. Propostas em análise no Senado e na Câmara dos Deputados. O MMA gostaria de consolidar os esforços para a implementação de uma política nacional. Ainda sem uma definição..
    50. 50. Tendência de Desmatamento na AmazôniaFonte: Ministério do Meio Ambiente
    51. 51. Fórum Brasileiro Lei 12.187 e de Mudanças Climáticas Casa Civil, Decreto 7.390 (PNMC) (FBMC)Ministérios e Sociedade Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação Desmatamento Desmatamento Agricultura Eficiência Carvão na Outros Planos Amazônia Cerrado Energética Siderurgia Setoriais OEPAs 1.Recuperação de Pastagens Degradadas ATER Universidades 2.Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) 3.Sistema de Plantio Direto (SPD) 4.Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) Tecnologias, Serviços e 5.Florestas Plantadas Produtos 6.Tratamento de Resíduos Animais
    52. 52. Objetivos Específicos do Plano ABC• Contribuir com a meta de redução da emissão de GEE assumidos pelo Brasil na COP15;• Garantir o aperfeiçoamento contínuo e sustentado das práticas de manejo que reduzam a emissão dos GEE e que aumentem a fixação atmosférica de CO2 na vegetação e no solo dos setores da agricultura brasileira;• Incentivar a adoção de Sistemas de Produção Sustentáveis que reduzam emissões de GEE e ao mesmo tempo elevem a renda dos produtores, sobretudo com a expansão das seguintes tecnologias: 1. Recuperação de Pastagens Degradadas; 2. Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs); 3. Sistema Plantio Direto (SPD); 4. Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN); e, 5. Florestas Plantadas;• Incentivar o Tratamento de Dejetos Animais para geração de energia e compostagem;• Incentivar os estudos e aplicação de técnicas de adaptação de plantas, de sistemas produtivos e de comunidades rurais aos novos cenários de aquecimento atmosférico, em especial aquelas de maior vulnerabilidade;• Promover esforços para reduzir o desmatamento de florestas nos Biomas Amazônia e Cerrado devido aos avanços da pecuária e outros.
    53. 53. Compromissos do Plano ABC Tecnologias de Baixa Emissão de Compromisso Potencial estimado de Carbono (aumento de Mitigação área/uso) (milhões Mg CO2 eq)Recuperação de Pastagens Degradadas1 15,0 milhões ha 83 a 104Integração Lavoura-Pecuária-Floresta2 4,0 milhões ha 18 a 22Sistema Plantio Direto 8,0 milhões ha 16 a 20Fixação Biológica de Nitrogênio 5,5 milhões ha 10Florestas Plantadas3 3,0 milhões ha -Tratamento de Dejetos Animais 4,4 milhões m3 6,9Total 133,9 a 162,91 Por meio do manejo adequado e adubação. Base de cálculo foi de 3,79 Mg de CO2 eq.ha-1. ano-1.2 Incluindo Sistemas Agroflorestais (SAFs) = 2,76 milhões de hectares. Base de cálculo foi de 3,79 Mg de CO2 eq.ha-1ano-1.3 Base de cálculo foi de 1,83 Mg de CO eq.ha-1.ano-1. 24 Base de cálculo foi de 1,83 Mg de CO eq.ha-1.ano-1. 25 Não está computado o compromisso brasileiro relativo ao setor da siderurgia; e, não foi contabilizado o potencial de mitigaçãode emissão de GEE.6 Base de cálculo foi de 1,56 Mg de CO eq.m-3. 2
    54. 54. Estratégia de Implementação do Plano ABCCIM / GexC.Civil/PR e 17 Ministérios Comissão Executiva NacionalNível Nacional Estratégico Nível Nacional TáticoGrupo Gestor Estadual Seminário deNível Estadual Operacional Sensibilização Reuniões Estaduais Oficinas de Trabalho Plano Estadual ABC
    55. 55. Fórum Brasileiro Lei 12.187 e de Mudanças Climáticas Casa Civil, Decreto 7.390 (PNMC) (FBMC)Ministérios e Sociedade Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação Desmatamento Desmatamento Agricultura Eficiência Carvão na Outros Planos Amazônia Cerrado Energética Siderurgia Setoriais Três eixos de atuação: 1. Fomento das Atividades Produtivas 2. Ordenamento Territorial 3. Monitoramento e Controle
    56. 56. Plano de Ação para Proteção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm)Fonte: Ministério do Meio Ambiente
    57. 57. Plano de Ação para Proteção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) Cronograma de implementação da Teceira Fase do PPCDAm (2012 – 2015) 1 – Elaboração da Árvore de Problemas 2 – Reunião dos 3 sub-grupos: • Fomeno das Atividades Produtivas • Ordenamento Territorial • Monitoramento e Controle 3 – Reuniões com a Sociedade Civil e os governos estaduais 4 – Encontros regionais / workshops nos estados 5 – Consolidação do documento final do PPCDAm
    58. 58. Plano de Ação para Proteção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm)  Terceira Fase do PPCDAM: Árvore de ProblemasFomento das Atividades Produtivas Ordenamento Territorial Monitoramento e Controle
    59. 59. PARÁ: PPCD aprovado em 2009. AMAPÁ: PPCD aprovado em 2010.Redução do desmatamento em 80% com a linha de Compromissos não foram estabelecidosbase de 1996-2005 TOCANTINS:AMAZONAS: PPCD aprovado emPPCD aprovado em 2008. 2009.Redução de 38% até Redução do2010, considerando a média desmatamento ilegalde 1996-2005 (870 entre 2009 e 2014;Km2), redução de 400 Km2 redução entre 75 e 80%em 2012 do desmatamento atée, posteriormente, a 3013 (bioma Amazônia)manutenção da taxa de e 40% até 2020 dodesmatamento até 2020. CerradoACRE: MATO GROSSO:PPCD aprovado em 2009. PPCD aprovado em 2009.Redução do desmatamento Redução de 89% atéem 82% com a linha de base 2020, com base média dede 1996-2005 até 2020, 1996-2005. Redução dasequivalente a uma taxa de áreas desmatadas a zerodesmatamento de 105 km até 2012 RONDÔNIA: PPCD approved in 2009. Reduction of the deforestation gradually until zero deforestation by 2015, starting from 2010
    60. 60. E a Rio+20? Como foi??
    61. 61. A Conferência da Organização das Nações Unidas sobre DesenvolvimentoSustentável (“UNCSD” ou “CONUDS”) -- Rio+20 -- foi focada em dois temas:• Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza• Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentávelA realização da Rio+20 foi uma proposta feita pelo Presidente Lula, para queas nações avaliassem o que foi feito desde a ECO 92, que ocorreu no Rio deJaneiro. O IPAM participou ativamente da Rio+20. Detalhes estão no site: http://ipam.org.br/ipam/ipam-na-rio20
    62. 62. Isso é suficiente? Finalmente chegamos a um acordo internacional para reduzir os gases de efeito estufa!!
    63. 63. Obrigado.Bernhard J. SmidInstituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAMwww.IPAM.org.brTwitter: IPAM_AmazoniaBJSmid@ipam.org.brTwitter: Bsmid
    64. 64. Links importantes:Banco Mundial www.worldbank.orgCarbon Fix Standard www.carbonfix.infoCCB Standard www.climate-standards.orgChicago Climate Exchange www.chicagoclimatex.comIPAM www.ipam.org.brFIP (Banco Mundial) www.climateinvestmentfunds.orgFCPF (Banco Mundial) www.forestcarbonpartnership.orgFundo Amazônia www.fundoamazonia.gov.brGovernors’ Global Climate and Forest Task Force (GCF) www.gcftaskforce.orgIPCCC www.ipccc.intSite geral das Nações Unidas: www.un.orgUNFCCC www.unfccc.orgUNDP www.undp.orgUNEP www.unep.orgUN-REDD www.unredd.orgVCS www.c-v-s.orgPlano Nacional de Mudanças Climáticashttp://www.senado.gov.br/sf/comissoes/CMMC/AP/AP20090519_PNMC_MMA.pdfhttp://revistapesquisa.fapesp.br/2012/02/05/pagar-para-conservar-florestas-reduziria-a-extincao-de-plantas-e-animais/

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