Consciência
Fonológica

Orientadora de Estudo:
Ananda Lima
Denomina-se consciência fonológica a
consciência das características formais da
linguagem. Esta habilidade compreende dois...
Diferentes pesquisas têm apontado o papel do
desenvolvimento da consciência fonológica para a aquisição
da leitura e escri...
O que é consciência
fonológica?
Conjunto de habilidades que nos permitem
refletir sobre as partes sonoras das palavras.
...
As habilidades de consciência
fonológica se diferenciam:
1. Quanto ao tipo de operação que o
sujeito realiza em sua mente
...
2. Quanto ao tipo de segmento sonoro envolvido

(rimas, fonemas, sílabas, segmentos maiores que um
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Assim, uma criança pequena pode, por
exemplo:
 observar que a palavra janela tem 3 “pedaços”
(sílabas), que a palavra cas...
• Identificar que no interior das palavras serpente e
camaleão há outras palavras (pente, leão e cama);
• identificar, ao ...
falar
palavras
como
caminhão
ou
macarrão, quando lhe pedimos que diga uma
palavra que rime com feijão;
identificar, ao l...
• A importância das
consciência fonológica.

habilidades

de

• Como ocorre o desenvolvimento
consciência fonológica.

da
POR QUE OUVIR É
TÃO IMPORTANTE?
 É ouvindo que uma criança aprende a falar.

 Por isso, antes de ter qualquer compreensã...
PRECISAMOS BUSCAR INFORMAÇÕES
CONCRETAS PARA ESSE EMPREENDIMENTO

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rimas, ritmos e sons são
ideais pa...
A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA DESENVOLVE-SE NAS CRIANÇAS
A PARTIR DO CONTATO
COM DIFERENTES FORMAS
LINGUÍSTICAS NO DIA A DIA.

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QUE ATIVIDADES PODEM SER
DESENVOLVIDAS?
• Jogos de escuta: estimulam a habilidade das
crianças de prestarem atenção aos so...
As sub-habilidades da
consciência fonológica são:
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Rimas e aliterações;
Consciência de palavras;
Consciência siláb...
Rimas e Aliterações
o A rima representa a correspondência fonética entre
duas palavras a partir da vogal da sílaba tônica....
Consciência de palavras
• Representa a capacidade de segmentar a frase em palavras
e, além disso, perceber a relação entre...
• Ao responder corretamente esta questão ou
batendo
uma
palma
para
cada
palavra, enquanto repete a frase, a criança
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Consciência silábica
• A criança só avança para a fase silábica de escrita
quando se torna atenta às características sonor...
Consciência fonológica
• Consiste na capacidade de analisar os fonemas que compõe as
palavras.
•

Do ponto de vista sonoro...
A consciência fonológica associada ao
conhecimento
das
regras
de
correspondência entre grafemas e fonemas
permite à crianç...
“Pesquisas apontam que grande parte das
dificuldades das crianças na leitura e escrita está
relacionada com problemas na c...
Referências Bibliográficas
CAPOVILLA, A.G.S. Leitura, escrita e consciência fonológica:
desenvolvimento, intercorrelações ...
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Consciência Fonológica

  1. 1. Consciência Fonológica Orientadora de Estudo: Ananda Lima
  2. 2. Denomina-se consciência fonológica a consciência das características formais da linguagem. Esta habilidade compreende dois níveis: 1. A consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras; as palavras, em sílabas e as sílabas, em fonemas. 2. A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas. (Byrne e Fielding-Barnsley, 1989)
  3. 3. Diferentes pesquisas têm apontado o papel do desenvolvimento da consciência fonológica para a aquisição da leitura e escrita. [...] Crianças com dificuldades em consciência fonológica geralmente apresentam atraso na aquisição da leitura e escrita, e procedimentos para desenvolver a consciência fonológica podem ajudar as crianças com dificuldades na escrita a superá-los (Capovilla e Capovilla, 2000).
  4. 4. O que é consciência fonológica? Conjunto de habilidades que nos permitem refletir sobre as partes sonoras das palavras. Além de usar as palavras para nos comunicar, podemos assumir diante delas uma atitude metacognitiva, refletindo sobre sua dimensão sonora. (cf. BRADLEY; BRYANT, 1987; CARDOSO-MARTINS, 1991; FREITAS, 2004; GOMBERT, 1992).
  5. 5. As habilidades de consciência fonológica se diferenciam: 1. Quanto ao tipo de operação que o sujeito realiza em sua mente (separar, contar, comparar quanto ao tamanho ou quanto à semelhança sonora etc.)
  6. 6. 2. Quanto ao tipo de segmento sonoro envolvido (rimas, fonemas, sílabas, segmentos maiores que um fonema e menores que uma sílaba, segmentos compostos por mais de uma sílaba – como a sequência final das palavras janela e panela). 3. Quanto à posição (início, meio, fim) em que aquelas “partes sonoras” ocorrem no interior das palavras. 1º ano p. 19-25 e Educação do Campo p. 20-22
  7. 7. Assim, uma criança pequena pode, por exemplo:  observar que a palavra janela tem 3 “pedaços” (sílabas), que a palavra casa tem 2 “pedaços” e que, portanto, a primeira palavra é maior;  identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (gato, bode, galho e mola), que as palavras gato e galho são as que “começam parecido”, porque começam com /ga/;  falar cavalo, quando lhe pedimos que diga uma palavra começada com o mesmo pedaço que aparece no início da palavra casa;
  8. 8. • Identificar que no interior das palavras serpente e camaleão há outras palavras (pente, leão e cama); • identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (chupeta, galinha, panela, varinha), que as palavras galinha e varinha terminam parecido, isto é, rimam;
  9. 9. falar palavras como caminhão ou macarrão, quando lhe pedimos que diga uma palavra que rime com feijão; identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (vestido, martelo, vampiro, coruja), que as palavras vestido e vampiro são as que começam parecido, porque começam “com o mesmo sonzinho”.
  10. 10. • A importância das consciência fonológica. habilidades de • Como ocorre o desenvolvimento consciência fonológica. da
  11. 11. POR QUE OUVIR É TÃO IMPORTANTE?  É ouvindo que uma criança aprende a falar.  Por isso, antes de ter qualquer compreensão do princípio alfabético, a criança precisa entender que os sons associados às letras são precisamente os mesmos sons da fala.
  12. 12. PRECISAMOS BUSCAR INFORMAÇÕES CONCRETAS PARA ESSE EMPREENDIMENTO Atividades envolvendo rimas, ritmos e sons são ideais para esse propósito.
  13. 13. A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA DESENVOLVE-SE NAS CRIANÇAS A PARTIR DO CONTATO COM DIFERENTES FORMAS LINGUÍSTICAS NO DIA A DIA. Músicas ou cantigas de roda Poesias Parlendas
  14. 14. QUE ATIVIDADES PODEM SER DESENVOLVIDAS? • Jogos de escuta: estimulam a habilidade das crianças de prestarem atenção aos sons de forma seletiva; • Jogos com rimas: introduz os sons das palavras às crianças; • Consciência das palavras e frases: desenvolve a consciência das crianças de que a fala é constituída por uma sequência de palavras.
  15. 15. As sub-habilidades da consciência fonológica são: • • • • Rimas e aliterações; Consciência de palavras; Consciência silábica; Consciência fonêmica.
  16. 16. Rimas e Aliterações o A rima representa a correspondência fonética entre duas palavras a partir da vogal da sílaba tônica. o Por exemplo: Para rimar com a palavra SAPATO, a palavra deve terminar em ATO, pois a palavra é paroxítona, mas para rimar com CAFÉ, a palavra precisa terminar somente em É, visto que a palavra é oxítona. o A equidade (semelhança) deve ser sonora e não necessariamente gráfica, ou seja, as palavras OSSO e PESCOÇO rimam, pois o som em que terminam é igual, independente da forma ortográfica.
  17. 17. Consciência de palavras • Representa a capacidade de segmentar a frase em palavras e, além disso, perceber a relação entre elas e organizá-las numa sequência que dê sentido. • Esta habilidade tem influência mais precisa na produção de textos e não no processo inicial de aquisição de escrita. • Contar o número de palavras numa frase, referindo-o verbalmente ou batendo uma palma para cada palavra, é uma atividade de consciência de palavras. • Exemplo: Quantas palavras há na frase: “ O cachorro correu atrás do gato?”
  18. 18. • Ao responder corretamente esta questão ou batendo uma palma para cada palavra, enquanto repete a frase, a criança demonstra sua habilidade de consciência sintática. • Ordenar corretamente uma oração ouvida com as palavras desordenadas também é uma capacidade que depende desta habilidade. • Esta habilidade implica numa capacidade de análise e síntese auditiva da frase.
  19. 19. Consciência silábica • A criança só avança para a fase silábica de escrita quando se torna atenta às características sonoras da palavra, especialmente quando ela chega ao nível do conhecimento da sílaba. Zorzi (2003) • Atividades como contar o número de sílaba; dizer qual é a sílaba inicial, medial ou final de uma determinada palavra; subtrair uma sílaba das palavras, formando novos vocábulos, são dependentes desta sub habilidade da consciência fonológica.
  20. 20. Consciência fonológica • Consiste na capacidade de analisar os fonemas que compõe as palavras. • Do ponto de vista sonoro é a análise de textos, frases, palavras, sílabas, sons, letras. É a estrutura básica do que falamos. • Atividades como: - Dizer quais ou quantos fonemas formam uma palavra; - Descobrir qual a palavra está sendo dita por outra pessoa unindo os fonemas por ela emitidos; - Formar um novo vocábulo subtraindo o fonema inicial da palavra (por exemplo, omitindo o fonema K da palavra CASA, forma-se a palavra ASA), são exemplos em que se utiliza a consciência fonêmica.
  21. 21. A consciência fonológica associada ao conhecimento das regras de correspondência entre grafemas e fonemas permite à criança uma aquisição da escrita com maior facilidade, uma vez que possibilita a generalização e memorização destas relações (som-letra).
  22. 22. “Pesquisas apontam que grande parte das dificuldades das crianças na leitura e escrita está relacionada com problemas na consciência fonológica. Tais estudos, sugerem que crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem de leitura e escrita devem participar de atividades para desenvolver a consciência fonológica.” Guimarães, 2003.
  23. 23. Referências Bibliográficas CAPOVILLA, A.G.S. Leitura, escrita e consciência fonológica: desenvolvimento, intercorrelações e intervenções. Tese de Doutorado, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999. CAPOVILLA, A. G. S. e CAPOVILLA, F.C. Problemas de Leitura e escrita. Como identificar, preveni e remediar numa abordagem fônica. São Paulo, Memnon, 2000. GUIMARÃES, S.R.K. Dificuldades no Desenvolvimento da Lectoescrita: O papel das Habilidades Metalingüísticas. In Psicologia: Teoria e Pesquisa. Jan-Abr 2003, vol 19 n. 1. Pp. 33 – 45. ZORZI, J. L. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: Questões clínicas e educacionais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

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