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Exames Laboratoriais

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Exames Laboratoriais

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Exames Laboratoriais

  1. 1. EXAMES LABORATORIAIS Valores Normais Dario
  2. 2. Exames Laboratoriais - Valores Normais Ácidos Biliares Totais Sérico em jejum - 0.3 - 2.3 µg/ml; 1 hora pós-prandial - 1.8 - 3.2 µg/ml Úteis na monitorização da função hepática. O fígado sintetiza ácidos biliares a partir do colesterol. São absorvidos pelo íleo e removidos quase completamente do fígado antes de alcançar a circulação sistêmica. Os ácidos biliares aumentam a solubilidade das gorduras da dieta, facilitando sua absorção e a de vitaminas lipossolúveis. Estão aumentados na icterícia obstrutiva (comprometimento da função hepática ou refluxo a partir dos ductos biliares bloqueados) e diminuídos na insuficiência hepática. Ácido Úrico Sérico - 2.0 - 7.0 mg/dl; Urina - 50 - 700 mg/dia O ácido úrico (AU) do plasma é filtrado pelos glomérulos e reabsorvidos (90%) pelos túbulos. Representa o produto final do metabolismo das purinas. O teor de AU no plasma é influenciado por fatores renais e extra-renais. A gota é uma doença típica do aumento de AU, assim como insuficiência renal. Outras doenças relacionadas ao aumento de AU são: leucemia, policitemia, psoríase, mixedema, hipo e hiperparatireoidismo, HAS, IAM, obesidade, linfoma, acidose, hipotireoidismo, eclâmpsia, mieloma múltiplo, anemia perniciosa, necrose tecidual, inflamação e terapia diurética. Embora toda diminuição do funcionamento renal acompanhe-se em geral do aumento dos níveis de AU no soro, esse exame é raramente utilizado por influências dos fatores extra-renais nestes níveis. O AU pode diminuir após administração de drogas (alupurinol, salicilato e meio de contraste para o Rx). Albumina Sérico - 3.5 - 5.0 g/dl; Urina - 20 - 100 mg/dia A albumina sérica é um veículo de transporte para substâncias e o principal determinante da função oncótica plasmática. Sua concentração sangüínea é determinada por sua distribuição entre os leitos intra e extra vasculares, pelas velocidades de sua síntese e degradação e pelo volume plasmático. Ela está reduzida em casos de Kwarshiokor, hepatopatia crônica avançada (fígado produz parte dela por dia e a sua diminuição reflete a gravidade e cronicidade da hepatopatia), nefropatias crônicas (perda urinárias), infecções crônicas e agudas, processos inflamatórios intensos, estados de absorção intestinal prejudicada, mieloma múltiplo, e carcinomas metastáticos. Está aumentada em hemoconcentração, desidratação e diabete insípido.
  3. 3. Amilase Sérico - 80 - 180 U/dl; Urina - < 20 U/hora A amilase e a lipase são enzimas digestivas produzidas no pâncreas. Elas estão aumentadas no primeiro dia da pancreatite e retornam ao normal de 3 a 7 dias após o quadro agudo. Podem permanecer normais se em episódios anteriores parte do tecido acinar tiver sido destruída ou se houver hipertrigliceridemia comcomitante (inibidor). Também pode estar aumentada na insuficiência renal e em condições abdominais graves (úlceras perfuradas, oclusão vascular mesentérica e obstrução intestinal). Em geral, todo processo agudo em áreas adjacentes ao pâncreas pode ocasionar elevação da amilase. Aspartato Aminotransferase Sérico - 4 - 18 U/l As atividades mais elevadas da AST se encontram no tecido cardíaco, músculo esquelético, fígado e um pouco nos rins, pâncreas, baço e eritrócitos. No IAM os valores começam a subir 6 a 8h depois da dor, atingindo seu ápice 24 a 48h, baixando no quarto ou quinto dia. Os valores máximos são proporcionais a gravidade da lesão miocárdica .Também aumenta na insuficiência cardíaca, pericardite, lesões musculares, doenças do SNC, hepatites virais ou medicamentosas, pancreatite, infarto renal, eclampsia, neoplasias, hemólise e alcoolismo. É importante no diagnóstico de hepatite viral, onde o pico máximo aparece entre o 17º e 20º dia, retornando ao normal entre a 3a e a 5 a semana. Alanina Aminotransferase Sérico - 0 - 22 UI/l São úteis como testes de triagem na doença hepática. A elevação da ALT é relativamente específica para doença hepatobiliar e dosagens são úteis para acompanhar a evolução desta doença. Encontra-se aumentada na hepatite, cirrose, metástases hepáticas, icterícia obstrutiva, mononucleose infecciosa e congestão hepática. Diminuida na deficiência de vit. B. Amônia Sérico - < 45 µg/dl O fígado remove a amônia do sangue resultante do metabolismo dos aminoácidos, transformando-a em uréia para após excretá-la pelo rim. Na vigência de uma disfunção hepática grave ou alterações da circulação porto-sistêmica, os níveis de amônia podem estar aumentados. O nível sérico de amônia é utilizado para confirmar o diagnóstico de encefalopatia hepática e
  4. 4. para monitorizar o sucesso terapêutico. Os níveis de amônia sérica podem estar elevados também em outras situações como aumento da ingesta de alimentos ricos em protínas, sangramento gastrintestinal alto, em resposta a estados de alcalose metabólica ou hiperpotassemia e na síndrome de Reye. Bilirrubinas Sérico - 0,2 - 1,2 mg/dl (Direta 0 - 0,2 mg/dl) Urina - Negativo A Bilirrubina (BI) é um pigmento resultante do catabolismo da hemoglobina presente nas hemácias . Ao passar pelo interior dos hepatócitos, a BI conjuga-se com o ácido glucurônico pela ação da glucoroniltransferase. No plasma ela se encontra sob duas formas: conjugada (direta, solúvel em água) e livre (indireta, insolúvel em água, a qual circula ligada à albumina). A presença de hiperbilirrubinemia causa icterícia. A icterícia pré-hepática decorre do excesso da BI não conjugada resultante na maioria das vezes do aumento na produção. Ex:Anemia hemolítica e Icterícia Fisiológica onde além do aumento na produção ocorre maior reabsorção da BI. A icterícia de origem hepática ocorre principalmente por lesão hepatocelular. Ex: Hepatite viral, hepatite medicamentosa, cirrose, Síndromes de Gilbert, Crigler Naijar e Dubin Johnson. A pós- hepática ocorre por obstrução que impede o fluxo de bile para o intestino. Ex: Cálculos biliares, carcinoma de pâncreas, coágulos. Na desordem pós hepática, além da BI conjugada, aumenta o colesterol a fosfatase alcalina e os ácidos biliares. Cálcio Sérico (Ca total) - 8,5 - 10,5 mg/dl Cálcio ionizado - 4.7 - 5.3 mg/dl Urina (24 horas) - 50 -200 mg/dia O cálcio (Ca) tem muitas funções, entre elas, formação dos ossos e dentes, coagulação sanguínea, contratilidade neuromuscular e condução miocárdica. A manutenção do nível sérico do Ca é dependente de sua ingesta diária (0,5-1 g/dia), da absorção GI, da excreção renal e principalmente da reserva óssea (99% do Ca está nos ossos). No plasma apenas 50% do cálcio está presente na forma ionizada (forma responsável pela contratilidade neuromuscular e condução miocárdica), estando o restante ligado a proteínas (principalmente albumina) ou formando ânions como citrato, bicarbonato e o fosfato. A hipercalcemia é causada pelo hiperparatireoidismo, metástases ósseas, sarcoidose, hipertireoidismo, intoxicação por vit. D, insuficiência supra-renal aguda, tireotoxicose, acromegalias e uso de diuréticos tiazídicos. A hipocalcemia está associada a hipoalbuminemia, acidoses crônicas hipovitaminoses D, hipoparatireoidismo, hipofosfatemia, pancreatite aguda, deficiência de magnésio, acidose tubular renal e uso de corticóides e anticonvulsivantes. Seus resultados também são valorizados na osteoporose e nos pacientes com fraturas de repetição.
  5. 5. Cloretos Sérico - 98 - 106 mEq/l; Urina (24 horas) - 110 - 250 mEq/dia Os cloretos são os ânions mais abundantes do líquido extracelular. Desempenham papel importante na manutenção da distribuição da água , pressão osmótica e neutralidade elétrica. A hipocloremia aparece na falta de ingesta de sal, diarréia intensa, vômitos prolongados, nefrites e insuficiência adrenal aguda. A hipercloremia é sinal de desidratação e diminuição do fluxo sanguïneo renal (pela ICC por exemplo). Também aumentado na obstrução prostática, hiperventilação, hipoproteinemia e anemia. Creatinina Sérica Sérico - 0,6 - 1,2 mg/dl A creatinina é produzida a partir da creatina muscular sendo sintetizada no fígado, rim e pâncreas. Devido as suas propriedades farmacocinéticas (produção e excreção renal razoavelmente constantes) e a conveniência clínica, suas dosagens séricas são usadas como marcador da função renal. Quadros de insuficiência renal, seja pré-renal, renal ou pós-renal causam invariavelmente aumento nos seus níveis séricos. As principais causas pré-renais são: insuficiência cardíaca, hipovolemia ( hemorragia, queimaduras, perdas externas - diarréias, vômitos, fístulas - e perdas internas - terceiro espaço ) e hipotensão/choque. As principais causas renais são: lesões renais ( gromerular, tubular, vascular ou do tecido intersticial renal), drogas ou substâncias nefrotóxicas (principalmente antibióticos e AINES), síndrome da lise tumoral e trombose bilateral da artéria ou veia renal. As principais causas pós-renais são: hipertrofia prostática, compressão dos ureteres ou do colo vesical e impactação de calcúlos. É utilizada no monitoramento trans e pós-anestésico de transplantes renais. Creatinina Cinase (CK) total Sérico - Homens 55 - 170 U/l; Mulheres 45 - 135 U/l A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. Ela catalisa a transformação de ADP em ATP. É considerada uma enzima marcadora de lesões musculares (musculatura cardíaca ou voluntária). Está aumentada em: necrose ou inflamação do miocárdio - IAM, miocardite - necrose, inflamação ou atrofia da musculatura estriada - após cirurgias cardíacas ou torácicas, cardioversão, distrofia muscular progressiva, esclerose amiotrófica lateral, polimiosite, distrofia miotônica, queimadura térmica e elétrica, rabdomiólise, exercício severo e prolongado, status epileticus, últimas semanas da gestação e após o parto, hipertermia maligna, hipotermia, miopatia endócrina, hipotireoidismo, acromegalia e uso de cocaína.
  6. 6. Encontra-se levemente aumentada após injeções IM, hemólise moderadas e convulsões em crianças. Apresenta-se diminuída nos casos de hipertireoidismo não tratado, em pessoas com diminuição da massa muscular, na gestação, pelo uso de drogas como fenotiazinas e predinisona e por toxinas e inceticidas. CK-MB Sérico - < 5% da CK total; < 10 ng/ml A CK-MB é uma isoenzima incluída na dosagem de CK total que é mais comumente usada para identificação mais precoce de lesões miocárdicas. Encontra-se aumentada em IAM, contusões cardíacas, cirurgias cardíacas, cardioversão, angioplastia, pericardite, miocardite, taquicardia supraventricular prolongada, cardiomiopatias, insuficiência cardíaca congestiva, doenças do colágeno envolvendo o miocárdio e após angiografias coronarianas. Encontra-se aumentada por causas não cardíacas em traumas da musculatura esquelética, rabdomiólise extensa, mioglobinúria, queimadura elétrica e térmica, hipertermia maligna, doenças da musculatura esquelética, síndrome de Reye, colecistite aguda, infecções, exacerbações agudas da DPOC, cetoacidose diabética, choque séptico, uso de drogas (aspirina, tranquilizantes ...) e em algumas neoplasias. Em casos de suspeita de IAM a sua dosagem seriada tem se tornado o padrão ouro para o diagnóstico com 24 horas do início dos sintomas. Nestes casos o aumento da CK-MB é usualmente evidente com 4-6 horas, atingindo um pico com 15-24 horas de evolução do quadro. Amostras seriadas de 6/6 horas são mais adequadas para identificação do pico sérico. Valores da CK-MB devem ser registrados em unidades e porcentagem nos casos em que existe a possibilidade de lesões na musculatura esquelética e miocárdica simultâneamente, onde a porcentagem pode não parecer aumentada. Desidrogenase láctica (LDH) Sérico - 50 - 115 U/l É uma enzima muito inespecífica, sendo usada para o diagnóstico de IAM nos casos em que a dosagem das enzimas séricas só foi possível após 24 horas de instalação do quadro clínico (aumenta em 12 a 24 horas, atinge o máximo em 2 a 4 dias e retorna ao normal em 8 a 14 dias). Encontra-se aumentada em outras doenças do coração, fígado, pulmões, rins, sistema múscular, sistema hematológico e tumores malignos. Valorizada no diagnóstico de embolia pulmonar e como confirmação de anemia hemolítica. Fibrinogênio Sérico - 200 - 400 mg/dl É o precursor da fibrina na coagulação sanguínea. Pode ser estimado pelo tempo de trombina ou medido diretamente. Está aumentado em inflamações agudas, pós operatório, pancreatite aguda e radioterapia. Está diminuído em afibrogenemia congênita, insuficiência hepática grave e infecções virais.
  7. 7. Fosfatase Alcalina Sérico - 13 - 43 UI/l Compõe-se de um grupo de enzimas que hidrolisam as ligações de éster de fosfato orgânico in vitro a um pH alcalino. Está presente em muitos tecidos (fígado, ductos biliares, intestino, osso, rim, placenta e nos leucócitos). Sua função fisiológica não é totalmente conhecida, sabe-se que ela exerce um papel na deposição de hidroxipatita no osteóide para formação óssea. A fosfatase alcalina eleva-se principalmente nas obstruções extra-hepáticas por cálculo ou câncer de pâncreas e em doenças ósseas. Pode encontrar-se elevada também nas doenças do pâncreas, dos pulmões, na gestação ou em câncer com metástases ósseas e hepáticas. Gasometria Arterial As dosagens dos gases sanguíneos desempenham papel essencial no atendimento de pacientes submetidos a cirurgias de grande porte (cirurgias cardíacas, torácicas, neurológicas, transplantes etc..) e em quadros de insuficiência respiratória aguda ou crônica. Resulta da análise dos gases no sangue arterial, obtido através de punção direta de uma artéria periférica, observando-se o rigor técnico necessário para que a amostra produza resultados confiáveis. O exame gasométrico permite a identificação de quadros de alcalose ou acidose, prováveis etiologias e implicações, bem como acompanhamento evolutivo das afecções que os desencadeiam, do tratamento utilizado e do prognóstico. Valores normais dos determinantes do equilíbrio ácido-base Parâmetros Sangue arterial Sangue venoso pH 7.37 -7.43 7.32 - 7.38 pCO2 (mmHg) 36 - 44 42 - 50 HCO3 (mEq/l) 22 - 26 23 - 27
  8. 8. Glicose Sérico - Jejum adulto 60 - 100 mg/dl; Jejum > 60 anos - 80 - 115 mg/dl A glicose sérica se mantém em limítes estreitos pela regulação hormonal que se dá principalmente pela insulina, cortisol, adrenalina e glucagon.. Encontra-se aumentada no DM, feocromocitoma, hiperparatireoidismo, cushing, acromegalia, lesões cerebrais, hepatopatia, nefrose e em uso de glicose EV, tiazídicos e corticóides. Encontra-se diminuída por dose excessiva de insulina, insulinoma, Addison, mixedema, insuficiência hepática, hepatoma e por mal absorção. Hematócrito (Ht) Sérico - Masculino 39 - 49 %; Feminino 35 - 45 % É o volume de hemáceas centrifugadas. Está aumentado na hemoconcentração (choque, queimaduras, desidratação) e eritrocitoses. Está diminuído na hemodiluição (pós-hemorrágica ou por soro) e anemias. Hemoglobina (Hb) Sérico - Masculino 13,5 - 17,5 g/dl; Feminino 12,0 - 16,0 g/dl As hemoglobinas são proteínas carreadoras de oxigênio encontradas nas hemáceas que apresentam interação reversível com este gás. A afinidade da hemoglobina normal pelo oxigênio é afetada por muitos fatores. A síntese da Hb depende da cordenação e regulação dos genes da globina do heme e do ferro. Em pacientes com hemoglobinopatias, as anormalidades clínicas são atribuídas a alterações da estrutura, da função ou produção de Hb. Tais patologias são geralmente hereditárias, mas podem ser adquiridas por exposições tóxicas ou neoplasias hematológicas. Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) Sérico - 26 - 34 pg/célula Denota o volume e a característica do conteúdo da hemoglobina. Hipocromia é quando o indice está abaixo do mínimo. Permite classificar as anemias.
  9. 9. Leucograma Idade Leuc. Totais Neutro. Totais Segm. Bast. Linf. Mon. Eos. Bas. Neonato 9.1- 34.0 6 - 23.5 6.0 - 20.0 <3.5 2.5 - 10.5 < 3.5 < 2.0 < 0.4 1-23 meses 6 .0- 14.0 1.1 - 6.6 1.0 - 6.0 <1 1.8 - 9.0 <1 <0.7 <0.1 2 - 9 anos 4.0 - 12.0 1.4 - 6.6 1.2 - 6.0 <1 1.0 - 5.5 <1 <0.7 <0.1 10-17 anos 4.0 - 10.5 1.5 - 6.6 1.3 - 6.0 <1 1.0 - 3.5 <1 <0.7 <0.1 > 18 anos 4.0 - 10.5 1.5 - 6.6 1.3 - 6.0 <1 1.5 - 3.5 <1 <0.7 <0.1 Valores de referência ( x 103/mm3) A contagem de leucócitos acompanhada da sua contagem diferencial é de grande utilidade na prática clínica, sendo um dos exames mais comumente solicitados por profissionais da área da saúde. É de grande auxílio no diagnóstico de infecções das mais diversas etiologias e em distúrbios hematológicos principalmente nas leucemias. Entretanto existem outras causas que podem levar a alterações na contagem de leucócitos, são elas: • Leucocitose fisiológica, que é normal no recém nascido, no exercício físico vigoroso, por medo e emoções intensas, pelo calor externo e pela altura. • Leucocitose não infecciosa (asséptica), que ocorre por dor intensa, pós- hemorrágica, em quadros com sintomas motores ( vômitos, convulsões, taquicardia), hipertermia não infecciosa, queimaduras, choque traumático, irradiação, neoplasias, coma, endocrinopatias e por intoxicação medicamentosa. • Leucopenia constitucional (freqüente em deprimidos e esgotados - sem a presença de outra patologia). • Leucopenia pós-prandial, a qual ocorre em pessoas propensas. Lipase Sérico - Adultos 10 - 140 U/l; de 60 anos 18 - 180 U/l
  10. 10. É uma enzima digestiva produzida pelo pâncreas, assim como a amilase. Está aumentada no primeiro dia da pancreatite aguda e retorna ao normal em 3 a 7 dias. Pode aumentar na insuficiência renal, em condições abdominais graves, no câncer de pâncreas e na administração de opiácios (contração do esfíncter de oddi) Diminui na DM e em algumas infecções. Magnésio Sérico - 1.9 - 2.5 mEq/l È o segundo cátion mais abundante celular. Mais da metade do Mg do organismo se encontra associado ao cálcio e fósforo no esqueleto. Entre as suas funções encontram-se a formação dos ossos e dentes, a condução nervosa, a contração muscular estando envolvido também em ativações enzimáticas. O seu aumento sérico pode ser observado em quadros de hipertireoidismo, na insuficência renal, em infecções crônicas, na arteriosclerose, em hipertensão essencial, na osteoartrite, na intoxicação por oxalatos e lítio. A diminuição do magnésio aparece na uremia, raquitismo, epilepsia, hipo e hiperparatireoidismo, síndrome de má-absorção, esteatorréia, alcoolismo, pancreatite aguda, sucção nasogástrica, uso de anfotericina B e aminoglicosídeos. Plaquetas Sérico - 150 000 - 450 000 /mm3 As plaquetas são formadas na medula óssea pelos megacariócitos. Na hemostasia liberam vasoconstritores (tromboxano e serotonina) agregando-se formando o tampão além de fornecerem superfície para ativação de fatores da coagulação. A redução das plaqueta séricas pode ocorrer por distúrbios na produção ( def. de vit. B12 ou folato, leucemias, mielofibrose, síndromes displásicas hematopoiéticas), na distribuição (Gaucher, esplenomegalia, linfoma) ou destruição (púrpura trombocitopênica, leucemia, linfoma, LES, viroses e drogas). O aumento dos seus níveis séricos, trombocitose, pode ser reacional (anemia ferropriva, hemorragias, doenças inflamatórias, neoplasia) ou distúrbios mieloproliferativos (trombocitose essencial e policitemia vera) Potássio Sérico - 3,6 - 5,2 mEq/l É o principal cátion intracelular, sendo encontrado 23 vezes mais neste compartimento do que no soro. O rim é o principal regulador do potássio sérico. A sua concentração no soro determina o estado de irritabilidade muscular e neuromuscular. Está aumentado na acidose hiperpotassêmica, acidose diabética, insuficiência adrenal, na hiperpotassemia hereditária entre outras. Encontra-se diminuído na cirrose, desnutrição, vômitos, alcalose metabólica, diarréia, nefrose, uso de diuréticos entre outros. Sódio
  11. 11. Sérico - 137 - 145 mEq/l; Urina (24h) - 220 mEq/dia Está envolvido no equilíbrio ácido-básico, exercendo influência na pressão osmótica, pH sanguíneo, contratilidade muscular e transmissão nervosa. Tempo de Protrombina Plasma - 10 - 12 segundos É o tempo de coagulação medido apósa adição de tromboplastina e fosfolipídios a uma amostra de sangue. Este teste verifica a presença de fatores da via extrínseca e comum, sendo mais sensível para detectar deficiências dos fatores VII e X.e de vitamina K. A tromboplastina usada pelos diversos laboratórios varia na sua responsividade a anticoagulação induzida pelo warfarin, portanto o INR (international normalized ratio) é utilizado para uniformizar o registros dos TP’s entre os laboratórios. Tempo se sangramento (TS) Sérico - 2.5 a 9.0 minutos É um exaeme funcional da atividade plaquetária. Trombocitopenia como também distúrbios plaquetários qualitativos, doença de Von Willebrand, vasculites e distúrbios do tecido conjuntivo podem prolongar o TS. É importante ressaltar que a sensibilidade e a especificidade deste teste para prever sangramentos cirúrgicos é baixa. Tempo de Tromboplastina Parcial (TTP) Sérico - 60 - 85 segundos É o tempo de coagulação para o plasma após a adição de fosfolipídios e cálcio. Prolongações são causadas pela inibição ou deficiências de fatores (<30%) das vias intrínseca e comum (fibrinogênio, protrombina, fatores V, VIII, IX, X, XI, e XII). Tempo de Trombina (TT) Sérico - 15 segundos É o tempo de coagulação para o plasma após a adição de trombina. Hipo e disfibrinogenemia, coagulação intravascular disseminada e heparina (causa aumento da antitrombina plasmática) causam elevações do TT normal. Uréia Sérico - 15 - 40 mg/dl
  12. 12. O fígado remove amônia do sangue transformando-a em uréia para após excretá-la pelo rim. Em casos de disfunção hepática grave, desvio porto-sistêmico, insuficiência renal, nefropatia maligna, glomerulonefrite, nefrose, esclerose renal, anúria, insuficiência circulatória(ICC, choque etc..), desidratação cloropênica (vômitos, diarréia), queimaduras, infecções (pneumonia, sepsis, difteria e escarlatina), hemorragia digestiva, quadros neurológicos agudos, coma diabético e insuficiência adrenal os níveis de uréia podem estar aumentados(hiperazotemia). Volume Corpuscular Médio (VCM) Sérico - 80 - 100 fl Mede as hemácias, é o índice hematimétrico mais importante no diagnóstico diferencial de anemias. As hemácias quando estão acima do valor máximo são macrocíticas e abaixo do mínimo , microcíticas. Referências Bibliográficas Tierney M.T. Current Medical Diagnosis & Treatment. 40th ed. McGraw-Hill 2001. Doherty G.M. The Washington Manual of Surgery. 2th ed. Lippincott Willians 1999. Harrison'S. Principles of Internal Medicine. 15 th. ed. McGraw-Hill 2001. Stefani, S. D. Clínica médica consulta rápida. 2 ed. Artmed, 2002 Wallach, J. Interpretation of diagnosis tests. 6 th ed. Little, Brown, 1996

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