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Netweaving 17set08

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Aula de Augusto de Franco www.augustodefranco.com.br sobre redes sociais

Published in: Education, Technology

Netweaving 17set08

  1. 2. Netweaving <ul><li>Netweaving é: articulação e animação de redes sociais! </li></ul><ul><li>Mas o que são redes? </li></ul><ul><li>E o que são redes sociais? </li></ul><ul><li>Como as redes sociais se estruturam e funcionam? </li></ul><ul><li>E como articulá-las e animá-las? </li></ul>
  2. 3. O que são redes? <ul><li>Redes são sistemas de nodos e conexões </li></ul><ul><li>Existem muitos tipos de redes: </li></ul><ul><li>Redes biológicas (a teia da vida nos ecossistemas, as redes neurais) </li></ul><ul><li>Redes de máquinas </li></ul><ul><li>Redes sociais </li></ul>
  3. 4. Rede Neural
  4. 5. Rede Urbana
  5. 6. Rede de uma turma de escola
  6. 7. Rede Social
  7. 8. O que são redes sociais? <ul><li>Seres humanos vivendo em coletividades estabelecem relações entre si. </li></ul><ul><li>Tais relações podem ser vistas como conexões, caminhos ou dutos pelos quais trafegam mensagens. </li></ul><ul><li>Os nodos são pessoas e as conexões são relações entre as pessoas. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Qualquer coletivo de três ou mais seres humanos pode conformar uma rede social, que nada mais é do que um conjunto de relações, conexões ou caminhos. </li></ul><ul><li>Há rede quando são múltiplos os caminhos entre dois nodos. </li></ul>
  9. 12. Redes distribuídas <ul><li>Redes propriamente ditas são apenas as redes distribuídas </li></ul><ul><li>Em geral (> 90% dos casos) denominamos indevidamente de rede estruturas descentralizadas que tentam conectar horizontalmente organizações verticais (hierárquicas) </li></ul>
  10. 13. Topologias de Rede Diagramas de Paul Baran
  11. 16. Colocando os “óculos de ver rede” <ul><li>As conexões existem em outro espaço-tempo: no espaço-tempo dos fluxos (que não é visível para os olhos). </li></ul><ul><li>É necessário colocar “os óculos de ver rede”... </li></ul>
  12. 17. Fluxos luminosos
  13. 18. Os grafos são meras representações
  14. 19. Fenomenologia da rede <ul><li>A partir de certo número de conexões em relação ao número de nodos começam a ocorrer na rede fenômenos surpreendentes. </li></ul><ul><li>Tais fenômenos não dependem do conteúdo das mensagens que trafegam por essas conexões. </li></ul>
  15. 20. <ul><li>Quanto mais distribuída (ou menos centralizada) for a topologia da rede, maiores são as chances de tais fenômenos ocorrerem: </li></ul><ul><li>C lustering (aglomeramento) </li></ul><ul><li>Swarming (enxameamento) </li></ul><ul><li>Crunch = Redução do tamanho (social) do mundo (amassamento) </li></ul><ul><li>Autoregulação sistêmica </li></ul><ul><li>Produção de ordem emergente bottom up (a partir da cooperação) </li></ul>
  16. 21. <ul><li>Clustering </li></ul><ul><li>A tendência que têm dois conhecidos comuns a um terceiro de conhecer-se entre si. </li></ul><ul><li>Tudo “ clusteriza ”: idéias (que “dão em cachos, como as uvas”), grupos criativos, doenças... </li></ul>
  17. 22. Aglomeramento
  18. 23. Clusters centralizados e descentralizados
  19. 24. <ul><li>Swarming </li></ul><ul><li>Distintos grupos e tendências, não coordenados explicitamente entre si, vão aumentando o alcance e a virulências de suas ações... </li></ul><ul><li>Exemplo: 11 a 13 de março de 2004 na Espanha (papel do SMS = celular). </li></ul>
  20. 25. Insetos enxameando
  21. 26. Nuvem de insetos
  22. 27. Cupins enxameando
  23. 28. <ul><li>Crunch </li></ul><ul><li>Redução do tamanho (social) do mundo </li></ul><ul><li>Small-World Networks </li></ul><ul><li>Experimento de Milgram-Travers (1967): 5,5 graus de separação. </li></ul><ul><li>Experimento de Duncan Watts et all. (2002): seis graus de separação. </li></ul>
  24. 29. Rede “amassando”
  25. 30. <ul><li>Milgram: 160 pessoas que moravam em Omaha tentaram enviar cartas para um corretor de valores que trabalhava em Boston utilizando apenas intermediários que se conhecessem pelo nome de batismo. </li></ul><ul><li>Watts: 60 mil usuários de e-mail tentaram se comunicar com uma de dezoito pessoas-alvo em 13 países, encaminhando mensagens a alguém conhecido. </li></ul>
  26. 31. <ul><li> Autoregulação sistêmica </li></ul><ul><li>Capacidade de mudar o próprio programa de adaptação conservando seu padrão de organização. </li></ul><ul><li>Exemplos: organismos, partes de organismos, ecossistemas, redes sociais com alto grau de distribuição. </li></ul>
  27. 32. <ul><li>Emergência </li></ul><ul><li>Produção de ordem emergente bottom up (a partir da cooperação) </li></ul><ul><li>Capital Social </li></ul><ul><li>Jane Jacobs (1961) </li></ul>
  28. 33. A “rede-mãe” <ul><li>Diferença entre a rede que existe e as redes que articulamos voluntariamente </li></ul><ul><li>As redes que articulamos são interfaces para “conversar” com a “rede-mãe” </li></ul><ul><li>A “rede-mãe” é o ‘social’: uma rede distribuída nisi quatenos não está rodando programas verticalizadores... </li></ul>
  29. 34. As redes sociais sempre existiram <ul><li>Não é agora que a sociedade está se constituindo como uma sociedade-rede </li></ul><ul><li>Toda vez que sociedades humanas não são invadidas por padrões de organização hierárquicos ou piramidais e por modos de regulação autocráticos, elas se estruturam como redes (distribuídas) </li></ul>
  30. 35. A Sociedade-Rede <ul><li>A convergência de fatores sociais, econômicos, culturais, políticos e tecnológicos está possibilitando a conexão em tempo-real (= sem-distância) entre o local e o global </li></ul><ul><li>E está acelerando e potencializando os seus efeitos e tornando visível sua fenomenologia! </li></ul>
  31. 36. Redes sociais não são redes digitais <ul><li>Não são Bebo, hi5 e Orkut </li></ul><ul><li>Não é Internet ( interconected network ) </li></ul><ul><li>Não estão no mundo digital </li></ul><ul><li>Como o nome está dizendo: estão na sociedade... </li></ul>
  32. 37. Redes sociais não são “clubes de anjos” <ul><li>Não são associações de pessoas cooperativas </li></ul><ul><li>As pessoas não tem que ficar “menos competitivas” para se conectar às redes </li></ul><ul><li>É a dinâmica da rede (distribuída) que converte competição em cooperação </li></ul>
  33. 38. Para fazer netweaving <ul><li>Condição 1 - Conectar pessoas (ou redes distribuídas de pessoas) e não instituições hierárquicas. </li></ul><ul><li>Condição 2 - Conectar pessoas entre si e não apenas com um centro articulador . </li></ul>
  34. 39. As 4 tentações... <ul><li>1 – Fazer redes de instituições (em vez de pessoas) </li></ul><ul><li>2 – Fazer reunião para discutir e decidir o que os outros devem fazer (em vez de fazer) </li></ul><ul><li>3 – Tratar os outros como “massa” a ser mobilizada (em vez de amigos a serem conquistados) </li></ul><ul><li>4 – Monopolizar a liderança (em vez de estimular a multiliderança) </li></ul>
  35. 40. As redes não duram para sempre <ul><li>Redes voluntariamente articuladas são eventos limitados no espaço e no tempo </li></ul><ul><li>Cada rede tem um tempo de vida </li></ul><ul><li>Elas são móveis: se fazem e se refazem </li></ul><ul><li>Somem e reaparecem, muitas vezes como outras redes </li></ul>
  36. 41. As redes não crescem indefinidamente <ul><li>As redes são móveis: crescem até certo ponto e depois param de crescer </li></ul><ul><li>Depois de certo tempo, tendem a diminuir ou até a desaparecer </li></ul><ul><li>Por que elas deveriam crescer indefinidamente? </li></ul>
  37. 42. A rede não é um instrumento <ul><li>A rede não é um instrumento para fazer qualquer coisa </li></ul><ul><li>Nem mesmo para fazer a mudança social </li></ul><ul><li>A rede já é a mudança </li></ul><ul><li>Essa mudança não é uma transformação do que existe em uma coisa que não existe e sim a liberdade para o que o que já existe possa regular a si mesmo! </li></ul>
  38. 43. Uma rede só funciona quando existe <ul><li>Quando se configura segundo a morfologia de rede (distribuída) e manifesta a dinâmica de rede </li></ul><ul><li>Nenhuma tecnologia pode construir uma rede (celular, Internet, blogs etc.) se as pessoas não constituírem uma comunidade </li></ul>
  39. 44. Uma rede começa sempre com uma rede <ul><li>Uma hierarquia não pode construir uma rede </li></ul><ul><li>Se uma organização hierárquica quiser articular uma rede, deve dar autonomia a um grupo inicial estruturado segundo um padrão de rede </li></ul>
  40. 45. Animando a rede <ul><li>A rede é o ambiente. Seu papel é amplificar e processar em paralelo miríades de estímulos provenientes de seus nodos, transformá-los e recombiná-los em inúmeras variações, reverberando, pulsando, para estabelecer uma regulação emergente... </li></ul>
  41. 46. Animando a rede <ul><li>A – Ter sempre campanhas e metas </li></ul><ul><li>B – Ter sempre devolução ou retorno </li></ul><ul><li>C – Disponibilizar amplamente todas as informações </li></ul><ul><li>D – Estimular sempre a conexão P2P </li></ul>
  42. 47. A rede “acontecendo” <ul><li>A animação é um esforço permanente mas sempre inicial </li></ul><ul><li>E como empurrar um carro sem partida </li></ul><ul><li>A rede só vai “acontecer” se o carro “pegar no tranco” </li></ul><ul><li>Só se as pessoas gerarem uma nova identidade no mundo... </li></ul><ul><li>Ou só se a rede conseguir “conversar” com a “rede-mãe” </li></ul>
  43. 48. Muito obrigado <ul><li>Augusto de Franco </li></ul><ul><li>www.augustodefranco.com.br </li></ul><ul><li>Escola-de-Redes </li></ul><ul><li>www.escoladeredes.org.br </li></ul><ul><li>www.redes.org. br </li></ul>

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