Historia e teoria comunicacao

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  • Com a concepção de técnica como instrumento, da relação distante e diferente emissor-receptor, sujeito-objeto, fica difícil pensar a sustentabilidade de uma forma transorgânica, simbiótica, mentalizada (como diz Bateson). formamos e somos formados pelas redes tecnológicas.
  • Aumento de força ou velocidade = ruptura que provoca uma mudança de organização - McLuhan p.109
  • A PALAVRA FALADA NÃO PERMITE A EXTENSÃO E A AMPLIFICAÇÃO DA FORÇA VISUAL REQUERIDA PARA OS HÁBITOS DO INDIVIDUALISMO E DA INTIMIDADE – MCLUHAN, P.97 A IDÉIA DE ESPAÇO E TEMPO NÃO É CONTÍNUA NEM UNIFORME, MAS EMOTIVA E COMPRESSIVA. A LÍNGUA MATERNA ENSINA AOS SEUS USUÁRIOS UM CERTO MODO DE VER E SENTIR O MUNDO, UM CERTO MODO DE AGIR NO MUNDO – IDEM, P.98 Antes do relógio e da cidade-horário havia para o homem tribal um relógio cósmico e um tempo sagrado da cosmogonia
  • Cidade-estado gregas: inclusiva, quase tribal, um conglomerado Cidades romanas surgiram como operações especializadas do poder central. Platão: metafísica, ‘verdades’ escritas
  • Cidade-estado gregas: inclusiva, quase tribal, um conglomerado Cidades romanas surgiram como operações especializadas do poder central. Platão: metafísica, ‘verdades’ escritas
  • O ALFABETO FONÉTICO PRODUZ UMA DIVISÃO CLARA ENTRE AS EXPERIENCIAS AUDITIVA E VISUAL, CONTINUIDADE DO ESPAÇO E DO TEMPO, UNIFORMIDADE DOS CÓDIGOS, A AUTONOMIA DO INDIVÍDUO. A ESCRITA PRÉ-ALFABÉTICA ERA COMPLEXA E INACESSÍVEL ÀS MASSAS
  • Linear = ordenado
  • O alfabeto combinado com o papiro decretou o fim das burocracias templárias estacionárias e dos monopólios sacerdotais do conhecimento e do poder – podia ser aprendido rapidamente
  • Chiostro = Localizado ao redor de um poço, o chiostro era um pátio interior cercado pelas arcadas do mosteiro ; era o lugar dedicado ao passeio, a biblioteca era o espaço para a leitura, o coral era o espaço reservado para a reza, assim como o refeitório era o lugar indicado para a alimentação e o campo era destinado para o trabalho manual. A cada espaço correspondia uma função e a cada função um determinado tipo de afazer em um horário específico do dia.
  • Os primeiros livros tabelares surgiram na Holanda, na metade do século XV, eram manuais dirigidos ao baixo clero para pregação popular e utilização em escolas, compostos por ilustrações e textos curtos escritos em latim. 
  • Capela Maior com pinturas de Giotto
  • A tipografia clássica baseia-se em pequenas peças de madeira ou metal com relevos de letras e símbolos — os  tipos móveis .  Tipos rudimentares foram inventados inicialmente pelos  chineses . Mas, no século XV, foram redescobertos, por  Johann Gutenberg , com a invenção da  prensa tipográfica . A diferença entre os tipos chineses e os de Gutenberg é que os primeiros não eram reutilizáveis. A reutilização dos mesmos tipos para compor diferentes textos mostrou-se eficaz e é utilizada até aos dias de hoje, constituindo a base da imprensa durante muitos séculos. Essa revolução que deu início à comunicação em massa, foi cunhada pelo teórico  Marshall McLuhan  como o início do “homem tipográfico”. Mesmo com o advento dos computadores e da edição eletrônica de texto, a tipografia permanece viva nas formatações, estilos e grafias.
  • SITE IMPORTANTE> http://www.mediamente.rai.it/mediamentetv/learning/ed_multimediale/lezioni/09/
  • SITE IMPORTANTE> http://www.mediamente.rai.it/mediamentetv/learning/ed_multimediale/lezioni/09/
  • A posição defendida por este modelo pode sintetizar-se na afirmação segundo a qual "cada elemento do público é pessoal e diretamente atingido pela mensagem" ( Wright Mills , 1975, 79). Historicamente, a teoria hipodérmica ( bullet theory ) coincide com o período das duas guerras mundiais e com a difusão em larga escala das comunicações de massa e representou a primeira reação que este último fenômeno provocou entre estudiosos de proveniência diversa. Os principais elementos que caracterizam o contexto da teoria hipodérmica são, por um lado , a novidade do próprio fenômeno das comunicações de massa e, por outro, a ligação desse fenômeno às trágicas experiências totalitárias daquele período histórico. Encerrada entre estes dois elementos, a teoria hipodérmica é uma abordagem global aos mass media , indiferente à diversidade existente entre os vários meios e que responde sobretudo à interrogação: que efeito têm os mass media numa sociedade de massa? A principal componente da teoria hipodérmica é de fato a presença explícita de uma teoria da sociedade de massa, enquanto, no aspecto comunicativo opera complementarmente uma teoria psicológica da ação. Além disso, pode descrever-se o modelo hipodérmico como sendo uma teoria da propaganda e sobre a propaganda ; com efeito, no que diz respeito ao universo dos meios de comunicação , esse é o tema central. Especialmente nos anos 20 e 30 apareceram estantes inteiras de livros que chamavam a atenção para os fatores retóricos e psicológicos utilizados pelos propagandistas. A teoria hipodérmica é vertical: todo membro do público de massa é pessoal e diretamente "atacado" pela mensagem. A massa engloba indivíduos isolados, anônimos, separados e atomizados. Isso os faz indefesos e passivos diante da comunicação. As pessoas são manipuladas. Na Bullet Theory , os efeitos não são estudados, pois são dados como previstos. Influência da psicologia behaviorista de Watson – estímulo – resposta - reforço Em 1948, Lasswell incrementa a teoria com o Paradigma: Quem -> Diz o quê -> Em que canal -> A quem -> Com que efeito
  • 1948 – universidade de chicago - análise de propaganda e mensuração da opinião pública e propaganda política Pressupõe uma mensagem intencional, público homogêneo – emissor inicia o processo e ao público só cabe o efeito Pioneiro na análise do conteúdo, dos efeitos – cria novos campos de estudos separados: canal, receptor pesquisas de opinião, as transformações dos comportamentos sociais e das emoções do público a partir da recepção de uma mensagem emitida com um escopo específico.
  • Uma primeira problematização da linearidade do modelo comunicativo foi desenvolvida nas décadas de 1940 e 1950 a partir das pesquisas realizadas por P. Lazarsfeld, psicólogo autríaco, professor da Universidade de Colúmbia, e por E. Katz, sociólogo judeu-americano, professor da Universidade da Pensilvânia, sobre a influência da mídia e os processos de decisão individuais, e publicado em 1955 no livro Personal Influence: the part played by people in the flow of the mass communication . A relevância do modelo de Katz e Lazarsfeld está em negar os efeitos diretos da mídia de massa sobre o público, Coloca a importância da Credibilidade fórmula proposta por Lazarsfeld-Katz insere nos processos comunicativos da sociedade de massa as variáveis sociais, econômicas, políticas, estabelecendo um nível de complexidade de análise não contemplado anteriormente
  • Questão semântica - significados Linearidade rompida pelo processo interpretativo Processo comunicação - negociação
  • Historia e teoria comunicacao

    1. 1. História e Teorias da comunicação Centro de Pesquisa Atopos Curso de pós-graduação: Redes Digitais, Terceiro Setor e Sustentabilidade Módulo I Profª. Ms. Marcella Schneider Faria Centro de Pesquisa Atopos ECA/USP Fapcom – Faculdade Paulus de Comunicação e Tecnologia
    2. 2. Ementa - objetivoA disciplina propõe um percurso históricosobre as principais revoluções comunicativas eanalisa o desenvolvimento progressivo deformulações teóricas sobre a comunicação demassa, associando-as com os avançostecnológicos das principais mídiascontemporâneas que interagem no mercadode produtos culturais.
    3. 3. Programa:• 09/03 - Primeira parte: – Apresentação da disciplina e introdução ao conteúdo: • As revoluções comunicativas: o papel das tecnologias da comunicação nas transformações sociais • A Revolução da Escrita • A Revolução de Gutenberg • A sociedade industrial como cultura – metrópole, técnica e estilo de vida moderno
    4. 4. Programa:• 09/03 - Segunda parte: – Panorama histórico das primeiras teorias da comunicação: • Teoria Hipodérmica • Modelo de Lasswell • Modelo de Katz e Lazarsfeld • Modelo de Shannon e Weaver • Modelo de Jackobson • Modelo semiótico-informacional de Eco e Fabbri
    5. 5. Programa:• 10/03 – Primeira parte: – A Revolução Eletrônica e a mídia de massa: a indústria cultural e a revolução dos costumes• Segunda Parte: – Escola de Frankfurt
    6. 6. Programa:• 16/03 – Primeira parte: – Escola de Toronto• Segunda parte: – Escola de Palo Alto
    7. 7. Programa:• 17/03 – Primeira parte: – Estudos Culturais nos EUA e Estudos de recepção na América Latina – teoria das mediações• Segunda parte: – Atividade de avaliação em sala de aula: apresentação de filmes, debate seguido de comentário escrito.
    8. 8. Bibliografia básica• FELICE, M.; TORRES, J. e YANAZE, L. Redes digitais e sustentabilidade. As interações com o meio ambiente na era da informação. São Paulo: Annablume, 2012. Coleção ATOPOS.• MATTELART, A. História das teorias da comunicação. São Paulo: Edições Loyola, 14ª ed, 2011.• MCLUHAN, M. Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo: Editora Cultrix. 2004.• WOLF, M. Teorias da comunicação. Lisboa: Presença, 7ª Ed, 2002.
    9. 9. Bibliografia complementar• ADORNO, T. A indústria cultural e sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2002.• ADORNO, T. e HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.• BARBERO, J. Martin. Dos meios às mediações. Comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: UFRJ, 2ª ed, 2003.• BATESON. G. Mente e Natureza: a unidade necessária. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1986.• BENJAMIN, W. Sobre arte, técnica, linguagem e política. Lisboa: Relógio D’água, 1992. Coleção Antropos.• BRIGGS, A.; BURKE, P. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.• HALL, S. Da diáspora. Identidades e Mediações culturais. Belo horizonte: Editora UFMG, 2003.
    10. 10. Bibliografia complementar• INNIS, H. Empire and Communications. Oxford: Clarendon Press, 1950.• INNIS, H. The Bias of Communication. Toronto: University of Toronto Press, 1951.• FELICE. M. Paisagens Pós-urbanas. O fim da experiência urbana e as formas comunicativas do habitar. São Paulo: Annablume, 2009. Coleção ATOPOS.• MCLUHAN, M. A galáxia Gutenberg: a formação do homem tipográfico. São Paulo: Editora USP, 1969.• SERRA, P. J. Manual de teoria da comunicação. Portugal: LABCOM, 2007.• WATZLAWICK,P.; BEAVIN, J. e JACKSON, D. Pragmática da Comunicação humana. São Paulo: Cultrix, 1993.
    11. 11. Atividade extra classe• Leituras• Filmes – Revolução da escrita: O nome da Rosa - Jean-Jacques Annaud /1986 – Metrópole início do século XIX: Drácula - Bram Stoker 1992 / 1927 – Revolução eletrônica: A era do rádio e A Rosa púrpura do Cairo - Woody Allen 1985 / 1983 – Indústria cultural: The Wall - Allan Parker - 1982 – Mídia e percepção: Vídeodrome e EXistenZ – David Cronenberg – 1983 /1999
    12. 12. Formas de Avaliação• Análise dos filmes e sua relação com as teorias apresentadas• Realização - sala de aula• Data: 17/03
    13. 13. Posicionamento / Objetivos• Linha de análise – McLuhan: “o meio é a mensagem” ou seja, o significado social da mídia não pode ser reduzido a seu “conteúdo”.• Mostrar a não instrumentalidade da relação entre o humano e a técnica• Perspectiva das revoluções comunicativas como proporcionadoras de transformação social• Crise da linearidade – Passagem do fluxo unidirecional para a perspectiva reticular
    14. 14. • “A socieda sempre for m infl s des a uencia s da is a t ta é ma pel naurezados media, ar v s dos quais os homens comunica do que pel cont ú da m, o e do comunica ã ç o” (M shal M ar l cLuhan)
    15. 15. Historicam ente foram quatro as revolu ções com unicativas: (M assim o Bald ini)I. A R e volu ção Q u irográfica ou d a E s crita – a p artir d o IV m ilênio a.C .II. A R e volu ção G u te m b e rgu iana – ap ós a inve n ção d a im p re s s ão – m e tad e d o s écu lo X VIII. A R e volu ção E létrica ou E le trônica – ap ós a inve n ção d o te légrafo d o rád io e d a TV – s écu los X IX e X XIV. A R e volu ção D igital – ap ós a d ifu s ão d as te cnologias com u nicativas e le trônicas d igitais e m re d e – s écu los X X e X X I
    16. 16. “Ca r ol ç o comunicaiv pr ocou t a ma õ quait t a da ev u ã t a ov r nsfor ç es l aiv sna for s de pr ç o, na r a õ socia e nos modos de s ma odu ã s el ç es ispat ç o. ricipa ãE em t s el s, aint oduç o de nov inst ument de comunica , oda a r ã os r os rper iu o incr o daqua ida de infor ç es que pa v m a mit ement nt de ma õ ssa aaingirum pú ico sempr ma a o em um t e um cust t bl e is mpl empo osempr menor e es.” M Di Fel . ice
    17. 17. O papel das tecnologias nas transformações sociais A Revolução da Escr a it
    18. 18. I Revolução: E s crita Da Oralidade à Es crita ALDEIAtemporalidade cíclica – sazonal - mitológica
    19. 19. I Revolução: E s crita Da Oralidade à Es crita á esent qui gor ”• L gem r esent o que est pr e “a e a a ingua epr a• Socieda or is: des a– L gem r esent simbol ment o que nã est pr e no “a a a Paa r como r l de e nã ingua epr a ica e o á esent qui gor ”. l va eaida o conv ç o eã et a it í a empor l de ccl , sa l emot a– Col iv s, pol est s, t aida í ica zona, iv– Nar t a or is – ama m, or niza comunica o conheciment ta raiv s a r zena ga m, m o r diciona, t taida cont o l ear l de, ext– Ta s episó s – nã l r r ma dica o ineaes it empor l de ext , a r l cosmogô– M os: t aida ensa ncesta, nica– Amemóiaor l– a é estut a r a mn sia r ur l
    20. 20. I Revolução: E s critaDa Oralidade à Es crita POLIS A ó e de Aena cr pol t s
    21. 21. I Revolução: E s crita Da Oralidade à Es crita POLIS• “Os templos serão construídos em volta da “agorá” e toda a cidade será construída em torno dos templos, sobre as alturas, para melhor defesa e para ser mais pura.” – Platão – As Leis – A República• Transformação do espaço em um espaço ideal, significado e realizado através de um projeto prévio
    22. 22. I Revoluç ão: Escrita A Agorá Ateniense (acima) Anfiteatro Odeon de Herodes Atico - Atenas
    23. 23. I Revolução: E s crita• E ol ç o l gicadaescr a(simpl ç o) v uã ó it ifica ã á – E it Ideogr fica scr a • E it pict á , hier í : um sina ou gr de sina = um pensa o scr a ogr fica oglfica l upo is ment scr a á • E it fonogr fica= signos que l a o som embr m – E it fonéica(sil bicae afa éica scr a t á l bt )  Umal r = um sina/ > cr ç o de sl ba eta lsom ia ã í a s  Ta ç o da lngua paaum sócó v l r du ã s í s r digo isua  Sepaa ã ente v ã som e significa – compat aiza ã r ç o r is o, do riment l ç o
    24. 24. I Revolução: E s c rita• Escr aSuméia it r 3 0 a C. 30 .• Escr acuneifor it me 3 0a C. 10 .
    25. 25. I Revolução: E s c rita ó ifos í • Hier gl egpcios 3 0 a C. 00 . it í • Escr afencia 10 0a C. 0 .
    26. 26. I Revolução: E s c rita• Afa o grego l bet 73 a C. 0.• Escr aroma it na 3 0a C. 0 .
    27. 27. I Revolução: E s crita• Culo dapaa r escr a Có univ sa, “et no” t l va it : digo er l er• E r ur ç o l rdav r ciona e daor niza ã socia e da stut a ã inea ida a l ga ç o l r a ã com o espao. el ç o ç• Cida pl ment desenv v de ena e ol ida
    28. 28. Suportes daEscrita:pedr /mámor a r ebronzeagil r apa o (transportável) pir(sé V a c. I .C.)per minho (séc. III d.C.) gaPompéia
    29. 29. I Revolução: E s crita MOS TE IRO M eiro de Sa aM r Acoba ost nt aia l ca em Poruga t l
    30. 30. I Revolução: E s crita• R abenedit – hor etl a egr ina at abor• Or niza ã do t ga ç o empo: o L r da Hor s ivo s a• Sincr ç o da t r s, fr gment ç o oniza ã s aefa a a ã• Có de l r t a l int ect l pia ivos: r baho el ua
    31. 31. • Xil a ur s (primeiras impressões desde a ogr v a China)• Liv t bel res ros a a Bbl l t – sé o XII í ia aina cul
    32. 32. Pinturas e E s crita(s éc XIII)-a il s uminur s a-Qua aio dr t
    33. 33. • Scr or ipt ium• paimpsest l os• Gr (gr ecum est non l ur . a , egit )
    34. 34. I Revolução: E s crita• Simmel funç o do ol écr rsocieda a r ira nv v la : ã ho ia de, bst a o í el isua s r a õ int pessoa el ç es er is• Ca a daIda mé pel s de dia Ima enconta s pel ol r gens r da o ha Nar t a v t is, hier á s raiv s erica ogr fica L rde difusã de poderIgr a uga o ej M de comunica ã e j ç o de dois mundos: v ã do inv í el eios ç o un ã is o isv
    35. 35. Ca l degl Scrov pint daporG t em Pá , It l pela i egni a ioto dua aia
    36. 36. I Revolução: E s c ritaONome daR – J n J cques A ud (dir osa ea a nna .)
    37. 37. I Revoluç ão: E s crita• Aescr a it :  E er l o pensa o xt naiza ment  per e aper ua ã acent aiza ã e aext ã do poder mit pet ç o, rl ço ens o  pr cionaar enç o e apr v ç o dav da (univ sa) opor einv ã eser a ã er de er l• Surgiment do l r – e dos dogma o ivo s• L r como per ua ã daexcl ã ivo pet ç o us o• E ssez de l r (atéséc. XIV) sca ivos
    38. 38. I Revoluç ão: E s crita í• Indivduo se a st dacol iv de fa a et ida• Surgiment dasubj iv de e do suj o moder o et ida eit no• At ogial r sur como apr afor de v t l ç o (P. ecnol -ivo ge imeir ma iruaiza ã é y) Lv• Comer nt de l r ulr pa os mur feuda cia e ivos t a ssa os is
    39. 39. I Revoluç ão: E s crita ç ó ios• L ur : t e espao pr pr eit a empo• Possibil de de int pr a ã subj iv dasocieda ida er et ç o et a de• Aiv de sol áiaque l aàconsciê do indivduo t ida it r ev ncia í
    40. 40. “O leitor é um caçador que percorre terras alheias” Michel De Certeau
    41. 41. O papel das tecnologias nas transformações sociais A Revol ução Gut enberguiana
    42. 42. II Revolução: Gutenberguiana• Deca ê feuda sé XI e XII d ncia l c • Pr - pit l at ã éca aismo: res os• Cr da (sé XI- uza s c XIII) cor a õ de ofcio por ç es í• R a de comécio ot s r • Bur -bur gos gueses• M s oeda • F tl oraeciment da monaquia o s r s• Nó de tâ o /feir s s r nsit a
    43. 43. II Revolução: Gutenberguiana• Ta ç o: r nsi ã Culur t ê r , r igiosa feuda t a eoc nt ica el , lPaa r Culur a r ê r , r encia naA iguida “pa ã cl ssica t a nt opoc ntica efer da nt de g ”- á , burguesa
    44. 44. II Revolução: Gutenberguiana enberge a impressã (14 ): Gut o 50 • Tipogr fia um a feiç ment dat cnicade a : per oa o é impr imir • Caa eres afa éicos mó eis r ct l b t v • Div ga ã ma r pidae ma nú de có s ul ç o is á ior mero pia • M iorcircul ç o de conheciment a aã o
    45. 45. II R e volu ção: G u te nb e rgu iana
    46. 46. II Revolução: Gutenberguiana• Com aimpr ã mudaaest ut aor niza lda cida ess o r ur ga ciona s des: – L r ment (pr est nt sé XV e XV eta o ot a es: c. II III) – E ega de escr óio, escr ã cont dor cat os mpr dos it r iv os, a es, reir – Impr es, coret es, bibl ecáios essor r or iot r – R r escr os egistos it – G er bur áico e centaiza ov no ocr t r l do
    47. 47. II Revolução: Gutenberguiana• Impr ã disseminaconheciment ess o o: – Pessoa comuns conhecem seus dir os s eit – Impr em vul a: fié est m t os r igiosos sem int mediáios essos gat is uda ext el er r• Sur o Homem T á (M uha ge ipogr fico cL n) – Homem unidimensional – Civ iza ã l r especiaiza , hier r da il ç o inea, l da aquiza
    48. 48. Com amá que impr aIgr aper o poderdo contol do conheciment quina ime, ej de re o
    49. 49. II R e volu ção: G u te nb e rgu iana • R ma(1520 efor ) • “sa ó de t os crent cerd cio odos es” • Env v o do pov ol iment o • Ca e consequê da usa ncia pat ç o damdiaimpressa ricipa ã í
    50. 50. Aimpr : ensa• undiu á F mundos cl ssico e mediev l> moder a no• Rompeu el com o homem t iba os r l• Touxe o na l (lngua afa iza ã industiaismo r cionaismo í ), l bet ç o, rl• A iu ca br minho paao desenv v o do indivduo r ol iment í• F neceu memóiapaaos t os do pa do or r r ext ssa• Cont de, unifor de, r iç o: Pr í moder (indú r , ciê ) inuida mida epet ã incpios nos stia ncia Surgem juntos: Cultura do livro Perspectiva telescópio
    51. 51. II R e volu ção: G u te nb e rgu iana• Livro como virtualização – afastamento do aqui e agora da experiência da realidade• Continuidade tempo-espaço da narrativa• Experiência cultural mediada (o livro como meio)• Ruptura: da experiência tribal, parental, mítica, coletiva para aquela do ‘civilizado’, social, científico, racional, individual
    52. 52. Intelectual burguês séc XIX (eXX): tempo livre como nãotrabalho - leitura
    53. 53. Surgimento dos primeiroslivros voltados à mulher
    54. 54. Nov s t ogia comunicaiv s, nov s for s de per e or niza a ecnol s t a a ma ceber ga r o mundo• R sciment sé os XV XV ena o: cul - I• G enber 14 ut g: 50• L er e aR ma 1517 ut o efor :• Per iv (Aberi e Br eschi): sé XV spect a l t unel c I• G l eu: 160 ail 9• R ol ç o Ingl : 168 ev u ã esa 8• R ol ç o F a e Il ev u ã r ncesa uminismo: 1789
    55. 55. O papel das tecnologias nas transformações sociais A MetrópoleFinal séc. XVIII início século XIX
    56. 56. Metrópole (séc XIX)
    57. 57. R e volu ção ind u s trial• Tomada do poder pela burguesia (Absolutismo)• Modificações nas técnicas de produção• Invenção da máquina a vapor e o telégrafo - transformações nas rel. sociais no espaço e no tempo• Transformações na esfera produtiva: – Trabalho assalariado x trabalho artesanal – artesãos e camponeses desenraizados > operários explorados• Consolidação do capitalismo liberal – Submissão da organização social à burguesia
    58. 58. R e volu ção Ind u s trial “Sociedade Tradicional” “Sociedade Industrial”•Estável (transformações lentas) •Instável•Novidade: incorporada para ser •Novidade: aceita porque éaceita novidade•Doméstica / Artesanal •Divisão social do trabalho;•Pouco numerosa fábrica / Mecânica•Local •De massa, multidão•Papéis atribuídos •Global•Relações de descendência •Estratificação e mobilidade•Meio de origem •Relações de natureza da atividade social •Meio profissional
    59. 59. R e volu ção Ind u s trial - p e ns am e ntoDE: PARA:•Concepção estática do •Concepção demundo / papéis sociais progresso e evolução como leis da vida social•Estabilidade da terra /obra humana com base •Substituição visãotranscendente transcendente do mundo para a imanente•Autoridade divina •Autoridade e autonomia científica
    60. 60. O h om e m d a m u ltid ão – E . A. P oe• Nova situação social (em oposição comunidade)• Cenário = café• Indivíduos atomizados(separados, individualizados)• A moda representava o conteúdo de um papel social ou uma classe, assim como os objetos• Ação social = consumo / trabalho• Os papéis escondem a verdadeira personalidade (visão sociológica – homem=instituições)• Andar sem rumo e sem falar
    61. 61. O h om e m d a m u ltid ão – E . A. P oe• “A rua em questão é uma das principais artérias da cidade, e tinha estado apinhada de gente o dia inteiro. Mas, à medida que escurecia, a massa ia aumentando; e, quando os lampiões já estavam todos acesos, dois fluxos densos e contínuos de gente corriam diante da porta. (...) o mar de cabeças humanas me enchia, portanto, com uma emoção deliciosamente nova.”• “Com a testa na vidraça, estava desse modo a perscrutar a massa, quando apareceu um rosto que chamou e absorveu toda a minha atenção”• “Este velho – eu disse afinal, é o modelo e o gênio do crime profundo. Ele se nega a ficar sozinho. Ele é o homem na multidão.”
    62. 62. Expressionismo - “Trabalhadores voltando pra casa” – 1915 / Edvard Munch
    63. 63. Impressionismo - Constantin Guys 1802-1892
    64. 64. Futurismo- Humberto Boccioni - “Visões simultâneas”, 1912
    65. 65. O F l ur – Walte r Be nj in âne am• Sujeito que olha, que se interessa pela cidade em geral, por cada um de seus edifícios característicos: estações ferroviárias, magazines, salas de exposições, ruas escondidas• “O modo correto de andar pela metrópole é perdendo-se”...
    66. 66. Vid a m e ntal – G . S im m e l• Estilos de vida• Vida mental (racionalidade burguesa)• Moda• Importância da cultura prevista em Weber• O peso da organização do trabalho em Marx• A necessidade da criação de códigos, como a moda para pertencer “individualmente”
    67. 67. As Grandes Exposições• De 1851 até o séc.XX• Luz elétrica – outra temporalidade• Vitrine: a mercadoria à frente• Flaneur• Invenções• “Necessidades” Exposição de 1851 – Londres Palácio de Cristal Arquiteto: Joseph Paxton
    68. 68. Drácula Bram Stokerhttp://www.youtube.com/watch?v=l8pZfdv3BWg&list=FLg69MCghMGaMpumQ8Phttp://www.youtube.com/watch?v=C51Qmu5draE&list=FLg69MCghMGaMpumQ8
    69. 69. A sociedade industrial como culturaMetrópole, técnica, meios de comunicação e estilo de vida modernos
    70. 70. Alexis De Tocqueville – “A Democracia na América” - século XIX (previsão)• Significado de massa• Queda das tradicionais fontes de cultura – a elite, aristocracia, corte européia• Tensão totalitária nas sociedades democráticas, o tipo de opressão não é despótica (impositiva, na figura do soberano)• Tiranos = tutotres (o Estado é o grande tutor que cuida da sociedade nos mínimos detalhes)• Sistema de eleição – falsa independência• Não há violência pública na punição de quem não está de acordo com o regime• Poder moderno democrático = normativo, adestrador porque cria dependência ao Estado• Estado = poder tutelar = age automaticamente, pela administração burocrática, leis e procediemtnos, tudo é organizado, o tempo livre, o trabalho
    71. 71. A sociedade de massa• Consequência da industrialização• Consequência da revolução dos transportes e do comércio• Difusão de valores abstratos• Homem massa x humanista e culto• Contra aquilo que é singular
    72. 72. A sociedade de massa• Consumista• Confortável• Indiferente, apática• Semi-consciente, alienada• Vínculos tradicionais desfeitos• Opiniões definidas desaparecem• Manipulável pelos media, “fraca”• Indivíduos se relacionam através dos media• Dominada “de cima”, tendência ao totalitarismo• Perde a visão da estrutura social – atomizada / fracionada
    73. 73. O papel das tecnologias nas transformações sociaisA Revolução Elétrica ou Eletrônica
    74. 74. Eletrônica
    75. 75. Surgimento dos MCM• Fotografia - 1724(câmara escura) 1822 (primeira foto)• Cinema – 1820 (primeiras técnicas) 1895 (primeira exibição irmãos Lumiére)• Rádio - fim século XIV – 1893 – 1906 (primeira transmissão - EUA)• TV – 1924(tecnologia), 1935 (Alta definição Alemanha) 1950 Brasil
    76. 76. A reprodutibilidade técnica• Fotografia: possibilidade de se re- produzir realidades, paisagens e de multiplicar significados, presenças• “a quantidade torna-se qualidade”• Perda da aura da obra de arte• Meio não só instrumento ou conteúdo – experiência de um novo tipo de sociedade = sujeito social
    77. 77. Walter Benjamim: fotografia• Passagem da mão para o olho: • Olho é o órgão que capta e não mais a mão como na pintura• Captação do olho acompanha a cadência do pensamento• Aceleração do tempo de reprodução das imagens
    78. 78. Walter Benjamim: fotografia“Com a fotografia, pela primeira vez, a mão se libertou das tarefas artísticas essenciais, no que toca à reprodução das imagens, as quais, doravante, foram reservadas ao olho fixado sobre a objetiva. Todavia, como olho apreende mais rápido do que a mão desenha, a reprodução das imagens pode ser feita, a partir de então, num ritmo tão acelerado que consegue acompanhar a própria cadência das palavras.” Walter Benjamin
    79. 79. Walter Benjamim• Geral – abordagem marxista (Escola de Frankfurt), mas com algumas diferenças: – Tecnologia de comunicação pode representar um elemento que potencializa a mudança social / revolução de classes – Tecnologia traz a dessacralização da obra de arte – Crise da aura / AUTENTICIDADE – Massa – com possibilidades de tomada de consciência devido a interação com essas novas formas de percepção (cinema/foto) – Capitalismo cria as condições de sua própria superação – Vida metrópole: fragmentada pelos CHOQUES (traz a vivência do momento e também leva a experiência individual/sensível) – Cinema devido a percepção tátil – distrai – e protege dos choques que levam o homem a vivência cotidiana (em oposição a experiência – individual e consciente das ligações históricas institucionalizadas pela classe dominante)
    80. 80. Walter Benjamim: cinema• Mudança perceptiva: • Recepção ótica (contemplativa)≠ recepção tátil (hábito) • Ampliação do momento, experiência fragmentada pela IMAGEM • Surge a IMAGEM, independente, externa, desvinculada do texto escrito. • Possibilidade de acessar detalhes imperceptíveis • Quebra com a relação historicamente institucionalizada
    81. 81. Walter Benjamim: cinema• “(...) o cinema, com suas mudanças bruscas de imagens, interrompe a associação de ideias do espectador e o bombardeia com fragmentos narrativos, como uma sequencia de choque• Choque – tem “efeito de distração”• Através da distração com base na percepção, a sensibilidade recebe continuamente os estímulos do mundo externo e produz uma forma de seleção desses estímulos com o objetivo de proteger-se dos choques provocados pelo cinema• Na avaliação de Benjamin, o público do cinema era capaz de se distrair sem deixar de examinar aquilo que estava diante da tela
    82. 82. Benjamin e a revolução eletrônica• Técnica mecânica (corpo) x técnica eletrônica (sistema nervoso central)• Tempo fragmentado• Artificialização das narrativas• Original, autêntico, natural perdem valor• Perda da “aura” e do “aqui e agora”• A metrópole contém diferentes épocas num mesmo espaço• A mídia expande o território da metrópole
    83. 83. Benjamin e a revolução eletrônica• Multiplicação dos planos / dimensões• Original – tem relação com a tradição, com as formas sociais estáveis, únicas e fechadas• O indivíduo moderno tinha o ideal de “não contaminação” = consciência, autonomia – com a metrópole sua consciência e seu sentir são contaminados• Mídia não respeita a privacidade• Formas de apropriação da arte não correspondem com os objetivos da academia• Cultura de massa• Metrópole cria o objeto montado – técnicas de colagem (Duchamp)
    84. 84. Os nossos botecos, as ruas das nossas metrópoles, osnossos escritórios, os nossos quartos decorados, asnossas estações, as nossas fábricas, pareciam nos fecharirremediavelmente. Depois chegou o cinema e com adinamite dos décimos de segundo fez explodir estemundo parecido a uma prisão; assim nos podemostranquilamente iniciar aventurosas viagens no meio dassuas ruínas. [...] Com o primeiro plano dilatam-se oespaço, com a tomada lenta dilata-se o movimento. [...]Entende-se, assim, como a natureza que fala para acâmara seja distinta daquela que fala para o olho.(BENJAMIN, 1992, p. 104).
    85. 85. O papel das tecnologias nas transformações sociais Desenvolvimento dasteorias da comunicação
    86. 86. Funcionalismo• Principais autores: Robert Merton, Paul Lazarsfeld (sociólogos), Harold Lasswell (cientista político), Kurt Lewin e Carl Hovland (psicólogos).• Método: Positivismo (analogia com o corpo humano)• Objeto de estudo: a mensagem na comunicação de massa.• EUA (década de 30) – Escola de Chicago
    87. 87. Funcionalismo na sociedade•Procura explicar aspectos da sociedade emtermos de funções realizadas por indivíduos ousuas consequências para a sociedade como umtodo.•Cada indivíduo exerce uma função específica nasociedade e sua má execução significa umdesregramento da própria sociedade.
    88. 88. Funcionalismo na comunicação• Meio – como instrumento e externo ao homem• Objeto de estudo - a mensagem, principalmente a veiculada pelos meios massivos.• Teóricos – objetivavam, nos Estados Unidos, da década de 1930, aferir o alcance dos meios de comunicação junto ao público.• Imprensa e rádio – influência desses meios no comportamento das massas, o nível da cultura das massas e a utilização política dos meios.
    89. 89. Modelo comunicativo hipodérmico • Período entre guerras • "cada elemento do público é pessoal e diretamente atingido pela mensagem“ • relação direta entre mensagem e comportamento • abordagem global aos mass media • teoria da propaganda e sobre a propaganda • Os efeitos são dados como certos • Estudo sobre o emissor • Influência do Behaviorismo
    90. 90. Modelo comunicativo de Laswell quem? Diz o Por A quem? Com quê? qual qual canal? efeito?Elementos da Emissor Mensagem Meio Receptor EfeitoscomunicaçãoCampos de estudo Estudos Análise de Análise Análise de Análise do conteúdo do meio audiência dos controle efeitosMeios de comunicação = CANAL = disseminação de mensagem mensagem = intencional e eficiente público homogêneoProcesso comunicativo = foi analisado a partir da separação de campos particulares
    91. 91. Modelo comunicativo de Lazarsfeld• Primeira problematização sobre a linearidade do processo comunicativo• Nega os efeitos diretos
    92. 92. Modelo comunicativo de Shannon-Weaver Fonte de Destinatário Informação Mensagem Mensagem Sinal Sinal captado Transmissor Receptor Fonte de ruído• Comunicação = transferência de informação entre 2 pólos diferentes• Objetivo: eficiência na transmissão
    93. 93. Modelo de Jackobson -1956 Contexto (função referencial) Mensagem (função poética) Emissor Destinatário (função emotiva) (função conativa) Contato (função fática) Código (função metalinguística)• Traz a perspectiva da linguística• Agrega ao modelo de Shannon e Weaver a questão da interpretação• Destaca o papel ativo do destinatário• O código do emissor deve ser compartilhado (variedade de códigos)
    94. 94. Modelo comunicativo de Eco-Fabbri Canal Mensagem Mensagem Fonte Mensagem Destinatár emitida como recebida io recebidaEmissor como como significante que veicula significante significado um certo significado Código Código Sub- Sub-códigos códigos
    95. 95. Teoria da Indústria Cultural – 1930’s • Contexto: – Ascensão Nazismo e Fascismo – Propaganda e totalitarismo – Sociedade de Massa nos EUAMax Horkheimer e Theodor Adorno
    96. 96. Escola de Frankfurt• Se propõe como teoria social• Objetivo: explicar, historicamente, como se dava a organização da consciência do trabalhador industrial• Visava libertar o indivíduo da dependência e dominação econômica / distinção de classe• Crítica a razão instrumental – burguesia• Estuda a relação entre indústria / economia / capitalismo >> comportamento social / sociabilidade >> mídia• Questão da ideologia (construção arbitrária de consciência de classe ou identidade de classe)
    97. 97. Teoria da Indústria Cultural – 1930’sFunção / papel social dos meios:• Os meios obedecem à reprodução do consumo• Sociedade capitalista do pós-guerra encontra nos media e nas imagens uma forma de circulação de mercadorias e criação de valores que perpetuam o sistema capitalista• Os meios são instrumentos que servem à dominação simbólica INDÚSTRIA CULTURAL = SISTEMA = AUTOMATISMO = NECESSIDADES CONDUZIDAS
    98. 98. Teoria da Indústria Cultural – 1930’s• Explicar o comportamento da sociedade de massa• O estudo da Escola Frankfurt se concentra na voz de quem está por trás do meio de produção, única instituição a falar na mídia de massa ou mass media.• O sistema reforça mentalidade de massa (não consciência, agir por impulso do grupo);• Os produtos se guiam de acordo com seu valor de comercialização e não por seu conteúdo (Marx – falsa sensação de necessidade básica)
    99. 99. Sistematicidade da Indústria Cultural• As obras de arte perdem autonomia• A cultura perde possibilidade de força crítica• Cultura de consumo = imposição do gosto e da necessidade• Integração a partir da elite dos consumidores• Dominação do homem pelo objeto (como em Marx e a dominação das máquinas)
    100. 100. Autonomia do produto + manutenção de hábitos de classe• A cultura de massa não é criada de forma consciente ou dentro do próprio grupo, ela é criada fora dele, a partir de outra classe que impõe um estilo de vida / cultura à classe dominada.• O produto agrega os hábitos / comportamento social• Em novas embalagens e a partir de significados trabalhados pela propaganda, os produtos antigos (guardiões da diferenciação de classe) continuam sendo consumidos• Os produtos apresentam-se como individuais, separados de qualquer contexto de dominação.
    101. 101. Porque Indústria Cultural?• Devido a sua forma de assimilação – é industrial sua forma de atuar• Não considerando o homem autônomo, escravizando os gostos sem a autocrítica• Lógica interna – organização imanente (não conhecemos os processos, portanto se torna sinônimo de automatismo) semelhança com o que dizem da tecnologia digital?• Esconde a técnica por trás de seu produto (o trabalhador não reconhece o produto como fruto de seu trabalho) >> Marx?
    102. 102. Eficácia, porque? Válvula de escape• Vida cotidiana é intolerável > causa > necessidade de lazer > lazer é uma satisfação fugaz e também pré- determinada pelo consumo, pelo dinheiro e posição do cidadão• Fraqueza do eu• Efeito regressivo• Satisfação falsa de que o mundo está em ordem• Efeito de anti-iluminismo
    103. 103. • A razão instrumental e a regressão à barbárie
    104. 104. - A Sociedade Capitalistae a dominação atravésdos mediahttp://br.youtube.com/watc- A alienação ea heteroconduçãohttp://br.youtube.com/watc- Fuga da realidade
    105. 105. O papel das tecnologias nas transformações sociais A Escola de Toronto
    106. 106. Escola de Toronto ou “teoria dos meios”• Anos 30 – Canadá – Universidade de Toronto• Marshal McLuhan (A galáxia Gutenberg, 1962 e Os meios de Comunicação como extensões do homem, de 1964)• Harold Innis (The Bias of Communication, de 1954/ Empire and Communications, de 1950)• Prioridade para o estudo dos meios e não para os conteúdos• Transdisciplinaridade
    107. 107. Harold Innis• Comunicação como atividade formadora do social• A estrutura social se dá em função dos processos de comunicação – Registros duros que conectam o passado e o presente – criam sociedades conservadoras – focadas em si mesmas – Registros leves que podem ser transferidos e usados quando forem necessários geram sociedades dinâmicas
    108. 108. Registros duros• Sociedade Egípcia – Pirâmides – Estátuas – Múmias – Hieróglifos
    109. 109. Registros leves• Sociedades atuais: – Estradas – Telefone – Celulares – Internet
    110. 110. Um meio de comunicação tem uma importante influência na disseminação do conhecimento através do espaço e do tempo e torna-se necessário estudar as suas características em ordem a avaliar a sua influência no seu contexto cultural. De acordo com as suas características, esse meio pode ser mais adequado à disseminação do conhecimento através do tempo do que através do espaço, particularmente se o meio é pesado e durável e não adequado ao transporte; ou, ao invés, à disseminação do conhecimento através do espaço em vez do tempo, particularmente se o meio é leve e facilmente transportável. A ênfase relativa no tempo ou no espaço implicará uma orientação significativa da cultura no qual se encontra embebido.Harold A. Innis, “The bias of communication”, in The Bias of Communication,Toronto, University of Toronto Press, 1999, p. 33.
    111. 111. McLuhan• Mídia – meios de comunicação e também a tecnologia• Meios – são extensões , traduções, laços• Galáxia Gutenberg• O conteúdo de um meio é sempre outro meio• Aldeia Global• Mudança perceptiva – sistema nervoso central
    112. 112. O meio é a mensagem• Exemplos: – Automação / electricidade / caminho-de-ferro /avião:• Todos eles são meios ou tecnologias que, independentemente da sua utilização – do seu “conteúdo” ou “mensagem” –, alteraram profundamente a sociedade e o indivíduo humano, de formas muitas vezes imprevisíveis para os seus criadores.
    113. 113. O meio é a mensagem• Eletricidade = é informação pura – meio sem mensagem• Elimina barreiras de tempo e espaço• Os meios são o motor da história• Sociedade tribal (oral-envolve todos os sentidos)– galáxia Gutenberg (escrita privilegia o olhar)– Galáxia Marconi (eletrônica – envolve todos os sentidos – aldeia global)
    114. 114. O meio é a mensagem• Cubismo – Apreensão total e instantânea do todo• Cinema – todas as facetas do objeto são mostradas simultaneamente X• Ilusão especializada da terceira dimensão• Hierarquia do olhar – perspectiva renascentista
    115. 115. Tecnologia mecânica x eletrônica• Sequencial/linear – tecnologia mecânica• Facil de entender mensagem = conteúdo, devido a importância da sequência de significados x• Simultâneo – tecnologia eletrônica = estrutura e configuração
    116. 116. Metáfora do mito de Narciso• Homem se apaixona por sua imagem porque a vê externamente como “outro”.• Outro = perspectiva do instrumento (análise de conteúdo)• Precisamos entender os meios como extensões e assim evitar o “entorpecimento”• Extensão = é uma amplificação – Amplificação – amputação de outros sentidos
    117. 117. Documentário• Posicionamento para análise – conto de A. Poe• Quatro leis da mídia: – O que a tecnologia irá aperfeiçoar? – O que ela vai tornar obsoleta? – cultura visual – O que ela vai recuperar de todas as coisas que perdemos? – rearranjo do passado – Como ela vai se voltar contra nós, quando levada ao seu limite externo?
    118. 118. Conclusão• “O truque é reconhecer o padrão antes que ele se complete”
    119. 119. “Os efeit dat ogianã ocorem os ecnol o ra nv da opiniõ e dos conceit os í eis s es os:el se ma a na r a õ ente os es nifest m s el ç es rsent e na estut a daper ç o, idos s r ur s cep ãnum pa fir e sem quaquer sso me lr ê .” (M uha esist ncia cL n)
    120. 120. O papel das tecnologias nas transformações sociaisA Escola de Palo Alto
    121. 121. Escola de Palo Alto – A nova comunicação• Autores: 1949 – 1962 – Gregory Bateson, Ray Birdwhistell, Edward Hall, Don Jackson, Arthur Scheflen e Paul Watzlawick• Intredisciplinar: – antropologia, psicossociologia, psiquiatria, da própria filosofia, cibernético-sistemica• Influência principal: Cibernética – Inovação = processos físicos são informacionais
    122. 122. Escola de Palo Alto – A nova comunicação• Cibernética – Homens e máquinas são estruturas sistêmicas que vivem pela interação, comunicação (mecanismo de organização), troca de informação. • Ex: sistema homem-gato (homem obesrvando a observação do homem que observa o gato observando o homem)• Comunicação = equivale à comportamento
    123. 123. Escola de Palo Alto – A nova comunicação• Comunicação = orquestra (Wiener) e não telégrafo (Shannon/Weaver)• Sistemas (caixas negras): – funcionam por feedback e homeostasia – portanto são ABERTOS• Caixas negras – homem ou máquina = Não sabemos seus componentes, regras ou mecanismo – vemos apenas a relação entre os imputs e outputs
    124. 124. Características da comunicação:• Comunicação – podemos distinguir conteúdo e relação• Micro social• A comunicação pode ser reduzida a seus efeitos comportamentais• O sujeito não é o fundamento do sentido
    125. 125. Escola de Palo Alto – G. Bateson• Comunicação é um processo mais analógico que digital• Numa relação entre dois agentes não se pode falar em simples “transferência de energia”, ocorre muito mais do que troca de informação (ex: quando chuto um cachorro, ele pode ir para longe ou pode me morder – o cão pode exibir respostas que não foram energizadas pelo meu chute, mas sim pelo seu próprio metabolismo, processamento interno de sua mente)• Busca por uma definição ecológica da mente: – Na mente humana não existem objetos ou eventos, mas somente percepções e regras – Essência da comunicação – redundância – encontrar padrões
    126. 126. Conceito de mente – G. Bateson1. Uma mente é um agregado de partes ou componentes que interagem2. A interação entre as partes da mente é acionada por diferença3. O processo mental requer energia colateral4. O processo mental requer cadeias de determinação circulares ou mais complexas5. No processo mental os efeitos de diferenças devem ser encarados como transformações de eventos que o precederam
    127. 127. Estudos de Bateson• Não há separação entre organismo e meio – ao contrário, há uma simbiose• Homem = circuito• Meio = circuito• Interagem por meio de ideias, programas = ecologia• Importância do contexto (estado de coisas), mas não no sentido exclusivamente linguístico
    128. 128. Proposta para uma ecologia da mente• Processo mental = é a interação constante• As mensagens são reunidas, traduzidas e organizadas por tipos lógicos (padrões)• Operamos por padrões e associações• Cada mínimo momento de interação – corresponde a um sistema
    129. 129. Mental Research Institute of Palo Alto• Foco na pragmática da comunicação – INTERAÇÃO e usos da linguagem – Extensão da teoria: doença mental, e nomeadamente a psicose e a esquizofrenia, não é senão o resultado da inadequação dos mecanismos de comunicação, que leva o indivíduo a uma espécie de “desorientação comunicativa” – pelo que as causas da doença estão tanto no indivíduo como no contexto ou sistema, nomeadamente familiar, em que ele se insere. – Cinco principais diretrizes:
    130. 130. É impossível não se comunicar:• Todo o comportamento é uma forma de comunicação. Como não existe forma contrária ao comportamento ("não-comportamento" ou "anticomportamento"), também não existe "não- comunicação". Então, é impossível não se comunicar.
    131. 131. Toda a comunicação tem um aspectode conteúdo e um aspecto de relação:• Isto significa que toda a comunicação tem, além do significado das palavras, mais informações. Essas informações são a forma do comunicador dar a entender a relação que tem com o receptor da informação.
    132. 132. A natureza de uma relação estádependente da pontuação das sequênciascomunicacionais entre os comunicantes:• Tanto o emissor como o receptor da comunicação estruturam essa comunicação de forma diferente, e dessa forma interpretam o seu próprio comportamento durante a comunicação dependendo da reacção do outro.
    133. 133. Os seres humanos comunicam de forma digital e analógica:• Para além das próprias palavras, e do que é dito (comunicação digital), a forma como é dito (a linguagem corporal, a gestão dos silêncios, as onomatopeias) também desempenham uma enorme importância - comunicação analógica.
    134. 134. As permutas comunicacionais são simétricas ou complementares, sebaseiem na igualdade ou na diferença.
    135. 135. Teoria do Double bind• (1)Quando o indivíduo está envolvido numa relação intensa; quer dizer, uma relação na qual ele sente que é vitalmente importante discriminar, de forma correcta, que espécie de mensagem está a ser comunicada, de modo a que possa responder-lhe de forma apropriada.• (2) E, o indivíduo é apanhado numa situação na qual a outra pessoa envolvida na relação expressa duas ordens de mensagens e uma delas nega a outra.• (3) E, o indivíduo é incapaz de comentar as mensagens que são expressas a fim de corrigir a sua discriminação acerca de qual a ordem de mensagem a que deve responder, i.e., não consegue emitir um juízo meta-comunicativo.51
    136. 136. O papel das tecnologias nas transformações sociais Estudos culturais
    137. 137. Estruturalismo• 1906/1911 – F. Saussure• Estruturalismo: significação é dada pelos usos da linguagem• Terry Eagleton, Raymond Willians, Richard Hogart
    138. 138. Estudos Culturais• Anos 50/60 – Inglaterra – Center for Contemporary Studies de Birmingham• Fora da perspectiva americana da “communication research” (pesquisa encomendadas, financiadas)• Relação entre os sistemas dos mass media x estruturas e instituições sociais• Estrutura social e o contexto histórico contribuem para o entendimento dos MCM
    139. 139. Estudos culturais – S.Hall• Análise de um processo social – atribuição de sentido, desenvolvimento de uma cultura, das práticas sociais partilhadas• Substitui sociedade de massa x cultura de massa• Foco: compreender a cultura da época contemporânea – entender a “cultura de massa”• Cultura não é exterior à sociedade• Situação social – define a recepção - mensagem
    140. 140. Conceito de Hegemonia• Antonio Gransci – marxista italiano• Hegemonia: – Cultural e não só econômica – Habilidade que a classe dominante tem de impor uma direção intelectual e moral para o resto da sociedade – Dominação é negociada: há interesses para ambos os lados para que uma classe domine a outra – Classe dominante – constrói um sistema de alianças formando – bloco histórico (economia, cultura e ideologia)
    141. 141. O papel das tecnologias nas transformações sociaisTeoria das mediações
    142. 142. Jesus M. Barbero – América Latina -1987• Influenciado: – pelos Estudos Culturais – Concepção de hegemonia de Gransci• Negociação dos sentidos e significados• O estudo da comunicação não pode ser separado do estudo da cultura (emissor, canal, receptor, fazem parte do mesmo espaço de interação)• Não há cultura sem comunicação e nem comunicação sem cultura
    143. 143. Jesus M. Barbero – América Latina -1987• Método: – Formula questionamentos a respeito dos processos que formam as relações – O processo de mediação que define os papéis e significados = mestiçagem – Sob quais condições se estabelece a produção e a recepção da mensagem? – Condições = permeadas por mediações

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