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Artigo sobre redes san e armazenamento em grande capacidade

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artigo sobre redes SAN e armazenamento em grande capacidade

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Artigo sobre redes san e armazenamento em grande capacidade

  1. 1. Redes SAN: Solução para Armazenamento de Dados com  Grande Capacidade – Estudo de caso PRODEPA Paulo Lourinho Centro de Ciências Exatas e Naturais (CCEN) Departamento de Informática ­ Universidade Federal do Pará (UFPA) Belém, PA – Brazil plourinho@gmail.com Abstract. An widely accepted solution to systemize the storage of data in a  heterogeneous   IT   environments   of   low   platform   is   the   use   of   a   storage  network, which consists in a sets of interconnected hard disks to the servers of   a network of high performance. This network can present diverse models that   uses specific protocols and softwares for management. The   PRODEPA   adopted   a   solution   of   storage   with   model   SAN   to   consolidate the bases of some of his main systems. Its shows the implantation   of some characteristics of a current network storage. Resumo.  Uma   solução   amplamente   aceita   para   sistematizar   o   armazenamento   de   dados   em   ambientes   de   TI   heterogêneos   de   baixa   plataforma   é   a   instalação   de   uma   rede   de   storage,   que   constitui­se   por   conjuntos   de   discos   rígidos   interconectados   aos   servidores   utilizando   uma  rede  de  alto   desmpenho.   Esta  rede  pode  apresentar  diversos  modelos  que   empregam protocolos e softwares específicos para o seu gerenciamento. A PRODEPA adotou uma solução de storage com o modelo SAN para  consolidar as bases de alguns dos seus principais sistemas. Sua implantação   exemplifica várias características de uma rede de storage atual.1. IntroduçãoA problemática do armazenamento e recuperação de dados pode ser balizada em cinco pontos básicos: 1) A crescente massa de dados resultante das transações cotidianas nas organizações   exige   memória   de   massa   escalável;   2)   Os   dados   normalmente   estão dispersos   em   vários   servidores   dentro   de   uma   corporação;   3)Pode   ser   impossível   a recuperação   dos   dados,   no   caso   da   ocorrência   de   uma   catástrofe   se   não   houverem arquivos de becape  adequados; 4)A disponibilidade dos dados deve ser garantida aos sistemas   de   TI   mesmo   na   ocorrência   de   falhas   e;   5)   Os   sistemas   de   informações existentes em uma empresa, via de regra, possuem características heterogêneas. Aparentemente,   a  mais   salutar  solução   encontrada  para   o  armazenamento  de grande capacidade em baixa plataforma, é a utilização de dispositivos específicos para armazenamento que são ligados aos servidores de informações por meio de uma rede de comunicação de dados (chamada comumente de rede de storage). Esta tecnologia traz inúmeras vantagens para o gerenciamento da informação em uma empresa. Neste   artigo   será   explicada   de  forma   sucinta   a   importância   da   segurança   de dados e do gerenciamento de um ambiente de armazenamento de dados. Para tanto, 
  2. 2. serão pontuadas as características de um esquema de armazenamento usual, que não trabalha   concentrando   seus   dados   em   um   dispositivo   único.   Em   seguida   serão apresentadas   razões   para   a   adoção   de   um   esquema   de   armazenamento   de   grande capacidade,   e   os   seus   modelos   básicos,   bem   como   algumas   das   características   de tecnologias de storage disponíveis. Para   sedimentação   do   assunto,   será   mostrada   a   solução   de   armazenamento adotada na Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará ­ PRODEPA, e a seguir   serão   abordadas   as   considerações   finais   sobre   redes   para   dispositivos   de armazenamento, bem como sobre o estudo de caso em questão.2. Segurança de dadosA crescente massa de dados resultante das transações cotidianas, que por vezes incluem objetos multimídia, exige grande espaço de memória permanente. Estes dados, muitas vezes   colecionados   por   décadas,   perdem­se   em   questão   de   minutos   quando   da ocorrência de uma catástrofe. Certamente mais corriqueira, mas não menos danosa para uma empresa, do que uma catástrofe é a destruição dos dados por pessoas, mal intencionadas ou não, (muitas das vezes pessoal interno) que têm acesso aos dados por falha de segurança no sistema ou política de acesso. É importante que os dados estejam acessíveis a quem é de direito, caracterizando com isso um ambiente seguro, podendo manter os dados consistentes e desta forma, confiáveis para utilização. Uma   vez   perdido   o   ambiente   computacional   é   possível,   num   tempo relativamente   reduzido   (ainda   que   hajam   elevados   custos),   a   recuperação   dos equipamentos bem como do software básico e aplicativo envolvido.  Hardware  novo pode ser comprado e posto para funcionar. Software é facilmente adquirido e instalado. Quanto aos dados armazenados, pode­se considerar impossível sua recuperação integral caso não existam cópias becape adequadas. Segundo uma pesquisa do  Gartner Group,  ARAI(2003), duas em cada cinco empresas que têm seus dados perdidos por catástrofes saem do mercado em até cinco anos. Isto   posto,   fica   clara   importância   de   se   manter   a   segurança   de   dados,   não somente   no   ambiente   de   produção,   fator   que   contribui   para   a   estabilidade   no crescimento   do   espaço   de   armazenamento   (certeza   na   produção   cotidiana   de   uma empresa), mas também na geração de cópias de segurança, facilitando a execução de um plano de contingência no caso da perda dos dados de produção.3. Cenário pré­storageÉ fato muito comum, a heterogeneidade em tecnologia da informação dentro da maioria das empresas. Não somente no que diz respeito aos equipamentos e aos sistemas básicos e   aplicativos,   como   também   das   próprias   bases   de   dados.   Esta   característica   é, normalmente,   o   resultado   da   falta   de   planejamento   quando   da 
  3. 3. aquisição/desenvolvimento dos sistemas da empresa. Em   um   ambiente   heterogêneo,   cada   aplicação   exige   a   entrada   de   um   novo servidor para produção, que opera isolado. O dimensionamento de um servidor neste contexto segue duas vertentes: 1) O servidor é sub­dimensionado por questões de custo, e toma­se insuficiente para atender às demandas do sistema em pouco tempo, exigindo a troca de equipamento o que incide em custo adicional para a empresa; e 2) O servidor é super­dimensionado, o que significa um investimento alto para a empresa em recursos desnecessários, ainda que momentaneamente, ficando portanto sub­utilizados por um certo período de tempo. É importante lembrar que inevitavelmente os equipamentos se tomarão obsoletos com o tempo. Além do fator custo, a adoção de servidores isolados infere outras características que se interpõe ao bom gerenciamento das informações. São elas: • Espaço em disco limitado à quantidade instalada no servidor e quantidade de  discos   limitada   à   capacidade   de   baias   do   equipamento   ­   Servidores,   em   sua  maioria,   utilizam   discos   SCSI   cujo   valor   de   mercado   está   muito   acima   dos  discos ATA utilizados em computadores pessoais. É importante pensar que a  simples troca por discos de maior capacidade além de gerar custo operacional  por parada do serviço implicará em gastos pela compra de novos discos e perda  de equipamentos dentro da sua vida útil. Ao passo que o super­dimensionamento  de disco recai no investimento com retomo retardado. • Bancos   dispersos   ­   servidores   independentes   implicam   dizer   que   qualquer  solução   "pontual"   é   aceita,   a   fim   de   atender   a   demanda   imediata,   sem  comprometimento com a longevidade do investimento. Assim, vários sistemas  de bancos de dados podem ser adotados, cada qual com suas características,  exigindo   seu   software   de   becape   e   suas   ferramentas   de   gerenciamento  específicas.  Além do custo implícito,  este cenário oferece dificuldade  para o  administrador   dos   dados, que  deverá  dominar   várias   ferramentas   distintas  de  gerenciamento, tomando­o, portanto mais susceptível ao erro; • O   gerenciamento   não   é   centralizado   ­   o   que   pode   desfavorecer   alguns   dos  sistemas do ambiente, já que o monitoramento dos sistemas estará dependente da  "lembrança" do administrador. Figura   1.  Estrutura  de  um   ambiente  de  plataforma   baixa   com  dispositivo  de  armazenamento de grande capacidade.
  4. 4. Estas características direcionam o ambiente TI para um caos administrativo. A estabilidade deste cenário pode ser conseguida iniciando pela adoção de um dispositivo de   armazenamento   de   grande   capacidade   em   conjunto   com   uma   estrutura   de comunicação  que provenha a  transferência  de  dados  entre  os  sistemas  propriamente ditos e o dispositivo de storage (Figura 1).4. Por quê Utilizar Storage?Para   prover   aos   sistemas   de   bancos   de   dados   uma   estrutura   com   gerenciamento facilitado, algumas características que induzem à utilização de um modelo de  storage para o ambiente de armazenamento de dados são desejáveis, tais como: • Deve  ser  permitido  o  aumento   de  espaço  em   disco  conforme   a  demanda  de  crescimento das empresas; • Quanto   mais   dispersa   for   a   estrutura   de   armazenamento   de   dados,   mais  complexa será sua reestruturação no caso de perda, o que pode ser resolvido ao  se centralizar o armazenamento; • No cenário atual, é exigência comum a disponibilidade da informação mesmo na  presença de falhas nos sistemas de TI, o que exige um sistema robusto (tolerante  a falhas) para armazenamento de dados; • O armazenamento de dados em dispositivos especialistas libera os recursos do  servidor de banco de dados para a execução do processamento de transações,  tomando o sistema como um todo mais eficiente. • A heterogeneidade dos sistemas legados, muitas vezes não pode ser dissolvida  sem impactos prejudiciais para a empresa. Manter os sistemas legados, nestes  casos, é requisito obrigatório. • É   desejável   uma   única   ferramenta   capaz   de   gerenciar   os   dispositivos   de  armazenamento de dados, bem como as políticas de becape independentemente  do sistema de banco de dados envolvido. • A política de becape deve gerar um ambiente consistente para recuperação no  caso de perdas. • A   gerência   fica   mais   eficiente   quando   é   centralizada.   Um   único   foco   no  gerenciamento permite um controle mais efetivo de segurança e disponibilidade; As características acima podem ser atendidas quando implantada de uma solução de storage, podendo a partir daí utilizar ferramentas que permitam o gerenciamento de forma centralizada.5. Modelos Básicos de StorageAtualmente existem disponíveis no mercado, basicamente, três modelos de solução de armazenamento com grande capacidade, a saber: • DAS ­ Direct attached storage (storage de ligação direta), onde os dispositivos  de   armazenamento   são   conectados   diretamente   aos   servidores   (Sun 
  5. 5. Microsystems, 2002) sendo, portanto, gerenciados por estes. (figura 2(a)). Este  modelo   apresenta   a   inconveniência   de   utilizar   a   própria   rede   local   para  transferências de grandes massas de dados (como a execução de um becape),   além de incumbir o servidor de banco de dados do gerenciamento dos discos, o  que significa custo computacional para o servidor, além do overhead de tráfego  na rede, por conta dos acessos ao storage; • NAS ­ Network attached storage (storage ligado a rede), cujos dispositivos de  armazenamento   estão   diretamente   conectados   à   rede   (figura   2(b)),   (Sun  Microsystems,   2002).   Como   o   DAS,   este   modelo   ocupa   a   rede   local   com  elevado tráfego de dados, degradando o rendimento total da rede para outras  aplicações. Pelo fato dos dispositivos de armazenamento estarem diretamente  conectados à rede, esta configuração é essencialmente insegura; Figura 2. Modelos de soluções de armazenamento (Sun Mycrosystems, 2002) –  com adaptações • SAN ­ Storage area network, (rede de área de storage) que é composta por uma  rede dedicada à interconexão dos dispositivos de armazenamento e servidores  (Sun Microsystems, 2002), que serve tanto como canal de gerenciamento quanto  como canal para transporte de dados entre os componentes da SAN (figura 2(c)).  Isto   livra   a   rede   local   da   carga   dos   dados   entre   os   dispositivos   de  armazenamento   e   os  servidores   de   bancos   de   dados,  além   de  garantir   maior  segurança e rendimento aos acessos nos dispositivos de armazenamento. Esta é a  solução mais onerosa.6. Tecnologias de StoragePara implantação de uma rede de storage, independente do modelo, essencialmente três pontos devem ser pensados: 1) Os discos utilizados para o armazenamento; 2)a rede por onde todos os dados irão trafegar; e 3) os softwares responsáveis pelo gerenciamento do sistema como um todo e becape. A seguir cada um destes pontos será sucintamente discutido com o objetivo de elucidar questões pertinentes a cada um dos componentes que envolvem uma tecnologia de storage.6.1. Os discosA diferença entre dispositivos de disco concebidos para servidores e para desktops está nos requisitos de projeto: Enquanto os primeiros necessitam de alto ciclo de trabalho, 
  6. 6. alta   confiabilidade   e   escalabilidade   além   de   garantir   a   velocidade   de   acesso   e integridade dos dados, os discos para desktops estão mais preocupados em baixo custo com   alta   capacidade   de   armazenamento   em   baixa   potência   (velocidade   de   acesso) (WHITTINGTON, 2006). Hoje, basicamente, duas tecnologias de discos rígidos estão disponíveis para o mercado de servidores: SATA e SCSI. A tecnologia SCSI (Small Computer Systems Interface ­ Interface para Sistemas Computacionais   de   Pequeno   Porte)   criada   originalmente   para   atender   demandas   de servidores em baixa plataforma, apresenta  maior custo por byte, entretanto fornece os benefícios de alto rendimento e confiabilidade para um grande volume de transações. Os   discos   ATA  (Advanced   Technology   Attachment  ­   Ligação   de   Tecnologia Avançada),   mais   conhecidos   como   discos   IDE  (Integrated   Drive   Electronics,  ou Eletrônica   de  Drive  Integrada)  (TORRES   e  LIMA,  2006),  que   foram  originalmente projetados para micros desktops, deram origem aos discos SATA (Serial ATA ou Serial Advanced Technology Attachment ­ Ligação Tecnologia Avançada Serial) ao agregarem requisitos para utilização em servidores tal como elevado desempenho, constituindo­se assim em uma alternativa  menos onerosa que a utilização  de discos SCSI. Segundo Willian  Corrêa (disponível em : http://muitomaisti.blogspot.com/2006112/discos­sata­serial­ata­dependendo­no.html)   estes   discos   apresentam   certos   problemas   quando submetidos a altas taxas de transações com elevado volume de dados. Portanto,   seguindo   a   recomendação   do   mesmo   autor,   a   utilização   de   discos SATA   deve   limitar­se   a   projetos   cujos   requisitos   sejam   baixo   custo   com   alto desempenho   em   um   pequeno   volume   de   transações.   Já   se   os   requisitos   forem desempenho de médio a alto para um grande volume de transações com garantia de disponibilidade, a recomendação é que sejam usados discos SCSI.6.2. As redesO  segundo ponto a ser analisado, é o canal de comunicação entre os dispositivos de armazenamento e os servidores propriamente ditos. Aqui serão discutidas somente as redes do modelo SAN. Hoje as SANs São encontradas em duas formas: 1) SANs  Fibre Channel  que utilizam infra­estrutura em fibra óptica e o protocolo FCP (Fibre Channel Protocol); e 2)   IP   SANs,   que   utilizam   a   infra­estrutura   de   uma   rede   ethernet   e   o   protocolo   de comunicação iSCSI (disponível em: www.netapp.com/products/sanlintroduction.html). As   redes   SAN   devem   ser   capazes   de   suportar   altas   taxas   de   transmissão   de dados. Por este motivo, tradicionalmente a tecnologia utilizada para redes de storage utiliza fibra óptica como meio fisico. O protocolo utilizado é o FCP que impõe uma relação um para um entre os volumes do storage (um volume é um espaço lógico dos pools  de discos fisicos) e os servidores, utilizando para isso dispositivos de hardware chamados HBA1,s (Host Bus Adapter) que convertem os sinais do barramento PCI em protocolo FCP ou SCSI. 1: Uma HBA pode ser encontrada com outro nome em uma solução proprietária
  7. 7. Esta relação biunívoca entre os dispositivos assegurada pelas HBAs garante a segurança do sistema  em ambientes  compartilhados,  pois  um servidor nunca poderá manipular uma área de disco no  storage  (um volume) que já esteja relacionada com outro servidor. Outros protocolos, além do FCP, podem ser utilizados sobre a infra­estrutura em fibra óptica de uma SAN São: FCIP  (Fibre Channel  sobre TCPIP) e IFCP  (Internet  Fibre Channel Protocol) A alternativa de baixo custo às redes SAN é a utilização das SAN com iSCSI, que  empregam uma estrutura de rede ethernet (ativos e passivos da rede) com o mesmo conjunto de comandos SCSI sobre o protocolo TCP/IP. É   importante   salientar   que   a   redução   de   custos   trazida   com   a   utilização   de equipamentos padrão ethernet nas redes SAN traz consigo uma sobrecarga devida ao processamento de encapsular e desencapsular os comandos SCSI dentro de pacotes IP. O retardo se toma mais evidente porque as maiores velocidades alcançadas em redes ethernet não ultrapassam à taxa de 1 Gbps.6.3. Os SofwaresUm ponto bem mais controverso que os anteriores, é a escolha dos softwares que serão utilizados tanto para configuração e gerência propriamente dita da rede SAN quando para a execução das tarefas de becape. Como a maioria das soluções SAN disponívies no mercado é proprietária, elas já trazem   incluso   seu   próprio  software  de   gerenciamento.   Cabe,   portanto   a   equipe   de implantação   do  sistema   de  storage  analisar   as   soluções   existentes,   e   averiguar   qual software  é mais compatível com suas necessidades  em termos de facilidade de uso, coerência com o ambiente e relação custo/beneficio, sobretudo para licenças adicionais que serão necessárias no caso da inclusão de um outro sistema no ambiente de storage. Com relação aos softwares de becape, deve­se ter em mente como requisito de escolha, a capacidade deste de trabalhar em todas as plataformas existentes no ambiente de   TI   que   se   deseja   consolidar,   a   fim   de   se   evitar   dificuldades   de   gerência   pela utilização   de  softwares  diversos   para   becape.  A   observação   acerca   da   relação custo/beneficio bem como para licenças adicionais também cabe aqui.7. Estudo de casoO estudo de caso apresentado tem por objetivo trazer uma experiência prática acerca da implantação de uma solução de storage para a Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará ­ PRODEPA. A solução estudada já está em funcionamento na empresa.7.1. Objetivos da ConsolidaçãoA   motivação   para   a   implantação   de   um   sistema   de   armazenamento   de   dados   na PRODEPA está na idéia de “Consolidar as bases de informações em um dispositivo de armazenamento   único   e   tolerante   a   falhas   de   maneira   a   garantir   o   gerenciamento centralizado   bem   como   políticas   consistentes   para   distribuição   dos   recursos   e contingência”, lembrando­se que as plataformas são diversas (ver item 7.2).
  8. 8. Isto posto, nota­se que todas as características desejáveis podem ser atendidas com a estruturação de uma rede SAN, juntamente com a implantação de um sistema de storage e becape.7.2. Sistemas candidatosOs sistemas eleitos para fazer parte da rede de storage da PRODEPA, são os seguintes: • SISP: Sistema de segurança pública. Utiliza a plataforma Linux ES  Enterprise  3, com Oracle 10g sobre um servidor Intel Xeon 3.0 GHz (4 processadores). O  banco   possui   cerca   de   50   GB   com   cerca   de   1300   usuários   revesando­se   no  regime   24   X   7,   realizando   transações   através   de   uma   aplicação   WEB   com  agente. • ERGON: Banco de dados do sistema da folha de pagamento do Estado. Trabalha  na plataforma Windows 2003 Server cujo servidor é um AMD 64 Opterom 850  MHz dual processado. A instância de banco é Oracle 9i com cerca de 220 GB de  arquivos de dados, para uma utilização diária de aproximadamente 300 usuários  com aplicação em Forms /Report; • DW:  Sistema   de  datawarehouse  para   informações   gerenciais   ao   governo   do  estado. O hardware utilizado é uma estação Sun, modelo V880 Ultra Sparc com  8 processadores de 900 MHz com sistema operacional Solaris 9.0. O banco de  dados utilizado é o Cachê 5.0.14. Sua base se aproxima de 100 GB com cerca de  50 usuários diariamente. • LOTUS   NOTES:  É   o   correio   eletrônico   oficial   do   Governo   do   Estado.   Sua  plataforma é composta de um hardware baseado em 2 processadores Intel Xeon  CPU 2.8 GHz sobre o qual roda o Windows 2003 Server. Utilizando o Lotus  Notes   5.0.4  Host   Integration,  com   aproximadamente   63   GB   de   dados   e  utilização diária para as aplicações de groupware e workflow.7.3. O modelo de storage adotado na PRODEPAA prodepa utilizou para consolidar suas bases de dados em um sistema de  storage  o modelo   SAN   com   infra­estrutura   em   fibra   óptica   e   protocolo   de   comunicação   FCP arbitrated loop. Com objetivo de manter a robustez do sistema as  fabrics  foram duplicadas, de forma que uma funciona independente da outra, acrescentando tolerância a falhas por redundância de hardware. O   dispositivo   de  storage  é   um  Sun  6320  composto  de  4  bandejas  de  disco modelo 6020 também da Sun, cada uma com 13 discos em raid 5 sendo 1 disco de hot spare perfazendo um total de espaço no storage de 3.18 TB, que serão divididos entre os sistemas já apontados mantendo­se uma reserva para a inserção de sistemas futuros (figura 3).
  9. 9. Figura 3. Estrutura da fabric SAN na PRODEPA Para   realizar   os   becapes  em   todas   as   bases   consolidadas   no  storage,  foi empregada uma biblioteca de fitas da Sun modelo L100 com capacidade para 100 fitas LTO­2 de 200 GB cada, sem compressão. A   conexão   dos   servidores   à   rede   SAN   foi   feita   utilizando   HBAs   da   marca Emulex   para   os   sistemas   baseados   em   Windows   e   Qlogic   para   os   Baseados   em Unix/Linux. Os dois concentradores ópticos utilizados (independentes) são da marca Brocade modelo 3850. Uma rede ethernet conectada a rede local da empresa permite o gerenciamento da SAN através de qualquer micro da rede local que tenha o agente e um  browser instalado.7.4. Ganhos ObtidosA implantação da rede SAN trouxe consigo a estabilidade dos sistemas que dela fazem parte.   Os   problemas   com   espaço   de   armazenamento   foram   sanados,   permitindo   um gerenciamento   pró­ativo   e   coerente   do   espaço   em   disco,   além   de   garantir   a escalabilidade tanto dos sistemas já componentes da SAN quanto para novos sistemas que podem ser inseridos no ambiente sem prejuízo para os já existentes. O rendimento de servidores que atendem aos bancos de dados, citados no item 
  10. 10. 7.2, voltou a ser satisfatório mesmo sem mudanças no hardware. As políticas de becape puderam ser replanejadas, sendo executadas de maneira automatizada e confiável utilizando o  robot  de fitas. Os monitoramentos referentes à execução dos becapes são feitos através de logs da ferramenta empregada com esse fim na solução.7.5. Dificuldades encontradasO maior empecilho enfrentado durante a instalação da rede SAN foi o fato de se tratar de nova tecnologia, desconhecida para toda a equipe envolvida. Prévios   treinamentos   fornecidos   pelos   desenvolvedores   da   solução   adquirida, para   a   aprendizagem   dos   novos   paradigmas   que   envolvem   a   tecnologia,   bem   como consultoria on­site no momento da instalação inicial foram imprescindíveis para que a equipe mantivesse o serviço em funcionamento nos seus primeiros meses e, a posteriori, garantir a estabilidade e continuidade dos serviços sem interferências externas. A migração das bases de dados para o dispositivo de armazenamento, bem como a instalação das HBAs nos servidores e sua configuração na SAN exigiu janelas de paradas reduzidas por se tratarem de servidores que operam no regime 24 x 7.7.6 Novos desafios para o ambiente de storageA  aquisição de um  mainframe  IBM modelo Z890 criou a demanda da conexão deste servidor ao storage. Para tanto foi usada uma placa OSA com conector para fibra óptica instalada no mainframe, interligando­o ao circuito SAN, de forma que instancias linux instaladas no servidor conseguem (com a devida configuração) ter acesso à volumes do storage  através   da   rede   SAN.   Esta   estrutura   une   a   capacidade   de   armazenamento elevada com a capacidade de processsamento inerente ao mainframe. Além disso, mais um servidor foi adicionado a estrutura e, tanto na instalação do servidor   de   baixa   plataforma   quanto   do  mainframe,  a   SAN   continuou   funcionando normalmente. Deixando clara a robustez do sistema.8. Considerações finaisUma solução de redes de storage baseada no modelo SAN apresenta elevados padrões de confiabilidade indispensáveis nos requisitos de sistemas de missão critica. Outras soluções menos onerosas são viáveis quando as exigências dos sistemas componentes apresentam níveis menores de criticidade. A SAN instalada na PRODEPA vem confirmar os requisitos de estabilidade e confiabilidade além de desempenho e segurança prometidos por esta tecnologia. Com esta SAN foi possível centralizar de forma segura a gerência do espaço disponível que pode ser alocado de forma dinâmica para várias aplicações que estão conectadas ao dispositivo de storage. O gerenciamento do becape também foi facilitado, sendo executado de forma automatizada e consistente. A escalabilidade em sistemas heterogêneos também é um requisito atendido a medida   que   vão   sendo   inseridos   os   novos   sistemas   ­   inclusive   no   ambiente   de 
  11. 11. mainframe.  As   modificações   são   feitas   com   o   ambiente   em   produção,   sem   afetar nenhum dos sistemas em operação, o que comprova a robustez do ambiente. Isto   posto,   ficam   comprovadas   as   vantagens   no   uso  de   uma   rede   SAN   com dispositivos  de armazenamento  em grande capacidade  para a utilização  em sistemas heterogêneos de missão crítica.ReferênciasARAI, Nádia Keiko. Gerenciamento Eletrônico de Documentos, 2003.56 f. Trabalho de  conclusão   de   curso   (Graduação   em   Ciência   da   Computação).   Departamento   de  computação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2003.SUN Microsystems, 2002. Design and Administration of Storage Area Networks (ES­ 475):  Instructor   Manual.   Revision   8.1.   Sun   Educational   Services.   Palo   Alto  ­ Califórnia ­ U.S.A, 2002SUN Microsystems, 2003.  Sun StorEdge™ 6320 System and 6120 Array Instalation  and   Administration   (ES­343):   Student   Guide.  Revision   A.   Serviços   Educacionais  Sun. Palo Alto ­ Califórnia ­ U.S.A, 2003SUN Microsystems, 2004. Installing and Configuring Storage Area Networks (ES490):  Student Guide.  Revision A.3.  Serviços Educacionais Sun. PaIo Alto ­ Califomia ­  U.S.A, 2004.TORRES, Gabriel; e LIMA, Cássio. 2006. Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre o  Serial   ATA.   Disponível   em:   <http://www.clubedohardware.com.br/artigos/564/1>.  Acesso em: 21. fev. 2007.WHITTINGTON, Willis.  2006.  Desktop  and Enterprise  Disk Drivers  ­ A World  of  Difference. SNIA ­ Storage Networking Industry Associationl. [S.I.]. 2006.NetAPP.  IP  SAN  Solutions   Introduction   to   iSCSI.  Disponível   em:   <www.netapp.  com/products/san/introduction.html> acesso em 21. fev. 2007.CORRÊA,   Willian.   Discos   SATA   (Serial   ATA);   dependendo   não   vale   a   pena.  Disponível   em:   <   http://muitomaisti.blogspot.com/2006/12/discos­sata­serial­ata­ dependendo­no.html>. Acesso em 21.fev.2007.

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