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Conceitos básicos de economia

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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE GESTÃO E TECNOLOGIAAGROINDUSTRIAL COLÉGIO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS CONCEITOS BÁSICOS DE ECONOMIA Prof. Dr. Genyson M. Evangelista
  2. 2. APRESENTAÇÃO DO CURSO MÓDULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS 1.1. Conceito de economia 1.2. Divisão da teoria econômica 1.3. Os problemas centrais da economia 1.4. O conceito de mercado e suas dimensões 1.5. O processo de formação dos preços 1.5.1. A demanda e seus determinantes 1.5.2. A oferta e seus determinantes 1.5.3. O equilíbrio de mercado 1.6. Um exemplo de mercado: a feira de Caruaru em vídeo 1.7. A metodologia de estudo das ciências econômicas MÓDULO 2 – SISTEMAS ECONÔMICOS 2.1. Conceito de sistema econômico 2.2. O sistema econômico de mercado: o capitalismo 2.3. O sistema econômico de planejamento central: o socialismo
  3. 3. MÓDULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS DE ECONOMIA
  4. 4. 1.1. Conceitos de economia 1.2. Divisão da teoria econômica 1.3. Os problemas centrais da economia 1.4. O conceito de mercados e suas dimensões 1.5. O processo de formação dos preços 1.5.1. A demanda e seus determinantes 1.5.2. A oferta e seus determinantes 1.5.3. O equilíbrio de mercado 1.6. Um exemplo de mercado: a feira de Caruaru em vídeo 1.7. A metodologia de estudo das ciências econômicas
  5. 5. MÓDULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS 1.1. Conceito de economia Podemos entender o conceito da palavra economia em três diferentes sentidos: a) Como comportamento racionalizador dos agentes econômicos Refere-se à forma como as pessoas se referem ao comportamento racionalizador de gastos ou uso de bens de consumo, como, por exemplo: alguém que está fazendo economia para comprar um carro no final do ano ou um carro que alguém considera muito econômico como sendo um automóvel que gasta pouco combustível. b) Como organização da produção de riqueza Refere-se ao conjunto das características de uma economia em um determinado espaço geográfico, como, por exemplo: a economia paraibana, a economia brasileira ou a economia mundial. c) Como ciência social aplicada Os filósofos Aristóteles e Platão, muito antes de Cristo, já apresentaram uma definição e os objetivos do que viria a ser hoje a economia. Mas na época desses filósofos, a Economia era considerada apenas como a arte da administração dos negócios domésticos. Daí a origem da palavra economia (do grego oikonomia, oikos = casa, nomos = lei). Depois, como surgimento dos Estados-Nação, a palavra passou a significar o ramo do conhecimento essencialmente voltado para a administração do Estado voltado para o seu fortalecimento. As primeiras definições clássicas e científicas surgiram com o Iluminismo, durante o século XVIII. Foi com o economista clássico Adam Smith, com seu livro A Riqueza das Nações, que a palavra economia assumiu um caráter verdadeiramente científico, devido à formulação das primeiras teorias e leis econômicas. Assim, Economia passou a significar a ciência que estuda a melhor e mais eficiente forma de emprego dos recursos produtivos visando o estudo da produção e distribuição de bens e serviços.
  6. 6. 1.2. Divisão da teoria econômica 1.2.1. Núcleos básicos a) Economia descritiva A economia descritiva se preocupa em observar os fatos do mundo real que estejam direta ou indiretamente relacionados à economia, mas sempre de forma superficial; ela antecede o conhecimento sistematizado da economia. b) Teoria econômica Trata-se da economia estudada de forma sistematizada. Consiste em um sistema de princípios, teorias e leis cientificamente elaboradas dentro de princípios científicos, isto é, com coerência, consistência e objetividade. c) Política econômica A política econômica é a prática dos conhecimentos produzidos pela economia para se atingir determinados fins. É um sistema de valores e convicções em torno de problemas econômicos que buscam justificar de forma partidária o ordenamento institucional de um determinado país ou região. 1.2.2. Principais compartimentos Do ponto de vista dos compartimentos, a economia se divide em duas partes: microeconomia e macroeconomia. a) Microeconomia A microeconomia foi a primeira forma de análise econômica, uma vez que surgiu nos séculos
  7. 7. Figura 1 Os núcleos básicos da Economia e suas inter-relações ECONOMIA DESCRITIVA Conjunto de observações sobre ocorrências do mundo real, geralmente superficiais, que antecedem o conhecimento sistematizado. POLÍTICA ECONÔMICA Sistema de valores e convicções destinado a justificar com partidarismo, determinado ordenamento institucional. TEORIA ECONÔMICA Sistema de princípios, teorias e leis cientificamente elaboradas com base em coerência, consistência e objetividade.
  8. 8. XVIII e XIX e cuidava, basicamente, dos problemas relacionados às unidades elementares de consumo e de produção, estudando os consumidores e as empresas. Daí ela ser chamada também de teoria clássica e neoclássica ou análise microeconômica. A microeconomia remonta aos primeiros autores clássicos, como ADAM SMITH (1723 - 1790), DAVID RICARDO (1722 – 1823) e JOHN STUART MILL (1806 – 1873). Também conhecida como Teoria dos Preços, devido à sua preocupação com o funcionamento do livre mecanismo das forças de mercado – oferta e procura – e seu papel no processo de formação dos preços em um sistema de mercado competitivo. Portanto, podemos definir a Microeconomia como sendo a parte da economia que estuda os agentes econômicos isoladamente, os consumidores e as empresas, e as suas interrelações no âmbito do mercado. Daí porque ela já se subdivide em quatro campos de estudo: teoria do consumidor, teoria da empresa, teoria da produção e teoria da repartição ou dos mercados. b) Macroeconomia A partir da Grande Depressão dos anos 1930, a certeza de que o livre funcionamento das forças de mercado (oferta e demanda), sem nenhuma intervenção do governo no processo de formação dos preços seria suficiente para fazer uma economia funcionar sempre tendendo ao equilíbrio começou a perder força, devido às crises cíclicas que o capitalismo viria a sofrer. Além disso, o surgimento de novas teorias econômicas nos países subdesenvolvidos, quase sempre questionando a validade da teoria econômica clássica, levou muitos economistas a defender a ideia de que a análise microeconômica não seria capaz de explicar problemas cada vez mais complexos resultantes dos desajustes estruturais das economias, como desemprego, inflação, desequilíbrios nas balanças comerciais e de serviços e a crescente internacionalização dos sistemas econômicos. A análise macroeconômica passou a substituir a “abordagem microscópica” desses problemas a partir do lançamento do livro de John Maynard Keynes, em 1936, intitulado The General Theory of Employment, Interest and Money (Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda).
  9. 9. A análise macroeconômica, por sua vez, se subdivide em dois campos de estudo: teoria dos agregados econômicos e teoria geral do equilíbrios e do crescimento econômico. 1.3. Os problemas centrais da economia Qualquer que seja a formação econômica de um país, não importa quais sejam as suas características, todos os problemas econômicos podem ser agrupados em três tipos diferentes, porém fortemente relacionados entre si: o que se deve produzir? Quanto e como produzir de determinados bens e serviços? Para quem se deve produzi-los? A constituição de um sistema econômico suficientemente capaz de harmonizar esses três problemas em torno de seus objetivos de modernização e desenvolvimento é o objetivo-síntese das nações. Vejamos cada um destes de forma detalhada. a) O que e quanto produzir? A questão do que produzir em uma dada economia está condicionada, entre outras coisas, às necessidades e preferências da população, como também aos seus estoques de recursos produtivos, especialmente os recursos naturais. Assim, dificilmente um país poderá produzir largamente alimentos para sua população e até para exportação se não possuir os recursos naturais fundamentais para este fim, como água e terras adequadas em quantidade e qualidade. O problema de quanto produzir se refere às possibilidades de produção da economia em função da disponibilidade de recursos produtivos, que varia de economia para economia. b) Como produzir? Refere-se à combinação dos fatores ou recursos da produção de modo a torná-la a mais eficiente possível, com vistas à satisfação das necessidades dos agentes econômicos em quantidade e qualidade adequadas, além de preços que se julgue justos. c) Para quem produzir? Refere-se à forma como a produção é distribuída com o conjunto da população de uma dada economia. As características do sistema econômico de cada país são fundamentais na explicação dessa repartição, que normalmente tende a ser muito concentrada nas economias subdesenvolvidas e menos concentrada nas chamadas economias avançadas, como veremos mais adiante.
  10. 10. Figura 2 Principais compartimentos da Economia ECONOMIA DESCRITIVA TEORIA ECONÔMICA ANÁLISE MICROECONÔMICA Cuida, individualmente, do comportamento dos consumidores e dos produtores, com vistas à compreensão do funcionamento geral do sistema econômico ANÁLISE MACROECONÔMICA Cuida do estudo dos grandes agregados da economia, ocupando-se de magnitudes globais, com vistas à determinação das condições de crescimento e equilíbrio do sistema econômico Teoria do consumidor Teoria da empresa Teoria da produção Teoria da repartição Teoria dos agregados Teoria geral do equilíbrio e do crescimento POLÍTICA ECONÔMICA Aplicação dos instrumentos desenvolvidos pela teoria econômica com vistas a alcançar objetivos determinados Teoria monetária Teoria das finanças públicas Teoria das relações internacionais Teoria do desenvolvimento
  11. 11. Figura 3 Inter-relacionamento da tríade dos problemas econômicos centrais O QUE E QUANTO PRODUZIR? Adoção de opções que satisfaçam plenamente às necessidades coletivas COMO PRODUZIR? Combinação eficiente e ótima alocação dos recursos produtivos PARA QUEM PRODUZIR? Correta repartição da produção obtida com vistas à justiça distributiva A constituição de um sistema econômico ideal implica a gradativa ampliação desta área de intercruzamento
  12. 12. Figura 4 Quadro-resumo dos problemas econômicos centrais Problemas econômicos centrais Níveis de relevância Esquemas de solução 1. O que e quanto produzir? Econômico Adoção de soluções lógicas que as- tisfaçam plenamente as necessida- des e aos desejos da população. 2. Como produzir? Tecnológico Obtenção da plena eficiência da produção, através da eficiente com- binação e ótima alocação dos recur- sos produtivos (humanos, naturais e tecnológicos) maximizando a produ- ção através da plena mobilização dos recursos disponíveis. 3. Para quem produzir? Social Obtenção de uma eficiência distri- butiva através da aproximação das fronteiras do bem-estar individual e social.
  13. 13. 1.4. O conceito de mercados e suas dimensões 1.4.1. O que é mercado? Em sentido geral, a palavra mercado designa um grupo de compradores e vendedores que estão em contato suficientemente próximo para que as trocas entre eles afetem as condições de compra e venda dos demais. Um mercado existe quando compradores que pretendem trocar dinheiro por bens e serviços estão em contato com os vendedores desses mesmos bens e serviços. Assim, podemos entender por mercado como o local, teórico ou não, do encontro regular entre compradores e vendedores de uma economia determinada. Como mostra a Figura 5, o mercado é formado pelo conjunto de instituições em que se realizam as transações comerciais, como feiras, lojas, supermercados, bolsas de valores etc. 1.4.2. O mercado segundo suas dimensões geográficas Uma das formas de se entender o que é o mercado é classificá-lo segundo as suas dimensões geográficas. Dessa forma, podemos ter a seguinte classificação: a) Mercado local – é a menor unidade geográfica de um espaço de transações econômicas. Normal- mente se refere a um espaço econômico de um município ou de um estado da federação. b) Mercado regional – exemplo desse mercado é a região Nordeste do Brasil. c) Mercado nacional – refere-se ao todo do espaço geográfico de um país, como, por exemplo: a e- conomia brasileira, a economia francesa ou a economia norte-americana. d) Mercado internacional – compõe o que em economia se chama o “resto do mundo” e comporta transações realizadas entre os diferentes países. Exemplo de mercado internacional é o mercado dos estados Unidos, China e Europa para onde o Brasil exporta alimentos e minério de ferro, en- tre outros produtos de exportação, como mostra a Figura 6.
  14. 14. Oferta de bens e serviços Figura 5 Fluxograma explicativo da organização do mercado MERCADO DE RECURSOS DE PRODUÇÃO MERCADO DE BENS E SERVIÇOS UNIDADES DE PRODUÇÃO UNIDADES FAMILIARES Procura e aquisição de bens e serviços Oferta de recursosProcura e emprego de recursos (Salários, juros, aluguéis, lucros e dividendos) (Retransferência monetária, através dos preços pagos pelos bens e serviços adquiridos)
  15. 15. Exportação Figura 6 Fluxograma do mercado internacional BRASIL RESTO DO MUNDO Mercado de bens e serviços Mercado de fatores de produção Exportação Exportação Importação Importação Balança comercial Balança de serviços Exportação Exportação Importação Importação
  16. 16. 1.4.3. O mercado segundo os setores da economia Outra forma de compreender a dinâmica do mercado é classificando-o de acordo com as atividades desenvolvidas por da unidade de produção e de consumo. Alguns exemplos desses mercados: a) Mercado financeiro – espaço onde as instituição financeiras transacionam no mercado de títulos, como as bolsas de valores e as casas de câmbio. b) Mercado agrícola – espaço onde são transacionados bens e serviços que entram na composição da produção agrícola pelas empresas (máquinas agrícolas e insumos) ou adquiridos pelos consumidores, como alimentos ofertados e demandados em feiras livres, mercadinhos ou supermercados. c) Mercado imobiliário – espaço onde atuam as empresas do setor da construção civil e de transações de imóveis. d) Mercado de trabalho – espaço de negociação da mão-de-obra entre os trabalhadores, que precisam vender a sua força de trabalho para sobreviverem, e as empresas, que necessitam dessa mão-de-obra para tocar a produção. 1.5. O processo de formação dos preços O processo de formação de preços em uma dada economia é um dos aspectos mais complexos do estudo da Economia. Ele resulta da interação de dois diferentes processos: de um lado, a demanda por um determinado produto e, de outro, a oferta desse produto, que tende a resultar na formação de um preço tendente a uma situação de equilíbrio.
  17. 17. 1.5.1. A demanda e seus determinantes Podemos entender como demanda ou procura como as várias quantidade que os consumidores estão dispostos e aptos a adquirir, em função dos vários níveis de preços possíveis, em determinado período de tempo. A demanda por um determinado produto pode ser influenciada pelos seguintes fatores: a) Renda dos consumidores – é o principal fator que influencia o nível da demanda por um produto, uma vez que quanto mais cresce a renda de um indivíduo, mais ele se sente disposto a aumentar o seu nível de consumo. b) Preço do produto – é o segundo mais importante fator que influencia a demanda, uma vez que se os preços de determinados produtos sobem além da renda do consumidor, este tenderá a mudar os seus hábitos de consumo, ou adquirindo menos desses produtos ou até deixando de comprar. c) Preço dos outros produtos similares – o preço de um determinado produto que pode substituir outros pode influenciar a demanda na medida em que o consumidor, diante de uma elevação do preço da manteiga, este pode substituí-la por margarina ou reduzir um pouco o consumo de uma e aumentar um pouco o consumo da outra. d) Preço dos produtos substitutos – os produtos substitutos são aqueles que, embora possam ter propriedades físicas diferentes, podem substituir o consumo de outro devido a uma elevação do preço de um produto próximo. Assim, uma grande elevação no preço da carne de boi pode levar o consumidor a substituí-la total ou parcialmente pela carne de frango ou de suíno. e) Fatores aleatórios – são aqueles que ocorrem apenas esporadicamente, como uma estiagem que resulte numa queda da produção de alimentos e, consequentemente, na redução de sua oferta.
  18. 18. Figura 7 Relação entre preços e quantidades demandadas de um produto
  19. 19. 1.5.2. A oferta e seus determinantes Entende-se por oferta a quantidade total de um bem ou serviço que os produtores estão aptos e dispostos a oferecer no mercado de uma dada economia, representada pelo conjunto das unidades de produção, pelo qual os mesmos esperam obter um preço minimamente compensador em um determinado período de tempo. A oferta desses produtos pode sofrer variações devido aos seguintes fatores: a) Preços dos produtos que o mercado está disposto a pagar pelos mesmos – quanto maiores são os preços dos produtos no mercado, mais os produtores estão dispostos a aumentar a sua oferta, ao mesmo tempo em que novos produtores se sentem atraídos a entrar nesse mercado, contribuindo para aumentar a oferta a médio e longo prazo. b) Preço dos fatores de produção que entram na composição do produto – quanto mais os preços destes fatores tendem a se elevar, o preço final ao produtor também tende a se elevar, como o preço da carne de frango se eleva em função deum aumento nos custos da ração e da energia elétrica, tendendo a reduzir a oferta no médio prazo. c) Mudanças ou variações nas tecnologias – as tecnologias mais modernas tendem a tornar a produção mais eficiente, com maiores níveis de produtividade e redução de custos, o que tende a aumentar a oferta do produto no mercado e, consequentemente, a reduzir o seu preço final para o consumidor. d) Política econômica do governo – a política econômica do governo pode afetar negativa ou positivamente os níveis de oferta de um produto em um determinado mercado. Assim, uma política de restrição do crédito para a produção através da elevação da taxa de juros pode inibir o investimento e, no longo prazo, a produção. Por outro lado, a redução de impostos e taxas, além do incentivo ao crédito barato para a aquisição de um determinado produto pode certamente incentivará o aumento de sua produção e, consequentemente, da sua oferta, com uma redução de seu preço para os consumidores. e) Outros fatores, normalmente aleatórios e não previsíveis.
  20. 20. Figura 8 Relação entre preços e quantidades ofertadas de um produto
  21. 21. 1.5.3. O equilíbrio de mercado O equilíbrio de mercado, de um modo geral, é visto pelos economistas como uma situação puramente hipotética, que tem um valor mais analítico do ponto de vista da teoria econômica e da política econômica. Isso se explica pelo fato de que o mercado não pode ser percebido em toda a sua extensão, além de que estes são muito dinâmicos, estão sempre mudando, sofrendo alterações. De um modo geral, um mercado se encontra em equilíbrio no ponto de interseção das curvas de demanda e oferta de um produto, ou seja, quando as quantidades de um produto demandadas pelos consumidores se iguala ou se encontram no mesmo nível de preços que interessa aos produtores, ou seja, aos ofertadores de produto, como podemos ver na Figura 9. 1.5.4. A metodologia das ciências econômicas Para estudar de forma sistemática e científica os problemas que afetam as economias, a Economia se serve de determinadas metodologias de estudo. De um modo geral, este processo tem início na observação sistemática da realidade, da qual os economistas formulam uma série de deduções e induções, as quais, após serem desenvolvidas, servirão para validar ou não as teorias mediante o confronto de seus resultados com a realidade dos fatos. O processo final é a reelaboração da teoria, caso esta não se confirme diante da realidade dos fatos estudados, ou a sua confirmação, como mostra a Figura 10.
  22. 22. Figura 9 Representação gráfica do equilíbrio de mercado
  23. 23. Figura 10 Esquema explicativo da metodologia das ciências econômicas Observação sistemática da realidade Reelaboração ou confirmação de acordo com as novas observações Indução Dedução Validação pelo permanente confronto com a realidade Hipóteses sobre o comportamento dos fatos conhecidos e observados Hipóteses sobre o comportamento de fatos não conhecidos ou sobre as possíveis relações entre estes e os observados Formulação de princípios, teorias, leis ou modelos explicativos ou interpretativos da realidade
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