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Autismo, Linguagem e Cognição
Conselho Editorial
Av. Carlos Salles Block, 658
Ed.Altos do Anhangabaú, 2º Andar, Sala 21
Anhangabaú - Jundiaí-SP - 13208-...
“Li que é nas bibliotecas que reside a imortalida-
de... Não quero que meus pensamentos morram co-
migo... Quero ter reali...
Sumário
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Capítulo 1 – Autismo, transtornos do espectro do a...
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Apresentação
Contextualizando a proposta
Os textos que integram este volume discutem o tema do autis-
mo numa perspectiv...
Sheila Cavalcante Caetano | Maria Célia Lima-Hernandes | Fraulein Vidigal de Paula |
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Autismo, Linguagem e Cognição
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de cursos de curta duração em pesquisa avançada nas diferentes
áreas do conhecimento no E...
Sheila Cavalcante Caetano | Maria Célia Lima-Hernandes | Fraulein Vidigal de Paula |
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Capítulo 1
Autismo, transtornos do espectro do autismo
Graccielle Rodrigues da Cunha
Daniela Bordini
Sheila Cavalcante ...
Sheila Cavalcante Caetano | Maria Célia Lima-Hernandes | Fraulein Vidigal de Paula |
Briseida Dogo Resende | Marcelo Módol...
Autismo, Linguagem e Cognição
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Globais do Desenvolvimento (TGD) e os divide em Transtorno
Autista, Transtorno de Rett, T...
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  1. 1. Autismo, Linguagem e Cognição
  2. 2. Conselho Editorial Av. Carlos Salles Block, 658 Ed.Altos do Anhangabaú, 2º Andar, Sala 21 Anhangabaú - Jundiaí-SP - 13208-100 11 4521-6315 | 2449-0740 contato@editorialpaco.com.br ©2015 Sheila Cavalcante Caetano; Maria Célia Lima-Hernandes; Fraulein Vidigal de Paula; Briseida Dogo Resende; Marcelo Módolo (Orgs.) Direitos desta edição adquiridos pela Paco Editorial. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação, etc., sem a permissão da editora e/ou autor. C128 Caetano, Sheila Cavalcante; Lima-Hernandes, Maria Célia; Paula, Fraulein Vidigal de; Resende, Briseida Dogo; Módolo, Marcelo Autismo, Linguagem e Cognição/Sheila Cavalcante Caetano; Maria Célia Lima-Hernandes; Fraulein Vidigal de Paula; Briseida Dôgo de Resende; Marcelo Módolo (Orgs.). Jundiaí, Paco Editorial: 2015. 124 p. Inclui bibliografia. ISBN: 978-85-462-0028-3 1. Linguagem 2.Autismo 3.Transtorno mental 4. Cognição. I. Caetano, Sheila Cavalcante ll. Lima-Hernandes, Maria Célia lll. Paula, Fraulein Vidigal de lV. Resende, Briseida Dogo V. Módolo, Marcelo. CDD: 616.89 IMPRESSO NO BRASIL PRINTED IN BRAZIL Foi feito Depósito Legal Índices para catálogo sistemático: Psiquiatria: autismo 616.89 Linguagem e comunicação 370.14 Profa. Dra.Andrea Domingues Prof. Dr.Antônio Carlos Giuliani Prof. Dr.Antonio Cesar Galhardi Profa. Dra. Benedita Cássia Sant’anna Prof. Dr. Carlos Bauer Profa. Dra. Cristianne Famer Rocha Prof. Dr. Eraldo Leme Batista Prof. Dr. Fábio Régio Bento Prof. Dr. José Ricardo Caetano Costa Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes Profa. Dra. Magali Rosa de Sant’Anna Prof. Dr. Marco Morel Profa. Dra. Milena Fernandes Oliveira Prof. Dr. Ricardo André Ferreira Martins Prof. Dr. Romualdo Dias Prof. Dr. Sérgio Nunes de Jesus Profa. Dra.Thelma Lessa Prof. Dr.Victor Hugo Veppo Burgardt
  3. 3. “Li que é nas bibliotecas que reside a imortalida- de... Não quero que meus pensamentos morram co- migo... Quero ter realizado algo... Não me interes- so pelo poder ou pilhas de dinheiro. Quero deixar algo. Quero dar uma contribuição positiva – saber que minha vida tem um sentido. Exatamente agora, estou falando de coisas que estão no âmago de mi- nha existência.” (Oliver Sacks. Um antropólogo em Marte, p. 295)
  4. 4. Sumário Apresentação – Contextualizando a proposta....................9 Capítulo 1 – Autismo, transtornos do espectro do autismo.....13 Graccielle Rodrigues da Cunha Daniela Bordini Sheila Cavalcante Caetano Capítulo 2 – Avaliação de linguagem nos transtornos do espectro do autismo.....................................................................25 Ana Carina Tamanaha Jacy Perissinoto Capítulo 3 – O que se passa nas entrelinhas da vida social – uso expandido do subteste arranjo de figuras da escala WISC-III...............................................................................29 Fernanda Speggiorin Pereira Alarcão Mariana Cristina de Souza e Silva Capítulo 4 – Transtornos do espectro do autismo – a linguagem como instrumento de acesso à cognição.............39 Flaviana Veríssimo da Silva Joice da Silva Moreli Renata Paula da Silva Roma Capítulo 5 – A multimodalidade da linguagem e os transtornos do espectro do autismo (TEA) num contexto terapêutico semidirigido..............................................................57 Cacilda Vilela de Lima Lucilene Lisboa Rehberg Capítulo 6 – Peças por juntar: em busca do ser holístico......83 Maria Célia Lima-Hernandes Marcelo Módolo Fraulein Vidigal de Paula Sobre os Autores....................................................................................97 Referências..............................................................................................105
  5. 5. 9 Apresentação Contextualizando a proposta Os textos que integram este volume discutem o tema do autis- mo numa perspectiva interdisciplinar e integram pesquisadores de várias áreas de conhecimento, dentre os quais citamos Linguagem, Linguística, Fonoaudiologia, Psicologia e Psiquiatria. Todos eles voltaram seu olhar ao desempenho de crianças autistas em testes de organização de figuras. O interesse por uma melhor compreensão a respeito dos me- canismos cognitivos presentes no processamento linguístico levou o grupo a aproximar-se e criar um espaço de atenção conjunta na Universidade de São Paulo. Nesse espaço, institucionalizado como 2 disciplinas de pós-graduação nomeadas Processos de Cognição e de Linguagem: Diálogos Interdisciplinares I e II, as professoras Dras. Sheila Cavalcante Caetano (Departamento de Psiquiatria, da UNI- FESP), Fraulein Vidigal de Paula (Instituto de Psicologia da USP), Briseida Dôgo de Resende (do Instituto de Psicologia, da USP), Maria Célia Lima-Hernandes (do curso de Letras, da USP) e o Prof. Dr. Marcelo Módolo (do curso de Letras, da USP) fizeram exposições temáticas e incitaram debates ricos sobre o tema do au- tismo e sua correlação teórica com as ciências da linguagem. Processos de Cognição e de Linguagem: Diálogos Interdis- ciplinares I e II I. Diálogos interdisciplinares e suas (nossas) motivações II. Bases biológicas da Comunicação III. Pensamento, memória e linguagem IV. Imageamento, cérebro e linguagem Os alunos participantes desses cursos provieram de áreas igual- mente distantes na divisão clássica das Ciências: Linguística, Le-
  6. 6. Sheila Cavalcante Caetano | Maria Célia Lima-Hernandes | Fraulein Vidigal de Paula | Briseida Dogo Resende | Marcelo Módolo 10 tras, Fonoaudiologia, Filologia, Psiquiatria, Psicologia, Engenharia, dentre outras. Esses cursos foram realizados durante o ano de 2013. Essas discussões foram enriquecidas com encontros sistemáticos para a revisão dos trabalhos produzidos e com o planejamento das atividades futuras. Paralelamente a isso, o grupo de pesquisa Linguagem e Cog- nição (da USP) deu seguimento a reuniões de estudo sobre temas correlacionados à linguagem e cognição com vistas a qualificar, numa perspectiva interdisciplinar, os alunos interessados em am- pliar a visão clássica de linguagem que já havia sido desenvolvida durante a graduação nos cursos de Letras e de Linguística. A ideia era formar recursos humanos altamente qualificados para a refle- xão e pesquisa em áreas de fronteira entre linguagem, psicologia e medicina, de forma a lidar com a complexidade das questões não somente científicas para um mestrado ou doutorado, mas ainda com as vicissitudes derivadas da prática pedagógica. Desenvolver pesquisas inovadoras em sintonia com a tecnologia e métodos in- vestigativos nacionais e internacionais e alinhadas com as grandes questões das ciências modernas ligadas à cognição foi o mote de todas essas ações. O contexto para a proposição dessa aproximação entre áreas re- presenta um momento em que as áreas específicas de conhecimen- to têm estreitado suas fronteiras nos interesses científicos. Algumas instâncias governamentais e institucionais ligadas à pesquisa têm se dado conta de que as fronteiras entre as áreas científicas têm se rom- pido e, mais do que isso, que os interesses e perguntas em projetos têm dado eco a questões que se completam ou confluem tematica- mente. Um dos problemas que se apresenta para as áreas situa-se no campo teórico, pois as áreas têm avançado em seus conhecimentos específicos e outras têm avançado bem mais em modos de lidar com essas mesmas questões, o que produz grande know how em métodos. Investimentos têm também acompanhado esse movimento. Um deles é a Escola São Paulo de Ciência Avançada, financiada pela FAPESP. Nessa proposta, oferecem-se recursos para a organização
  7. 7. Autismo, Linguagem e Cognição 11 de cursos de curta duração em pesquisa avançada nas diferentes áreas do conhecimento no Estado de São Paulo a fim de potencia- lizar que fronteiras e áreas limítrofes tornem-se competitivas. Essa ideia é a inspiradora da proposta do curso de pós-graduação que gerou essa dinâmica de aproximação entre áreas e entre instituições, pois era pretensão que 2 cursos de curta duração em temas avança- dos da ciência e da tecnologia contribuíssem para a formação dos participantes, criando no Estado de São Paulo um polo de atração de talentos científicos competitivo mundialmente. Os professores que lecionaram as disciplinas nesta proposta são cientistas vincula- dos a núcleos e grupos de pesquisa da Universidade de São Paulo, com excelente qualificação e destaque em seus campos de pesquisa, incluindo-se, nesta edição, as áreas da Psiquiatria, da Psicologia e da Linguagem. Portanto, o curso realizado, em suas versões I e II, cada uma delas desenvolvida durante 6 encontros, cumpriu sua meta ini- cial, que era a construção de um espaço inovador de discussão e de fomentação de projetos inovadores de pesquisa que pudessem se desenvolver sobre temas na fronteira das ciências. A maioria dos textos que integram este volume foram desenvol- vidos com base na observação do teste de uma criança com provável diagnóstico de transtorno do espectro do autismo (TEA). Transcrição L1: Bom, Tiago (nome fictício) ...então agora, a gente vai montar algumas histórias, tá bom? Eu vou te mostrar as cenas, hã...elas tão numa ordem diferente, eu quero que você arranje uma ordem certa, formando uma historinha com começo, meio e fim, pode ser? L2: Pode. L1: Então, vamos lá! Coloca pra mim essa historinha na ordem certa. Tá na ordem certa? L2: Tá. L1: E conta pra mim, que história que formou? Conta pra mim essa história... L2: História foi...
  8. 8. Sheila Cavalcante Caetano | Maria Célia Lima-Hernandes | Fraulein Vidigal de Paula | Briseida Dogo Resende | Marcelo Módolo 12 L1: Conta aqui pra câmera, qual que é a história que for- mou? Me conta aqui, cena a cena. L2: Cena...tá comprando a roupa, tá comprando a roupa e tá indo pra casa...tá comprando a roupa. L1: Tá... L2: Tava sonhando com o cacho... com a Lady... L1: Quem é Lady? L2: Lady é o nome da cachorra. L1: Olha só! Vou colocar outra historinha...coloca ela na ordem certa pra mim, tá bem? L2: Vou colocar pra você. L1: Tá com começo, meio e fim? Eu quero que fique uma historinha com começo, meio e fim. L2: Tá aqui. Tá, daqui a...qui a pouco você fala, tá? L1: Conta pra mim...o que é que formou nessa história, me conta? L2: Tá andando com guarda-chuva... L1: Hum... E aqui ó, o que é que tá acontecendo nessa cena? L2: O que que tá acontecendo nessa cena... L1: Fala pra... pra gente, o que que tá acontecendo aqui, ó? L2: Tá pedindo guarda-chuva. L1: Hum...E aqui? O que é que o pai deve tá falando pra menina? L2: Tá... tá tomando a chuva. L1: E o pai? Ele tá com cara de quê? L2: Feliz. L1: Tá... que que ele deve tá falando pra ela aqui ó, pra filha? L2: Pra filha... que tá chovendo. L1: Tá...
  9. 9. 13 Capítulo 1 Autismo, transtornos do espectro do autismo Graccielle Rodrigues da Cunha Daniela Bordini Sheila Cavalcante Caetano Autismo é um termo utilizado para caracterizar quadros que, apesar de manterem características centrais semelhantes, variam amplamente na forma de apresentação clínica e na qualidade do comprometimento. Essa ideia de que transtornos mentais podem variar em gravidade e ainda assim manterem atributos centrais si- milares nos faz pensar na noção de espectro, um conceito da Psi- quiatria moderna no qual algumas dimensões de sintomas variam em amplitude e intensidade. Por esse motivo, utilizamos com fre- quência o termo Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) quan- do nos referimos a esse grupo relativamente heterogêneo de doenças do desenvolvimento que incluem prejuízo em duas áreas principais: (1) interação social, linguagem verbal e não verbal e (2) padrões de comportamento, interesse e atividades repetitivas e estereotipadas. O primeiro relato médico formal foi feito, em 1943, pelo psi- quiatra Leo Kanner, que descreveu 11 crianças entre 2 e 8 anos de idade cujo comprometimento central era a inabilidade de se relacio- nar, associada à incapacidade de usar a linguagem como meio de co- municação, apego à rotina e estereotipias. Por muitos anos, o autis- mo foi considerado um tipo de psicose infantil e apenas na edição do DSM-III o termo Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID) foi incluído para caracterizar síndromes com distúrbios em sociabili- dade e linguagem, dentre elas o Autismo Infantil típico ou clássico. Com o avanço do conhecimento, fica cada vez mais clara a complexa evolução desses quadros. Fatores individuais como sin- gularidades biológicas e experiências precoces associados a influ- ências ambientais são responsáveis por diferentes apresentações.
  10. 10. Sheila Cavalcante Caetano | Maria Célia Lima-Hernandes | Fraulein Vidigal de Paula | Briseida Dogo Resende | Marcelo Módolo 14 Essa é uma tendência de compreensão da psiquiatria moderna a partir de novos conhecimentos que vêm sendo adquiridos em es- tudos de epigenética, marcadores biológicos e neuroimagem com modelos de pesquisas translacionais que procuram incluir um modelo de fatores de risco e fatores protetores para diversos trans- tornos mentais (Tsankova et al., 2014). 1. Epidemiologia Estudos epidemiológicos mostram dados interessantes com prevalências que variaram nas últimas décadas de 4 por 10 mil habitantes (1966) a estimativas atuais de 30-100 por 10 mil habi- tantes. A taxa de prevalência mais aceita atualmente para TEA é em torno de 1%. Esse aumento nas taxas de prevalência pode ser explicado tanto por melhores métodos de rastreamento a partir da maior divulgação do tema na sociedade e entre os profissionais de saúde como também pelo melhor entendimento de anormalidades mais sutis do espectro, que permitiu englobarmos um maior nú- mero de pessoas dentro desse conceito. Ainda não está claro se esse crescimento pode ser relacionado a um verdadeiro aumento de inci- dência dos TEA, que poderia estar relacionado a fatores ambientais (CDC, 2014). No Brasil, existe apenas um estudo piloto de prevalência reali- zado em 2009 na cidade de Atibaia em que foi encontrada uma taxa subestimada de 0,3% (Paula et al., 2011). A distribuição entre os sexos é bem diferente, na proporção de 4 a 5 meninos para 1 menina. Algumas condições genéticas estão mais frequentemente associadas a TEA, como esclerose tuberosa, síndrome do X frágil e neurofibromatose (Volkmar et al., 2014). 2. Critérios diagnósticos Os critérios diagnósticos da Classificação Internacional das Doenças (CID) na sua 10a. edição nomeia TEA como Transtornos
  11. 11. Autismo, Linguagem e Cognição 15 Globais do Desenvolvimento (TGD) e os divide em Transtorno Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegrativo do Desen- volvimento, Transtorno de Asperger e Transtorno Global do De- senvolvimento SOE. Para os quadros de Autismo Típico, Síndrome de Asperger e TID SOE, os critérios diagnósticos variam em quantidade dentre as 3 esferas abaixo: 1) Prejuízo qualitativo na interação social, manifestado por: (a) prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como contato visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social; (b) fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento; (c) falta de tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por ex., não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse); (d) falta de recipro- cidade social ou emocional. 2) Prejuízos qualitativos na comunicação, manifestados por: (a) atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada (não acompanhado por uma tentativa de compensar através de mo- dos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica); (b) em indivíduos com fala adequada, acentuado prejuízo na capaci- dade de iniciar ou manter uma conversação; (c) uso estereotipado e repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática; (d) falta de jogos ou brincadeiras de imitação social variados e espontâneos apropriados ao nível de desenvolvimento. 3) Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por: (a) preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse, anormais em intensidade ou foco; (b) adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não funcionais; (c) maneirismos motores es- tereotipados e repetitivos (por ex., agitar ou torcer mãos ou dedos, ou movimentos complexos de todo o corpo); (d) preocupação per- sistente com partes de objetos.

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