O que é etnocentrismo

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O que é etnocentrismo

  1. 1. atenasregina@yahoo.com.br
  2. 2. Primeiro conceito Visão de mundo na qual nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através de nossos valores. Dificuldade de pensar a diferença. Estranheza, medo e hostilidade em relação a outro grupo. atenasregina@yahoo.com.br
  3. 3. Composição do etnocentrismo Elementos intelectuais. Elementos racionais. Elementos emocionais. Elementos afetivos. Categorias dicotômicas: Nós- Outros. Progresso- Atraso. Civilização- Selvageria, barbárie. Sociedade- Natureza. Igual- Diferente. Sociedade complexa- Sociedade tradicional. atenasregina@yahoo.com.br
  4. 4. Questões iniciaisBusca pelos mecanismos, formas, caminhos e razões que provocam as distorções nas imagens, representações, pensamentos e emoções em torno de outros grupos.Choque cultural: constatação das diferenças com o reforço da identidade do “nosso” grupo.“A diferença é ameaçadora porque fere nossa própria identidade cultural”.O grupo do “outro” é visto como engraçado, absurdo, anormal ou ininteligível. atenasregina@yahoo.com.br
  5. 5. A interpretação dasculturasO julgamento de valor da cultura do “outro” nos termos da cultura do grupo do “eu”.O etnocentrismo implica uma apreensão do “outro” que se reveste de forma bastante violenta.A lógica do extermínio.As representações noslivros didáticos: índio enquanto“selvagem”, “primitivo”,“pré-histórico”, “antropófago”, “inocente”, “infantil”,“almas virgens”. atenasregina@yahoo.com.br
  6. 6. Estereotipia eetnocentrismo “Rotulamos e aplicamos estereótipos através dos quais nos guiamos para o confronto cotidianocom a diferença”. P.18. “negros”. “empregados”. “os paraíba”. “os doidões”. “os colunáveis”. “os surfistas”. “as dondocas”. “os velhos”. “os caretas”. “as patricinhas”. “os emos”. “os vagabundos”. “os gays”. “a loira” atenasregina@yahoo.com.br
  7. 7. O conceito de relativização “Quando vemos que as verdades da vida são menos uma questão de essência das coisas e mais uma questão de posição: estamos relativizando”.p. 20. Perceber o contexto que produz os atos é uma forma de relativizar nosso ponto de vista. Compreender o outro dentro de seus próprios valores e sistema de crenças é uma maneira de praticar o relativismo. Relativizar é: “ver que a verdade está mais no olhar que naquilo que é olhado”. p.20. “Relativizar é não transformar a diferença em hierarquia, em superiores e inferiores ou em bem e mal, mas vê-la na sua dimensão de riqueza por ser diferente”. p. 20. Na antropologia social a diferença é vista como alternativa, como variedade de soluções para situações existenciais comuns. atenasregina@yahoo.com.br
  8. 8. A descoberta do “outro” Marco Polo e o Livro das maravilhas. As Grandes Navegações e a conquista do Novo Mundo: Espanto, violência, perplexidade: etnocentrismo. Cristóvão Colombo: o paraíso do Éden. Américo Vespúcio: As cartas que batizaram a América. atenasregina@yahoo.com.br
  9. 9. O Evolucionismo A diferença é explicada nos séculos XVIII e XIX como a existência de diferentes graus de evolução. O conceito de evolução preconiza: desenvolvimento, transformação, processo, progresso, realização. A noção biológica de evolução foi defendida na obra A Origem das Espécies, do inglês Charles Darwin. “O evolucionismo biológico e o evolucionismo social se encontram e o segundo passa ser o novo modelo explicador da diferença entre o “eu” e o “outro”.p. 27. No evolucionismo antropológico a noção de progresso torna-se fundamental. Objetivo dos antropólogos evolucionistas: transformar sociedades contemporâneas em retratos do passado. Postulado da unidade cultural. “O etnocentrismo estava em achar que o “outro” era completamente dispensável como elemento de transformação da teoria. A relativização não tinha espaço”. p. 32. Divisão sugerida por Lewis Morgan das sociedades humanas em estágios: selvageria, barbárie e civilização. atenasregina@yahoo.com.br
  10. 10. A Antropologia Social: pioneiros A Antropologia é capaz de relativizar as noções de tempo, indivíduo, identidade entre outros conceitos. Franz Boas: reflexão relativista do conceito de cultura, dando importância as suas particularidades. Percepção da importância do estudo da pluralidade de culturas diferentes. Boas enfatizou que os processos de mudança, de troca e empréstimo cultural são capazes de repercutir nos caminhos traçados por cada cultura humana. Influência da Escola Culturalista de Boas nos trabalhos de Gilberto Freyre. Ruth Benedict e Margaret Mead foram expoentes da Escola Personalidade e cultura: objetivo de estabelecer a relação entre a cultura e as personalidades individuais. O problema do reducionismo. atenasregina@yahoo.com.br
  11. 11. A Antropologia clássica no século XX Radcliffe-Brown: Funcionalismo: pensar a sociedade em seus próprios termos. Busca de rigor teórico e conceitual no estudo das culturas humanas. O funcionalismo faz a ligação entre “processo” e “estrutura”. Émile Durkheim: “ o social não se explica pelo individual”. p. 65. “É fato social toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter”. In: As regras do método sociológico. O fato social é coercitivo, extenso e externo. Bronislaw Malinowski: o trabalho de campo enquanto viagem ao “outro”: a comparação relativizadora. Pensar antropologicamente é buscar compreender o sentido positivo da diferença. “A antropologia é uma pequena ilha num oceano de pensamentos e prátcas sociais marcadamente etnocêntricas”. p. 92. atenasregina@yahoo.com.br

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