Morfologia

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    1. 1. Morfologia [email_address]
    2. 2. <ul><li>Se ocupa das palavras quanto à sua estrutura e formação, bem como quanto às suas flexões e classificação, tendo em vista dois pontos de vista diferentes: </li></ul><ul><li>sincrônico – estado atual, descritivo </li></ul><ul><li>diacrônico – processo evolutivo, desde a mais antiga fase até os dias atuais. </li></ul>
    3. 3. <ul><li>Sandalo (2006): é o componente que trata da estrutura interna das palavras. </li></ul><ul><li>O que é uma palavra? </li></ul>
    4. 4. <ul><li>Critérios fonológicos na distinção entre palavra e frase. </li></ul><ul><li>Acento: detergénte ~ dètergénte </li></ul><ul><ul><li>O que é detergente? </li></ul></ul><ul><ul><li>É o ato de prender pessoas </li></ul></ul>
    5. 5. <ul><li>Critérios sintáticos – funcionam em qualquer língua. </li></ul><ul><li>Uma sequência de sons só pode ser palavra se: </li></ul><ul><li>Puder ser usada como resposta única a uma pergunta </li></ul><ul><li>Puder ser usada em várias posições sintáticas </li></ul>
    6. 6. <ul><li>- O que Maria comprou na feira hoje? </li></ul><ul><li>- Nabos </li></ul><ul><li>- Maria comprou nabos na feira hoje </li></ul><ul><li>- Nabos foi o que Maria comprou na feira hoje. </li></ul>
    7. 7. <ul><ul><li>Maria quer lhe dar um livro de presente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Maria quer dar- lhe um livro de presente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Palavra é a unidade mínima que pode ocorrer livremente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo: ele </li></ul></ul><ul><ul><li>A palavra é a unidade máxima da morfologia. </li></ul></ul>
    8. 8. <ul><li>Abaurre et al (2003): Palavra é uma unidade lingüística de som e significado que entra na composição dos enunciados da língua. </li></ul><ul><li>Noção de frase - seqüência de palavras sintaticamente organizadas = noção moderna. </li></ul>
    9. 9. <ul><li>Seriam os fonemas e os traços as unidades mínimas da morfologia? </li></ul><ul><li>Exemplo: Nacionalização </li></ul><ul><li> Nação </li></ul><ul><li> + </li></ul><ul><li> al = (nacional) </li></ul><ul><li> + </li></ul><ul><li> izar </li></ul>
    10. 10. <ul><li>MORFEMA </li></ul><ul><li>Menores unidades lingüísticas que têm significado próprio. </li></ul><ul><li>As palavras podem ser: </li></ul><ul><li>morfologicamente simples - compostas de um morfema (substantivo flor) </li></ul><ul><li>morfologicamente complexas - possuem mais de um morfema (“flor” e “zinha” - florzinha). </li></ul>
    11. 11. <ul><li>Morfemas lexicais (lexemas ou semantemas) de significação externa, série aberta. Ex.: legal </li></ul><ul><li>Morfemas gramaticais (gramemas ou formantes) de significação interna, relacionados ao universo lingüístico, série fechada. Ex.: i –legal (i = alomorfe  ilegal, irreal, infeliz, ingrato) </li></ul><ul><li>Teoria Gerativa: fonologia lexical (interface sintaxe X fonologia) </li></ul>
    12. 12. <ul><li>Na fonologia lexical, o morfema café, por exemplo, entra na derivação e o acento é atribuído, então o morfema zinho é acrescentado e o acento é atribuído novamente. </li></ul><ul><li>Regras cíclicas são aplicadas respectivamente no final de cada operação de adição morfológica. </li></ul><ul><li>Nação – nacionál </li></ul><ul><li>Café – cafezínho </li></ul><ul><li>Pérola – peroládo </li></ul>
    13. 13. <ul><li>Anderson (1982): relevância da morfologia à sintaxe, a partir da morfologia flexional. </li></ul><ul><li>- Morfologia derivacional: alteração de categoria gramatical da palavra ou de um novo traço de significado é adicionado. </li></ul><ul><li>- Morfologia flexional: estabelece ligaçoes entre palavras, acena, portanto, para a sintaxe (as flores são azuis) </li></ul>
    14. 14. <ul><li>Morfologia flexional – aproxima os estudos da morfologia à sintaxe  morfossintaxe </li></ul><ul><li>Ex.: (sus)penso em passos de (mu)dança </li></ul><ul><ul><ul><li> Meu uni-verso </li></ul></ul></ul>
    15. 15. O DESENVOLVIMENTO MORFOSSINTÁTICO <ul><li>Sensibilidade da criança aos processos de derivação lexical ( morfologia derivacional ) ou às flexões das palavras variáveis ( morfologia flexional ). </li></ul><ul><li>Morfologia derivacional - habilidade da criança em lidar com a formação de palavras pelo acréscimo de prefixos ou sufixos a um radical ou ainda com a decomposição de palavras derivadas gerando palavras primitivas. </li></ul><ul><li>Morfologia flexional - sensibilidade da criança às flexões de gênero e de número dos nomes e às flexões de modo-tempo e número-pessoa dos verbos. </li></ul>
    16. 16. SÂNDI <ul><li>Causa alterações fonéticas e morfológicas </li></ul><ul><li>Termo da antiga gramática sanscrítica que designa as alterações mórficas   fonológicas  causadas  pelo contato  entre  formas . </li></ul>
    17. 17. <ul><li>A não aplicação da regra de epêntese ocorre quando se aplica antes a regra de sândi (Bisol, 1996). Neste caso, a vogal final da primeira palavra cai e a consoante que sobra nessa sílaba passa a compor o onset da sílaba seguinte. </li></ul><ul><li>joelho    joelhinho    *joelhozinho casa    casinha    *casa-z-inha </li></ul>
    18. 18. <ul><li>Sufixos com consoante - elemento epentético, para evitar hiatos. Com base nisso, analise os morfemas dos vocábulos abaixo: </li></ul><ul><li>   chaleira       pedestre             camarim    </li></ul><ul><li>bambuzinho    </li></ul><ul><li>casinha </li></ul><ul><li>porteira </li></ul><ul><li>terrestre </li></ul>
    19. 19. <ul><li>O sândi classifica-se em &quot;interno&quot; e &quot;externo&quot;. </li></ul><ul><li>O primeiro ocorre no interior do vocábulo. Assim, os semantemas (radicais) cre - (de &quot;crer&quot;) e le - (de &quot;ler&quot;) em contato com a desinência verbal -o provocam o surgimento de um i eufônico para desfazer o hiato: cre i o e le i o . </li></ul><ul><li>O sândi externo verifica-se na justaposição vocabular - final de uma palavra com o início de outra. Nas línguas modernas, a grafia não registra o fenômeno, ao contrário do que acontecia com o sânscrito. </li></ul>
    20. 20. <ul><li>Dessa forma, em &quot;olhos azuis&quot;, o /s/ de &quot;olhos&quot; em contato com o /a/ de &quot;azuis&quot; passa a ficar em posição intervocálica e, de fonema surdo que é, muda para sonoro, ou seja, transforma-se em /z/. O mesmo acontece com &quot;vim aqui&quot;, que resulta em &quot;v inh aqui&quot; e com &quot;chamem + o &quot;, que se converte em &quot;chamem- no &quot;. </li></ul>
    21. 21. <ul><li>Os diminutivos que começam com [z] e os advérbios em -mente (Cagliari, 1999) apresentam um problema morfológico particular (Câmara Jr, 1985) sendo consideradas formas compostas e não como derivadas (Lee, 1995). Neste caso, a fricativa [z] não seria epentética. </li></ul><ul><li>a. hoteizinhos    sozinho b. abertamente    somente </li></ul>
    22. 22. TELEGRAMA – ZECA BALEIRO <ul><li>Eu tava triste Tristinho! Mais sem graça Que a top-model magrela Na passarela Eu tava só Sozinho! Mais solitário Que um paulistano Que um vilão De filme mexicano … </li></ul>
    23. 23. IDENTIFICANDO MORFEMAS <ul><li>Língua Baulê (Níger-congo, grupo Kwa) </li></ul><ul><li>nbá – eu chego </li></ul><ul><li>àbá – você chega </li></ul><ul><li>òbá – ele/ela chega </li></ul><ul><li>èbá – nós chegamos </li></ul><ul><li>ámùbá – vocês chegam </li></ul><ul><li>bèbá – eles/elas chegam </li></ul>
    24. 24. <ul><li>A morfologia está localizada entre a sintaxe e a fonologia. Deste modo, a sintaxe é visível para a morfologia e a morfologia é visível para a fonologia: </li></ul><ul><li>Intersecção: morfologia – fonologia - sintaxe </li></ul>
    25. 25. Morfossintaxe
    26. 26. SINTAXE <ul><li>Distingue-se da fonologia e da morfologia pela unidade que é foco de análise  SENTENÇA </li></ul><ul><li>Chomsky - Syntatic Structure : as propriedades da sentença que todos os falantes e ouvintes normais conhecem intuitivamente, mas que, teoricamente, dependem de um profundo conhecimento da língua. </li></ul><ul><li>Conhecimento linguístico universal, inato, cuja área central é a sintaxe . </li></ul>
    27. 27. <ul><li>Sintaxe  crença em um componente transformacional  visão da semântica como uma interpretação de relações sintáticas básicas. </li></ul><ul><li>Chomsky - matemática - mentalismo, do nativismo e da modularidade </li></ul>
    28. 28. <ul><li>CRIATIVIDADE: Através dela o homem é capaz de construir um número infinito de sentenças, a partir do seu conhecimento de base, inato (U.L.) </li></ul>CHOMSKY (GRAMÁTICA GERATIVA)
    29. 32. SINTAXE <ul><li>Refere-se à combinação de palavras na composição de sentenças. </li></ul><ul><li>Essa descrição é organizada sob forma de regras. </li></ul><ul><li>João entregou o livro para Riobaldo </li></ul><ul><li>O Riobaldo eu vi ontem </li></ul><ul><li>Na festa vieram o Manuel e o Augusto </li></ul>
    30. 33. <ul><li>Conjunto de fatores heterogêneos: </li></ul><ul><li>Tipo de oração (interrogativa, afirmativa, exclamativa, negativa, …) </li></ul><ul><li>Categorias verbais </li></ul><ul><li>Natureza do elemento deslocado (sujeito, adjunto adverbial, predicativo) </li></ul><ul><li>Mas como chegar a um princípio que explique todos os casos?  ênfase </li></ul>
    31. 34. <ul><li>Inversão = recurso estilístico </li></ul><ul><li>Sintagmas verbais e nominais </li></ul><ul><li>Sintagma é um segmento lingüístico que expressa uma relação de dependência. </li></ul>
    32. 35. <ul><li>sintagma nominal (SN) : quando o núcleo do sintagma é um nome </li></ul><ul><li>sintagma adjetival (SAdj) : quando o núcleo do sintagma é um adjetivo </li></ul><ul><li>sintagma verbal (SV) : quando o núcleo do sintagma é um verbo </li></ul><ul><li>sintagma preposicional (SP) : quando o núcleo do sintagma é uma preposição </li></ul><ul><li>sintagma adverbial (SAdv) : quando o núcleo do sintagma é um advérbio </li></ul>
    33. 36. <ul><li>Todos silenciosamente acompanhavam a romaria pela cidade. </li></ul><ul><li>Sintagma - formado por uma ou mais palavras. Busca-se, logo, pelo elemento núcleo e classifica-se o sintagma segundo a categoria do núcleo (ex.: pela cidade : núcleo: pela = preposição [ por + ela ]). </li></ul>

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