PORTUGUÊS: Ortografia oficial. Acentuação gráfica. Flexão nominal e verbal.  Pronomes: emprego, formas de tratamento e col...
Observaçõesa) Cuidado especial com as palavras derivadas que seguem.tórax – torácico (e não toráxico)fêmur – femoral (e nã...
PARÔNIMOSsão palavras parecidas na grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes.absolver (perdoar, inocentar)  ...
EMPREGO DE CERTAS PALAVRASPORQUE   Usado em motivos, causas e explicações.       Pafúncia não foi à aula porque         (=...
Mais            -   Antônimo de menos.            -        Tem mais (menos) recursos que                -   Sentido aproxi...
COM HIFEN – palavras que iniciam       Anti-higiênico, anti-horário, mini-hotel, sobre-humano,com h                       ...
acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí;2) se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento perman...
SUBSTANTIVOSDefinição tradicional (e suas falhas):Tradicionalmente, o substantivo é definido como vocábulo que designa os ...
Vocábulos Substantivadores1 – os artigos: o, um.2 – os numerais: dois, três,...3 – os pronomes possessivos: meu, teu, seu,...
Pronomes      meu, teu, seu, nosso, vosso, minha, tua, sua, nossa, vossa (mais a flexão depossessivos   plural: meus, minh...
De            muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, etc        int        ens        ida        deDe            sim...
a) Muito, pouco, bastante, tanto, mais, menos e outros podem ser advérbios deintensidade ou pronomes indefinidos.I) São ad...
Abundan o que possui duas ou mais formas equivalente, quase sempre no           te           particípio.                  ...
aquela.)d) Algumas preposições podem introduzir orações reduzidas, que são aquelas que nãoapresentam conjunção e têm o ver...
Flexão de númeroOs nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral, admitem a flexão de número: singular eplural.Ex.: an...
11) Casos especiais:                                      aval − avales e avais                                           ...
Observações    a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha, sem-teto e sem-terra.    - Os sem-terra apreciava...
2) Comparativo          a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou                                        do qu...
Padrão     o VERBO É TRANSITIVO, ou seja, necessita de complemento, e DIRETO, ou seja, nãofrasal II  requer o uso de prepo...
SUJEITO É O TERMO DA ORAÇÃO QUE CONCORDA EM NÚMERO E PESSOA COM O          VERBOSujeito      é aquele que possui um único ...
i   FENÔMEN    Ex.: Choveu a noite toda.            n   OS DA      Ex.: Nevará esta noite na Inglaterra.            e   NA...
IMPERATIVO: ordens, pedidos, conselhos.    Sai daí imediatamente!                                                    Não s...
DICA!!!O tempo verbal FUTURO DO PRETÉRITO (desinência – RIA) é quase sempre utilizado            junto com o PRETÉRITO IMP...
EMPREGO DE PRONOMESCONOSCO/ Usa-se conosco e convosco com verbos que peçam a preposição com.         CO Ex.: Ele saiu cono...
Observaçõesa) Ao pronome de tratamento Vossa Excelência corresponde o adjetivo excelentíssimo.Ao pronome Vossa Senhoria, o...
Observaçõesa) Tudo o que se disse vale para os pronomes invariáveis isto, isso, aquilo.b) Os pronomes demonstrativos podem...
a estrutura (troca o “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, emprega-se o       pronome em mesóclise.   -   Exemplos: “...
Observaçõesa) Quando o verbo está no imperativo afirmativo, ou se usa o vocativo (Pedro), ou se inicia afrase com o verbo....
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  1. 1. PORTUGUÊS: Ortografia oficial. Acentuação gráfica. Flexão nominal e verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Emprego de tempos e modos verbais. Vozes do verbo. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Ocorrência de crase. Pontuação. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). Intelecção de texto. 1. ORTOGRAFIA OFICIALEMPREGO DE LETRASAs letras S, J e Z mantêm-se nas palavras derivadas de outras em camisa – camisetaque elas aparecem laranja – laranjeira cruz – cruzarO sufixo EZA (ou EZ) é usado em substantivos abstratos derivados nobre – nobrezade adjetivos. pálido – palidezO sufixo ESA (ou ISA) é usado na formação de feminino. barão – baronesa poeta – poetisaDepois de EN usa-se X, e não CH. enxoval, enxergar,São exceções: enxutoa) O verbo encher e derivados.b) A palavra enchova (variante de anchova)c) As palavras derivadas de outras grafadas com ch (enchumbar,encharcar etc.)Depois de ditongo usa-se S, X e Ç, e não Z, CH e SS. coisa, lousa, pausaSão exceções: eixo, faixa, queixoa) A palavra caucho e derivadas. eleição, afeição,b) Diminutivos com a consoante de ligação Z (papeizinhos, rejeiçãoaneizinhos etc.)Depois de ME usa-se X, e não CH. mexer, mexerico,São exceções mecha (de cabelo), mechar (derivado de mecha) e mexilhãomechoação.O sufixo IZAR é usado em verbos derivados de nomes. canalizar – de canalObservações: concretizar – de a) Se já houver S no radical, essa letra se conserva. Ex.: concreto pesquisar – de pesquisa ; analisar – de análise suavizar – de suave b) Catequese dá origem a catequizar, com a redução do radical. Se a palavra fosse catequesar, seria, evidentemente, com s.Escrevem-se com S os sufixos OSE e OSO. psicose, hematose, formoso, carinhosoOs derivados do verbo TER formam palavras com Ç. deter – detenção reter – retençãoGrafam-se com SS as palavras derivadas de verbos terminados em emitir – emissãoTIR, quando essa terminação desaparece. omitir – omissão Permitir – permissãoPalavras derivadas de verbos, quando mantêm a vogal temática salvar – salvaçãodeles, grafam-se partir – partiçãocom Ç.Palavra que se deriva de outra com T no radical grafa-se com Ç. cantar – canção optar – opçãoQuando o radical do verbo termina por ND, RG ou RT, suas compreender –derivadas se grafam com S. compreensão aspergir – aspersão converter – conversão Ascender – ascensãoQuando o radical do verbo termina em CED, GRED, PRIM ou MET, conceder – concessãosuas derivadas se grafam com SS. regredir – regressão comprimir –Cuidado! EXCEÇÃO é derivado de EXCETUAR – e não de EXCEDER compressão remeter – remessa
  2. 2. Observaçõesa) Cuidado especial com as palavras derivadas que seguem.tórax – torácico (e não toráxico)fêmur – femoral (e não femural)estender – extensão (e não estensão)discreto – discrição (e não discreção)b) Em português há muitas formas variantes legítimas, às vezes quase desconhecidas.Veja algumas importantes.aluguel ou aluguer - assobiar ou assoviar - bêbado ou bêbedo - cãibra ou câimbra -champanha ou champanhe - chimpanzé ou chipanzé - quociente ou cociente - coisa ou cousa- flauta ou frauta - flecha ou frecha - floco ou froco - germe ou gérmen - louro ou loiro -marimbondo ou maribondo - neblina ou nebrina - percentagem ou porcentagem - quatorze oucatorze - quota ou cota - quotidiano ou cotidiano - rastro ou rasto - registrar ou registar -taberna ou tavernac) Veja a grafia correta de determinadas palavras. Não se trata de formas variantes.caramanchão e não carramanchãodisenteria e não desinteriaempecilho e não impecilhoestrambótico e não estrambólicometeorologia e não metereologiamuçulmano e não mulçumanoprivilégio e não previlégioSEPARAÇÃO SILÁBICA – CuriosidadesSeparam-se as letras r e s dos prefixos quando a palavra a que eles se ligam começa porvogal.Ex.: su-pe-ra-bun-dan-te, bi-sa-vôMas: su-per-mer-ca-do, bis-ne-toSepara-se a letra b do prefixo sub quando a palavra a que ele se liga começa por vogal.Ex.: su-ba-é-reo, su-bo-fi-ci-alMas: sub-se-ção, sub-te-nen-teNa palavra sublinhar, sub está seguido da consoante l. Há uma tendência a pronunciar bl,tendência essa que leva a pessoa a não separar o grupo, o que é errado, pois l é consoante.Veja a separação: sub-li-nhar.A palavra abrupto (e derivados) deveria ter hífen, pela regra ortográfica: ab-rupto. Se assimfosse, o hífen se manteria na divisão silábica. Em virtude dessa anomalia, o falante passou apronunciar bru, o que leva a erro de divisão silábica. Veja a separação da palavra: ab-rup-to.Sendo essa, na realidade, a pronúncia adequada.Nos grupos do tipo ia, io, ua, uo etc. (primeiro o i ou o u), se um dos elementos vocálicos fortônico, separa-se, pois se trata de hiato; caso contrário, temos ditongo, que é inseparável. É ocaso de secretária e secretaria.PALAVRAS PRIMITIVASA palavra derivada costuma conservar a grafia da palavra primitivaQuando a primitiva já apresenta a letra s ela é mantida na derivadaEx.: pai – paizinho; país – paisinhoDescendente – verbo descender (ligação com verbo descer) – Ex.: Trajetório descendente(que desce, decresce)Exceções: estender – extensão, catequese – catequizar; dispêndio - despenderNormalmente se usa x após en Exceção: encher – primitiva: cheioEx.: enxuto, enxovalhar. encharcado – primitiva: charcoDiscricionário Discricionariedade ou DiscricionaridadeSério SeriedadeSolidário SolidariedadeSócio SociedadeSóbrio SobriedadeHomogêneo HomogeneidadeCorpóreo CorporeidadeIdôneo IdoneidadeContemporâneo ContemporaneidadeInstantâneo InstantaneidadeEspontâneo Espontaneidade
  3. 3. PARÔNIMOSsão palavras parecidas na grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes.absolver (perdoar, inocentar) absorver (sorver, aspirar)Aferir (medir) Auferir (ganhar, obter)arrear (pôr arreios) amar (descer, cair)cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (saudação)comprimento (extensão) cumprimento (saudação)descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência)descriminar (tirar a culpa, inocentar, retirar discriminar (segregar, separar, distinguir,a criminalidade) discernir, distinguir)despensa (onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar)emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país)eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer)esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado)estada (permanência de pessoal) estadia (permanência de veículos)espectador (é o que vê ou testemunha expectador (é o que está na expectativa)certos atos (ou programas de televisão))flagrante (evidente) fragrante (perfumado)fusível (o que funde) fuzil (arma)imergir (afundar) emergir (vir a tona)inflação (alta de preços) infração (violação)infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar)mandado (ordem judicial) mandato (procuração)Ratificar (confirmar) Retificar (corrigir)recrear (divertir, alegrar) recriar (criar novamente)sortir (abastecer) surtir (produzir efeito)tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal)vadear (atravessar a vau) vadiar (andar ociosamente)vultoso (volumoso) vultuoso (atacado de congestão na face)HOMÔNIMOSsão palavras que têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes.acender (pôr fogo) ascender (subiracento (símbolo gráfico) assento (lugar onde se senta)apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido)bucho (estômago) buxo (arbusto)caçar (capturar animal) cassar (tornar sem efeito)cela (pequeno quarto) sela (arreio)censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo)cerrar (fechar) serrar (cortar)chá (bebida) xá (antigo soberano do irã)cheque (ordem de pagamento) xeque (lance de jogo de xadrez)concertar (ajustar, combinar) consertar (corrigir, reparar)Contenção (Ato de Contender (lutar, brigar, Contensão (esforço ou tensão consideráveis)...) ou ato ou efeito de conter (com maisesforço para conter despesasimprodutivas)coser (costurar) cozer (preparar alimentos)esperto (inteligente, perspicaz) experto (experiente, perito)estrato (camada) extrato (o que se extrai de )incerto (impreciso) inserto (introduzido, inserido)incipiente (principiante) insipiente (ignorante)ruço (pardacento, grisalho) russo (natural da rússia)são (sadio, adjetivo) são (verbo, ser)tachar (atribuir defeito a) taxar (fixar taxa)
  4. 4. EMPREGO DE CERTAS PALAVRASPORQUE Usado em motivos, causas e explicações. Pafúncia não foi à aula porque (= pois) estava doente. Obs.: Trata-se da conjunção subordinativa Acertou todas as questões porque é causal (primeiro exemplo) ou da muito inteligente. (Acertou todas as conjunção coordenativa explicativa questões pois é muito inteligente) (segundo exemplo). = PARA QUE Procurou ajuda porque o vizinho fosse Obs.: Trata-se da conjunção subordinativa salvo. (Procurou ajuda para que o final, pouco usada hoje em dia. vizinho fosse salvo)PORQUÊ Geralmente precedido de artigo, Não sei o porquê de ela não ter ido à pronome, etc... aula. Obs.: Trata-se de um substantivo.POR QUÊ = POR QUE RAZÃO (final de frase ou Ela não foi à aula por quê? oração).POR QUE Equivalente a pelo(s) qual(is), pela(s) Esta é a estrada por que passam qual(is), por qual. cinco mil carros todos os dias. Obs.: Trata-se do pronome relativo que A causa por que lutávamos era justa. antecedido pela preposição por, que o (A causa pela qual lutávamos era verbo exige. justa) Equivalente a por que motivo, por que Quero saber por que Pafúncia não foi razão. No início ou meio da frase à aula. Obs.: Trata-se de um advérbio Não sei por que a casa está suja. interrogativo de causa. (Não sei por que motivo a casa está suja) Quando a oração começada pelo que Ansiava por que todos se pode ser substituída por isto. entendessem. (Ansiava por isto) Obs.: Trata-se da conjunção integrante que antecedida pela preposição por, exigida pelo verbo da primeira oração.A fim de Com vontadeAfim Afinidade, grau de parentescoCerca de aproximadamenteHá cerca indicação de tempo decorrido  “há Não o vejo há cerca de (háde aproximadamente”, sendo esse há o aproximadamente) dois meses. verbo haver indicando tempo ou Aqui há cerca de (há/existem significando existir. aproximadamente) cem pessoas.A cerca a preposição “a” precede a expressão O homem ficou a cerca de (ade por indicar distância, ou tempo futuro aproximadamente) duzentos metros. aproximado  “a aproximadamente”acerca “Sobre”, “a respeito de”, “relativamente” Não conversavam acerca (a respeito)de de religião.“Eles saíram de casa há cerca de (tempo) uma hora em direção à fazenda que fica a cercade (distância) 30 km de São Paulo. Tenho minhas dúvidas acerca do (sobre) tempo quelevarão para chegar lá, já que a estrada está em péssimas condições.”Tampouc Equivale a “também não”. Não canta, tampouco (também não)o faz poesia.tão Trata-se do advérbio tão mais o Estudou tão pouco que nadapouco advérbio ou pronome pouco. aprendeu. Ganhou tão pouco dinheiro que acabou desistindo.Mau O contrário de bom. Era um mau negócio. (Era um bom negócio)Mal Em todos os outros casos: - Ele canta mal. (Ele canta bem) - Antônimo de bem. - Mal (Assim que) começou a chuva, - Sinônimo de assim que eles entraram. - Sinônimo de quase não. - Está tão fraco que mal (quase não) dá para ficar em pé.
  5. 5. Mais - Antônimo de menos. - Tem mais (menos) recursos que - Sentido aproximado de jamais. você. - Não quero mais (jamais) falar sobre isso.Mas - Sinônimo de porém. - Foi à cidade, mas (porém) não - Na correlação não só...mas resolveu o problema. também = e. - Não só trabalha, mas também se diverte. (Trabalha e se diverte).Más - Antônimo de boas. - Não andava em más (boas) companhias.Sob - Embaixo de - O cachorro ficou sob a mesa. - Na dependência de autoridade - Estávamos sob uma terrível - De acordo com ditadura. - A partir de - Só usa roupas sob medida. - Envolvido, influenciado - Analisei o caso sob novo ângulo. - Durante - Vivia sob grande tensão. - Tudo se passou sob o governo de D. Pedro II.Sobre - Acima de - A escova estava sobre uma cadeira. - A respeito de - Naquela época, não se conversava - De encontro a sobre política. - Além de - A luz incidiu sobre a parede. - Por causa de - Já estava sobre os cinqüenta anos. - Em relação de dominância - Orgulhava-se sobre sua vida de - Após conquistas. Exerce influência benigna sobre os jovens. Subiu a escadaria degrau sobre degrau.Há - É o verbo haver. - Há pessoas na sala. (existem) - Idéia de existir - Ele saiu há pouco. (faz; idéia de - Idéia de tempo decorrido – faz tempo decorrido)A - Como preposição, costuma - Daqui a pouco, sairei. (não equivale confundir-se com o verbo haver a faz; é idéia de futuro) (há)À - Fusão da preposição a com outro - Irei à feira. (Irei a a feira) a (artigo ou pronome).ARTIGO “a” X PREPOSIÇÃO ”a”O artigo sempre acompanha o substantivo. O artigo feminino “A” só pode existir, portanto,antes de um substantivo feminino singular (expresso ou elíptico). Em todos os demais casos,o A será preposição:Entreguei A carta A ela, que se pôs A chorar.CONSOANTES MUDASCUIDADO! com algumas palavras especiais: - AFICIONADO (tem apenas um “c” – formalmente, não existe “aficcionado”) - ABRUPTO , OPTAR (cuidado na conjugação do verbo, em que a letra “p” é muda – eu opto, tu optas...) - Outras (e suas derivadas) facultam a colocação da letra muda – CONTA(C)TO, INFE(C)ÇÃO, CORRU(P)ÇÃO, - A(C)CESSÍVEL (com o “c” dobrado, pronuncia-se <cs>), como o “x” de táxi). - Outra palavra perigosa é “CARÁTER”. O plural correspondente busca em sua origem latina a grafia CARACTERES (“Aquele rapaz é um mau caráter. Aqueles rapazes são uns maus caracteres”).TREMA – NOVA ORTOGRAFIANão se usa mais trema quando o u for pronunciado, exceto em palavras estrageiras, porexemplo, MüllerHIFEN – NOVA ORTOGRAFIA
  6. 6. COM HIFEN – palavras que iniciam Anti-higiênico, anti-horário, mini-hotel, sobre-humano,com h super-homem, ultra-humanoCOM HIFEN – terminado por vogal Contra-ataque, re-escrever, anti-inflamatório, semi-+ vogal igual integral, micro-ondas, auto-observação, extra-abdominalSEM HIFEN – terminado por vogal Autoestrada, agroindustrial, anteontem, extraoficial,+ vogal diferente coautor, infraestrutura, semianalfabetoSEM HIFEN –terminado em vogal Antessala, contrassenso, minissaia, ultrassom,+ S ou R, duplica-se a consoante antissocial, antirracista, antirrugas, sobressaia, contrarregrasCOM HIFEN – terminado com Inter-racial, hiper-resistente, super-romântico, sub-consoante + mesma consoante bibliotecárioSEM HIFEN – nos demais casos Hipermercado, intermunicipal, superinteressanteCOM HIFEN – prefixo, CIRCUM ou Circum-adjacente, circum-navegação, pan-americano,PAN + vogal M, N pan-europeuSEM HIFEN – terminado por Hiperativo, interescolar, hipereconômico,consoante + vogal supereconômico, superaquecimento, interaçãoCOM HIFEN – palavras com Sem-terra, recém,nascido, sem-vergonha, pré-datado,pseudo prefixos  RECÉM, ALÉM, pós-graduado, ex-presidente, recém-casados, pré-AQUÉM, SEM, PÓS, PRÉ, EX, VICE vestibularSEM HIFEN – quando não se tem a Madressilva, girassol, mandachuva, paraquedas,noção de que a palavra é paraventocompostaCOM HIFEN – para ligar Ponte Rio-Niterói, Eixo Rio-São Paulo, Relação Professor-encadeamentos vocabulares aluno, Distância Porto Alegre-BrasíliaCOM HIFEN – advérbio NÃO + Não-comparecimento, não-presença, não-pagamentosubstantivo, (quando for igual aIN)COM HIFEN – BEM ou MAL + Vogal Bem-estar, bem-aventurado, bem-humorado, mal-estar,ou h mal-aventurado, mal-humoradoPara clareza, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavrascoincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. 2. ACENTUAÇÃO GRÁFICAMonossílabas Terminadas em a(s), e(s), o(s) Cá, pé, pó, rés, pásOxítonas Terminadas em a(s), e(s), o(s) em Café, refém, reféns, sabiá (ens)Paroxítonas Não terminadas em a(s), e(s), o(s) Hífen, hifens, biquíni, fácil, fênix em (ens) Terminadas em Ditongo Glória, indivíduos, sábia, concordância CrescenteProparoxíton Todas são acentuadas Fósforo, matemáticaasHiato “i” e “u” sozinhos ou com s, não Piauí, raízes, juízes, fluído (verbo fluir), seguido de nh. (VER EXCEÇÃO NA fluido NOVA ORT)OBS.: Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (V.O.L.P.), que tem força delei no Brasil, a acentuação dos ditongos é classificada na regra dos proparoxítonos (sé-ri-e /vi-tó-ri-a) e os monossílabos são classificados na mesma regra dos oxítonos.NOVA ORTOGRAFIA – ACENTUAÇÃONão se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói Estreio, geleia, heroico, ideia,das palavras paroxítonas (palavras que têm acento jiboia, joia, odisseiatônico na penúltima sílaba).Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a seracentuadas as palavras oxítonas e os monossílabos tônicos terminados em éis e ói(s).Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis etc.Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no Baiuca, bocaiuva, cauila, feiurai e no u tônicos quando vierem depois de um ditongodecrescente.Atenção:1) se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o
  7. 7. acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí;2) se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos:guaíba, Guaíra.Não se usa mais o acento das Abençoo, (verbo crer) creem, (verbo dar) deem, (verbopalavras terminadas em êem e doar) dôo, enjoo, (verbo ler) leemôo(s).Não se usa mais o acento pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) ediferencial nas seguintes pêra/pera.palavras:Atenção!• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder(pretérito perfeito do indicativo), na 3.ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente doindicativo, na 3.ª pessoa do singular.Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verboster e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, adviretc.).Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Emalguns casos, o uso doacento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles)arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu compostoredarguir.6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar,averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitemduas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo etambém do imperativo.Veja:a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que asoutras):• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.CLASSES DE PALAVRAS E SEU EMPREGOCLASSES DE PALAVRASPalavras variáveis (tem flexão) Palavras invariáveis (não têm flexão)substantivos Advérbiosadjetivos Preposiçõesartigos Conjunçõesverbos interjeiçõespronomesnumerais1) Classes básicas: substantivo e verbo.2) Classes dependentes: - do substantivo: artigo, pronome adjetivo, numeral e adjetivo. - do verbo: advérbio.3) Palavras de ligação: preposição (ligam palavras) e conjunção (ligam orações)4) Interjeição
  8. 8. SUBSTANTIVOSDefinição tradicional (e suas falhas):Tradicionalmente, o substantivo é definido como vocábulo que designa os seres (pessoas,animais ou coisas): TIJOLO, FLORESTA, PINGÜIM, etc. Contudo, também pode designarQUALIDADE (honradez, lealdade) ou AÇÕES (subtração, viagem, assessoramento). Ora, issoleva muitos alunos a confundirem esses substantivos de qualidades com o ADJETIVO(“palavra que exprime qualidade”) e os de ação com os VERBOS (“palavra que designaação”). Nesse caso, você deverá ficar atento para as características que vamos examinar noquadro a seguir.Características Flexionais: a) flexionam-se em gênero e número: PROFESSOR/ PROFESSORA ; PROFESSORES/ PROFESSORAS b) flexionam-se apenas em número: CASA/ CASAS ; ANIMAL/ ANIMAIS c) apresentam uma única forma (muito raros): PIRES – LÁPIS – ALFERES – ÓCULOSADJETIVOFUNÇÃO: Todo adjetivo exprime uma qualidade ATRIBUÍVEL a um SUBSTANTIVO: pacotePESADO, besouro VERDE, gado GORDO, voz TERRÍVEL, etc.POSIÇÃO: Por isso mesmo, sua posição habitual (mas não obrigatória) é À DIREITA DE UMSUBSTANTIVO.Características FlexionaisO adjetivo é obrigado a concordar em gênero (masc. ou fem.) e número (sing. ou plural) como substantivo a que se refere.(a) adjetivos quadriformes (marcam o gênero e o número)livro MODERNO - livros MODERNOS ; obra MODERNA - obras MODERNAS(b) adjetivos biformes (só marcam o número)olhar / voz } DOCE - olhares / vozes } DOCES(c) adjetivos uniformesproblema / problemas } SIMPLES ; questão / questões } SIMPLESCaracterísticas MorfológicasSe examinarmos os advérbios em – MENTE, veremos que todos eles são formados com aseguinte fórmula:ADJETIVOS + MENTEEstranhaSolene + MENTEFraternalBelaEsse fato pode ser útil como uma forma de testagem, nos casos em que houver dúvida se umvocábulo é adjetivo ou substantivo. Experimente.LOCUÇÃO ADJETIVAGrupo de palavras com valor de um adjetivo.Ex.: dia de festa = festivo - amor de mãe = materno - água da chuva = pluvial -formato de círculo = circularPALAVRA DE VALOR ADJETIVONão é adjetivo, classe gramatical. Ter valor adjetivo é, simplesmente, acompanharsubstantivo.Ex.: O animal. Meu livro. Segunda prestação. Bom menino.As quatro palavras destacadas têm valor adjetivo, porque acompanham substantivos. Porémsó bom é adjetivo. As outras são, respectivamente, artigo, pronome, numeral.Vocábulos substantivadosUm importante mecanismo em nossa língua é a possibilidade de transformar em substantivoqualquer vocábulo das outras nove classes:Adjetivo: Um estudioso em assuntos estratégicos.Numeral: Neste baralho faltam os noves.Verbo: No romper da aurora.Pronome: O que queres dizer com este nós?Advérbio: O que nos reserva o amanhã?E assim por diante. Essa substantivação é assinalada por vocábulos especiais, que costumam ficar à esquerda de um substantivo:
  9. 9. Vocábulos Substantivadores1 – os artigos: o, um.2 – os numerais: dois, três,...3 – os pronomes possessivos: meu, teu, seu,...4 – alguns pronomes demonstrativos: este, esse, aquele.5 – alguns pronomes indefinidos: todo, outro, cada, muito.PRONOMESPronomes são os que, sozinhos, podem representar funções sintáticas desempenhadas pelos substantivos (sujeito, objeto, etc.). Ele tem as mesmas funções sintáticas do substantivo. - Alguém chamou. Nada aconteceu. Já descobri tudo.Pronomes São os que não podem ser empregados sozinhos; sempre deverão acompanhar um substantivo, com o qual, muitas vezes, concordam em gênero e número. Ele é sempre um adjunto adnominal, como se vê na análise sintática. - Esta casa. Outros alunos. Muita gente. Quaisquer pessoasPronomes I) Retos: os que atuam como sujeito ou, mais raramente, predicativo (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas). Ex.: Ele fez a prova.São sempre Obs.: Somente eu e tu são sempre retos. Os outros podem ser retos ou oblíquos. II) Oblíquos: os que atuam como objetos ou adjuntos. Podem ser:  átonos: os que não são precedidos de preposição (me, te, o, a, lhe, nos e vos);  tônicos: os precedidos de preposição (mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, nós, conosco, vós, convosco).  reflexivos: os que indicam que o sujeito pratica e sofre a ação verbal (me, te, se, si, consigo, nos e vos). Se, si e consigo são sempre reflexivos; os outros podem ser simples pronomes átonos. - Ela conversou com a colega. (pronome pessoal reto) - Falei com ela sobre isso. (pronome pessoal oblíquo tônico) - Disseram-me a verdade. (pronome pessoal oblíquo átono) - Eu me machuquei. (pronome pessoal oblíquo reflexivo)Pronomes III) De tratamento: são pronomes especiais usados no relacionamento social, de acordo com as circunstâncias e necessidades. Eis os mais importantes:São sempre Vossa Alteza (V.A) − para príncipes, duques e arquiduques.pronomes Vossa Eminência (V.Emª) − para cardeais.substantivos Vossa Excelência (V.Exª) − para autoridades do governo; altas patentes militares; bispos e arcebispos. Vossa Magnificência (V.Magª) − para reitores de universidades. Vossa Majestade (V.M.) − para reis. Vossa Santidade (V.S.) − para os papas Vossa Senhoria (V.Sª) − para oficiais até coronel; funcionários graduados; na linguagem comercial.Observaçõesa) Às vezes, aparece Sua, no lugar de Vossa. Com Sua, a referência é a alguém de quem seestá falando; com Vossa, à própria pessoa com quem se fala.Ex.: Sua Excelência, o prefeito, estará presente.Vossa Excelência tem uma reunião marcada para amanhã.b) O pronome oblíquo o (e flexões) pode sofrer alterações gráficas e fonéticas. Isso ocorre emduas situações:I) Quando o verbo termina em r, s ou z: o pronome passa a lo, com a queda dessas letras.Ex.: vender + o = vendê-lo - amemos + o = amemo-lo - fiz + o = fi-loII) Quando o verbo termina em m ou ditongo nasal: o pronome passa a no. Ex.: alugaram +o = alugaram-no - dão + o = dão-no
  10. 10. Pronomes meu, teu, seu, nosso, vosso, minha, tua, sua, nossa, vossa (mais a flexão depossessivos plural: meus, minhas etc.). São sempre pronomes possessivos, com exceção de nossa, que pode aparecer como interjeição: nossa! Vossa e sua podem também fazer parte de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria, Sua Excelência. - Meu amigo está confiante. - Encontrei nossa mãe no supermercado.Pronomes este, esse, aquele, esta, essa, aquela (e as formas do plural). Além desses,demonstrati que são os tradicionais, podem ser demonstrativos o, a, tal, semelhante,vos mesmo e próprio. - O que falei estava correto. (aquilo) - Tal idéia me desagrada. (essa) - Não entendi semelhante proposta (esta) Obs.: Podem ser considerados demonstrativos os pronomes mesmo e próprio que aparecem em frases do tipo “Ela mesma fez a comida” e “Ela fez a mesma comida”.Pronomes I) Variáveis: algum, nenhum, muito, pouco, todo, certo, bastante etc.indefinidos - Algum dia lhe contarei. - Tive muitas oportunidades. Obs.: Na parte dos advérbios, veremos que várias palavras, como muito e bastante, podem ser advérbios de intensidade ou pronomes indefinidos, dependendo da frase. II) Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, cada etc. - Encontrei alguém naquela casa. Tudo já foi esquecido.Pronomes Fundamentais para quem faz concursos públicos. São pronomes que têm umRelativos antecedente (normalmente substantivo ou pronome substantivo), que eles substituem em sua oração. I) São sempre relativos: o qual (e flexões) e cujo (e flexões). - Meu pai, o qual me ensinou muito, é meu grande amigo. - O livro cujo autor conheci ontem está esgotado. II) Podem ser relativos (quando equivalem a o qual e flexões): que, quem, onde, como, quando e quanto. - Perdi o caderno que me deste. (o qual me deste) - A rua onde nos conhecemos é arborizada. (na qual nos conhecemos) - A pessoa a quem pedi ajuda seguiu adiante.(à qual pedi ajuda) Obs.: No terceiro exemplo, aparece, antes do quem, a preposição a, exigida pelo verbo pedi. É um problema de regência, o qual estudaremos na lição correspondente.Pronomes quem?, que? (ou o que?), qual?, quanto? - Qual foi o resultado? - Não sei qual foi o resultado. Na primeira frase, temos uma interrogação direta (com o ponto de interrogação presente); na segunda, uma interrogação indireta. Note que o qual é o mesmo, apenas, na segunda, apareceu antes dele um verbo, o que tornou a frase uma afirmação. Nas duas situações, qual é considerado pronome interrogativo.Locução pronominalDuas ou mais palavras com valor de pronome. - Cada um fará sua parte. - Pedirei a cada qual uma opinião.Nos dois exemplos, temos locuções pronominais indefinidas.ADVÉRBIOO advérbio é um modificador do verbo, exprimindo circunstâncias em que a ação ocorre(tempo, lugar, modo, etc.). Ex.: Ele escreveu ONTEM. - Deixei o livro AQUI.Os advérbios de intensidade podem, também, reforçar o sentido de um adjetivo ou mesmo deum outro advérbio.O vento era MUITO forte. - Ele nada MUITO bem.De tempo ontem, hoje, amanhã, antes, logo, depois, agora, cedo, tarde, outrora, etc.De lugar aqui, ali, lá, longe, perto, distante, além, atrás, fora, etc.
  11. 11. De muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, etc int ens ida deDe sim, certamente, realmente, deveras, etc.afirmaçãoDe não, nunca, jamais.negaçãoDe dúvida talvez, quiçá, provavelmente, acaso, etc.De modo bem, mal, devagar, depressa e muitos outros com o sufixo – mente: educadamente, raramente, brevemente, etc.ADVÉRBIOS INTERROGATIVOSDe lugar: onde? Onde está o material? Ignoro onde está o material.De tempo: quando? Quando virá o cientista? Não sei quando virá o cientista.De modo: como? Como aconteceu o acidente? Desconhecemos como aconteceu o acidente.De preço ou valor: Quanto custa o aparelho? Não me disseram quanto custa oquanto? aparelho.De causa: por que? Por que ele faltou? Explique-me por que ele faltou.Observaçõesa) Nos quatro exemplos, aparecem interrogações diretas e indiretas. Veja o que foi dito noitem “pronomes interrogativos”.b) Por que, na realidade, é uma locução adverbial de causa.LOCUÇÃO ADVERBIALDuas ou mais palavras com valor de um advérbio. Os sete advérbios estudados podem vir emforma de locução. - Estudaram à noite. (locução adverbial de tempo) - Ficaram atrás da porta. (locução adverbial de lugar)Mas existem locuções que nunca se expressam por um único advérbio. Vejamos as maisimportantes.De causa Tremia de frioDe meio Iremos de navio.De instrumento Cortou-se com a lâmina.De condição As feras não vivem sem carne.De concessão Foi à praia apesar do temporal.Obs.: Ocorre quando há uma oposição em relação aoverbo. Não se vai, normalmente, à praia em dia detemporal.De conformidade Agiu conforme a situação.Ex.: Ocorre quando há uma idéia de acordo.De assunto Conversaram sobre a situação.De fim ou finalidade Sempre viveu para o estudo.De companhia Saiu com o pai.Observações
  12. 12. a) Muito, pouco, bastante, tanto, mais, menos e outros podem ser advérbios deintensidade ou pronomes indefinidos.I) São advérbios quando modificam um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. - Eles falavam bastante.II) São pronome indefinidos quando acompanham substantivos. - Tenho bastantes livros. - Recebi muito apoio. - Ganhei mais revistas do que ele.As palavras bastantes, muito e mais são pronomes adjetivos indefinidos, porqueacompanham os substantivos livros, apoio e revistas.b) A palavra bem pode ser advérbio de intensidade ou de modo. - Ele fala bem. (advérbio de modo) - Ele está bem cansado. (advérbio de intensidade)c) As palavras derivadas terminadas em mente são sempre advérbios. - Antigamente se lia menos. (advérbio de tempo) - Andavam tranqüilamente pela praia. (advérbio de modo) - Irei certamente à noite. (advérbio de afirmação)d) Nunca e jamais são advérbios de tempo.Ex.: Jamais farei isso. (Em momento algum farei isso.)ADJETIVOS X ADVÉRBIOSÉ comum usarmos o adjetivo MASCULINO como um advérbio. Ex.: Ele fala ALTO. - Ele chutaFORTE.É fácil distingui-lo do verdadeiro adjetivo, se você recordar sempre este princípio:- ADJETIVOS SÃO PALAVRAS VARIÁVEIS- ADVÉRBIOS SÃO PALAVRAS INVARIÁVEISFlexionando as demais palavras da frase, você vai poder verificar se o termo é ou nãoadjetivo:- Ele fala ALTO. Eles falam ALTO. } ADVÉRBIO- Ele é ALTO. Eles são ALTOS. } ADJETIVOVERBO - Palavra que exprime ação, estado ou fenômeno e admite flexão de tempo, modo,pessoa, número e voz.Ex.: andar: ando, andei, andassem; ser: sou, era, fomos; chover: chovia, chovera, choveráClassific Regular: o que não sofre alteração no cantar − radical: cantação radical e nas terminações. canto, cantas, canta; cantei, cantaste, cantou Irregular o que sofre alterações. dizer − radical: diz digo, dizes, diz; disse, disseste, disse Principal o mais importante da locução Estou trabalhando verbal; é sempre o último do Quero trabalhar. grupo Auxiliar o que ajuda o principal a ser Temos estudado. conjugado; é sempre o Quero sair. primeiro Defectiv o que não se conjuga em todas as pessoas, tempos ou modos. o Veja, a seguir, alguns verbos defectivos importantes para concursos. abolir, colorir, banir, extorquir, demolir: Pres. ind.: aboles, abole, abolimos, não possuem a 1ª p.s. do presente do abolis, abolem indicativo; não se conjugam no presente Pres. subj.: não há do subjuntivo. Obs.: São completos em todas as formas do passado e do futuro. reaver, precaver-se, falir, remir, Pres. ind.: reavemos, reaveis adequar: só possuem a 1ª e a 2ª Pres. subj.: não há pessoas do plural do presente do Obs.: São completos em todas as indicativo; não se conjugam no presente formas do passado e do futuro. do subjuntivo. acontecer, ocorrer, doer, prazer: só dói, doem; doía, doíam; doesse, possuem a 3ª pessoa, tanto do singular doessem; doa, doam como do plural, em todos os tempos, inclusive no presente do subjuntivo.
  13. 13. Abundan o que possui duas ou mais formas equivalente, quase sempre no te particípio. São abundantes: a) No particípio b) No presente do indicativo acender − acendido e aceso haver − havemos (ou hemos), haveis fritar − fritado e frito (ou heis) expulsar − expulsado e expulso construir (e destruir) − construis (ou matar − matado e morto constróis), construi (ou constrói), pagar – pagado e pago construem (ou constroem) aceitar − aceitado, aceito e aceite entupir (e desentupir) − entupes (ou ganhar − ganhado e ganho entopes), entupe (ou entope), entupem (ou entopem) Anômalo verbo formado por mais de ser: sou, és, fui um radical; só há dois verbos ir: vou, fui anômalos: ser e ir.Formas nominaisSão o infinitivo, o gerúndio e o particípio. Recebem esse nome porque equivalem, em certascircunstâncias, respectivamente, ao substantivo, ao advérbio e ao adjetivo.Ex.: Formas nominais de cantar:infinitivo − cantargerúndio − cantandoparticípio − cantadoFormas rizotônica e arrizotônica1) Rizotônica: quando a vogal tônica está no radical.Ex.: choro, precisas, gritam2) Arrizotônica: quando a vogal tônica está fora do radical.Ex.: lutamos, chegassem, corrermosConjugaçõesSão três as conjugações, dependendo da vogal do infinitivo, chamada temática.1) Primeira conjugação: quando a vogal temática é a. -- Ex.: louvar2) Segunda conjugação: quando a vogal temática é e. -- Ex.: chover3) Terceira conjugação: quando a vogal temática é i. -- Ex.: sorrirObs.: O verbo pôr (e derivados) pertence á segunda conjugação, mas sua vogal temática nãoaparece no infinitivo; apresenta-se, como ocorre com todos os verbos, durante suaconjugação. Ex.: pões, pusesse, puserPREPOSIÇÃOÉ a palavra que liga duas outras na frase.Ex.: Preciso de ajuda.Preposições simples ou essenciaisa, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre etrás. - Ele foi até a fonte. Ficamos em Petrópolis. Estava sob o balcão.Observaçõesa) A palavra a pode ser várias coisas. - A camisa está limpa. (artigo definido) - Deixei-a ali. (pronome pessoal oblíquo átono) - A que ele fez é bem melhor. (pronome demonstrativo) - Referiu-se a ela. (preposição)b) Trás parece em raras expressões. - Ano trás ano, continuava confiante.c) Algumas preposições podem se unir a outras palavras, constituindo combinações oucontrações. - Morava na casa da frente. ( na − preposição em + artigo definido a.) (da − preposição de + artigo definido a.) - Esqueceu-se do que fora fazer ali. ( do − preposição de mais pronome demonstrativo o.) - Donde vens? (donde − preposição de mais advérbio onde.)- Naquela tarde, tudo estava calmo. (naquela − preposição em mais pronome demonstrativo
  14. 14. aquela.)d) Algumas preposições podem introduzir orações reduzidas, que são aquelas que nãoapresentam conjunção e têm o verbo numa forma nominal. - Apresentou-se para trabalhar. - Estava certo de ser aprovado.Preposições acidentaisPalavras de outras classes que, em situações especiais, funcionam como preposições. - Tenho que sair.Outras preposições acidentais: durante, conforme, segundo, como, salvo, fora etc.Locuções prepositivasGrupos de palavras que funcionam como preposições. Terminam por uma preposição simples. - Estava à beira de um precipício.Outras locuções prepositivas: à frente de, à procura de, a respeito de, à mercê de, à sombrade, a par de, apesar de, graças a, de acordo com etc.CONJUNÇÃOPalavra que liga duas orações. As conjunções podem ser:1) coordenativas: quando ligam duas orações coordenadas. - Saí cedo e visitei meus avós.2) subordinativas: quando ligam uma subordinada à sua principal. - Espero que não haja problemas.Locução conjuntivaDuas ou mais palavras com valor de conjunção. - Seremos felizes à proporção que nos tornarmos melhores.Observaçõesa) As conjunções e, ou e nem podem, em certos casos, ligar duas palavras. - Comprarei uma casa ou um apartamento.b) Estudaremos com detalhes as conjunções na lição sobre classificação das orações.INTERJEIÇÃOPalavra com que transmitimos, geralmente de maneira espontânea, as nossas emoções. - Ai! Queimei o dedo!Outras interjeições: puxa!, bis!, oh!, caramba!, nossa!Locuções interjectivasDuas ou mais palavras com valor de interjeição. - Ora bolas! Você não deu o recado?!PALAVRA DENOTATIVAHá palavras semelhantes aos advérbios, mas que não constituem circunstâncias verbais. Sãoas chamadas palavras denotativas. Veja algumas importantes.1) De designação: eis.2) De exclusão: exceto, salvo, menos, só, somente, apenas, exclusive etc.3) De explicação: a saber, por exemplo etc.4) De inclusão: além disso, até, também, inclusive, ainda etc.5) De retificação: aliás, ou melhor, isto é etc.Observações finaisa) São considerados invariáveis os advérbios, as conjunções, as preposições e as interjeições.No entanto, como veremos em concordância nominal, alguns advérbios admitem flexão.b) As preposições, as conjunções e as interjeições, bem como as palavras denotativas, nãodesempenham função sintática.c) Existem classificações gramaticais especiais como partícula apassivadora, parteintegrante do verbo etc., que veremos em outras lições. 3. FLEXÃO NOMINAL
  15. 15. Flexão de númeroOs nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral, admitem a flexão de número: singular eplural.Ex.: animal − animaisPalavras simples1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S. Ex.: ponte − pontes bonito − bonitos2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES. Ex.: éter − éteresObs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: avestruz − avestruzesquaisquer.3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES. Ex.: ananás − ananases,Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis.Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus4) Palavras terminadas em IL: a) átono: trocam IL por EIS. Ex.: fóssil − fósseis b) tônico: trocam L por S. Ex.: funil − funis5) Palavras terminadas em EL: a) átono: plural em EIS. Ex.: nível − níveis b) tônico: plural em ÉIS. Ex.: carretel − carretéis6) Palavras terminadas em X são invariáveis. Ex.: o clímax − os clímax7) Há palavras cuja sílaba tônica avança. Ex.: júnior − juniores; caráter −Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere caracteresquanto de caráter.8) Palavras terminadas em ÃO - ões: balões, corações, grilhões,Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES. melões, gaviões. - ãs: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o plural em ÃOS. - ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães - õs ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos, anões/anãos - ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/guardiães, cirugiões/cirurgiães - ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/ermitãos/ermitães9) Plural dos diminutivos com a letra z Ex.: coraçãozinhoColoca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta- corações → coraçõe →se zinhos (ou zinhas). coraçõezinhos azulzinha azuis → azui → azuizinhas10) Plural com metafonia (ô → ó) Com metafonia  singular (ô)Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre plural (ó):da vogal o; outras, não. coro coros ; corvo corvos ; destroço destroços ; forno fornos ; fosso fossos ; poço poços ; rogo rogos ; tremoço tremoços ; troco trocos Sem metafonia  singular (ô) plural (ô): adorno adornos ; bolso bolsos ; endosso endossos ; esgoto esgotos ; estojo estojos ; gosto gostos ; gozo gozos ; toldo toldos ; transtorno transtornos
  16. 16. 11) Casos especiais: aval − avales e avais cal − cales e cais cós − coses e cós fel − feles e féis mal e cônsul − males e cônsulesPalavras compostas1) Os dois elementos Quando os compostos são formados por substantivo maisvariam. palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome).Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos couve-flor − couves-flores segunda-feira − segundas-feiras2) Só o primeiro elemento Quando há preposição no composto, mesmo que oculta. a)varia. Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque ; cavalo-vapor − cavalos- vapor (de ou a vapor) b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim ou semelhança). Ex.: banana-maçã −bananas-maçã (semelhante a maçã) ; navio- escola −navios-escola (a finalidade é a escola)Observações a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É uma situação polêmica. Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou seja, analisando bem as outras opções.3) Apenas o último a) Quando os elementos são adjetivos. Obs.: A exceção éelemento varia. surdo-mudo, em que os dois adjetivos se flexionam: surdos-mudos. Ex.: hispano-americano − hispano-americanos b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ e BEL. Ex.: grão-duque − grão-duques ; grã-cruz − grã-cruzes ; bel- prazer − bel-prazeres c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais substantivo ou adjetivo. Ex.: arranha-céu − arranha-céus ; sempre-viva − sempre-vivas ; super-homem − super-homens d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos (representam sons). Ex.: reco-reco − reco-recos ; pingue-pongue − pingue-pongues ; bem-te-vi − bem-te-visObservações a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois no plural.Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas4) Nenhum elemento varia. a) Quando há verbo mais palavra invariável. Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo b) Quando há dois verbos de sentido oposto. Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em substantivos). Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-outras
  17. 17. Observações a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha, sem-teto e sem-terra. - Os sem-terra apreciavam os arco-íris. b) Admitem mais de um plural:- pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos ; padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos ;terra-nova − terras-novas ou terra-novas ; salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos ; xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate ; fruta-pão − frutas-pães ou frutas-pão ; guarda-marinha − guardas-marinhas ou guardas-marinha c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.- o bem-me-quer − os bem-me-queres ; o joão-ninguém − os joões-ninguém ; o lugar-tenente− os lugar-tenentes ; o mapa-múndi − os mapas-múndiFlexão de gêneroOs substantivos e as palavras que o acompanham na frase admitem a flexão de gênero:masculino e feminino. - Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário. - Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.1) Com a troca de o ou e por a. lobo − loba ; mestre − mestra2) Por meio de diferentes sufixos nominais de ateu − atéia ; bispo − episcopisa ; conde −gênero, muitas vezes com alterações do condessa ; duque − duquesa ; frade − freira ;radical. ilhéu − ilhoa ; judeu − judia ; marajá −Veja alguns femininos importantes. marani ; monje − monja ; pigmeu − pigméia ; píton − pitonisa ; sandeu − sandia sultão − sultanaAlguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou seja, possuem uma única forma paramasculino e feminino. Podem ser:1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunhapodendo designar os dois sexos.2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois Ex.: o estudante − a estudante, o cientista −artigos, podendo então ser masculinos ou a cientista, o patriota − a patriotafemininos.3) Epicenos: admitem apenas um artigo, Ex.: O jacaré, a cobra, o polvodesignando os animais.Observaçõesa) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é correto, mas designa apenasuma espécie de elefanta.b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado epiceno. É algo discutível.c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas costumam trocar. Veja alguns queconvém gravar.Masculinos: champanha ; dó ; eclipse ; formicida ; grama (peso) ; milhar ; plasma ; soprano ;suéter ; telefonemaFemininos: aguardente ; alface ; cal ; cataplasma ; grafite ; libido ; omoplata ; musse ; preád) Existem substantivos que admitem os dois gêneros.Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc.Flexão de grauPor razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os processos de flexão.Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo.Grau do 1) Normal ou Ex.: chapéusubstantivo positivo: sem nenhuma alteração. 2) Aumentativo a) sintético: chapelão b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc. 3) Diminutivo a) sintético: chapeuzinho b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc. Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo; analítico, por meio de outras palavras.Grau do 1) Normal ou Joãoadjetivo positivo: é forte.
  18. 18. 2) Comparativo a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do que) b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do que) c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como) 3) Superlativo a) absoluto - sintético: João é fortíssimo. - analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais etc.) b) relativo - de superioridade: João é o mais forte da turma. - de inferioridade: João é o menos forte da turma.Observações a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante, demasiadamente, enorme etc. b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem sempre graus de superioridade. - O carro é menor que o ônibus.  menor (mais pequeno): comparativo de superioridade. - Ele é o pior do grupo.  pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade. c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem apresentar dúvidas.- acre − acérrimo ; amargo − amaríssimo ; amigo − amicíssimo ; antigo − antiqüíssimo ; cruel− crudelíssimo ; doce − dulcíssimo ; fácil − facílimo ; feroz − ferocíssimo ; fiel − fidelíssimo ;geral − generalíssimo ; humilde − humílimo ; magro − macérrimo ; negro − nigérrimo ; pobre− paupérrimo ; sagrado − sacratíssimo ; sério − seriíssimo ; soberbo − superbíssimoANÁLISE SINTÁTICACONCEITOS:Frase: Todo enunciado com sentido completo. Inicia-se com maiúscula e só termina com algum tipo de ponto. a) Fogo! b) Silêncio! c) Ontem à noite, Virgulino atirou-se de uma ponte.Oraçã Todo enunciado com verbo.o: a) Fredolino matou sua mulher com um rolo de massa. b) Quero a aprovação no Concurso do INSS.Perío Todo enunciado com sentido completo e com oração. Inicia-se com maiúscula e sódo: termina com algum tipo de ponto. a) Virgulino quer que Maria Bonita se case com ele. b) Quero que Pafúncia venha almoçar comigo.ESTRUTURA DA ORAÇÃOA oração é uma estrutura que pode ser analisada através de cinco diferentes padrões frasais.São esses padrões que orientam a análise dos termos de qualquer frase declarativa.PF Casa 1 Casa 2 Casa 3 Casa 4I Sujeito Verbo Intransitivo - (Adjunto Adverbial)II Sujeito Verbo Transitivo Direto Objeto Direto (Adjunto Adverbial)III Sujeito Verbo Transitivo Indireto Objeto Indireto (Adjunto Adverbial)IV Sujeito Verbo Transitivo Direto E Objetos Direto E (Adjunto Adverbial) Indireto IndiretoV Sujeito Verbo De Ligação Predicativo (Adjunto Adverbial)PADRÕES FRASAISPadrão O VERBO É INTRANSITIVO, ou seja, NÃO NECESSITA DE COMPLEMENTO.frasal I Ex.: A gaivota voa lindamente VI
  19. 19. Padrão o VERBO É TRANSITIVO, ou seja, necessita de complemento, e DIRETO, ou seja, nãofrasal II requer o uso de preposição. Ex. Eu sem você não tenho porquê. VTD ODPadrão o VERBO É TRANSITIVO e INDIRETO, ou seja, necessita de um complemento COMfrasal III PREPOSIÇÃO Ex.: Necessitamos de auxiliar de escritório com experiência. VTI OIPadrão Esse padrão é formado por verbos que possuem duas transitividades: uma, comfrasal IV preposição; outra, sem Ex.: Maria deu a rosquinha a seu namorado. VTDI OD OIPadrão é constituído de VERBO DE LIGAÇÃO. Nesse caso, não há complemento verbal, masfrasal V sim predicativo do sujeito. Ex.: Essa mulher é mesmo uma lambisgóia. VL Predicativo do Sujeito LEMBRANDO... As preposições essenciais são: A CONTRA POR SOBRE ANTE DE PARA TRÁS APÓS DESDE PERANTE ATÉ EM SEM COM ENTRE SOBADJUNTO ADVERBIALO adjunto adverbial ocupa a casa 4 nos padrões frasais. Não é um elemento não de primeiranecessidade para a estrutura e para o significado da frase e, geralmente, indica TEMPO,MODO ou LUGAR.PREDICADO VERBO-NOMINALApresenta dois núcleos: o verbo com significado (podendo ser transitivo ou intransitivo) e opredicativo (do sujeito ou do objeto).- A aluna chegou cansada à aula. Predicado verbo-nominalSUJEITOApesar do que muitas gramáticas preceituam, o sujeito nem sempre é o que pratica a ação ouo ser sobre o qual se declara algo. Portanto, a melhor definição sintática para o sujeito é:
  20. 20. SUJEITO É O TERMO DA ORAÇÃO QUE CONCORDA EM NÚMERO E PESSOA COM O VERBOSujeito é aquele que possui um único núcleo. s Ex.: Existe, no Brasil, muita miséria. i núcleo m p l e sSujeito é o que possui dois ou mais núcleos. c Ex.: Restaram, após tantos anos, a amargura e a indiferença. o núcleo 1 núcleo 2 m p o s t oSujeito elipse significa, para a gramática, apagamento. O sujeito elíptico é aquele que e ocupa a casa 1 sem, no entanto, estar explícito. lí Ex.: Após (nós) nos amarmos, (nós) fomos comer uma buchada de bode. p elíptico elíptico t Em se tratando de um texto, o sujeito elíptico é aquele que, além de ser i designado pela desinência verbal, também pode ser retomado pelo contexto. c Ex.: Os deputados (Suj. simples) foram em massa a Brasília na semana o passada. Em uma negociata com o governo, eles (Suj. simples) votaram vários projetos. Ø (Suj. elíptico) Aprovaram a Reforma Administrativa.Sujeito nesse caso, a oração possui um sujeito, mas ignora-se qual o elemento que i ocupará a casa 1, concordando com o verbo. Note a diferença entre a n seguinte oração, descontextualizada, e a anterior d Ex.: ? Aprovaram a reforma administrativa. e Suj. indeterminado t ATENÇÃO!!! e Alguém aprovou a reforma administrativa. r Suj. simples m Nesse caso, o sujeito não é indeterminado, mas sim o termo ALGUÉM, o qual i concorda com o verbo APROVOU. n a d oOração sem é aquela cuja casa do sujeito permanece vazia, pois não há elemento que s concorde com o verbo. Existem alguns casos em que isso ocorre: u HAVER = Havia (Existiam) sinais de revolta na fila do Banco. j FAZER ou Or. sem sujeito objeto direto e EXISTIR Havia (Fazia) muito tempo que não encontrava Ermengarda. i Or. sem sujeito objeto direto t Note que, em ambos os casos, o verbo HAVER permanece no o singular, já que não há sujeito. ( FAZER = Ex.: Faz oito meses que estou desempregado. S TEMPO Or. sem sujeito objeto direto u Também nesse caso o verbo permanece no singular. j SER/ESTA Ex.: São três horas. e R= Ex.: É primavera. i TEMPO Ex.: Está frio. t Esse é o único caso em que o verbo vai para o plural, o concordando com o predicado.
  21. 21. i FENÔMEN Ex.: Choveu a noite toda. n OS DA Ex.: Nevará esta noite na Inglaterra. e NATUREZ Os verbos das orações sem sujeito são chamados também de x A impessoais. i s t e n t e ) :COMPLEMENTO NOMINALÉ o termo que se liga a um substantivo, adjetivo ou advérbio, através de uma preposição,com a função de completar algum destes termos. O complemento nominal tem sempresentido passivo.Ex.: Naziazeno sentia, naquele momento, necessidade de um café bem forte. Complemento nominalTERMOS ACESSÓRIOSAlém dos termos integrantes, podem ocorrer nas orações também outros, chamados deacessórios.Vocativ é utilizado para realizar invocações, chamados. Deve ser colocado sempre entreo: vírgulas, no caso de aparecer no meio da oração, e seguido ou antecedido de vírgula, caso ocorra no início ou no fim de uma oração. Ex.: Acelera, Brasil. Não quero, meus amigos, causar-lhes estranheza.Aposto: termo que restringe, explica, especifica ou determina outro da oração. Deve ser sempre colocado entre vírgulas. Ex.: A CIA, Central de Inteligência dos EUA, não conseguiu prever os atentados de 11 de setembro.Adjunto tem como função determinar e/ou caracterizar um substantivo. Tem sentido ativoadnomi quando introduzido por uma preposiçãonal: Ex.: A atitude do Congresso surpreendeu o Governo.. 4. FLEXÃO VERBALO verbo pode indicar ação, estado, fenômeno, existência e mesmo qualidades.Pessoa O verbo possui três pessoas diretamente relacionadas com a pessoa gramatical que lhe serve de sujeito: 1ª, 2ª e 3ª. Pronomes Pessoa Singular Plural 1ª Eu Nós 2ª Tu Vós 3ª Ele/Ela Eles/ElasNúmer Como as outras palavras variáveis, o verbo tem dois números: singular, quando seo refere a uma só pessoa gramatical (eu, tu, ele, ela, você) e plural, quando se refere a mais de uma pessoa (nós, vós, eles, elas, vocês).Modo Traduz a maneira particular de apresentar a ação ou o estado expressos pelo verbo. INDICATIVO: idéia de certeza. Ele sabe fazer muitas coisas. Ontem choveu muito Na próxima semana, iremos a São Paulo. SUBJUNTIVO: idéia de dúvida, Desejo que meu filho seja o que eu não possibilidade. pude ser. Temia que ele não viesse ao encontro. Quando ele perceber o erro, mudará de atitude.
  22. 22. IMPERATIVO: ordens, pedidos, conselhos. Sai daí imediatamente! Não saias sob esta chuva! FORMAS NOMINAIS: particípio, infinitivo, gerúndio.CLASSIFICAÇÃORegulares seguem o modelo de conjugação verbal, o radical se mantém em todas as formas e as terminações são as mesmas do paradigma (modelo de conjugação). Ex.: comprar, vender, dormir.Irregulares apresentam alterações no radical e/ou nas desinências.Defectivos são de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas. Ex.: falir, abolir.VERBOS COM DOIS PARTICÍPIOS (ABUNDANTES)Nesses verbos, o particípio regular, invariável e arrizotônico (acentuado na terminação),emprega-se com os verbos auxiliares ter e haver para formar os tempos compostos. Ex.:A assembléia tinha aceitado as novas leis.Enquanto que o particípio irregular, variável e rizotônico (acentuado no radical), é utilizadocom o auxiliar ser ou estar. Ex.:As novas leis foram aceitas pela Assembléia.PRINCIPAIS PARTICÍPIOS ABUNDANTES INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR aceitar aceitado aceito entregar entregado entregue enxugar enxugado enxuto expressar expressado expresso expulsar expulsado expulso ganhar ganhado* ganho gastar gastado* gasto isentar isentado isento libertar libertado liberto limpar limpado limpo matar matado morto pagar pagado* pago salvar salvado salvo soltar soltado solto acender acendido aceso eleger elegido eleito morrer morrido morto prender prendido preso suspender suspendido suspenso emergir emergido emerso expelir expelido expulso exprimir exprimido expresso extinguir extinguido extinto imergir imergido imerso imprimir imprimido impresso incluir incluído incluso inserir inserido inserto*em desusoVERBOS DE UM ÚNICO PARTICÍPIO IRREGULARInfinitiv Particípi Infinitiv Particípio o o odizer dito pôr postoescrever escrito abrir abertofazer feito cobrir cobertover visto vir vindo
  23. 23. DICA!!!O tempo verbal FUTURO DO PRETÉRITO (desinência – RIA) é quase sempre utilizado junto com o PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO (desinência – SSE).RIA + SSE = RIASSEDIFICULDADES NA CONJUGAÇÃO VERBAL1 – A Formação do ImperativoO Imperativo é a forma pela qual damos uma ordem, um conselho ou fazemos umconvite. Atualmente está quase em extinção na língua falada. Para o vestibular, contudo,você deve demonstrar que domina o seu emprego apenas em duas pessoas: a 2ª do sing.(TU) e a 3ª do sing. (VOCÊ, O SENHOR, VOSSA SENHORIA, etc.).AFIRMATIVOTU: Sai da 2ª pessoa do singular do Presente do Indicativo, menos o S final. Ex.:Come logoteu mondongo.VOCÊ: Sai da 3ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.: Coma logo seumondongo.NEGATIVO (não, nunca, jamais)TU: Sai da 2ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.:Não aceites a ajuda deestranhos.VOCÊ: Sai da 3ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.: Não aceite a ajuda deestranhos.2 – Verbos DerivadosOs verbos derivados de outros verbos pelo acréscimo de prefixos seguem exatamente aconjugação de seu primitivo. Suprima o prefixo e conjugue apenas o verbo primitivo. Esseprincípio, embora pareça elementar, é, contudo, esquecido na prática. Os falantes tendem aencarar os verbos derivados como regulares, criando formas inaceitáveis na língua cultaformal:ERRADO Ele interviu na discussão.  CERTO Ele interveio nadiscussão.ERRADO Quando ele rever a obra, encontrará erros.  CERTO Quando ele revira obra, encontrará erros.OS DERIVADOS DE PÔR – TER – VER – VIRDevemos ter especial atenção com os verbos derivados de pôr, ter, ver e vir, que sãoverbos irregulares.PÔR – propor, supor, antepor, impor, etc. (todos os verbos que apresentam a vogal o noinfinitivo são derivados de pôr).TER – entreter, conter, deter, manter, suster, etc.VER – antever, prever, rever, etc.VIR – avir, advir, intervir, provir, sobrevir, etc.3 – Problemas Ortográficos ligados à Conjugação Verbal3.1. O duplo “E” na 3ª pessoa do plural.A 3ª pessoa do plural do PRESENTE só tem E duplo quando a 3ª pessoa do singular terminaem E.Ex.: Ele vê – Eles vêm ; ele crê – eles crêem ; ele lê – eles lêem ; ele dê – eles dêemEle vem – eles vêm ; ele tem – eles têm3.2. O acento nos derivados de TER e VIR.A 2ª e 3ª pessoas do singular dos verbos derivados de TER e VIR são acentuadas pela regradas oxítonas terminadas em EM, ENS; a 3ª pessoa do plural recebe o circunflexo diferencial.Tu conténs, ele contém, eles contêm - tu intervéns, ele intervém, eles intervêm 5. PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE TRATAMENTO E COLOCAÇÃO.
  24. 24. EMPREGO DE PRONOMESCONOSCO/ Usa-se conosco e convosco com verbos que peçam a preposição com. CO Ex.: Ele saiu conosco. Passearemos convosco por aquelas praias. M Usa-se com nós e com vós com verbos que peçam a preposição com, porém NÓ apenas quando estiverem reforçados por palavras como dois, mesmos, S próprios etc. Ex.: Falarão com nós dois amanhã.CONVOSCO Estarei com vós mesmos ao entardecer. / Obs.: É errado dizer “Falarão com nós amanhã” e “Estarei com vós ao CO entardecer”. M VÓ SCONTIGO/C Contigo é usado quando o tratamento é de segunda pessoa do singular (tu). OM Ex.: Sairei contigo, se isso não te trouxer algum contratempo. VO Com você é empregado quando o tratamento é de terceira pessoa do singular CÊ (você). Ex.: Sairei com você, se isso não lhe trouxer algum contratempo. Obs.: Compare as duas frases. Na primeira emprega-se contigo, por causa do tratamento tu, evidenciado pelo pronome te. Na segunda, usa-se com você, porque o tratamento é de terceira pessoa, o que se verifica no emprego de lhe.CONSIGO Significa com você mesmo, com ele mesmo; é, portanto, reflexivo, sempre se referindo ao sujeito da oração. Ex.: Você trouxe consigo o material? Carlos trará consigo os discos. Obs.: Está errada uma frase do tipo “Preciso conversar consigo”, tão ao gosto do povo. O certo é “Preciso conversar contigo” ou “Preciso conversar com você”.LHE Com verbos ou nomes que peçam a preposição a (ou para). Ex.: Disse a verdade ao amigo. Disse-lhe a verdade.Observaçõesa) Não se usa lhe com verbos que peçam outras preposições.Ex.: Eu lhe gosto muito. (errado)Gosto muito de você. (certo)Gosto muito dele. (certo)Eu sempre lhe confiei. (errado)Eu sempre confiei em você. (certo)Eu sempre confiei nele. (certo)b) Como vimos em outra lição, o pronome lhe é empregado como objeto indireto (oucomplemento nominal); o pronome o, como objeto direto.Ex.: Ofereci-lhe ajuda. (Oferecer alguma coisa a alguém)Estudei-o ainda de manhã. (Estudar alguma coisa)PRONOME Pronomes com a palavra Vossa (Vossa Senhoria, Vossa Excelência etc.). DE São empregados quando se conversa com a pessoa. TR Ex.: Vossa Excelência será entrevistado à noite. AT AM EN TO Pronomes com a palavra Sua (Sua Senhoria, Sua Excelência etc.). São empregados quando se fala a respeito da pessoa. Ex.: Sua Excelência, o governador, vai inaugurar aquela usina.
  25. 25. Observaçõesa) Ao pronome de tratamento Vossa Excelência corresponde o adjetivo excelentíssimo.Ao pronome Vossa Senhoria, o adjetivo ilustríssimo.Ex.: Excelentíssimo senhor prefeito, solicito a V.Exª que reexamine a minha situação.Ilustríssimo senhor diretor, solicito a V.Sª que reexamine a minha situação.b) Não se abrevia o pronome de tratamento Vossa Excelência (ou Sua Excelência) quandousado em relação ao presidente da República.Ex.: Vossa Excelência, senhor presidente, naturalmente será convidado. (E não V.Exª)EU/ MIM os pronomes eu e tu são empregados na função deTU / TI sujeito; ti e mim, na de complementos. Ex.: Deixou a revista para mim. Deixei a revista para ti. Deixou a revista para eu ler. (eu é sujeito de ler) Deixei a revista para tu leres. (tu é sujeito de leres) Tudo está calmo entre mim e ti. Tudo está calmo entre ti e mim. Obs.: Com preposição acidental, usa-se eu e tu. Ex..: Exceto eu, todos deram gargalhadas.Transforma Lo (e flexões) çõe Empregado quando o verbo termina em r, s ou z, com a queda dessas letras. s Ex.: Vamos pedir um lápis. do Vamos pedi-lo. pro Estudemos a proposta. no Estudemo-la. me Fiz os relatórios. o (e Fi-los. flex No (e flexões) ões Empregado quando o verbo termina em m ou ditongo nasal. ) Ex.: Ouviram o programa. Ouviram-no. Dão a revista. Dão-na.Observaçõesa) Emprega-se o (e flexões) em todos os outros casos.Ex.: Espero seu amigo lá fora.Espero-o.Mostrei a publicidade.Mostrei-a.b) Lo e no são alterações de o. Portanto, empregam-se com verbos transitivos diretos.8) PleonasmoOs pronomes pessoais oblíquos muitas vezes são reforçados por outro pronome, de mesmapessoa.Ex.: A mim, disseram-me que haveria aula.A ti, não te explicaram tudo.Este / Este (esta, estes, estas) ess Indica proximidade máxima, no espaço e no tempo e / Ex.: Veja esta flor. (a flor está na mão do falante) aqu Este ano é especial. (o ano atual) ele Esse (essa, esses, essas) (e Indica proximidade relativa, no espaço e no tempo. flex Ex.: Veja essa flor. (a flor está com quem o falante conversa, ou perto dos dois) ões Esse ano foi especial. (um ano já passado, mas próximo) ) Aquele (aquela, aqueles, aquelas) Indica afastamento maior. Ex.: Veja aquela flor. (a flor está afastada do falante e da pessoa com quem ele conversa) Aquele ano foi especial. (um ano bem afastado)
  26. 26. Observaçõesa) Tudo o que se disse vale para os pronomes invariáveis isto, isso, aquilo.b) Os pronomes demonstrativos podem, num processo de coesão, ligar-se a palavras ouexpressões no texto.- Esse, essa, issoReferem-se ao que passou no texto. Diz-se que têm função anafórica.Ex.: Ele fez declarações importantes. Isso acalmou a sociedade.- Este, esta, istoReferem-se a algo que ainda vai aparecer no texto. Diz-se que têm função catafórica.Ex.: Este conselho lhes dou: não se preocupem excessivamente com os obstáculos.Obs.: Há uma tendência, hoje em dia, a relaxar um pouco o emprego de tais pronomes.Em termos de prova, convém ficar atento a eles.c) Quando se quer evitar a repetição de dois termos passados, usam-se os pronomes isto eeste (e flexões) para designar o substantivo mais próximo; aquilo e aquele (e flexões), parao mais afastado.Ex.: O homem e a mulher conversaram na empresa. Aquele é um conhecido professor; esta,uma dedicada enfermeira.Vimos, no zoológico, uma raposa e um lobo. Este uivava sem parar; aquela andava de umlado para o outro.Cujo (e Equivale a um possessivo e não admite artigo, nem antes, nem depois. flex Ex.: Encontramos o técnico em cujo trabalho realmente confiamos. ões Entenda-se: “Encontramos o técnico. Confiamos em seu trabalho”. ) Obs.: Não aceite construções como cujo o, cuja a, cujos os e cujas as; também estão sempre errados ao cujo e à cuja.COLOCAÇÃO PRONOMINALantes do verbo (próclise) Ex.: Nada o preocupava. Diz-se que o pronome o está proclítico ou em próclise.no meio do verbo (mesóclise, Mandar-te-ei os documentos.que só ocorre com verbos no Diz-se que o pronome te está mesoclítico ou emfuturo do presente e no futuro do mesóclise.pretérito do indicativo)após o verbo (ênclise). Pediram-me ajuda. Diz-se que o pronome me está enclítico ou em ênclise.Observaçõesa) Existem situações de próclise obrigatória que estudaremos a seguir. A ênclise e amesóclise só são empregadas quando não há obrigatoriedade de próclise. Digamos, então,que “quem manda” é a próclise.b) A mesóclise, diferentemente da próclise e da ênclise, exige que o verbo esteja numdeterminado tempo, no caso o futuro do indicativo (do presente ou do pretérito).A fim de facilitar, resumimos todas as regras de colocação pronominal a três:1) REGRA GERAL:Segundo a norma culta, a regra é a ênclise, usando próclise em situações excepcionais,que são: - Palavras invariáveis (advérbios, alguns pronomes, conjunção) atraem o pronome. Por “palavras invariáveis”, entendemos os advérbios, as conjunções, alguns pronomes que não se flexionam, como o pronome relativo que, os pronomes indefinidos quanto/como, os pronomes demonstrativos isso, aquilo, isto. - Exemplos: “Ele não se encontrou com a namorada.” – próclise obrigatória por força do advérbio de negação. “Quando se encontra com a namorada, ele fica muito feliz.” – próclise obrigatória por força da conjunção; - Orações exclamativas (“Vou te matar!”) ou que expressam desejo, chamadas de optativas (“Que Deus o abençoe!”) – próclise obrigatória. - Orações subordinadas – (“... e é por isso que nele se acentua o pensador político” – uma oração subordinada causal, como a da questão, exige a próclise.).2) EMPREGO PROIBIDO: - Iniciar período com pronome (a forma correta é: Dá-me um copo d’água. / Permita-me fazer uma observação); - Após verbo no particípio, no futuro do presente e no futuro do pretérito. Com essas formas verbais, usa-se a próclise (desde que não caia na proibição acima), modifica-se
  27. 27. a estrutura (troca o “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, emprega-se o pronome em mesóclise. - Exemplos: “Concedida a mim a licença, pude começar a trabalhar.” (Não poderia ser “concedida-me” – após particípio é proibido - nem “me concedida” – iniciar período com pronome é proibido). “Recolher-me-ei à minha insignificância” (Não poderia ser “recolherei-me” nem “Me recolherei”).3) EMPREGO FACULTATIVO: - Com o verbo no infinitivo, mesmo que haja uma palavra “atrativa”, a colocação do verbo pode ser enclítica (após o verbo) ou proclítica (antes do verbo). Exemplo: “Para não me colocar em situação ruim, encerrei a conversa.” “Para não colocar-me em situação ruim, encerrei a conversa.” Assim, com infinitivo está sempre certa a colocação, desde que não caia em um caso de proibição (começar período).NÃO CONFUNDA INFINITIVO COM FUTURO DO SUBJUNTIVO – Na maior parte dosverbos, essas formas são iguais (para comprar/quando comprar). Contudo, a regra dacolocação pronominal só se aplica ao infinitivo. Se o verbo estiver no futuro do subjuntivo,aplica-se a regra geral. Para ter certeza de que é o infinitivo mesmo e não o futuro dosubjuntivo, troque o verbo por um que apresente formas diferentes, como o verbo trazer(para trazer / quando trouxer), fazer (para fazer/ quando fizer), pôr (para pôr/ quandopuser), e tire a prova dos noves. Se for infinitivo, pode colocar o pronome antes ou depois,tanto faz. De qualquer jeito, estará certo, mesmo que haja uma palavra atrativa (invariável).Observação importante: quando houver DUAS palavras invariáveis, o pronome poderá sercolocado entre elas. A esse fenômeno dá-se o nome de APOSSÍNCLESE.Exemplo: “Para não levar-me a mal, irei apresentar minhas desculpas.” – como vimos, cominfinitivo está sempre certa a colocação (caso facultativo), mesmo que haja uma palavrainvariável (no caso, são duas – para e não).COLOCAÇÕES IGUALMENTE POSSÍVEIS:(1) “Para não me levar a mal, ...”- O pronome foi atraído pelo advérbio.(2) “Para me não levar a mal, ...” – O pronome foi atraído pelo pronome.COM AS FORMAS VERBAIS SIMPLES1) PrócliseCom advérbios que não peçam - Ali se trabalha bastante.pausa.Obs.: Se for usada a vírgula, que o advérbio permite, não caberá mais a próclise. Ex.: Ali,trabalha-se bastante.Com pronomes indefinidos, - Ninguém se machucou. (ninguém é pronomerelativos e interrogativos. indefinido) - Não entendi o recado que me deram. (que é pronome relativo) - Quem nos explicará o caso? (quem é pronome interrogativo)Com as conjunções - - Ele disse que me avisaria. (que é conjunçãosubordinativas. subordinativa integrante) - Correram quando nos aproximamos. (quando é conjunção subordinativa temporal)Com o gerúndio precedido de - Em se colocando as coisas dessa forma, não háem. dúvidas.Com as frases optativas. - Deus te proteja!Obs.: Frase optativa é aquela que exprime um desejo do falante. Normalmente, temponto de exclamação.Com qualquer palavra negativa - Não me explicaram o problemageralmente advérbios epronomes indefinidos, que jávimos que exigem próclise).2) ÊncliseNo início do período. - Disseram-lhe tudo.Obs.: Quando se inicia a frase com o verbo, não há palavra atrativa para que se empregue apróclise. Por isso se diz que não se começa frase com pronome átono.Com verbo no imperativo - Pedro, levante-se!afirmativo. - Levante-se!
  28. 28. Observaçõesa) Quando o verbo está no imperativo afirmativo, ou se usa o vocativo (Pedro), ou se inicia afrase com o verbo. No primeiro caso, haverá a vírgula, que vai impedir a próclise; no segundo,o verbo estará iniciando a frase, o que também pedirá ênclise.b) O imperativo negativo pede próclise, já que apresenta a palavra não.Ex.: Paulo, não se levante!Com determinadas orações - O professor adiou a prova, deixando-nos menosreduzidas de gerúndio, que preocupados.pedem pausa.3) MesócliseOcorre quando o verbo está no - Mandar-lhe-ei a intimação.futuro do presente ou no futuro - Escrever-te-ia uma nova carta.do pretérito.Observações a) Não se esqueça de que, havendo palavra atrativa, a preferência é da próclise. - Nunca lhe mandarei a intimação. (correto) - Nunca mandar-lhe-ei a intimação. (errado) b) Futuro do subjuntivo exige próclise, por causa da conjunção subordinativa ou do pronome relativo. - Quando te pedirem algo, procura atender. - Analisarei o projeto que me mandarem.Próclise facultativaHá casos em que se pode usar indiferentemente próclise ou ênclise, próclise ou mesóclise. É oque se entende por próclise facultativa ou optativa.Com os substantivos. - O garoto se machucou. - O garoto machucou-se. - O garoto se machucará. - O garoto machucar-se-á.Com os pronomes pessoais e os pronomes - Ele me agradou.demonstrativos. - Ele agradou-me. - Ele me agradará. - Ele agradar-me-á. - Isto me agrada. - Isto agrada-me. - Isto me agradará. - Isto agradar-me-áCom as conjunções coordenativas. - Falou pouco, mas se cansou. - Falou pouco, mas cansou-se. - Falará pouco, mas se cansará. - Falará pouco, mas cansar-se-á.Com o infinitivo pessoal precedido de palavra - Esforcei-me para não o magoar.negativa. - Esforcei-me para não magoá-lo.Observações a) Como se viu nos três primeiros casos de próclise facultativa, se o verbo estiver no presente ou no passado, pode-se usar a próclise ou a ênclise; no futuro do indicativo, a próclise ou a mesóclise. b) O último caso é perigosíssimo, pois existe a palavra não, que normalmente exige próclise. Mas isso não ocorre quando ela antecede o infinitivo pessoal.COLOCAÇÃO NAS LOCUÇÕES VERBAISComo vimos ao estudar os verbos, a locução verbal é a união de um verbo auxiliar e umverbo principal. O principal, que é sempre o último, encontra-se numa forma nominal:infinitivo, gerúndio ou particípio. Vejamos, então.1) Com o infinitivo ou o gerúndio. Veja, abaixo, as frases consideradas perfeitas. - Quero mostrar-lhe o resultado. - Estou mostrando-lhe o resultado. - Quero-lhe mostrar o resultado. - Estou-lhe mostrando o resultado.

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