1º FÓRUM SEBRAE DE
CONHECIMENTO
RELATÓRIO
INCLUSÃO PRODUTIVA, INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO
BRASÍLIA-DF / DEZEMBRO 2011
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Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo
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Sebrae inova
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Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo
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de Inovação
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Novos rumos
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Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo
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necessidade de se promover
mudanças estruturais que abram
caminhos à progressão do pro-
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Seabra, diretor
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de empregos
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Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo
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jornalista, e
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Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo
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individuais
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Territórios da
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familiar tem que
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cenário bucólico
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com produtos
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Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo
	 O que importa
não é o que a gente
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  1. 1. 1º FÓRUM SEBRAE DE CONHECIMENTO RELATÓRIO INCLUSÃO PRODUTIVA, INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO BRASÍLIA-DF / DEZEMBRO 2011
  2. 2. 2 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Expediente Institucional Expediente editorial É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. Distribuição gratuita. 1º FÓRUM SEBRAE DE CONHECIMENTO RELATÓRIO INCLUSÃO PRODUTIVA, INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO BRASÍLIA-DF / DEZEMBRO 2011 Presidente do Conselho Deliberativo Nacional: Roberto Simões Diretor-Presidente: Luiz Barretto Diretor-Técnico: Carlos Alberto dos Santos Diretor de Administração e Finanças: José Claudio dos Santos Coordenação-geral do 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento: Gerente da Universidade Corporativa SEBRAE – Alzira de Fatima Vieira Gerente-adjunto da UCSEBRAE – Paulo Volker Coordenadora – Mônica Caribé Gerente da Unidade de Marketing e Comunicação – Cândida Bittencourt Gerente da Unidade Relações Institucionais – Renata Ziller Gerente-adjunta – Silvia Almeida Coordenação dos Espaços de Conhecimento: Inovação e Sustentabilidade: Enio Pinto – Gerente da Unidade de Acesso a Inovação e Tecnologia Educação Empreendedora: Mirela Malvestiti – Gerente da Unidade de Capacitação Empresarial Inclusão Produtiva: André Spínola – Gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial Mundo Rural: Enio Queijada – Gerente da Unidade de Agronegócios Sebrae SGAS 604/605 – Módulos 30 e 31 – Asa Sul – Brasília, Distrito Federal – CEP: 70.200-645 Telefone: (61) 3348 7100 www.sebrae.com.br Central de Relacionamento Sebrae 0800 570 0800 Universidade Corporativa SEBRAE http://www.uc.sebrae.com.br Produção Plano Mídia Comunicação Edição Abnor Gondim Supervisão editorial Mônica Caribé (Universidade Corporativa SEBRAE) Textos Edson Oliveira, Ellen Franco, Keyla Reis, Márcio Morais e Verônica Soares (Plano Mídia); Juliana Dantas e Pedro Valadares (UDT); e Agência Sebrae de Notícias Produção Cristiane Rêgo e Sérgio Pádua Revisão Eliana Silva e Vanessa Simas Projeto Gráfico/Diagramação Daniel Ribeiro/Bruno Eustáquio
  3. 3. 3 Sumário Avaliação • 1º Fórum alcança 91% de aprovação ........................................................................................................................... 66 • Perfil dos participantes .................................................................................................................................................68 • Programação/Palestrantes/Moderadores......................................................................................................................69 Estandes temáticos • Sebrae 2014: Quais negócios serão estimulados pela Copa?......................................................................................58 • MundoCorporativo:Incentivosàtrocadeconhecimentos..................................................................................................60 • Atendimento: O futuro começa em 2.0.12......................................................................................................................62 • ComunidadeMipyme:Espaçoparaintercâmbiocontinental.............................................................................................64 Espaços de Conhecimento • Educação Empreendedora–PoucoscomEmpreendedorismodeAltoImpacto...............................................................34 • InclusãoProdutiva–Alternativaparainserirosmais pobres............................................................................................40 • MundoRural–EngatenalocomotivaBrasil......................................................................................................................46 • InovaçãoeSustentabilidade–Ideiasviáveisparatodos.................................................................................................52 Abertura • Os desafios do novo Brasil – presidente do Sebrae, Luiz Barretto................................................................................. 4 • Estratégias para manter o crescimento – ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.................. 8 • Inovação passa pela Sustentabilidade – lançamento de Termo de Referência .............................................................12 • O melhor lugar é aqui e agora – economista Ricardo Amorim, da GloboNews...............................................................16 • Brasil é a “bola da vez” na economia – Nick Seguin, da Kauffman Foundation (EUA)....................................................20 • Novos rumos na sociedade do conhecimento – Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza) e Laércio Cosentino (Totvs)...........................................................................................................................................................22 • Programas nacionais em volumes – diretor-Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos ....................................... 26 • Combate à pobreza exige esforço coletivo – Ana Fonseca, secretária extraordinária para Superação da Extrema Pobreza, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)..............................................................30
  4. 4. 4 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Mudanças Que em 2012 a gente possa mostrar a importância e a diferença que o Sebrae faz no País. Os desafios do novo Brasil Sebrae reformula perfil do encontro nacional dos colaboradores para debater os avanços e as perspectivas do País em um mundo revirado pela crise internacional Luiz Barretto, presidente do Sebrae O mundo mudou. O Brasil também. Com uma diferença: o País ficou melhor. Lá fora e aqui dentro. Desponta como a sexta maior economia do planeta, com um mercado interno vigoro- so após o ingresso de 30 milhões de pessoas na classe média. Para ava- liar essa reviravolta, foi realizado, de 16 a 18 de novembro, o 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento. Em debate, os desafios para preparar os empreendedores para as oportunidades do novo Brasil, em um mundo sob impacto da crise econômica internacional, conforme foi ressaltado pelos dirigentes da instituição na abertura do evento. Com 1.388 participantes, o Fórum serviu também para mostrar que o Sebrae igualmente mudou ao inaugurar uma nova forma de promover o encontro nacional dos colaboradores. As Semanas de Capacitação, realizadas desde 2002, num total de 19 edições, deram lugar ao Fórum SEBRAE de Conhecimento, no qual palestrantes e convidados tiveram a missão de incitar reflexões sobre grandes temas de interesse nacional, como a crise mundial, as conquistas brasileiras e as soluções para o fu- turo. Entre elas, os preparativos para a Rio+20, no próximo ano, e para Copa 2014. Em pronunciamento na abertura do Fórum, o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, destacou que a crise, iniciada nos Estados Unidos, já afe- ta vários países da Europa e apontou que o Brasil não está imune aos seus desdobramentos. Manifestou, porém, otimismo especialmente por causa do grande mercado brasileiro de consumo. “A experiência de 2009 mostra que o Brasil deve e pode superar a crise com um baque menor”, projetou. “E nós, das micro e pequenas empresas, que dependemos muito do mercado interno, apostamos que
  5. 5. 5 BrunoSpada/ASN Barretto: o Sebrae inova para chegar aos empreendedores individuais, com o envio de torpedos a gente possa assim ter um ano de 2012 positivo, com crescimento”. Advertiu, contudo, que esse mercado nacional é bastante dis- putado interna e externamente. “Aí estão a concorrência chinesa e a dos americanos. Todo o mundo enxerga o Brasil como espaço importan- te para desenvolver suas empresas”, pontuou. Por isso, sublinhou que a Inovação, um dos três temas centrais do Fórum, é fundamental para que a pequena em- presa brasileira seja mais competitiva e sobreviva à concorrência. Também destacou a importância dos outros dois temas do Fórum – Inclusão Produtiva e Empre- endedorismo – para enfrentar os desafios dos novos tempos. Super Simples Ao apresentar os resultados parciais obtidos pela instituição em 2011, Barretto comemorou a aprovação do novo teto de re- ceita do Super Simples e os in- centivos à exportação de bens e serviços por micro e pequenas empresas. Também festejou a supera- ção das metas mobilizadoras da instituição para 2011. Por exem- plo, em vez da meta de 2.500 municípios, um total de 3.709 “SEBRAE Sei Controlar meu dinheiro: Olá! Nas próximas 4 semanas você receberá informações para melhor controlar o dinheiro da sua empresa.” “SEBRAE Sei Controlar meu dinheiro: Para poder analisar os gastos e ganhos da empresa, vale manter o controle de caixa sempre atualizado.”
  6. 6. 6 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Roberto Simões, presidente do CDN: mensagem em vídeo para os colaboradores Mudanças municípios havia regulamentado a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa até o final de dezem- bro. Ao concluir, Barretto pediu o empenho de todos em 2012 para que “a gente possa enfrentar o desafio do novo Brasil no novo mundo e mostrar a importância do Sebrae e a diferença que o Se- brae faz no País” . Em sentido semelhante, o pre- sidente do Conselho Deliberati- vo Nacional do Sebrae, Roberto Simões, que estava em viagem ao exterior, enviou mensagem em vídeo aos participantes do even- to. “Apesar de o Brasil ter condi- ções melhores do que a maioria dos outros países, vivemos uma crise externa recalcitrante, que poderá nos afetar, dependendo de sua duração e intensidade”, observou. Assim, recomendou aos par- ticipantes que aproveitassem o Fórum da melhor maneira pos- sível. “Tudo com o sentido de apoiar as micro e pequenas em- presas, para que elas continuem resistindo bem a possíveis impac- tos da crise econômica mundial, crescendo de maneira susten- tável e competitiva”, assinalou. Visão ampla Organizado pela Universida- de Corporativa SEBRAE (UCSE- BRAE), o novo formato da reu- nião nacional dos colaboradores foi também destacado pelo pre- sidente do Sebrae. Barretto jus- tificou a alteração do perfil do encontro por causa da necessi- dade de os colaboradores terem uma visão ampla, atual e de futu- ro para melhorar a eficiência das ações desenvolvidas. “A proposta do Fórum é de- bater temas relevantes na con- juntura econômica do Brasil e do mundo, porque é nesse cenário que atua as micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais”, explicou. Nas palavras da gerente da UCSEBRAE, Alzira Vieira, “o Fó- rum SEBRAE de Conhecimento proporcionou aos participantes a chance de se interagirem com as decisões e debates estratégicos, ao mesmo tempo em que abriu espaço para discussões e intera- ções técnicas entre especialistas do Se convidados. Foi um avanço em termos de uso de espaço físi- co e virtual”. A propósito, a inovação con- viveu com a tradição proativa na área de exposição do Fórum, no Centro de Convenções Brasil 21. Ferramentas de última geração, a exemplo de painel interativo, quiz digital, dividiram a atenção dos colaboradores com sessão de autógrafo e degustação de vinhos nos estandes dos quatro espaços de conhecimento do Fórum: Ino- Vivemos uma crise recalcitrante, que pode nos afetar, dependendo de sua duração e intensidade. Roberto Simões, presidente do Conselho Deliberativo Nacional FotosEduardoTadeu
  7. 7. 7Nos estandes da exposição, jogos interativos e sessões de autógrafos atraíram os colaboradores vação e Sustentabilidade, Edu- cação Empreendedora, Inclusão Produtiva e Mundo Rural. Segmentação Com vista ao enfrentamen- to desses desafios internos e externos, o presidente do Se- brae realçou a estratégia da ins- tituição de segmentar o aten- dimento de micro e pequenas empresas, empreendedores in- dividuais e candidatos a empre- endedor. Inclusive na área rural. “Para cada um desses públicos, a gente tem de ter uma compre- ensão, uma maneira de aborda- gem, uma maneira customizada de enfrentar esses dilemas, os problemas do dia a dia, desse nosso rico público, que é de qua- se 6 milhões de pequenas, micro empresas e empreendedores in- dividuais espalhados pelo Brasil todo”, reforçou. Em outro trecho do pronun- ciamento, Barretto previu que a formalização dos Empreendedo- res Individuais deve ultrapassar em 2012 a marca de 2,5 milhões. “O desafio é não só continuar au- mentando o grau de formalização, mas também não permitir que esses negócios voltem para a in- formalidade”, disse Barretto, em entrevista ao jornal “Valor Econô- mico”, um dos veículos nacionais que acompanharam o evento. Em razão desse desafio, o pre- sidente do Sebrae adiantou que a instituição está testando novas soluções para esse segmento. Uma delas, mostrada no estande do Espaço Educação Empreende- dora, é o projeto-piloto de curso via SMS, os populares torpedos usados no celular para mensagens curtas de até 140 caracteres. Além disso, destacou a criação da rede SEI – Sebrae Empreen- dedor Individual –, com sete so- luções específicas para atender o público-alvo. “Os cursos online vão continuar disponíveis, mas precisamos ir além das questões tradicionais para atender um pú- blico que é muito diferente”, ava- liou. Novos desafios, novas ferra- mentas.
  8. 8. 8 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo No momento em que a gente não pode crescer para fora, temos que continuar crescendo pra dentro. Estratégias para manter o crescimento Ministro Aloizio Mercadante dá “aula magna” no 1º Fórum, defendendo a expansão do mercado interno e a inovação para o Brasil superar o impasse global Anticrise Aloizio Mercadante, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação O  ministro Aloizio Mercadante, da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostrou à plateia presente à abertura do 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento que a ascensão social, a ampliação do consumo, a inovação e o conhecimento deram ao mercado interno brasileiro uma inestimável tarefa: não deixar o ritmo do crescimento econômico cair, mesmo com o avanço da crise internacional, que já causou estragos nos Estados Unidos, agora abala a Europa e avança sobre a China. As colocações do ministro incluíram as ações do Sebrae no elenco de medidas preventivas aos efeitos da crise por contar com programas que buscam a valorização das empresas, a exemplo de consultoria em inovação. O ministro disse que ciência, tecnologia e inovação serão eixos estruturantes do desenvolvimento. Na avaliação de Mercadante, isso exi- ge que o Brasil avance na economia do conhecimento e informação e não apenas na produção de commodities. “É preciso mudar a cultura passiva de Inovação”, avisou, ressaltando que a energia inovadora está nas micro e pequenas empresas. Mercadante destacou programas do Sebrae por seguirem essas estra- tégias anticrise. Entre eles, Territórios da Cidadania, Negócio a Negócio, Agentes Locais de Inovação (ALI). Disse que pavimentam o caminho da Inovação, da Inclusão Produtiva e do Empreendedorismo, termas cen- trais do Fórum. E acrescentou que esses programas ganham reforço por meio de me- didas regulatórias em andamento, a exemplo da criação de fundo de aval para o microcrédito para Empreendedores Individuais e microempresas que faturam até R$ 120 mil por ano – o programa Crescer. Para o ministro, o fortalecimento do mercado interno é saída para
  9. 9. 9 RodrigodeOliveira/ASN Mercadante: incentivo para empresas excluídas do Simples que investem em Inovação a crise, a exemplo da opção to- mada na crise de 2008, quando houve a desoneração dos impos- tos para o setor automotivo e de eletrodomésticos da linha branca (geladeiras, por exemplo) com o consequente aumento do consu- mo interno. “O mercado interno de massa é o mais importante instrumento, é o grande patrimônio que este País tem nesse cenário internacio- nal, para nós atravessarmos a cri- se. No momento em que a gente não pode crescer para fora, temos de continuar crescendo para den- tro”, dimensionou Mercadante, cuja palestra foi chamada de ‘aula magna’ nos corredores e salões do evento. Admitiu, porém, que “é mais difícil sustentar o crescimento econômico num quadro em que nós temos as principais economias do mundo numa trajetória reces- siva”. Mas observou que o mundo em desenvolvimento, principal- mente países como Brasil, China, Índia e Rússia (os BRICs), é que está atenuando o efeito dominó da instabilidade mundial. Apontou que as medidas ado- tadas pelo governo brasileiro, principalmente no setor automo- bilístico, evitaram o comércio pre- datório internacional e preserva- ram a indústria nacional. “Somos o quarto mercado de carros do mundo e não temos uma marca brasileira. Mas vamos exigir
  10. 10. 10 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Cerca de 1.400 pessoas assistiram à “aula magna” do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Rodrigo de Oliveira/ASN Inovação que as empresas tragam parte de sua engenharia, parte da pesquisa de desenvolvimento e agreguem valor para o Brasil”, disse Merca- dante. Na frente Enfático, o ministro questio- nou: “Por que o empresariado brasileiro não inova com tanta in- tensidade?” Atribuiu isso aos anos de hiperinflação e duas décadas de baixíssimo crescimento. “Mas também é porque nós criamos uma cultura passiva de inovação. As pessoas acham que inovação é ir lá fora, comprar uma máqui- na pronta. Bebe água limpa quem chega primeiro. Se você inova, você sai na frente, você é mais competitivo, e você gera mais va- lor agregado”. Também levantou a seguinte questão: “E onde que está a maior energia para a inovação?”. Respos- ta: “Na micro e pequena empre- sa”. Afirmou que esse segmento tem grande potencial de inovação. “Aí que estão a maior energia de inovação, a maior criatividade, a maior disposição de ousar, de bus- car novas respostas, não estão nas grandes empresas, ainda que elas tenham um papel econômico absoluta- mente estratégico. A energia inovadora está na pequena e média empresa, e nós preci- samos criar uma cultu- ra no país de fomento a inovação empresarial”. Pela primeira vez, destacou, o País incluiu a Ciência, a Tecnologia e a Inovação no Plano Plurianual (2012-2015) como eixo estruturan- te de desenvolvimen- to. Por isso mesmo, a palavra Ino- vação foi incorporada ao nome da Pasta. “O que se pretende é consoli- dar a liderança nacional na econo- mia natural”, explicou o ministro. “O País é o segundo maior ex- portador de alimentos do mun- do. Isso acontece porque tem a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], que pes- quisa, apoia, alavanca o agrone- gócio, nas áreas da genética, bio- tecnologia, manejo, pesquisa de solo”, ponderou. Ele propõe o mesmo avanço para a mineração e o petróleo da camada pré-sal. Por isso, Mercadante defen- deu a criação de incentivos para aumentar o investimento do setor
  11. 11. 11Mercadante elogiou o projeto Agentes Locais de Inovação (ALI), do Sebrae ElzaFiúza/AgênciaBrasil privado em inovação. Também pregou a criação de um novo marco legal para contemplar as micro e pequenas empresas que fazem investimentos em inova- ção. Atualmente, analisou, grande parte das empresas que inovam no Brasil são as grandes compa- nhias, que são tributadas pelo lu- cro real e conseguem abatimento no Imposto de Renda, se aplicam recursos em projetos inovadores. Isso não acontece com as micro e pequenas empresas não optan- tes e não enquadradas no Super Simples que pagam tributos pelo regime do Lucro Presumido. Embrapa da Inovação Segundo Mercadante, o Se- brae será convidado a participar do Conselho da Embrapii (Em- presa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), conhecida como Embrapa da Inovação. Os recursos disponíveis para 2011 somam R$ 30 milhões e o projeto tem início com a participação efe- tiva de três centros de excelência nacionais que deverão atender a demanda por inovação da indús- tria. “O que a Embrapa fez na agri- cultura a Embrapii vai fazer na indústria. Não vai ter um único servidor, não vai ter nenhum fun- cionário público, é só um conse- lho de gestão, para a gente passar recursos”, disse, citando convê- nio firmado com a Confederação Nacional da Indústria. Um dos programas do Sebrae elogiados pelo ministro foi o ALI (Agentes Locais de Inovação), que conta com jovens profissionais cuja missão é levar ideias inova- doras às empresas com visitas aos estabelecimentos. “Nós estamos indo para 1.000 ALIs. Queremos treinar esses jovens, para ajudar o esforço de apoio das empresas para inovação”, declarou.
  12. 12. 12 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Sustentabilidade é a proposição do Século 21 e deve estar ‘casada’ com a agenda da Inovação. Inovação passa pela Sustentabilidade Sebrae lança Termo de Referência para orientar capacitação dos empreendedores sobre o tema e celebra parceria para apoiar em 2012 o evento Rio+20 Boas práticas Luiz Barretto, presidente do Sebrae O s princípios da Sustentabilidade serão inseridos nas ações de capacitação das micro e pequenas empresas (MPEs) voltadas à Inovação e Tecnologia. É um futuro antevisto nos pronuncia- mentos que marcaram a solenidade de assinatura do primeiro Termo de Referência para Atuação do Sistema Sebrae em Sustentabilidade e Rio+20, realizada durante a abertura do 1º Fórum SEBRAE de Conhe- cimento. Na ocasião, o Sebrae também assinou comunicado conjunto como a primeira instituição oficial apoiadora da Rio+20, que reunirá 50 mil visitantes no Rio de Janeiro, entre os dias 13 e 22 de junho de 2012. O evento será realizado 20 anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, promovida também no Rio. Terá o objetivo de verificar o que o Brasil tem feito sobre o assunto e incorporar novos temas à discussão. De acordo com o Termo de Referência do Sebrae, agora passam a in- tegrar a capacitação dos empreendedores orientações sobre as seguintes práticas sustentáveis: coleta seletiva de resíduos sólidos (lixo), controle do consumo de papel, eficiência energética, economia de água, descarte do baterias e pilhas, economia da reciclagem (utilização de matéria -pri- ma e produtos recicláveis) e captação de água das chuvas. “Sustentabilidade é a proposição do Século 21 e deve estar ‘casada’ com a agenda da Inovação. Essa parceria é mais um passo decisivo do Sebrae para colocar o tema na agenda dos pequenos negócios”, destacou o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
  13. 13. 13 RodrigoRebello/ASN Santos: 320 profissionais colaboraram com o documento Diferencial competitivo Barretto sublinhou a abertura de novos mercados como grande benefício resultante das práticas da sustentabilidade, ao trazer um diferencial para as MPEs. “O tema é fundamental para a sobrevivência do pequeno negó- cio no Brasil“, dimensionou o pre- sidente do Sebrae “Esses temas estão em sinto- nia com os esforços da agenda de transformação socioeconô- mica oficial do País”, interligou o diretor-Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. “A competitividade ao longo do tempo demanda Sustentabilidade. Uma empresa não poderá ser competitiva se não observar uma série de condicionantes e a ques- tão ambiental”, complementou Santos. E foi mais além: “Concor- damos com essa restrição porque o que está em jogo é o futuro, o futuro de nossos filhos, o fututo do planeta”. O diretor-Técnico enalteceu o caráter open inovation da insti- tuição e as colaborações dos 320 profissionais do Sistema Sebrae que foram consultados no decor- rer do processo de elaboração do Termo de Referência. “É uma obra coletiva de envol- vimento, engajamento e compro- metimento”, definiu. “Trata-se de atitude, postura e visão diferen- ciada do mundo do século 21”, disse, com efusivo destaque para o Sebrae de Mato Grosso, pela
  14. 14. 14 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Luiz Barretto (Sebrae), Jorge Chediak (Rio+20) e Laudemar Aguiar (Itamaraty) exibem comunicado da parceria Bruno Spada/ASN Boas práticas iniciativa e dedicação à criação do Centro Sebrae de Sustenta- bilidade, localizado na Chapada dos Guimarães, a 65 km da ca- pital Cuiabá. Segundo o diretor, o centro é imprescindível para gerar conhecimento sobre sustentabili- dade às 27 unidades da instituição nos estados e no Distrito Federal.   “As empresas que se adequa- rem desde já ganham diferencial de mercado, pois estão prepara- das, e tornam-se extremamente competitivas”, anteviu Santos. “O Sebrae e as pequenas empresas têm tudo a ver com isso”, consi- derou o diretor. Proatividade A assinatura do Termo de Referência e do acordo de apoio à Rio+20 foi bem concorrida. Reu- niu diversas autoridades nacionais e estrangeiras. Entre elas, fun- cionários do alto escalão dos ministérios das Relações Exterio- res (Itamaraty), da Fazenda e do Desenvolvimento Social. Contou ainda com represen- tantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Programa das Nações Unidas para o Desen- volvimento (PNUD) e do grupo executivo da Comissão Nacio- nal da Conferência Internacional Rio+20. Deles vieram elogios à iniciativa do Sebrae de se anteci- par aos preparativos do evento internacional. “Nos impressionou o quanto o Sebrae foi proativo: nos procurou antes de começarmos a discussão das parcerias [para a Rio+20]”, revelou o ministro Laudemar Aguiar (do Ministério das Rela- ções Exteriores), secretário do Comitê Nacional de Organização da Rio+20. O ministro Aguiar lembrou que a participação das empresas na Rio+20 será mais importante do que na Conferência da ONU para o Meio Ambiente e Desen- volvimento – Rio 92, quando só compareceu um pequeno grupo de empresários. Disse prever que desta vez isso vai mudar, pois “o Brasil é referência de desenvolvi- mento econômico com inclusão social e conscientização em rela- ção à proteção ambiental”. “Surpreendeu, muito, como todos os aspectos do projeto foram integrados ao Desenvol- vimento Sustentável que levou o Brasil a atingir o sucesso que atingiu”, completou Kathleen Abdala, chefe do Departamen- to de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, ampliando a dimensão das manifestações po- sitivas às ações nacionais que inspiraram o Sebrae. Opinião semelhante foi manifestada por Jorge Chediak, coordenador da ONU e do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) no Brasil. O diplomata André Aranha Correa Lago, diretor do
  15. 15. 15 Representantes do Itamaraty, da ONU, da Rio+20 e dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Social participaram da solenidade BernardoRebello/ASN •Conhecimento da Sustentabilidade: 58%, nenhum; 10%, pouco; 3%, médio; 29%, muito •Coleta seletiva de resíduos sólidos: 68,3%, sim •Controle de consumo de papel: 68%, sim •Controle do consumo de água: 78,8%, sim; 19,5%, não •Controle do consumo de energia: 80,5%, sim; 17,8%, não •Uso adequado de resíduos: 61,2%, sim; 36,9%, não •Reciclagem de baterias, pilhas, pneus: 56%, não; 42%, sim •Usa matéria-prima reciclável: 54% – não; 45% – sim •Captação de água: 83%, não; 15%, sim PESQUISA SOBRE SUSTENTABILIDADE Levantamento sobre sustentabilidade realizada com 3.000 empresários de micro e pequenas empresas do Brasil: Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais e negociador- chefe da Rio+20, tem boas perspectivas para o encontro. Afirmou que o Brasil vai mostrar a importância da sustentabilidade para todos os níveis de empresas. “Uma coisa é sustentável quando faz sentido econômico, social e ambiental”, resumiu, numa referência às dificuldades que a Europa enfrenta com a sustentabilidade, por ter excluído esse sentido econômico ao longo das ações que adotou no passado. “Com o País em desenvolvi- mento, nós não podemos deixar a dimensão econômica de lado”, contextualizou Lago, alertando, no entanto, para a necessidade de se evitar que sustentabilidade seja mecanismo de proteção de mer- cado.    Ele também fez referência à pesquisa apresentada por Carlos Alberto dos Santos (confira qua- dro) como decisiva para inclusão de MPEs no esforço sustentável. Segundo a pesquisa, as empresas exercitam uma permanente cor- rida para a redução do custo dos serviços públicos, o que represen- ta não apenas ganho de eficiência e lucratividade, mas uma prática sustentável. “Quando contabiliza as contas a pagar, o microempresário está cuidando de reduzir o consumo de energia, água, pois isso tem re- flexo na conta bancária”, ponde- rou. O meio ambiente agradece.
  16. 16. 16 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo O Brasil está condenado a dar certo. O melhor lugar é aqui e agora Na abertura do Fórum, o economista Ricardo Amorim, da GloboNews, projeta cenário promissor para pequenas empresas, mas recomenda cautela De cabeça pra baixo Ricardo Amorim, economista O mundo está de cabeça pra baixo. A tal ponto que o Brasil emerge como o melhor lugar para se investir agora. Prova dos novos tempos: o maior jogador brasileiro do momento, Neymar, renovou com o Santos e não mais pensa em ir para a Europa, de onde vieram, entre outros, Ronaldinho Gaúcho (Flamengo). Ain- da assim, as micro e pequenas empresas devem ter cautela em 2012 porque, lá fora, o pior da crise ainda não passou e pode fazer estragos na economia nacional. Com exemplos variados e ilustrativos, o economista Ricardo Amo- rim, da GloboNews, apresentou na palestra “O Mundo de Cabeça Pra Baixo”, realizada no primeiro dia do Fórum SEBRAE de Conhecimen- to, o novo mapa mundial das mudanças em que o Brasil aparece como uma das maiores potências emergentes ao lado de Índia e China. Com a vantagem de ser um país democrático, manter as regras de Estado de Direito e ter inserido 30 milhões de pessoas na classe média por meio de políticas sociais e valorização do salário mínimo. “Fatores como a reserva petrolífera do pré-sal e a expansão dos biocombustíveis à base de etanol, somados à maior área agricultável do planeta, decretam: o Brasil está condenado a dar certo”, anteviu o economista, que é um dos apresentadores do programa Manhattan Connection, da GloboNews, e dono do próprio negócio como presi- dente da Ricam Consultoria. Sobre a escalada do Brasil, Amorim lembrou que, em 2010, o Brasil respondeu por 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, contra 2,1% da década passada. E ainda nem havia sido divulgado que o Brasil se tornou a sexta maior economia do planeta, superando a Inglaterra. “Há cinco anos”, recordou o economista, “quem imaginaria que
  17. 17. 17 RodrigoRebello/ASN Amorim: empresa brasileira agora patrocina até a seleção dos argentinos empresas brasileiras pudessem comprar ícones da economia mundial como os bancos Lehman Brothers e BankBoston, a cerve- jaria norte-americana Budwei- ser e a gigante da alimentação Swift?”. Mencionando que a Budwei- ser, adquirida pela brasileira Am- Bev patrocina a seleção argenti- na, Amorim deu uma estocada nos velhos rivais portenhos em campos de futebol. “Agora, eles estão sob o domínio dos brasi- leiros”, brincou. Em um futuro próximo, o pa- lestrante arriscou que o País vai se fortalecer ainda mais. “O Bra- sil tem uma janela de oportuni- dades que poderá durar décadas e, com a ascensão dos emergen- tes, abrem-se muitas perspecti- vas para as pequenas empresas”, afirmou. Benefícios às MPEs Com destaque para o bom momento da economia nacio- nal, Amorim disse acreditar que as micro e pequenas empresas (MPEs) são as que mais irão se beneficiar com esse processo. Fatores como o crescimento do consumo doméstico, o acesso facilitado ao crédito, a redução da pobreza e o desenvolvimento das cidades do interior colocam os empreendimentos de menor porte em vantagem competitiva,
  18. 18. 18 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Economista mostra na tela como os Estados Unidos e a Europa estão perdendo a dianteira no globo De cabeça pra baixo principalmente nos setores de comércio e serviços. “Os peque- nos negócios vão crescer mais do que o Brasil, que já cresce acima da média mundial”, observou. Na avaliação do economista, o cenário econômico favorável deve minimizar o ceticismo e a desconfiança do empresário bra- sileiro, que sofreu nas últimas dé- cadas por conta de planos econô- micos que não deram certo e do avanço da inflação. Segundo ele, “no mundo de cabeça pra baixo, essa realidade não existe mais”. Se o cenário de curto prazo traz receios, no médio e longo prazo, as pequenas e médias em- presas devem viver bons tempos. “Mesmo se o Brasil não resolver seus problemas, pode repetir o crescimento anual de 4,9% dos últimos oito anos ao longo desta década. As pequenas rmpresas podem crescer mais do que as grandes companhias”, disse. Ameaças Há, porém, outras ameaças que podem causar dores de caba- ça exatamente porque o mundo virou de cabeça pra baixo, aler- tou o palestrante. É que, diante de um cenário externo complexo em que as economias dos Estados Unidos e da Europa caminham para uma recessão, o Brasil de- verá registrar baixo crescimento em 2012 e, em alguns momentos do próximo ano, as empresas po- derão assistir à baixa liquidez no mercado de crédito. Nesse con- texto, micro, pequenas e médias empresas devem ser bastante cautelosas. Endividamento só em último caso, sugeriu. “Em 2012, devemos assistir à reprise do que se viu em 2009, quando tivemos baixa expansão e podemos ver secura no mercado de crédito em alguns momentos”,
  19. 19. 19 Plateia respondeu com risos à pergunta sobre há quanto tempo não veem a marca Made in USA advertiu, citando as dificuldades nos Estados Unidos para a apro- vação do Orçamento e na Europa para rolar as dívidas astronômicas dos países envidados. “Os Estados Unidos e a Euro- pa caminham para a recessão, o que deve fazer o dólar sofrer”, disse. E questionou o declínio norte-americano ganhando risos da plateia: “Há quanto tempo vo- cês não veem um produto com o selo ‘Made In USA’?”, brincou. De qualquer forma, Amorim admitiu que a cautela, no entanto, poderá ser abandonada gradual- mente, porque, nos próximos três anos, a economia brasileira deve acelerar o ritmo, impulsionada pela realização das eleições mu- nicipais no próximo ano, da Copa das Confederações em 2013 e pela Copa do Mundo de Futebol em 2014. “Quem for cauteloso agora em 2012 poderá se aproveitar da bonança que virá nos próximos anos”, avaliou o palestrante, vis- lumbrando que a médio e a lon- go prazo as pequenas e médias empresas devem viver tempos auspiciosos, até porque a ascen- são social continuará ampliando o mercado consumidor, que ga- nhou milhões de pessoas nos úl- timos dez anos. E esse poder será ampliado por outro segmento: o agronegócio. Isso ocorrerá simultaneamen- te ao movimento de desconcen- tração do crescimento regional: Nordeste e Norte devem liderar a expansão do consumo, enquan- to o Sudeste e o Sul devem cres- cer em ritmo menos veloz. “Ha- verá muitas oportunidades para as pequenas e médias empresas no interior do País e nas cidades médias. Portanto esse é um pú- blico consumidor que não poderá ser menosprezado.”
  20. 20. 20 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Brasil é a “bola da vez” na economia Cada empreendedor que ajudamos ajuda a ampliar o clima de empreendedorismo. Palavra do representante da maior instituição de apoio ao desenvolvimento do empreendedorismo no planeta Marco histórico Nick Seguin, representante da Kauffman Foundation, instituição norte-americana de apoio do empreendedorismo C hegouavezdoBrasilcomoplayernacontendaeconômicamundial. “O Brasil é a ‘bola da vez´”, enalteceu nada menos do que Nick Se- guin,representantedaKauffmanFoundation,amaiorinstituiçãode apoio ao desenvolvimento do empreendedorismo no planeta, com sede  em Kansas City (Missouri), nos Estados Unidos. “A boa reputação do Brasil em empreendedorismo” foi assinalada pelo representante da Fundação, ao discursar na cerimônia de abertura do 1º Fórum Sebrae de Conhecimento. Ele veio ao evento para divulgar a Semana Global do Empreendedorismo, promoção mundial que acon- tece no mês de novembro sob a liderança da KF, mobilizando 123 países, 40 mil empresas e cerca de 10 milhões de participantes, dos quais algo como 3,5 milhões deles no Brasil – o maior em contingente por país. Em parceria com o Sebrae, a entidade norte-americana conseguiu promover no Brasil, durante a Semana Global, cerca de 250 atividades, a exemplo de palestras, cursos de capacitação e troca de experiências.  Seguin destacou o apoio do Sebrae na implementação de iniciativas pelo empreendedorismo. Trouxe uma mensagem otimis- ta e de incentivo aos colaboradores presentes à abertura do Fó- rum. Relatou que, em suas andanças pelo mundo,  tem ouvi- do interlocutores destacarem a capacidade do Brasil de renovar sempre sua categoria de empresários. E lembrou que, neste momento, a agenda internacional conspira a favor do empreendedor brasileiro.     Liderar “Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil por causa das Olim- píadas e da Copa. Governos e financiadores sabem que este é o momen-
  21. 21. 21 RodrigoOliveira Nick Seguin veio ao Brasil para a Semana Global do Empreendedorismo to. É hora de sermos líderes e de fomentar a inovação e o empreen- dedorismo”, conclamou a plateia, composta por participantes vindos em sua maioria de unidades do Sistema Sebrae que também co- laboraram com a Semana Global. O Brasil, segundo ele, tem de- monstrado crescente interesse nacional na temática do empreen- dedorismo. A Semana Global está em sua quarta edição no País, sob coordenação do Endeavor, insti- tuto dedicado ao desenvolvimento dessa prática. “Já na primeira vez (em 2008), mobilizou 1,5 milhão de pessoas no Brasil”, relembrou Seguin.  A KF foi fundada em 1966 por Ewing Marion Kauffman, um em- prendedor que, em 1940, com US$ 5 mil, criou uma microem- presa farmacêutica no porão de casa, em Kansas City, onde nasceu. Em 1989, 49 anos depois, o seu negócio caseiro foi vendido por US$ 8 bilhões, fazendo também milionários outros 300 parceiros do empreendimento na cidade. Próximo da morte, Kauffman fez uma doação de US$ 750 mi- lhões para a instituição, que hoje detém um patrimônio de US$ 2 bilhões. O fundador fez da pró- pria experiência de sucesso o trampolim para dedicar-se ao tema. “Cada empreendedor que ajudamos, ajuda a ampliar o clima de empreendedorismo”, desta- cou o representante da Fundação Kauffman.
  22. 22. 22 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Novos rumos na sociedade do conhecimento O grande desafio do Sebrae é deixar os gabinetes para conhecer a alma e o coração dos empreendedores. Luiza Trajano e Laércio Cosentino mostram como usar as novas mídias e apontam caminhos para os colaboradores do Sebrae D ois campeões nacionais de sucesso e inovação – Luiza Hele- na Trajano, do Magazine Luiza; e Laércio Cosentino, da Totvs Tecnologia – mostraram no 1º Fórum SEBRAE de Conheci- mento como as empresas devem estar atentas aos novos rumos dos negócios que surgem na chamada sociedade do conhecimento. Usar a internet para se relacionar com os clientes, inserir as em- presas nas redes sociais e criar lojas virtuais foram recomendações apresentadas por eles ao inaugurar a agenda de painéis do Fórum com o tema “Empreendedorismo – perfil das empresas de sucesso na eco- nomia contemporânea”. Sob a moderação do diretor de Administração e Finanças do Se- brae, José Claudio dos Santos, os empresários também deram um re- cado aos colaboradores da instituição. “É preciso sair dos gabinetes para entender a alma e o coração das empresas e dos empreendedo- res”, destacou Luiza Trajano. A empresária transformou uma iniciativa familiar – o Magazine Lui- za – em uma das maiores redes varejistas do País, com 710 pontos de atendimento em 16 estados, 23 mil funcionários e 20 millhões de clientes. Da pequena loja em Franca (SP), a rede já está em quatro re- giões brasileiras (Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste). E apresenta notável desempenho no chamado e-commerce (comércio eletrônico). Laércio consolidou um projeto individual – a Totvs Tecnologia, como a maior empresa de aplicativos sediada em países emergen- tes (em latim, Totvs significa “todos” - o “v” tem o som de “u”). Ele Lições de Vencedores Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza
  23. 23. 23 abriu a empresa na década de 70, aos 22 anos. Hoje atende 26 mil clientes em 23 países e está ranqueado como 7ª empresa do mundo em relações públicas e 6ª em gestão empresarial, além de ser reconhecida como a primeira desse ramo entre os países emer- gentes. Lu, que linda! Apesar da enorme distância do foco de atuação das duas empre- sas, tanto Luiza quanto Cosentino destacaram as novas mídias como ferramenta de relacionamento com os clientes e oportunidade de novas formas de negócios. For- mada em Direito e Administração de Empresas e expert na utilização de multicanais de atendimento ao consumidor – da abordagem dire- ta às lojas virtuais, via internet –, Luiza enfatizou a personalização do processo de relacionamento para conquistar o cliente. Para ilustrar, a empresária apresentou a simpática vendedora Painel contou com Helena Trajano (Magazine Luiza), José Claudio dos Santos (Sebrae) e Laércio Cosentino (Totvs) Lu, vendedora virtual do Magazine Luiza RodrigodeOliveira/ASN
  24. 24. 24 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo É preciso incluir as micro e pequenas empresas nessa grande nuvem, para que a gente faça grandes negócios. virtual Lu, que tem blog e envia e-mails para os clientes ofere- cendo novas ofertas. “É para- digma. A gente achava que quem comprava na internet não gosta de relacionamento”, lembrou, para contestar esse conceito com um áudio de uma conversa por telefone entre Lu e a clien- te Lucilene, que havia reclama- do por não ter mais recebido e- -mails da vendedora virtual. “Alô, Lucilene, estou te ligan- do para dizer que não te esque- ci”, diz a vendedora da área de atendimento virtual da empresa que assume a personagem onli- ne. “Que linda, Lu! Você deixou de me mandar e-mails. Você me manda e-mails, eu fico feliz e compro”, comemora Lucilene. Com esse exemplo, Luiza apontou a necessidade de inova- ção nos negócios: “Inovar não é só fazer cada vez melhor. É fa- zer diferente”. A mais recente inovação da rede Luiza acontece na rede social Facebook, com a criação de uma rede de vende- dores virtuais porta a porta. Nesse contexto, Luiza reco- mendou que os colaboradores do Sebrae devem deixar os ga- binetes para atingir a meta de formalizar 8 milhões de empre- endedores individuais nos pró- ximos anos. Segundo a empre- sária, é preciso se movimentar para mudar de ciclo. Ela fez essa recomendação porque adota o princípio empresarial de que “a sorte só vem quando se movi- menta”. Cotada para ser ministra da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa no governo Dilma Rousseff, Luiza admitiu Luiza: negócio familiar virou uma das maiores redes varejistas do País RodrigodeOliveira/ASN Lições de Vencedores Laércio Cosentino, presidente da Totvs Tecnologia
  25. 25. 25 que poderá assumir o cargo, em- bora acredite ser desnecessário criar uma pasta para promover o empreendedorismo. O projeto que cria a secretaria tramita no Congresso Nacional. Sem fronteiras Para Laércio Cosentino, as empresas e os colaboradores do Sebrae precisam se prepa- rar para atuar neste mundo sem fronteiras proporcionado pela internet. Segundo ele, não bas- ta o empreendedor ter deter- minação, garra, competitividade e ousadia. Há necessidade de identificar o novo mundo que surgiu com o compartilhamento do conhecimento. “É preciso começar um pro- cesso de adaptação de inclusão digital corporativa, incluir as mi- Cosentino: as empresas podem rastrear as informações dos clientes pelas redes sociais da Internet RodrigodeOliveira/ASN cro e pequenas empresas nessa grande nuvem, para que a gente faça grandes negócios. Não dá para que cada empresa se isole em cada território. Você tem que viver esse mundo”, reco- mendou o presidente da Totvs. Alguns números apresenta- dos pelo empresário compro- vam o grau de compartilhamen- to dos dias atuais: na década de 90, 165 milhões de cartas eram trocadas ao ano. Hoje, são 160 milhões de e-mails/dia. Circula- vam, então, 364 milhões de jor- nais diariamente, enquanto neste momento, só no YouTube estão disponíveis 2 bilhões de vídeos. Ele lembrou que os gran- des avanços tecnológicos para compartilhamento de informa- ções tiveram origem corpora- tiva, como o desenvolvimento de computador pessoal, do fax, a própria internet. Mas os con- sumidores acabaram se apode- rando da novidade e hoje estão à frente das empresas com o com- partilhamento de informações nas redes sociais. “Pela primeira vez na histó- ria da humanidade, a sociedade está à frente das empresas. Pelas redes sociais, a sociedade está mais conectada do que a corpo- ração”, observou. “Para ter sucesso nesse mun- do, é preciso marcar presença”, afirma, justificando a busca pela conectividade. E é nesse mo- mento que o indivíduo mostra que pode estar a oportunidade. “É possível, pelas redes sociais, conhecer o comportamento do nosso cliente”, disse, apontando que mais troca de informações é mais possibilidade de disponi- bilizar produtos e serviços.
  26. 26. 26 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Buscamos fazer do Sebrae uma referência de conhecimento para os empreendedores brasileiros. Programas nacionais em volumes Na estréia do Fórum, o diretor-Técnico, Carlos Alberto dos Santos, lança o primeiro de uma série de livros sobre as perspectivas e desafios dos pequenos negócios brasileiros Publicação U ma reflexão sobre a pequena empresa e os desafios a serem vencidos para torná-la robusta e eficiente. É disso que trata o livro “Pequenos Negócios/Desafios e Perspectivas – Programas Nacionais do Sebrae”, lançado na solenidade de abertura do 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento, realizado entre os dias 16 e 18 de novem- bro, no Centro de Convenções Brasil 21, região central de Brasília. Com uma apresenção da direção do Sebrae e sete artigos assinados por 10 autores, esse é o Volume 1 de uma série de livros que preten- de abordar periodicamente os pequenos negócios sobre três grandes eixos: inovação e sustentabilidade, inclusão produtiva e empreendedo- rismo. “A intenção é editar, a cada seis meses, um novo volume”, anunciou o diretor-Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, que conduziu o lançamento – ele próprio um dos autores e coordenador da publica- ção. “Os autores vão autografar o livro no hall do andar abaixo, durante o intervalo da abertura”, avisou Santos, proporcionando uma concorrida fila dos colaboradores na sessão de autógrafos promovida na área de exposição do evento. Eixos O livro tem apresentação assinada por Luiz Barretto, presidente do Sebrae. Ele aborda o cenário dos três eixos de atuação da instituição – inclusão produtiva, gestão e competitividade e inovação. Em relação ao primeiro eixo, ele destaca a importância das ações desenvolvidas pelos programas Territórios da Cidadania e Negócio a Negócio. Luiz Barretto, presidente do Sebrae
  27. 27. 27 “O programa Territórios da Cidadania”, assinala ele, “tem a missão de buscar ativamente potenciais empreendedores em áreas do Brasil com baixo índice de desenvolvimento e ajudá-los a iniciar o próprio negócio”. “Já o programa Negócio a Ne- gócio”, detalha, “mescla a inclu- são produtiva com o fomento à gestão e à competitividade, já que a sua característica também é a de buscar ativamente o empreende- dor no seu local de atividade para oferecer capacitação”. Parte do Negócio a Negócio será feito em conjunto com as ações do Territórios da Cidadania em áreas pobres do País. “Mas o atendimento também se estende a municípios desenvolvidos em todas as regiões sempre com a motivação de visitar, diagnosticar e oferecer soluções de melhoria para empreendedores individuais e microempresários”, explica. No eixo gestão e competivida- de, Barretto destaca o programa Sebrae Mais, que conta com um leque de soluções direcionado a pequenos empreendimentos consolidados, em busca de estra- tégias para melhorar sua atuação no mercado. Nesse mesmo eixo, o presi- dente ressalta o lançamento do programa Sebrae 2014, relaciona- do à realização da Copa do Mun- do no Brasil, para identificar todas as áreas de negócios em que as pequenas empresas podem atuar diretamente ou como fornecedo- EduardoTadeu Carlos Alberto dos Santos, diretor-Técnico do Sebrae, no lançamento do primeiro volume da série sobre programas nacionais da instituição
  28. 28. 28 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Carlos Alberto dos Santos: “Pequenos negócios são, ao mesmo tempo, parte do problema e a solução” Pequenos Negócios Desafios e Perspectivas Programas Nacionais do Sebrae Coordenação Carlos Alberto dos Santos Vol. Augusto Togni de Almeida Abreu | Carlos Alberto dos Santos | Dival Schmidt Filho Hannah Salmen | Joana Bona Pereira | Marcus Vinicius Bezerra | Pedro Pessoa ras de grandes grupos ou das três esferas de governo. É estimado que o evento movimente R$ 180 bilhões. Quanto à questão da Inovação, o presidente do Sebrae sublinha que esse é um tema que passa por todos os públicos atendidos pela instituição. Dois programas na- cionais abordam essa temática: os Agentes Locais de Inovação (ALI) e o Sebraetec. Por fim, o presidente assinala que uma das missões do Sebrae é aumentar a clientela atendida. A outra é agregar cada vez mais qualidade aos serviços prestados. “É assim que buscamos fazer do Sebrae uma referência de conhe- cimento para os empreendedores brasileiros”, conclui. Diversidade e pluralidade Em seguida, vem o artigo que detalha o título da obra assinado pelo diretor-Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos – “De- safios e perspectivas para os pró- ximos anos”. Nele, o autor descreve dois equívocos que permeiam o de- bate sobre o papel das micro e pequenas empresas (MPEs) no desenvolvimento econômico e social do País. Tais equívocos de- vem ser evitados, porque estão “interrelacionados e com impor- tantes reflexos nas políticas públi- cas de fomento ao segmento”. “O primeiro deles parte do pressuposto, explícito ou não, de que as MPEs seriam estágios iniciais na evolução de uma em- presa. Consequentemente, uma grande participação de MPE na economia representaria um dos fatores constitutivos do subde- senvolvimento a ser superado”, aponta. “Essa visão, além de reducio- nista, desconhece as evidências empíricas da participação dos pe- quenos negócios nas economias desenvolvidas. Se há uma relação de causalidade entre baixa produ- tividade das MPEs e subdesenvol- Publicação RodrigoRebello/ASN
  29. 29. 29 que, com ele, o Sistema inverte o atendimento. Ao invés de es- perar ser procurado pelos em- presários, vai até eles, faz um diagnóstico da gestão e da sua capacidade inovativa”, relatam. No texto “Atendimento di- reto onde o cliente está”, Joana Bona Pereira faz uma análise dos EIs (empreendedores individu- ais), agora incluídos no plano Brasil Sem Miséria, e observa: “Esses empreendedores indivi- duais necessitam de orientação para adoção de procedimentos básicos de gestão, que assegu- rem não só o cumprimento das obrigações legais, mas também que possibilitem o melhor apro- veitamento das oportunidades de mercado abertas pela forma- lização”. “A ação desse programa é di- rigida às regiões brasileiras mais carentes, em especial ao meio rural onde não existiam pers- pectivas de acesso a políticas pú- blicas básicas”, constata Augusto Togni de Almeida Abreu, sobre os EIs, ao falar sobre o programa Territórios da Cidadania. Para finalizar, Dival Schmidt Filho e Larissa Natário falam so- bre a Copa do Mundo de 2014 no texto ‘Oportunidades para novos negócios e desenvolvi- mento empresarial’. “Em todos os momentos, desde a organi- zação, passando pela realização dos jogos e após o término da competição, há diversas oportu- nidades que podem ser explora- das pelas micro e pequenas em- presas”. vimento, ela é interdependente: pequenos negócios são, ao mes- mo tempo, parte do problema e a solução”, avalia. E complementa: “Nesse con- texto, emerge o segundo equí- voco: não levar em conta a enor- me diversidade e pluralidade do segmento”. Para ele, “o desen- volvimento de estratégias e me- canismos eficientes de fomento para essas empresas deve refle- tir a amplitude e diferenciação do segmento”. Artigos No texto ‘O Sebrae Mais e a capacitação das pequenas em- presas’, Hannah Salmen destaca: “É mandatório que o Sebrae se apresente também à sociedade, em especial à classe empresarial, não só como uma instituição de apoio e fomento, mas também como um agente de desenvol- vimento e oferta de produtos e serviços empresariais de exce- lência, que é uma de suas princi- pais razões de existir, desde sua constituição”. Na sua abordagem ‘Sebra- etec: inovar é preciso’, Pedro Pessoa faz um alerta: “A compe- tição pela preferência dos con- sumidores se acirra entre as em- presas. Os padrões são globais. A necessidade de inovar para ser competitivo não é mais uma opção fortuita. Passa a ser algo inevitável”. Marcus Vinicius Bezerra, Hugo Roth Cardoso e Janin Blan- din abordam suas visões sobre o programa Agentes Locais de Inovação (ALI). “Uma das gran- des vantagens do programa é Mensagens sobre o livro podem ser encaminhadas para: pndb@sebrae.com.br A publicação online está em: www.biblioteca.sebrae.com.br
  30. 30. 30 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo A pobreza não é como num filme do Zorro, em que uma bala de prata resolve tudo. Combate à pobreza exige esforço coletivo Ministério do Desenvolvimento Social e Sebrae selam parceria para apoiar os pequenos negócios de 200 mil beneficiários dos programas sociais Articulação institucional Ana Fonseca, secretária extraordinária para a Superação da Extrema Pobreza O empreendedorismo é uma porta de saída da pobreza e até da miséria. Por isso, até 2014 deverão ter seus negócios formalizados cerca de 200 mil pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Parceria com esse objetivo, celebrada entre o Sebrae e o Ministério do Desenvolvimen- to Social e Combate à Fome (MDS), começa a ganhar contornos. “A pobreza não é como num filme do Zorro, em que uma bala de prata resolve tudo”, comparou a secretária extraordinária para Su- peração da Extrema Pobreza, do MDS, Ana Fonseca, durante o pai- nel sobre Ações de Articulação Institucional para Inclusão Produtiva, realizado na tarde do primeiro dia do 1º Forum SEBRAE de Conhe- cimento. “Não existe bala de prata; não existe acabar com a pobre- za com um único tiro”, completou para destacar a importância das parcerias nesse trabalho, a exemplo da desenvolvida com o Sebrae. A meta de formalização foi anunciada durante o painel, do qual também participou como palestrante o diretor-Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, com a mediação do gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, André Spínola. Em linhas gerais, a parceria vai atuar em duas direções em 1.500 municípios. A proposta é que, nos próximos três anos, 80 mil pessoas inscritas do Cadastro Único que já são empre- endedoras individuais formalizem seus negócios e que outros 120 mil trabalhadores autônomos, também inscritos no cadas- tro, regularizem e aperfeiçoem as suas atividades por meio do programa Negócio a Negócio, do Sebrae, que orienta, gratui- tamente e de forma personalizada, o desempenho da empresa.
  31. 31. 31 EduardoTadeu Ana Fonseca (MDS): Sebrae contribuirá com as ações de Inclusão Produtiva do plano Brasil Sem Miséria “O Sebrae é uma instituição jo- vem, mas com uma equipe ex- tremamente aguerrida e dona de uma experiência que será de va- lor inestimável para as ações de inclusão produtiva do Brasil Sem Miséria”, afirmou Ana Fonseca. Um cruzamento de informações feito pelo Sebrae, em parceria com o MDS, no final de agosto, identificou que 103 mil benefi- ciários do Bolsa Família foram formalizados como empreende- dores individuais. Diante dessa informação, o Sebrae elaborou estratégias para identificar esses empreendedores legalizados e auxiliar os que contratam micro- crédito no gerenciamento das finanças pessoais. Investimentos A inclusão produtiva via for- malização de microempreende- dores é um dos eixos de ação do Sebrae voltados para o pú- blico do plano Brasil Sem Misé- ria. A instituição irá investir R$ 180 milhões, até 2014, em ações de consultoria e gerenciamento reunidos no programa Negócio a Negócio para atender a po- pulação em extrema pobreza. O diretor-Técnico do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, acrescentou que, além de manter e ampliar a formalização de empreendedores individu- ais, os desafios para os próximos
  32. 32. 32 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo anos no Brasil incluem a aber- tura de canais de comunicação com esse público, a simplificação para obtenção de licenças e alva- rás e o incentivo ao associativis- mo para fortalecer o segmento.  Outro eixo de atuação do Se- brae, afirma Carlos Alberto, é o programa nacional de atuação nos 120 Territórios da Cidadania, que abrangem 1.851 municípios com baixo Índice de Desenvolvimen- to Humano (IDH). “Nossa última fronteira física são esses municí- pios e as periferias das grandes metrópoles, justamente onde se encontra a maior parte do público do Brasil Sem Miséria”, indicou. O incentivo à formalização e a disseminação de microcrédito, objetivos da parceria com o Se- brae, se somam a uma lista de ini- ciativas de inclusão produtiva do plano Brasil Sem Miséria. Estrutura Na avaliação dos pa- lestrantes, é possível aproveitar toda a estrutura de incentivo apoio ao empreendedor nacional – à frente o Sebrae –, para identificar esse público, por meio dos bancos de dados de programas sociais federais, estaduais e municipais. O governo pretende que eles se formalizem como em- preendedores individu- ais, podendo contratar um ajudante, com car- teira assinada. Se cada um gerar um empre- go formal, os brasileiros ocupa- dos serão o dobro, ou oito mi- lhões – com criação de quatro milhões de novos empregos. É esse contingente de pessoas que poderá se beneficiar da frente de enfrentamento à pobreza no contexto do convênio firmado entre o MDS e o Sebrae. Incentivar o empreendedo- rismo é um dos meios para o enfrentamento da pobreza, na visão do diretor-Técnico do Se- brae, Carlos Alberto dos Santos. “O crescimento econômico com distribuição de renda fortalece os pequenos negócios e pos- sibilita a criação de milhões de empregos”, vislumbrou. “Temos de dar o peixe, en- sinar a pescar, mas despoluir o rio”, disse, numa referência à Eduardo Tadeu Ana Fonseca debateu as parcerias com o gerente André Spínola e o diretor Carlos Alberto dos Santos, ambos do Sebrae Articulação institucional
  33. 33. 33 necessidade de se promover mudanças estruturais que abram caminhos à progressão do pro- cesso de inclusão produtiva. Outras munições Como não existe “a bala do Zorro”, Ana Fonseca destacou que a articulação intersetorial tem gerado bons resultados, acumulando munição para en- frentar a pobreza por meio de diversas parcerias. Entre outras, citou as colaborações com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), a Associação Brasileira de Super- mercados (Abras), o Ministé- EduardoTadeu Ana Fonseca: busca ativa dos possíveis beneficiários das políticas sociais rio da Educação, por meio do programa Mulheres Mil e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A secretária destacou as con- trapartidas dos Estados aos programas sociais, a necessida- de de pronta adesão dos muni- cípios e o diálogo com a socie- dade. Segundo a palestrante, denota postura mais atuante do governo a busca ativa dos pos- síveis beneficiários das políticas sociais, inclusive com o empe- nho dos agentes comunitários de saúde para a busca ativa das famílias que ainda estão fora do Cadastro Único.
  34. 34. 34 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Empreender é uma forma de gerar emprego, riquezas e renda para as novas gerações. Poucos com Empreendedorismo de Alto Impacto Menos de 1% das empresas brasileiras produz grandes efeitos na economia, aponta pesquisa realizada pelo Instituto Endeavor, que recomenda “sonhar grande” para chegar a esse estágio Educação Empreendedora José Claudio dos Santos, diretor de Administração e Finanças do Sebrae O s melhores ainda são poucos. No Brasil, apenas 30 mil empre- sas com mais de 10 funcionários produzem alto impacto na economia registrando crescimento acima de 20% ao ano por três períodos consecutivos. O número equivale a 0,7% do total de 4,1 milhões de empreendimentos do País, segundo pesquisa do Instituto Endeavor em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís- tica (IBGE), com base em números relativos ao ano de 2008. Os dados foram apresentados durante o painel Empreendedoris- mo de Alto Impacto por Juliano Seabra, diretor de Educação e Cultura Empreendedora do Endeavor. O instituto é uma organização de supor- te ao empreendedorismo de alto impacto no mundo. No Brasil, apoia com consultorias 50 empresas que faturam R$ 2 bilhões e empregam 20 mil pessoas. Em troca, capacita outros empreendedores com cur- sos, palestras e workshops promovidos em parceria com o Sebrae. Seabra mostrou também que, entre 2005 e 2008, esse seleto grupo foi responsável por 60% das 5 milhões de novas vagas formais surgidas no Brasil. “Esse tipo de empreendedorismo transforma potencial de crescimento em realidade”, afirmou. Ao abrir o painel, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, José Claudio dos Santos, destacou a importância do o empreendedo- rismo. “Empreender é uma forma de gerar emprego, riquezas e renda para as novas gerações”, afirmou. Características impactantes Para Juliano Seabra, o desafio hoje é despertar nos empresários
  35. 35. 35 EduardoTadeu Seabra, diretor do Endeavor: 50 milhões de empregos gerados por 30 mil empresas as características do empreen- dedorismo de alto impacto. Isso exige três aprendizados, detalhou. Em primeiro lugar, significa sonhar grande, ou seja, ter brilho no olho e pai- xão pelo que faz, boa capaci- dade de execução e resiliência, ser ético e inovador. “Sonhar grande é o primeiro passo para realizar algo gran- dioso”, afirmou o diretor do Endeavor. Como segundo aprendiza- do, Seabra citou a gestão nos resultados. Ou seja investir em informações gerenciais, rein- vestir nos negócios, não mistu- rar o dinheiro da empresa com o pessoal, ter um desdobra- mento de metas, resolver con- tingências e trabalhar com gen- te boa, dividir o bolo, ver nos funcionários e colaboradores aliados no sucesso da empresa. Por último, como terceiro aprendizado, o diretor do En- deavor apontou a necessidade de cortar custos: “Gasto é que nem unha: quanto mais você corta mais cresce”, ensinou Se- abra. Ele recomendou também que o empreendedor invista em treinamento, desenvolvi- mento e avaliação constante.
  36. 36. 36 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Salete Lemos, jornalista, e Chady (Spoleto): sucesso com inovação Rezende: “O empresário deve querer sempre superar seus limites” BrunoSpada/ASNEduardoTadeu Educação Empreendedora Inovar é o caminho A empresa Doce D’ocê é um exemplo da pesquisa do IBGE. Es- pecializada em panificação e con- feitaria em Chopinzinho, cidade paranaense de 21 mil habitantes, abriu as portas em 1993 com No- eli Bazanella e seu marido, Car- los Bazanella. Atualmente, pos- sui 240 funcionários e é o maior empregador privado da cidade. O faturamento deve chegar a R$ 15 milhões neste ano. Há pouco mais de dez anos não passava de R$ 250 mil por ano. Como receita de sucesso, a em- presária citou que é preciso saber delegar funções e inovar todos os dias. “Inovar é um processo cons- tante, nem que seja apenas com um visual novo em um produto”, ensinou, ao participar no Fórum SEBRAE de Conhecimento de um talk show sobre empreendedoris- mo de alto impacto. As apresenta- ções foram mediadas pela jornalis- ta Salete Lemos, da CNT. Uma história de sucesso foi contada pelo sócio-proprietário do restaurante Spoleto, Mário Chady. Ele quebrou em 1990 por causa da inflação e da “síndro- me da auto-suficiência”, devido a pouca idade e inexperiência nos negócios. Em 1999, com a econo- mia mais estável, criou a rede de restaurantes Spoleto. Primeiro, em um shopping no Rio de Janei- ro. Hoje a marca já existe no Mé- xico, na Espanha e em Portugal. E em breve estará na Costa Rica. “A ajuda técnica faz com que você encurte o caminho e caminhe para o sucesso com mais rapidez e eficiência”, afirmou o empresário, que continua ino- vando. Lançou o Spoleto 21, um projeto focado em sustentabilida- de, em breve lançará, em parceria com as marcas de massa “Cone” e “Dominus”, o cartão fidelidade 3 em 1, para fornecer alimentação rápida com sistema delivery. Outro exemplo é a Prática Technicook, do empresário André Rezende, de Pouso Alegre (MG), para quem o empreendedor tem
  37. 37. 37 EduardoTadeu Paulo Henrique Amorim mediou relatos de empretecos, a exemplo de Gilmar Claret, do Café Santa Mônica que ser um inconformado. “Ino- vação tem que ser algo cultural da empresa”, defendeu Rezende. “O empresário deve querer sempre superar seus limites, nunca ficar contente com o que sabe, com a situação em que está”. Fabricante de equipamentos para cozinhas comerciais e indus- triais e panificadoras, a empresa surgiu em 1991, hoje tem 340 funcionários, fatura R$ 85 milhões e exporta para 15 países. Entre as inovações implementadas, está um fornoobioenergético, que possui duas fontes de energia: o gás e a eletricidade. Lições de coragem Mediados pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, apresentador do programa Domingo Espetacu- lar, da Record, e colunista no site UOL, cinco donos de negócios de sucesso contaram, durante o Painel “Atitudes Empreendedoras e o Empretec”, como as soluções propostas pelo Empretec ajuda- ram a desenvolver o comporta- mento empreendedor em seus negócios. Nos 18 anos em que é desenvolvido pelo Sebrae no Bra- sil, o curso já capacitou mais de 159 mil pessoas. Entre elas, a dentista Patrícia Paz, de Rondônia. Deixou a pro- fissão, após cursar o Empretec. Com 24 empregados, hoje é dona da Moura & Paz, que faz trata- mento de lixo hospitalar no esta- do e em Mato Grosso. “O curso me deu coragem”, contou. Outro é o empresário Gilmar Claret, de Minas Gerais. Após fracassos, fez o Empretec. Hoje, produz por ano 2.000 sacas do Café Santa Mônica, tem até 90 empregados e exporta para três países. “Não tinha coragem de ser só empreen- dedor”, relatou.
  38. 38. 38 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Educação Empreendedora Paro: toda educação é empreendedora Escolas devem ter princípios de gestão empresarial Vitor Paro, doutor em Educação, avalia o sistema educacional do Brasil Os princípios do modelo de gestão utilizados pelos empre- sários em seus negócios – os re- cursos e os meios servem para se atingir os fins – podem servir de referência à gestão das escolas para a formação de cidadãos em- preendedores, autônomos e ca- pazes de fazer escolhas pessoais e profissionais. Essa avaliação foi feita no pai- nel Educação e Empreendedoris- mo pelo professor Vitor Henrique Paro, mestre e livre docente em Educação pela USP e doutor em Educação pela PUC-SP. Isso acon- tece, na opinião dele, porque a es- cola não define quais são os seus fins. Aí, segundo Paro, reside um dos maiores entraves para a me- lhoria da qualidade de ensino nas escolas brasileiras. Desafio “Educação ou é empreende- dora ou não é educação”, afirmou o acadêmico na palestra “Educa- ção: cenário atual e perspectivas futuras”. “Não se pode ir para a guerra com uma vara de pescar, assim como não se pode pescar com uma metralhadora”, compa- rou. Para o acadêmico, o desafio é o que fazer para que o educan- do queira aprender. Ele defendeu que qualquer pessoa só aprende se quiser, se estiver disposta a aprender. Os educadores devem descobrir o que motiva o desejo de aprender. Para Mirela Malvestiti, gerente de Capacitação Empresarial do Se- brae, o desafio está lançado. “Pre- cisamos refletir sobre a questão da educação e como o Sebrae pode discutir conhecimentos como es- ses junto às escolas e aos clientes da instituição”, recomendou. Na palestra sobre “Empreen- dedorismo e Universidade”, Ro- bert Mackensey, representante do SBDC (órgão norte-americano de apoio às micro e pequenas em- presas) citou que nos EUA mui- tas universidades compartilham a responsabilidade empreendedora com a sociedade.
  39. 39. 39 Estande buscou mostrar os resultados dos produtos do Sebrae Escritores marcaram presença no espaço EduardoTadeuEduardoTadeu Educação multimídia Estande reúne produtos de alta tecnologia e livros com a tradicional sessão de autógrafos Kits multimídia, telessalas, programas para rádio e TV e autógrafos de livros movimentaram o estande Educação Empreendedora na exposição do 1º Fó- rum SEBRAE de Conhecimento. Uma das novidades foi a série Taxista Empreendedor, que será veiculada na TV Brasi em 2012, com casos de sucesso desses profissionais, que são estimulados a contar suas ex- periências em um site. Outra novidade foi o piloto de um curso via SMS, os populares torpedos, para Empreendedor Indivi- dual (EI). As primeiras mensagens puderam ser con- feridas em uma réplica gigante de celular. O espaço exibiu também o piloto do Totem de Auto-atendimento, que será lançado em 2012 em locais sem presença constante do Sebrae, a exemplo de bibliote- cas, juntas comerciais, aeroportos, entre outros. Foram mostradas ainda telessalas para quem opta pelos kits edu- cativos e prefere estudar com colegas e facilitadores. E foi exibido o material de divulgação de programas específicos, como o Sebrae Mais e Jovens Empreendedores Primeiros Passos. “Nesse espaço, foi possível mostrar os resultados dos progra- mas, projetos e produtos desenvolvidos pelo Se- brae, nossas possibilidades e expectativas para o fu- turo”, avaliou Mirela Malvestiti, gerente da Unidade de Capacitação Empresarial (UCE). Acesso ao conhecimento Mostrando a convivência entre o novo e o tra- dicional, o espaço contou com um showroom das publicações do Sebrae, onde houve lançamentos de livros autografados pelos autores. Foi assim com “Empreendedores Esquecidos”, de Fábio Zugman, pela editora Elsevier. “O estande me deu a oportunidade de adquirir títulos e informações que ainda não tive acesso e que vão me ajudar muito no meu trabalho”, comemorou Elcília Oliveira, analista da microrregião de São Sebastião do Paraíso (MG).
  40. 40. 40 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Investimentos como esses mudam a cara da cidade e geram oportunidades para todos, inclusive micro e pequenos empreendimentos. Alternativa para inserir os mais pobres Palestrantes debatem modelo de desenvolvimento baseado no emprendedorismo, nos empreendedores individuais e na micro e pequena empresa Márcio Fortes, presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO) Inclusão Produtiva O empreendedorismo é uma das formas de inserir, no mer- cado formal de trabalho, os 16,2 milhões de brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza. Essa alterna- tiva para atender os mais pobres foi destacada no Espaço Inclusão Produtiva, realizado no 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento. Dividido em três painéis, o Espaço contou com exposições sobre o plano Brasil Sem Miséria e o programa de microcrédito Crescer, ambos do Governo Federal, e as oportunidades de negócios nas favelas pacificadas do Rio de Janeiro. Tratou ainda da vocação bra- sileira para o empreendedorismo e dos desafios à qualificação de quase 2 milhões de pessoas que se cadastraram sob a figura jurídica do Empreendedor Individual (EI). No painel “A inclusão produtiva na superação da miséria”, o dire- tor de Inclusão Produtiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luiz Muller, apontou que a parceria fir- mada com o Sebrae vai contribuir para colocar o empreendedoris- mo como uma das formas de promover a inclusão dos 16,2 milhões que são o público-alvo do Brasil Sem Miséria. “O público hoje atendido no Brasil Sem Miséria é formado por pessoas excluídas da cidadania. O governo pretende não erradicar a pobreza, mas reduzir significativamente, no período de 2011 a dezembro de 2014. O Sebrae, por meio de acordo já firmado com o MDS, terá papel importante nesse processo”, frisou.
  41. 41. 41 Márcio Fortes (em pé) e Ciro Gomes falaram sobre as oportunidades para as micro e pequenas empresas em grandes obras BrunoSpada/ASN Secretário-adjunto do Minis- tério da Fazenda, Gilson Bitten- court elencou os principais pon- tos do Crescer e destacou que, no primeiro mês do programa, foram firmadas 10 mil opera- ções pelo Banco do Brasil. No entanto, os empréstimos ficaram, em média, próximos a R$ 4 mil, enquanto era previs- to que girassem torno de R$ 1 mil. O secretário-adjunto disse que, entre os beneficiários, há forte presença de vendedores de móveis e empresas de fretes. Ele antecipou que o governo vai monitorar o programa “em tempo real” para saber quem são e onde estão esses tomado- res de microcrédito. “Isso pode demonstrar, caso persista nos próximos meses, que o público que está tendo acesso aos recursos é muito mais capitalizado do que o previsto, ou seja, [o Crescer] pode não está chegando aos mais pobres”, alertou Bittencourt. Ainda nesse painel, Paulo Lins, autor do livro e co-roteirista do filme Cidade de Deus, ressaltou a importância dos investimentos em educação para a formação de empreendedores que possam aproveitar as oportunidades cria- das pela pacificação das favelas do Rio de Janeiro. “Nas favelas, o empreendedorismo é o emprego
  42. 42. 42 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Paulo Lins (microfone), autor do livro Cidade de Deus, participou do painel com Luiz Muller (MDS), Gilson Bittencourt (Fazenda) e Jailson Souza, do Observatório das Favelas. Inclusão Produtiva Eduardo Tadeu informal. É preciso mudar essa realidade. A educação e o prepa- ro são a base de tudo”, enfatizou. Desenvolvimento local O painel “Economia local e fluxos de capital: desafios e oportunidades” foi composto pelo ex-ministro e ex-governa- dor do Ceará Ciro Gomes, pela representante da Fundação Vale, Isabel Aché, e pelo presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), o ex-ministro das Cida- des Márcio Fortes. Eles discuti- ram a importância de aproveitar grandes eventos e obras para desenvolver as localidades im- pactadas, retendo renda nesses territórios. De acordo com Fortes, as obras de infraestrutura necessá- rias para as Olimpíadas de 2016 no Brasil representam grandes oportunidades de ne- gócios. Esse cenário inclui a participação de micro e pequenas empresas (MPEs). “In- vestimentos como es- ses mudam a cara da cidade e geram opor- tunidades para todos, inclusive micro e pe- quenos empreendi- mentos”, disse o pre- sidente da APO. Ciro Gomes falou sobre desenvolvimen- to sustentável em regi- ões com obras do Pla- no de Aceleração do Crescimento (PAC). Para ele, apesar de rudimentar, o PAC é importante, pois une a “iniciativa privada, o mundo acadêmico e regulações que são hostis ou favoráveis ao desenvol- vimento”. André Spínola, gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial (UDT) do Sebrae, que moderou o painel, destacou que o Estado deve usar o poder de compra para que os micro e pe- quenos negócios aproveitem os investimentos. “O PAC envolve grande volume de recursos em licitações públicas. Portanto, te- mos uma fatia enorme de com- pras que podem ser contratadas junto às MPEs. Isso hoje é obri- gatório, de acordo com a lei”, lembrou. Isabel Aché apresentou a es- tratégia da Vale para que as co- munidades impactadas possam
  43. 43. 43 Bruno Quick: empreendedores individuais podem gerar 1 milhão de empregos formais BrunoSpada/ASN reter uma parcela dos R$ 68,5 bilhões que a segunda maior mi- neradora do mundo prevê inves- tir no Brasil até 2015. As ações vão desde o diagnós- tico socioeconômico da região até iniciativas que levem ações públicas às regiões envolvidas. “A vida útil de uma mina é de no mínimo 50 anos. A empresa tem a oportunidade de trabalhar o desenvolvimento territorial em uma perspectiva de longo prazo”, detalhou. Ascensão empresarial No painel “A revolução si- lenciosa dos empreendedores Individuais”, participaram Bru- no Quick, gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae; Marcelo Neri, do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV); e Marco Aurélio Raymundo, proprietário da empresa Mormaii. O painel teve como moderador o diretor- -superintendente do Sebrae-RJ, Cezar Vasquez. Quick mostrou que mensal- mente 100 mil pessoas se forma- lizam como Empreendedores In- dividuais (EIs) por meio do Portal do Empreendedor (www.por- taldoempreendedor.gov.br). Ele destacou que, ao final de 2011, o Brasil deve alcançar a marca de 1,9 milhão formalizados e, nos próximos três anos, esse número deve chegar a 4 milhões, o que significa crescimento de 37% ao ano. O gerente do Sebrae revelou que pesquisa realizada pela ins- tituição em 2011, junto a 10.875 EIs registrados, identificou que 87% deles pretendem se tornar microempresas em curto prazo. “Em 2015, se chegarmos a
  44. 44. 44 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Marco Aurélio: Mormaii nasceu numa garagem e hoje fatura R$ 400 milhões Inclusão Produtiva 4 milhões de empreendedores, imaginemos que 1 milhão deles queira aumentar seus negócios e, para isso, contrate uma pes- soa a mais. Teríamos 1 milhão de empregos gerados por esse público”, projetou. Segundo o gerente, pesquisa realizada pelo Sebrae em 2011, identificou que 103 mil são bene- ficiários do Bolsa Família (7,3% do total). De acordo com o ge- rente da UDT, André Spínola, 15 mil formalizados já vêm sendo atendidos pelo Sebrae. Spínola esclareceu que formalização não retira o direito ao auxílio pago ao EI pelo Bolsa Família. Ao mesmo tempo em que ocorre o aumento dos EIs, Marcelo Neri afirmou que a ten- dência no País é o aumento de empregos formais e do tamanho das micro e pequenas empresas. “O Brasil está ficando ‘fordista formal’. Ainda não é um país de empreendedores, mas de gran- des empresários”, disse. Neri destacou que 38% da população têm intenção de abrir negócios próprios, índice menor do que a média internacional (40%). Disse que caiu também os empregadores e os trabalha- dores autônomos. Fechandoopainel,oempresário Marco Aurélio Raymundo, da Mor- maii, abordou os principais desafios para o crescimento dos pequenos empreendimentos. Em 1975, ele deu início a um pequeno negócio individual, numa garagem de uma casa em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina. Em 2011, o megaempreendimento ficou de fechar o ano com faturamento de R$ 400 milhões. No painel, ele mostrou como a determinação e a persistência podem fazer uem- preendedor individual alcançar resultados inimagináveis. Segundo Marco Aurélio, isso implica maturidade, consciên- cia e amor à vida e ao próximo. Essa  visão empresarial, filosó- fica e holística, deu origem à principal marca de roupas de neoprene (tipo de borracha sintética) da América Latina, utilizada na prática do surf e esportes aquáticos.   “O início empresarial é difícil. É preciso muita persistência para passar pelo diferentes estágios que uma empresa tem que atin- gir para se firmar no mercado. O papel do Sebrae nesse início é fundamental”, avaliou.
  45. 45. 45 Estande expôs produtos de grupos atendidos pelo programa Territórios da Cidadania EduardoTadeu O sabor da Inclusão Produtiva Produtos de primeira linha nos Territórios da Cidadania  O estande de Inclusão Produtiva apresentou produtos do projeto do Sebrae/SC oriundos do Território da Cidadania Meio Oeste e Contestado. Vinhos, cachaças, geléias, queijos, sucos e artesanatos foram expostos em gôndolas, como em um super- mercado. Na opinião do gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial (UDT), André Spínola, o estande superou as expecta- tivas em função do interesse que as pessoas demonstraram nos projetos e dos incontáveis elogios aos produtos. A intenção foi demonstrar que as atividades do Sebrae nesses territórios não configura uma ação assistencialista. “Em Santa Ca- tarina, o projeto de atuação nos Territórios da Cidadania incorpo- rou uma abordagem mais econômica e competitiva, que impulsio- na os ganhos sociais, uma das propostas do Programa Nacional Sebrae nos Territórios da Cidadania”, afirmou Pedro Valadares, analista da UDT. Segundo Valadares, essa estratégia pro- piciará maior competitividade para os ne- gócios dessas regiões. “Essa iniciativa con- templa desde a produção da agricultura familiar ao escoamento do produto indus- trializado, com marcas próprias e design de embalagens diferenciado”, explicou. Soluções Testados e aprovados pelos visitantes, os produtos alcançaram alta qualidade devido à atuação do Sebrae, segundo relataram os produtores. “Isso aqui é a visualização dos esforços, a materia- lização do produto final do cliente a partir de soluções que os colaboradores do Sebrae nos trouxeram”, afirmou Walter Kranz Filho, proprietário da Kranz Vinícola e expositor no estande. Outro expositor, Nilson Faccin, presidente da Cooperativa dos Produtos de Leite de Ouro, em Joaçaba (SC), destacou a colabo- ração do Sebrae para a definição do queijo colonial, do tipo Minas meia cura, com um diferencial: o leite não é desnatado. “O Sebrae fez pesquisa de campo para decidirmos por nosso queijo”, relatou, anunciando que em 2012 vai lançar a linha de queijo parmesão.
  46. 46. 46 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Precisamos assegurar o engate do vagão da agricultura familiar no país de oportunidades. Engate na locomotiva Brasil Ministérios envolvidos com o Brasil Sem Miséria querem parceria com o Sebrae para capacitar os agricultores familiares que vivem na extrema pobreza Mundo Rural Laudemir André Muller, secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) O s agricultores familiares que vivem em situação de extrema po- breza precisam estruturar a produção, gerar excedentes e ven- der para o mercado institucional e local, além de garantir a pró- pria subsistência. Para atingir esse objetivo, o plano Brasil Sem Miséria, do governo federal, tem que contar com a parceria do Sebrae. Assim se manifestaram representantes dos ministérios do Desenvolvi- mento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) durante painel sobre o Brasil Sem Miséria realizado no Espaço Mundo Rural do 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento. Um acordo de cooperação técnica foi firmado, em setembro, entre a instituição e o Mi- nistério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), selando o compromisso do Sebrae com o plano. “Queremos articular todos os nossos instrumentos e trazer o Sebrae para dentro disso”, assinalou o secretário da Agricultura Familiar do Mi- nistério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir André Muller. E completou: “Precisamos assegurar o engate do vagão da agricultura fa- miliar na locomotiva Brasil, no país de oportunidades que está surgindo e se fortalecendo”. Na avaliação do secretário, o Sebrae tem um papel central na capa- citação dos agricultores rurais atendidos pelo Brasil Sem Miséria para levar lições de comercialização e gestão da produção rural. Na extrema pobreza, estão 70% dos agricultores familiares do País, apontou. Mercados Muller destacou que os agricultores familiares precisam elaborar pla- nos de negócios até para ter acesso ao mercado institucional do Pro-
  47. 47. 47 EduardoTadeuThyagoCarvalho/UCS Laudemir Mulher: agricultura familiar tem que gerar excedentes para os mercados João Intini: experiências encojaradoras grama de Aquisição de Alimentos (PAA) e  Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) “Agricultura familiar não pode só produzir. Tem que pro- duzir e comercializar, tem que gerar exce- dentes, tem que ge- rar renda, tem que se organizar do ponto de vista econômico. Por exemplo, o PAA e o PNAE exigem plane- jamento. Não adianta todo mundo querer produzir alface e fei- jão o ano todo porque tem que ter uma programação”, expli- cou. Para o secretário do MDA, a importância do Sebrae nesse processo visa gerar acesso ao mercado local e regional. “As compras públicas desses progra- mas não serão suficientes para atender a todos”, alertou. De acordo com Muller, a par- tir do mapa da pobreza no País, 30 mil famílias da região do se- miárido já estão sendo orienta- das para ter acesso aos progra- mas sociais, a exemplo do Bolsa Família e da aposentadoria rural, e à emissão de documentação necessária ao seu trabalho. “Uma equipe técnica mul- tidisciplinar discute com as fa- mílias a criação de um plano simplificado de estruturação produtiva, para que elas possam
  48. 48. 48 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo receber as sementes com tec- nologia da Embrapa Semiárido e um auxílio de R$ 2.400,00 para a implementação do plano”, afir- mou Muller. Experiências Opinião semelhante sobre o papel do Sebrae em relação à agricultura familiar mais pobre foi expressada pelo diretor do Departamento de Apoio à Aqui- sição e Comercialização da Pro- dução Familiar do Ministério do Desenvolvimento Social e Com- bate à Fome (MDS), João Mar- celo Intini. “Em diversas iniciativas, o Sebrae ativou experiências im- portantes desse públicos, seja agricultura familiar consolidada, seja comunidades tradicionais, seja segmentos da agricultura familiar que têm excedentes, mas não tinham condições de engatá-los numa dinâmica eco- nômica”, disse. Como exemplo, mencionou o trabalho feito pelo Sebrae com produtores de leite de ca- bra na Paraíba. “É um exemplo de que é possível mudar a vida dessas pessoas. A experiência tem gerado diversos produtos com valor agregado, como cos- méticos à base de leite de ca- bra”, elogiou Intini. E concluiu destacando a atu- ação do Sebrae como sinaliza- dor para a missão do Brasil Sem Miséria: “Foi a partir das expe- riências da agricultura familiar e inclusive da agricultura familiar mais pobre e desse conjunto de povos e comunidades tracionais que nós nos encorajamos a fa- zer um plano porque é possível fazer a erradicação da extrema pobreza no Brasil.” O maior desafio do Brasil Sem Miséria é ampliar a Inclusão Produtiva no meio rural, segun- do Ricardo Neder, professor da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Observatório e da Incubadora de Tecnologia Social para Segurança Alimentar e Nutricional. No painel, ele defendeu uma política agressiva de microcrédi- to com a participação de bancos comunitários e cooperativas de crédito, por meio da atuação de agentes de microcrédito. É para oferecer financiamento aos “esquecidos e excluídos” da área rural, referindo-se aos sem-terra, aos migrantes e aos desempregados rurais. Dados do plano Brasil Sem Miséria, do Governo Federal  16,2 milhões de pessoas em extrema pobreza no Brasil  Metade delas estão no meio rural (7,6 milhões de pessoas)  59% concentradas no Nordeste  Pobreza concentrada nos municípios de pequeno porte (até 50 mil habitantes)  habitantes)  Os municípios com menos de 50 mil habitantes concentram 33,6% da população total do país  No entanto, concentram 60% da população em extrema pobreza  16,2 milhões de pessoas em extrema pobreza no Brasil  Metade delas estão no meio rural (7,6 milhões de pessoas)  59% concentradas no Nordeste  Pobreza concentrada nos municípios de pequeno porte (até 50 mil habitantes)  habitantes)  Os municípios com menos de 50 mil habitantes concentram 33,6% da população total do país  No entanto, concentram 60% da população em extrema pobreza PÚBLICO DA EXTREMA POBREZA •16,2 milhões de pessoas em extrema pobreza no Brasil • Metade delas estão no meio rural (7,6 milhões de pessoas) 59% concentradas no Nordeste • Pobreza concentrada nos municípios de pequeno porte (até 50 mil habitantes) • Os municípios com menos de 50 mil habitantes concentram 33,6% da população total do país • No entanto, concentram 60% da população em pobreza extrema Mundo Rural
  49. 49. 49 Por meio da tecnologia, vamos transformar agricultores da linha de subsistência em agricultores familiares. Tecnologia contra a fome Painel mostra avanços do Brasil em produtividade agrícola e na criação de novas opções de alimentos com peixes e frutas da Amazônia Mundo Rural Renato Cesar Seraphim, agrônomo da Syngenta, empresa de tecnologia agrícola P alestrantes do painel Segurança Alimentar e Demandas por Alimen- tos, apresentado no Espaço de Conhecimento Mundo Rural, apon- taram que o Brasil tem grandes chances de liderar a produção de tecnologia para combater a fome com a melhoria da produtividade da agri- cultura e novas alternativas de alimentação. O agrônomo Renato Cesar Seraphim, da empresa Syngenta de tecnolo- gia agrícola, avaliou que quanto maior a produtividade, mais riqueza e mais pessoas serão alimentadas. “E o Brasil tem grande chance de liderar esse movimento. Da área disponível para a agricultura no mundo, 40% está na América Latina, sendo 90% no Brasil, que tem 71 milhões de hectares disponíveis para agricultura, sem contar a área de pastagem”, detalhou. Ele indicou que a tecnologia pode melhorar a produção rural familiar. “Por meio da tecnologia, vamos transformar agricultores da linha de sub- sistência em agricultores familiares”, previu. Sabores amazônicos Soluções inovadoras na produção de alimentos foram apresentadas pela pesquisadora Lúcia Kiyoko Yuyama, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus (AM). Segundo ela, são alternativas de alimentação saudável. Porém muitos desses alimentos ainda são desco- nhecidos pela maioria dos brasileiros, embora, no exterior, sejam muito apreciados. Entre eles, a pesquisadora destacou novas receitas à base de pescado desenvolvidas pelo Inpa, a exemplo da sopa de piranha, do fishburger e do quibe de peixe. “Ainda consumimos pouco pescado, que é rico em proteí- nas e diversas substâncias nutritivas”, disse . Também recomendou o consumo de tucumã, fruta com alta concen-
  50. 50. 50 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo Mundo RuralRodrigodeOliveira/ASN Lúcia Yuyama, do Inpa: peixes e frutas da Amazônia são alternativas de alimentação saudável tração de betacaroteno, usado no combate aosradicais livres, que po- dem danificar as células sadias. A mãe da fome De acordo com a FAO, o cenário atual da demanda por alimentos é alarmante, principalmente por cau- sa da volatilidade dos preços, que afeta diretamente os mais necessi- tados. Escassez de água, crise econô- mica, mudanças climáticas e de- gradação do solo também foram apontados como desafios a serem enfrentados contra a insegurança alimentar. Estima-se que, até 2020, haverá mais pessoas na área urbana do que na área rural – e as preferências da população urbana por comida pro- cessada, proteína animal, frutas e legumes têm impactado nas reser- vas de alimentos. No painel, Helder Muteia, re- presentante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), assinalou que 925 milhões de pessoas passam fome no mundo, sendo 90% na África. Na América Latina já são 53 milhões. Muteia citou algumas ações que podem ajudar a combater a fome: o apoio à agricultura familiar e acesso a terra, água, mercado, tec- nologia e crédito. “A mãe da fome é a pobreza. Enquanto não eliminar as desigualdades sociais, vamos ter a pobreza”, ressaltou.
  51. 51. 51 EduardoTadeuEduardoTadeu Estande seguiu o cenário bucólico do campo com produtos de pequenos agronegócios Maquete de uma unidade do PAIS Alimentos sem agrotóxicos Projeto PAIS passa a focar em comercialização e certificação Um dos destaques do estande do Espaço Mundo Rural na área de exposição do 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento ficou para a maquete, muito colorida e impecável, da tecnologia social do PAIS, sigla do projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável. Trata- -se de um sistema de produção sem agrotóxicos ini- cialmente composto por três canteiros circulares, caixa d’água, galinheiro e quintal agroecológico. O PAIS começou há quatro anos focado na seguran- ça alimentar e hoje se expande para o comércio. “Agora a meta é atender às expectativas de comercialização do excedente, com o aumento do número de anéis da hor- ta e obter a certificação para os produtos já comercializados”, adiantou Ludovico Riva, coordenador nacional de Agroecologia e Horticultura da Unidade de Agronegócios do Sebrae. Nos debates do Espaço Mundo Rural, a agricultora Maria Verônica de Oliveira falou, para a plateia lotada, sobre como o PAIS a transformou em líder de uma associação de produtores agroecológicos em Monteiro (PB) por meio de projeto tocado pelo Projeto Dom Hélder Câmara. Cenário bucólico O estande do Mundo Rural apostou numa estampa camponesa. Jardim, cerca de madeira, palha, sacos de estopa e leguminosas ajudaram a compor o cenário bu- cólico criado pela Unidade de Agronegócios do Sebrae. Nas estantes em madeira, foram dispostos alguns pro- dutos dos segmentos que receberam o apoio do Sebrae, como geleias, mel, café, cachaça, carnes, derivados de leite e frutas. “O estande rural se destacou na apresentação por ser mais simples, mais natural, diferente do visual hi-tech [alta tecnologia], presente na maioria dos demais. Deu vontade de co- nhecer e comprar os produtos”, comprovou Gustavo Angelin, analista na Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional.
  52. 52. 52 1º Fórum SEBRAE de Conhecimento Inovação, Inclusão Produtiva e Empreendedorismo O que importa não é o que a gente faz, mas o modo como a gente faz. Ideias viáveis para todos O navegador Amyr Klink e o consultor Aron Belinky mostram que os empreendedores podem adotar práticas inovadoras e sustentáveis Inovação e Sustentabilidade Amyr Klink, empresário e navegador solitário O empresário Amyr Klink ficou conhecido internacionalmente por suas viagens solitárias pelos mares do planeta a bordo de um pe- queno barco. O consultor Aron Belinky é reconhecido dentro e fora do Brasil por seu comprometimento com a causa ambiental. Klink e Belinky foram os convidados ao encerramento do ciclo de palestras do Espaço de Inovação e Sustentabilidade, no 1º Fórum SEBRAE de Conhe- cimento. Com experiências diferentes, eles transmitiram a mesma men- sagem: a sustentabilidade e a inovação são ingredientes competitivos que estão ao alcance e devem ser adotadas pelas micro e pequenas empresas brasileiras. Amyr Klink abordou o tema “A sustentabilidade como elemento pro- pulsor da competitividade”. Ele relatou as experiências de suas navegações para exemplificar como é possível inovar e ser sustentável ao mesmo tem- po. Entre essas façanhas, ele destacou duas: a travessia do oceano Atlântico num barco a remo e 15 meses de navegação pelas águas do continente Ár- tico. Klink revelou o sucesso dessas e de outras viagens: todas foram bem calculadas e planejadas, mas, quando surgiram situações imprevisíveis, ino- vou para vencer os desafios e salvar a própria vida. Conquistou, assim, mais um título para sua coleção: o de especialista em gerenciamento de riscos. Muitas empresas, segundo Klink, quando enfrentam situações de risco, para salvar a própria pele, pensam logo em inovar com soluções comple- xas. Para ele, inovação está justamente nas coisas simples. “O conceito de inovação, em muitas vezes, está em coisas que já foram feitas e não em criar coisas novas”, ensinou Klink. “No conceito de Sustentabilidade, a gente tem que transformar essa criatividade em ideias viáveis para todos. Inovação é aprender a conviver com os problemas”. Klink revelou que aprendeu muito sobre navegação percebendo a sim- plicidade do ato de navegar e a eficiência das soluções sustentáveis. Com

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