Alteração de linguagem secundária à deficiência auditiva

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Alteração de linguagem secundária à deficiência auditiva

  1. 1. ALTERAÇÃO DE LINGUAGEM SECUNDÁRIA À DEFICIÊNCIA AUDITIVA [email_address]
  2. 2. A audição <ul><li>Essencial ao desenvolvimento da fala , da socialização e de outras formas de comportamento. </li></ul><ul><li>Sociedade – maioria ouvinte. </li></ul><ul><li>Maioria dos surdos – pais ouvintes </li></ul>
  3. 3. A perda auditiva <ul><li>Perda – linguagem: neurossensorial </li></ul><ul><li>Resulta de danos no ouvido interno e nas fibras nervosas - lesões permanentes. </li></ul><ul><li>Déficit sensorial e distorção dos sons, perturbando a discriminação auditiva mesmo daqueles sons ouvidos. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Quanto mais precoce e mais severa é a perda, mais dramático é o efeito sobre o aprendizado da linguagem oral. </li></ul><ul><li>Torna-se claro que a audição deve ser testada em qualquer criança que venha para avaliação de distúrbios do desenvolvimento. </li></ul>A perda auditiva
  5. 5. Alterações no percurso aquisitivo <ul><li>Diagnóstico tardio – atraso de linguagem </li></ul><ul><li>Criança  privada da via sensorial da LO e muitas vezes não é estimulada a desenvolver a LS. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Surdez  atraso de linguagem  falta de intercâmbio auditivo-verbal e traz prejuízos para o desenvolvimento da linguagem ORAL . </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A surdez NÃO priva os surdos da faculdade da linguagem , MAS total ou parcialmente, da língua oral. </li></ul>
  8. 8. Atraso de linguagem <ul><li>Ausência do surgimento da linguagem no período em que deveria ocorrer, ou um desenvolvimento aquém do esperado para a idade na qual a criança se encontra. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>É considerado atraso quando o individuo não adquire linguagem até mais ou menos 2 anos e nem apresenta saltos significativos em idades mais avançadas que compensem esse atraso. </li></ul>Atraso de linguagem
  10. 10. <ul><li>Aneja (1999) indica alguns sinais de alerta: </li></ul><ul><li>nenhuma palavra emitida até os 18 meses; </li></ul><ul><li>não colocação de duas palavras juntas aos 2 anos; </li></ul><ul><li>ausência de desempenho imitativo e simbólico aos 2 anos; </li></ul><ul><li>não formação de sentenças aos 3 anos; </li></ul><ul><li>discurso incompreensível aos 3 anos. </li></ul>Atraso de linguagem
  11. 11. <ul><li>As alterações da linguagem podem comprometer um ou mais desses sistemas interdependentes: </li></ul><ul><li>Pragmático </li></ul><ul><li>Fonológico </li></ul><ul><li>Semântico </li></ul><ul><li>Morfossintático </li></ul>Atraso de linguagem
  12. 12. <ul><li>Pode ocorrer por questões ambientais, sem causa orgânica identificável, mas também aparece como uma patologia de linguagem secundária à outra como no caso de fatores genéticos (síndromes), psiquiátricos (autismo/psicoses), neurológicos (PC), audiogênicos (surdez) ou de outra privação sensorial (cegueira). </li></ul><ul><li>Atraso secundário à surdez  LO </li></ul><ul><li>Atraso  linguagem como um todo, por falta de estimulação de LO e LS </li></ul>Atraso de linguagem
  13. 13. <ul><li>Apesar das crianças surdas terem capacidade cognitiva para desenvolver linguagem, a maturação lingüística das estruturas corticais biologicamente inatas depende da estimulação auditiva. </li></ul><ul><li>A via que a criança surda tem acesso à linguagem oral é a leitura OFAs. </li></ul>Desenvolvimento da linguagem e surdez
  14. 14. Alteração de linguagem secundária à surdez <ul><li>O atraso na linguagem da criança surda - impacto na vida social e escolar </li></ul><ul><li>Identificação precoce e intervenção apropriada -atenuar os déficits emocional, social e cognitivo </li></ul>
  15. 15. Desenvolvimento da linguagem e surdez <ul><li>Estudos - bebês de alto risco para a surdez realizam o balbucio monossilábico quando deveriam realizar inclusive o polissilábico. Apesar do balbucio inicial não diferir entre ouvintes de surdos. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Pessoas com surdez - entraves para participar da educação escolar, decorrentes da perda da audição e da forma como se estruturam as propostas educacionais das escolas. </li></ul><ul><li>Podem ser prejudicadas pela falta de estímulos adequados ao seu potencial cognitivo, sócio-afetivo, lingüístico e político-cultural e ter perdas consideráveis no desenvolvimento da aprendizagem. </li></ul>Desenvolvimento da linguagem e surdez
  17. 17. O que está em jogo nas alterações de linguagem secundárias à surdez? <ul><li>Tipo e grau de perda </li></ul><ul><li>Congênita x adquirida </li></ul><ul><li>Período pré-lingüístico x lingüístico </li></ul><ul><li>Uso de recursos assistivos (AASI, IC, sistema FM) </li></ul><ul><li>LIBRAS </li></ul><ul><li>LOF </li></ul><ul><li>Escola </li></ul><ul><li>Família </li></ul><ul><li>Outras patologias associadas </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Pré-linguístico - compromete de forma grave a aquisição da lingua-gem oral nos primeiros 6 a 18 meses de idade, prejudicando globalmente a comunicação; </li></ul><ul><li>Pós-linguístico - regressão da LO. A perda do feedback auditivo contribui para a alteração da elaboração e emissão da fala. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Surdo - independente de qualquer conceituação audiológica - necessita de condições socioeducacionais diferentes daquelas dos ouvintes. </li></ul><ul><li>Apresenta dificuldades de comunicação ORAL </li></ul><ul><li>Sinalização diferenciada - utilização de linguagens e códigos aplicáveis. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Uso de gestos </li></ul><ul><li>Atenção aos movimentos corporais e articulatórios do interlocutor </li></ul><ul><li>Fala forte e com prosódia esteriotipada </li></ul><ul><li>Reações inadequadas a estímulos sonoros </li></ul><ul><li>Apresenta dificuldades de aprendizagem específicas </li></ul>Alteração de linguagem secundária à surdez
  21. 21. Intervenção <ul><li>1. ORALIZAÇÃO </li></ul><ul><li>2. ABORDAGEM BILINGUE </li></ul>
  22. 22. 1. Oralização <ul><li>Audição  maximizada através de recursos assistivos (o canal auditivo = caminho natural para a fala). </li></ul><ul><li>Terapia - auxiliar a criança a aprender a usar seu resíduo auditivo e a construção e uso LO. </li></ul><ul><li>Trabalho - detecção, discriminação auditiva e reconhecimento dos sons. </li></ul><ul><li>Pode-se pensar no treino associado da LOF. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Integrar a criança surda na comunidade de ouvintes  língua oral </li></ul><ul><li>LS - prejudicial à aquisição da língua oral </li></ul><ul><li>Noção de Linguagem = restrita à LO </li></ul><ul><li>Surdez = deficiência </li></ul>1. Oralização
  24. 24. <ul><li>Base teórica lingüística - Gerativismo de Chomsky. </li></ul><ul><li>Estimulação precoce </li></ul><ul><li>Filosofia oralista - técnicas/métodos </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Verbotonal </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Aurioral </li></ul></ul></ul></ul>1. Oralização
  25. 25. <ul><li>Embora oralizadas - dificuldades de nível fonético-fonológico  articulação e identificação de determinados sons. </li></ul><ul><li>Ex.: identificação do contraste entre sons surdos e sonoros, </li></ul><ul><li>Limitação fonética – percepção e ausência do feedback auditivo  compromete o uso dos recursos prosódicos. </li></ul><ul><li>Comprometimento fonológico  ausência de contrastes. </li></ul><ul><li>Foco de terapia em pacientes surdos oralizados, uma vez superadas as questões de ordem semântica. </li></ul>1. Oralização
  26. 26. Um caso a se pensar... <ul><li>Perda severa/profunda: chances de desenvolver a oralidade?  possibilidade do uso da LS e da LOF  avaliado junto à família.  </li></ul><ul><li>LS - língua viso-espacial, eficiente, com todos os sistemas lingüísticos e oferece condições para o desenvolvimento lingüístico e cognitivo pleno. </li></ul><ul><li>Todos têm o direito de usar sua língua nativa em todas as situações oficiais </li></ul>
  27. 27. 2. Abordagem bilíngüe <ul><li>LS  aparato lingüístico necessário para estruturação do pensamento e aquisição de outras línguas </li></ul><ul><li>Língua artificial x língua natural </li></ul><ul><li>Acesso completo à informação curricular e cultural através da língua nativa (LS) </li></ul>
  28. 28. <ul><li>LIBRAS - mais acesso a informações e serve como mediadora na aprendizagem da escrita  maiores possibilidades de acesso lingüístico. </li></ul><ul><li>Saída para evitar o atraso de linguagem, cognitivo e escolar das crianças surdas, pois a criança adquire a LS da mesma forma/velocidade que a criança ouvinte adquire a LO. </li></ul><ul><li>A divulgação e estímulo da utilização da língua dos sinais e resgate da cultura surda e de seus direitos. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>É adquirida como língua materna pelas crianças surdas e o simples contato com a comunidade de surdos adultos propicia a sua aquisição naturalmente (BRITO, 1993). </li></ul>
  30. 30. <ul><li>É importante ressaltar que a criança surda não é deficiente na esfera lingüístico-comunicativa ou na construção da identidade social... </li></ul><ul><li> mas é ASSIM TORNADA pelas condições sociais em que se constitui como pessoa. </li></ul>
  31. 31. A linguagem escrita do surdo <ul><li>Aprendizagem  particularidades </li></ul><ul><li>Oralização  dificuldades na relação fonema x grafema  elaboração da escrita  desenvolvimento de uma língua escrita efetiva </li></ul><ul><li>LS – estrutura diferente da LP oral </li></ul><ul><li>Transferências L1 (LS)  L2 (LPE) </li></ul>
  32. 32. <ul><li>Dificuldades: </li></ul><ul><li>Uso de elementos coesivos. </li></ul><ul><li>Regras sintáticas (tempo e flexão verbal/ nominal) </li></ul><ul><li>Uso de verbos de ligação </li></ul><ul><li>Vocabulário </li></ul><ul><li>Fazer inferências na leitura </li></ul><ul><li>Uso da linguagem figurada </li></ul><ul><li>Trocas ortográficas </li></ul>A linguagem escrita do surdo
  33. 33. <ul><li>Exposição a conhecimentos que a língua oferece, seja ela oral ou gestual (SAMPAIO, 2004). </li></ul><ul><li>LS  mediadora  desenvolvimento da escrita </li></ul><ul><li>LS - intermediadora na construção do significado, na leitura de mundo e na apreensão de mecanismos cognitivos importantes para leitura e escrita </li></ul>A linguagem escrita do surdo
  34. 34. <ul><li>Surdos com domínio da LS conseguem se expressar e interpretar textos de forma inteligente, embora com erros de ortografia e concordância, decorrentes da influência da LS </li></ul><ul><li>Surdos oralizados - dificuldades em expressar-se por escrito </li></ul>A linguagem escrita do surdo

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