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Oficina - retiro de escrita e direitos humanos

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Participaram ativistas de direitos humanos, que escrevem sobre suas práticas, de 13 diferentes países.

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Oficina - retiro de escrita e direitos humanos

  1. 1. oficina-retiro de escrita Bianca Santana biancasantana@gmail.com Espaço Areté. São Paulo. Outubro de 2017
  2. 2. - pegue um pedaço de papel e não leia; - diga seu nome, leia o trecho em voz alta; - como você se relaciona com o trecho? - coloque o objeto que você trouxe no centro do círculo.
  3. 3. Por que você escreve?
  4. 4. “Por que eu escrevo? Porque eu preciso. Porque minha voz, em todos os seus dialetos, foi silenciada por tempo demais.” Jacob Sam-La Rose
  5. 5. “Este é um dos meus poemas preferidos. Eu o li centenas de vezes, de novo e de novo. E cada vez que o leio, parece que toda a minha história está contida nele. As cinco pequenas linhas nos lembram, de forma bastante engenhosa, uma longa história de silêncio imposto. Uma história de vozes torturadas, linguagens disruptivas, idiomas impostos, discursos interrompidos e os muitos lugares onde nunca pudemos estar para falar com nossas próprias vozes. Tudo isso parece escrito nele. Ao mesmo tempo, não é somente um poema sobre as contínuas perdas causadas pelo colonialismo. É também um poema sobre resistência, sobre a fome coletiva por nossas vozes, escrita e a recuperação de nossa história escondida. É por isso que gosto tanto dele. A ideia de que é necessário escrever, quase como uma obrigação moral, encarna a crença de que a história pode 'ser interrompida, apropriada e transformada por meio de práticas artísticas e literárias’ (hooks, 1990: 152). Escrever este livro tem sido uma forma de transformação, porque aqui, eu não sou a 'Outra', mas eu mesma, não o objeto, mas o sujeito, sou eu quem descreve a minha própria história, não sou descrita. A escrita emerge, portanto, como um ato político.” KILOMBA, Grada. Plantation memories: episodes of everyday racism. Münster: Unrast, 2008.
  6. 6. Por que você escreve? Em uma frase!
  7. 7. Conceição Evaristo, em Becos da Memória
  8. 8. Ao escrever, do que você tem medo?
  9. 9. Como é que se escreve?
  10. 10. Como eu escrevo: 1º escrevo em tópicos, sem me preocupar em explicar muito ou com a conexão entre eles (quase sempre parto da minha experiência); 2º quando as ideias centrais estão na tela, organizo: agrupo as parecidas, jogo para cima o que for mais importante, 3º colocoo recheio. Desenvolvo cada uma das ideias, explico o que for necessário, contextualizo e tento dar liga às ideias. Quanto mais simples melhor! 4º leio em sequência e identifique onde não há liga, percebo os pontos em que a transição é bruta ou não faz sentido; 5º faço as costuras necessárias, escrevo, apago ou reordeno o que for preciso para que os parágrafos estejam conectados uns com os outros. 6º leio, envio para amigas, faço os ajustes necessários.
  11. 11. E vocês, como escrevem? 1º …. 2º …
  12. 12. revisão entre pares.
  13. 13. 1. How well did you understand the article, given that you are reading it outside of the context/location it was written? How could your understanding have been improved? 2. How relevant is it to the call for papers? Which strand of the call for papers does it respond to? Please specify how it could be more relevant and identify parts that you think are not relevant. 3. Please pay attention and comment on the structure and language of the piece - identify any structural changes that you think would improve the piece, any grammatical or spelling mistakes. 4. Any other general comments that you think would improve the piece (e.g bibliographic suggestions, better referencing, more concrete examples etc)
  14. 14. escreva sobre o objeto que você trouxe.
  15. 15. Se eu fosse eu.
  16. 16. sobre os textos de vocês, a partir da revisão entre pares. ● o que ficou bom?
  17. 17. o que pode melhorar?
  18. 18. que características deve ter um bom texto para a sur?
  19. 19. seis preciosas regras sobre como escrever bem do escritor inglês George Orwell: 1. Não use uma palavra longa se uma palavra curta resolve; 2. Se der para retirar alguma palavra, retire; 3. Não use a voz passiva quando der pra usar a ativa; 4. Nunca use figuras de linguagem que você esteja acostumado a ler por aí. Elas viraram lugar-comum. Perderam a graça; 5. Não use um jargão quando você puder imaginar uma palavra do dia-a-dia. E finalmente: 6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever algo que soe tosco.
  20. 20. seja escolhida por um dos objetos.
  21. 21. esta oficina, em uma palavra.
  22. 22. Obrigada. Bianca Santana biancasantana@gmail.com

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