Apostila fundamentos de enfermagem

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Apostila fundamentos de enfermagem

  1. 1. 10 INTRODUÇÃO O QUE É ENFERMAGEM? A enfermagem, segundo Wanda Horta, é a ciência e a arte de assistir o ser humano em suas necessidades básicas e torná -lo independente destas necessidades quando for possível, através do auto cuidado. A enfermagem como ciência pode ser exercida em vários locais tais como: Hospitais, Empresas Particulares (Enf. do Trabalho), Escolas, Centros de Saúde (Enf. de Saúde Pública). É uma ciência e uma arte. A ciência da enfermagem deseja proporcionar um corpo de conhecimentos abstratos, resultantes de pesquisas científicas e análises lógicas, e deseja ser capaz de transferir esses conhecimentos para a prática. O uso criativo e imaginativo do conhecimento para a melhoria do homem encontra expressão na arte da enfermagem. É uma ciência empírica, cujo propósito é descrever e explicar o fenômeno central de seu interesse (o homem, indivíduo ou grupo) e de predizer a seu respeito. Descrição, explanação e predição são os precursores da intervenção baseada em conhecimentos. Cabe à enfermagem desenvolver atividades para a manutenção e promoção da saúde, bem como para a prevenção de doenças, sendo de sua responsabilidade o diagnóstico e a intervenção de enfermagem. Seu objetivo é assistir as pessoas para atingirem seu potencial máximo de saú de. Os princípios para guiar a prática emergem do sistema conceitual, cujo fenômeno é o processo vital. A prática da enfermagem procura promover a interação sincrônica entre o homem e o ambiente, fortalecer a coerência e a integridade do corpo humano, e d irigir e redigir a padronização dos campos humanos e ambientais para a realização máxima do potencial de saúde. Saúde e doença estão submersos na totalidade sinergética do homem. Desvios ao longo do eixo vital resultam da complementação sincrônica do Homem e do ambiente. A prática é criativa e imaginativa. Está fundamentada em conhecimentos abstratos, julgamento intelectual e compaixão humana. Os objetivos da enfermagem tomam e adicionam dimensões na medida em que conhecimentos teóricos proporcionam direç ões à prática. A enfermagem está se dirigindo a uma nova era: a do preenchimento das necessidades humanas. SAÚDE E DOENÇA SAÚDE[Do lat. salute, 'salvação', 'conse rvação da vida']. O conceito de saúde pode ser descrito como o padrão dinâmico de funcionam ento, em que existe uma contínua interação das forças internas e externas que resulta no uso ideal de recursos necessários e serve para minimizar as vulnerabilidades. A ênfase deve ser colocada sobre a prevenção e a reabilitação, tendo o bem estar como meta para toda a vida. Ao realizar as ações de enfermagem através de uma abordagem holística, o profissional de enfermagem ajuda o cliente a adquirir um estado de saúde. No entanto, para desempenhar efetivamente essas ações, o profissional de enfermagem dev e identificar corretamente as faltas ou as
  2. 2. 11 deficiências relativas à saúde que o cliente está apresentando. Essas faltas ou deficiências são as necessidades de saúde do cliente. Comumente, em nível de organismo tem -se por definição de saúde como sendo a d o estado oposto ao da doença e, em decorrência corresponderia a conceito que se subordina à ausência desta. As situações ideais têm inspirado conceituações de saúde. Não obstante, incidem invariavelmente em deficiências que tendem a se acentuar, à medida que se aprofundam no terreno da imprecisão dos enunciados. A mais potente nesse sentido, e talvez a mais difundida, vem a ser a que foi elaborada pela OMS e que figura no preâmbulo de sua Constituição. Diz ela que saúde vem a ser "o estado de completo bem -estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença". É evidente a falta de precisão, em especial no que concerne ao significado da expressão "completo bem-estar". Certamente, este pode variar de acordo com o indivíduo, o tempo e o espaço. Em outras palavras, o que é bom para um não é obrigatoriamente para outro, e nem a presença de bem -estar significa a ausência de doença. Por esta definição, é difícil medir o nível de saúde da população porque as pessoas não permanecem constantemente em compl eto bem-estar. Também, porque os níveis de bem -estar dependem de inúmeras variáveis existentes no ambiente físico, mental e social do indivíduo. A OMS diz ainda que “o gozo do grau máximo de saúde que se pode desejar é um dos direitos fundamentais de todo ser humano, independente de raça, religião, ideologia política ou condição sócio-econômica”. Os conceitos de “saúde” e “doença” não estão, pois, em oposição simples; não se pode mais identificar o conceito de “saúde” com o conceito de “normal”. A noção de estado normal encontra-se claramente sujeita a características próprias do organismo e que são essencialmente variáveis. Dentro dessa gama de variações é que está incluída a normalidade, tanto física como fisiológica. Acrescente -se também à ocorrência de flutuações do estado normal de acordo com as circunstâncias, como é o caso do volume sangüíneo na prenhez e fora dela, e dos processos de aclimatação. Se aceitássemos que saúde é apenas ausência de doença, estaríamos aceitando também que para ter saúde basta não ter doença. A partir daí, provavelmente acharíamos que para solucionar os problemas de saúde precisaríamos apenas curar as doenças. Deve-se pensar na saúde em uma escala graduada porque todos possuem algum grau de saúde: em excelentes condições, razoavelmente bem, com alguma perturbação, e enfermos. Portanto, a saúde é um processo dinâmico em que o homem luta contra as forças que tendem a alterar o equilíbrio da sua saúde; é o ajustamento dinâmico satisfatório às forças que tendem a perturbá-lo. O complexo processo de redução da saúde não é provocado por fatores simples ou específicos, mas pelo resultado da ligação contínua entre causas e efeitos. Para considerar o indivíduo com saúde, é necessário que ele atinja um nível excelente de ajustamento e equilíbrio entre o homem, os agentes e o meio ambiente. Do ponto de vista teórico, a saúde representa um conceito coletivo. Em resumo poder -se-ia dizer que ela resulta do equilíbrio entre todos os fatores sociais, psíquicos e físicos considerados em determinado momento, não dependendo apenas de funcionamento satisfatório dos órgãos, mas
  3. 3. 12 também da personalidade do paciente e do contexto social em que vive. Não se pode reduzir o conceito de saúde a uma fórmula simplista de utilização universal. Os fatores q ue a determinam são de ordem biológica, psicológica e social, tais como: alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde. Esses fatores podem gera r grandes desigualdades nos níveis de vida, que irão interferir na saúde individual e coletiva. Assim sendo, para se poder chegar à definição mais precisa de saúde, convirá esclarecer, da melhor maneira possível, o que vem a ser o estado de doença. Daí a definição de doença como sendo o conjunto de fenômenos desenvolvidos em organismos, associados a uma característica, ou série de características comuns, que diferenciam esses organismos dos normais da mesma espécie, e de maneira a situá-los em posição biologicamente desvantajosa em relação àqueles. A doença é um processo anormal no qual o funcionamento de uma pessoa está diminuído ou prejudicado em uma ou mais dimensões. É o resultado do desequilíbrio entre o homem e o meio físico, mental e social. A resposta à questão sobre o conceito de doença deverá obrigatoriamente levar em conta esse fenômeno como processo resultante de respostas a estímulos ou agentes, originários de vária s condições ambientais. Aquelas por sua vez, sujeitas à influência do patrimôni o gênico. Quando a resposta ultrapassar os limites da normalidade levará à situação de doença, com seus diversos quadros patológicos e clínicos. Sob o ponto de vista ecológico, pois, o estado de doença nada mais seria do que conseqüência de mecanismo de ad aptação. O organismo humano apresenta várias feições de natureza adaptativa que ainda não lograram atingir nível completo. Assim sendo, é de se considerar como ponderável , o papel desempenhado pelo processo de adaptação, na gênese do estado de doença ou, em termos gerais, de agravo à saúde. Em decorrência, pode -se estabelecer a definição de saúde, em termos ecológicos, e que pode ser enunciada como a perfeita e contínua adaptação do organismo ao seu ambiente. A instalação da enfermidade, como etapa da doe nça ou agravo, corresponde ao advento da sintomatologia corresponde ao quadro clínico e conseqüentemente, à sobrevinda da desabilidade funcional. Os estados de saúde e de doença decorrem da interação dos fatores: HOMEM – portador de características ineren tes ou adquiridas(hereditariedade, imunidade, nível de nutrição). Hospedeiro, que pode ser ou não, susceptível a uma doença em particular. AGENTES – Qualquer fator, interno ou externo, que por sua presença ou ausência pode levar à doença ou à indisposição. animados( vírus, bactérias, fungos), inanimados( calor, frio, tóxicos, acidentes, substâncias nocivas). Biológicos, químicos, físicos, mecânicos e psicossociais. FATORES DE RISCO – Para que a doença tenha início, são necessários fatores especiais. A patogenicidade dos agentes infecciosos irá determinar maior ou menor conseqüência para o hospedeiro. Pode tornar mais provável que uma pessoa ou um grupo contraia uma doença. História familiar do hospedeiro, idade, estilo de vida, etc. MEIO AMBIENTE – Todas as causas que contribuem para o aparecimento de uma doença estão relacionadas com o meio. (físico, biológico, sócio -cultural). O meio pode tornar a doença mais ou menos provável para uma pessoa ou grupo.
  4. 4. 13 Esses fatores estão em constante interação com a saúde e a doença. Ninguém consegue estar completamente livre de todos os agentes de doenças. Mas os mecanismos de defesa do corpo e da mente, quando se está saudável, permiti-nos resistir ou minimizar o risco de tais agentes, dependendo dos fatores ambientais e do hospedeiro. Cada fator pode ser alterado pelos outros dois fatores. HOSPITAL O termo Hospital origina-se do latim hospitiu, que quer dizer “local onde se hospedam pessoas”, em referência a estabelecimentos fundados pelo clero no séc. IV d.C., cuja finalidade era prover cuidados a doentes e oferecer abrigo a viajantes peregrinos. No decurso da historia, o hospital surgiu com a qualificação apenas de albergue, de hospedaria, onde os desprotegidos da sorte eram recolhidos, cuidados e alimentados. Não se tratava de recebê -los porque estavam doentes e neces sitavam de tratamento. Ao contrário, aqueles que requeressem tratamento mé dico, permaneceriam em suas casas onde eram visitados por profissionais d a época e lá tratados, tanto clí nica como cirurgicamente. Durante muitos anos os hospitais continuaram a desempenhar exclusivamente a função de albergue. Com o aparecimento das moléstias contagiosas e outras doenças, começou -se a pensar em isolamentos, e estes mais como defesa da sociedade. Houve então a necessidade de local mais adequado para receber pessoas acometidas de males físicos onde houvesse pessoal que pudesse proporcionar melhor assistência e tratamento. Nos dias de hoje, o hospital e definido segundo a O.M.S. como elemento de uma organização de caráter medico social, cuja função consiste em assegurar assistência médica completa, curativa e preventiva a população e cujos serviços externos se irradiam até a célula familiar considerada em seu meio; e um centro de medicina e de pesquisa biossocial. Hospital é um estabelecimento próprio para internação e tratamento de doentes ou de feridos, que deve agir com hospitalidade e benevolência (HOUAI SS, 2004). Segundo o Ministério da saúde, hospital é definido como “estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência sanitária em regime de internação a uma determinada clientela, ou de não -internação, no caso de ambulatórios e outros serviços”. “Empresa de prestação de serviços, dentro do mais profundo sentido humano, do amor e da caridade”. Segundo Mirshawaka (1994), o hospital deve ser encarado sob a forma de uma instituição dotada de planta física, equipamento e organização adequado à recepção de pacientes em regimes
  5. 5. 14 de internação como ao seu tratamento a fim de devolvê -lo à comunidade em condições satisfatória de saúde. Hospital é parte integrante de um sistema de saúde que tem a finalidade de oferecer assistência preventiva e curativa e reab ilitar o indivíduo, sua família e a comunidade. FUNÇÕES DO HOSPITAL Para sua sobrevivência e bom funcionamento, desenvolve atividades semelhantes a outras empresas: Técnicas -gerando a produção do serviço. É o próprio “fazer” na instituição. Comercial-porque as atividades são remuneradas, o serviço é cobrado do cliente. Financeiro -envolvendo entrada e saída de capital. Segurança-porque há necessidade de proteção do paciente, do pessoal que atua ou freqüenta a instituição. A segurança deve ser entendida em sentido amplo, inclusive proteção quanto às infecções hospitalares e acidentes, danos ao material e equipamentos. Contabilidade -oferecendo transparência do movimento financeiras, inclusive estatísticas de atendimentos, cuidados prestados e procedimento s adotados. Administrativas -uma vez que as atividades hospitalares necessitam serem planejadas, organizadas, coordenadas, controladas e ter um comando. Estas atividades contribuem para garantir a prestação de serviço e atender às funções do Hospital: Função preventiva: Nesta função o hospital desenvolve atividades de prevenção não só com o objetivo de ajudar o cliente, como também seus familiares. Ocorre, principalmente, por meio de orientação e controle ambulatorial. Estabelecem programas que incluem: Supervisão da gravidez normal e do parto; Supervisão do crescimento normal e do desenvolvimento da criança e do adolescente; Controle das doenças contagiosas; Prevenção das doenças de longa duração; Prevenção da invalidez física e mental; Educação sanitária; Saúde ocupacional; CCIH -Instituída em 1991, de caráter obrigatório. Função educativa: Pela educação sanitária e prática de asúde pública, centrada no paciente, na família e na comunidade, formando e aperfeiçoando profissionais de saúde e colocando em prá tica os conhecimentos teóricos e as inovações relacionadas à saúde. Campo prático para estudantes dos cursos da área de saúde e ainda, psicologia, serviço social, administração, ciências contábeis, ciências da computação, engenharia biomédica, ciências jurídicas, terapia ocupacional, engenharia sanitária, em todos os seus níveis, técnico, graduação e pós-graduação; Educação continuada dirigida à equipe que trabalha na instituição; Educação em saúde dirigida ao público em geral.
  6. 6. 15 Função restaurativa: Visa proporcionar condições para o paciente retornar ao seu meio e às suas atividades. Nesta função o hospital desenvolve atividades de: Diagnóstico - em serviço de ambulatório e internação; Tratamento de doenças-curativo e paliativo, envolvendo atividades cirúrgi cas, clínicas e especiais; Reabilitação física, mental e social; Tratamento de urgência e emergência - acidentes e doenças. Função pesquisadora: A função de pesquisa do hospital é bastante ampla, realizando pesquisas relacionadas a: Aspectos físicos, psico lógicos e sociais da saúde e da doença; Atividades hospitalares, processos de trabalho, produtos terapêuticos, procedimentos técnicos e atividades administrativas; Pesquisas acadêmicas em todas as áreas e níveis. Função curativa: Quase sempre possui um ser viço de emergência, bem como de diagnóstico e tratamento de diversas moléstias. CLASSIFICAÇÃO DOS HOSPITAIS A classificação de hospitais envolve aspectos administrativos, estrutura física, recursos humanos e o desempenho da instituição. Existe uma série de critérios para classificar os hospitais. A vantagem da classificação é permitir o estabelecimento de condições mínimas para ser autorizado o funcionamento do hospital. Especialidades: De acordo com as especialidades existentes o hospital pode ser class ificado como: Geral-Destinado a prestar assistência nas quatro especialidades médicas básicas: clínica médica, clínica cirúrgica, clínica gineco - obstétrica, clínica pediátrica. Podem ser limitadas a um grupo etário. Especializados-Capacitados a atenderem pacientes predominantemente de uma especialidade, como, por exemplo: psiquiatria, oncologia, maternidade, neurologia, etc. Atualmente a tendência é colocar os pacientes com qualquer tipo de patologia nos hospitais gerais. Número de leitos: Quanto ao número de leitos, o hospital pode ser classificado em porte: Pequeno-até 50 leitos; Médio-51 a 150 leitos; Grande - de 151 a 500 leitos; Porte especial ou extra - para os que possuem acima de 500 leitos. Resolutividade ou Nível de competência: Hospital primário - profilaxia, prevenção e clínica básica, com baixo grau de resolução de problemas de saúde.
  7. 7. 16 Hospital secundário-Geral ou especializado, com assistência nas especialidades médicas básicas. Geralmente, oferece alto grau de resolução de problemas de saúde de seus pacientes no próprio hospital. Hospital terciário - especializado ou com especialidades. Destina -se ao atendimento também em outras áreas médicas além das especialidades básicas. Propriedade: Hospital público ou oficial - Aquele que integra o patrimônio da União, estados, distrito federal e municípios; autarquias, fundações instituídas pelo poder público, empresas públicas e sociedade de economia mista (pessoa jurídica de direito privado). Hospital privado ou particular - Integra o patrimônio de uma pessoa natural ou jurídica de direito privado, não instituída pelo poder público. O hospital privado pode ter finalidades lucrativas, beneficentes ou não, filantrópicas ou mistas. Beneficentes ou não - mantidos com contribuições e doações particulares, para prestação de serviços a seus associados (revertidos na manutenção e desenvolvimento de objetivos sociais); podem prestar serviços a terceiros (SUS, convênios) Filantrópico - presta serviços para população carente, por intermédio do SUS, respeitando a legislação em vigor, não visando o lucro. No Brasil, na área hospitalar, 80% dos estabelecimentos que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) são privados e 75% da atenção ambulatorial é prestada pela rede de hospitais públicos. Tempo de permanência do paciente: Hospital de longa permanência - é aquele em que o tempo médio de permanência do paciente, em geral, ultrapassa 30 dias. Hospital de agudos ou de curta permanência -o tempo médio de permanência do paciente, em geral, não ultrapassa 30 dias. Grupo etário Hospital infantil Hospital de adultos Hospital geriátrico Edificação ou Estrutura física: Horizontais -construídos no máximo de dois andares; Verticais-hospitais construídos com mais de dois andares. E ainda: Monobloco – é o hospital cuja construção consiste em um só bloco. Pavilhonar – é o hospital construído em diversos pavilhões, que podem ou não ser ligados.
  8. 8. 17 Integram a rede hospitalar, as seguintes unidades: Hospital Unidade Sanitária - É o serviço que associa as funções de saúde públ ica e de internações; Hospital Local - Destina-se a servir a uma população igual ou superior a 20 mil habitantes; Hospital Regional - Destina-se a prestar assistência de padrão superior a do hospital local; Hospital de base - Destina-se a constituir o centro de coordenação e integração da assistência hospitalar de uma zona, devendo estar capacitado tanto para prestar assistência especializada, como para formar e aperfeiçoar pessoal da área hospitalar; Hospital de Ensino - É o hospital que apóia as atividade s práticas dos cursos da área de saúde. AMBIENTE HOSPITALAR Para que o paciente receba todos os cuidados de que necessita durante sua internação hospitalar deve haver não só o envolvimento de diversos serviços integrados, mas também equipes de profissionais competentes - corpo clínico, equipe de enfermagem, serviço de nutrição e dietética, etc. O ambiente hospitalar é considerado um local de trabalho insalubre onde pacientes e profissionais estão expostos a agressões de diversas naturezas: agentes físic os (radiações de raio X e radioativos), químicos(medicamentos e soluções) e biológicos(microrganismos). O hospital possui características próprias que o diferenciam das outras instituições. Suas áreas funcionais devem ser interdependentes e se inter -relacionarem, de forma a favorecer o funcionamento eficiente de todos os seus componentes como um todo e não se constituir de um somatório de partes desagregadas. O hospital terá maior ou menor número de seções ou setores, dependendo da sua capacidade ou do número de especialidades oferecidas. Num hospital geral de grande porte normalmente encontramos os seguintes setores: Área assistencial-centro cirúrgico, sala de recuperação pós -anestésica, unidade de internação médica, unidade de internação cirúrgica, unida de de internação pediátrica, unidade neonatológica, emergência, ambulatório (das diversas especialidades) e outros. Área de apoio assistencial - raios-X, banco de sangue, serviço social, nutrição e dietética, farmácia e outros. Área administrativa - serviços de compras, almoxarifados, compras médicas, serviços de finanças, serviços de pessoal, serviços gerais (lavanderia, limpeza), manutenção e outros. Unidade de Internação O Ministério da Saúde (1977) define como unidade de internação “o conjunto de elem entos destinados à acomodação de pacientes internados e que englobam facilidades adequadas à prestação de cuidados necessários a um bom atendimento.Dependendo da forma adotada para agrupar os pacientes ou da complexidade da assistência requerida, por númer o, tipo e qualificação de
  9. 9. 18 especialistas, suas dependências físicas podem sofrer alterações. A disposição do espaço e das instalações pode variar, de acordo com a finalidade da unidade. Num hospital as unidades são compostas por vários elementos, como: qua rtos, enfermarias ou apartamentos, posto de enfermagem e prescrição médica, sala de serviço, sala para chefia de enfermagem, sala de exames e curativos, sala de utilidades, rouparia, copa, depósito de materiais e equipamentos, sanitários para os clientes e para o pessoal de enfermagem de ambos os sexos, sala para relatório e prescrição de enfermagem médica, quarto de isolamento com sanitário e chuveiro anexo, antecâmara com lavatórios e vaso, quarto para um leito com sanitário e chuveiro anexo, quarto para dois leitos com sanitário e chuveiro anexos, enfermaria para três e no máximo seis leitos com sanitário e chuveiro anexos, refeitório e/ou sala de estar para clientes e outros. Padrões recomendados pelo Ministério da Saúde para cada elemento da unidade d e internação: Quarto - Pode ser privativo (apartamento ou suíte), semi -privativo (2 a 3 leitos) e enfermaria(4 ou mais leitos). É a dependência destinada a internar um ou dois pacientes e seu acompanhante, nunca mais de duas pessoas. Enfermaria - é o compartimento ou cômodo destinado a receber três ou mais pacientes, porém nunca mais de oito. Leito - é, por convenção, a cama colocada a disposição do paciente. Posto de Enfermagem - local destinado a enfermagem, para execução de atividades técnicas específicas e administrativas da unidade, além de ser o lugar onde são manuseados e guardados os prontuários dos clientes. Deve localizar -se na parte central da unidade de internação. Sala de serviço - destina-se a guardar e preparar a medicação, bem como do materia l utilizado na assistência do cliente. Sala de curativos - utilizada para realização de exames, curativos e a outros procedimentos executados nos clientes, principalmente para os que deambulam, pela equipe de saúde. Sala de utilidades - destinada à limpeza, desinfecção e guarda de utensílios sanitários usados no atendimento de pacientes, como: papagaio, comadres, cuba rim, bacias e outros. Pode servir também para guardar material de limpeza e roupa usada na unidade antes de recolhida para a lavanderia. Rouparia - destina-se a guarda de roupas limpas da unidade. Dependendo do tamanho da unidade de enfermagem, a rouparia pode ser desde um armário até uma sala com vários armários ou prateleiras. Copa - destina-se a distribuição das refeições, para os clientes i nternados e ao preparo eventual de dietas especiais. Sala de equipamentos - destinada a guarda de equipamento suplementar de uso na unidade de enfermagem, como macas, biombos, suportes de soro, focos de luz, cadeiras de roda e outros. Sanitário - é recomendado que cada quarto ou enfermaria tenha acesso direto a um sanitário que poderá servir simultaneamente a dois cômodos anexos, desde que sejam observados alguns critérios, quais sejam: deve ter, no mínimo, um vaso sanitário, uma pia, 1 chuveiro para cada 6 leitos. A equipe de saúde deve ter sanitário próprio (um para cada sexo) na proporção de um vaso sanitário e 1 pia para cada 10 funcionários. Recomenda ainda a previsão de lavatórios adicionais para uso freqüente.
  10. 10. 19 Refeitório e/ou sala de estar - local destinado a servir as refeições dos clientes que não necessitam permanecer no leito, podendo ser utilizado, também como sala de estar. Isolamento - setor da unidade de internação, dotado de barreira contra contaminação e destinado a acomodar paciente suspeit o ou portador de moléstia transmissível. Unidade do cliente - Espaço físico hospitalar onde o paciente permanecerá a maior parte do tempo durante seu período de internação. Composta basicamente de cama, mesa de cabeceira, cadeira, mesa de refeições e escad inha.................... A unidade, quando constituída de quartos individuais, deverá ter até 25 leitos. Quando tiver quartos com dois leitos a unidade poderá ter 32 leitos e quando for constituída de quartos e enfermarias, poderá ter até 40 leitos. Enfermarias com mais de quatro leitos, somente devem ser previstas para hospitais de grande porte. Equipe de saúde Para que o hospital atinja os objetivos de prev enção de doenças, restauração da saúde e ensino e pesquisa é necessário o envolvimento de diversos profissionais da saúde, os quais constituirão a equipe multiprofissional. Esta equipe é composta por um conjunto de profissionais de diversas áreas que, por meio de um trabalho integrado dos seus elementos e pela contribuição dos seus conhecimentos, presta assistência de saúde à população. O grupo é constituído, entre outros, por: médicos, equipe de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas, serviço de higiene, etc. Todos são importantes na equipe e um d epende do outro para alcançar o objetivo, ou seja, o bem estar do paciente/cliente. Equipe de Enfermagem A equipe de Enfermagem é constituída por enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, cujas atividades estão legalmente padronizadas na lei do ex ercício profissional, n. 7.498, de 25 de junho de 1986 e no Decreto federal n. 94.406, de 08 de junho de 1987. As atividades de Enfermagem são categorizadas conforme o nível de dificuldade e a complexidade de sua execução, e vão desde as funções mais sim ples, que exigem conhecimentos elementares, até as de maior complexidade e que necessitam de conhecimentos mais abrangentes e profundos, chegando às competências de julgamento e decisão. Em todas as atividades, cada componente da equipe deve desempenhar um papel compatível com seu nível de competência, imbuído de um espírito cooperativo e sempre
  11. 11. 20 voltado para o objeto da função da enfermagem: o paciente. ASSISTÊNCIA E CUIDADO DE ENFERMAGEM Para muitos profissionais assistência e cuidado de enfermagem, s ão sinônimos. De maneira restritiva e em alguns casos os dois termos podem ser usados com o mesmo significado, porém, de modo geral, consideramos significados distintos. Assim, assistência de enfermagem é a aplicação, pela (o) enfermeira (o), do processo d e enfermagem para prestar o conjunto de cuidados e medidas que visam atender as necessidades básicas do ser humano. Cuidado de enfermagem é a ação planejada, deliberada ou automática do profissional de enfermagem, resultante de sua percepção, observação e análise do comportamento, situação ou condição do ser humano. O cuidado de enfermagem pode implicar várias atividades, por exemplo, a higiene oral (verificar o material que o paciente possui); avaliar sua capacidade de autocuidado; observar condições da cavidade bucal; explicar o cuidado ao paciente; ensinar, se necessário, a técnica adequada de escovação; encaminhar ao odontológo; lavar o material utilizado; anotar, etc. O PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM É um agente de mudanças: através das atividades da enfermagem ele visa encontrar relações entre o homem e o ambiente, no processo vital. Visa incorporar novos conhecimentos e processo instrucional para encontrar uma maneira de ação. O profissional de enfermagem de amanhã será diferente do de hoje, e o de hoje é diferente do de anos passados. Os novos horizontes da enfermagem exigem do profissional responsabilidade de elaboração das bases científicas desta ciência em desenvolvimento. O profissional de enfermagem deve estar motivado para acompanhar os conhe cimentos e para aplicá-los, bem como para realizar investigações e pesquisas. INSTRUMENTOS BÁSICOS NA ENFERMAGEM Existem alguns instrumentos básicos que são indispensáveis ao profissional de enfermagem para que possa dar a assistência de enfermagem em q ualidade e quantidade que se espera. Esses instrumentos básicos são as habilidades, conhecimentos e atitudes indispensáveis para a execução de uma atividade. Na enfermagem estes instrumentos podem ser enumerados. Sua seqüência não significa hierarquia, pois todos têm o mesmo valor: observação, comunicação, aplicação do método científico, aplicação de princípios científicos, destreza manual, planejamento, avaliação, criatividade, trabalho em equipe, utilização dos recursos da comunidade.
  12. 12. 21 COMUNICAÇÃO E ENF ERMAGEM A comunicação é uma habilidade humana que torna possível a manifestação e exteriorização do que se passa na vida interior. Graças a essa habilidade de perceber e de comunicar, o homem enriquece o seu referencial de conhecimentos, transmite sentime ntos e pensamentos, esclarece, interage e conhece o que os demais pensam, necessitam e sentem. Antes de o homem desenvolver a linguagem falada, já expressava suas necessidades básicas, sentimentos e crenças, por meio da linguagem gestual e de expressões f aciais. A comunicação interpessoal ocorre no contexto da interação face a face. Entre os aspectos envolvidos nesse processo, estão as tentativas de compreender o outro comunicador e de se fazer compreendido. Por isso, não existe comunicação totalmente ob jetiva. Ela se faz entre pessoas, e calda pessoa é um mundo à parte com seu subjetivismo, suas experiências, sua cultura, seus valores, seus interesses e suas expectativas. Ouvimos e vemos conforme a nossa percepção. Assim, um indivíduo não pode não se co municar. Parar ou mover -se, calar ou falar, dentro de um contexto, possui valor de mensagem, ou seja, têm significado. Podemos dizer, então, que comunicar é o processo de transmitir e receber mensagens. A valorização e o aperfeiçoamento da habilidade de comunicar-se assumem proporções cada vez mais relevantes, pois seu cultivo e utilização são indispensáveis para a execução de qualquer ação, por mínima que seja e por mais elementar que possa parecer. A comunicação enquanto processo, mobiliza todas as açõe s humanas, constituindo-se em fundamento à organização e ao funcionamento de todos os grupos sociais. Comunicar significa tornar comum a uma ou mais pessoas uma determinada informação ou um conjunto de dados com um significado que reduz a incerteza ou au menta o conhecimento acerca de alguma coisa. Por outro lado, o ato de comunicar não deve ser visto apenas como um processo de transmissão e entendimento de informações, mas, também, como uma maneira de possibilitar o entendimento entre as pessoas, essencia l para exercer influência sobre os indivíduos e grupos a apresentarem determinados comportamentos. Tais assertivas nos permitem afirmar que "ninguém faz enfermagem, nem como arte, nem como ciência sem ser capaz de comunicar -se eficientemente". A comunicaç ão apresenta um papel de destaque nos instrumentos básicos da enfermagem. Por intermédio da comunicação é que são sustentados os relacionamentos interpessoais, aplicáveis tanto em relação à interação social que se estabelece entre amigos, como em relação aos vínculos profissionais que o profissional de enfermagem estabelece com o paciente/cliente, com o público, com outros profissionais e com os elementos da própria equipe de enfermagem. Sendo a comunicação um meio de relacionar -se com pessoas e elemento e ssencial constitutivo do papel da enfermagem, compete ao profissional de enfermagem desenvolver proficiência nesta técnica muitas vezes pouco explorada, mas tão importante, quanto os outros procedimentos constitutivos de sua formação profissional. Comunicar-se com o paciente/cliente, comunicar -se com os demais elementos que compõem o universo do ambiente terapêutico são condições indispensáveis ao processo de resolução de
  13. 13. 22 problemas específicos do paciente/cliente, agindo de acordo com o que ele precisa, co rrespondendo às suas reais necessidades como pessoa. O processo de comunicação permite que as ações não sejam executadas de forma indiscriminada, casual e arbitrária, mas sim de forma específica, com vistas ao atendimento das necessidades individuais. O SER HUMANO DOENTE O Ser humano é o objetivo de todo cuidado de enfermagem.”Enfermagem é gente que cuida de gente” (Wanda A. Horta). O termo paciente deriva do latim e significa sofrer, e é utilizado para descrever o ser humano que recebe cuidado. A con otação associada à palavra é de alguém dependente de alguma coisa, por esta razão, utiliza -se também o termo cliente, que também deriva do latim e significa inclinar. É necessário lembrar que o paciente ou cliente é uma pessoa, com passado, presente e futuro, membro de uma família e cidadão de uma comunidade. Tem personalidade própria, medos, angústias e preocupações, e pelo fato de estar doente, encontra -se emocionalmente mais fragilizado. Uma das mais importantes funções da Enfermagem na oferta de atençã o à saúde é identificar as necessidades imediatas do paciente e tomar medidas para aliviá -las. O paciente é o elemento principal de qualquer instituição de saúde. Considera -se paciente todo o individuo submetido a tratamento, controle especiais, exames e observações médicas. O paciente procura o hospital quando atingido pela doença, cria nele angústia, inquietação, que leva a exagerar o poder e conhecimento sobre os profissionais que o socorrem, muitas vezes torna-se difícil o tratamento do doente, origi nando problemas de relacionamento (paciente / pessoal). A doença trás para o paciente, graves conseqüências como: Choque emocional, Ameaça do equilíbrio psicológico do paciente, Rompimento das defesas pessoais, Leva a pedir proteção e cuidados, Obriga ao abandono das atividades normais, Ao recolhimento ao leito, Ao afastamento da comunidade. O paciente ao ser admitido no hospital espera do medico e da enfermagem, uma explicação, uma palavra de conforto em relação ao seu estado de saúde. Se isto não aco ntece, o seu quadro psicológico pode ser agravado, levando -o a se tornar submisso e despersonalizado, ou então agressivo. Durante a permanência do paciente em tratamento, suas necessidades básicas deverão ser atendidas de forma adequada. “Assistir” em Enfermagem é fazer pelo ser humano tudo aquilo que ele não pode fazer por si mesmo: ajudá-lo ou auxiliá-lo quando parcialmente impossibilitado de cuidar de si mesmo, orientá -lo, ensiná-lo e encaminhá-lo a outros profissionais.
  14. 14. 23 Todos os membros da equipe de saúde devem estimular a participação do cliente ou paciente no seu tratamento, e zelar para que a assistência seja a mais individualizada possível. Além do respeito aos direitos éticos e legais, devemos valorizar a pessoa que está sob nosso cuidado, dando-lhe o máximo de nossa atenção, respeito e carinho. DIREITOS DO PACIENTE Adaptado da Cartilha dos direitos do paciente, publicada pela Secretaria de Saúde de São Paulo (1996) A pessoa hospitalizada tem o direito: A atendimento humano, atencioso e respei toso por parte de todos os profissionais de saúde. Tem direito a um local digno e adequado para o seu atendimento. A ser identificado pelo nome e sobrenome. Não deve ser chamado pelo nome da doença ou agravo a saúde, ou ainda, de forma genérica ou quaisque r outras formas impróprias, desrespeitosas ou preconceituosas. A receber dos profissionais, auxílio imediato e oportuno para a melhoria de seu conforto e bem-estar. A identificar o profissional por crachá, preenchido com nome completo, função e cargo. A consultas marcadas, antecipadamente, de forma que o tempo de espera não ultrapasse a 30 minutos. De exigir que todo o material utilizado seja rigorosamente esterilizado, ou descartável e manipulado segundo normas de higiene e prevenção. De receber explicações claras sobre o exame que vai ser submetido ou para qual finalidade irá ser coletado material. A informações claras, simples e compreensivas, adaptadas à sua condição cultural, sobre as ações diagnósticas e terapêuticas, o que pode decorrer delas, a duraç ão do tratamento, a localização de sua patologia, se existe necessidade de anestesia, qual o instrumental a ser utilizado e quais regiões do corpo serão afetadas pelos procedimentos. A ser esclarecido se o tratamento ou diagnóstico é experimental ou faz pa rte de pesquisa, e se os benefícios a serem obtidos são proporcionais aos riscos e se existe probabilidade de alteração das condições de dor, sofrimento e desenvolvimento da sua patologia. A consentir ou recusar ser submetido à experimentação ou pesquisas. No caso de impossibilidade de expressar sua vontade, o consentimento deve ser dado por escrito por seus familiares ou responsáveis. A consentir ou recusar procedimentos, diagnósticos ou terapêuticas a serem nele realizados. Deve consentir de forma livre, voluntária, esclarecida com adequada informação. Quando ocorrerem alterações significantes no estado de saúde inicial ou da causa pela qual o consentimento foi dado, este deverá ser renovado. De revogar o consentimento anterior, a qualquer instante, por de cisão livre, consciente e esclarecida, sem que lhe sejam imputadas sanções morais ou legais.
  15. 15. 24 De ter seu prontuário elaborado de forma legível e de consultá -lo a qualquer momento. Este prontuário deve conter o conjunto de documentos padronizados do históric o do paciente, princípio e evolução da doença, raciocínio clínico, exames, conduta terapêuticas e demais relatórios e anotações clínicas. A ter seu diagnóstico e tratamento por escrito, identificado com o nome do profissional de saúde e seu registro no res pectivo conselho profissional, de forma clara e legível. De receber medicamentos e contar com equipamentos de boa qualidade. De receber os medicamentos e contar com equipamento de boa qualidade. De receber os medicamentos acompanhados de bula impressa de f orma compreensível e clara, e com data de fabricação e prazo de validade. De receber as receitas com o nome genérico do medicamento(Lei do genérico), e não em código, datilografadas ou em letras de forma, ou com caligrafia perfeitamente legível, e com assinatura e carimbo contendo o número do registro do respectivo conselho profissional. De conhecer a procedência e verificar antes de receber sangue ou hemoderivados para a transfusão, se o mesmo contém carimbo nas bolsas de sangue atestando as sorologias efetuadas e sua validade. No caso de estar inconsciente, de ter anotado em seu prontuário, medicação, sangue ou hemoderivados, com dados sobre a origem, tipo e prazo de validade. De saber com segurança e antecipadamente, através de testes e exames, que não é diabético, portador de algum tipo de anemia, ou alérgico a determinados medicamentos (anestésicos, penicilina, sulfas, soro antitetânico, etc.) antes de lhe serem administrados. A sua segurança e integridade física nos estabelecimentos de saúde, públicos o u privados. De ter acesso às contas detalhadas referentes às despesas de seu tratamento, exames, medicação, internação e outros procedimentos médicos. De não sofrer discriminação nos serviços de saúde por ser portador de qualquer tipo de patologia, principalmente no caso de ser portador do HIV/AIDS ou doenças infecto contagiosas. De ter seus segredos resguardados, através da manutenção do sigilo profissional, desde que não acarrete riscos a terceiros ou à saúde pública. Os segredos do paciente correspondem a tudo aquilo que, mesmo desconhecido pelo próprio cliente, possa, o profissional de saúde, ter acesso e compreender através das informações obtidas no histórico do paciente, exame físico, exames laboratoriais e radiológicos. A manter sua privacidade para satisfazer suas necessidades fisiológicas, inclusive alimentação adequada e higiênica, quer quando atendido no leito, ou no ambiente onde está internado ou aguardando atendimento. A acompanhante, se desejar, tanto nas consultas, como nas internações. As vi sitas de parentes e amigos devem ser disciplinadas, para não comprometer as atividades assistenciais. Em caso de parto, a parturiente poderá solicitar a presença do pai. De exigir que a maternidade, além dos próprios profissionais comumente necessários, mantenha a presença de um neonatologista, por ocasião do parto.
  16. 16. 25 De exigir que a maternidade realize o teste do pezinho para detectar a fenilcetonúria nos recém-nascidos. À indenização pecuniária no caso de qualquer complicação em suas condições de saúde motivadas por imprudência, negligência ou imperícia dos profissionais de saúde. À assistência adequada, mesmo em períodos festivos, feriados ou durante greves profissionais. De receber ou recusar assistência moral, psicológica, social e religiosa. A uma morte digna e serena, podendo optar ele próprio (desde que lúcido), a família ou responsável, por local ou acompanhamento e ainda se quer ou não o uso de tratamentos dolorosos e extraordinários para prolongar a vida. À dignidade e respeito, mesmo após a morte. O s familiares ou responsáveis devem ser avisados imediatamente após o óbito. De não ter nenhum órgão retirado de seu corpo sem sua prévia aprovação. A órgão jurídico de direito específico da saúde, sem ônus e de fácil acesso. RELACIONAMENTO ENFERMAGEM / P ACIENTE A Enfermagem conduz à compreensão de homem e vai ao encontro das suas necessidades básicas, tanto na saúde como na doença. Destina-se a auxiliar o indivíduo a alcançar e manter a saúde, necessitando para isso, ter preparo científico aliado a hab ilidades e atitudes adequadas. Sendo seu objetivo principal a prestação de assistência, a essência da Enfermagem é a interação efetiva profissional -paciente. A interação corresponde a um relacionamento profissional baseado na confiança e no respeito e ne cessita que o Enfermeiro possua habilidade de comunicação. Para uma boa comunicação com o paciente, faz -se necessário desenvolver empatia, respeito e confiança. Para um bom relacionamento entre enfermagem e paciente, é necessário que o pessoal de Enfermagem seja consciente de suas obrigações, a fim de tornar o paciente emocionalmente seguro e tranqüilo, devendo ainda conhecer as necessidades dele e estar habilitado a satisfazê -las. NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS Toda ciência deve determinar seu ente concr eto, descrevê-lo, explicá-lo e predizer sobre ele. Na ciência de enfermagem considera -se ente concreto a necessidade humana básica - que faz parte de um ser: o ser humano. Há inúmeros conceitos de necessidades humanas básicas, mas nenhum deles satisfaz plenamente, no entanto, é possível estabelecer bases fundamentais para futuras indagações, abordagens e reformulações. São estados de tensões, conscientes ou inconscientes, r esultantes dos desequilíbrios hemodinâmicos dos fenômenos vitais. Este conceito to rnar-se-á mais claro ao estudarmos as características das próprias necessidades. Em estados de equilíbrio dinâmico, as necessidades não
  17. 17. 26 se manifestam, porém estão latentes e surgem com maior ou menor intensidade, dependendo do desequilíbrio instalado. São aquelas condições ou situações que o indivíduo, família e comunidade apresentam decorrentes do desequilíbrio de suas necessidades básicas que exijam uma resolução, podendo ser aparentes, conscientes, verbalizadas ou não. Embora cada pessoa tenha suas próp rias necessidades, podemos entender como necessidades básicas tudo que é essencial, indispensável: uma exigência ou uma carência, consideradas pertinentes a todas as pessoas como: comida, água, segurança e amor. A extensão em que elas são supridas é o fato r principal para determinação do nível de saúde. Necessidades fisiológicas: São as de maior prioridade. Um indivíduo que tem várias necessidades não supridas, geralmente busca, em primeiro lugar, suprir suas necessidades fisiológicas. Os seres humanos têm oito necessidades fisiológicas: oxigênio, líquido, nutrição, temperatura, excreção, abrigo, repouso e sexo. Necessidade de Segurança e Proteção: Físicas e psicológicas. Necessidade de Amor e de pertinência: As pessoas geralmente precisam sentir -se amadas pelos membros da família e aceitas pelos seus próximos e pela comunidade. Necessidades de Estima e de Auto -estima: As pessoas precisam de reconhecimento ou apreciação por parte dos demais. Necessidade de realização pessoal. Segundo MASLOW, um indivíduo só passa a procurar satisfazer as do nível seguinte após um mínimo de satisfação das anteriores. O mínimo referido ainda não foi determinado, mas o próprio autor reconhece que tal sistemática não é rígida, variando também em alguns indivíduos. Um conceito fundamental de MASLOW é de que nunca há satisfação completa ou permanente de uma necessidade, pois se houvesse, conforme a teoria estabelece, não haveria mais motivação individual. PROBLEMAS DE ENFERMAGEM São situações ou condições decorrentes dos desequil íbrios das necessidades básicas do indivíduo, família e comunidade, e que exigem do profissional de enfermagem sua assistência profissional. As necessidades são universais, portanto comuns a todos os seres humanos. O que varia de um indivíduo para outro é a sua manifestação e a maneira de satisfazê -la ou atendê-la. Inúmeros fatores interferem na manifestação e atendimento, entre eles podem -se citar: individualidade, idade, sexo, cultura, escolaridade, fatores sócio -econômicos, o ciclo saúdeenfermidade, o ambiente físico. Prefere-se utilizar na enfermagem a denominação de JOÃO MOHANA: necessidades de nível psicobiológico, psicossocial e psicoespiritual. Os dois primeiros níveis são comuns a todos os seres vivos nos diversos aspectos de sua complexidade or gânica, mas o terceiro nível, por enquanto e dentro dos conhecimentos atuais, é característica única do homem. Todas estas necessidades estão intimamente inter -relacionadas, uma vez que fazem parte de um todo, o ser humano. É fundamental que se integre o conceito holístico do homem, ele é um todo indivisível, não é soma de suas partes.
  18. 18. 27 Nos estudos já realizados pode -se perceber a inter-relação mais estreita entre algumas necessidades e o distanciamento de outras, mas em maior ou menor intensidade todas el as sofrem alterações quando qualquer uma se manifesta, seja por desequilíbrio causado por falta ou excesso de atendimento. A ARTE DE ENTREVISTAR Objetivo da Entrevista Buscar todas as informações básicas pertinentes à pessoa do paciente, descobrir quai s as suas necessidades básicas afetadas e como ele se adapta ao contínum saúde -doença. ASPECTOS POSITIVOS A SEREM ATENDIDOS: Permitir ao paciente contar sua história com suas próprias palavras; Prestar atenção aos movimentos corporais e expressões faciais ; Ouvir sem interrupções; Respeitar o paciente; Cuidar da própria aparência; Prestar atenção ao tom da voz; Assumir uma postura de interesse. ASPECTOS NEGATIVOS A SEREM EVITADOS: Demonstrar falta de tempo para ouvir o paciente; Aparentar desinteresse pelo paciente; Incapacidade de informar corretamente o paciente. Condução da Entrevista É imprescindível que o ambiente seja bem iluminado e ofereça privacidade. O técnico de enfermagem deve sentar-se numa cadeira, em posição de interesse. Não é aconselháve l distanciarse do paciente menos 90 cm ou mais de 1,5 m. deve -se permitir que o paciente escolha a melhor posição no leito. Adie a entrevista se o paciente estiver fazendo uma refeição ou usando a comadre. Início da entrevista Cumprimentar o paciente pel o nome, olhar nos seus olhos, apertar sua mão com firmeza e sorrir. Ex: Sr. Paulo, eu me chamo Carla, sou estudante de enfermagem e estou aqui para saber como o senhor está se sentindo e também para examiná -lo. Podemos conversar agora? Expressões como vovô, querida, tia, devem ser evitadas. Evite cruzar os braços pois isto pode interferir no progresso da entrevista. O segredo da entrevista está na arte do questionamento. As perguntas devem ser, preferencialmente abertas. Ex: Qual o problema que o trouxe ao hospital? Como era a sua saúde antes dessa doença? O Senhor Pode descrever como e onde é esta dor?
  19. 19. 28 Podem ser questões diretas, sem que influenciem a resposta, e atentando para as seguintes dimensões: LOCALIZAÇÃO CORPORAL – Onde dói? Onde o Senhor Sente d ormente? CARÁTER – Com que a dor se parece? O que o Senhor Quer dizer com uma agonia? Dor perfurante? QUANTIDADE – O que o Senhor Quer dizer com muito?Em que essa dor interfere no seu trabalho? CRONOLOGIA – Quando o Senhor Observou o problema pela primeira vez? Quanto tempo durou? O que aconteceu depois? O Senhor Observa que a dor aumenta com alguma coisa? PERÍODO – Ocorre em repouso? O que faz a dor aparecer? FATORES AGRAVANTES – O que parece produzir a dor?Há algo que piore a dor? FATORES PALIATIVOS – O que o Senhor Faz para melhorar a dor? Ficar em repouso diminui a dor? FATORES ASSOCIADOS – O Senhor Tem mais algum sintoma além da dor? Antes do início da dor, o Senhor Percebe algum sintoma estranho? Deve-se evitar perguntas que induzam a resposta, do tip o SIM ou NÂO. Ex: Quando sente dor no tórax, também sente doer o braço? Evitar perguntas que impliquem em acusação. Ex: Porque não tomou o medicamento? Porque não me chamou logo? Usar perguntas múltiplas é contra -indicado, pois confunde o paciente. Ex: Quantos irmãos vc têm e algum deles já teve asma, bronquite ou pneumonia? Evitar perguntas em termos técnicos. Ex: O Senhor tem Hipertensão arterial? Alguém na sua família tem Síndrome de Down? Como está a sua diurese? Suas eliminações intestinais, como estão? A narrativa – Encoraje o paciente com frases do tipo: Gostaria de ouvir a sua história. À medida que o paciente se expressa, introduza perguntas relacionadas à história clínica, doença atual, doenças prévias, história social e educacional e revisão de sistemas. Selecione aspectos importantes para melhor explorar com mais detalhes, orientando a conversa neste sentido. O Fechamento – Antes da conclusão da entrevista, o técnico de enfermagem deve fechar as perguntas mais importantes que foram discutidas. N este momento já se deve ter uma noção clara sobre os motivos que levaram o paciente a buscar ajuda, a história da sua doença atual, sua história pregressa, sua condição sócio -econômica.Fale para o paciente o quanto à história dele foi útil e avise que fará algumas anotações. Este também é o momento para esclarecer qualquer parte da história sobre a qual ainda paire dúvida. Encoraje o paciente a fazer perguntas acerca de outros problemas com perguntas do tipo: O Senhor Gostaria de fazer alguma pergunta? Geralmente este não tem mais nada a perguntar, mas dá-lhe a impressão de que “o dito final” lhe pertence. Agradeça -lhe pela atenção e colaboração e avise-lhe que dará início ao exame físico.
  20. 20. 29 ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM São anotações ou registros realizados p elos integrantes da equipe de Enfermagem, sobre todas as ocorrências e todos os cuidados prestados ao paciente. Cada anotação deve vir acompanhada da assinatura e do número do registro no COREn(Conselho Regional de Enfermagem) do profissional que a realizo u. O registro representa a comunicação escrita dos fatos essenciais, de forma a manter uma história contínua dos acontecimentos ocorridos durante um período de tempo. O relatório é a comunicação da informação a outra pessoa e pode ser escrito ou verbal. As anotações ou registros de Enfermagem devem ser escritos no prontuário do paciente de maneira completa, clara e precisa, abordando os aspectos “biopsicosocio -espirituais”. Um fator que ajuda o profissional de Enfermagem a fazer anotações corretas e compl etas é o fato criar oportunidade para o paciente falar, e saber ouvi -lo. A pessoal da equipe de Enfermagem é, na maioria das vezes, o primeiro a observar sinais e sintomas que podem ajudar no diagnóstico, ou colaborar com o tratamento ou com o planejament o de ações curativas ou preventivas em favor do paciente. Assim, o importante não é só “notar”, mas também anotar as observações. As anotações de Enfermagem são importantes por vários motivos: Oferecem dados para as pesquisas na área de saúde; Revelam como o paciente está evoluindo em seu tratamento; Fornecem informações para outros profissionais de saúde que também tratam do paciente; Contribuem para identificação e resolução de problemas do paciente; Oferecem subsídios para a avaliação da qualidade da as sistência que é prestada ao paciente; Oferecem dados para o setor de contabilidade e de estatística; Em circunstâncias ético-legais, as anotações oferecem respaldo a quem executa o procedimento. Desse modo, a ausência de anotações, ou mesmo a existência d e anotações incompletas podem prejudicar tanto o paciente, quanto a equipe de Enfermagem, os trabalhos dos pesquisadores e à própria pessoa que prestou o cuidado. As anotações devem ser feitas logo após a observação de alguma intercorrência ou prestação de cuidados e deve constar data e hora em que foi observado a ocorrência ou prestado o cuidado. No preenchimento dos impressos, os dados devem ser precisos, sintéticos e escritos com letra que possa ser reconhecida por todos. RELATÓRIOS E REGISTROS Como registrar
  21. 21. 30 Existem seis diretrizes úteis que devem ser seguidas para se certificar de que as informações relacionadas aos cuidados de um paciente sejam comunicadas corretas e integralmente: Precisão – os fatos devem ser anotados com precisão e veracidade. A omissão de dados ou registro é tão inexata quanto um registro incorreto. Concisão – forneça as informações corretas e essenciais em um relatório. Toda anotação deve ser objetiva e completa. Eficácia – Informações completas sobre os pacientes. Atualização – a demora no registro de informações pode resultar em omissões graves e atrasos no fornecimento de cuidado ao paciente. Organização – comunique todas as informações em um formato ou ordem lógica. Confidencialidade – o profissional deve manter confidenci alidade de qualquer informação relacionada à doença e ao tratamento de um paciente. Quando registrar: A anotação deve ser feita logo após a ocorrência ou prestação de cuidados. O profissional não deverá confiar na memória, para correr o risco da informação ser esquecida. Quem registra: Cada pessoa deve anotar o que fez e o que observou. O que registrar: Todas as ocorrências relacionadas ao paciente e aos cuidados a ele prestados. DIRETRIZES/CUIDADOS IMPORTANTES NA ELABORAÇÃO DE REGISTROS Se um erro for cometido durante o registro, o profissional de enfermagem não deve apagá -lo ou rasurá-lo. Deve-se riscar o registro com uma única linha, escrever a palavra erro, digo ou sem efeito, entre parênteses correto. e assinar ou colocar suas iniciais. A seguir fazer o regi stro Ex: Administrei 50 erro G.L. 75mg de Demerol IM no glúteo médio direito para dor abdominal. Registros ou alterações de dados registrados criam suspeitas de que alguém tentou deliberadamente encobrir informações. Não deixe espaços em branco em uma anotação. Qualquer pessoa poderá adicionar informações incorretas nesse espaço. Não pular linhas entre uma anotação e outra e não deixar espaço entre a anotação e a sassinatutra. Sobrando espaço, preencher a lacuna com traço contínuo. Ex: Paciente apresentou pico hipertensivo às 14 horas (PA -220x120 mmHg), sendo medicado CPM.__________________ Lígia -COREN 1728 Registrar apenas os fatos. O profissional só deverá registrar o fato que observou/presenciou. As anotações feitas em um prontuário dev em ser legíveis e escritas à tinta. Um registro ilegível pode facilmente ser mal -interpretado, conduzindo ao erro. Durante o período diurno(07:00 às 19:00hs) as anotações devem ser feitas em tinta azul, e no período noturno(19:00 às 07:00hs) em tinta verme lha. Sempre registre por vc mesmo e nunca por uma outra pessoa. O profissional tem responsabilidade pela informação registrada no prontuário. Deve constar data e hora em que foi observada a ocorrência ou prestado o cuidado.
  22. 22. 31 Utilizar o termo SIC (segundo in formação colhida) para informações coletadas dos acompanhantes e afins. Cada anotação deve vir acompanhada da assinatura e do número do registro no COREn(Conselho Regional de Enfermagem) do profissional que a realizou. ANOTAÇÕES DE EVOLUÇÃO Durante a assistência, são feitas anotações no prontuário, descrevendo a evolução do paciente. Anotações narrativas fornecem uma visão completa sobre a evolução do paciente. Todos os membros da equipe de saúde contribuem para esses registros. PRONTUÁRIO DO PACIENTE Embora geralmente denominado "prontuário médico", podemos também considerar o termo prontuário do paciente, por ser o mesmo, o conjunto de documentos e informações referentes a um paciente e sua doença. Com todo acerto LACASSAGNE definiu o prontuário como sendo: "uma segurança para os médicos cultos e conscientes, uma ameaça constante para os audazes sem escrúpulos, os ignorantes incorrigíveis e ao mesmo tempo uma barreira intransponível contra as reclamações e os caprichos dos clientes descontentes". O prontuário hoje, em muitos casos, se reduz a apontamentos sobre a história da doença, alguns dados sociais do paciente, ou pouco mais que isso. O prontuário completo, com identificação pessoal, anamnese, diagnóstico, prescrição médica, evolução, gráficos, TP R e PA e relatório e enfermagem continuam sendo raridade. As informações do paciente, geradas durante seu internamento, constituirão o documento chamado de prontuário médico que, segundo o Conselho Federal de Medicina (Resolução nº 1.331/89), consiste em um conjunto de documentos padronizados e ordenados, provenientes de várias fontes, destinado ao registro dos cuidados profissionais prestados ao paciente. “É um conjunto de documentos que contém informações do cliente sobre seu processo saúde-doença e que possibilita análise estatística” (EACHERN). “Um documento constituído de formulários padronizados destinados ao registro da assistência prestada ao cliente” (Ministério da Saúde) Deve-se agregar: história da doença, antecedentes pessoais e familiares, e xame físico, diagnóstico, evolução clínica, descrição da cirurgia, ficha de anestesia, prescrição médica e de enfermagem, exames complementares de diagnóstico, formulários e gráficos. O prontuário completo é aquele que inclui: Dados sociais, dados médicos e dados de enfermagem. Nº de identificação do prontuário; Dados de identificação pessoal do paciente; situação familiar e social e termo de responsabilidade. Data do ingresso; Antecedentes pessoais e familiares, história de doença atual e exame físico (an amnese);
  23. 23. 32 Diagnóstico provisório e final; Tratamento médico e/ou cirúrgico; Exames complementares de diagnóstico; evolução da doença; Relatórios (médicos, de enfermagem e de toda a equipe de saúde); Gráfico de temperatura, pulso e respiração (TPR) e pressão arterial; Resultado final; Resumo. UTILIDADE DO PRONTUÁRIO Sua finalidade é reunir informações de todos os profissionais do hospital que atendem o paciente, proporcionando comunicação entre todos os serviços; proporcionar continuidade ao atendimento; fornecer informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento do paciente; e oferecer dados para estudos, pesquisa e arquivo. Considera-se o prontuário como o “pulso do hospital”. O hospital sem prontuário é como “relógio sem ponteiros”. É de grande valor para: O paciente; O médico; O ensino e a pesquisa; A equipe de saúde; A defesa e a proteção de todos. O PRONTUÁRIO DO PACIENTE E O SIGILO PROFISSIONAL Na relação médico-paciente chega-se ao conhecimento de fatos que atingem a esfera do sigilo. Toda a informação prestada pelo paciente ao médico é tacitamente suposta sigilosa. O relacionamento médico-paciente envolve aspectos médicos, éticos e jurídicos. Desta forma o prontuário do paciente estabelece um relacionamento entre medicina e direito. Os Có digos Civil e Penal, bem como os Códigos de Ética das diferentes profissões, tratam amplamente do assunto. O primeiro a ilustrar a arte médica, Hipócrates, já sentindo a importância e o valor humano do segredo profissional, o transformou em juramento, hon rado e perpetuado através dos séculos por quantos se dedicam a "divina obra de aliviar as dores". "Juro...que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, o que tiver visto ou ouvido, que não seja necessário revelar, conserva rei com segredo. Se eu cumprir esse juramento com fidelidade, goze eu a minha vida e a minha arte, toda a reputação entre os homens para sempre; se dele me afastar ou infringir, suceda -me o contrário". ROTINAS DE ENFERMAGEM
  24. 24. 33 A assistência ao paciente ho spitalizado, desde a admissão até sua alta, transferência ou óbito, faz parte das funções da equipe de Enfermagem, que deve ter preparo especial para desempenhar bem o seu trabalho. INTERNAMENTO OU ADMISSÃO HOSPITALAR A internação é a admissão do pacient e para ocupar um leito hospitalar por 24 horas ou mais. O internamento é feito sob três circunstâncias: Emergência, Urgência e eletivas. O paciente ao ser admitido, deve ser bem recebido no hospital e a interação entre o paciente e a equipe de enfermagem revestida de cordialidade e atenção. Sua primeira impressão irá inspirar -lhe confiança no tratamento e na equipe de saúde, o que contribuirá para que sua recuperação seja mais rápida. A maneira de receber um paciente depende das rotinas de cada instituiçã o.Os funcionários do hospital devem estar atentos para: Recepcionar o paciente, acompanhá -lo a enfermaria. Orientar o paciente em relação às rotinas do hospital quanto: ao local e horário do banho, às refeições, à visita médica e de familiares, ao repouso, à recreação; aos serviços religiosos, ao fumo, ao uso de campainha e às instalações sanitárias; Arrolar roupas e valores; Apresentar o paciente à equipe de enfermagem e ao companheiro de quarto ou de enfermaria; Encaminhá-lo ao banho e fornecer-lhe material necessário; Preparar o material e identificá -lo; Pesar o paciente, medi-lo e anotar os resultados no relatório; Colocar o paciente no leito e verificar a temperatura; Registrar no relatório a hora de entrada do paciente, seus sintomas e suas queixas; Comunicar à nutrição sobre a dieta e iniciar o tratamento prescrito; Reunir o material e levá-lo a unidade RELATÓRIO NA MUDANÇA DE TURNO (PASSAGEM DE PLANTÃO) Ao final de cada turno, o profissional de Enfermagem faz um relatório sobre os pacientes a ele designados, para seu substituto no turno seguinte. O objetivo principal deste relatório é fornecer continuidade ao tratamento. Um relatório completo é importante para estabelecer a responsabilidade do profissional frente ao paciente. Os relatórios na mudança de turno são fornecidos pessoalmente, de modo verbal, o que permite que os profissionais obtenham imediatamente os dados sobre o paciente. Esse relatório pode ser passado em uma sala de reuniões ou durante as “rondas” dos enfermeiros. Nessas ocasiões os profissionais visitam todos os pacientes para rever suas condições enquanto o relatório é feito. O relatório deve ser rápido e eficaz. Num hospital, o relatório é geralmente feito na mesma ordem do nº do quarto ou enfermaria do paciente, pois uma seqüênc ia organizada permite a cada
  25. 25. 34 profissional prever o curso e a direção do relatório. O profissional fornece todas as informações sobre o motivo da internação e a evolução do paciente durante o seu turno (plantão). O relatório na mudança de turno inclui as seguintes informações de cada paciente: Nome do paciente, idade e sexo; Nome do médico; Diagnóstico médico; Diagnóstico ou problemas de enfermagem; Descrição geral das condições fisiológicas e psicológicas do paciente; Testes, procedimentos ou cirurgia pro gramada; Novas terapias determinadas, tais como medicamentos ou líquidos endovenosos; Restrição de atividades e de alimentação; Medicamentos de importância e seus efeitos; Reação do paciente a medidas e tratamentos da assistência de enfermagem; Plano de orientação; Previsão de alta hospitalar; Informações significativas relacionadas aos membros da família. É especialmente importante relatar quaisquer alterações recentes ou situações prioritárias relacionadas às condições do paciente. A informação do relató rio é a base para se determinar as condições do paciente, seu nível de evolução e suas necessidades de cuidados. Deve-se sempre ter em mente que um plantão é a continuidade do outro. O código de ética do profissional da enfermagem, na Resolução COFEN 16 0, cap. IV – dos deveres, em seu art. 25 – reza que é dever do profissional de enfermagem garantir a continuidade da assistência de enfermagem e em seu cap. V – das proibições, no art. 43 reza que é proibido abandonar o cliente, em meio a tratamento, sem g arantia de continuidade da assistência. Portanto, um profissional só poderá deixar seu posto quando o seu colega o assumir, devendo este chegar pelo menos com 15 minutos de antecedência. ALTA HOSPITALAR Significa a saída do paciente do hospital, que deve ser por escrito, na papeleta do paciente e assinada pelo médico. Tipos de alta: Alta hospitalar ou melhorada – dada pelo médico quando o paciente está em condições de deixar o hospital; Alta a pedido – o paciente deseja ir embora sem a permissão médica e assina o termo de responsabilidade, isentando o médico e o hospital de qualquer responsabilidade que possa ocasionar complicações pela sua saída; Alta condicional – concedida ao paciente em ocasiões especiais, com a condição do mesmo retornar na data estabelecida(ex.: natal);
  26. 26. 35 Alta por indisciplina – quando o comportamento do paciente é incompatível com todos os princípios de disciplina e ordens médicas e de enfermagem. A Enfermagem deve: Avisar ao paciente com antecedência; Verificar a assinatura do médi co na folha de alta; Avisar a família, a tesouraria e ao serviço de nutrição; Reunir os objetos pertencentes ao paciente e providenciar sua roupa; Orientar a paciente e/ou familiares sobre: prescrição médica, exames de laboratório e retorno ao hospital; Providenciar os medicamentos necessários; Anotar no relatório e na folha de evolução as condições do paciente e as anotações feitas no momento da alta; Acompanhar o paciente à rouparia; Devolver a documentação a secretaria. TRANSFERÊNCIA Consiste na mudança do paciente de clínica, quarto, unidade do hospital, para continuar o tratamento sob a responsabilidade dele mesmo, da família, médico particular ou outra unidade ou instituição. A transferência ocorre nas seguintes situações: solicitação médica ou da e nfermagem, quando há necessidade de tratamento específico, a pedido do próprio paciente, a pedido da família ou da administração, por necessidade de vaga ou por falta de tratamento especializado no hospital. A transferência de paciente segue os mesmos pass os da alta. A unidade para onde o paciente será transferido deve ser avisada com antecedência para ser preparada a fim de receber o paciente. O prontuário deve estar completo e ser entregue à enfermeira da outra unidade e o paciente deve ser transportado de acordo com suas condições. ÓBITO O paciente em estágio final deve receber todos os cuidados necessários de modo a lhe proporcionar segurança e conforto até os momentos finais de vida. Após constatação médica do óbito, o corpo deve ser preparado, co nforme técnicas específicas, observando-se o seguinte: Anotar no prontuário a hora da morte; Identificar o corpo; Prepara os pertences do paciente e entregar aos familiares; Encaminhar o corpo para o necrotério; Providenciar declaração de óbito e orientar a família quanto ao atestado de óbito, segundo rotina do hospital; Verificar a assinatura do médico na folha de alta;
  27. 27. 36 Avisar a família, a tesouraria e ao serviço de nutrição; Devolver a documentação à secretaria. CONCEITOS BÁSICOS NA ASSISTÊNCIA DE ENFERM AGEM Existem muitas maneiras de executar os diversos cuidados de Enfermagem, porém adotando-se um roteiro, os elementos da equipe executam as técnicas ou procedimentos da mesma forma. Assim o trabalho será desenvolvido com mais agilidade, colaboração e m étodo. Essas medidas devem estar disponíveis em local de fácil acesso e conhecido de todos os profissionais que atuam naquele ambiente, para que eles possam compreendê -las e executá-las da mesma maneira. Objetivos das técnicas A adoção de um roteiro para execução de cuidados de Enfermagem objetiva melhorar a qualidade da assistência, visando: Segurança Conforto Economia Quanto à segurança, objetiva prevenir: Acidentes (quedas, lesões, queimaduras); Infecção hospitalar; Erros e esquecimentos; Quanto ao conforto, tem finalidade de evitar: Posições incômodas; Ruídos desnecessários; Úlceras de pressão; Excesso de calor ou frio; Outros fatores que incomodam o paciente (má iluminação, maus odores). Quanto à economia, procura reduzir os custos, poupando: Tempo: simplificando as ações, executando com método e organização; Esforço: planejando o trabalho, evitando movimentos desnecessários; Material: usando o material adequado, de modo correto, mantendo -o sempre em ordem. MÉTODO DE TRABALHO Para racionalizar a prestação de cuidados, sugere -se: Conversar com o paciente, explicando o que vai ser feito, por mais simples que seja o procedimento. Preparar o ambiente, providenciando iluminação e ventilação adequadas, privacidade (se necessário, colocar biombo). Desoc upar a mesa-de-cabeceira. Separar e organizar o material, colocando -o na bandeja. Lavar as mãos e calçar as luvas.
  28. 28. 37 Executar o cuidado: 1. mantendo postura correta 2. agindo com rapidez e segurança; 3. observando o paciente e interagindo com ele. Deixar o paciente confortável. Providenciar a limpeza e a ordem do material. Tirar as luvas e lavar as mãos. Anotar o cuidado, e suas observações no prontuário do paciente. INFECÇÃO HOSPITALAR Infecção hospitalar é qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a internação, ou procedimentos hospitalares. A infecção é a mais freqüente e grave complicação que acomete pacientes hospitalizados. Eleva os custos e se const itui em importante causa de morte durante a hospitalização. O Ministério da Saúde, considerando os danos causados aos usuários do sistema de saúde pelas infecções hospitalares, expediu instruções para o seu controle e prevenção através da portaria 196/83, alterada pela portaria 930/92, revogada pela portaria 2616/98. A prevenção das infecções hospitalares deve ser feita por todos os profissionais, e à Comissão de Controle de Infecção hospitalar (CCIH) compete divulgar e controlar as medidas para minimizar o problema. Muitas medidas para controle da infecção hospitalar estão relacionadas com cuidados simples, como a limpeza das mãos. A enfermagem tem papel primordial no combate desse problema que atinge grande número de pacientes hospitalizados. CUIDADOS PESSOAIS A forma como nos apresentamos (física e emocionalmente) é importante no aspecto higiênico, relacionamento pessoal e profilaxia de doenças. Locais onde a sujeira se acumula:
  29. 29. 38 Instruções gerais Cuidar para que as unhas estejam sempre aparadas e limpas. Se necessário, limpá -las com escova. Quando compridas, podem furar as luvas ou dificultar os movimentos, bem como acomodar resíduos. Evitar uso de anéis e pulseiras, possíveis fontes de microrganismos e causas de traumatismos no paciente. Os cabelos, quando compridos, mantê -los presos. Manter o uniforme sempre limpo, evitando seu uso fora do ambiente hospitalar. Não se deve utilizar o jaleco em áreas não contaminadas. Ex:cantinas, refeitório, biblioteca, via pública. Utilizar, preferencialmente, c alças compridas. Usar calçados limpos, fechados e laváveis (preferencialmente de couro). O uso de maquiagem facilita a aderência de agentes infecciosos. A maquiagem pode ser usada, mas sem excesso. Fazer o trabalho sempre com a máxima atenção, para evitar acidentes. Evitar levar as mãos ao rosto e cabelos, durante a execução do trabalho, principalmente nos olhos. Lavar as mãos com técnica asséptica correta, antes e após cada procedimento de enfermagem. Lembrar sempre de utilizar papel toalha para fechar a t orneira. Seguir as precauções gerais e especiais, quando recomendadas. Usar luvas, caso a atividade envolva contato potencial com sangue, líquidos corporais, pele ou mucosas lesadas do paciente. Tirar sempre as luvas quando atarefa estiver concluída. O profissional que trabalha no ambiente hospitalar, pela exposição freqüente ao agente infeccioso, necessita manter o calendário vacinal atualizado, principalmente contra a tuberculose, hepatite B e tétano. Retirar luvas sempre que for manusear artigos não -contaminados como: abrir portas, atender telefones, acionar interruptores, bem como superfícies de ambiente, e antes de atender outro paciente, evitando a transferência de microrganismos para outros pacientes e ambientes. Agulhas, escalpes, lâminas de bisturi e outros instrumentos cortantes ou pontiagudos merecem cuidados especiais para prevenir acidentes. Descartar materiais perfurocortantes em recipientes de paredes rígidas e em quantidade que permita seu fechamento adequado, para evitar acidentes /infecção c om as pessoas que irão manuseá -los. As agulhas, após serem utilizadas, não devem ser removidas da seringa, entortadas, quebradas ou reencapadas. Os materiais perfurocortantes reutilizáveis devem ser transportados em recipientes resistentes à perfuração at é a área de reprocessamento de materiais. PRECAUÇÕES GERAIS Em geral, profissionais de saúde prestam assistência aos pacientes sem conhecer a história
  30. 30. 39 clínica pregressa ou atual, ou os resultados dos exames laboratoriais. É perigoso confiar nas impressões subjetivas de quando é necessário ou não seguir as precauções. Isso significa que, todos os profissionais de saúde, precisam seguir as precauções padronizadas com todos os pacientes com os quais tiverem contato. O objetivo é reduzir o risco de transmi ssão de microrganismos a partis das fontes conhecidas e desconhecidas. As precauções padronizadas aplicam -se ao contato com sangue; todos os líquidos corporais (com exceção do suor), contenham ou não sangue visível; pele e mucosas lesadas. As precauções são as seguintes: HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS As mãos são as principais vias de transmissão de infecção hospitalar e sua adequada lavagem é fundamental para o seu controle. A equipe hospitalar, ao iniciar suas atividades em áreas críticas, deve retirar todos os seus adornos (anéis, pulseiras, relógios: são locais onde os germes se escondem) e lavar as mãos até o cotovelo, com sabão degermante por 3-5 minutos. Em unidade de alto risco, há necessidade de se remover a flora (composta por microrganismos que vive m e se multiplicam nas camadas da pele, glândulas sebáceas, folículos pilosos, feridas e trajetos fistulosos), por isso o uso de antisépticos. Nas demais unidades basta o uso de água e sabão. A lavagem das mãos deve ser cuidadosa e visa remover a flora nor mal e transitória. Para que a lavagem das mãos seja eficaz, faz -se necessário utilizar uma técnica apropriada para a remoção mecânica da sujidade, suor, células descamativas e microrganismos transitórios em todas as partes das mãos: palma, dorso, espaços interdigitais, unhas e punhos. LAVAGEM SIMPLES DAS MÃOS Objetivos: Eliminar o grande número de microrganismos das mãos, removendo sujidade. Prevenir infecções. evitar a propagação de doenças Obter conforto. eliminar substâncias tóxicas e medicamentosas proteger-se contra as agressões do meio Material Sabão. Usar, preferencialmente, sabão líquido, pois o sabão em barra facilmente torna -se meio de contaminação. Papel-toalha Quando lavar as mãos:
  31. 31. 40 Ao iniciar e terminar o turno de trabalho. Após qualquer trabalho de limpeza. Antes e após o uso de banheiro. Após assoar o nariz. Com presença de sujeira visível nas mãos. Sempre que manusear medicamentos ou alimentos. Antes do preparo de material para técnicas de enfermagem. Entre contatos com pacientes, evitando a transferência de microrganismos para outros pacientes e ambientes; Entre procedimentos com o mesmo paciente para prevenir contaminação cruzada por diferentes partes do corpo; Após contato com sangue, secreções corporais, excreções e artigos contaminados , tendo usado ou não luvas; Após a retirada de luvas. Entre os cuidados simples ao invéz da lavagem das mãos pode -se usar apenas o álcool glicerinado friccionando por 30 segundos até secar. Método: Abrir a torneira e molhar as mãos, sem encostar na pia; ensaboar as mãos, friccionando -as por, aproximadamente, 30 segundos; 1. friccionar palma contra palma; (PALMA) 2. palma de uma mão contra dorso da outra, com os dedos entremeados; (DORSO) 3. palma contra palma, friccionando a região interdigital com os ded os entremeados; ( ESPAÇOS INTERDIGITAIS) 4. dedos semifechados em gancho de uma mão contra a outra mão; (ARTICULAÇÕES) 5. movimento circular do dedo polegar de ambas as mãos; (POLEGAR) 6. movimento circular para frente e para traz com os dedos fechados de uma mão sobre a palma da outra mão. (UNHAS E EXTREMIDADES DOS DEDOS) Cinco fricções de cada tipo são suficientes para remover mecanicamente os microrganismos. lavar os punhos de uma mão com o auxílio da outra; (PUNHOS) enxaguar as mãos retirando totalme nte o resíduo de sabão, com os dedos voltados para cima para que a água escorra das mãos para os punhos, evitando-se que o sabão e a água, já sujos, retornem às áreas já limpas.
  32. 32. 41 fechar a torneira usando o papel toalha. Se não houver papel -toalha, após a retirada do sabão das mãos, jogar água na torneira, com as mãos em conchas, e fechá -la. Utizar papel toalha e secar iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Não é recomendado utilizar secadores a ar quente em ambiente hospitalar, pois, além de ruidosos , elevam sujeira do chão. A higienização das mãos é uma metodologia crucial no controlo da infecção hospitalar, incluindo as do próprio doente. As vantagens são imensas, para os doentes, para o pessoal de saúde, para a Instituição e para a sociedade. Por isso, cabe a cada profissional observar rigorosamente esta medida, tomando consciência da responsabilidade que lhe compete nesta pedagogia contra a infecção hospitalar. Tornar os ambientes hospitalares mais seguros é um imperativo de todos os profissionais de saúde, assegurando que os cuidados de saúde que prestamos aos doentes estão em boas mãos. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) incluem itens usados para proteger -se de substâncias perigosas, seja por absorção, por inalação ou por contato físico. Os EPI incluem: Protetores ou máscaras faciais e óculos protetores – Usar máscaras e protetores oculares a fim de proteger as mucosas dos olhos, nariz e boca, durante procedimentos que possam apresentar respingos de sangue, ou outros fluidos corporais, secreções e excreções. Roupas protetoras, tais como aventais frontais, sobretudos, jalecos de laboratório, avental emborrachado e calçado – Usar avental (limpo e não esterilizado) a fim de proteger a pele e seu vestuário, durante procedimentos que possam apresentar respingos de sangue, ou outros fluidos corporais, secreções e excreções; escolher um avental adequado à rotina e quantidade de fluido: no caso de contato com grandes
  33. 33. 42 quantidades de sangue ou fluidos c orporais, o avental deve ter mangas longas e ser impermeável; remover o avental após o uso, e lavar as mãos, evitando a transferência de microrganismos para outros pacientes ou ambientes. Dispositivos respiratórios, como máscaras cirúrgicas, respiradores d e partículas N95, respiradores dotados de filtros de partículas de alfa eficiência (HEPA) e respiradores com sistema mecânico de adução do ar (PAPR) – são usados para proteger o trabalhador da inalação de agentes transmitidos pelo ar, que podem ser nocivos Campos e barreiras protetores, tais como capas para cabos e puxadores e campos de proteção contra esguichos. Luvas apropriadas à tarefa – Usar luvas de procedimento (limpas e não esterilizadas), no contato com sangue, secreções corporais, excreções e arti gos contaminados, bem como ao tocar nas mucosas e pele não íntegra. USO DE LUVAS ESTERILIZADAS E DE PROCEDIMENTO Uma das barreiras utilizadas para o controle da disseminação de microrganismos no ambiente hospitalar são as luvas, esterilizadas ou não, indi cadas para proteger de contaminação tanto o paciente como o profissional. Luvas esterelizadas: Denominadas luvas cirúrgicas, são indicadas para realização de procedimentos invasivos e que necessitam de técnica asséptica ou manipulação de material estéril – cirurgias, suturas, curativos, cateterismo vesical, etc. Luvas de procedimento: São limpas, não-estéreis. Utilizadas para proteger o profissional durante a manipulação de material e superfícies contaminadas, ou durante a execução de procedimentros com risco de exposição a sangue, flúidos corpóreos e secreções. Nenhum cuidado para calçá -las, porém devem ser removidas como a luva estéril para evitar que o profissional se contamine. Método: Antes de qualquer coisa é necessário escolher a numeração adequada ao tamanho das mãos, para que a luva ajuste-se adequadamente. Abrir o pacote, voltando os punhos das luvas em sua direção. Tocar somente a área externa do pacote, mantendo estéreis as luvas e a parte interna do pacote. 1. segurar a luva esquerda com a mão direita pela dobra do punho, pois é a parte que irá se aderir a pele ao calçá-la. Tocar com a mão não-enluvada apenas na dobra do punho, desta forma sua parte externa se mantém
  34. 34. 43 estéril. Em todas as manobras deve -se evitar tocar as partes fora do punho. 2. calçá-la na mão esquerda: 3. com a mão esquerda enluvada, introduzir os 4 dedos, sem o polegar, sobre a dobra do punho da luva direita e calçá -la, ajustando-a pela parte externa. 4. introduzir os dedos da mão direita na dobra do punho da mão esquerda e puxá -la até cobrir o punho. 5. após ambas as luvas calçadas, ajustá -las nas mãos. Após o uso as luvas tornam-se contaminadas. 6. descalçar as luvas sem deixar que a parte externa entre em contato com a pele. Puxar uma das luvas em direção aos dedos, segurando -a na altura do punho com mão enluvada. 7. Em seguida retirar a outra, segurando -a pela parte interna do punho e puxando -a em direção aos dedos – elas ficarão em avesso. 8. lavar as mãos após a retirada das luvas. RECOMENDAÇÕES: A mão nua só deve tocar a parte interna da luva, enquanto a mão enluvada só pode tocar a parte externa. Se, ao calçar as luvas, os dedos entrarem trocados, só corrigir após calçar as duas luvas. Com as mãos enluvadas, afastar -se de mobiliários e superfícies e erguer as mãos acima do nível da cintura, afim de que não ocorra contaminação da parte externa das luvas. CONTROLE DO MEIO AMBIENTE Manter as superfícies limpas e desinfetadas, bem como camas, móveis e outros materiais tocados com freqüência; O paciente que contamina o meio ambiente, deve ser mantido em quarto individual (doenças infecto -contagiosas/isolamento). Material ou resíduo infectante deve ser acondicionado em recipiente apropriado, e ter coleta seletiva. ..................................... HIGIENE DO AMBIENTE ORDEM E LIMPEZA Uma das funções da Enfermagem consiste na manutenção de um ambiente isento de patógenos para o paciente.Para tanto, temos a higiene da equipe, através dos cuidados pessoais e das precauções gerais,; higiene do paciente; e a higiene do ambiente.
  35. 35. 44 Limpeza é a eliminação de todo material estranho (resíduos, material orgânico, poeira), com água, detergente e ação mecânica. A limpeza antecede os procedimentos de desinfecção e esterilização. A limpeza é de grande importância no controle das infecções hospitalares. Organizar e manter organizado, colocando os materiais em seus respectivos lugares é essencial para eficiência do trabalho. Embora a limpeza não seja atribuição da enfermagem, pela sua importância na qualidade da assistência, sua manutenção deve ser cont rolada e exigida por todos os profissionais, portanto, a enfermagem deve participar ativamente da ordem e limpeza, quer atuando diretamente ou orientando o pessoal responsável por este trabalho. Finalidades: Oferecer ambiente limpo, em ordem e agradável. Evitar infecção hospitalar. Concorrer para a economia do material. Prevenir doenças e acidentes. Manter os materiais em ordem. Regras para manter a ordem dos materiais: Remover material desnecessário da mesa -de-cabeceira. Manter roupas e pertences do paci ente em local apropriado. Manter cama, cadeira e mesa -de-cabeceira, em posição de modo a facilitar a movimentação na unidade do paciente. Regras para a limpeza: Evitar excesso de sabão e escolher substâncias químicas que não tenham efeito corrosivo ou ch eiro forte. Lavar o material de limpeza, empregando sabão ou hipoclorito de sódio a 1%. Guardar material de limpeza em lugar adequado. Executar o trabalho cuidadosamente, com economia de trabalho e esforço. A limpeza por fricção é a melhor maneira de remov er sujeiras e microrganismos. Proteger as mãos com luvas impermeáveis. Qualquer que seja o método utilizado para limpeza é indispensável que todo resíduo de matéria orgânica e/ou sujidades sejam removidos. Os hipocloritos são desinfetantes amplamente utili zados, no entanto, podem ser inativados na presença de sangue ou de outra matéria orgânica, necessitando, portanto de limpeza anterior. Enxaguar ambudantemente. Secar com pano limpo.
  36. 36. 45 Dentro do hospital, a limpeza deve ser sempre úmida, a fim de se evitar a suspensão das partículas contaminadas pelo uso de vassouras ou panos secos. Para limpeza de paredes e pisos, usar pano umedecido com água e sabão. Os móveis têm o pó retirado com um pano úmido, evitando a distribuição de microorganismos através de correntes de ar empoeiradas. As soluções utilizadas para lavagem dos pisos são freqüentemente descartadas em vasos sanitários ou locais em que a água passa a ser logo embora; Elementos limpos jamais são colocados no chão. Ao molhar pisos é importante colocar pla ca de aviso para evitar quedas. ACONDICIONAMENTO DE LIXO Existem várias práticas de assepsia médicas utilizadas nos hospitais que confinam e contém reservatórios de microorganismos, especialmente aqueles presentes em equipamentos e suprimentos sujos. Elas incluem o uso de salas especiais e vários recipientes para colocação do material que será descartado. Salas para o lixo: Há, em geral, pelo menos 2 salas para a colocação do lixo em cada unidade de enfermagem; uma delas é considerada limpa e a outra, su ja. É fundamental que os profissionais de Enfermagem evitem colocar materiais sujos nas sala utilitária limpa. Na sala suja costuma conter recipientes cobertos para o lixo, pelo menos um cesto de roupa grande coberto e um depósito alimentador que possa s er enxaguado. Nessa sala, também pode ser alojado o equipamento para teste de fezes e urina. Pode haver uma pia para abrigar itens sujos, usada para limpar equipamentos bastante contaminados, além de oferecer uma oportunidade para lavagem das mãos. Recipientes para o lixo: Deve-se pesquisar uma variedade de medidas utilizadas para conter temporariamente itens sujos até que eles possam ser permanentemente descartados. Por exemplo: a maioria dos pacientes possui um cesto para papéis junto à cabeceira da cama que abriga itens que possam ser queimados. Essas cestas de lixo costumam ter um forro plástico. Recipientes de sucção e de drenagem são mantidos cobertos, sendo esvaziados pelo menos uma vez a cada turno. Além disso, atualmente, a maior parte dos quartos para pacientes possui um recipiente preso a parede, resistente a perfurações, no qual são colocadas agulhas ou outros objetos cortantes que foram utilizados. LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA UNIDADE DO PACIENTE A unidade do paciente é o espaço físico hospitalar onde o paciente permanece a maior parte do tempo durante seu período de internação, portanto, seja ambiente individualizado (quarto) ou espaço coletivo (enfermaria), esta unidade deve proporcionar-lhe completa segurança e bem -estar.
  37. 37. 46 A técnica de lavagem e desinfecção do mobiliário e do material que compõe a unidade do paciente, que inclui cama, colchão, mesa -de-cabeceira, travesseiro, mesa de alimentação, cadeira, escadinha e suporte de soro, visa: 1. Remover mecanicamente o acúmulo de sujeira e/ou matéria o rgânica; 2. Proporcionar conforto, segurança e bem -estar ao paciente; 3. Evitar a propagação de infecções pela diminuição dos microrganismos e sujidades existentes no ambiente hospitalar; 4. Manter a unidade com aparência ordenada. Existem dois tipos de limpeza da unidade do paciente. A limpeza freqüente, diária ou concorrente e a limpeza geral ou terminal. LIMPEZA CONCORRENTE É a limpeza realizada diariamente juntamente com o preparo da unidade do paciente, para remover poeira e sujidades acumuladas ao longo do dia em superfícies horizontais do mobiliário, seguindo-se técnica específica e a limpeza das mobílias que a compõe. Material: Bacia com água e solução, 02 panos de limpeza, luvas de borracha ou luvas de procedimento. Procedimento: 1. Explicar o procedimento ao paciente; 2. Lavar as mãos; 3. Fazer a assepsia da bandeja; 4. Preparar o material; 5. Arejar o ambiente, abrir portas e janelas; 6. Calçar luvas; 7. Com um pano úmido limpar mesa de refeição; 8. Retirar os objetos da mesa -de-cabeceira, colocando-os na mesa de refeição e pr oceder à limpeza; 9. Limpar o travesseiro e por sob a mesa de cabeceira; 10. Limpar a cabeceira e os pés da cama (grades); 11. Limpar parte do estrado que fica exposto; 12. Limpar parte superior e lateral do colchão; 13. Limpar a cadeira e escada; 14. Deixar a unidade em ordem ; 15. Providenciar limpeza e ordem dos materiais; 16. Retirar as luvas e lavar as mãos.
  38. 38. 47 Obs: Os movimentos devem ser executados num só sentido, da esquerda para direita, evitando-se passar o pano numa superfície limpa; O uso da mecânica corporal do mais limpo pa ra o mais contaminado; Trocar a água com a solução sempre que estiver suja; Ensaboar e retirar com pano úmido;Deixar exposto a luz solar e ao ar; Utilizar a solução para desinfecção da unidade de um único paciente, ou seja, trocar a solução e lavar panos e bacia antes da desinfecção de outro leito. Importante! - Sempre observar se não há presença de migalhas, farelos ou humildade no leito do paciente, pois a presença deles provoca desconforto e úlceras por pressão. Esteja sempre atento sobre tudo que diz respeito ao bem estar do paciente. LIMPEZA TERMINAL É a limpeza realizada por ocasião de alta, óbito, Transferência do paciente, antes do preparo da cama de operado ou quinzenalmente em situações de permanência prolongada do paciente na unidade. Material: Bandeja contendo: jarra com solução desinfetante + água, 4 compressas ou panos de limpeza, par de luvas de procedimento, Bacia, balde, jornal. Hamper Método: 1. Lavar as mãos; 2. Fazer a assepsia da bandeja; 3. Reunir o material na bandeja; 4. Abrir portas e janelas, colocar o hamper em direção à porta, afastar mesa -de-cabeceira, Afastar a cama da parede deixando um espaço suficiente para a realização da limpeza; 5. Levar o material para enfermaria e colocar sobre a mesa -de-cabeceira, o jornal no chão próximo aos pés da cama e sobre ele o balde; 6. Retirar a fronha do travesseiro e colocá -la sobre o colchão, e o travesseiro sobre os pés da cama; 7. Soltar os lençóis da cama a partir da lateral distal para o centro da cama e colocá -los no hamper, com exceção do impermeáve l; Encaminhar as roupas sujas para expurgo ou lavanderia, conforme rotina do hospital; 8. Colocar a cadeira aos pés da cama 9. Calçar luvas 10. Coloca solução na 1ª compressa sobre a bacia (quando esta encher, desprezar conteúdo no balde); 11. Inicia-se a limpeza na cabeceira do colchão, começando pela face lateral distal no sentido centro-cabeceira e depois a lateral da cabeceira, em seguida proceda à limpeza da parte superior do colchão no sentido cabeceira -centro, do lado distal para o próximo a você, após limpa a face lateral próxima no sentido cabeceira -centro;
  39. 39. 48 12. Limpa a face superior do travesseiro com este sobre a cama, depois apóia face limpa em seu braço não dominante e limpa a outra face, colocando -o na cabeceira da cama, onde já está limpo; Abra o impermeável sob re o colchão e limpe a parte exposta, depois o dobre e limpe a outra face, colocando-o em seguida sobre o travesseiro; 13. Faz a limpeza da parte dos pés do colchão, limpando a lateral distal no sentido centro -pé, depois a lateral dos pés do lado distal para o próximo, em seguida limpa a face superior do colchão no sentido pés-centro iniciando da parte distal para a próxima, por último limpa a face lateral próxima a você no sentido centro -pé da cama. 14. Coloca o travesseiro nos pés da cama, vira o colchão na regiã o da cabeceira e faz a limpeza da face inferior do colchão no sentido cabeceira -centro, depois retira a sujeira acumulada na região central do colchão, do lado distal para o próximo a você; 15. Com a 2ª compressa limpa o estrado da cama da região lateral da ca beceira no sentido centro-espelho da cama e depois da lateral próxima. Limpa o espelho da cama iniciando da parte distal para a próxima, limpa a sujeira acumulada na cabeceira do estrado (lateral) e em seguida limpa os pés da cama, sempre no sentido da par te distal para a próxima. 16. Abre o colchão e coloca o travesseiro na cabeceira da cama, e vira o colchão na parte dos pés. Faz a limpeza seguindo a mesma técnica utilizada na região da cabeceira. 17. Com a 3ª compressa inicia-se a limpeza do estrado da cama segu indo a mesma técnica utilizada no estrado da cabeceira. 18. Levo a cadeira para a região do centro da cama e sobre ela coloco a bandeja. Com a 4ª compressa inicia a limpeza da mesa -de-cabeceira, começando da região interna para a externa, obedecendo o sentido da parte distal para a próxima.Limpa os pés. 19. Limpa a metade da bandeja na cadeira, coloca a metade limpa sobre a mesa -de-cabeceira e limpa a outra metade; 20. Limpa a cadeira iniciando pela face de traz do espaldar, parte da frente, assento obedecendo o sentido da parte distal para a próxima. Limpa os pés. 21. Limpar o suporte de soro e a escadinha; 22. Retirar as luvas, abrir o colchão, deixar a cadeira e a mesa -de-cabeceira no local adequado, levar o material para o posto de enfermagem e lavar as mãos; 23. Colocar rótulo de identificação com data e hora da desinfecção; Deixar o leito exposto ao ar e à luz solar; 24. Aguardar 2 horas para preparar o leito. Obs: Caso haja excesso de sujidade, utilizar água e sabão anteriormente; éter para remover esparadrapos. Não utilizar sabão e desinfetante simultaneamente; Evitar molhar ou sujar o colchão; Utilizar postura correta durante a execução da técnica; Evitar desperdício de movimento;

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