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II CIPA

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Apresentação de trabalho no II CIPA, Salvador - BA.

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II CIPA

  1. 1. HISTÓRIA DE VIDA E EXPERIÊNCIAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE QUÍMICA Alcione Torres Ribeiro II Congresso Internacional sobre Pesquisa (Auto) biográfica
  2. 2. Objetivo <ul><li>Reconstituir a história de vida e profissional de uma professora de Química, aluna do projeto da Licenciatura Especial em Química da UFBA/SEC-BA, no intuito de identificar as experiências determinantes na sua formação e como se deu a apropriação dessas experiências, tornando-se aprendizagens da docência e determinando o desenvolvimento desta professora. </li></ul>
  3. 3. Metodologia <ul><li>História de Vida </li></ul><ul><li>Entrevistas profundas semi-estruturadas, abordando a vida de cada sujeito, enfocando principalmente o percurso profissional. </li></ul><ul><li>Observações em sala de aula, na licenciatura. </li></ul><ul><li>Relatos escritos. </li></ul><ul><li>Análise dos dados com a definição de categorias estabelecidas a partir dos relatos. </li></ul>
  4. 4. Questões de pesquisa <ul><li>Quem é a professora Marina? </li></ul><ul><li>Como Marina se constituiu como Professora de Química? </li></ul><ul><li>Quais as experiências determinantes na sua formação? </li></ul><ul><li>Como o curso de Licenciatura Especial está ajudando na (trans)formação de Marina? </li></ul>
  5. 5. História de Marina <ul><li>1. As primeiras experiências com a vida escolar e o caminho para a profissão </li></ul><ul><li>Professora agressiva. </li></ul>[...] eu sempre achei aquilo ali tão bravo, tão antipedagógico que eu disse: “Quando eu for uma professora eu vou ser diferente” .
  6. 6. <ul><li>Professoras estudiosas e esforçadas: </li></ul>Apesar de todas só terem a formação de 2º grau elas nos deixaram muitos exemplos de que a gente precisava estudar pra dar boas aulas. <ul><li>As aulas de catequese e o convento </li></ul>[...] Eu queria estar junto das pessoas. E hoje eu tenho família e eu trabalho na pastoral familiar. Eu sou professora, eu trabalho com catequese de adultos. [...] Na minha profissão eu só entrei com o conteúdo.
  7. 7. <ul><li>2. A trajetória profissional </li></ul><ul><li>Livros didáticos </li></ul>Tinha dia que eu chorava sem saber como decifrar aquilo ali que estava nos livros de Química, nos conteúdos, e não tinha quem explicasse. E aí eu pegava um livro, outro e ia conseguindo dar minhas aulas. [...] Então, muitas coisas pra estudar sozinha, sendo autodidata, é muito difícil. A gente lê, não consegue enxergar com clareza. Então aquilo ali a gente passa por cima!
  8. 8. <ul><li>Recurso à religião </li></ul>Eu motivava as minhas aulas com isso, falando dessas coisas e mostrando. Uma flor: de onde ela tira aquela cor? Uma é amarela, outra é matizada, outra é verde. Então quem é o maior químico? É Deus! O que os homens buscam, eles procuram descobrir o criador, que eu chamo de Deus, que uma inteligência superior já colocou na forma de leis, tudo isso aí. Agora a gente leva séculos pra descobrir essa coisa aí. [...] Deus é o grande químico da vida!
  9. 9. <ul><li>3. A Licenciatura Especial </li></ul><ul><li>Ajuda já percebida </li></ul>Hoje percebo a falha de minha parte e estou reformulando e repensando a minha prática. Por isso, preparar uma aula se tornou mais difícil do que antes, porque, mais do que nunca, preciso fazer as perguntas: O que ensinar? Como ensinar? Que relação este assunto tem com o anterior? Devagarzinho estou assimilando um novo jeito de ensinar, aprendendo novos assuntos, pois o professor tem que encantar, cativar, para que o seu aluno aprenda.
  10. 10. 4. O trabalho com a história de sua vida <ul><li>Auto-crítica </li></ul>A princípio sentia até vergonha de ler as entrevistas, pois nunca tinha reproduzido uma fala minha e confesso, fui muito severa comigo mesma, criticando meus erros, palavras repetidas, frases mal formuladas, incompletas. Foi um choque pra o meu orgulho, mas assimilei. Nesse momento foi preciso ter humildade e sabedoria para reconhecer minhas limitações, despir-me da vaidade e fazer as mudanças necessárias.
  11. 11. <ul><li>Percepção sobre sua mudança de metodologia </li></ul>Eu passei a trabalhar com rotina. Eu achei que minhas aulas ficaram mais chatas, eu não estava gostando das minhas aulas. A gente vai cansando. Dava aula a partir do livro e muito raramente eu levava um experimento para a sala.
  12. 12. <ul><li>Uma experiência formadora </li></ul>Recurvar sobre o passado, ver o que foi feito, corrigir a “rota” é o desafio. O objetivo continua o mesmo: formar cidadãos conscientes, dando a eles instrumentos que os façam conquistar seus ideais, lutando por seus direitos com dignidade e coragem. Não sei se exteriormente são perceptíveis as mudanças, mas dentro de mim elas já começaram a acontecer, nas atitudes e resoluções tomadas.
  13. 13. Conclusões <ul><li>Reconstituição da história de vida de Marina. </li></ul><ul><li>Detecção das experiências formadoras. </li></ul><ul><li>Apropriação das experiências como forma de aprendizagem. </li></ul>

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