Ferra men tas_web2

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  1. 1. 1 A utilização das ferramentas web 2.0 e o seu impacto na prática docente Ana Paula de Almeida Casimiro Instituto de Educação da Universidade de Lisboa anacasimiro123@gmail.com Resumo Neste artigo, pretende-se dar a conhecer um trabalho realizado com professores do ensino básico, sendo uma formação onde se apresentaram as ferramentas web 2.0 e se usou a plataforma moodle, o que nos permitiu descrever, de uma forma sucinta, as características da Educação à distância, das plataformas lms e ferramentas web 2.0, bem como o seu impacto na prática docente. Pretendeu-se verificar se os docentes ao trabalharem com a plataforma e as ferramentas web2.0 alteraram a sua prática docente. Assim, o nosso problema é o seguinte: Em que medida a introdução das ferramentas Web 2.0, permite alterar, de forma mais atraente, o modo de ver as tecnologias, na prática docente? Em que medida os formandos traduzem estas práticas no trabalho com os seus alunos? Para obtermos as respostas aplicámos um pequeno questionário com a tecnologia google docs. Para tentar responder a estas perguntas foi aplicado um inquérito “online”, tendo como base a observação feita, durante uma acção de formação e emoderação, aos docentes de um agrupamento de escolas do ensino básico. Considerada esta situação, no âmbito da “formação à distância”, designaremos os professores por formandos e a formadora por e. moderadora. Abstract In this article we pretend to show the work we made with Elementary School teachers, a learning project where Web 2.0 tools were presented and the moodle platform was used. We’ll describe how these ways of learning optimize their teaching practice. We pretend to know how teachers optimize their skills career development through Learning Management Systems and Web 2.0 Tools and their importance in the way they drive their own career path. In this point of view, a doubt emerged, “Will Web 2.0 Tools be attractive enough to optimize their teaching practice and the way they still see new technology? Will forming teachers introduce these new skills in their classes, with their students? Will they change the way they used to teach and introduce new technology to improve their students´ skills?” In order to know the answers a survey was applied through google docs. And we were careful in watching the formation sessions. The targets are teachers who are part of a big Elementary School. The leading topic and our most important goal is not only concerned with formation and e. learning, but mostly with new concepts, the knowledge and the use of new technology as a continuous career development goal. As we considered this formation as a Long Distance Formation we’ll design the teachers as forming and the former as e. moderator. Palavras-Chave – Lms, Ferramentas Web 2.0, e. Learning, Formação Introdução O conhecimento é um factor determinante para a evolução humana e para o desenvolvimento social. Nos dias de hoje a informação e o conhecimento são considerados como um bem essencial. As tecnologias surgem como uma ferramenta que vincula esse mesmo conhecimento, dinamizando todo o processo educativo e de desenvolvimento social. Educação à distância A Educação à distância é baseada na separação física e temporal dos estudantes e dos
  2. 2. 2 professores. Este termo foi utilizado, pela primeira vez, no séc. XX. Garrison (1985) considera três gerações de educação à distância. A primeira geração tecnológica de educação à distância iniciou-se com ensino por correspondência, aliando à palavra impressa a possibilidade de um meio de comunicação bidireccional de que são exemplo os serviços postais; a segunda, com o recurso a tecnologias de comunicação electrónica, tais como, o telefone, áudio e vídeo; a terceira geração tecnológica considerada por Garrison (1985) baseia-se nas possibilidades de interacção com o computador. O surgimento de uma quarta geração Gomes, (2003, 2004) prende-se com os sistemas de informação, publicação e acesso à informação e dos serviços de comunicação em rede, associados à internet e ao worl wide Web. A partir dos anos 80, criam-se normas europeias sobre redes e programas de educação à distância. A comunicação mediada por um computador necessita de um computador, de internet, de participantes e de uma plataforma. Os computadores oferecem novas características no processo de comunicação. Assim, pode-se dizer que a comunicação se processa de uma forma multidireccional, com rapidez e abrangência, existindo uma maior interacção entre participantes e uma maior disponibilidade de recursos materiais. Os computadores permitem uma maior variedade de ferramentas e anonimato. A comunicação com o uso da internet pode ser feita de uma forma síncrona ou assíncrona, ou seja, pode-se contar com a presença dos professores e dos alunos ou com a presença de ambos e ser realizada em tempos diferentes. A educação à distância caracteriza-se por permitir aos formandos a possibilidade de aceder a material pedagógico centrado nos domínios da utilização das tecnologias. Guilhermina (2009) refere que os estudos que confrontam a interacção presencial com a interacção mediada pelos computadores e a Internet são algo inconclusivos, no que respeita ao progresso das equipas, como reconhecem McGrath & Hollingshead (1994) que examinaram cinquenta estudos sobre grupos assistidos por computadores e aferiram uma tendência para uma menor interacção nos grupos “on-line”, em que a ausência de comunicação não verbal parece aumentar o risco de mal-entendidos (Warkentin, Sayeed & Hightower, 1997); por outro lado, a liderança e a coordenação do trabalho são duas das componentes mais favorecidas na interacção presencial (Burke Chiambaram, 1994; Eveland & Bikon, 1989). Gomes (2004) defende que a formação à distância se deve centrar mais no potencial pedagógico, através das tecnologias, baseando- se nas interacções e na colaboração com o objectivo de construir aprendizagens. Definição das ferramentas Web 2.0 O acesso à informação alterou-se com o aparecimento da World Wide Web. A forma como se passou a aceder à comunicação, como se preparam aulas, como se planeiam viagens, tudo se passou a realizar de outra forma, até mesmo a comunicação com os outros. No início, a Web foi desenvolvida para ser um repositório de informação a partilhar por várias pessoas em locais diferentes e distintos, segundo Bernerslee et al (1994), sendo este o conceito-chave. Esta ideia tornou-se muito popular e contribuiu para a partilha de ideias. Assim, o sucesso desta iniciativa superou qualquer expectativa Lévy (1997,2000). Tim O´Reilly (2004) é reconhecido por designar uma nova geração de serviços Web em que o utilizador é, também ele um produtor de conteúdos. Inicialmente, a Web era um texto com hiperligações a que se associaram imagens, som e, mais tarde, o vídeo. Com o surgimento da Web 2.0 a facilidade da publicação “online” e o acesso à informação tornou-se uma realidade (Carvalho, 2005). A Web passa a ser vista como uma plataforma em que tudo está acessível e em que a facilidade de publicar informação não está dependente de páginas pessoais, nem de alojamento. Assim, surgem as redes sociais com uma pré-definição de caminhos e direcções estabelecidas, mas com uma grande agilidade na divulgação dos conteúdos (Carvalho, 2005). Esta nova fase da Web torna-se um estímulo para professores e alunos pois, através das suas interacções, permite a divulgação de trabalhos ou projectos Rchardson, (2006). Os vídeos em sites como o “you tube”, os ficheiros no Google docs, entre outros, passam a poder estar armazenados “online” e, num instante, temos acesso a esse mesmo conhecimento (Carvalho, 2008). A translação para as práticas lectivas é uma mais-valia que podemos confirmar com
  3. 3. 3 uma vasta lista de “software” gratuito e disponível na Web. O “cmaps” é um programa que possibilita aos utilizadores escrever os conceitos principais e colocá-los, sucessivamente, numa pequena forma, dando rapidamente uma mostra das ideias principais de um determinado assunto. O “photo story” apesar de pertencer à Microsoft é outro software gratuito que permite ao utilizador a possibilidade de trabalhar com imagens, texto e som, simultaneamente, com a finalidade de montar um vídeo. Este, quando terminado, também pode ser publicado na internet. O Livro digital é outra possibilidade oferecida de publicação na web 2.0. Após a creditação num espaço privado, fica-se com a hipótese de, através de ficheiros em “pdf”, os colocar na internet. O utilizador poderá usufruir da leitura publicada a qualquer momento que tenha acesso à World Wide Web. As ferramentas WEB 2.0 que se trabalharam na formação foram “cmaps”, “photo story” e livro digital (Issuu). A característica comum a todos estes programas é serem gratuitos e estarem disponíveis através da internet. Estes programas são bastantes simples e intuitivos e, por isso, tornaram-se muito acessíveis ao utilizador. c) LMS A plataforma usada neste estudo foi o moodle – Lms. Os “Lms” (Learning Management Sytems) são plataformas de apoio à aprendizagem que surgiram para dar apoio à formação à distância num modo “online” (Carvalho, 2007). Actualmente, a plataforma é usada como uma ferramenta para servir de apoio ao ensino, tanto presencial como à distância. As suas ferramentas são facilitadoras da aprendizagem, pois permitem a disponibilização de recursos em diferentes formatos, como texto, vídeo, áudio, apontadores para sites e avisos para alunos. A utilização deste espaço é um repositório de conhecimentos mas, é também um local que permite a interacção com todos os seus utilizadores, e, por sua vez, permite ao formador obter dados de que é exemplo o relatório das actividades realizadas pelos formandos. Com o crescente aumento da interactividade, promovido principalmente pela internet e a “World Wide Web”, bem como, o aparecimento de “softwares” de fácil utilização, surgem novas possibilidades para a implementação de modelos de educação à distância, como forma de suprir as limitações do sistema educativo tradicional. Estes novos ambientes implicam formas de interacção entre professor e aluno, com forte vertente colaborativa, o que, segundo Flores, Flores e Escola (2008), “marca um novo modelo de aprendizagem que ultrapassa o ensino tradicional reorientando-se para o construtivismo social. Ao promover um espaço de colaboração “on-line” permite a construção colectiva do conhecimento, pelas oportunidades de partilha, comunicação, interacção e promove a autonomia, responsabilizando os alunos pelo seu processo de aprendizagem”(p. 40). A construção de uma comunidade neste tipo de plataforma pode ser uma experiência interessante de aprendizagem ou uma interessante experiência virtual de aprendizagem. Esta prática pode ser um importante ponto de encontro para utilizadores que, por motivos geográficos, se encontrem distantes ou mesmo isolados. Os comportamentos podem assim variar pelo facto dos indivíduos estarem a trabalhar de modo “online”. 2. Metodologia Caracterização da situação Esta acção foi desenvolvida numa escola Básica, na Sobreda da Caparica, onde são leccionados os níveis de escolaridade do pré- escolar ao nono ano de escolaridade. A referida escola está equipada com vários computadores, tanto fixos como portáteis. Tem ao seu dispor alguns quadros interactivos, uma sala de informática, uma biblioteca com computadores, uma sala de estudo com computadores e, por fim, uma sala TIC, onde se encontram 14 computadores mais antigos. Um grande número de professores usa os seus portáteis, deslocando-se com eles para a escola, os alunos, num número reduzido, levam também os seus computadores pessoais para a escola. Assim, podemos constatar que não só esta escola se encontra bem equipada, como os professores têm, naturalmente, alguma destreza na área das TIC. Assim, com base nesta plataforma e nas ferramentas Web acima descriminadas, iniciamos a nossa formação para professores de vários grupos de ensino, ou seja, Português, .Línguas, Ciências Naturais, Físico-química,
  4. 4. 4 Educação Visual e Tecnológica e Música, sendo todos licenciados Nesta acção usaram-se duas formas para transmissão de conhecimentos: sessões presenciais e sessões assíncronas. Nestas últimas, a plataforma foi explorada praticamente para repositório de informação, embora se tenha pretendido lançar, de alguma forma, o desafio do fórum para debates de temas inovadores ou, simplesmente, para esclarecimento de dúvidas. Num dos trabalhos foi pedido que os formandos usassem o fórum para colocar um “link” do livro digital que tinham realizado. Um grande número destes formandos participou numa acção de formação sobre a plataforma “moodle” e, por esse facto, a maioria estava à vontade com as ferramentas LMS. Os formandos que não conheciam a plataforma (uma percentagem mais baixa), dedicou mais atenção para acompanhar as actividades e a consulta de toda a informação disponibilizada. Neste contexto formulámos as seguintes questões: Em que medida a introdução das ferramentas Web 2.0 permite alterar, de forma mais atraente, o modo de ver as tecnologias na prática docente? Em que medida os formandos traduzem estas práticas no trabalho com os seus alunos? Para obtermos as respostas aplicámos um pequeno questionário com a tecnologia google docs. conforme se pode verificar no “link” abaixo disponibilizado: https://spreadsheets.google.com/viewform? hl=pt_PT&formkey=dGtBbE1vS1FvZk5zdXE3 bmZ2cFJvVmc6MQ#gid=0 As sessões iniciaram-se com 30 participantes. A temática da formação incidiu nas ferramentas Web 2.0 e nos quadros interactivos. A plataforma “moodle” foi utilizada para interagir com os formandos. O questionário aplicado relacionou-se com as ferramentas Web 2.0. (Cmps, Photo Story e livro digital). A aplicação do questionário foi feita após os conteúdos serem dados e a utilização das ferramentas Web serem aplicadas. O questionário foi preenchido por 13 formandos dos 30 existentes na turma. De seguida, apresenta-se o Gráfico 1, onde se pode visualizar a faixa etária destes participantes. Pode-se constatar que a idade entre os 41 e os 45 anos é a que tem maior representatividade neste grupo. Idade Número de respostas Percentagem 25- 30 2 6,6% 31-35 36-40 2 6,6% 41-45 6 20% 46-50 51-55 3 10% Gráfico 1- Faixa etária dos formandos Quanto às habilitações o grupo era bastante variado e heterogéneo, o que permitiu uma visão alargada das aplicações e das potencialidades que cada formador poderia fazer. Os resultados estão apresentados no gráfico 2. Grupo Disciplinar Pré-Escolar 2 Educação Visual e Tecnológica 1 Português 1 Francês 3 Inglês 2 História 1 Física e Química 1 Biologia e Geologia 2 Gráfico 2 – Habilitações dos formandos 2. Instrumentos de recolha A metodologia caracteriza-se pela disponibilização de informação “online”, tornando-se a plataforma LMS a principal fonte de produtividade e, neste contexto, consistiu em utilizar e transformar a internet num repositório gigante de informações. O e.moderador assume uma forte importância, visto ter o poder de dinamizar, motivar o grupo e contribuir, de alguma forma, para a sua integração e socialização, visando a construção do conhecimento através de uma aprendizagem informal e colaborativa. O e. moderador pretendeu estruturar esta formação, seleccionando os conteúdos, definindo os
  5. 5. 5 objectivos claramente, planificando as tarefas e actividades e definiu os métodos de comunicação de forma a interagir com todos os formandos. Pretendeu-se perceber a influência que os programas mencionados tiveram ou terão na utilização da carreira docente dos formandos. O inquérito integrava uma pergunta aberta e várias fechadas de escolha múltipla. a).Análise do Inquérito A primeira secção do questionário visava caracterizar a amostra em função de variáveis, tais como, idade, grupo disciplinar e conhecimentos informáticos. A segunda secção tinha como objectivo caracterizar as opiniões, atitudes e percepções dos formandos, relativamente ao conteúdo das TIC, (tecnologias da informação e comunicação). A terceira secção relacionava as ferramentas Web 2.0, com a destreza de cada formando no seu manuseamento, a opinião pessoal do conteúdo dado e, por fim, a quarta e última, o que os formandos fazem, de um modo geral, com as TIC. As secções eram compostas por questões de escolha múltipla, disponibilizadas através de uma escala do tipo Likert, contendo 3 preposições e cinco graus de concordância/discordância, sendo dois formulados na negativa e três na positiva. Para se interpretar os dados obtidos, a partir desta escala, foram estabelecidos os seguintes critérios: valores entre 1 e 2,5 denotam uma opinião discordante; valores entre 2,6 e 3,5 opinião neutra; valores iguais ou superiores a 3,6 denotam uma opinião de concordância. 3. Resultados Com base nos conhecimentos informáticos interpretou-se que 57% dos participantes não frequentaram nenhuma acção de formação informal e a mesma percentagem frequentou este ano lectivo uma acção de formação (os participantes consideraram a que estavam a realizar). 71% dos participantes concordaram que as formações têm um impacto relevante na sua prática docente. Porém, todos os formadores já tinham frequentado, pelo menos, uma acção relacionada com as novas tecnologias. Relativamente ao seu envolvimento em mais acções de formação, relacionadas com as TIC, 65% manifestou imprescindível envolver- se em acções para desenvolver actividades em sala de aula. No que diz respeito à satisfação do nível de proficiência na utilização das tecnologias, 50% dos formandos considera a sua actuação satisfatória e 36% considera que necessita de obter mais formação na área das tecnologias. Verificámos ainda que 43% dos formandos considera que o seu nível de formação na área da utilização educativa das tecnologias é satisfatória, enquanto 58% destes formandos considera que consegue resolver a maioria das dificuldades que encontra, ao utilizar os programas “cmaps”, “photo story” e livro digital. Também 57% refere que o trabalho com estes programas é bastante fácil. Os participantes, no uso destas tecnologias sentiram-se bastante confiantes em 50%, enquanto 80% gosta de trabalhar com estas tecnologias e 57% considera que o trabalho com as tecnologias “cmaps”, “photo story” e livro digital os tornou mais produtivos. Perante a afirmação de: “Por vezes, tenho dificuldades quando tento aprender a usar uma nova aplicação ou software“, 43% apresenta opinião neutra. Verificámos que 71% dos formandos discordam totalmente com a afirmação de que seria preferível aprender sem usar o computador. Identificámos 57% dos formandos a considerar ser fácil aprender a utilizar um novo software ou aplicação, e 78% considera que a utilização das tecnologias atrás mencionadas tornou a aprendizagem mais interessante, enquanto são 80% os que referem que algumas aplicações tornam a aprendizagem definitivamente mais fácil, sendo as tecnologias uma mais-valia para o ensino. Os participantes concordam em 50% que os computadores ajudam a poupar imenso tempo e 43%, consideram que são no âmbito das tecnologias, consideram que são utilizadores competentes. Também a questão da frequência de utilização do computador para realizar pesquisas relativas à planificação foi contemplada com 71%, enquanto 64% utiliza frequentemente o computador para adaptar as actividades às necessidades individuais dos alunos e 35% utiliza o computador para dar
  6. 6. 6 suporte à realização das actividades de ensino em sala de aula. Há ainda 50% dos formandos que recorre, muitas vezes, a “softwares”, aplicações e “websites” para apoiar o ensino em sala de aula, enquanto, 35% utiliza frequentemente o computador para dinamizar as actividades de ensino-aprendizagem na sala de aula, e 43% propõem aos alunos que editem fotos e imagens que utilizem o computador. 3. Considerações Finais Com base na experiência realizada com este grupo de formandos, consideramos que a plataforma LMS usada é bastante eficaz, apesar de grande parte do grupo não se sentir à vontade para a usar no esclarecimento de dúvidas ou questões, ou mesmo para lançar temas inovadores: somente 2 formandos recorreram a estas opções. O fórum foi usado sempre no fim de cada tarefa proposta, para colocação de dúvidas, numa tarefa que implicava um espaço de partilha, para os participantes apresentarem sugestões inovadoras em que as TIC tivessem destaque, mas, somente uma formanda aceitou o desafio. Provavelmente, este resultado deve-se à dificuldade que os participantes têm em abordar/comunicar “online”. Quanto ao questionário aplicado, os dados mostram que existe um bom nível de proficiência na área das TIC. Os formandos têm uma opinião bastante favorável às tecnologias. Um número considerável de participantes considerou estas ferramentas fáceis e gostou da abordagem no ensino - aprendizagem. Sempre que possível foi solicitado aos participantes que apresentassem nas actividades aplicações em que estivesse patente a execução pelos alunos dos trabalhos, o que se verificou com menos de metade dos participantes, mas onde os resultados foram bastante animadores, segundo os formandos os alunos tinham gostado de trabalhar naquele projecto. Considera-se assim haver um pensamento positivo, de uma forma geral, em relação às TIC. A atitude perante esta situação vai no sentido da pergunta que se efectuou no princípio do estudo, verificando-se uma resposta bastante favorável, mas é necessário tempo para ver as mudanças acontecerem. Gostaríamos de destacar que nesta escola, quando chegaram os primeiros computadores e a internet, os professores tinham uma atitude de recusa na inclusão dos mesmos no trabalho. Com o passar dos anos, a mudança foi ocorrendo, e começando os professores a utilizar o computador, primeiramente, nas tarefas do dia-a-dia, gradualmente, fomos constatando esses mesmos profissionais a usar as tecnologias a favor do ensino -aprendizagem. Actualmente, alguns professores conseguem usar as novas tecnologias em prol de uma mudança real no ensino - aprendizagem. Este estudo responde assim às nossas questões, de forma favorável. Com efeito, os dados obtidos vão nesse sentido, mas o tempo é algo fundamental para a aquisição dos conhecimentos e mudanças profundas. Como tal, seria necessário reavaliarmos novamente a questão para verificar se os mesmos formandos estariam a aplicar os seus conhecimentos, relativamente a esta temática. A facilidade e simplicidade no manuseamento dos programas é fundamental para a incorporação das matérias. Um dos problemas que identificámos neste estudo é as escolas ou, pelo menos, esta escola não ser detentora em todos os locais de internet via “wireless”. As potencialidades das ferramentas Web 2.0, que nos são disponibilizadas ficam um pouco comprometidas visto que alguns dos programas que são oferecidos na Web 2.0 necessitam de estar ligados à rede para se aceder aos dados. Alguns programas são trabalhados a partir de contas e a informação fica portanto condicionada. Conforme se pode ler em outros estudos realizados as conclusões são de alguma maneira idênticas a estas Os professores apresentam um índice baixo na utilização das ferramentas Web 2.0. Costa, Ferreira & Domingues, Tavares, 2009). È necessário realmente mais divulgação deste tipo de ferramentas para que os professores se possam aperceber das suas qualidades. Pensamos ser pertinente realizar formação nesta vertente, de uma forma sistemática, para que os conhecimentos se tornem mais consistentes e eles próprios sejam motor de mudanças, mas sendo sempre cada escola encaminhadora das suas necessidades Referências: Burke, K., & Chidambaram, L. (1994). Development in electronically supported
  7. 7. 7 groups: a preliminary longitudinalstudy of distributed and fact-to-fact meeting. Proceedings of the 28th Annual Hawaii International Conference on System Science. Carvalho, Ana Amélia Manual de Ferramentas Web 2.0 para professores 2008 Ministério de educação da DGIDC Carvalho, A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos recursos e ferramentas Online aos LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 25- 40. Costa, Jorge; Ferreira, José; Domingues, Luísa; Tavares Tiago; Diegues, Vitor. Coutinho, Clara. Conhecer e utilizar a WEB 2.0: um estudo com professores do 2º, 3º ciclos e secundário in actas do x congresso internacional Galego – Português de Psicopedagogia na Universidade o Minho acedido em 4 de Junho em http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/182 2/9592. Costa, Fernando Albuquerque. O que justifica o fraco uso dos computadores na escola? Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. polifonia, Lisboa, Edições Colibri, n.º 7, 2004, pp. 19-32 Filipe, A (2008). Comunidades on-line de sucesso: o sentido de comunidade nas interacções colaborativas on line: Edições Minerva Gomes, Maria João. E.-learning: reflexões em torno do conceito. Universidade do Minho acedido em 28 de Maio em http://repositorium.sdum.uminho.pt Gomes, Maria João (2003). Gerações de Inovação Tecnológica no Ensino a Distância. In Revista Portuguesa de Educação, Braga: Universidade do Minho, Instituto de Educação e Psicologia, 16(1), pp. 137-156. Garrison, D. R. (1991[1989]). Understanding Distance Education — a framework forthe future. Routledge: London and New York. Lisboâ, Eliana; Santana, Coutinho; Clara Pereira. O Papel do e.moderador em Comunidades Virtuais: Um estudo na rede social Orkut: Universidade do Minho, Campus Gualtar; Braga Portugal. acedido em 29 de Maio em http://repositorium.sdum.uminho.pt McGrath, J. E. & Hollingshead, A. B. (1994). Groups Interacting with Technology: Ideas, Issues, Evidence, and an Park, CA: SAGE Publications.Agenda. Newbury Miranda, Guilhermina Lobato. Limites e possibilidade das Tic na Educação. 2007 Sisifo, in revista de Ciências de educação ParasKeva, João M., Oliveira Lia R. Curriculo e tecnologia Educativa, Edições Pedagogo. Peralta, Helena, Costa, Fernando Albuquerque Competências e Confiança dos professores no uso das Tic, 2007, Sisifo. In revista de Ciências de educação Pedro, Neuza e Matos, João Filipe. O Digital e o Currículo. Faculdade de Ciências da universidade de Lisboa acedido em 28 de Maio em http://meduc.fc.ul.pt/ O’Reilly, T. (2005). What is Web 2.0. Design patterns and Business models for the next generation of Software. Consultado em Junho de 2010 em http://www.oreillynet.com/lpt/a/6228 McGrath, J. E. & Hollingshead, A. B. (1994). Groups Interacting with Technology: Ideas, Issues, Evidence, and an Park, CA: SAGE Publications.Agenda. Newbury Warkentin, M., Sayeed, L. &Hightower,R.T.(1997). An exploration of a world wide web-based conference system for supporting virtual teams engaged in asynchronous collaborative tasks. Decision Sciences,

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