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O texto na internet

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O texto na internet

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O texto na internet

  1. 1. O texto na internet
  2. 2. Produção Textual A produção textual na web segue uma lógica em que a pauta é o próprio roteiro. A definição preliminar das interatividades é fundamental para guiar o trabalho de apuração, os formatos a serem trabalhados (áudio, vídeo, imagem, infográficos, slideshow), e a fragmentação da narrativa, que será escrita por último, alinhavando os subtextos criados a partir de um texto inicial, chamado de lidão.
  3. 3. No exemplo, se observa um texto inicial no nível 1 (N1), que será desdobrado em subtemas. Neles, já são previstos os formatos (N2) (áudio, vídeo, imagem, infográficos, slideshow) serão utilizados, facilitando o planejamento e a divisão de tarefas na fase de captação jornalística. Dependendo da edição, pode-se optar pelo aprofundamento de um subtema em um novo subtema (N3)
  4. 4. Técnicas de redação Deve-se tentar, sempre que possível, adaptar o tamanho do texto para a tela de leitura, pois a barra de rolagem na web causa desconforto ao leitor. Deve-se definir o número de parágrafos de acordo com a mídia em que a matéria for veiculada (textos com mais parágrafos para web e menores para tablets e smartphones). Tudo isso, é claro, respeitando o projeto gráfico e editorial da publicação.
  5. 5. Pirâmide Invertida A técnica da Pirâmide Invertida continua sendo uma das melhores técnicas utilizada para transmissão objetiva de informação, ainda que mantenha os pilares da linearidade.
  6. 6. • Primeiro parágrafo – o lead (= do inglês, liderar, conduzir) • Segundo parágrafo – ampliação do lead • Terceiro parágrafo – contextualização • Quarto parágrafo – material secundário ou menos importante
  7. 7. Vantagens para o leitor - captam mais facilmente a atenção - permitem que o leitor interrompa a leitura sem ter que chegar ao final do texto - na web, os usuários não costuma rolar a tela, e portanto, não lêem até o final No entanto, a WEB deu a ela novas possibilidades, proporcionadas pelo uso do Hipertexto.
  8. 8. Pirâmides Flutuantes Combinada com o uso das interatividades, convencionou-se chamar de Pirâmides Flutuantes (Nielsen). É nela que a narrativa é fragmentada, já prevendo as interatividades.
  9. 9. Pirâmide Deitada Outra técnica de redação é proposta pela pesquisador português João Canavilhas. Nela são trabalhados os níveis de leitura. Na prática, parte das perguntas de uma unidade base textual (“o quê”, “quando”, “quem” e “onde”) para o nível explicativo (“por quê” e “como”). Após a contextualização, inicia-se o nível de contextualização, onde entrariam os outros formatos interativos (áudio, vídeo, imagem, infográficos, slideshow). Por último, no nível exploratório, o texto pode adicionar outros links externos.
  10. 10. O Diamante da Notícia Para os casos de grandes cobertura jornalísticas, Paul Brandshaw criou um modelo extremamente detalhado que prevê todas as fases de cobertura da notícia: o chamado Diamante da Notícia.
  11. 11. • Nesse modelo, três fatores são fundamentais: velocidade, profundidade e interatividade. A cobertura jornalística envolve sete passos: 1) Alerta – Um alerta é enviado sobre um fato que acaba de ocorrer. Esse alerta é enviado para todas as plataformas e serviços informativos (sites jornalísticos, facebook, Twitter e Smartphones) 2) Rascunho – Uma nota preliminar é divulgada, envolvendo aspectos básicos da notícia (lead). 3) Artigo (Notícia) – com informações mais apuradas, é escrita uma notícia 4) Contextualização – são adicionadas interatividades ao texto. 5) Análise – uma análise é feita por um especialista, que pode ser textual ou via podcast 6) Interatividade – chamada por Brandshaw de “a cauda longa da notícia”, é criada uma atualização interativa (animação em flash que combine hipertexto, vídeo, áudio, animação e base de dados). Podem ser criados ainda chats, fóruns ou até uma página wiki. 7) Customização – criam-se formas personalizadas de distribuição da notícia para outras plataformas, ou uma forma personalizada de distribuição, via RSS, por exemplo
  12. 12. TIPOS TEXTUAIS DIGITAIS
  13. 13. Tipos textuais na grande imprensa 1) Flash – informação rápida e curta, variando de uma a três linhas em média. Comunica um fato grandioso, espetacular, confirmado, mas que ainda está em processo de apuração. Exemplo: Copom eleva taxa Selic para 13,25% ao ano
  14. 14. 2) Factual – é o relato de um fato se atendo estritamente ao lead. Exemplo: Copom eleva taxa Selic para 13,25% ao ano O Banco Central confirmou o que era esperado pelo mercado e elevou nesta quarta-feira (29) a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Foi a quinta alta seguida desde a reeleição de Dilma Rousseff, no fim de outubro.
  15. 15. 3) Agenda – é a informação de um fato que está previsto para acontecer Exemplo: Mercado aposta em alta do juro básico a 12,25% ao ano Economistas de instituições financeiras cravaram as apostas de que o ritmo de aperto monetário será mantido nas próximas semanas e a taxa Selic, que será divulgada nesta quarta, terá elevação de 0,50 ponto percentual, em um ambiente de inflação ainda mais alta e crescimento mais fraco. A expectativa do mercado é de que a taxa básica de juros, atualmente em 11,75% ao ano será elevada a 12,25% ao ano, ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
  16. 16. 4) Repercute – é a repercussão de um fato com uma (ou mais) fonte(s ) a partir de um factual Exemplo: Para economista, inflação deve pressionar juros em junho A alta de juros da taxa Selic para 13,25% ao mês deve projetar um cenário de alta de inflação. Segundo o economista-chefe da gestora INVX Global Partners , Eduardo Velho, a inflação alta deve fazer com que o BC faça novo aumento de juros em junho. "Mas deve ser a última alta, porque o contexto da economia nacional não permite novos aumentos, sob risco de afetar mais ainda o crescimento do Brasil", afirmou. Segundo o economista, a meta de inflação de 2015 já foi comprometida em virtude do atraso na aprovação do ajuste fiscal.
  17. 17. 5) Consolidado – é o texto jornalístico completo, reunindo o factual e os desdobramentos dele, incluindo detalhes e repercussões.
  18. 18. Exemplo: BC aumenta taxa básica de juros para 13,25% ao ano O Banco Central confirmou o que era esperado pelo mercado e elevou nesta quarta-feira (29) taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Foi a quinta alta seguida desde a reeleição de Dilma Rousseff, no fim de outubro. O aumento da taxa, que serve de referência para o custo do dinheiro na economia brasileira, veio em conformidade com as expectativas do mercado. A alta era a aposta de 53 dos 61 economistas ouvidos em pesquisa da Bloomberg. Os outros oito viam aumento de 0,25 ponto percentual, a 13%. A decisão foi unânime e o comunicado foi exatamente o mesmo da reunião passada. Os juros estão agora no maior nível desde janeiro de 2009. Naquela época, o BC iniciava um processo de redução da taxa básica para reanimar a economia diante dos efeitos da queda do banco Lehman Brothers. A decisão foi anunciada em um momento em que o dólar e o reajuste de tarifas pressionam a inflação e a atividade econômica aprofunda a recessão - o PIB recuará 1,1%, segundo analistas.
  19. 19. A taxa Selic é utilizada nos empréstimos que o BC faz a instituições financeiras. Ela também serve de referência para a economia e para os juros cobrados de consumidores e empresas. Para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 2 e 3 de junho, as previsões divergem sobre a possibilidade de uma nova alta de juros. Um novo aumento poderia afetar ainda mais a atividade econômica, e a expectativa é que a inflação comece a retroceder sob efeito da política monetária. Para Eduardo Velho, economista-chefe da gestora INVX Global Partners, a inflação alta deve fazer com que o BC faça novo aumento de juros em junho. "Mas deve ser a última alta, porque o contexto da economia nacional não permite novos aumentos, sob risco de afetar mais ainda o crescimento do Brasil", afirma. Para a equipe de análise da Concórdia, a alta desta quarta-feira foi a última deste ano, para não afetar mais ainda a economia brasileira. O BC tenta trazer a inflação ao consumidor, que está acima de 8% no acumulado em 12 meses, para a meta de 4,5% até o fim de 2016. Para isso, conta com o aumento de juros, com a desaceleração da economia e com a melhora nas contas públicas (menos gastos e mais impostos). Para o BC, é preciso agir para evitar que os efeitos da alta do dólar e da correção de tarifas e preços controlados pelo governo se espalhem ainda mais pela economia e mantenham a inflação alta.

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