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Toma que o lixo é seu 2010 jun

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Toma que o lixo é seu 2010 jun

  1. 1. Toma que o lixo é seu! Antonio Cândido Carneiro de Azambuja Neto*Muito se tem dito e feito a respeito da necessidade cada vez mais imperativa de sereciclar as coisas. E, consequentemente reciclar pressupõe coletar seletivamente omaterial para esse fim. E assim, coletando seletivamente os materiais, a sociedade tementendido ser essa a melhor forma de preservar as coisas.Para onde tem ido o lixo coletado seletivamente? A melhor resposta são aterrossanitários, criados e administrados para esse fim: receber esse lixo. Mas será que isso éverdade? Será que esses aterros sanitários realmente existem e que o lixo coletadotem sido designado às empresas de reciclagem e o restante encaminhado para lá?Sem falsas especulações ou preocupação quanto à realidade dos fatos, convido-os aum passeio por uma proposta. Uma proposta simples que talvez possa revolucionartodo o processo social como hoje é conhecido e aceito.Vamos tomar por base toda mercadoria comprada por uma família no supermercado.Agora, vamos considerar o lixo gerado por essa família. De maneira bem simples edireta, bastaria que esse lixo, separado de acordo com as orientações vigentes – lixoorgânico, Metal, Vidro, Papel, Plástico - fosse devolvido ao lugar de onde ele veio, istoé, ao supermercado.Isso mesmo. Vamos devolver o lixo gerado – a caixa de sabão em pó, o vidro dopalmito, a lata de ervilha, etc. para o supermercado, que seria o polo centralizadordesse lixo.Mas, vamos imaginar a expressão, muito popular nos anos 80, “Toma que o filho éseu!”. E, partindo dela vamos imaginar que o supermercado recepcionaria esse lixo e,digamos, o “devolveria” por sua vez aos distribuidores que venderam esses produtos:as caixas de sabão aos distribuidores de sabão, os vidros de palmito aos distribuidoresde palmito e assim, a cada distribuidor seus “filhos”, ou melhor, seus lixos.E esses distribuidores fariam o mesmo com seus lixos, isto é, retornariam aosfabricantes que produziram inicialmente esses produtos, agora lixos.Quero convidar a todos os gênios criativos a aguçarem suas mentes e começarem aprojetar novas criações que envolvam, por exemplo, menos embalagens – o adoçantepoderia ser uma pequena folha biodegradável adocicada que seria colocadadiretamente na bebida, dispensando o atual saquinho.Que a indústria de higiene e limpeza aprimore o sistema utilizado nos caminhões quepercorrem as ruas nos bairros oferecendo produtos de limpeza caseiros, isto é, azambuja.pro.br Rua da Bica, 410 – Conj. 192 D – 02925-000 – São Paulo/SP Tel: 55 11 3931-3849/ 9261-9649 (Claro)/ 7568-6086 (Vivo) www.azambuja.pro.br – antonio.azambuja@gmail.com
  2. 2. bastaria que eu ou você levássemos as embalagens vazias e as recarregássemos noponto de venda, simples e óbvio não acha?Sem falar no quanto de plásticos somos obrigados a levar para casa – tudo quecompramos é embalado por plástico!!! E as bandejinhas de isopor? Foram banidas ascaixinhas que embalavam os sanduíches nas redes de fast-food, mas as gôndolas defrios, e carnes nos mercados continuam repletas delas....O que espero com esse exercício é imaginar que agindo dessa forma comecemos amudar o mundo convidando todos os envolvidos no processo a conhecer e areconhecer o lixo que produzem.A expectativa é que os fabricantes tenham uma melhor consciência na hora deconceber seus produtos, preocupando-se com o tipo, a qualidade e a quantidade delixo que retornaria posteriormente e a consequente aplicação que esses poderiam ter.Assim, receber seu “filho” de volta será algo muito melhor do que é hoje.*Antonio Candido Carneiro de Azambuja NetoEspecialista em política e estratégia pelo NAIPPE/USP, Economista e professor do cursode Administração da Universidade Guarulhos e Faculdade Anhanguera.2

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