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Leitura ativa das cenas XI e XII do Ato I de Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

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Leitura ativa das cenas XI e XII do Ato I de Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, seguindo os tópicos das metas de aprendizagem de 11ºano

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Leitura ativa das cenas XI e XII do Ato I de Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

  1. 1. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a Orania, sempre lhe pode resisOr, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, aOra com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, aOra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) Cenas Finais – Ato I – Leitura aOva
  2. 2. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a :rania, sempre lhe pode resis:r, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, aOra com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, aOra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) Recorte das personagens – Manuel de Sousa CouOnho Corajoso, destemido, desafiador Desvaloriza os bens materiais em prol dos espiritual, dos princípios, da honra Desafiador, patriota, manifesta-se contra o domínio filipino Recorte das personagens - Madalena Medrosa; Instável; Aterrada; Crente em Deus; Dominada pelas emoções e por pressenOmentos: acredita que a destruição do retrato de seu marido é prognósOco de uma fatalidade.
  3. 3. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a Orania, sempre lhe pode resis:r, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, aOra com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, aOra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) Contextualização histórica. Contextualização literária Período do domínio filipino em Portugal: •  Perda de autonomia; •  Crença no SebasOanismo como reduto para readquirir a independência absoluta. •  Ato de patrioOsmo de Manuel de Sousa CouOnho que, sem ser um sebasOanista, mostra o seu amor à pátria. RomanOsmo: •  Recurso à história da nação (domínio filipino e suas consequências); •  A emoção supera a razão – Manuel de Sousa CouOnho; •  PatrioOsmo (ato de Manuel de Sousa CouOnho); •  Gosto por cenas violentas (incêndio); •  Drama interior de Madalena.
  4. 4. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a :rania, sempre lhe pode resis:r, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, a:ra com uma para dentro; e vê- se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, a:ra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) O SebasOanismo: História e ficção. Dimensão patrióOca do ato de Manuel de Sousa CouOnho – luta pela liberdade ideológica; afirmação do seu patrioOsmo •  Portugal está sob o jugo filipino devido ao desaparecimento de D. SebasOão na batalha de Alcáçer Quibir (4 de agosto de 1578). •  A crença popular é de que D. SebasOão não morreu e voltará numa manhã de nevoeiro. Manuel de Sousa CouOnho não parOlha desta crença (fazê-lo, seria acreditar igualmente no regresso de D. João) mas é um patriota que, através da destruição do seu palácio, tenta reaver a idenOdade e liberdade do país
  5. 5. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a Orania, sempre lhe pode resisOr, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, aOra com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, aOra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) A dimensão trágica Manuel arrisca a sua própria vida, tal como seu pai, por amor à pátria A referência ao facto do pai de Manuel de Sousa CouOnho ter morrido “caindo sobre a sua própria espada” – consOtui um indício trágico – também Manuel de Sousa CouOnho poderá morrer devido a este ato patrióOco A destruição do retrato de Manuel de Sousa CouOnho O Retrato simboliza o homem, logo a sua destruição é prognósOco de uma fatalidade para Manuel de Sousa CouOnho O facto da família ter que ir para o palácio de D. João é uma agravante ao presságio da destruição do retarto. Ir para esse palácio é voltar ao dómínio de D. João.
  6. 6. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a Orania, sempre lhe pode resisOr, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, aOra com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, aOra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) Linguagem, esOlo e estrutura: Interrogações retóricas: •  Reforça a coragem do ato que Manuel de Sousa CouOnho está prestes a ter. •  Revelam a preocupação e angúsOa extremas de Madalena face à aOtude do marido. Expressividade do adjeOvo Expressividade do advérbio de predicado Metáforas: •  Reforça a fugacidade da vida; •  Salienta a coragem e força do ato de Manuel de Sousa CouOnho. Ironia: •  Sublinha o desacordo de Manuel de Sousa CouOnho face ao domínio filipino.
  7. 7. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a Orania, sempre lhe pode resisOr, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, aOra com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, aOra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) CaracterísOcas do texto dramáOco: •  Divisão em atos e cenas: •  Entrada de uma nova personagem = mudança de cena; •  Falas das personagens: •  Cena XI – monólogo de Manuel; •  Cena XII – diálogo entre Manuel e D. Madalena = discurso direto •  Didascálias: •  Indicações cénicas que ilustram: •  Personagens em cena – indicação entre parênteses no início da cena; •  Comportamentos das personagens; •  Adereços, cenário e ambiente. Linguagem, esOlo e estrutura:
  8. 8. CENA XI (MANUEL DE SOUSA, MIRANDA e os outros criados) MANUEL — Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas pelas minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a Orania, sempre lhe pode resisOr, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são esses haveres que duas faíscas destroem num momento. Como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, aOra com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, aOra a outra tocha, e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.) CENA XII (MANUEL DE SOUSA e criados; MADALENA, MARIA, JORGE e TELMO, acudindo) MADALENA — Que fazes? Que fizeste? Que é isto, oh meu Deus! MANUEL (tranquilamente) — Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. As suas Excelências podem vir, quando quiserem. MADALENA — Meu Deus, meu Deus! Ai, é o retrato do meu marido! Salvem-me aquele retrato! (Miranda e outro criado vão para Orar o painel: uma coluna de fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.) O drama românOco: caracterísOcas. •  Peça escrita em prosa (diálogos das personagens); •  Recurso a um episódio da história de Portugal (gosto pelo que é nacional, próprio da pátria) – mito sebasOanista e domínio filipino; •  Presença da religião cristã, de agouros e supers:ções populares (manifestações da cultura portuguesa) – morte trágica do pai de Manuel de Sousa CouOnho e medo de D. Madalena face à destruição do retrato; •  Exaltação de valores patrió:cos e da ideia de liberdade – aOtude de Manuel de Sousa CouOnho ao incendiar o seu palácio.

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