Da Zona Ribeirinha à Grande Cidade%20(Reparado)[1]

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Da Zona Ribeirinha à Grande Cidade%20(Reparado)[1]

  1. 1. <br />DA ZONA RIBEIRINHA <br />À GRANDE CIDADE<br /> STC - MODELOS DE URBANISMO E MOBILIDADE<br /> CLC - CULTURAS DE URBANISMO E MOBILIDADE<br /> CP - TOLERÂNCIA E MEDIAÇÃO<br />TRABALHO DE EMILIA AZEVEDO- TURMA P – JANEIRO /2010<br />INDICE <br />Introdução3Breve História de Almada3Almada em Fotografia5Núcleos Habitacionais de Almada9Almada Rural e Urbana10Abastecimento de água11Esgotos e Insalubridade12Electrificação12Almada - Construções do Futuro12Instituições no âmbito da administração e segurança13Câmara Municipal14Assembleia Municipal14Segurança14Ecalma15Mobilidade em Almada16Ponte sobre o Tejo17O Metro de Superfície18Alguns termos usados em urbanismo18Ruralidade, urbanidade, integração socioprofissional e a sua relação com os fluxos migratórios de Almada antiga e moderna19Associativismo21Cidadania e Profissionalidade - O Deserto de Almada22Almada indignada - Protesto dos comerciantes22Representação política e autarquia de Almada23Bairros problemáticos no concelho de Almada24Associações de Imigrantes24Conclusão26Bibliografia26<br />INTRODUÇÃO<br />Escolhi Almada, porque é a cidade onde vivo desde sempre, foi aqui que toda a minha vida se desenrolou, brinquei enquanto criança, frequentei o ensino escolar e toda a minha actividade profissional é também aqui exercida.<br />BREVE HISTORIA DE ALMADA<br />O concelho de Almada fica situado na ponta Noroeste da Península de Setúbal, tendo ligação com o Oceano Atlântico e com o estuário do Tejo, em cuja margem sul está localizado, de frente para Lisboa.<br />O concelho tem hoje cerca de 200 000 habitantes, espalhados pelas freguesias de Almada, Cacilhas, Charneca da Caparica, Costa da Caparica, Cova da Piedade, Feijó, Laranjeiro, Monte da Caparica, Pragal, Sobreda e Trafaria.<br />A profusão de vestígios de comunidades pré-históricas não deixa dúvidas que o território hoje correspondente ao concelho de Almada é habitado desde o Paleolítico. <br />Há também inúmeros vestígios arqueológicos da permanência romana por estas paragens, nomeadamente o que resta de uma unidade fabril de salga de peixe datando do século 1 A.C.-1 d.C.<br />Almada foi também habitada pelos Mouros, a eles devemos o próprio nome da cidade, que deriva de Al-Madam, que significa “a mina”, em alusão a uma mina de ouro que existiu outrora.<br />Os Mouros edificaram um castelo em Almada, devido à sua localização estratégica, propícia ao controlo do estuário do Tejo. <br />Almada foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, mais tarde voltou à posse dos Mouros e reconquistada definitivamente por D. Sancho I que lhe concedeu uma carta de foral (que só viria a ser revogada em 1513, por D. Manuel, quando este tomou em mãos a tarefa de actualizar os forais do reino ao tempo em que se estava). Na altura havia um concelho de vizinhos que se reuniam e tomavam certas decisões de interesse específico da população, tendo uma autonomia considerável face ao rei e aos seus representantes.<br />O Tejo era um cruzamento de embarcações que faziam trocas de mercadorias como por exemplo: farinha, fruta, peixe, vinho, etc., banhando Cacilhas, principal porto de Almada.<br />A povoação desenvolveu-se, nessa época, sobretudo como ponto estratégico militar, na agricultura e pesca.<br />Entre o século XVII e XVIII a cidade já contava com 2.500 habitantes.<br />Local de veraneio da corte real (e de fuga, quando havia surtos de peste em Lisboa), o território desde cedo começou a ser procurado pelas suas qualidades naturais.<br />Almada foi palco de uma importante batalha da Guerra Civil portuguesa, a batalha da Cova da Piedade, que foi decisiva para a vitória dos Liberais. <br />Em finais do século XIX, arrancou a Revolução Industrial portuguesa, e a cidade transformou-se cada vez mais em núcleo urbano industrial. A sua população cresceu rapidamente, sendo destino de migrações de pessoas de outras regiões e, mais tarde, de imigração. Hoje, com o fim dos estaleiros navais da Lisnave e de outras unidades do sector secundário, Almada tem vindo a adaptar-se aos tempos modernos, apostando no turismo, no comércio, em serviços de toda a espécie, na cultura, à medida que se afirma cada vez mais como cidade autónoma, e não apenas uma cidade-dormitório da vizinha Lisboa.<br />Enquanto parte integrante da cidade de Almada, a freguesia é uma construção urbana colectiva que se foi estruturando, evoluindo e consolidando ao longo de muitos séculos, resultado da mistura de povos e de culturas, mas sobretudo, constituída pelos seus cidadãos, pelos espaços do quotidiano, o bairro, as artérias por onde circula a vida da comunidade, se parte à descoberta da diferença, onde se cruzam os gostos e os olhares, se faz a festa tradicional, onde ainda existe a barbearia da esquina e a mercearia que sempre conhecemos naquele quarteirão, a vida associativa, a escola primária, onde em criança se começa a sonhar com um futuro incerto.<br />A imagem que pretendemos para a nossa freguesia é também que seja a da modernidade, da excelência da qualidade, da condição de homens e mulheres livres, da preservação, restauro e defesa do património colectivo, dos bons estabelecimentos de ensino públicos e privados, duma escola nova que forma, apetrecha e intervém, que se cumpre nos empenhos profissionais dos educadores, professores, auxiliares e nos investimentos da governação, duma boa rede de transportes, de instituições que funcionam atempadamente em relação a questões tão essenciais como o fornecimento de água potável e a garantia da sua qualidade, o saneamento básico, recolha e tratamento do lixo, limpeza de ruas, passeios públicos, rede viária, segurança dos cidadãos, das modernas e funcionais instalações da autarquia, da preservação do ambiente e dos espaços verdes, dos equipamentos de saúde e assistência social, dos espaços de lazer, das estruturas vocacionadas para as actividades culturais e desportivas, da informação aos fregueses, da transparência na gestão e funcionamento democrático.<br />Brasão de Almada<br />Almada antiga<br />ALMADA EM FOTOGRAFIAS<br /> <br /> Cacilhas em tempos antigos Almada em 1950 <br /> (Qualquer parecença com a Almada de <br /> Hoje é pura conicidência)<br /> <br /> <br /> Cacilhas-Cais de Embarque Pessoas à espera do embarque<br /> <br /> Farol de Cacilhas Imagem actual do Farol depois de ter sido recolocado <br /> <br /> ALMADA HISTÓRICA<br /> <br /> <br /> Castelo de Almada Pátio Prior do Crato Edifício dos<br /> Restauração da Independência Paços do Concelho<br />ALMADA DO TRABALHO – IMAGENS QUE ALMADA ACTUAL NÃO ESQUECE<br /> <br /> Imagem antiga do Arsenal do Alfeite Estaleiros que já desapareceram<br /> Na época da sua inauguração em 1939<br />JARDINS DE ALMADA<br />OS MAIS ANTIGOS<br /> <br /> Imagem mais antiga do Jardim do Castelo Jardim de Almada (Dr. Alberto Araújo)<br />OS MAIS RECENTES<br /> <br /> Jardim junto ao rio Parque da Paz<br />SOLARES E IGREJAS<br /> <br /> Casa da Cerca Igreja de Santiago<br /> Ermida de S. Sebastião<br />BRINCADEIRAS DE CRIANÇAS<br />_<br /> IMAGENS QUE IDENTIFICAM DE IMEDIATO ALMADA<br />CRISTO REI<br /> <br /> <br /> PONTE SOBRE O TEJO HOSPITALGARCIA DE ORTA<br />NUCLEOS HABITACIONAIS DE ALMADA<br />A densidade habitacional de Almada, nos tempos mais antigos, estava concentrada junto ao Castelo de Almada, descendo em direcção à Zona Ribeirinha, onde se aglomeravam essencialmente as pessoas de menores posses, as casas eram de construção muito simples, de um ou dois pisos, depois foi-se estendendo por algumas zonas de Almada, como a Zona da Mutela na Cova da Piedade, junto da Zona do Seminário de Almada, alargando-se pela zona do Pragal antigo, entre outros núcleos.<br />Os nobres e as pessoas de maiores posses habitavam em algumas casas mais nobres, normalmente em quintas, algumas hoje na posse da Câmara e abertas ao público em geral.<br />O espaço urbano de malha irregular de ruas principais, longas e sinuosas, de onde partiam ruas e travessas estreitas, onde se aglomeravam as casas, agrupadas em bairros os pátios, as fachadas eram estreitas, apertadas umas contra as outras, normalmente de baixa volumetria, coberturas exteriores de telhados de tesoura, com telha mourisca ou marselha de Palença, sobre uma estrutura de madeira, com beirados de massa em subeira ou cimalha no remate inferior, outras com telhados de várias águas com os mesmos tipos de telhas e remate em platibanda, aplicação de tacaniça, mansardas e trapeiras, chaminés de torre alta e forma rectangular , com capeamento em telha mourisca.<br />Cunhais : em pedra ou massa.<br />Parapeitos: Guarnição em pedra, com sobreposição de peito, em madeira ou pedra. Vãos com caixilharia em madeira pintada, janelas de quadrícula com desenhos vários e portadas interiores, de guilhotina e de abrir, janelas de peito, janelas de sacada, portas simples de 4 tábuas, com óculos ou postigos, com e sem grelha, portas afrancesadas em edifícios mais recentes, portas com postigos, ferragens em portas e janelas, dobradiças de leme e cachimbo, fechaduras de anilhar à face ou embutidas. Cores mais utilizadas nos paramentos: branco, ocres, azuis, rosas; nos aros das caixilharias: verde garrafa, vermelho, verde água, e castanho; folhas das janelas de cor branca e das portadas de cores claras. Interiores: de grande diversificação de divisões, de cobertura, de pavimento. Em alguns interiores aparecem lambris pombalinos, raras vezes completos e azulejos de figura avulsa.<br />Materiais utilizados: Alvenaria com argamassa branda de reboco, com traço de areia e cimento; cantaria: pedra calcária bujardada a pico fino ou em massa (dimensões entre os 15 e os 20 cm, consoante a época de construção); tintas para madeira e metais: de esmaltes sintéticos e/ou acrílicos; tintas para paramentos: permeáveis ao vapor de água, madeira, ferro fundido e forjado, chapa zincada, grilhagens em chapa prensada, alumínio, azulejos. <br />IMAGEM DAS HABITAÇÕES NA ZONA RIBEIRINHA<br />MATERIAIS UTILIZADOS NAS CONSTRUÇÕES MODERNAS DE ALMADA<br />Os materiais mais conhecidos para construção são ferro, tijolos, blocos, areia, cimento, pedra e outros mais.<br />Hoje as estruturas são feitas com armações de ferro e betão pronto, que têm que ser de qualidade, pois é a sustentação principal de uma moradia ou prédio.<br />Depois temos os acabamentos finais, onde hoje existe, grande diversidade de materiais e tudo depende do gosto das pessoas que constroem, vidros duplos, estores eléctricos, som ambiente, aspiração central, alarme, cozinhas equipadas, electrodomésticos encastrados, roupeiros, tectos falsos em pladur, madeira e outros, iluminações indirectas, pavimentos em madeira, flutuantes, cerâmicos, mármores, granitos, casas de banho equipadas com banheiras ou colunas de hidromassagem.<br />As moradias e até nalguns prédios já há preocupações ecológicas, pelo que cada vez mais os sistemas de climatização, produção de energia eléctrica e aquecimento de águas são baseados em Energias renováveis como a utilização de painéis solares e fotovoltaicos.<br />Hoje cada vez se fala mais na Casa Inteligente, utilizando as inovações tecnológicas.<br />À habitação nos dias de hoje, não lhe basta ser ecológica e ter qualidade, tem ainda que ser Intemporal e exclusiva, pelo que muitos construtores, estabelecem parcerias com Ateliers de Arquitectura e Decoradores de Interiores. <br />Hoje já são obrigatórios diversos documentos que atestam a qualidade das construções:<br />A nível camarário e para passagem de licenças de habitação: <br />-Certificados de conformidade das instalações eléctricas, gás, água, esgotos.<br />Nos Projectos:<br />Obrigação de para além dos projectos de arquitectura e estabilidade, projectos de isolamento térmico e acústico.<br />Nos actos das escrituras: Obrigatória a apresentação da Ficha Técnica do Imóvel que está a ser vendido, assim como do certificado de eficiência energética.<br />Imagem de Almada actual<br />ALMADA RURAL E ALMADA URBANA<br />DIFERENÇAS DE HABITAR OU NÃO NUM AMBIENTE BEM ESTRUTURADO<br />A qualidade do ambiente urbano é formado por um conjunto de vários componentes, como os equipamentos existentes, os espaços verdes, as condições habitacionais, as infra-estruturas, o microclima urbano, a ocupação do espaço urbano, a paisagem urbana identificada com a estrutura edificada e patrimonial, ainda com a estrutura a edificar, qualidade do ar, resíduos, ruído e os transportes urbanos.<br />Almada passou de um ambiente rural e de profissões ligadas sobretudo ao sector primário, como a agricultura e a pesca, onde a principal indústria era a corticeira, para uma actividade sobretudo terciária que se tem desenvolvido muito durante o final do século XX e início do actual século.<br /> A Câmara Municipal de Almada aprovou em 2008 o Regulamento Urbanístico do Município de Almada - RUMA, que constitui  um instrumento de regulamentação do urbanismo, para o reforço da cultura de exigência nas áreas do urbanismo, da arquitectura, do aprofundamento da informação e clarificação de procedimentos e de articulação entre as operações urbanísticas de iniciativa privada e os objectivos estratégicos do Município.<br />Mas para chegarmos ao ponto onde na actualidade estamos, com infra-estruturas feitas, vias rodoviárias, espaços verdes, a arquitectura relativamente planeada, Almada passou por várias fases.<br />ABASTECIMENTO DE ÁGUA<br />Água canalizada só chegou por volta de 1947, antes a maior parte das povoações abasteciam-se através dos poços de água que na sua maioria derivavam de lençóis freáticos sujeitos a infiltrações das fossas e valas não impermeabilizadas, portanto água perigosa.<br />A vila de Almada era abastecida a partir da Fonte da Pipa construída em 1736, no reinado de D. João V à custa Do tributo do povo Almadense. A inexistência de qualquer ponto público de abastecimento fazia com que a população estivesse dependente da acção dos aguadeiros que transportavam a água desde a fonte até ao cimo da Vila de Almada.<br />Os aguadeiros eram as " entidades" que transportavam a água potável e a vendiam a 40$00 (0,20 Euros) e 50$00 (0,25 Euros) o m3 a quem a queria e podia comprar.<br /> A população, na sua maioria, fazia fila junto dos chafarizes e alguns marcos fontanários para, gratuitamente, encher as vasilhas de água para o uso doméstico.<br /> <br />IMAGEM DA FONTE DA PIPA<br />Em 1923 a Câmara instalou um gerador de electricidade junto desta fonte com que se fez a elevação da água até um depósito situado no Campo de S. Paulo, sendo depois essa água conduzida pela força da gravidade até ao Chafariz construído no actual Largo José Alaiz e daqui saíram algumas ligações domiciliárias às famílias mais abastadas.<br />Chafariz no Largo José Alaiz, anteriormente, chamado Largo Alfredo Simões e Largo do Catita<br />Em 1936 foram construídos mais dois chafarizes nas Ruas Elias Garcia e D. José de Mascarenhas, que eram nessa época as principais ruas de ligação a Cacilhas, seguindo-se as instalações de vários outros.<br />ESGOTOS E INSULABRIDADE<br />A maior parte dos aglomerados urbanos de Almada não tinham sistemas de esgotos e os dejectos iam directamente para valas a céu aberto ou em fossas escavadas na terra e que contaminavam as águas dos poços e dos veios freáticos, por volta de 1930 instalaram-se os primeiros colectores, mas sem planos devidamente definidos e só muito mais tarde esta situação se veio a regularizar.<br />Os lixos eram recolhidos por carroças puxadas por juntas de bois, só também por volta dos anos 30 passou a ser utilizada uma camioneta, mas que frequentemente se avariava deixando a população sem recolha durante dias seguidas.<br />Os lixos eram amontoados numa estrumeira municipal, sem qualquer tipo de tratamento e no fim de cada ano eram vendidos para procederem ao seu aproveitamento no fabrico de estrumes.<br />ELECTRIFICAÇÃO<br />Os candeeiros a petróleo que existiam para iluminação pública, foram substituídos, aquando da instalação de um gerador por volta de 1923, por 25 lâmpadas em Almada e 15 em Cacilhas.<br />Teve posteriormente uma central eléctrica, muito precária, submetida a constantes reparações.<br />Mais tarde por volta do ano de 1940, a UEP (União Eléctrica Portuguesa) assegurou o abastecimento através de uma rede montada a partir da Central de Setúbal, que com o deflagrar da 2ª Guerra Mundial, trouxe mais problemas .<br />A partir de 1945 começou o desenvolvimento da electrificação, sempre com problemas que foram sendo resolvidos até ao dia de hoje que com uma planificação assegurada através de postos de alta, média e baixa tensão, postos de transformações e outros equipamentos exigidos aos urbanistas aquando das aprovações das urbanizações nos têm assegurar melhor qualidade na electricidade.<br /> <br />Antigas instalações da UEP-EDP em Almada<br /> ALMADA - CONSTRUÇÕES DO FUTURO <br /> O futuro urbano de Almada, está agora virado para os terrenos onde estavam instalados os estaleiros da Lisnave e projectam aí uma Almada futurista, com o plano de pormenor já aprovado, chamado “ALMADA NASCENTE”, que segundo informação camarária, que vai envolver duas componentes fundamentais a História e a Modernidade, veremos o que o futuro nos reserva.<br />IMAGEM DO FUTURO<br />INSTITUIÇÕES NO AMBITO DA ADMINISTRAÇÃO E DA SEGURANÇA<br />CÂMARA MUNICIPAL DE ALMADA <br />Organograma da Câmara Municipal de Almada e departamentos dos Serviços a seu cargo<br />A presidente da Câmara e a vereação fazem parte do Executivo Municipal. <br />Presidente da Câmara<br />A vereação é distribuída pelos vários pelouros, sendo um dos mais importantes o do Planeamento e Administração do Território. <br />Vereadora do Planeamento e Admnistração<br />As decisões camarárias têm que ser aprovadas em reuniões de Câmara.<br />Capa das Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2010<br />As opções para 2010 pretendem visar uma Almada mais sustentável, solidária e eco-eficiente, esperemos que assim aconteça.<br />É também à Câmara que compete gerir as finanças, com os rendimentos atribuídos a cada concelho e as despesas a elas inerentes. <br />ASSEMBLEIA MUNICIPAL<br />A Assembleia Municipal de Almada é o órgão deliberativo do Município, constituída pelos membros eleitos e pelos presidentes das Juntas de Freguesia.<br />Tem como objectivo a salvaguarda dos interesses municipais e a promoção do bem-estar da população.<br />Os munícipes podem requerer audiências com o presidente da Assembleia Municipal ou com a Comissão Especializada de Direitos e Garantias dos Cidadãos.<br />SEGURANÇA<br />A GNR – GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, é uma força de segurança, de natureza militar, que tem como missão manter e restabelecer a segurança dos cidadãos, da propriedade pública e privada, prevenindo ou reprimindo os actos ilícitos. <br />O Castelo de Almada está na posse da GNR desde 1976, que na minha opinião e de muitas outras pessoas é um local não muito próprio, pois o mesmo poderia estar sim ao serviço do Turismo e do lazer de Almada.<br />A PSP – POLICIA DE SEGURANÇA PÚBLICA é uma força de segurança, uniformizada e armada, com natureza de serviço público e dotada de autonomia administrativa.<br />A PSP tem por missão assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos da Constituição e da lei.<br />Quartel da PSP em Almada<br />ECALMA - Empresa Municipal de Estacionamento e Circulação de Almada<br />Empresa criada para evitar sobretudo o estacionamento em cima dos passeios.<br />Agente Calminhas<br />1ª Imagem que começou a circular no início da constituição da empresa<br />Mas o agente Calminhas depressa deixou de ter calma e começou a multar. <br />O mais engraçado é quando põe ordem e os carros já não estacionam, desaparece durante uns dias, a pouco e pouco as pessoas começam de novo a pôr os carros, pensando que ele tirou férias, mas de repente lá está ele de novo e é encher o saco com o dinheiro das multas.<br />As pessoas apanhadas por ele, bem reclamam, tiram fotos, mas não há nada a fazer.<br />Solução: pagar para poder levar o carro.<br />Carro Bloqueado<br />Outra das funções da ECALMA<br />Bem mas agradável e amiga do ambiente.<br />Retira os carros velhos e abandonados, o chamado projecto Veículos em Fim de Vida (VFV).<br />Depois de removidas, as viaturas podem ter quatro destinos:<br />Ser devolvidas ao proprietário; <br />Entregues para desmantelamento (o destino mais frequente); <br />Entregues à Agência Nacional de Compras Públicas; ou vendidas em hasta pública;<br />MOBILIDADE EM ALMADA<br />A Primeira grande via de comunicação entre Almada e Lisboa foi o Rio Tejo, fragatas, varinos, botes e canoas eram utilizadas como meio de transporte.<br />VARINO - BARCO TIPICO DO TEJO<br />Tendo como referência que a beira-rio, Zona do Ginjal, Olho de Boi e o seguimento dessa orla marítima, foi sempre e até à relativamente pouco tempo, nos anos 80 ainda havia alguns restos de actividade, palco de intensa actividade relacionada com a exportação de vinhos, estaleiros navais de pequena dimensão, armazéns de frio, fez com que fosse necessário desenvolver a comunicação com Lisboa.<br />Por volta de 1820 chegou ao Tejo o primeiro vapor fluvial, mas a circulação regular de transporte de pessoas e bens só começa em 1835 e só em 1860 a Empresa de Vapores Lisbonense conseguiu assegurar algumas carreiras em barcos a vapor de ligação a Cacilhas, a partir daí o transporte para Almada era feita utilizando os burros ou trens especialmente fretados para o efeito, os chamados “chars-à-bancs”, carroças com bancos puxadas por burros<br />Imagem actual de representação antiga<br />Antigamente, Cacilhas era conhecida como a terra dos burros e das tasquinhas, porque existiam várias cocheiras e estabelecimentos desse tipo.<br />Mais tarde os cacilheiros, normalmente barcos velhos adaptados, foram e continuam a ser o transporte de ligação a Lisboa. <br />Cacilheiro na travessia de Lisboa para Almada<br />PONTE SOBRE O TEJO<br />A primeira ideia sobre a construção de uma ponte que ligasse a cidade de Lisboa a Almada, situada na margem esquerda do Tejo, remonta ao ano de 1876.<br />A 5 de Novembro de 1962 iniciam-se os trabalhos de construção e ficou concluída 4 meses antes da data prevista para a sua construção.<br />A cerimónia de inauguração ocorreu no dia 6 de Agosto de 1966, do lado de Almada, na presença das mais altas individualidades portuguesas, das quais se destacam o Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Tomás, o Presidente do Governo, António de Oliveira Salazar e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, passando a ser chamada, oficialmente, Ponte Salazar.<br />Logo a seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974, o seu nome é mudado para Ponte 25 de Abril. <br />O seu custo rondou, preço à época da sua construção, o valor de dois milhões e duzentos mil contos, o que corresponde, sem ajustes à inflação, a perto de 11 milhões de euros.<br />Ainda que projectada para suportar, em simultâneo, tráfego ferroviário e rodoviário, nesta fase só fica preparada para a passagem de veículos rodoviários. <br /> Em 1990, que o Governo português procede à elaboração de um projecto para a instalação do tráfego ferroviário, através da montagem de um novo tabuleiro, alguns metros abaixo, do tabuleiro do trânsito rodoviário, já em funcionamento. <br />A 30 de Julho de 1999 é inaugurada este novo tipo de travessia.<br />As consequências resultantes desta travessia não se fizeram esperar, desde a sua entrada em funcionamento, designadamente no que se refere à explosão urbanística que surgiu na margem esquerda do Rio Tejo, de Almada a Setúbal, estimulando, igualmente, o crescimento económico e turístico do sul de Portugal, destacando-se, neste caso, a região do Algarve.<br />Desde o início do seu funcionamento que a circulação rodoviária é intensa, do que resultam situações de congestionamento automóvel diárias. Esclarecedores são os números referentes ao início do ano de 2006: passam na Ponte 25 de Abril sete mil carros, nos dois sentidos, na “hora de ponta” e cento e cinquenta mil, em média, por dia, o que corresponde a mais de 300 mil utilizadores diários.<br />Também a circulação ferroviária é intensa, correspondendo esta à passagem de 157 comboios, diariamente, nos dois sentidos, transportando estes cerca de oitenta mil passageiros dia.<br />Só no ano de 2005 foram transportados 21 milhões de utentes pela via ferroviária.<br />O METRO DE SUPERFICIE<br />Metro de Superfície<br />Envolto em polémica, o metro do Sul do Tejo já é uma realidade e a mais recente forma de mobilidade da margem sul.<br />Com ligações ao centro da cidade, a Cacilhas, à Universidade Nova de Lisboa, o lançamento do metropolitano é sobretudo um meio privilegiado de transportar pessoas das zonas onde residem até aos principais terminais de outros transportes públicos.<br />ALGUNS TERMOS USADOS EM URBANISMO<br />PLANO DIRECTOR MUNICIPAL - Plano Director Municipal (PDM), é por definição o instrumento fundamental de ordenamento do território municipal e do desenvolvimento económico e sócio-cultural de um concelho.<br />Planos de Urbanização - São instrumentos de planeamento de nível inferior ao Plano Director Municipal e têm como principal objectivo definir o Planeamento Urbano de um dado aglomerado urbano.<br /> Planos de Pormenor - São planos de escalas superiores aos planos de urbanização, são aplicados a zonas prioritárias ou sensíveis do ponto de vista urbanístico, a zonas de expansão, de requalificação urbana, de salvaguarda de zonas históricas, ou outras de características especiais.<br />Estes planos são muito usados nos concelhos de Almada e Seixal, nas propriedades que foram vendidas em avos, chamados lotes clandestinos e para a sua requalificação, eram formadas entre os proprietários associações a que se chamaram AUGIS (Áreas urbanas de génese ilegal), que em acordo com as respectivas Câmaras faziam estes planos que são enviados para a CCDR - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, para aprovação.<br /> Zonas de Protecção – São zonas onde se não pode construir.<br />TIPOLOGIAS – Número de assoalhas, T1- 2 ass, T2- 3 ass, T3- 4 ass……….<br />RURALIDADE, URBANIDADE, INTEGRAÇÃO SOCIOPROFISSIONAL E A SUA RELAÇÃO COM OS FLUXOS MIGRATÓRIOS DE ALMADA ANTIGA E ALMADA MODERNA<br />Almada ter-se-á começado a estruturar como núcleo urbano e rural quando praça árabe.<br />Os árabes fixaram-se no promontório natural que hoje ocupa, a partir de uma fortaleza que aí construíram, bem frente a Lisboa, para defesa e observação dos movimentos de entrada no estuário do Tejo. <br />As condições eram favoráveis à fixação das populações: o clima, a existência de solo arável, a pesca, a água potável fácil de captar na orla do Tejo através de drenagens de minas e a água dos poços.<br />Entre outras razões, o grande aumento demográfico sentido em Almada por volta dos anos 40/50, foi consequência da melhoria proporcionada nas condições em que os passageiros realizavam a ligação entre as duas margens de Lisboa a Almada e vice-versa.<br />Deste crescimento resultou a necessidade de se disponibilizarem algumas áreas do solo de Almada. Até aí, essa áreas eram essencialmente de cultivo, que tiveram que ser disponibilizadas para a ocupação urbana como resposta à carência de habitação que o rápido crescimento da população estava a exigir.<br />Mais tarde, nos anos 50/60 e a acompanhar o processo de crescimento urbano, continuou a ocupação desses terrenos integrados em quintas ainda livres, em Almada e Cova da Piedade para urbanização. <br />Foram razão deste novo crescimento os novos postos de trabalho criados pela indústria naval, construção civil e, ainda, o incremento do sector terciário.<br />A inevitável urbanização dos terrenos periféricos disponíveis promoveu uma completa ligação dos antigos núcleos urbanos. <br />Almada ligou-se a Cacilhas, Pragal, Cova da Piedade e, mais tarde, ao Laranjeiro e Feijó.<br />Almada ligou-se também ao Monte da Caparica, Sobreda, Trafaria e Costa da Caparica.<br />Em 1954, Almada deixaria de ser classificada como concelho rural de 3ª classe para passar a concelho rural de 2ª classe e 30 anos depois, em 1984, seria classificada como concelho urbano de 1ª classe. <br />Hoje, é a 3ª maior cidade portuguesa em população e extensão.<br />Almada foi ainda palco de um novo e extraordinário aumento populacional com a instalação da Lisnave, empresa ligada ao sector da indústria naval, por volta de 1967.<br />A sua população é avaliada em mais de 200 mil habitantes. É uma população heterogénea, de características diversas, gente que em Almada, procurou habitação e emprego.<br /> Daí a descaracterização da população e o crescimento urbano caótico por que passou. <br />Cada fluxo migratório da população teve momentos e causas próprias, fontes especiais para cada fluxo, específicas, naturais, sócio-económicas e culturais. <br />A ligação dos antigos núcleos operada pelo seu crescimento não foi suficiente para fazer de Almada, Cacilhas e Piedade um todo homogéneo.<br />Cacilhas e a Cova da Piedade sempre revelaram uma certa autonomia, se não alguma rivalidade relativamente a Almada, sempre tentaram manter uma vida própria, instituições próprias, actividades diferenciadas.<br />Em finais do século XIX, arrancou a Revolução Industrial portuguesa, Almada transformou-se cada vez mais em núcleo urbano industrial. <br />A sua população cresceu rapidamente, sendo destino de migrações de pessoas de outras regiões e, mais tarde, de imigração. <br />Este afluxo populacional teve origem em várias áreas do país, com destaque para os distritos do sul do país. Em 1981, 13,7% dos residentes no concelho eram naturais do Alentejo (distritos de Portalegre, Évora e Beja), 4,8% eram do Algarve e 26% eram oriundos do distrito de Setúbal.<br />Com a crescente integração de Almada na área metropolitana de Lisboa o fluxo de entrada de população migrante manteve-se, passando a ser Lisboa e os concelhos da margem norte a origem principal da população migrante, devido aos preços mais baixos da habitação e à maior acessibilidade à capital, Almada tornou-se uma importante área de captação da população de Lisboa. <br />Em 1981, 27,8% dos residentes eram naturais do distrito de Lisboa. Em consequência deste processo cresceram as migrações pendulares diárias de activos residentes no concelho e com profissão em Lisboa.<br />Hoje, com o fim dos estaleiros navais da Lisnave e de outras unidades do sector secundário, Almada tem vindo a adaptar-se aos tempos modernos, apostando no turismo, no comércio, em serviços de toda a espécie, na cultura, à medida que se afirma cada vez mais como cidade autónoma, e não apenas uma cidade-dormitório da vizinha Lisboa.<br />ALMADA COMO DESTINO DE POPULAÇÕES IMIGRANTES DOS PAÍSES LUSOFONOS E DA COMUNIDADE EUROPEIA<br />ALMADA foi e continua a ser o destino de muitos imigrantes destas origens, que foram integrados na sua maioria pela indústria da Construção Civil, muitos em condições precárias, que desenvolverei em Cidadania.<br />PORTUGAL COMO DESTINO<br /> <br />ASSOCIATIVISMO EM ALMADA REPRESENTA UMA DAS MAIS FORTES TRADIÇÕES POPULARES<br />Nos finais do século XIX, início do século XX e durante o período da República, amplia-se o papel das associações e instruções de recreio. A 1 de Outubro de 1848 nasce a mais antiga colectividade do concelho, a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, fundada, por iniciativa de Francisco Marcos d'Assunção, tanoeiro de profissão. <br />Outra das mais antigas colectividades de Almada é a Academia Almadense, foi criada a 27 de Março de 1895.<br /> <br /> Instalações mais antigas, muito degradadas Instalações mais modernas<br />Durante o período da ditadura, o movimento associativo teve um papel importante na resistência ao regime e no desempenho de funções sociais junto das populações, assumindo-se as colectividades e associações como espaços de liberdade e conhecimento.<br /> <br />As actividades desenvolvidas pelas associações incluíam as filarmónicas, a instrução, o desporto, a beneficência, as festas e o convívio.<br /> As bandas eram o meio privilegiado de animação da população, que se reunia nos jardins do castelo de Almada e da Cova da Piedade, nos bailes das colectividades e nos arraiais populares, que ainda hoje perduram. <br /> <br />A formação era outra das importantes valências das associações, que na quase ausência de rede de ensino primário, organizavam aulas diurnas e nocturnas, desempenhando um importante papel na alfabetização da população.   <br /> <br />Com a Revolução do 25 de Abril o associativismo assume um papel importante na democratização dos direitos sociais e na promoção da cultura.<br />Actualmente Almada continua a ser um concelho associativista por excelência, com mais de 500 associações e colectividades (formais e não formais), mais de uma dezena de associações centenárias.<br />CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE<br />O DESERTO DE ALMADA <br />Ainda, antes e durante a construção do Metro de Almada, vozes dos cidadãos de Almada, se levantavam contra a sua passagem pelo centro de Almada, primeiramente as zonas de passagem, a par com os edifícios construídos, depois os transtornos da sua construção que inviabilizou parte do comércio e a deslocação quer do trânsito, como a dos peões.<br />Mais tarde a contestação dos comerciantes, que a par com a construção já anterior do Fórum de Almada, que tirou muitas pessoas ao comércio tradicional, a construção do metro, o impedimento do trânsito no centro de Almada, o estacionamento cada vez mais controlado, afastou quase por completo as pessoas do centro de Almada, que está deserto e o comércio está praticamente anulado.<br />ALMADA INDIGNADA <br />PROTESTO DOS COMERCIANTES<br />Comerciantes contestam a Câmara Municipal de Almada.<br />A cidade e o concelho estão fartos da má gestão da CDU-PCP (Partido Comunista Português) na Câmara Municipal.<br />Os comerciantes estão com a corda ao pescoço por falta de clientes. A Câmara com o Metro Sul do Tejo e o Plano de Mobilidade que aplicou ao centro da cidade, afastou visitantes e a população das ruas de Almada.<br />Almadenses abandonam a cidade para residirem na periferia.<br />Os transportes públicos não servem as pessoas. Estas estão impossibilitadas de usar o automóvel nas deslocações, até para chegar às residencias.<br />Comerciantes e almadenses responsabilizam os actuais autarcas pela crise que instalaram na vida e na actividade comercial no centro da cidade. <br />“Postado por Varanda de Almada.”<br />REPRESENTAÇÃO POLÍTICA NA AUTARQUIA DE ALMADA<br />Após o 25 de Abril de 1974 e a partir das primeiras eleições que se realizaram na Câmara de Almada a CDU esteve sempre em maioria, só nas últimas eleições obteve uma maioria relativa.<br />“Hoje não tenho tempo para fazer a análise dos dados. Mas deixo-vos aqui um mapa global, por freguesia, para que possamos ir reflectindo sobre os resultados obtidos no nosso concelho onde, mais uma vez, lamentavelmente, a maioria absoluta coube à abstenção... ou seja, a maioria dos almadenses continua indiferente à política autárquica. Um caso sério a merecer a nossa preocupação.”<br />O comentário que acima transcrevi, reflecte o que também se passa ao nível do país, cada vez menos as pessoas acreditam na política, lembro-me ainda das primeiras eleições que se realizaram após o 25 de Abril de 1974 e em que eu votei pela primeira vez, era um mar de gente, em que as pessoas se acotovelavam para conseguirem votar, nunca mais vi o mesmo noutras eleições, até hoje ainda não desisti de votar, mas também cada vez acredito menos na política.<br />BAIRROS PROBLEMÁTICOS DO CONCELHO DE ALMADA E FORMAS DE MEDIAÇÃO COM OS IMIGRANTES DESTES BAIRROS<br />“Setúbal e Almada com mais crimes”<br />Os concelhos de Almada e de Setúbal são dos que, no distrito, mais casos de crimes registam. Um fenómeno que ocorre, quer pelo crescimento populacional quer pela escalada da droga e do sentimento de impunidade dos jovens delinquentes. Foi uma das conclusões tiradas no primeiro Café das 9 de 2001, uma iniciativa da Comissão Executiva do PEDEPES, Plano Estratégico de Desenvolvimento para a Península de Setúbal. <br />Francisco Ascensão Santos, comandante distrital da PSP, fez um diagnóstico da situação no distrito garantindo que “a crescente urbanização em ritmo acelerado e a multiculturalidadade étnica, apesar de ser uma riqueza, obriga as autoridades a estar mais atentas”. Caracterizando a região, defende que em Almada predomina o pequeno furto, roubo a pessoas e residências e roubo de viaturas, associado ao tráfico e consumo de droga. As zonas mais preocupantes são a Quinta do Rato, Laranjeiro, Almada Velha e o Bairro Cor-de-Rosa, conhecido por Picapau Amarelo.”<br />Esta notícia foi publicada no SETÚBAL EM REDE – Portal do Distrito de Setúbal, onde destaquei alguns dos Bairros e zonas problemáticas da região de Almada.<br />Estes bairros são habitados em maior número por imigrantes, dos países lusófonos, que trabalharam na região de Almada e em especial na Construção Civil.<br />Existem associações de imigrantes estão constituídas para defesa dos seus interesses e têm como objectivos:<br /><ul><li>Defender e promover os direitos e interesses dos imigrantes e seus descendentes em tudo quanto respeite à sua valorização, de modo a permitir a sua plena integração e inserção;
  2. 2. Desenvolver acções de apoio aos imigrantes e seus descendentes visando a melhoria das suas condições de vida;
  3. 3. Promover e estimular as capacidades próprias, culturais e sociais das comunidades de imigrantes ou dos seus descendentes como elemento fundamental da sociedade em que se inserem;
  4. 4. Propor acções necessárias à prevenção ou cessação de actos ou omissões de entidades públicas ou privadas que constituam discriminação racial;</li></ul>e) Estabelecer intercâmbios com associações congéneres estrangeiras ou promover acções comuns de informação ou formação.<br />ENTRE ELAS TEMOS:<br /> ASSOCIAÇÃO DE IMIGRANTES DO CONCELHO DE ALMADAAICA no Carnaval  Vamos realizar um torneo de futebol Participa inscrevendo-te na nossa sedeTorneio de BISCA61 — Promovido pela AICAAICA esteve no Carnaval de Almada<br />ALTO COMISSARIADO PARA A IMIGRAÇÃO E DIÁLOGO INTERCULTURAL<br /> Centro Porta Amiga de Almada <br />R. do Moinho, Lt.19, 39 - r/c esq.<br />Monte da Caparica<br />2825-016 Caparica<br />Tel. 212 942 323 Fax. 212946596<br />E-Mail: pa.almada@ami.org.pt<br />Horário de Funcionamento:<br />De Segunda a Sexta-feira das 9h30 às 17h30<br />São organizações, que têm como objectivo de tentarem dar uma resposta articulada às necessidades de acolhimento e integração dos imigrantes.<br />Portugal foi durante muitos anos um país de emigrantes e actualmente continua a ser.<br /> Houve necessidade de emigrar para poder sobreviver, temos espalhados por todo o mundo inúmeras comunidades de portugueses, mas nestes últimos anos também temos recebido muitos imigrantes. <br />Primeiro os dos países lusófonos, mas depois chegaram os da comunidade chinesa e os dos países do leste da Europa e nem todos estão legais, é uma situação difícil de controlar, sobretudo devido à acção das redes de imigração clandestina.<br />CONCLUSÃO<br /> O meu trabalho chegou ao fim, ficaram ainda muitos aspectos por aprofundar, outros que gostaria, no mínimo, de ter abordado.<br />ALMADA é para mim uma cidade muito especial e fiquei ainda a conhecê-la melhor.<br />A minha esperança é que a ALMADA de agora e do futuro, não esqueça as suas origens e as suas memórias, que as recupere e as guarde para as gerações do futuro.<br />Fico também esperando que a Zona Ribeirinha seja efectivamente RECUPERADA.<br />BIBLIOGRAFIA<br />«Almada Antiga e Moderna: Roteiro Iconográfico», da autoria do Dr. Alexandre Flores.<br />Portal da Câmara Municipal de Almada.<br />Setúbal na Rede- Portal do Distrito de Setúbal<br />digital Almada.com<br />Análise social de Jorge de Sousa Rodrigues<br />www.acidi.gov.pt<br />AICA - Associação de imigrantes de Almada - Directório SAPO<br />

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