Conservação e restauro de espólios de arquitectura / Constança Rosa

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Metodologias e processos utilizadas na conservação e restauro de espólios de arquitectura

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Conservação e restauro de espólios de arquitectura / Constança Rosa

  1. 1. Conservação e restauro de espólios de arquitectura: Que intervenções, que metodologias? Contributos para uma reflexão. Constança Costa Rosa Biblioteca de Arte Fevereiro de 2008 B i b l i o t e c a d e A r t e
  2. 2. DEFINIÇÃO de PRIORIDADES <ul><li>Política de disponibilização dos documentos </li></ul><ul><li>Investimento na transferência de suportes </li></ul><ul><li>Diagnóstico estado de conservação </li></ul><ul><li>Intervenção de conservação e restauro </li></ul>
  3. 3. DESENHOS de ARQUITECTURA <ul><li>Características do acervo </li></ul><ul><li>Organização por projectos </li></ul><ul><li>Diversidade de formatos </li></ul><ul><li>Diversidade de suportes (vegetais, cartão e papel) </li></ul><ul><li>Diversidade de processos : originais e fotoreproduções </li></ul><ul><li>Diversidade de materiais de registo </li></ul><ul><li>Existência de outros tipos de docs.entre desenhos </li></ul>
  4. 4. DIAGNÓSTICO/PATOLOGIAS <ul><li>Sujidade superficial </li></ul><ul><li>Vincos e rugas </li></ul><ul><li>Oxidação do papel </li></ul><ul><li>Fitas adesivas </li></ul><ul><li>Rasgões e perdas </li></ul><ul><li>Perfurações </li></ul><ul><li>Foxing </li></ul><ul><li>Manchas (tinta) </li></ul>
  5. 5. PROPOSTA de INTERVENÇÃO <ul><li>Levantamento do estado de conservação </li></ul><ul><li>(espécie a espécie) </li></ul><ul><li>Programa de intervenção de restauro </li></ul><ul><li>(mínimo) </li></ul><ul><li>Programa de preservação das espécies </li></ul><ul><li>(acondicionamento e armazenamento) </li></ul>
  6. 6. OPÇÕES de TRATAMENTO de CONSERVAÇÃO e RESTAURO <ul><li>Estabilização das espécies </li></ul><ul><li>Consolidações pontuais </li></ul><ul><li>Planificação dos suportes </li></ul>
  7. 7. METODOLOGIA de TRABALHO <ul><li>1. Separação das espécies p/ processos </li></ul><ul><li>(originais/fotoreproduções) </li></ul><ul><li>2. Divisão das espécies de cada processo por formatos </li></ul><ul><li>3. Levantamento do estado de conservação em </li></ul><ul><li>grelha própria </li></ul><ul><li>4. Consolidações pontuais e temporárias tendo em </li></ul><ul><li>vista o envio dos desenhos para digitalização </li></ul><ul><li>5. Organização física e acondicionamento dos </li></ul><ul><li>desenhos em armários horizontais </li></ul>
  8. 8. ACONDICIONAMENTO das ESPÉCIES <ul><li>Originais (separadores papel neutro) </li></ul><ul><li>Fotoreproduções (separadores poliester) </li></ul><ul><li>Grandes formatos (tubos extensíveis de polipropileno) </li></ul>
  9. 9. DIFICULDADES do PROCESSO <ul><li>Não existência de separação física entre </li></ul><ul><li>processos e formatos </li></ul><ul><li>Dispersão de peças constituintes do mesmo </li></ul><ul><li>desenho </li></ul><ul><li>Dificuldade de manuseamento das espécies </li></ul><ul><li>(equipa de dois elementos) </li></ul><ul><li>Tempo de execução muito curto para </li></ul><ul><li>processamento, conservação e digitalização </li></ul><ul><li>Execução do trabalho em dois espaços distintos </li></ul>
  10. 10. CONSIDERAÇÕES GERAIS <ul><li>Melhoria das condições de preservação das </li></ul><ul><li>espécies através de: </li></ul><ul><li>1. Diminuição acesso directo aos originais </li></ul><ul><li>2. Optimização condições acondicionamento e armazenamento das espécies </li></ul><ul><li>Rentabilização espaço de armazenamento </li></ul>
  11. 11. COLECÇÕES de FOTOGRAFIA <ul><li>Universo de cerca de 2200 espécies </li></ul><ul><li>Fragilidade dos suportes fotográficos </li></ul><ul><li>Rápida degradação </li></ul><ul><li>Intervenção de conservação e restauro de todas as espécies fotográficas </li></ul>
  12. 12. COLECÇÕES de FOTOGRAFIA <ul><li>A maioria das espécies fotográficas </li></ul><ul><li>encontrava-se: </li></ul><ul><li>Acondicionada em caixas de cartão </li></ul><ul><li>Organizada de acordo com o seu conteúdo </li></ul><ul><li>(projectos) </li></ul><ul><li>Mistura de processos fotográficos (cor, p&b, </li></ul><ul><li>negativos e provas, etc.) e de formatos </li></ul>
  13. 13. DIAGNÓSTICO /PATOLOGIAS <ul><li>Negativos </li></ul><ul><li>Encurvamento </li></ul><ul><li>Amarelecimento </li></ul><ul><li>Fungos </li></ul><ul><li>Espelho de prata </li></ul><ul><li>Sujidades superficiais </li></ul>
  14. 14. DIAGNÓSTICO/PATOLOGIAS <ul><li>Provas </li></ul><ul><li>Acentuado encurvamento </li></ul><ul><li>Amarelecimento </li></ul><ul><li>Fungos </li></ul><ul><li>Resíduos de papel e cola </li></ul><ul><li>Rasgões e lacunas ao </li></ul><ul><li>nível do suporte * </li></ul><ul><li>Sujidades superficiais </li></ul>
  15. 15. OPÇÕES de TRATAMENTO de CONSERVAÇÃO e RESTAURO <ul><li>Separação processos/formatos </li></ul><ul><li>Limpeza mecânica ou química </li></ul><ul><li>Colagem de rasgões, reintegração de lacunas c/cola </li></ul><ul><li>de amido e papel japonês </li></ul><ul><li>Colocação cartão conservação canson no verso das </li></ul><ul><li>provas </li></ul><ul><li>Congelamento neg.originais em película </li></ul>
  16. 16. OPÇÕES de ACONDICIONAMENTO <ul><li>Provas formato menor 6X9cm </li></ul><ul><li>Formatos 9X12cm a 24X30cm </li></ul><ul><li>Caixas de conservação, cartão canson marfim e bolsas de poliester </li></ul><ul><li>ou </li></ul><ul><li>Caixas de conservação, envelopes de 4 abas em cartolina CLA (160 gr.) </li></ul>
  17. 17. OPÇÕES de ACONDICIONAMENTO <ul><li>Formatos acima 50X60cm </li></ul><ul><li>(mapotecas - cartão canson e bolsas de poliester) </li></ul><ul><li>Formatos desde 35mm em tira até 20X25cm </li></ul><ul><li>negativos originais em película (bolsas de alumínio e separadores de cartolina CLA 160 gr.) </li></ul><ul><li>Provas de maior valor </li></ul><ul><li>construção de passe-partouts </li></ul>
  18. 18. CONSIDERAÇÕES GERAIS <ul><li>Há relação directa e evidente entre conteúdo das </li></ul><ul><li>imagens fotográficas e desenhos de arquitectura </li></ul><ul><li>Por este facto constituíram-se não como </li></ul><ul><li>colecções fotográficas independentes mas como </li></ul><ul><li>partes integrantes dos espólios de arquitectura </li></ul><ul><li>Conservação, rocessamento e disponibilização ao </li></ul><ul><li>público realizados de uma só vez </li></ul><ul><li>Utilizada a duplicação de espécies como forma </li></ul><ul><li>preservação de originais instáveis </li></ul>
  19. 19. CONSIDERAÇÕES GERAIS - 2 <ul><li>Suportes fotográficos entre colecção de desenhos criou </li></ul><ul><li>impasse não previsto. Desenhos arquitectura reproduzidos </li></ul><ul><li>fotograficamente transitaram p/ acervo fotográfico </li></ul><ul><li>Sob ponto de vista da organização intelectual estas </li></ul><ul><li>espécies mantiveram-se entre colecção de desenhos mas </li></ul><ul><li>em termos de organização física privilegiou-se preservação </li></ul><ul><li>dos suportes </li></ul><ul><li>Trabalho simultâneo das equipas contribuiu para </li></ul><ul><li>melhor contextualização das imagens </li></ul>
  20. 20. Espólio Pessoal LUÍS CRISTINO DA SILVA <ul><li>Características do acervo </li></ul><ul><li>Documentação diversa (biográfica,actividade académica, </li></ul><ul><li>programas, estudos, desenhos de amigos, etc.) com </li></ul><ul><li>organização própria </li></ul><ul><li>Suportes diversificados (papel, cartão, vegetal) </li></ul><ul><li>Formatos diversos </li></ul><ul><li>Estado de conservação muito variável </li></ul>
  21. 21. DIAGNÓSTICO/PATOLOGIAS <ul><li>Sujidade superficial </li></ul><ul><li>Dejectos de insectos </li></ul><ul><li>Oxidação do suporte </li></ul><ul><li>Ferrugem </li></ul><ul><li>Foxing </li></ul><ul><li>Manchas (água/tinta) </li></ul><ul><li>Vestígios fita adesiva </li></ul><ul><li>antiga </li></ul><ul><li>Fungos </li></ul><ul><li>Dobras e vincos </li></ul>
  22. 22. METODOLOGIA de TRABALHO <ul><li>Conferência da documentação mantendo a </li></ul><ul><li>organização original sempre que possível </li></ul><ul><li>Remoção de documentação em suportes </li></ul><ul><li>diferentes (peças desenhadas ou materiais fotográficos) </li></ul><ul><li>Intervenção de conservação e restauro estudada </li></ul><ul><li>caso a caso </li></ul><ul><li>Soluções de acondicionamento caso a caso </li></ul>
  23. 23. METODOLOGIA de TRABALHO <ul><li>Fase 1 – antes da digitalização </li></ul><ul><li>Intervenção de preservação tendo em vista </li></ul><ul><li>manuseamento durante o processo de digitalização </li></ul><ul><li>Fase 2 - após digitalização </li></ul><ul><li>Conclusão tratamento de conservação e acondicionamento </li></ul><ul><li>adequado </li></ul>
  24. 24. OPÇÕES de TRATAMENTO de CONSERVAÇÃO e RESTAURO <ul><li>Remoção de clips, agrafos </li></ul><ul><li>e alfinetes </li></ul><ul><li>Consolidação pontual </li></ul><ul><li>Remoção de suportes </li></ul><ul><li>(com fungos) </li></ul><ul><li>Acondicionamento </li></ul>
  25. 25. OPÇÕES de TRATAMENTO de CONSERVAÇÃO e RESTAURO <ul><li>Limpeza mecânica a seco </li></ul><ul><li>Planificação do suporte </li></ul><ul><li>Remoção de adesivos </li></ul><ul><li>Estabilização de fungos </li></ul><ul><li>Preenchimento de lacunas </li></ul>
  26. 26. OPÇÕES de ACONDICIONAMENTO <ul><li>Bolsas papel neutro </li></ul><ul><li>e fita de algodão </li></ul><ul><li>Bolsas de poliéster c/ </li></ul><ul><li>suporte cartão canson </li></ul><ul><li>Encapsulamento </li></ul><ul><li>(aberto) </li></ul><ul><li>Caixas de </li></ul><ul><li>Conservação </li></ul><ul><li>Passe-partout </li></ul><ul><li>Bolsas em papel de conservação (à medida) </li></ul>
  27. 27. CONSIDERAÇÕES GERAIS <ul><li>Suporte de sustentação amovível para a capa: evita </li></ul><ul><li>tensões ou quebras de vincos e rasgões nas margens </li></ul><ul><li>das folhas de papel </li></ul><ul><li>Por não se justificar não foram realizadas análises </li></ul><ul><li>microquímicas para identificação dos materiais </li></ul><ul><li>Evidenciados elementos dos desenhos que se </li></ul><ul><li>encontravam pouco destacados ou datas e legendas que </li></ul><ul><li>se tornaram mais visíveis </li></ul>
  28. 28. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... <ul><li>Relação entre partes dos espólios obrigou constante </li></ul><ul><li>contacto entre equipas e ao recurso frequente a </li></ul><ul><li>i nformação entretanto disponibilizada em linha </li></ul><ul><li>Necessidade de reflectir em conjunto sobre as soluções </li></ul><ul><li>de organização e tratamento das espécies </li></ul><ul><li>Equipas a trabalhar em simultâneo contribuiram para </li></ul><ul><li>enriquecimento das soluções e para processo de </li></ul><ul><li>conservação e restauro mais dinâmico </li></ul>

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