Contos de terror - A Noiva da Morte

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Contos de terror - A Noiva da Morte

  1. 1. A noiva da morte Cristal e Tiago foram criados na mesma rua, ao fim da qual havia um pequenocemitério.Pequeno mesmo, assim como a cidade, que não passava de mil habitantes. Costumavambrincar por lá durante o dia. No entanto Tiago era apaixonado por Cristal e resolveu convidá-la para irao cemitério ver a lua cheia:- Você aceita ver a lua cheia comigo,Cristal?Alegre respondeu:- Sim!Vamos?!Quando chegaram ao cemitério viram um corpo sendo velado.Cristal assustada disse:- Enterro à noite? Nunca vi isso?Tiago disse animado:- Vamos lá ver?Cristal concordou, com muito medo foi andando. Era uma noiva ainda vestida de branco.Tinha morrido no dia da cerimônia. Resolveram acompanhar o féretro, porque a noiva era muito bonita.O caixão já tinha baixado à sepultura e o coveiro jogava terra por cima, quando um rapaz bonito etranstornado, certamente o noivo, deu um passo a frente e jogou uma aliança dentro da cova. Sem seimportar, o funcionário municipal continuou o serviço. Tiago e Cristal ficaram ali mais um tempo.Quando estavam indo para casa, Tiago viu uma coisa brilhando ao pé de uma cruz branca. Chegouperto e viu: era a aliança que tinha ficado ali enterrada pela metade. Quando chegou em casa pensou:“vou amanha lá pegar a aliança, deve valer muito”. No dia seguinte... Chegou ao túmulo e pegou a aliança, enquanto ao mesmo tempo ouve umestranho barulho e sai correndo. Quando chega a casa olha no bolso, nada.- Perdi a aliança quando corri - fala inconformado. Tiago passou a noite pensando nisso, e dormiu semperceber. Subitamente acordou no meio da noite totalmente desperto. O quarto estava gelado, o quenão era comum naquela época do ano. Não havia vento, a janela estava fechada. Então veio o medo.Sentiu-se observado e fechou os olhos com força. Sabia o que veria se os abrisse, tinha certeza: era anoiva. Podia sentir sua presença, seus olhos vazios e cravados nele, seu corpo imóvel de pé no quarto.- Devolva minha aliança.No minuto seguinte, o quarto parecia voltar ao normal. Tiago chegou a acreditar que havia sonhado.Logo seus olhos ficaram pesados e voltou a mergulhar no sono. Na noite seguinte, despertou antes damadrugada. O mesmo ar gelado em seu rosto, a mesma certeza de que havia uma presença em seuquarto.
  2. 2. - Devolva minha aliança.A aparição voltou por quatro noites seguidas. Sempre igual. Finalmente na sexta-feira à noite a noivadisse:- Se você for até a minha cova sozinho, à meia-noite e pedir desculpas, eu te perdoo, e não voltonunca mais.Desta vez ela desapareceu lentamente. Na noite seguinte dirigiu-se ao local do encontro marcado.Realmente queria pedir desculpas à noiva e rezar alguns padre-nossos e ave-marias, como garantia.Mas assim que chegou à sepultura sentiu o já conhecido ar frio gelar sua espinha. Queria rezar, masnão podia, sua garganta tinha um nó, não podia gritar, então correu. Correu de olhos fechados paranão ver o que estava ali. Subitamente sentiu seu pé se prendendo em alguma coisa, e no momentoseguinte seu rosto estava mergulhado num monte de terra. Queria correr, mas o medo o imobilizava.Então resolveu ficar de gatinhas, mas um puxão o derrubou novamente. Foi então que ouviu um baquesurdo e sentiu uma dor terrível no dedo anular da mão esquerda. Em seguida percebeu que a criaturahavia partido. Levantou-se d evagar olhou a mão esquerda. Seu dedo tinha sido decepado. Foilentamente para a casa de Cristal. Deixou que sua "amiga" cuidasse dos ferimentos. Foi para casadormir, estava exausto e com dor. No meio da noite, no entanto, seus olhos abriam como se alguémordenasse que fosse assim. A mulher estava parada na suafrente.No entanto, agora ela sorria um sorriso vazio, isolado no restodo rosto, que parecia inexpressivo.Mas Tiago não pode deixar de observar: o dedo esquerdo danoiva exibia uma aliança de ouro.Alunas: Cristiane Venera; Paloma Terezinha Serafim Ramos.Série: 7ª 01

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