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Relatório Especial China | Ativa Corretora

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Relatório Especial China | Ativa Corretora

  1. 1. Relatório Especial Brasil x China: Efeitos da Lei dos Grandes Números AGOSTO 2009
  2. 2. <ul><li>Macroeconomia </li></ul><ul><ul><li>Introdução </li></ul></ul><ul><ul><li>Idiossincrasias </li></ul></ul><ul><ul><li>Curto Prazo </li></ul></ul><ul><ul><li>Riscos – Curto Prazo </li></ul></ul><ul><ul><li>Médio Prazo </li></ul></ul><ul><ul><li>Riscos – Médio Prazo </li></ul></ul><ul><ul><li>Câmbio e Reservas </li></ul></ul><ul><ul><li>Conclusão </li></ul></ul><ul><li>Setores </li></ul><ul><ul><li>Petróleo </li></ul></ul><ul><ul><li>Papel e Celulose </li></ul></ul><ul><ul><li>Mineração </li></ul></ul><ul><ul><li>Alimentos </li></ul></ul>Conteúdo
  3. 3. Introdução <ul><li>Das mudanças do cenário macroeconômico brasileiro dos últimos anos, a do Balanço de Pagamentos foi sem dúvida a mais impressionante. </li></ul><ul><li>Grande parte da explicação está na China, que se tornou a principal parceira comercial do Brasil. </li></ul><ul><li>O comércio bilateral é composto basicamente por exportação de commodities e materiais básicos e importação de partes de eletrônicos e componentes para computadores. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Hoje a China representa 52% das exportações brasileiras de minério de ferro e 58% das exportações de soja e seus derivados. </li></ul><ul><li>Portanto, não há mais como entender a economia brasileira sem uma compreensão maior da economia chinesa. </li></ul>Introdução
  5. 5. Idiossincrasias <ul><li>Existe uma série de idiossincrasias sobre a economia chinesa que precisam ser entendidas para que nossas percepções ocidentais não contaminem nossa imagem sobre esta economia. </li></ul><ul><li>Existe um equilíbrio, aparentemente frágil, entre o estado autoritário e uma economia pró-mercado. </li></ul><ul><ul><li>No entanto, o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população parecem reduzir essas tensões de forma expressiva. </li></ul></ul><ul><li>O governo é incrivelmente focado em perpetuação </li></ul><ul><ul><li>Limite de idade de 62 anos para se eleger e meritocracia própria. </li></ul></ul><ul><ul><li>Províncias relativamente autônomas com foco em crescimento. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ciclo de gastos do governo oposto ao populista – com mais gastos no começo do governo. </li></ul></ul><ul><li>A economia privada chinesa representa surpreendentes 60% do PIB, e é responsável por 80% da formação de empregos. </li></ul><ul><li>One Child Policy – A política de um filho por família tem conseqüências profundas sobre a sociedade chinesa. </li></ul><ul><ul><li>Mudança do portfólio de poupança das famílias. </li></ul></ul><ul><ul><li>Concentração dos esforços familiares na educação do filho. </li></ul></ul>
  6. 6. <ul><li>SOE´s – State Owned Enterprises – são os maiores grupos empresariais da china. Suas peculiaridades são: o não pagamento de dividendos e reinvestimento constante. </li></ul><ul><ul><li>Por um lado, por não considerar os minoritários, esses grupos podem correr risco de serem não eficientes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Por outro, a realocação de fatores é muito mais rápida. </li></ul></ul><ul><ul><li>Por enquanto, isso é sustentável. </li></ul></ul><ul><li>Poupança – existe fatores culturais e estruturais que explicam o fenômeno. Nenhum deles parece que irá mudar no curto prazo. </li></ul><ul><ul><li>45% da população ainda está exposta a economia agrícola. </li></ul></ul>Idiossincrasias
  7. 7. Curto Prazo <ul><li>A recuperação da economia chinesa tem sido impressionante nos últimos 6 meses. Muitos atribuem isso ao pacote fiscal do governo. Porém, o grande impulso na economia veio da forte expansão monetária. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Esses empréstimos impulsionaram os setores: </li></ul><ul><ul><li>Automobilístico </li></ul></ul><ul><ul><li>Construção residencial </li></ul></ul><ul><ul><li>Projetos de infra-estrutura </li></ul></ul>Curto Prazo
  9. 9. <ul><li>O governo está pouco preocupado com os possíveis efeitos inflacionários (CPI), mas a possibilidade de inflação de ativos está na sua zona de preocupação. </li></ul><ul><ul><li>Em 2007, ao reagir a uma inflação de ativos o governo exagerou. Caso o preço das casas suba rápido demais, este pode reagir de forma análoga e prejudicar a recuperação. </li></ul></ul>Curto Prazo
  10. 10. <ul><li>O risco de alta capacidade ociosa parece ser menor do que os mais pessimistas imaginam. A estabilização da deflação indica que a ociosidade não é tão elevada assim. </li></ul>Curto Prazo
  11. 11. <ul><li>Os riscos para a recuperação são: </li></ul><ul><ul><li>NPL´s – dado o ritmo de crescimento é esperado que este se eleve, a pergunta é de quanto será essa alta. </li></ul></ul><ul><ul><li>Super reação do governo a alta dos preços de ativos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Inflação de alimentos, sendo externa ou doméstica, pode gerar desequilíbrios sociais. </li></ul></ul>Riscos - Curto Prazo
  12. 12. Riscos - Curto Prazo
  13. 13. <ul><li>No médio prazo, uma série de fatores nos deixam otimistas com a China. </li></ul><ul><ul><li>Também devemos mencionar que existe uma demanda reprimida imensa na China. Por exemplo, apenas 9,8% das famílias têm carros. </li></ul></ul><ul><ul><li>Quando comparamos com o caso brasileiro, que está longe de ser um país desenvolvido, temos uma discrepância de nível de renda enorme. Com isso, devemos esperar dois movimentos: um de criação de riqueza e outro de urbanização. </li></ul></ul><ul><ul><li>Além disso, a mudança dos hábitos deve mudar o mix alimentar para mais proteína animal. </li></ul></ul>Médio Prazo
  14. 14. Médio Prazo
  15. 15. <ul><li>A reforma do setor de serviços é outro ponto potencialmente importante para a China. </li></ul><ul><ul><li>Este setor é hoje o mais regulado da economia chinesa, e os potenciais de crescimento e de ganho de produtividade são imensos. </li></ul></ul><ul><ul><li>A população urbana demanda cada vez mais serviços de alta qualidade. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Educação, Saúde, Telefonia, Eletricidade . </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Reformas no setor bancário também trariam grandes ganhos de eficiência nos próximos dois anos. </li></ul></ul>Médio Prazo
  16. 16. <ul><li>O déficit de infra-estrutura nas áreas rurais da China ainda é enorme e isso deve gerar uma demanda por grandes projetos de infra- estrutura por algum tempo. Estes projetos (em si) geram empregos e mantém o fluxo de migração da população chinesa. </li></ul><ul><li>A alta taxa de reinvestimento das SOE´s é um outro motor, apesar de perigoso, para o crescimento. O governo chinês está estimulando fortemente a internacionalização de suas empresas. Com isso, é possível adquirir tecnologia e obter sinergias de forma mais global. </li></ul>Médio Prazo
  17. 17. <ul><li>Os riscos para o crescimento de médio prazo são não desprezíveis: </li></ul><ul><ul><li>Caso a economia global não se recupere e uma nova rodada de estímulos fiscais seja necessária, a alta dos NPL´s pode ser insustentável e o passivo fiscal para o governo ameaçador. Sabemos que a dívida/PIB chinesa não é alta (aprox. 35%), mas, mesmo assim, 2 ou 3 anos de políticas desse tipo podem ser perigosas. </li></ul></ul><ul><ul><li>A não implementação de reformas para redirecionar mais a economia para o mercado doméstico, via melhoria dos serviços, pode ameaçar a manutenção do atual ritmo de crescimento. </li></ul></ul><ul><ul><li>O mercado imobiliário é um risco, principalmente dada a necessidade das famílias chinesas de achar veículos de investimentos. Há uma propensão a formação de bolhas que é inegável. Não devemos subestimar os efeitos que uma possível bolha pode ter sobre o sistema. </li></ul></ul><ul><ul><li>Finalmente, para o longo prazo, o frágil equilíbrio entre o sistema político e o sistema econômico é um tema que desafiará o governo nos próximos anos. </li></ul></ul>Riscos - Médio Prazo
  18. 18. Riscos - Médio Prazo
  19. 19. <ul><li>Existem duas questões sobre o câmbio chinês que devem ser notadas: </li></ul><ul><ul><li>O fluxo deve diminuir ao longo dos próximos anos, na medida em que houver a redução da poupança nacional, sendo que isso reduzirá a pressão por apreciação. Até lá, o governo fará as compras que julgar necessárias. </li></ul></ul><ul><ul><li>A gestão desses ativos, já está mudando. Os bancos chineses estão financiando direta e indiretamente países africanos e empresas estrangeiras, como forma de escoar esse excesso de poupança. No entanto, uma mudança dramática na gestão de reservas é muito pouco provável no curto prazo. </li></ul></ul>Câmbio e Reservas
  20. 20. Conclusão <ul><li>O conforto fiscal e o forte controle sobre os bancos possibilitaram à China fazer uma expansão monetária expressiva em pouco tempo, tornando sua recuperação mais rápida. </li></ul><ul><li>O crescimento para os próximos 12 meses está garantido em nível acima de 8%. </li></ul><ul><li>As perspectivas para médio longo prazo são promissoras. </li></ul><ul><li>No entanto, reformas devem ser feitas para manter a taxa de crescimento acima de 7%. </li></ul>
  21. 21. Petróleo – Emergentes fazem a diferença <ul><li>Crise econômica poderá aprofundar diferença entre oferta e demanda de petróleo no futuro próximo </li></ul><ul><ul><li>Investimentos de risco serão reduzidos nas grandes majors. AIE prevê necessidade de investimentos de US$60 bilhões/ano para atender demanda; </li></ul></ul><ul><ul><li>OPEP, em sua última reunião indica redução de demanda de 1,4 mm bpd na demanda mundial de petróleo, atingindo 84,2mm bpd (-1,6% YoY). Para a China a organização espera consumo estável em 2009; </li></ul></ul><ul><ul><li>AIE reviu (+) demanda mundial de petróleo para 83,94 mm bpd (190 mil bpd sobre a anterior), representando queda de 2,7% YoY, retornando para níveis de 2006. Para a China a expectativa é de +1,6% 09E e +2,0% (10E); </li></ul></ul><ul><ul><li>As reservas mundiais crescem 1,8%a.a. nos últimos 10 anos, o consumo de petróleo (sem BRIC´s) 0,8%, os BRIC´s 4,1%.a.a e China 6,5%. </li></ul></ul>Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
  22. 22. Petróleo – Emergentes fazem a diferença Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
  23. 23. Petróleo – Emergentes fazem a diferença <ul><li>China </li></ul><ul><ul><li>Plano de ampliação da indústria de petróleo prevê crescimento de 5% na capacidade de refino em 2011 (refino e petroquímico), fechamento de unidades obsoletas, porém o impacto líquido é um crescimento real da capacidade de refino; </li></ul></ul><ul><ul><li>A produção de petróleo cresceu 1,5%a.a. nos últimos 3 anos, enquanto a demanda atingiu +4,6%, consequentemente as importações cresceram brutalmente; </li></ul></ul><ul><ul><li>Busca por garantia de fornecimento de commodities e potencial de mudança de consumo com o processo de urbanização, mostra que demanda continuará forte nos próximos anos. </li></ul></ul>9,6% Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
  24. 24. Petróleo – Emergentes fazem a diferença <ul><li>Perspectivas petróleo </li></ul><ul><ul><li>Aumento da oferta ainda incerto (qual a capacidade ociosa da OPEP?); </li></ul></ul><ul><ul><li>Energia alternativa ainda com baixo impacto; </li></ul></ul><ul><ul><li>Questões geopolíticas sempre geram desconforto sobre oferta; </li></ul></ul><ul><ul><li>Commodity mais líquida no mercado financeiro, o que potencializa tendência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Apesar da divergência quanto ao crescimento de demanda em 2009, especialistas prevêem retomada em 2010; </li></ul></ul><ul><ul><li>Tendência consolidada de crescimento da demanda no médio prazo. </li></ul></ul><ul><li>Fatores de risco : </li></ul><ul><ul><li>Preços atuais indicam forte recuperação de demanda no curto prazo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Volatilidade cambial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Estoques americanos atingiram níveis normalizados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Recuperação lenta na demanda dos mercados desenvolvidos preocupa. </li></ul></ul>
  25. 25. P&C – C melhor que P <ul><li>Cenário global da celulose </li></ul><ul><ul><li>China novamente desestrutura o cenário de celulose de mercado com um crescimento brutal das importações (+68% YoY). Até que ponto essa demanda é sustentável nestes esses níveis? </li></ul></ul><ul><ul><li>Fatores de recuperação no preço da celulose da China: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Non-wood fiber (muito poluente) substituído por fibra importada; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Estoques de produtores e consumidores normalizados; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Manutenção de elevados spreads entre fibra longa e curta; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fechamento de capacidade e redução de produção retiram do mercado 2,65 mm de tons no 2T09. </li></ul></ul></ul>Fonte: ATIVA Research, Bloomberg e Utilpulp Fonte: ATIVA Research, PPPC e Aracruz
  26. 26. P&C – C melhor do que P Fonte: ATIVA Research e Bloomberg Fonte: ATIVA Research, VCP e Hawkins Wright Fonte: ATIVA Research e Bloomberg
  27. 27. P&C – C melhor que P <ul><li>Fatores de risco: </li></ul><ul><ul><li>Aumento no preço da celulose pode estimular a volta de parte da produção de celulose que foi desativada; </li></ul></ul><ul><ul><li>Volatilidade cambial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Lenta recuperação da demanda por papel; </li></ul></ul><ul><ul><li>Recuperação lenta na demanda dos mercados desenvolvidos importante. </li></ul></ul><ul><li>Perspectivas: </li></ul><ul><ul><li>Fatores fundamentalistas indicam tendência de continuidade da alta no preço da celulose no mercado internacional, apesar das incertezas ainda presentes no CP; </li></ul></ul><ul><ul><li>Brasil reúne enorme competitividade (América do Sul será responsável por produzir 55% da demanda de celulose fibra curta em 2010). Atual próxima de 40%; </li></ul></ul><ul><ul><li>Europa, 2º maior mercado de destino das exportações brasileiras, começa a dar sinais de melhoria de demanda; </li></ul></ul><ul><ul><li>Forte potencial de crescimento da demanda chinesa (disponibilidade de crédito para a indústria de P&C, baixa probabilidade de formação de estoque especulativo – risco existe, continuidade de estímulo a fechamento de capacidade, aumento do consumo per capita de papel com potenciais projetos ligados a educação, embalagens e etc). </li></ul></ul>
  28. 28. P&C – C melhor que P <ul><li>Suzano P&C com maior exposição ao mercado chinês. </li></ul><ul><ul><li>Aracruz (44% vs. 23%) e VCP (26% vs 25%) aumentaram fluxo de exportação para China. O grupo prevê que novos grandes projetos serão avaliados no futuro, estrutura de alavancagem atual prejudica estratégia de crescimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Suzano (52% vs. 25%) está dando continuidade aos projetos de investimentos, que serão confirmados ou não ainda em 2009. </li></ul></ul><ul><li>Brasil bem preparado para atender ao crescimento de demanda mundial. </li></ul>Fonte: ATIVA Research e Bracelpa Fonte: ATIVA Research e Bracelpa
  29. 29. <ul><li>Demanda crescente por commodities metálicas </li></ul>Mineração - O apetite do dragão chinês Fonte: INSG, ATIVA Research Fonte: ICGS, ATIVA Research Processo de urbanização O consumo de bens duráveis deve ser a segunda onda de consumo de metais Fonte: ANFAVEA, ATIVA Research Fonte: IISI, ATIVA Research Pop.Rural Pop.Urbana <ul><li>O consumo de metais na China tem crescido a uma velocidade muito maior que a média global, aumentando a participação relativa da China da demanda mundial </li></ul><ul><li>A produção de aço chinesa já responde por 50% da produção mundial. Nos últimos 15 anos, o CAGR da produção chinesa de aço é de 12,4%, comparado com 2,8% dos mundo “ ex-China ” </li></ul><ul><li>Produção direcionada para a demanda doméstica. China é importadora líquida de aço hoje. </li></ul><ul><li>A demanda de aço da China é baseada em construção (50%), incentivada pelo processo de urbanização do país </li></ul><ul><li>Urbanização incipiente (BR 85%, EUA 81%, Rússia 73%) </li></ul><ul><li>Até 2025, serão mais de 220 cidades >+1 mm hab. </li></ul><ul><li>Processo necessário para garantir o crescimento econômico </li></ul><ul><li>Baixo consumo per capita de bens duráveis </li></ul><ul><li>Aumento da renda facilitará acesso da população a esses bens </li></ul>
  30. 30. <ul><li>A demanda por minério de ferro importado (principalmente da Vale, BHP e Rio Tinto) tem acompanhado a produção de aço chinesa, visto que a expansão da capacidade de produção local é limitada. </li></ul>A China prioriza minério de ferro importado <ul><li>O mercado transoceânico de minério de ferro é dominado por poucos players </li></ul><ul><li>Vale, Rio Tinto e BHP respondem por 70% do mercado </li></ul><ul><li>A China consome mais de 50% do minério comercializado nesse mercado. </li></ul>Os preços de benchmark estão mais competitivos que o spot atualmente. Fonte: DMP, ATIVA Research A participação relativa do minério de ferro importado frente ao consumo total tem aumentado nos últimos trimestres, principalmente devido a preços mais competitivos (depois do reajuste do benchmark 2009), qualidade superior e maior confiabilidade Fonte: Rio Tinto, ATIVA Research Fonte: Bloomberg, Vale, ATIVA Research Fonte: Bloomberg, Empresas, ATIVA Research Preços de Minério de Ferro
  31. 31. <ul><li>A Vale tem conseguido apropriar-se de parte do crescimento da demanda chinesa e tem batido recordes de embarques para esse país. </li></ul>A China - a “válvula de escape” <ul><li>Mesmo com o retorno do consumo de clientes tradicionais da Vale, como Europa e Brasil, a China aumentará definitivamente sua importância para a Vale. </li></ul><ul><li>Assumindo que a Vale consiga manter as vendas do 2T09 para a China nos próximos trimestres, para se recuperar os patamares de vendas totais do 2T08 basta que os demais clientes da mineradora recuperem apenas 65% da demanda perdida durante a crise. </li></ul><ul><li>Caso as vendas para a China não recuem, estas terão uma participação de 40% nos volumes de vendas da Vale, ainda que Europa, Américas e demais clientes asiáticos recuperem suas demandas do 2T08. </li></ul><ul><li>Como forma de participar mais ativamente do crescimento da demanda chinesa, a Vale tem implementado algumas ações, dentre as quais: </li></ul><ul><li>Aumento da base de clientes chineses, investindo no relacionamento com siderúrgicas de médio porte </li></ul><ul><li>Construção de centros de distribuição na Ásia e Oriente Médio, para agilizar o atendimento dos clientes </li></ul><ul><li>Adoção de políticas de preço mais flexíveis, permitindo que o cliente escolha qual o sistema de preços que queira adotar, benchmark ou spot </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de frota própria, através da aquisição de navios usados e VLOCs </li></ul><ul><li>Minimização da exposição aos preços de fretes do mercado à vista, que apresentam muita volatilidade, através da assinatura de acordos de fretes de longo prazo </li></ul>Fonte: Vale, ATIVA Research Maiores vendas para a China e a queda brusca de embarques para os demais destinos tradicionais da Vale mudaram o mix de clientes da empresa Fonte: Vale, ATIVA Research
  32. 32. Alimentos – Uma China menos frugal Fonte: USDA, ATIVA Research, <ul><li>Os drivers : </li></ul><ul><li>crescimento acelerado da economia chinesa/ contínuo processo de migração da população rural para áreas urbanas </li></ul><ul><li>limitação de recursos naturais para a ampliação da produção de carnes, como água e terra disponível para agricultura </li></ul><ul><li>expansão da demanda chinesa por proteína animal como conseqüência da melhoria de mix da alimentação da população, com o processo de urbanização e enriquecimento </li></ul><ul><li>reabertura comercial do mercado chinês para as exportações brasileiras de frango, bem como a inevitável retomada no mercado de suínos no futuro </li></ul>Fonte: USDA, ATIVA Research,
  33. 33. Alimentos – Uma China menos frugal Fonte: Perdigão/ FAO <ul><li>O papel do Brasil: </li></ul><ul><li>Em 10 anos, o Brasil saiu de uma participação de 10% das exportações mundiais de carnes para a liderança mundial, com 28% projetado para 2009 </li></ul><ul><li>Forte crescimento de 17%a.a. das exportações de aves, de 14%a.a. em bovinos e de 19% em suínos, desde 1999 </li></ul><ul><li>o Brasil se destaca também como o 2º maior exportador de soja, respondendo por 37% do trading global (32% vai para a China) </li></ul><ul><li>Vantagens comparativas do Brasil na produção de alimentos: </li></ul><ul><ul><li>1 - Grande potencial de aumento de produtividade e da expansão de área cultivada </li></ul></ul><ul><ul><li>2 - Elevado potencial hídrico - 12% do total das reservas hídricas disponíveis no mundo encontram-se no Brasil </li></ul></ul>Fonte: USDA, ATIVA Research
  34. 34. Alimentos – Uma China menos frugal <ul><li>Perspectivas: </li></ul><ul><li>crescente necessidade de importação de grãos, como matérias-primas de produção de carnes </li></ul><ul><li>a China passará a ser mais dependente de importações de carne no médio prazo, ampliando o consumo de processados e industrializados </li></ul><ul><li>o Brasil, como maior exportador de soja e de carnes do mundo, e com expressivo potencial de crescimento de produção, deverá ser amplamente beneficiado da maior demanda chinesa </li></ul><ul><li>o comportamento de preços dos insumos para produção de carnes, destacadamente soja e milho manterão trajetória ascendente no médio/longo prazo </li></ul>Conclusões: 1- As empresas voltadas para o ME deverão ser beneficiadas pelo aumento da demanda mundial no médio/longo prazo. 2- A recente abertura do mercado para importação de frango do Brasil, traz maior potencial de crescimento no curto/médio prazo para o segmento 3- A competitividade das empresas brasileiras e sua relevância no trading global de carnes as torna players naturais para fornecer para a China.
  35. 35. Nossos escritórios BRASÍLIA SHS 06 , Conj. A, Brasil 21, Bloco C loja 16 (térreo) Brasília DF CEP: 70322-915 Tel.: (55 61) 2108-0000 FAX: (55 61) 2108-0000 FORTALEZA Av. Santos Dumont 2.626 Sala 1312 Aldeota – Fortaleza CE CEP: 60150-161 Tel.: (55 85) 3923-2250 FAX: (55 85) 3923-2251 VITÓRIA Avenida Nossa  Senhora dos Navegantes, 675 Salas 116 / 117 Vitória ES CEP: 29050-912 Tel.: (55 27) 3204-4550 FAX: (55 27) 3204-4556 BELO HORIZONTE Rua Felipe dos Santos, 901 - 7º andar - Lourdes Belo Horizonte MG CEP: 30180-160 Tel.: (55 31) 3025-0601 Fax: (55 31) 3025-0606 RIO DE JANEIRO Av. das Américas, 3500 3º andar Barra - Rio de Janeiro RJ CEP: 22640-102 Tel.: (55 21) 3515-0200 FAX: (55 21) 3515-0297 CURITIBA Al. Dr. Carlos de Carvalho, 417 30ª andar Centro – Curitiba PR CEP: 80410-180 Tel.: (55 41) 3075-7400 FAX: (55 41) 3075-74060 SÃO PAULO Rua Iguatemi, 192 15º andar Itaim Bibi - São Paulo SP CEP: 01451-010 Tel.: (55 11) 3168-5088 FAX: (55 11) 3168-4001

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