Abe Curso Estudos De Caso

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II Semana da ABE - ENCE-IBGE

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Abe Curso Estudos De Caso

  1. 1. Introdução à Mineração de Dados<br />Luis Paulo Vieira Braga<br />braga@dme.ufrj.br<br />lpbraga@geologia.ufrj.br<br />II Semana da ABE no Rio de Janeiro<br />ENCE14, 15, 16 de setembro de 2009 <br />
  2. 2. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  3. 3. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />Introdução<br />A dengue é objeto da maior campanha de saúde pública do Brasil, que se concentra no controle do vetor Ae. aegypti. Este mosquito está adaptado a se reproduzir nos ambientes doméstico e peridoméstico, em recipientes onde se armazenam água potável e recipientes descartáveis comumente encontrados nos lixos das cidades onde se acumula água de chuvas. A dengue está presente em todos os 27 estados da Federação, distribuída por 3.794 municípios. O Brasil contribui com cerca de 60% das notificações da dengue nas Américas.<br />
  4. 4. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />A introdução seqüencial de diferentes sorotipos do vírus da dengue contribui para pressionar a incidência desta doença. Em 1981, os sorotipos DEN-1 e DEN 4 foram os primeiros a serem isolados em uma epidemia de dengue ocorrida Boa Vista, Estado de Roraima. Após um silêncio epidemiológico, o sorotipo DEN-1 invadiu o Sudeste, tendo como porta de entrada a cidade do Rio de Janeiro, e o Nordeste, entrando pelas capitais dos estados de Alagoas, Ceará, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, em 1986-1987. A partir daí, espalhou-se por todo o país. <br />
  5. 5. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />Os sorotipos DEN-2 emergiu em 1990-1991, e o DEN-3 em 2001-2002. No momento, estes três sorotipos circulam simultaneamente em 24 estados da Federação, contribuindo para a incidência das formas graves da dengue (dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue) nas cidades onde se registram epidemias sequenciais por pelo menos dois sorotipos diferentes. Por outro lado, também a virulência das linhagens epidêmica pode ser algumas vezes o determinante principal das formas complicadas e das formas hemorrágicas.<br />
  6. 6. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />A progressão da dengue depende de condições ecológicas e socio-ambientais que facilitam a dispersão do vetor. Na ausência de uma vacina eficaz, o controle da transmissão do vírus da dengue requer o esforço conjunto de toda a sociedade no combate ao vetor. Dada a extraordinária capacidade de adaptação do Ae. aegypti ao ambiente, esta tarefa nem sempre produz resultados previsíveis. <br />
  7. 7. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />No presente paradigma da Saúde Pública, a dengue é um problema que vem sendo abordado em termos populacionais e ambientais. Não se tem abordado o problema em termos dos perfis ou padrões de pacientes expostos ao vírus da dengue. Assim, é preciso identificar, numa massa de dados referentes a pacientes caracterizados por um conjunto de parâmetros comuns, o perfil ou perfis dos indivíduos acometidos pela dengue e dos que, apesar de expostos ao vetor, não forma infectados pelo vírus da dengue.<br />
  8. 8. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />Trata-se, portanto, de classificar os casos identificando classes de perfis ou padrões (estabelecer um modelo descritivo), bem como predizer, a partir de um conjunto de atributos (ou histórico dos indivíduos), qual ou quais indivíduos serão “targets” para a infecção pelo vírus da dengue, se exposto ao mesmo. Está claro que tais resultados são pertinentes à população em estudo, pois os atributos usados para descrever seus indivíduos não são universais, mas locais. <br />
  9. 9. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />Este tipo de investigação é conhecido como “mineração de dados” (Data Mining), e não é ainda usada correntemente na saúde pública de nosso país. Acreditamos que a introdução da tecnologia de Data Mining possa otimizar as tomadas de decisões referentes à prevenção da dengue e outros agravos identificando os perfis dos indivíduos alvos para as ações de saúde pública, segundo a região e condições em que os dados foram colhidos. <br />
  10. 10. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />O instrumento de coleta de dados é um formulário com 87 campos <br />
  11. 11. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />O paciente ao procurar o serviço de saúde com suspeita de dengue, passa pela etapa de identificação – campos 1 a 25, em seguida se submete um exame clínico – campos 26 a 41, podendo ou não ser encaminhado para atendimento(internação) campos 42 a 48 ou para exames de laboratório – campos 49 a 70. Nos exames de laboratório a primeira bateria refere-se à sorologia. Se o resultado for negativo, a hipótese de dengue é descartada, senão vai para a etapa seguinte que é o isolamento viral. Caso se confirme, passa para a patologia(histopatologia e imunohistopatologia). As conclusões compreendem os campos 71 a 82. Cabendo ainda um campo livre para observações e a identificação do investigador.<br />
  12. 12. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />Exemplo de um modelo descritivo<br />Ana Carolina Carioca, Fabiane Cirino, Renata Souza Bueno<br />
  13. 13. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  14. 14. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
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  28. 28. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  29. 29. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  30. 30. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  31. 31. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  32. 32. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  33. 33. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />Exemplo de um Modelo Preditivo*<br />Marcelo Marinho Lacerda Andrade, Mariana Belmar da Costa B. de Mello, Thiago Batalha Nunes <br />OBJETIVOS<br /><ul><li>Ajustar um modelo preditivo para o diagnóstico de dengue;
  34. 34. Usar o modelo ajustado para diagnosticar novos casos a partir somente dos dados clínicos;
  35. 35. Reduzir os custos com exame de sangue para diagnóstico positivo ou negativo de dengue.</li></ul>* Apresentado na XXX Jornada Iniciacão Científica da UFRJ<br />
  36. 36. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />TRATAMENTO DOS DADOS<br /><ul><li>Antes do cálculo do modelo, foi necessário tratar os dados fornecidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do MinistériodaSaúde.</li></ul>Etapas do tratamento:<br />1) Exclusão de variáveis;<br />2) Dados errados;<br />3) Dados faltantes (missings); <br />4) Significânciadasvariáveis.<br /><ul><li>Após o tratamento, houvereduçãonaquantidade de variáveis de 75,86% noscasos de 2001 e 2002 (redução de 87 para 21 variáveis).</li></li></ul><li>ESTUDOS DE CASOS (DENGUE)<br />
  37. 37. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />Variável resposta: ID_DG_NOT (Diagnóstico Dengue)<br />Variáveis preditivas (dados clínicos):<br />Variáveis dos bancos de dados 2001-2002 após o tratamento<br />
  38. 38. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  39. 39. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  40. 40. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  41. 41. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  42. 42. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  43. 43. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />
  44. 44. ESTUDOS DE CASO (DENGUE)<br />

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