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Os Lusíadas - Reflexões do Poeta, Canto VIII, est. 96­-99

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Leitura analítica e crítica de Os Lusíadas - Reflexões do Poeta, Canto VIII, est. 96­-99

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Os Lusíadas - Reflexões do Poeta, Canto VIII, est. 96­-99

  1. 1. Reflexões do Poeta – C.VIII, est. 96-99 Reflexão suscitada pelas traições sofridas por Vasco da Gama em Calecute, nomeadamente o seu sequestro, ultrapassadas pela entrega de valores materiais. 96 Nas naus estar se deixa vagaroso, Até ver o que o tempo lhe descobre: Que não se fia já do cobiçoso Regedor, corrompido e pouco nobre. Veja agora o juízo curioso Quanto no rico, assim como no pobre, Pode o vil interesse e sede inimiga Do dinheiro, que a tudo nos obriga. 97 A Polidoro mata o Rei Treício, Só por ficar senhor do grão tesouro; Entra, pelo forXssimo ediYcio, Com a filha de Acriso a chuva d'ouro; Pode tanto em Tarpeia avaro vício, Que, a troco do metal luzente e louro, Entrega aos inimigos a alta torre, Do qual quase afogada em pago morre. Tomada de consciência dos portugueses em relação à cobiça do Catual Todas as classes sociais são subjugadas ao poder do dinheiro. Recurso a personagens mitológicas a fim de comprovar o poder do dinheiro. Referências ao dinheiro, esse “vil metal”
  2. 2. Reflexões do Poeta – C.VIII, est. 96-99 98 Este rende munidas fortalezas, Faz tredores e falsos os amigos: Este a mais nobres faz fazer vilezas, E entrega Capitães aos inimigos; Este corrompe virginais purezas, Sem temer de honra ou fama alguns perigos: Este deprava às vezes as ciências, Os juízos cegando e as consciências; 99 Este interpreta mais que sublmente. Os textos; este faz e desfaz leis; Este causa os perjúrios entre a gente, E mil vezes branos torna os Reis. Até os que só a Deus Onipotente Se dedicam, mil vezes ouvireis Que corrompe este encantador, e ilude; Mas não sem cor, contudo, de virtude. Referências ao dinheiro, esse “vil metal” – pronome demonstrabvo - Anáfora O dinheiro: •  Faz traidores e inimigos; •  Traz maldade; •  Corrompe; •  Influencia/degrada o saber e tolda o discernimento; •  Degrada as leis e a jusbça; •  Provoca ações desleais. Em poucas palavras - O poeta tece considerações sobre o poder corruptor do dinheiro, metal que obriga à tomada de determinadas condutas indignas do ser humano. O dinheiro não é sinónimo de virtude.

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