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Ética e Cidadania

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A ética pode ser debatida dentro de várias perspectivas. A que mais nos interessa é a chamada ética aplicada ou ética do discurso prático. Essa ética aborda problemas como: desigualdade social, direitos humanos, direitos da mulheres, negros, crianças, aborto, eutanásia entre outros.

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Ética e Cidadania

  1. 1. Módulo 7: Ética e Moral Prof. Me. Araré de Carvalho Junior
  2. 2. Ética • A origem etimológica da palavra sempre é um bom indício para o estudo de qualquer conceito. A palavra ética vem sendo usada há muitos séculos e deriva da expressão ETHOS, que para os gregos antigos designava aquela dimensão da vida sobre que incidem normas; normas que possibilitam a geração de parâmetros para decidir entre condutas. Diz respeito a ethos de vida, caminho a se seguir, opções.
  3. 3. • Pragmaticamente podemos inferir que ética preenche uma função importantíssima: simplifica a imensa complexidade das relações humanas e a nos ajuda a decidir sobre como agir. É A DECISÃO QUE NEUTRALIZA O CONFLITO.
  4. 4. A Ética Aplicada ou Ética do Discurso Prático • A ética pode ser debatida dentro de várias perspectivas. A que mais nos interessa é a chamada ética aplicada ou ética do discurso prático. Essa ética aborda problemas como: desigualdade social, direitos humanos, direitos da mulheres, negros, crianças, aborto, eutanásia entre outros.
  5. 5. • Contrariando a tradição Kantiana, a ética material não considera possível uma ética formal, absoluta, independente do contexto.
  6. 6. Moral • Moral: é um sistema de valores, normas, princípios é pressupostos que rege o comportamento e a possibilidade de participação num determinado grupo. É específica de um determinado tempo e espaço, não sendo considerada válida fora desse contexto.
  7. 7. • O sistema de valores, normas, princípios e pressupostos que levou à exploração comercial da escravatura o mundo ocidental foi aceito como válido durante um período de tempo, findo o qual a sua abolição se tornou inevitável, não por questões comerciais, sanitárias, legais ou religiosas, mas porque, de acordo com uma nova moral, o valor da vida humana passou a não depender de cor da pele ou de características físicas.
  8. 8. • Foi essa nova moral que levou à alteração progressiva das leis que regiam o comércio de escravos, e não o contrário. O legislador resolveu formalizar na lei o princípio (por ele aceito) de equivalência da vida humana independentemente da raça.
  9. 9. • O que era uma Moral válida num determinado momento deixou de sê-lo no momento seguinte. Não é possível falar adequadamente de uma moral sem a situar num determinado espaço, tempo e comunidade. Se digo simplesmente a ‘moral católica’, o meu interlocutor não saberá à que moral me refiro.
  10. 10. • A moralidade de uma determinada comunidade é historicamente afiliada à religião professada por essa comunidade, mas também influenciada por outros fatores como bem-estar social, acesso ao conhecimento científico, exposição a escolhas de vida diferentes, dinamismo econômico, vivência de guerras, grau de abertura da comunidade a outras e etc.
  11. 11. • Tanto a Moral como a Lei têm como finalidade fazer valer a conformidade.
  12. 12. • A relação entre moral e o poder legislativo assume uma natureza interessante: ambos concorrem para a “normalização” (no sentido de conformidade com a norma) do comportamento dos indivíduos de uma comunidade, utilizando meios distintos. A lei recorre aos tribunais e à polícia, enquanto a moral recorre à aceitação pelo grupo a que a pessoa pertence.
  13. 13. • Tanto a moral como a lei têm como finalidade fazer valer a conformidade. Qualquer desvio à ‘norma’ tem consequências negativas para o indivíduo. A lei priva-nos da liberdade e/ou da propriedade; a moral rejeita a nossa participação na comunidade, como uma multiplicidade de possibilidades de execução que vão do comentário jocoso à necessidade de exílio criada por ostracismo.
  14. 14. • Quando coincidem no critério de julgamento e na forma de aplicação, a moral e a lei engendram um poder temível, que promove não só a conformidade com a norma como o desejo da conformidade enquanto ideal. (ex. página 18 – topless)
  15. 15. • A moral é habitualmente um meio mais poderoso do que a lei para reger o comportamento humano. Muitas vezes é mais fácil infringir a lei para agir de acordo com a moral, do que infringir a moral para agir de acordo com a lei.
  16. 16. • Embora seja inadequado, referimo-nos por vezes, no senso comum, à moral ou moralidade sem definir exatamente o seu âmbito de aplicação. Isso acontece porque implicitamente presumimos que o interlocutor com quem conversamos partilhe o mesmo sistema de princípios, normas e valores que nós: a ‘nossa’ moral.
  17. 17. • Além de perigosa para o entendimento mútuo, porque partimos de pressupostos não verificados que podem ser falsos, essa atitude revela uma incapacidade nos descentrarmos do nosso ponto de vista: implicitamente pressupomos que os nossos princípios, normas e valores sejam universalmente válidos, o que implica que todos os princípios diferentes sejam, no mínimo inadequados.
  18. 18. • Para nos relacionarmos de forma construtiva com pessoas com opções de vida diferentes das nossas, precisamos de algo que nos permita estabelecer ponte entre sistemas de valores, normas, princípios e pressupostos diferentes, despidos da arrogância que defende ser a ‘nossa’ moral a única ‘certa’ ou ‘superior’ às outras. Esse algo é a ÉTICA.
  19. 19. Ética • A palavra ética deriva do grego e tem na sua etimologia os significados caráter, hábito, prática, costume. Dentro dessa acepção: A ética de um indivíduo, grupo, organização ou comunidade seria a manifestação visível, através de comportamentos, hábitos, práticas e costumes, de um conjunto de princípios, normas, pressupostos e valores que regem a sua relação como mundo.
  20. 20. • Nesse sentido, a ética é uma práxis da moral que um determinado grupo ou indivíduo tem numa dado momento, senod por isso reveladora do seu caráter.
  21. 21. • No entanto, este é um sistema dinâmico e mudanças de hábitos promovem também uma reflexão sobre os valores professados, contrição sobre os valores professados, contribuindo lentamente para a sua alteração.
  22. 22. • Já no final do século XIX foi tomando forma uma proposta de sistematização de um novo corpo de conhecimento científicos que se dedicou ao estudo das questões morais. Embora inicialmente pertencente ao âmbito da sociologia, a ética assumiu a partir daquele momento a posição da ciência que se ocupa das questões morais. Esta é a segunda definição, comumente aceita, de ética:
  23. 23. • A ciência ou disciplina do conhecimento que estuda e sistematiza as questões morais, procurando entender a sua natureza e fundamento, questionando o seus juízos e aplicações.
  24. 24. • Por ação de investigação científica, o discurso ético ocidental emancipou-se do plano religioso, libertando-se progressivamente da moral cristã, e pôde assim ser fertilizado por diversos ramos de pensamento. A filosofia, a sociologia, a psicologia, a medicina, forneceram subsídios para um melhor entendimento da formação e evolução das morais, do relacionamento entre elas e dos mecanismos implicados na sua consciência, propagação e desenvolvimento.
  25. 25. • Essa concepção de ética que chamaremos de ciência ética, tem como missão o entendimento da evolução de todos as morais, assumindo assim uma posição neutra em relação a qualquer moral específica.

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