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Programa Oeiras a Ler - Programa Municipal de Promoção da Leitura

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Apresentação feita na II Encontro Oeiras a Ler - 24 e 25 de Maio de 2007.

Programa Oeiras a Ler - Programa Municipal de Promoção da Leitura

  1. 1. PROGRAMA OEIRAS A LER | programa municipal de promoção da leitura |
  2. 3. notas prévias Em primeiro lugar, enquanto responsável pelas BMO, queria agradecer a vossa presença neste II Encontro Oeiras a Ler. Agradeço também aos conferencistas, aos moderadores, ao relator final e aos tradutores, por terem aceite o nosso repto. Last but not least , queria deixar aqui um agradecimento muito especial à equipa do Centro Oeiras a Ler que com tanto empenho e profissionalismo organizou este II Encontro Oeiras a Ler. Muito obrigado!
  3. 4. notas prévias Esta comunicação tem por objectivo apresentar uma reflexão pessoal sobre o Programa Oeiras a Ler. Mais do que descrever projectos ou demonstrar resultados, é minha intenção suscitar o debate em torno de questões que considero centrais. Nesse sentido, irei assumir perante vós as minhas mais profundas convicções assim como os meus dilemas e dúvidas em relação ao papel que as bibliotecas pú-blicas devem desempenham na promoção da leitura.
  4. 5. Programa Oeiras a Ler ? em que contexto surgiu o
  5. 6. «Observámos que a Biblioteca Municipal de Oeiras não se afasta de outros cenários que compõem o contexto nacional, sendo maioritariamente frequentada por jovens estudantes do ensino secundário ou superior, que fazem sobretudo um uso marcadamente instrumental e funcional daquele espaço e espólio.». MOURA, Ana Mocuixe – Práticas de leitura, jovens e novas tecnologias: a Biblioteca Municipal de Oeiras. Lisboa: IPLB, OAC, 2001. contexto institucional
  6. 7. conclusões do estudo # 1 público maioritário formado por jovens estudantes # 2 carácter utilitário no uso da biblioteca e da leitura # 3 espaço de estudo, de silêncio e pouca sociabilidade # 4 persistência de uma imagem tradicional de biblioteca
  7. 8. # 1 público maioritário formado por jovens estudantes cerca 60 % dos inquiridos são jovens (18-25 anos) o nível de escolaridade é de 25 % para o secundário são originários de família de classes médias e altas fonte: estudo IPLB/OAC, 2001 e de cerca de 70 % para o ensino superior
  8. 9. # 2 carácter utilitário no uso da biblioteca e da leitura utilizam a BMO por necessidade escolar cerca 73 % 39 % frequentam BMO somente na época de exames a leitura de livros escolares/profissionais é de 48 % fonte: estudo IPLB/OAC, 2001
  9. 10. # 3 espaço de estudo, de silêncio e de pouca sociabilidade De acordo com o modelo de análise proposto no início desta investigação, pretendíamos considerar ainda outras funções e competências desenvolvidas pela biblioteca, nomeada-mente enquanto espaço de sociabilidade e enquanto ins-tituição cívico-cultural. Ficámos com a nítida sensação que este tipo de funções ainda não são associadas pelo público em geral a um contexto como o da biblioteca.
  10. 11. # 3 espaço de estudo, de silêncio e de pouca sociabilidade Por um lado, apesar de termos observado que a maior parte dos utilizadores daquele espaço mantinha e desenvolvia situações de interacção, é uma realidade que parece ainda não estar realmente interiorizada, pois a biblioteca continua a ser vista pelos mesmos, sobretudo, como um espaço de estudo, de silêncio e de pouca sociabilidade, optando por outros locais para satisfazer as necessidades de convívio e de lazer.
  11. 12. # 4 persistência de uma imagem tradicional da biblioteca Por outro lado, podemos constatar que a Biblioteca Municipal de Oeiras desenvolve largos esforços para (mais do que um mero local de leitura ou requisição de obras literárias) se assumir como um espaço activo, cívico e cultural, de referência aos cidadãos do concelho. É no entanto um longo caminho a percorrer no contexto da mudança de mentali-dades, já que subsistem as velhas representações da biblio-teca ainda como espaço algo distante e fechado, dirigido a-penas aos estudantes.».
  12. 13. dados complementares # 5 perda de terreno do impresso face ao digital # 6 leitores livros são menos que utilizadores internet
  13. 14. # 5 perda de terreno do impresso face ao digital os CD’s representaram 20 % dos empréstimos e somente 55 % dos empréstimos foram de livros fonte: estatísticas internas BMO, 2006 em 2006 fizemos 115.795 empréstimos o empréstimo de DVD’s representou 18 % do total
  14. 15. # 6 leitores livros são menos que os utilizadores internet solicitaram empréstimos 7.946 utilizadores acederam à internet 28.803 utilizadores fonte: estatísticas internas BMO, 2006 destes, somente 2.200 requisitaram livros
  15. 16. questões para reflexão tendo em conta os dados apresentados colocam-se algumas
  16. 17. vão desaparecer? as bibliotecas públicas
  17. 18. morte do livro? estamos perante a tão anunciada
  18. 19. crise da leitura? podemos falar de uma
  19. 20. questão central e, na sequência destas, gostava de colocar a
  20. 21. promoção da leitura? ainda vale a pena apostar na
  21. 22. visão apocalíptica gostava de afirmar que não tenho uma sobre o futuro das bibliotecas e da leitura
  22. 23. que as bibliotecas públicas podem responder às mudanças sociais revitalizando a sua vocação fundadora de estou convicto bibliotecas de leitura pública
  23. 24. ou seja, assumindo plenamente a como a sua razão de ser e a sua forma de estar leitura pública como uma responsabilidade social perante a comunidade
  24. 25. Bibliotecas Municipais de Oeiras a resposta a estas mudanças passou pela adopção de uma nova no caso específico das visão estratégica
  25. 26. visão estratégica Bibliotecas Municipais de Oeiras espaços de cultura e conhecimento ao serviço de todos os munícipes
  26. 27. visão estratégica foi assumida como prioritária a aposta no desenvolvimento das literacias para a implementação desta
  27. 28. Programa Oeiras a Ler ? em suma, que razões levaram à criação do
  28. 29. <ul><li>mudanças sociais ocorridas nos últimos dez anos </li></ul><ul><li>alteração do estatuto da leitura e do leitor </li></ul><ul><li>persistência da imagem tradicional das bibliotecas </li></ul><ul><li>necessidade de reequacionar o papel das bibliotecas </li></ul><ul><li>implementação de uma nova orientação estratégica </li></ul><ul><li>aposta central no desenvolvimento das literacias </li></ul><ul><li>necessidade de sustentar intervenção a longo prazo </li></ul>Programa Oeiras a Ler ? em suma, que razões levaram à criação do
  29. 30. Programa Oeiras a Ler ? quais são os pressupostos em que assenta o
  30. 31. Programa Oeiras a Ler ? quais são os pressupostos em que assenta o <ul><li>papel central da biblioteca </li></ul><ul><li>âmbito municipal de intervenção </li></ul><ul><li>intervenção a longo prazo </li></ul><ul><li>diversidade de públicos abrangidos </li></ul><ul><li>afectação de recursos estratégicos </li></ul><ul><ul><li>recursos financeiros </li></ul></ul><ul><ul><li>fundos documentais </li></ul></ul><ul><ul><li>equipas qualificadas </li></ul></ul>
  31. 32. Programa Oeiras a Ler ? quais são os objectivos do
  32. 33. Programa Oeiras a Ler ? quais são os objectivos do <ul><li>objectivos explícitos </li></ul><ul><ul><li>criar e fortalecer o gosto pela leitura nas crianças </li></ul></ul><ul><ul><li>consolidar as práticas de leitura nos jovens </li></ul></ul><ul><ul><li>diversificar as práticas de leitura nos adultos </li></ul></ul><ul><ul><li>constituir um corpus teórico-prático de suporte </li></ul></ul><ul><li>objectivo implícito </li></ul><ul><ul><li>mudar a imagem tradicional da biblioteca </li></ul></ul>
  33. 34. Programa Oeiras a Ler ? como está estruturado o
  34. 35. Programa Oeiras a Ler ? como está estruturado o <ul><li>quatro subprogramas </li></ul><ul><ul><li># A – Ler para crescer </li></ul></ul><ul><ul><li># B – Geração XL </li></ul></ul><ul><ul><li># C – Alargar horizontes </li></ul></ul><ul><ul><li># D – Territórios da leitura </li></ul></ul>
  35. 36. # A subprograma «Ler para crescer» <ul><li>público-alvo: crianças e adolescentes (até 14 anos) </li></ul><ul><li>objectivo: </li></ul><ul><ul><li>criar e fortalecer o gosto pela leitura </li></ul></ul><ul><li>estratégias: </li></ul><ul><ul><li>desenvolver projectos com as escolas </li></ul></ul><ul><ul><li>estabelecer forte articulação com as BE </li></ul></ul><ul><ul><li>envolver directamente as famílias </li></ul></ul>
  36. 37. # B subprograma «Geração XL» <ul><li>público-alvo: jovens (dos 15 aos 25 anos) </li></ul><ul><li>objectivo: </li></ul><ul><ul><li>consolidar as práticas de leitura </li></ul></ul><ul><li>estratégias: </li></ul><ul><ul><li>desenvolver projectos num âmbito extra-escolar </li></ul></ul><ul><ul><li>centrar projectos nos interesses dos jovens </li></ul></ul><ul><ul><li>envolver directamente jovens na gestão projectos </li></ul></ul>
  37. 38. # C subprograma «Abrir horizontes» <ul><li>público-alvo: adultos (com mais de 25 anos) </li></ul><ul><li>objectivo: </li></ul><ul><ul><li>diversificar as práticas de leitura </li></ul></ul><ul><li>estratégias: </li></ul><ul><ul><li>desenvolver projectos por perfil de leitor </li></ul></ul><ul><ul><li>centrar os projectos nos interesses dos adultos </li></ul></ul><ul><ul><li>desenvolver projectos num âmbito intergeracional </li></ul></ul>
  38. 39. subprograma «Territórios da leitura» <ul><li>público-alvo: profissionais e instituição ligados à leitura </li></ul><ul><li>objectivo: </li></ul><ul><ul><li>constituir um corpus teórico-prático de suporte </li></ul></ul><ul><li>estratégias: </li></ul><ul><ul><li>criar espaços de reflexão e debate </li></ul></ul><ul><ul><li>promover a formação de mediadores de leitura </li></ul></ul><ul><ul><li>testar metodologias e técnicas de trabalho </li></ul></ul># D
  39. 40. Programa Oeiras a Ler ? qual é o balanço que é possível efectuar do
  40. 41. # 1 perspectiva global # 2 subprograma «Ler para crescer» # 3 subprograma «Geração XL» # 4 subprograma «Abrir horizontes» # 5 subprograma «Territórios da leitura» # 6 dilemas e tensões Programa Oeiras a Ler ? qual é o balanço que é possível efectuar do
  41. 42. # 1 perspectiva global <ul><li>programa atingiu a sua fase de maturidade, indícios: </li></ul><ul><ul><li>conhecimento dos diferentes públicos </li></ul></ul><ul><ul><li>validação dos modelos de trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>consolidação dos projectos-âncora </li></ul></ul><ul><ul><li>equipa com competências e experiência </li></ul></ul>
  42. 43. # 1 perspectiva global <ul><li>resultados mais palpáveis: </li></ul><ul><ul><li>nova imagem institucional </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>ousadia das propostas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>laços afectivos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>dinamismo da equipa </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>adesão por parte do público </li></ul></ul>
  43. 44. # 2 subprograma «Ler para crescer» <ul><li>duas abordagens diferentes </li></ul><ul><ul><li>Andersen 2005 </li></ul></ul><ul><ul><li>Viagens por entre linhas </li></ul></ul><ul><li>dilema: escala versus intensidade </li></ul><ul><li>necessidade de encontrar outra abordagem </li></ul>
  44. 45. # 3 subprograma «Geração XL» <ul><li>não se conseguiu desenvolver trabalho com jovens </li></ul><ul><li>paradoxo: público mais significativo </li></ul><ul><li>público menos participativo </li></ul><ul><li>questão de modelos ou de motivações? </li></ul><ul><li>necessidade de desenvolver um projecto-piloto </li></ul>
  45. 46. # 4 subprograma «Abrir horizontes» <ul><li>capacidade de fidelização de públicos restritos </li></ul><ul><li>dimensão: pública (centrada no autor) </li></ul><ul><li>privada (centrada no leitor) </li></ul><ul><li>desafio: necessidade de alargar públicos </li></ul><ul><li>abordagem: discreta ou mediatizada ? </li></ul>
  46. 47. # 5 subprograma «Territórios da leitura» <ul><li>criação do Centro Oeiras a Ler </li></ul><ul><li>suporte e recurso estratégico para profissionais </li></ul><ul><li>rede social de mediadores de leitura </li></ul><ul><li>abordagem mais promissora </li></ul>
  47. 48. # 6 dilemas e tensões <ul><li>escala + abrangências versus intensidade + continuidade </li></ul><ul><li>carácter lúdico versus carácter instrumental </li></ul><ul><li>dimensão pública versus dimensão privada </li></ul>
  48. 49. Programa Oeiras a Ler ? quais são as perspectivas de futuro para o
  49. 50. # 1 repensar a organização dos espaços e das colecções # 2 desenvolver o serviço de apoio ao leitor # 3 consolidar o modelo de gestão de colecções # 4 reforçar as parcerias com as escolas # 5 abordagem centrada no leitor # 6 estabelecer uma rede social de mediadores Programa Oeiras a Ler ? quais são as perspectivas de futuro para o
  50. 51. # 1 repensar a organização dos espaços e das colecções <ul><li>organizar a biblioteca em função dos leitores </li></ul><ul><li>organizar as colecções através de centros de interesse </li></ul><ul><li>criar espaços de exposição apelativa das colecções </li></ul>
  51. 52. # 2 <ul><li>garantir um atendimento qualificado </li></ul><ul><li>disponibilizar aconselhamento ao nível das leituras </li></ul><ul><li>promover a ligação actividades-atendimento </li></ul>consolidar o serviço de apoio ao leitor
  52. 53. # 3 <ul><li>renovar sistematicamente as colecções </li></ul><ul><li>agilizar os processos de aquisição e tratamento </li></ul><ul><li>repensar a presença na web </li></ul>consolidar o modelo de gestão de colecções
  53. 54. # 4 reforçar as parcerias com as escolas <ul><li>projectos de continuidade </li></ul><ul><li>trabalho conjunto (planeamento, concretização, gestão ) </li></ul><ul><li>modelo de sustentabilidade </li></ul>
  54. 55. # 5 abordagem centrada no leitor <ul><li>ter em atenção a diversidade de perfis de leitor </li></ul><ul><li>implicações em todas as áreas da biblioteca </li></ul><ul><li>proporcionar boas experiências de leitura </li></ul>
  55. 56. # 6 estabelecer uma rede social de mediadores <ul><li>rede formada por profissionais ligados à leitura </li></ul><ul><li>Centro Oeiras a Ler = suporte e recurso estratégico </li></ul><ul><ul><li>formação especializada </li></ul></ul><ul><ul><li>reflexão e debate </li></ul></ul><ul><ul><li>experimentação e investigação </li></ul></ul><ul><ul><li>recursos documentais </li></ul></ul><ul><ul><li>disseminação de boas práticas </li></ul></ul>
  56. 57. Programa Oeiras a Ler ? quais são os factores de sustentabilidade do
  57. 58. <ul><li>assegurar o apoio político ao programa </li></ul><ul><li>expandir a rede de bibliotecas municipais </li></ul><ul><li>estabelecer uma rede social de mediadores </li></ul><ul><li>consolidar as parcerias institucionais </li></ul><ul><li>apostar na sistemática qualificação da equipa </li></ul>Programa Oeiras a Ler ? quais são os factores de sustentabilidade do
  58. 59. Programa Oeiras a Ler ? qual é o valor e o impacto social do
  59. 60. <ul><li>para responder a esta questão torna-se fundamental: </li></ul><ul><ul><li>não ficar pelos resultados visíveis e imediatos </li></ul></ul><ul><ul><li>estabelecer uma cultura de avaliação de projectos </li></ul></ul><ul><ul><li>ir para além dos indicadores quantitativos </li></ul></ul><ul><ul><li>realizar uma investigação profunda e extensiva </li></ul></ul><ul><ul><li>utilizar conclusões obtidas para tirar ilações </li></ul></ul>Programa Oeiras a Ler ? qual é o valor e o impacto social do
  60. 61. sobre a leitura Sete Mitos [ algumas provocações para gerar o debate ]
  61. 62. a leitura está em crise Mito # 1
  62. 63. a leitura é um acto solitário Mito # 2
  63. 64. não temos tempo para ler Mito # 3
  64. 65. os leitores formam-se na infância Mito # 4
  65. 66. a internet é concorrente da leitura Mito # 5
  66. 67. a escola não forma leitores Mito # 6
  67. 68. a leitura é um problema sem solução Mito # 7
  68. 69. ou realidades ? Mitos
  69. 70. PROGRAMA OEIRAS A LER | programa municipal de promoção da leitura |

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