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Folksonomias: a Informação e a Metainformação

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Seminário RBE Trofa

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Folksonomias: a Informação e a Metainformação

  1. 1. 28 janeiro 2016
  2. 2. Sumário • Organização de um sistema de informação; Representação e recuperação da informação • Metainformação: • Taxonomia; Classificação/Indexação • Linguagens documentais • Folksonomia – Indexação Social • Coexistência de linguagens de metainformação
  3. 3. Metainformação • Informação acerca da informação; • Âmbito varia com comunidades profissionais; • Metainformação requerida para manter sistemas de informação e de património; • Metainformação tradicional (descritiva): – Museus, bibliotecas, arquivos, sistemas de informação; – Informação e catalogação criada para organizar, descrever e melhorar o acesso a objetos de informação. • Normas conforme as várias áreas de aplicação.
  4. 4. Metainformação • Aumento do uso e necessidade de metainformação (nos recursos em rede para pesquisa de informação e certificação de autenticidade); • Metainformação em sentido mais lato (recursos na Web (com etiquetas para pesquisa), digitalização de documentos (cabeçalhos registando o processo de obtenção); arquivos de dados experimentais (requerido para interpretar dados de investigação).
  5. 5. Taxonomia Sistema para classificar e facilitar o acesso à informação Taxonomy "science of classification," 1819, from French taxonomie (1813), coined irregularly from Greek taxis "arrangement" + nomia "method," from nomos "managing," from nemein "manage“. Harper, Douglas. Taxonomy. Online Etymology Dictionary No mundo académico são conhecidas como estruturas ou sistemas de organização do conhecimento.
  6. 6. Classificação versus Indexação • Na bibliografia da área da Ciência da Informação aparecem como separadas e contrárias; • A operação de classificar é igual à de indexar; • As fases de análise e seleção são as mesmas, só na fase de representação de conceitos em termos de indexação é que diferem (usam instrumentos de indexação diferentes –planos de classificação versus tesauros).
  7. 7. Linguagens de indexação São instrumentos convencionais de uso das unidades de informação para a descrição dos conteúdos temáticos dos documentos • Linguagens Controladas (linguagem documental) • Linguagens Naturais De modo geral é definida como um conjunto de procedimentos com objetivo de expressar/representar o conteúdo temático de documentos através de linguagens de indexação visando a sua recuperação posterior. Classificação/Indexação
  8. 8. Linguagem natural • Linguagens faladas; • Grande quantidade de termos, sempre aparecerem palavras novas; • Rica em relações semânticas; • Polissemia; • Ambígua, equívoca, complexa, etc.
  9. 9. Linguagem documental • Linguagem convencional; • Exprime conceitos dos documentos; • Intermediária entre o documento e o utilizador; • Condensação e simplificação da linguagem natural; • Conjunto de termos organizados logicamente ou selecionados da linguagem natural (símbolos ou palavras); • Linguagem controlada; • Linguagem biunívoca – 1 só termo para designar 1 objecto
  10. 10. Linguagem documental • Formada por termos de indexação – palavras e símbolos que representam verbalmente conceitos; • Tem em conta as relações semânticas da linguagem natural: relações hierárquicas, associativas e de equivalência; • Controla a polissemia (notas explicativas em cada termo); • Controla a sinonímia (elege um termo de entre o sinónimos para termo); • Vocabulário controlado e estruturado; • Tem instrumentos de apoio à indexação (consistência, uniformidade e coerência da indexação).
  11. 11. 16 Linguagem documental elementos constitutivos 1.Termos de indexação (simples ou compostos) descritores; termos preferenciais; rubricas BACTÉRIA; DANÇA RÍTMICA 2.Termos não preferenciais Não descritores Outros termos retirados da linguagem natural que têm relações de equivalência com os termos de indexação. Detidos Ver PRESOS 3. Relações entre termos os termos de linguagem documental : equivalência, hierárquicas e associativas. (recíprocas e biunívocas). Relação hierárquica Animais - cão Relação equivalência Sal – Cloreto de sódio Relação associativa Casa – edifício de habitação 4. Relações entre termos de indexação que resultam do seu agrupamento de termos numa organização hierárquica (classificação). 5 Ciências Puras 51 Matemática 53 Física 5. Notações (símbolos) – podem ser siglas, números, letras). Representam relações entre termos. 821.133.1 6. Notas de Aplicação – especifica o uso de determinado termo COPTAS (NA povo)
  12. 12. Linguagens documentais 1. Linguagens pré - coordenadas Linguagens categoriais 2. Linguagens pós – coordenadas Linguagens combinatórias
  13. 13. 18 Coordenação • Conceito básico da indexação; • Sempre presente na indexação, desde a fase inicial, no documento, até à pesquisa do documento = Coordenação do autor (expressa as suas ideias), do utilizador (relaciona conceitos do seu interesse para se informar), do indexador (analisa e decompõe o conteúdo em conceitos, traduz em linguagem documental (pré ou pós- coordenada.); • Nos documentos os assuntos já estão coordenados – têm uma dimensão multidimensional; • G. Boole – matemático inglês - Operações lógicas: – E / and – Ou / or – Não / not Aplicam-se aos sistemas de recuperação de informação automatizados que utilizam linguagens combinatórias.
  14. 14. Multidimensionalidade • Nos documentos os termos já estão coordenados. • Sistema de coordenação feito pelo indexador que pré-coordena – ou cria possibilidades de pós- coordenar. • O utilizador ao fazer a pesquisa faz uma coordenação diferente, conforme o seu interesse.
  15. 15. Instrumentos de indexação 1. tipo combinatório – linguagens combinatórias – Tesauro – Lista estruturada – Léxicos estruturados 2. tipo categorial – linguagens categoriais – Tabelas de Classificação; CDU; CDD; etc.
  16. 16. Web 2.0 A sobrecarga de informação apresentada por bilhões de páginas da Internet forçou o desenvolvimento de novas ferramentas para administrar essa saturação, instrumentos que eliminam a necessidade de editores ou arquivistas centralizados, ferramentas que se apoiam em toda a comunidade de utilizadores. Johnson (2003) Neste contexto Folksonomia
  17. 17. Folksonomia Thomas Vander Wal dois conceitos Folk (povos/pessoas) + Taxonomia Folksonomia é o resultado da etiquetagem [tagging] livre e pessoal de informações e objetos [...] para a sua recuperação. A etiquetagem é feita num ambiente social (normalmente partilhada e aberta para outras pessoas). A Folksonomia é criada do ato de etiquetar pela pessoa consumidora da informação. (Wal, 2007)
  18. 18. Indexação Social (HASSAN-MONTERO, 2006) Indexação Democrática (RAFFERTY & HIDDERLEY, 2007) Etiquetagem Colaborativa (VOSS, 2007) Classificação Social (VOSS, 2007)
  19. 19. Indexação/Classificação Social Folksonomia • Metadados adicionados por utilizadores (classificar; comentar; associar tags). Escolhe palavras-chaves (conhecidas como “tags” - etiqueta) para classificar a informação ou partes de informação; • partilha de recursos (fotos, música, url’s); • Software social, colaborativo; • Reatroalimentação social; • forma relacional (criar relações entre coisas) de categorizar e classificar na web; • Linguagem natural não controlada; • Não utiliza uma forma hierárquica e centralizada de categorização.
  20. 20. Representação da Informação Linguagem controlada Linguagem natural Linguagem livre Orientada por especialistas Orientada pelo autor Orientada pelo utilizador Folksonomia Linguagens de indexação Orientação da indexação
  21. 21. Tags/Etiquetas As tags (etiquetas) são palavras-chave associadas a um determinado recurso de informação. Através dessas tags, os recursos são classificados e compartilhados em ambientes sociais na Web.
  22. 22. Folksonomias representação do conteúdo Vantagens • O vocabulário reflete de forma autêntica a linguagem dos utilizadores; • O papel do utilizador no controlo de qualidade sobre os recursos informativos; • A existência deste tipo de conteúdo possibilita, por outro lado, a identificação de comunidades e de nichos de interesses - efeito cauda longa -, e pode servir de base para a definição de um sistema de recomendação e formas específicas de pesquisa e navegação; • O conjunto das palavras-chave pode servir para o desenvolvimento e manutenção de vocabulários controlados; • Filosofia colaborativa/social; Cria comunidades; • Inexistência de regras e padrões de vocabulários; • Baixo custo (o processo colaborativo de produção fazem com que este seja o único método que permite a indexação de quantidades verdadeiramente significativas de recursos disponíveis na Web).
  23. 23. Folksonomias representação do conteúdo Desvantagens • Estrutura plana; • Inexistência de regras e padrões de vocabulários; • ausência de controlo vocabular (sinónimos, plurais, grafia, etc.;) • Polissemia; • Baixa precisão; • Misturam-se diferentes níveis de representação (generalidade VS especificidade), diferentes tipos de palavras-chave (desde palavras-chave que representam o conteúdo até palavras-chave subjetivas), diferente granularidade na indexação do recurso com tendência para considerar apenas a totalidade.
  24. 24. Folksonomias recuperação do conteúdo Vantagens • Formação de comunidades; • Navegabilidade/Brownsing; • Massa crítica de conteúdos de utilizadores está presente; • Várias abordagens podem ser postas em prática para implementar formas mais eficazes de utilizar palavras-chave, nomeadamente através de algoritmos para o cálculo do ranking dos resultados. Desvantagens • Resultados inconsistentes; • Conteúdos irrelevantes; • Etc.
  25. 25. Folksonomias Folksonomias não são a solução para todos os problemas de classificação e não são alternativas para os sistemas de classificação tradicionais que os especialistas da Informação têm projetado nos últimos anos. Elas são simplesmente uma ferramenta poderosa e inovadora, que deve ser aplicada somente sob certas circunstâncias, e considerando suas próprias propriedades específicas e as diferenças em relação aos sistemas de classificação tradicionais.
  26. 26. Web Semântica “a Web Semântica não é uma Web separada, mas uma extensão dessa atual, nela a informação é dada com um significado bem definido, permitindo uma melhor interação entre computadores e pessoas .” (Berners-Lee, 2001) FOLKSONOMIA: uma análise de sua operacionalidade e sua possível aplicabilidade na Ciência da Informação
  27. 27. Web semântica (3.0.) • Extensão da Web atual; • Atribuição de significado aos conteúdos; • Desenvolvimento de tecnologias que tornem possível a legibilidade da informação por parte das máquinas; • Contexto da Web semântica tem por objectivo criar uma ontologia para as tags.
  28. 28. Referências bibliográficas • BARTLEY, Peishan – Book tagging on LibraryThing: how, why, and what are in the tags? [Em linha]. Proceedings of the 72 Annual Meeting of the American Society for Information Science and Technology, Nov. 6-11, Vancouver, 2009. [Consult. Em 24/01/2016]. Disponível em www: http://www.asis.org/Conferences/AM09/open-proceedings/papers/28.xml • CARMAN, Nicholas – LibraryThing tags and Library of Congress Subject Headings: a comparison of science fiction and fantasy works [Em linha]. Wellington: Wellington University, 2009. Tese de Mestrado. [Consult. em 25/01/2016]. Disponível em www: http://researcharchive.vuw.ac.nz/handle/10063/1272 • CATARINO, M. Elisabete; BAPTISTA, A.Alice – Folksonomia: um novo conceito para a organização dos recursos digitais na Web [Em linha].2 007.[Consult. em 25/01/2016]. Disponível em: http://hdl.handle.net/1822/7162 • CONRADI, Elise – To_be_classified: a facet analysis of a folksonomy [Em linha]. Oslo, 2009. Tese de Mestrado. [Consult. em 25/01/2016]. Disponível em www: https://oda.hio.no/jspui/bitstream/10642/313/2/Conradi_Elise.pdf
  29. 29. • FURNER, Jonhathan – User tagging of library resources: toward a framework for system evaluation [Em linha]. World Library and Information Congress: 73rd IFLA General Conference and Council. Durban, 19-23 Agosto, 2007. [Consult. em 25/01/2016]. Disponível em: http://archive.ifla.org/IV/ifla73/papers/157-Furner- en.pdf • LEITÃO, Paulo (2010) – Livros, leituras e redes sociais. Bibliotecas para a vida II: bibliotecas e leitura. Lisboa: Colibri, 2010, p.435-458. • LEITÃO, Paulo (2010) – Uma biblioteca nas redes sociais: a Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian no FLICKR. X Congresso BAD, Guimarães, 2010. • MATHES, A. – Folksonomies: cooperative classification and communication through shared metadata [Em linha]. 2004. [Consult. em 25/01/2016]. Disponível em www: http://www.adammathes.com/academic/computer-mediated- communication/folksonomies.html • SPITERI, Louise – The use of folksonomies in public library catalogs. Serials Librarian, 51, 2, 2009, p. 75-89. • SPITERI, Louise – Structure and form of folksonomy tags: the road to the public library catalogue. Webology [Em linha]. Vol. 4, nº 2, 2007.[Consult. 25/01/2016]. Disponível em www: http://www.webology.ir/2007/v4n2/a41.html
  30. 30. Muito obrigada pela atenção! (Slides e as referências bibliográficas) Página pessoal luisaalvim.wordpress.com Facebook facebook.com/luisa.alvim Email mluisa.alvim@gmail.com

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