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Arte na Atualidade - 9788546201440

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  1. 1. Conselho Editorial Av. Carlos Salles Block, 658 Ed.Altos do Anhangabaú, 2º Andar, Sala 21 Anhangabaú - Jundiaí-SP - 13208-100 11 4521-6315 | 2449-0740 contato@editorialpaco.com.br ©2015 Daiane Solange Stoeberl da Cunha; Desirée Paschoal de Melo; Érica Dias Gomes; Márcia Cristina Cebulski (Orgs.) Direitos desta edição adquiridos pela Paco Editorial. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação, etc., sem a permissão da editora e/ou autor. D1115 da Cunha, Daiane Solange Stoeberl; de Melo, Desirée Paschoal; Gomes, Érica Dias; Cebulski, Márcia Cristina Arte na Atualidade/Daiane Solange Stoeberl da Cunha; Desirée Paschoal de Melo; Érica Dias Gomes; Márcia Cristina Cebulski (Orgs.). Jundiaí, Paco Editorial: 2015. 288 p. Inclui bibliografia. ISBN: 978-85-462-0144-0 1.Arte 2. Sociedade 3. Ensino 4. Intersecções. I. da Cunha, Daiane Solange Stoeberl ll. de Melo, Desirée Paschoal lll. Gomes, Érica Dias lV. Cebulski, Márcia Cristina CDD: 700 IMPRESSO NO BRASIL PRINTED IN BRAZIL Foi Feito Depósito Legal Índices para catálogo sistemático: Artes 700 Educação 370 Profa. Dra.Andrea Domingues Prof. Dr.Antônio Carlos Giuliani Prof. Dr.Antonio Cesar Galhardi Profa. Dra. Benedita Cássia Sant’anna Prof. Dr. Carlos Bauer Profa. Dra. Cristianne Famer Rocha Prof. Dr. Eraldo Leme Batista Prof. Dr. Fábio Régio Bento Prof. Dr. José Ricardo Caetano Costa Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes Profa. Dra. Magali Rosa de Sant’Anna Prof. Dr. Marco Morel Profa. Dra. Milena Fernandes Oliveira Prof. Dr. Ricardo André Ferreira Martins Prof. Dr. Romualdo Dias Prof. Dr. Sérgio Nunes de Jesus Profa. Dra.Thelma Lessa Prof. Dr.Victor Hugo Veppo Burgardt
  2. 2. Sumário Apresentação......................................................................................5 Prefácio..............................................................................................13 PARTE 1 Arte e Sociedade – 17 CAPÍTULO 1 – Arte e conhecimento........................................19 Celso Favaretto CAPÍTULO 2 – Algumas Poéticas Urbanas.............................35 Carminda Mendes André CAPÍTULO 3 – Quandonde (e outras) intervenções urbanas em arte: por um estudo indisciplinar e não artístico.....................49 Diego Elias Baffi CAPÍTULO 4 – A temática ecológica como objeto de criações artísticas em arte-mídia e arte tecnológica.....................................65 Giuliano Tosin Cristiane Lustosa Rita de Cássia Mendes PARTE 2 Arte e Ensino – 81 CAPÍTULO 5 – A arte no currículo do ensino básico: experiências estéticas e culturais......................................................83 Silvia Sell Duarte Pillotto CAPÍTULO 6 – A influência de Murray Schafer na educação musical escolar: análise de materiais didáticos...............................97 Aline Canto dos Santos Daiane Solange Stoeberl da Cunha
  3. 3. CAPÍTULO 7 – O compositor na sala de aula: práticas composicionais contemporâneas para educação musical.............117 Alvaro Borges CAPÍTULO 8 – Por uma escuta mais crítica: planejando um grupo de vivências em apreciação musical....................................139 Érica Dias Gomes Rafael Siqueira de Guimarães PARTE 3 Arte e Interseções – 181 CAPÍTULO 9 – Design e arte no contemporâneo: sentidos, estética e poéticas............................................................................183 Mônica Moura CAPÍTULO 10 – Savage Beauty: as relações entre a arte e o design na produção de Alexander McQueen...............................227 Carlos Godoy Silva Junior Desirée Paschoal de Melo CAPÍTULO 11 – Entre o corpo e a mistura de linguagens, o teatro multimidiático.....................................................................249 Ernesto Valença CAPÍTULO 12 – Improvisação: a arte do encontro..............265 Ana Maria Alonso Krischke Paula Zacharias Cristina Turdo
  4. 4. 5 Apresentação Este livro é resultado do evento anual “Simpósio de Arte-Edu- cação” promovido pelo Departamento de Arte-Educação da UNI- CENTRO – Universidade Estadual do Centro-Oeste, no campus Santa Cruz, em Guarapuava-PR. A obra aborda a temática da Arte por meio de experiências de criação e de ensino, se caracterizando como anais do evento, que em sua décima edição, em 2013, teve como tema “Espaços de Arte, Espaços de Saber” e na sua décima primeira edição, em 2014, teve como tema as discussões sobre “Arte e Tecnologia”. Desta forma, apresentamos nesta obra capítulos que referem-se a temáticas es- pecíficas abordadas na X e na XI edições do Simpósio de Arte- -Educação. Assim, buscamos registrar, publicar e, de certa forma, eternizar os saberes que nortearam as palestras, mesas-redondas e comunicações realizadas por alguns dos convidados do evento du- rante a programação. Com o objetivo de possibilitar aos acadêmicos do curso de Arte-educação/UNICENTRO, aos professores de Arte da região de Guarapuava, aos pesquisadores, aos artistas e à comunidade em geral a vivência em processos criativos e em arte e ensino, o Simpó- sio de Arte-educação é um dos principais eventos da área na região e possibilita complementação extracurricular de estudos na área de Arte em contato com pesquisadores do Brasil e do exterior. Neste evento promove-se ainda, a disseminação de conhecimento cien- tífico em Arte e Ensino e Processos Criativos em Arte e que são apresentados neste livro, efetivando ainda mais a interação entre pesquisadores, estudantes, professores e artistas locais e nacionais. O Departamento de Arte da UNICENTRO, conta com a parceria de Instituições que, por meio do auxílio financeiro pos- sibilitam o sucesso do evento, a nomear: Instituto Arte na Escola, Fundação Araucária e CAPES. Ressaltamos que estes órgãos, em
  5. 5. Daiane Solange Stoeberl da Cunha; Desirée Paschoal de Melo; Érica Dias Gomes; Márcia Cristina Cebulski (Orgs.) 6 suas diferentes concessões, foram indispensáveis para toda a logís- tica em torno do evento, desde o planejamento, a divulgação, a execução da programação até a disseminação dos resultados, que inclui a presente publicação, permitindo a concretização e a con- solidação do evento. O livro está dividido em três seções: arte e sociedade; arte e ensino; arte e interseções. A seção “Arte e sociedade” reúne textos que envolvem arte na sua relação com temas relevantes na socie- dade contemporânea: arte e conhecimento na atualidade; espaço público e propriedade; e ecologia. Nesta seção, são apresentados quatro capítulos, sendo que o primeiro, “Arte e conhecimento”, de Celso Favaretto, discorre acerca de conhecimento e arte, perpas- sando por reflexões históricas, filosóficas, sociais e estéticas, pro- curando responder a questão “O que são os conhecimentos que derivam da arte, a se acreditar na proposição, muito genérica, de que a arte é uma modalidade de conhecimento?” O autor procura configurar a paisagem desconhecida da contemporaneidade, a arte contemporânea: o presente. A seguir temos dois capítulos sobre intervenção urbana, que mostram a aproximação entre arte e vida presente neste tipo de ação que tem forte potencial enquanto questionadora dos valores vigen- tes na sociedade. Carminda Mendes André, doutora em Educação e docente no curso de Artes Cênicas da UNESP, discorre sobre a relação entre arte e política por meio de intervenções na cidade de São Paulo, em seu capítulo “Algumas poéticas urbanas”. A autora relaciona controle dos espaços públicos com arte de rua, apontando para a arte urbana enquanto meio de ressignificar o espaço público, trazendo reflexões sobre o significado destas ocupações na atuali- dade. O texto aprofunda na discussão acerca da característica de confronto com o poder público, colocando a intervenção enquan- to forma de ação poética, que pode tomar empréstimos de várias formas estéticas em prol de um fazer político, de uma resistência a determinados aspectos do modo de vida contemporâneo, com destaque para a valorização da propriedade, as relações de poder,
  6. 6. Arte na Atualidade 7 os mecanismos do sistema capitalista. A partir do texto, a autora questiona o tratamento do espaço público enquanto propriedade do poder público, que regula os modos de ser e de estar das pessoas, coibindo a espontaneidade, a criatividade e o lúdico que potencial- mente estariam presentes como parte da vida. O texto “quandonde (e outras) intervenções urbanas em arte: por um estudo indisciplinar e não artístico”, de Diego Elias Ba- ffi, professor assistente de Artes Cênicas na UNESPAR, vem com- pletar a discussão, refletindo sobre a intervenção urbana enquanto forma de aprendizado, possibilitando um caminho para o desen- volvimento de linguagem artística própria, fazendo um relato de sua participação no coletivo quandonde, na cidade de Curitiba. O texto também aborda questões relativas ao espaço público na atu- alidade, apontando para a problemática dos processos de legitima- ção da arte. O autor coloca a intervenção urbana enquanto forma de construção de um lugar de pertencimento coletivo, em meio às trocas interventor-partícipe, consolidando-se enquanto meio para maior engajamento de artistas por meio de coletivos que busquem experiências para propiciar a fruição poética da cidade. Giuliano Tosin, doutor em Arte e Mediação pela UNICAMP, juntamente com suas orientandas Cristiane Lustosa e Rita de Cás- sia Mendes, colaboram com o capítulo sobre “A temática ecológica como objeto de criações artísticas em arte-mídia e arte tecnológica”, abordando especificamente obras que levantam questões acerca da ecologia e que humanizam as máquinas por meio da arte, pela apro- ximação entre homem e meio ambiente mediada pelo desenvolvi- mento tecnológico. O tema ecológico é tomado com abordagem ampla, dentro de perspectiva holística que insere a crítica política e a reflexão sobre os problemas oriundos da crescente intervenção hu- mana no meio. Assim, os autores enfatizam a necessidade de cons- cientização do artista perante a utilização dos avanços tecnológicos para a criação, discutindo criações em arte-mídia e arte tecnológica de artistas como Eduardo Kac, Stelarc e Miguel Chevalier. O texto mostra a importância que os diversos olhares sobre a ecologia têm
  7. 7. Daiane Solange Stoeberl da Cunha; Desirée Paschoal de Melo; Érica Dias Gomes; Márcia Cristina Cebulski (Orgs.) 8 assumido na arte-mídia e na arte tecnológica, com incorporação de elementos do avanço técnico-científico, avançando nas reflexões sobre o desenvolvimento tecnológico não só enquanto ameaça ao meio ambiente, mas também como meio de se pensar criticamente os modos de vida na atualidade. A seção “Arte e ensino” traz escritos com implicação direta para educação, com discussões sobre currículo e sobre metodologias que buscam refletir sobre o ensino da área na atualidade. O primeiro entre os quatro capítulo da seção, “A arte no currículo do ensino bá- sico: experiências estéticas e culturais”, escrito por Silvia Sell Duar- te Pillotto, provoca reflexões sobre a inserção da disciplina de Arte no currículo do Ensino Básico e suas contribuições para o desenvol- vimento cognitivo e sensível dos estudantes, bem como para suas construções identitárias. Num primeiro momento a autora aborda a criação e percepção e seus possíveis desdobramentos na sala de aula, para na sequência abordar questões sobre planejamento de ensino de arte. Por fim, convida o leitor a repensar a sala de aula enquanto espaço de experiência, sensibilidade e conhecimento. Seguindo no caminho das discussões curriculares que envol- vem o ensino da Arte, o capítulo produzido por Aline Canto dos Santos e Daiane Solange Stoeberl da Cunha resulta da investigação sobre os conteúdos de música e os princípios pedagógicos de Mur- ray Schafer nas escolas de ensino fundamental nos anos finais, no município de Guarapuava – Paraná. Nesta pesquisa, os materiais didáticos utilizados pelos colégios de ensino fundamental da rede privada da cidade são analisados, os quais revelam possíveis direcio- namentos curriculares para o ensino de música. O texto aponta que Paisagem Sonora, Relação com o sagrado, e Confluência das Artes são princípios Schaferianos que de certa forma estão sendo inseri- dos nos currículos de Arte e música da escola e assim, apontam para um ensino criativo e não técnico-instrumental. No capítulo “O compositor na sala de aula: práticas compo- sicionais contemporâneas para educação musical” Alvaro Borges apresenta aspectos didáticos para educação musical que assumem
  8. 8. Arte na Atualidade 9 o processo de criação como elemento central do aprendizado, para tanto propõe cinco peças a fim de aproximar alunos e educadores do repertório musical contemporâneo. Érica Dias Gomes e Rafael Siqueira de Guimarães, no capí- tulo “Por uma escuta crítica: planejando um grupo de vivências em apreciação musical”, apresentam um guia metodológico para inserção da apreciação musical enquanto possibilidade para se pen- sar diversidade cultural em processos educacionais. O texto tem o potencial de sistematizar um meio de se desenvolver uma escuta musical crítica, que permita a reflexão para valores da sociedade atual, e que pode ser aplicado em diferentes realidades, de acordo com seus objetivos específicos. A seção “Arte e interseções”, com a apresentação de mais quatro capítulos, traz temáticas que enfatizam a interseção entre artes e também entre arte e outras áreas de conhecimento. O texto “De- sign e Arte no Contemporâneo: sentidos, estética e poéticas de Mô- nica Moura”, apresenta uma investigação sobre os estudos sobre as relações entre design e arte na atualidade. No primeiro momento, a autora expõe um pequeno panorama sobre os marcos de eventos, inventos e objetos do século XX e XXI que estabeleceram as carac- terísticas e as dinâmicas deste tempo no qual vivemos. Em seguida, apresenta a formação e características da sociedade do consumo e da estética do cotidiano. Prontamente, analisa a relação entre a Es- tética e o Design na contemporaneidade, problematiza a relação entre a Arte e o Design a partir de reflexões sobre os distanciamen- tos, reaproximações e fusões da Arte e do Design na contempora- neidade. Por último, descreve e analisa os exemplos de proposições híbridas que relacionam a Arte e o Design na contemporaneidade. A pesquisa intitulada “Savage Beauty: as relações entre a Arte e o Design na produção de Alexander McQueen”, de Carlos Godoy Júnior e Desirée Paschoal de Melo, teve como preocupação inves- tigar os diálogos entre as áreas de arte e de design presentes nos discursos e nas práticas de alguns artistas-designers da contempo- raneidade, tendo como objeto de estudo a produção de Alexander
  9. 9. Daiane Solange Stoeberl da Cunha; Desirée Paschoal de Melo; Érica Dias Gomes; Márcia Cristina Cebulski (Orgs.) 10 McQueen, que apresenta – na idealização, execução e finalização de suas propostas – a busca e a valorização da função simbólica e estética em detrimento da finalidade prática de suas criações, resul- tando assim em indumentárias conceituais e simbólicas. O texto aborda os principais apontamentos da revisão bibliográfica sobre o tema e, em um segundo momento, apresenta a descrição e análise de algumas obras apresentadas na exposição Savage Beauty organi- zada pelo Museu Metropolitano de Arte de Nova York. No capítulo intitulado “Entre o corpo e a mistura de lingua- gens, o teatro multimidiático”, Ernesto Valença aborda os impac- tos da inserção de mídias audiovisuais na cena teatral. Aspectos paradoxais como as novas possibilidades de linguagens artísticas e definições clássicas sobre o que seja o teatro conduzem o leitor a reflexões como a de que o teatro multimidiático realiza a aproxi- mação de duas perspectivas normalmente vistas como divergentes: uma baseada na ideia de essência do teatro e outra na dialética entre unidade e diversidade de linguagens. Fundamentado em autores como Grotowski e Flusser, Ernesto aponta para a possibilidade, ou, a impossibilidade, de liberdade que o teatro multimídia realiza ao colocar a presença corporal do ator em perspectiva com o automa- tismo aparelhístico e conclui instigando a crítica teatral a refletir sobre esta ambígua relação. O texto “Improvisação: a composição do encontro”, de Ana Maria Alonso Krischke, Paula Zacharias e Cristina Turdo, discor- re sobre aspectos envolvidos na improvisação em dança, por meio da experiência de pesquisa e práticas artísticas desenvolvidas pelas autoras. O texto apresenta enfoque em elementos como sensação, percepção, coexistência e diálogo, apontando para a importância da construção coletiva para a improvisação, em meio às singularidades dos indivíduos que dela fazem parte. Ressaltamos nossa gratidão aos convidados do evento que com prontidão e extremo profissionalismo participam como autores dos textos a seguir apresentados. Por meio do presente trabalho, espe- ramos possibilitar ao leitor um aprofundamento nas questões abor-
  10. 10. Arte na Atualidade 11 dadas, permitindo refletir melhor sobre debates iniciados durante o evento. Assim, percebe-se a importância de eventos como o Simpó- sio de Arte-Educação, no seu potencial para encontros produtivos, em que discussões e embates teóricos pertinentes à arte e à educa- ção, em meio a vivências artísticas, podem se desdobrar em novas reflexões que colaboram para o desenvolvimento da área. Daiane Solange Stoeberl da Cunha Érica Dias Gomes Desirée Pascoal de Melo Márcia Cristina Cebulski
  11. 11. 13 Prefácio A recente história das políticas públicas da área de educação de nosso país deixam, por vezes, um certo gosto amargo na boca de nossos educadores que têm de lidar com diversas situações com- plicadas ao enfrentar o dia a dia das escolas, sendo elas de ensino fundamental, médio ou superior. O mundo das artes não difere na quantidade de dificuldades que devem ser superadas, principalmen- te em uma sociedade que é dominada pelo descartável, pelo puro entretenimento que baniu a capacidade reflexiva do cidadão con- temporâneo e pela destreza que a indústria cultural tem em trans- formar a tudo e a todos em produtos. Nesse contexto, não podemos deixar de louvar, comemorar, elogiar, regozijar-nos com um evento que passa de dez anos dedicados à discussão, ao estudo, à análise e à fruição não só da educação mas também da arte. Esta publicação ajuda a sacramentar onze anos de lutas tra- vadas pelos profissionais de arte-educação da UNICENTRO que não deixam de acreditar que podem fazer a diferença nessas trin- cheiras tão abandonadas de nosso país, recebendo a colaboração de profissionais que já travam tal luta há mais tempo ainda. O que se expõe neste volume é resultado das duas últimas edições do Sim- pósio de Arte-educação da Universidade do Centro-Oeste – PR (UNICENTRO), evento organizado pelos visionários do curso de Arte-educação da instituição. Como participante de algumas edições desse simpósio, vale res- saltar qual o teor de efervescência que baliza o dia a dia do curso de graduação em Arte-Educação da UNICENTRO e por consequên- cia fomenta e direciona a organização do simpósio fornecendo ao leitor uma ideia um pouco mais profunda dos ideais e dos conceitos que perpassam as entrelinhas de cada texto. Correndo o risco de imprecisões históricas, a situação da arte no ambiente escolar tem se tornado gradualmente mais favorável.
  12. 12. Daiane Solange Stoeberl da Cunha; Desirée Paschoal de Melo; Érica Dias Gomes; Márcia Cristina Cebulski (Orgs.) 14 As aulas de artes têm, paulatinamente, regressado aos currículos escolares, resgatando a presença da música, das artes cênicas e das artes visuais na vida do estudante brasileiro. Tal regresso, ao mesmo tempo que tem dado esperanças mais positivas aos arte-educadores e possibilitado ao estudante travar contato com outras formas de pensar o mundo através do fazer artístico, tem também levantado questões sobre as formas de ocupar esse novo espaço que foi aber- to nos currículos escolares, principalmente quando se considera como os conteúdos das artes devem ser ministrados: respeitando as especificidades das áreas ou de formas mais interdisciplinares. Paralelamente, a arte – em meio a que se costuma chamar de pós- -modernidade, melhor dizendo a “arte após o fim da arte” como irá preferir Arthur Danto ou ainda a arte feita após o “fim da história da arte” na visão de Belting – passa por transformações que des- tronam conceitos fundantes de sua epistemologia e práxis, como o próprio conceito de arte, bem como derrubam os muros que de- limitavam as diferentes linguagens. Ao mesmo tempo em que nos projetos pedagógicos do ensino fundamental e médio são resgata- dos os eixos curriculares das diversas linguagens artísticas, superan- do o antigo paradigma polivalente do ensino de arte, a produção artística contemporânea tem se tornado cada vez mais interdiscipli- nar, interlinguística e interativa. Esses ideais artísticos permeiam as atividades dos professores da UNICENTRO demonstrando o forte engajamento que têm com a produção artística contemporânea, su- perando antigos paradigmas de ensino conservatorial e academicis- ta que por vezes permanecem em diversas instituições de ensino de arte brasileiras e que, por sua vez, fazem com que o curso de Arte- -Educação da instituição caracterize-se como um dos mais atuais e dinâmicos em nosso país. Sendo assim, não só o curso compreende a realidade e a produção artística recente mas também o Simpósio é realizado de forma a contemplar esse panorama. Nesse contexto, o grupo de professores-artistas-pensadores que figuram neste volume não se furtam à responsabilidade de tratar desses assuntos ajudando a pavimentar essa nova estrada
  13. 13. Arte na Atualidade 15 do ensino da arte contribuindo com uma visão de arte integrada aos desafios da contemporaneidade, das formas de pensar, fruir e ensinar a arte tanto a já historicamente consagrada quando aquela feita em nosso tempo. Boa leitura! Rael B. Gimenes Toffolo Maringá, abril de 2015

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