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Texto, hipertexto e estrutura do parágrafo

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Linguística Textual: O texto e a estrutura do parágrafo- Hipertexto

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Texto, hipertexto e estrutura do parágrafo

  1. 1. Curso: Administração de Empresas Disciplina: Leitura e Produção de Textos Professora: Andréa Andrade Unidade II- Fundamentos de textualidade 1) O que é texto? Quando percebi, tudo já havia acontecido. O rádio ficou mudo e, apesar de mais pessoas estarem por perto, lá estava eu, sozinho com os meus pensamentos... O frio que eu sentia era diferente. Entrava pela pele e doía nos ossos, fazendo meu corpo todo tremer. Desapertei a gravata e tirei o paletó. Tentei manter a calma e abri lentamente a janela. Com muito esforço saí, mas não conseguia perceber exatamente onde eu estava. Meus movimentos eram lentos e desajeitados... Já não me importava com coisas materiais...meus documentos, dinheiro, meu carro ou qualquer coisa assim. Consegui tirar os sapatos, que me incomodavam muito, e tentei me dirigir para a única direção onde provavelmente encontraria um poste. Foi quando vi a mulher tentando pegar o cachorro: 1
  2. 2. comecei a rir sem parar e apoiei meu corpo cansado em cima de um muro. Passou por mim um garoto assustado puxado por seu pai, um guarda com uma velhinha e um rapaz tranqüilo que aparentemente me conhecia, pois disse um “oi, tudo sob controle aí?” e foi embora. Nesse momento comecei a entender como o trágico mora perto do cômico! Aos poucos consegui chegar a uma padaria que recebia quase todo mundo que escapava. Tomei um conhaque e como bom brasileiro fiquei trocando idéias e procurando soluções para os problemas do mundo com meus novos amigos... Em linguística, a noção de texto é ampla e ainda aberta a uma definição mais precisa. Grosso modo, pode ser entendido como manifestação linguística das ideias de um autor, que serão interpretadas pelo leitor de acordo com seus conhecimentos linguísticos e culturais. Seu tamanho é variável. - Segundo Camargo E. Bellotto ( 1996:74) , texto é o “Conjunto de palavras e frases articuladas, escritas sobre qualquer suporte” . 2
  3. 3. - Para Aurélio, “Obra escrita considerada na sua redação original e autêntica (por oposição a sumário, tradução, notas, comentários, etc.)” - Costa Val ( 1991) , diz que "um texto é uma ocorrência lingüística, escrita ou falada de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal. É uma unidade de linguagem em uso." O interesse pelo texto como objeto de estudo gerou vários trabalhos importantes de teóricos da Lingüística Textual, que percorreram fases diversas cujas características principais eram transpor os limites da frase descontextualizada da gramática tradicional e ainda incluir os relevantes papéis do autor e do leitor na construção de textos. Quanto à forma, um texto pode ser escrito ou oral e, em sentido lato, pode ser também não verbal. 2) Fatores de textualidade: Todo texto pode ser definido como uma unidade (oral ou escrita) sócio-comunicativa inserida em um contexto histórico-social. Todo texto tem que ter alguns aspectos formais, ou seja, tem que ter estrutura, elementos que estabelecem relaçao entre si. Em outras 3
  4. 4. palavras, para que uma sequência de palavras ou frases possa se constituir em um texto, é preciso que ela preencha os seguintes critérios: • intencionalidade – intenção do locutor de produzir um texto para realizar suas intenções • aceitabilidade – disposição do interlocutor de compartilhar um texto • informatividade – grau de informação contida no texto • situacionalidade – lugar e momento de produção do texto • intertextualidade – um texto remete a outros textos, de tal forma que, para que o interlocutor construa o seu sentido é preciso que ele conheça os textos aos quais ele remete. • coerência – ligações lógicas do e no texto (continuidade, progressão, não-contradição, articulação) • coesão – encadeamentos entre as idéias nas orações e nos parágrafos do texto(correlação tempos verbais, concordância verbal/nominal, pontuação, paragrafação, emprego lexical, conjunção). Dentre os principais fatores aspectos formais de textualidade, temos a coesão e a coerência, que dão sentido e forma ao texto. Seguntdo Platão e Fiorin (1996), “ a coesão textual é a 4
  5. 5. relação, a ligação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto. Já a coerência está relacionada com a compreensão, a interpretação do que se diz ou escreve. Um texto precisa ter sentido, isto é, precisa ter coerência. Embora a coesão não seja condição suficiente para que enunciados se constituam em textos, são os elementos coesivos que lhes dão maior legibilidade e evidenciam as relações entre seus diversos componentes, a coerência depende da coesão”. 3) Textos Literários e não Literários Os textos literários,são aqueles que, em geral, têm o objetivo de emocionar o leitor, e para isso exploram a linguagem conotativa ou poética. Em geral, ocorre o predomínio da função emotiva e poética. Exemplos de textos literários: poemas, romances literários, contos, telenovelas. Os textos não literários pretendem informar o leitor de forma direta e objetiva, a partir de uma linguagem denotativa. A função referencial predomina nos textos não-literários. Exemplos de textos não-literários: notícias e reportagens jornalísticas, textos de livros didáticos de História, Geografia, Ciências, textos 5
  6. 6. científicos em geral, receitas culinárias, bulas de remédio. 4) Hipertexto Hipertexto é o termo que remete a um texto em formato digital, ao qual agrega-se outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. Esses links ocorrem na forma de termos destacados no corpo de texto principal, ícones gráficos ou imagens e têm a função de interconectar os diversos conjuntos de informação, oferecendo acesso sob demanda as informações que estendem ou complementam o texto principal. O conceito de "linkar" ou de "ligar" textos foi criado por Ted Nelson nos anos 1960 e teve como influência o pensador francês Roland Barthes, que concebeu em seu livro S/Z o conceito de "Lexia"[ carece de fontes?] , que seria a ligação de textos com outros textos. Em palavras mais simples, o hipertexto é uma ligação que facilita a navegação dos internautas. Um texto pode ter diversas palavras, imagens ou até mesmo sons, que, ao serem clicados, são remetidos para outra página onde se esclarece com mais precisão o assunto do link abordado. 6
  7. 7. O sistema de hipertexto mais conhecido atualmente é a World Wide Web, no entanto, a Internet não é o único suporte onde este modelo de organização da informação e produção textual se manifesta. 4.1- Principais características do Hipertexto 1.Intertextualidade; 2.Velocidade; 3.Precisão; 4.Dinamismo; 5.Interatividade; 6.Acessibilidade; 7.Estrutura em rede; 8.Transitoriedade; 9.Organização multilinear. 4.2 - Hipertexto e Internet Uma das maiores controvérsias a respeito deste conceito é sobre sua vinculação obrigatória ou não com a internet e outros meios digitais. Alguns autores defendem que o hipertexto acontece apenas nos ambientes digitais, pois estes permitem acesso imediato a qualquer informação. A internet, através da WWW, seria o meio hipertextual por excelência, uma vez que toda sua lógica de funcionamento está baseada nos links. Outros pesquisadores acreditam que a representação hipertextual da informação independe do meio. Pode acontecer no papel, por exemplo, desde que as possibilidades de leitura superem o modelo tradicional contido das 7
  8. 8. narrativas contínuas (com início, meio e fim). Uma enciclopédia é um clássico exemplo de hipertexto baseado no papel, pois permite acesso não-linear aos verbetes contidos em diferentes volumes. Um exemplo de hipertexto tradicional são as anotações de Leonardo Da Vinci e também a Bíblia, devido sua forma não- linear de leitura. 4.3 - Hipertexto e Educação Um tópico relevante é a utilização da ferramenta de hipertexto na Educação. O trabalho com hipertexto pode impulsionar o aluno à pesquisa e à produção textual. O hipertexto como ferramenta de ensino e aprendizagem facilita um ambiente no qual a aprendizagem acontece de forma incidental e por descoberta, pois ao tentar localizar uma informação, os usuários de hipertexto, participam ativamente de um processo de busca e construção do conhecimento, forma de aprendizagem considerada como mais duradoura e transferível do que aquela directa e explícita. Na sala de aula, onde se trabalha com hipertexto, os alunos, num sistema de colaboração, acabam aprendendo mais e através de diversas fontes. O próprio conceito de hipertexto, pode nos levar a essa intenção. Uma 8
  9. 9. atividade colaborativa traz benefícios extraordinários no que diz respeito a construção individual e coletiva do conhecimento. Os professores também podem trabalhar com hipertexto para funções pedagógicas. Utilizar textos de várias turmas e redistribuí-los é um bom exemplo. O hipertexto também traz como vantagem para a educação a construção do conhecimento compartilhado, um importante recurso para organizar material de diferentes disciplinas.Trabalhar com hipertexto leva o aluno a produção de textos e traz como vantagens a construção do conhecimento de forma dinâmica e inserindo o aluno e o processo educativo no mundo digital. Em sua produção o aluno se refere a conhecimentos antes apreendidos, mantendo uma relação sempre linear com o texto. 5) Estrutura do parágrafo Os textos são estruturados geralmente em unidades menores, os parágrafos, identificados por um ligeiro afastamento de sua primeira linha em relação à margem esquerda da folha. Possuem extensão variada: há parágrafos longos e parágrafos curtos. O que vai determinar sua extensão é a unidade temática, já que cada 9
  10. 10. idéia exposta no texto deve corresponder a um parágrafo. Segundo Andrade e Henriques ( 1999), o parágrafo pode ser considerado um microtexto, e, como tal, não prescinde da delimitação do assunto e fixação do objetivo. Elas sugerem que se responda às perguntas: ⇒ O quê? ( delimitação do assunto) ⇒ Para quê ? ( fixação do objetivo) 5.1- Estrutura do parágrafo É muito comum nos textos de natureza dissertativa, que trabalham com idéias e exigem maior rigor e objetividade na composição, que o parágrafo-padrão apresente a seguinte estrutura: a) introdução - também denominada tópico frasal, é constituída de uma ou duas frases curtas, que expressam, de maneira sintética, a idéia principal do parágrafo, definindo seu objetivo; b) desenvolvimento - corresponde a uma ampliação do tópico frasal, com apresentação de idéias secundárias que o fundamentam ou esclarecem; c) conclusão - nem sempre presente, especialmente nos parágrafos mais curtos e simples, a conclusão retoma a idéia central, 1
  11. 11. levando em consideração os diversos aspectos selecionados no desenvolvimento. Nas dissertações, os parágrafos são estruturados a partir de uma idéia que normalmente é apresentada em sua introdução, desenvolvida e reforçada por uma conclusão. 5.2- Tópico frasal Na grande maioria dos casos, a introdução corresponde ao tópico frasal, que anuncia a ideia-núcleo do parágrafo. Além de conter a ideia central, o tópico frasal deve ser atraente, para estimular no leitor a continuação da leitura. Esse período orienta ou governa o resto do parágrafo; dele nascem outros períodos secundários ou periféricos; ele vai ser o roteiro do escritor na construção do parágrafo; ele é o período mestre, que contém a frase-chave. Como o enunciado da tese, que dirige a atenção do leitor diretamente para o tema central, o tópico frasal ajuda o leitor a agarrar o fio da meada do raciocínio do escritor; como a tese, o tópico frasal introduz o assunto e o aspecto desse assunto, ou a idéia central com o potencial de gerar idéias-filhote; como a tese, o tópico frasal é enunciação argumentável, afirmação ou negação que leva o leitor a esperar 1
  12. 12. mais do escritor (uma explicação, uma prova, detalhes, exemplos) para completar o parágrafo ou apresentar um raciocínio completo. Assim, o tópico frasal é enunciação, supõe desdobramento ou explicação. A idéia central ou tópico frasal geralmente vem no começo do parágrafo, seguida de outros períodos que explicam ou detalham a idéia central. Em alguns casos mais raros, a ideia central aparece no fim do parágrafo, mas isto é bem menos comum. Na descrição e na dissertação é que o tópico frasal aparece mais nitidamente. Na narração, a ideia central vem, quase sempre, diluída no desenvolvimento do parágrafo. Exemplo de tópico frasal: Ao cuidar do gado, o peão monta e governa os cavalos sem maltratá-los ( Introdução ou tópico frasal) . O modo de tratar o cavalo parece rude, mas o vaqueiro jamais é cruel. Ele sabe como o animal foi domado, conhece as qualidades e defeitos do animal, sabe onde, quando e quanto exigir do cavalo. (desenvolvimento) O vaqueiro aprendeu que paciência e muitos exercícios são os principais meios para se obter sucesso na lida com os 1
  13. 13. cavalos, e que não se pode exigir mais do que é esperado. (conclusão) O parágrafo pode apresentar mais de uma forma de estruturação ao mesmo tempo, de acordo com a natureza do assunto, o tipo de redação, o estilo do escritor e outros fatores. Para fins didáticos, vamos conhecer cada uma delas separadamente. 5.3- Principais formas de estruturação do parágrafo : 5.3.1 - Parágrafo ordenado por explicitação da declaração inicial ou conceituação: Consiste no desdobramento da afirmação ou negação no tópico frasal; forma um conjunto de idéias secundárias que explicitam ou esclarecem a proposição inicial. Exemplo: “Em essência, a administração é guardiã dos interesses de muitos grupos diferentes. Executa a função de intendência em nome dos proprietários, que buscam um retorno satisfatório para seu investimento . O retorno pode ser lucro ( como em uma empresa) ou serviço ( como em governo Municipal, estadual ou federal). A 1
  14. 14. administração também tem que considerar os melhores interesses dos empregados , os quais procuram bom pagamento, condições de trabalho seguras e confortáveis, tratamento justo e eqüitativo, a maior segurança possível no cargo , mais folga e esforço menos cansativo. O interesse do público, incluindo grupos consumidores, ambientalistas e defensores dos direitos civis, precisa de alguém que cuide dele. A administração também tem de agradar os clientes, fregueses e consumidores, porque sem eles a organização não teria propósito. Precism ser considerados outros, como credores, fornecedores, líderes sindicais e associações comerciais. Finalmente, a administração precisa satisfazer às necessidades e demandas de vários tipos de governo.(...)”. ( Megginson, 1986:11). 5.3.2 - Parágrafo ordenado pela relação de Causa e consequência: Trata-se de uma relação lógica e o que se busca em um parágrafo assim ordenado é o encadeamento lógico do raciocínio. O conjunto causa-conseqüência pode aparecer de maneira explícita ou implícita. Explicitamente com: 1
  15. 15. - conectivos de causalidade: porque, visto que, como, já que, etc. - Termos de conotação causal: porquê, razão, motivo, causa, acarretar, provocar, etc. - conectivos de consequência: logo, portanto, por conseguinte, etc. - Termos de conotação consecutiva: por conseqüência, em resultado, resultar, etc. Implicitamente, com estruturas frasais que impliquem causa ou conseqüência ou quando semanticamente, se nota essa forma de desenvolvimento. Exemplo: “ As redações dos jornais brasileiros foram gradativamente se diversificando. Isso foi necessário porque o mundo se complicou desde que se começou a fazer jornal. (...) a modificação do mundo- o ciclo revolucionário semi-anarquista de 1968 – obrigou os jornais a criarem áreas específicas. Isso é inevitável. Mas a diversificação traz um prejuízo, porque os redatores e repórteres de certas áreas tendem a especializar-se demais para melhorar de nível e, 1
  16. 16. em conseqüência, perdem a visão de conjunto (...)”. ( ABRAMO, Cláudio. A regra do jogo, p.164). 5.3.3 - Ordenação por contraste, confronto, antítese ou oposição: O parágrafo assim organizado tem o objetivo de apontar diferenças, estabelecer oposições e chegar ao esclarecimento. O contraste também pode ser evidenciado de forma explícita ou implícita. Explicitamente com: - conectivos adversativos: mas , porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, etc. - conectivos proporcionais: enquanto, ao passo que, à proporção que, etc. - conectivos comparativos: que, do que, etc. - Certas expressões adverbiais: em contraste, em oposição , ao contrário, aqui, ali, lá, de um lado, de outro, contrariamente, etc. - Conectivos concessivos: embora, ainda que, se bem que, etc. Implicitamente, quando a estruturação do parágrafo implica conotação de confronto. Exemplo: “ Enquanto o pensamento medieval é predominantemente teocêntrico (centrado na 1
  17. 17. figura de Deus), o homem moderno coloca a si próprio no centro dos interesses e decisões. (...) O homem moderno descobre sua subjetividade. Enquanto o pensamento antigo e medieval parte da realidade inquestionada do objeto e da capacidade do homem de conhecer, surge na Idade Moderna a preocupação com a ‘consciência da consciência’. ( Aranha, 1986:142) 5.3.4 - Ordenação por enumeração: Caracteriza-se pela busca da ordenação minuciosa, pelo detalhamento de idéias ou argumentos e visa, assim, à generalização.A enumeração manifesta-se com a relação de termos, com expressões indicadoras de tempo, lugar, com seqüência de numerais ( especialmente os ordinais). Os dois pontos anunciam, geralmente, a enumeração e têm como funções principais explicar e enumerar. Exemplo: “ O bumba-meu-boi é um dos mais conhecidos e importantes meios de diversão popular do Brasil. Entre os vários nomes, temos: no Amazonas, boi-bumbá; no Maranhão, bumba-meu-boi e boi-de-reis; no Ceará, boi- 1
  18. 18. surubi; no Rio Grande do Norte, boi-calemba; na Bahia, rancho-de-boi; no Espírito Santo, bumba- de-reis (...). A origem dessa manifestação é geralmente ligada ao ciclo da criação de gado. Existem três tipos de personagens: humanos, animais e entes fantásticos (...)”. ( Luyten, 1988:35,36) 5.3.5 - Ordenação por exemplificação: Está intimamente ligada à enumeração; é um tipo de enumeração. Geralmente assume caráter didático, com a utilização de partículas adequadas: como, por exemplo, etc. Exemplo: “ Lei da passagem da quantidade à qualidade – o processo de transformação das coisas se faz por ‘saltos’, mudanças mínimas de quantidade vão-se acrescentando e provocam, em um determinado momento, uma mudança qualitativa: o ser passa a ser outro. O exemplo clássico é o da água esquentando; ao chegar a 100 graus centígrados , deixa o estado líquido e passa para o gasoso. (...) a química é, por excelência, a ciência das mudanças. Por exemplo, o oxigênio: se, para formar uma molécula, se unirem três átomos em vez de dois, temos o ozônio”. 1
  19. 19. 5.3.6 - Resposta à interrogação: Busca desenvolver o parágrafo em forma de resposta a uma pergunta inicial. Exemplo: “ Quantas Odisséias contém a Odisséia? NO início do poema, a Telemaquia é a busca de uma narrativa que não existe, aquela narrativa que será a Odisséia. No início de Ítaca, o cantor Fêmio já sabe os nostoi de outros heróis; só lhe falta um, o de seu rei; por isso, Penélope não quer mais ouvi-lo cantar. E Telêmaco parte em busca dessa narrativa junto aos veteranos da Guerra de Tróia; se a encontrar, termine ela bem ou mal, Ítaca sairá da situação amorfa sem tempo e sem lei em que se encontra a tantos anos” . ( Calvino, 1993: 17). Bibliografia ANDRADE, Maria margarida de andrade e HENRIQUES, Antônio. Língua Portuguesa: noções básicas para cursos superiores. 6 ed. São Paulo: Atlas S.A, 1999. BEIGUELMAN, Giselle. O livro depois do livro. São Paulo, editora Peirópolis, 2003. 1
  20. 20. CAMARGO, Ana Maria de Almeida; BELLOTTO, Heloísa Liberalli (orgs.). Dicionário de terminologia arquivística. São Paulo: Associação dos Arquivistas Brasileiros – Núcleo de São Paulo / Secretaria de Estado da Cultura – Departamento de Museus e Arquivos, 1996. COSTA VAL, M. da Graça. Redação e textualidade. São Paulo, Martins Fontes, 1991. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio eletrônico – Século XXI. Versão 3.0. São Paulo: Lexikon, 1999. KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; TRAVAGLIA, Luis Carlos. Texto e coerência. 8.ed. São Paulo: Cortez, 2002. PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto: leitura e redação. 3.ed. São Paulo: Ática, 1996. http://pt.wikipedia.org/wiki/Texto 2

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