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Gravura

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Power Point elaborado para disciplina de gravura 2009.

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Gravura

  1. 1. Gravura Dirce Medes Darski
  2. 2. Termo que designa, em geral, desenhos feitos em superfícies duras - como madeira, pedra e metal - a partir de incisões, corrosões e talhos realizados com instrumentos e materiais especiais. Ao contrário do desenho, os procedimentos técnicos empregados na gravura permitem a reprodução da imagem. Nessa medida, uma gravura é considerada original quando resultado direto da matriz criada pelo artista, que a partir dela imprime a imagem em exemplares iguais, numerados e assinados. Em função da técnica e do material empregados, a gravura recebe uma nomenclatura específica: litografia, gravura em metal, xilogravura,serigrafia etc.
  3. 3. Primórdios
  4. 4. O homem da pré-história já utilizava a gravura para expressar-se. Como pigmentos naturais entintavam as mãos e “carimbavam” nas paredes. Riscaram formas em superfícies com ossos, barros, cascas de árvores, peles de animais, metal e pedras
  5. 5. A invenção do papel e da tinta – 600 a.C. O Sutra de Diamante, datado de 868 a.C., é o mais antigo “livro” gravado em madeira e impresso em papel que se conhece e foi dedicado à imperatriz da China, Wang Chieh, para que sua memória fosse perpetuada. Os chineses são considerados pioneiros em arte de gravura e papel.
  6. 6. Os espanhóis foram os primeiros a fabricar papel na Europa no séc. XII. A impressão xilográfica na Idade Média terá importância não só para a Igreja como também para a população. No caso da Igreja, antes da invenção da imprensa, a xilogravura é utilizada na produção de pequenos livros de caráter religioso e nos próprios manuscritos.
  7. 7. Xilogravura
  8. 8. A xilogravura merece um local de honra na história da gravura por ser a mais antiga de provável origem chinesa. A madeira possui texturas que indicam sua idade e seu caráter, podem ser macias ou duras, com veios ou lisas. Se a árvore for cortada no sentido do crescimento teremos a xilogravura de fio. O corte pode ser transversal ao tronco e teremos então a gravura de topo ou xilografia.
  9. 9. Albet Durer (1471-1528) consegue com sua gravura, romper o vínculo que até então esta tinha com a produção de livros. A partir de sua obra observa-se que gradativamente a gravura começa a emancipar-se como uma forma de expressão artística.
  10. 10. Enquanto na Europa a Xilogravura entra em decadência, no Japão ela evolui consideravelmente, conseguindo manter-se como uma das principais formas de expressão.
  11. 11. A técnica ancestral da xilogravura foi escolhida por Oswaldo Goeldi como seu principal meio de expressão.
  12. 12. A Gravura em Metal A Gravura em metal surgiu na Europa no século XV
  13. 13. No buril o artista grava com a ferramenta diretamente na matriz (ferro, latão, cobre, zinco, etc.). Os sistemas que se empregam ácidos, chamados processos indiretos, vieram posteriormente. Andréa Mantegna (buril) Albert Durer (buril) Albert Durer Posteriormente, outras técnicas surgiram como a ponta-seca, que é a utilização de uma ponta rígida diretamente sobre o metal.
  14. 14. A técnica da água-forte surgiu por volta do ano 1513. Nessa técnica, a superfície do metal é coberta com um verniz impermeabilizante e depois, utilizando-se uma ponta seca, risca-se o desenho deixando o metal descoberto no lugar do traço. Posteriormente, a chapa é mergulhada num ácido que ataca a parte exposta pela ponta seca, gravando os traços do desenho. As primeiras matrizes foram feitas com chapas de ferro; o cobre foi usado mais tarde. Callot Rembrandt Rembrandt
  15. 15. A técnica da água-tinta surgiu nos meados do século XVIII e Jean-Baptiste Leprince (1734-1781) é geralmente reconhecido como o inventor dessa técnica. A água-tinta consiste no recobrimento da chapa de metal com grânulos de breu ou betume que depois é aquecida até o ponto de fusão. Posteriormente, a chapa é mergulhada no ácido por determinado tempo e depois retirada para ser impermeabilizada parcialmente; novamente é levada ao ácido. Essa variação do tempo de corrosão dará na impressão diversas tonalidades.
  16. 16. O artista que mais se destacou no uso da água-tinta foi Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828).
  17. 17. Giovanni Battista Piranesi (1720-1778).
  18. 18. A técnica do Verniz mole é atribuída a Dietrich Mayer, que por volta de 1620, teve a idéia de amolecer o verniz por intermédio de gordura, de modo que o mesmo fique mole, permitindo a aplicação de diversas texturas. Com ação do ácido, aparece na impressão o efeito das texturas aplicadas. Na França, o verniz mole tornou-se uma prática corrente entre os anos 1830 e 1840. August Renoir fez algumas gravuras utilizando a técnica do verniz mole. (Jorge, 1986).
  19. 19. Litogravura A Litografia foi inventada pelo Tcheco Aloys Senefelder por volta do ano de 1796.
  20. 20. Essa técnica baseia-se na repulsão entre a água e as substâncias gordurosas. A matriz (pedra calcária de grão fino) é desenhada com um lápis gorduroso (lápis litográfico). Posteriormente, a pedra recebe uma solução de goma arábica e ácido nítrico para que o desenho se fixe na superfície da pedra. Com isso, as zonas que não tem o desenho rejeitam a tinta de impressão. Artistas que trabalharam com a litogravura Lautrec, Miró, Picasso e Matisse.
  21. 21. Serigrafia
  22. 22. Fundamentado nesse princípio, a serigrafia foi utilizada nos inícios do século XIX para decorar tecidos e os anglo-saxões chamaram essa técnica de Silk screen. A serigrafia no Brasil tem basicamente duas aplicações: a primeira como técnica de expressão artística e a segunda na área industrial, na impressão de embalagens, camisetas, etc. Basicamente é esticar uma tela de seda ou nylon num chassi e deixar algumas áreas vazadas e outras cobertas. A tinta passa nas áreas vazadas e não nas áreas cobertas, deixando uma estampa.
  23. 23. Alguns artistas que trabalharam com a serigrafia: Roy Lichtenstein, Andy warhol e Vitor Vasarely.
  24. 24. Frottage
  25. 25. O papel é colocado sobre o material a ser impresso, podendo constituir texturas diversas. Segura-se firmemente o papel e esfrega-se o lápis cera na posição horizontal até aparecerem todas as formas. Esta técnica leva à observação de texturas e manipulação de materiais. Gilberto Queiroz, 2007 Max Ernst, 1926
  26. 26. Stêncil
  27. 27. A matriz é um molde vazado, delineado por corte ou perfuração em papel, papelão, metal ou outros materiais. A impressão se dá por meio do molde já recortado, colocando assim, o molde sobre a superfície a ser desenhada e em seguida pinta-se com tinta líquida ou spray Rodrigo Obanco Bansky Os Gêmeos
  28. 28. O uso da gravura no expressionismo
  29. 29. O Expressionismo pressupõe o compromisso do artista com relação às questões sociais e à situação histórica, almejando uma relação efetiva com a sociedade. Assim sendo, a questão da comunicação é de fundamental importância. Em 1905, um grupo de artistas forma o Die Brücke (A Ponte), que terá continuidade no Der blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), a partir de 1911. Os expressionistas recorreram largamente à gravura, que, em seus primórdios, foi a forma mais simples e direta de expressão e comunicação, tendo se tornado uma tradição para ilustrações na Alemanha. Assim, com a maneira artesanal pela qual a matriz é feita, o artista deixa expressa sua marca sobre a matéria resistente do metal ou madeira; impressa a matriz, a imagem se multiplica e propicia uma ampla circulação de suas idéias.
  30. 30. O Expressionismo desenvolveu-se principalmente, em países nórdicos:Noruega, Suécia e Dinamarca e, na Alemanha e Holanda, onde o misticismo e o temperamento visionário caracterizam o povo. No Brasil, Cândido Portinari denuncia a triste condição humana dos nordestinos.
  31. 31. Grande influência no Expressionismo alemão foi o norueguês Edward Munch, pintor e gravador de temática mórbida e dramática. Edvard Munch. O Grito, 1895. Gravura. Munch Museum, Oslo, Noruega.
  32. 32. Gravura no Brasil Até a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, as gráficas eram proibidas de se estabelecer no Brasil.
  33. 33. Cordel
  34. 34. A xilogravura tem forte tradição no nordeste do país. Do Ceará a Pernambuco encontram-se mestres dedicados ao ofício de xilógrafo, profissão que se liga diretamente aos contadores de histórias, poetas repentistas e à incipiente imprensa de cordel. Originados em Portugal, os folhetos foram trazidos pelos colonizadores no século XVI. Ao imaginário medieval dos portugueses, os fatos políticos nacionais foram incorporados aos temas religiosos e também às lendas populares.
  35. 35. J. Borges Percebe-se que na gravura de J. Borges a influência do Cordel é muito visível, até hoje ele ainda ilustra cordéis.
  36. 36. Samico A gravura de Samico, mais detalhada e de impressionante apuro técnico, existe uma semelhança visual às figuras egípcias, principalmente pela frontalidade das figuras e pela simetria nas composições.
  37. 37. Modernistas
  38. 38. O Modernismo Brasileiro é um movimento de amplo espectro cultural, desencadeado tardiamente nos anos 20, nele convergindo elementos das vanguardas acontecidas na Europa antes da Primeira Guerra Mundial. A predominância de valores expressionistas presentes nas obras de precursores como Lasar Segall, Anita Malfatti e Victor Brecheret e no avançar do nosso Modernismo, a convergência de elementos cubo-futuristas e posteriormente a emergência do surrealismo que estão na pintura de Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Ismael Nery. É interessante observar que a disciplina e a ordem da composição cubista constituem estrutura básica das obras de Tarsila, Antonio Gomide e Di Cavalcanti.
  39. 39. Lasar Segall (1891 - 1957)
  40. 40. Tarsila do Amaral(1886 – 1973)
  41. 41. A Semana de Arte Moderna de 22 é o ápice deste processo que visava atualização das artes, e a sua identidade nacional. Pensada por Di Cavalcanti como um evento que causasse impacto e escândalo. Esta Semana proporcionaria as bases teóricas que contribuirão muito para o desenvolvimento artístico e intelectual da Primeira Geração Modernista e o seu encaminhamento, nos anos 30 e 40, na fase da Modernidade Brasileira.
  42. 42. CLUBES DE GRAVURA
  43. 43. A fundação do Clube de Gravura de Porto Alegre em 1950 dá-se no interior de um movimento de renovação das artes no Estado do Rio Grande do Sul. Carlos Scliar (1920 - 2001), um dos principais membros do Clube de Gravura, atua, desde 1940, como importante intermediário entre os artistas de São Paulo e do sul do país.
  44. 44. Vasco Prado (1914 – 1998)
  45. 45. Danúbio Gonçalves (1925)
  46. 46. Glênio Bianchetti (1928)
  47. 47. Glauco Rodrigues (1929 – 2004)
  48. 48. Iberê Camargo (1914-1994)
  49. 49. Xico Stockinger (1919 – 2009)
  50. 50. Maria Tomaselli (1941)
  51. 51. Anico Herskovits (1948)
  52. 52. Marta Loguércio (1945)
  53. 53.  1948- Grupo de Bagé: Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues, Danúbio Gonçalves e Carlos Scliar.  1950- Clube de Gravura de Porto Alegre: Carlos Scliar, Vasco Prado e Danúbio Gonçalves durou cinco anos.  1951- Clube de Gravura de Bagé: Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues.  1960- Atelier Livre da Prefeitura: Iberê Camargo, Xico Stockinger, Danúbio Gonçalves.  1980- MAM: Maria Tomaselli, Anico Herskovits e Marta Loguércio.  1984-Núcleo de Gravura do Rio Grande do Sul  1991-Oficina 11
  54. 54. Bibliografia: Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em <http://www.itaucultural.org.br> acesso em : out.2009; Centro Virtual de Documentação e Referência Oswaldo Goeldi. Disponível em <http://www.centrovirtualgoeldi.com/ paginas.aspx?Menu=agravura> acesso em : out.2009; Júlio Feliz. Gravura Artistica. Disponível em <http://www.gravurarte.hpg.com.br/historico.htm> acesso em : out.2009; Ricardo Barradas. Gravuras Brasileiras. Disponível em <http://gravurasbrasileiras.blogspot.com/> acesso em : out.2009; Diretorio de Arte. Disponível em <http://www.diretoriodearte.com/> acesso em : out.2009; Juliana Gomes de Souza Dias. Portal do professor. Disponível em : <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula. html?aula=3847> acesso em : out.2009; Clube de Gravura. Disponível em < http://www.amariniarte.com.br/clube/clube.htm > acesso em : out.2009; Cassandra de Castro Assis Gonçalves, Profa. Dra. Daisy V. M. Peccinini de Alvarado. MAC. Disponível em:<http://www. mac.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/espraiamento/riograndedosul/sul.html#> acesso em : out.2009.

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