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Polêmica Santander cultural

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aula para história da arte

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Polêmica Santander cultural

  1. 1. “Essa semana, o Brasil resolveu discutir arte. O que é arte? Qual o limite da arte? Pode ter pinto na arte? Mas toda essa discussão se baseia em que tipo de conhecimento ou experiência sobre o tema? A gente sabe do que tá falando?” MsC. Aline Corso
  2. 2. Sobre a exposição Era a primeira exposição de arte com temática queer da América Latina. Contava com 264 obras de 85 artistas brasileiros, mostrando mais de um século das artes plásticas e seu relacionamento com o universo LGBTQ. Exposição no Santander Cultural de Porto Alegre - RS.
  3. 3. O desenho de São Sebastião é feito levemente sobre papel, como se a imagem pudesse desaparecer. "Como um fantasma, os traç os leves deixam-lhe o corpo que lhe foi flagelado reencontrar, na natureza, a matéria da carne que lhe foi atacada pelo desejo e pela perversão", explica o catálogo de Queermuseu.
  4. 4. A obra de Pedro Américo, um óleo sobre cartão, faz parte do Acervo Pinacoteca Rubem Berta, de Porto Alegre. "O caráter idealizado dessa pintura não dissimula uma inclinaç ão para a sexualidade erotizada da juventude, cuja construç ão cultural está subjugada ao olhar do pintor, refletida na instrumentalizaç ão hierá rquica da atribuiç ão de erotismo do corpo. Se há um legado trazido pela contemporaneidade, foi livrar-nos do obscurantismo do olhar e atribuir uma visão crı́tica ao modo como vemos as imagens", afirma o catálogo de Queermuseu.
  5. 5. O óleo sobre tela de 1930 traz um menino cego de um olho. "Com o olho direito cego, que coincide justamente com o lado mais escuro da pintura, e olhando em direç ão ao espectador com o outro, é visı́vel sua tristeza, demonstrada pela posiç ão das mãos e pela leve curvatura do corpo", descreve o catálogo.
  6. 6. ́ O próprio artista se fotografa com adereços e apresenta duas imagens de si mesmo, que invocam, segundo os organizadores da mostra, uma entidade supostamente contemporânea, "cuja dimensão ficcional atribui uma dúvida dramática à vocação do retrato".
  7. 7. Com 107 anos, essa obra em carvão sobre papel, de Angelina Agostini, traz a figura de um homem nu posando para a artista.
  8. 8. Cibelle reproduz a figura de uma crianç a comendo e segurando uma tigela em que se lê a palavra "love". Sobre seu rosto, um sticker de arco- íris. Com uma linguagem que lembra a publicidade, ela apresenta "o afeto como interferê ncia na forma de um 'ruı́do conceitual''. "O ingresso de tal caracterı́stica na realizaç ão desse trabalho perturba a realidade material da obra, cujos princı́pios não toleram caracterı́sticas subjetivas dessa natureza", diz o catálogo da exposição.
  9. 9. A obra de Scandelari traz uma madona carregando um chimpanzé e é marcada por itens iconográficos que remetem desde a pintura do século 16, como a caveira, até elementos contemporâneos, como uma galinha azul.
  10. 10. Destituídos de contexto, os objetos retratados no desenho de Röhnet "flutuam inadvertidamente". Os organizadores da exposição explicam que a obra foi produzido em "um período em que a cultura do fumo vivia em sintonia comum a erotização queer da oralidade, em que a forma fálica do cigarro ingressa no universo popular uma intensidade inimaginável".
  11. 11. Um mulher nua em meio a um cenário cromático recebe um facho de luz. "O tı́tulo da pintura pode referir-se ao universo 'contaminado' da mercadoria e da comunicaç ão, visto que esses 'faróis' projetam sinais e parecem consumir a identidade do sujeito", diz o catálogo.
  12. 12. A fotografia de Silvio Giordani traz uma menina com roupa de adulto, ensaiando um passo de dança. "A gestualidade notadamente queer dessa menina, com seu vestido de cores metá licas que acumulam as cores do arco-ı́ris na extremidade e repousam sobre o piso, reverbera em diversas outras obras nesta exposiç ão", explica o catálogo.
  13. 13. Do acervo do MARGS, a obra de Sandro Ka fala sobre a identificação. São duas figuras de veados, uma de plástico e outra de porcelana. Um brinquedo e um objeto de decoração. Os dois objetos se olham, mas apontam para a diferença como complementar.
  14. 14. Essa obra tem 21 anos. A obra “Cruzando Jesus Cristo com Deusa Shiva”, de 1996, retrata “as inúmeras pernas e braços da figura que reverberam pela superfície da pintura, exibindo objetos de toda ordem nas mãos e pés, muitos deles relacionados à história da arte e à cultura pop”, explica o catálogo.
  15. 15. "Bia talvez seja uma das poucas artistas brasileiras a enfrentar com desenvoltura e coragem esse tema tabu, que é a homossexualidade na infâ ncia e o portentoso sofrimento que crianç as atravessam na fase escolar e no inı́cio da adolescê ncia. A artista produziu essas pinturas a partir da combinaç ão de fotografias das crianç as retiradas do Tumblr www.criancaviada.tumblr.com, onde são postadas fotografias da infâ ncia dos próprios usuá rios LGBT com comentá rios", explica o catálogo da exposição.
  16. 16. O óleo sobre tela de Adriana Varejão era uma das peças de abertura da exposição. Foi alvo de ataques virtuais, mais de 20 anos depois de ser pintada pela artista. Segundo o catálogo da mostra, a peça apresenta um drama erótico e sua "intensidade histórica, conceitual e estética é exemplar da força da imagem que é possível encontrar nessa exposição".
  17. 17. Quem tá palpitando?
  18. 18. https://www.buzzfeed.com/tatianafarah/veja-30-obras-da-exposicao-censurada-no -santander-cultural?utm_term=.co5OxJ3Bom#.wnwbw9qZaJ https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/mas-afinal-o-que-estava-exp osto-na-queermuseu-do-santander/

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