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Conhecimento Vulgar e conhecimento Cientifico<br />O que distingue o conhecimento vulgar do cientifico?<br />Que valor têm...
Conhecimento vulgar-  é obtido por processos cognitivos que utilizamos naturalmente na nossa vida corrente: observa-se, co...
Limita-se a constatar e a registar a frequência de certas ocorrências, aceitando o que existe tal como existe, sem procura...
A superficialidade é assim uma característica do conhecimento comum , mas este tem inegável valor prático e orienta muitas...
É formulado na linguagem vulgar r corrente;
Limita-se a constatar o que existe, sem se preocupar com a explicação do que  existe.
Tem valor prático, ajudando a resolver  situações do quotidiano.</li></li></ul><li>CONHECIMENTO CIENTIFICO<br />O conhecim...
Em síntese:<br /><ul><li>É obtido através de práticas cognitivas rigorosas, utilizadas de forma metódica e sistemática;
É expresso numa linguagem especifica e exacta;
Descreve e explica os fenómenos através da enunciação de relações de causa e efeito;
Permite compreender e prever com rigor a ocorrência dos fenómenos;
Reveste-se não só de valor prático, mas também de valor teórico, que garante enorme capacidade predicativa.</li></li></ul>...
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Conhecimento vulgar e conhecimento cientifico

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Conhecimento vulgar e conhecimento cientifico

  1. 1. Conhecimento Vulgar e conhecimento Cientifico<br />O que distingue o conhecimento vulgar do cientifico?<br />Que valor têm os conhecimentos que adquirimos no dia-a-dia?<br />Porque é a ciência mais importante que as nossas crenças comuns?<br />
  2. 2. Conhecimento vulgar- é obtido por processos cognitivos que utilizamos naturalmente na nossa vida corrente: observa-se, comparam-se observações, e delas elaboram-se intelectualmente os resultados; a observação é a que decorre das nossas vivências quotidianas, não sujeita a especiais precauções.<br />A linguagem é vulgar – não há nenhum cuidado particular na sua formulação, não utilizamos termos especificos e rigorosos nem expressões matemáticas; utilizamos sim, com muita frequencia, expressões retóricas e metafóricas, como ocorre nos proverbios e ditados populares, que constituem pitorescas sinteses de observação.<br />
  3. 3. Limita-se a constatar e a registar a frequência de certas ocorrências, aceitando o que existe tal como existe, sem procurar a explicação, confundindo simples relação de concomitância com relações de causalidade, apresenta-se com um carácter de evidencia que não vale a pena contestar, claro que essa evidencia é apenas aparente, mas disso o senso comum não se apercebe porque precisamente não se questiona.<br />
  4. 4. A superficialidade é assim uma característica do conhecimento comum , mas este tem inegável valor prático e orienta muitas das nossas decisões, ajudando-nos a resolver problemas com que nos deparamos no quotidiano; precisamente porque está muito ligado à prática e ao imediato, não consegue atingir a universalidade que iremos encontrar no conhecimento cientifico.<br />Em sintese:<br /><ul><li>Procede das observações e experiencias quotidianas recolhidas ao longo da vida e de diferentes gerações;
  5. 5. É formulado na linguagem vulgar r corrente;
  6. 6. Limita-se a constatar o que existe, sem se preocupar com a explicação do que existe.
  7. 7. Tem valor prático, ajudando a resolver situações do quotidiano.</li></li></ul><li>CONHECIMENTO CIENTIFICO<br />O conhecimento cientifico é obtido através de processos rigorosos de análise/observação, reflexão e demonstração ou experimentação.<br />A linguagem utilizada para formular esse conhecimento é precisa, com recurso a termos específicos e, por vezes, a expressões matemáticas, de modo a eliminar as ambiguidades e imprecisões da linguagem corrente.<br />A preocupação, não apenas com com a descrição , mas também com a explicação dos fenómenos, é uma constante do conhecimento cientifico; daí, a enunciação das relações de causa e efeito entre fenómenos, que permitem estabelecer a trama fenoménica do real, e lhe conferem capacidade predicativa.<br />O valor dos conhecimentos expressos é elevado pois que, ou correspondem a generalizações cientificas, ou a verdades matemáticas susceptiveis de serm demonstradas racionalmente. Como fornecem um conhecimento acurado da realidade, permitem não só a sua compreensão, mas também uma intervenção muito eficaz.<br />
  8. 8. Em síntese:<br /><ul><li>É obtido através de práticas cognitivas rigorosas, utilizadas de forma metódica e sistemática;
  9. 9. É expresso numa linguagem especifica e exacta;
  10. 10. Descreve e explica os fenómenos através da enunciação de relações de causa e efeito;
  11. 11. Permite compreender e prever com rigor a ocorrência dos fenómenos;
  12. 12. Reveste-se não só de valor prático, mas também de valor teórico, que garante enorme capacidade predicativa.</li></li></ul><li>ATITUDE CIENTIFICA<br />Estabelecidas as diferenças entre conhecimento cientifico e vulgar, podemos agora especificar melhor algumas importantes características não propriamente do conhecimento cientifico, mas da atitude cientifica, que todos podemos e devemos cultivar. <br /><ul><li>Tem consciência que a solução para os problemas não pode resultar de uma revelação ou iluminação súbita; só o esforço, mas um esforço dirigido pelo conhecimento já acumulado, pela inteligência e por um método que a mente se impõe a si mesma, pode permitir conhecer a natureza e os fenómenos que nela ocorrem e tirar proveito desse conhecimento.</li></li></ul><li>A VERDADE NÃO É DADA À PARTIDA - é o resultado de um caminho percorrido, e nunca podemos estar absolutamente certos de a ter atingido. Ela é sempre frágil e instável, já que o mundo muda e mudam os instrumentos, tanto teóricos como práticos para lidar com ele.<br />A atitude cientifica - implica curiosidade intelectual, aquele que não se questiona, que aceita o que é tal como é, sem querer saber mais, não tem decididamente espírito cientifico, este identifica-se com a própria atitude filosófica na sua essência mais pura. A atitude critica é constitutiva do trabalho cientifico – as explicações cientificas são sempre submetidas a testes rigorosos e só são aceites depois de devidamente corroboradas.<br />
  13. 13. SENSO COMUM E CIENCIA - Continuidade ou ruptura?<br />Senso comum e ciência correspondem a dois níveis diferentes de apreensão da realidade, são dois códigos diferentes de leitura do real.<br />A questão é saber se estaremos perante dois códigos diferentes de apreensão do real ou se haverá continuidade entre eles. Partirá a ciência do senso comum? <br />
  14. 14. A tese da continuidade<br />Os defensores desta tese consideram que existe diferença de grau, mas não de natureza, defendem a tese continuísta. Para estes a ciência tem como função criticar e aprofundar o conhecimento do senso comum, afastando tudo o que neste é ilusório e aparente.<br /><ul><li> As práticas cognitivas que permitem elaborar o conhecimento seriam comuns ao conhecimento vulgar e à ciência, limitando-se a ciência a introduzir critérios e protocolos de rigor na utilização dessas práticas. Isto é, no conhecimento comum, as práticas cognitivas que consistem em perceber e pensar o que se percebe seriam utilizadas espontânea e inconscientemente, enquanto que a elaboração cientifica exigiria reflexão e sistematicidade.
  15. 15. O senso comum, tal como a ciência, permitiria atingir generalizações, só que à falibilidade das generalizações empíricas corresponderia a segurança e o rigor das generalizações cientificas.</li></li></ul><li>A TESE DA RUPTURA<br />Os que perfilham a tese da ruptura enfatizam a natureza profundamente subjectiva do senso comum em contraste com um ideal de objectividade que a ciencia persegue e que julga poder atingir através da utilização de instrumentos de medida e de registo em linguagem matemática.<br />Os partidários desta tese desvalorizam o senso comum, a opinião, que acusam de não permitir aceder ao verdadeiro conhecimento, e mesmo de funcionar como impedimento, isto é, como obstáculo epistemológico, para utilizarmos a terminologia de Bachelard.<br />
  16. 16. <ul><li>O senso comum porque se baseia nos sentidos está sujeito a erros perceptivos e oculta, em vez de desvendar, a realidade;
  17. 17. Porque se limita a constatar a ocorrência dos fenómenos e não se questiona, ou , pelo menos, não o faz com carácter sistemático, estaria nas antípodas do espírito cientifico, para o qual o que parece obvio se torna problemático;
  18. 18. O conhecimento vulgar, prático e pragmático, regido por critérios de utilidade, não estimula o progresso intelectual;
  19. 19. Consideram que a ciência tem de se afastar do senso comum, e mesmo de o destruir, já que sobre os assuntos que a ciência investiga não se pode ter opiniões.
  20. 20. A ciência procura de superar o imediato para ler a natureza, que é como um livro escrito em código, cuja linguagem é preciso descodificar antes da leitura, para se poder entender o que ele nos diz.</li>

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