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Celebridades e fãs

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Celebridades e fãs

  1. 1. Ma. Aline Corso 2018 Celebridades, fãs e consumo no ambiente digital
  2. 2. Celebridades
  3. 3. Celebridade é um aparato cultural, surgido no final do século XVII. Mary Robinson escreveu, em 1795: “Poets, painters, and musicians; Lawyers, doctors, politicians: Seeking fame by diff’rent roads”. Aparato formado por: ● Um indivíduo; ● Uma indústria; ● Uma audiência.
  4. 4. Celebridade: “A atribuição de status glamouroso ou notório a um indivíduo dentro da esfera pública”. Chris Rojek
  5. 5. Fama Processo de expor e revelar; antecede a modernidade: uma pessoa e uma realização; sua publicidade e seu legado. Herói X Celebridade Principal oposição para compreender as transformações da fama no século XX.
  6. 6. O herói mártir “ Potenciais vítimas que colocam a lealdade à verdade acima de todos os cálculos e benefícios ou ganhos terrenos”. Bauman “ O triunfo do credo sobre a libido”. Campbell
  7. 7. O herói nacional A modernidade endeusou e encantou a nação”. Bauman
  8. 8. O herói humanista “Lembrou-se das heroínas dos livros que havia lido e a legião lírica dessas mulheres adúlteras punha-se a cantar em sua lembrança, com vozes de irmãs que a encantavam”. Flaubert
  9. 9. O que essas figuras têm em comum?
  10. 10. A capacidade de mobilizar e reunir pessoas ao redor de sua imagem. São símbolos de RECONHECIMENTO e PERTENCIMENTO, peças chaves na formação da IDENTIDADE do indivíduo.
  11. 11. Herói Celebridade Distinção conquistada Distinção pela imagem (tautologia) Cria a si mesmo Criada pela mídia Grande Homem Grande Nome Folclore tradicional, textos sagrados Textos contemporâneos Tempo cria Tempo destrói (sem drama) Pouca personalidade Muita personalidade
  12. 12. Os tempos mudaram…. Sociedade do Espetáculo (Debord).
  13. 13. A celebridade na cultura de massa As celebridades, nessa cultura, podem desempenhar um papel consolador, estabelecer modelos de pertencimento e ajudar na construção de identidades.
  14. 14. MULTIPLICAÇÃO DE IMAGENS + EQUIVALÊNCIA DE TODOS OS DISCURSOS Celebridade <=> mídia
  15. 15. Mito x Celebridade
  16. 16. Era digital A fama nascida na rede.
  17. 17. 1a ) Celebridades “tradicionais” se renderam às plataformas digitais. Destaque: Snapchat (bastidores + intimidade emocional); 2a ) Mídias sociais permitem às pessoas comuns: a) se observarem como pessoas públicas, passíveis de serem “consumidas”; b) usarem estrategicamente a intimidade; c) tratarem seguidores como fãs.
  18. 18. Microcelebridade primeiro conceito para denominar as celebridade nos meios digitais. “Um novo estilo de performance online, em que os indivíduos usam webcam, vídeo, áudio, blogs e redes sociais para amp up sua popularidade entre seguidores”. Terry Senft, Camgirls
  19. 19. “A microcelebridade não é simplesmente uma versão menor da celebridade; ela é um conjunto de práticas delineadas culturalmente, que pessoas comuns usam na vida cotidiana para aumentar sua atenção e popularidade online”. Economia da atenção: hoje, não somente marcas, mas também pessoas comuns competem pela nossa atenção. Presume-se que há pouca diferença entre a persona apresentada e a verdadeira persona da microcelebridade.
  20. 20. O grande desafio 1- Estabelecer pontos de contato com o público nas redes, a fim de disseminar discursos próprios; 2- Conseguir, mesmo assim, manter aquele quê especial que faz da celebridade alguém diferenciado, no qual as pessoas queiram, de alguma forma, se espelhar.
  21. 21. Fãs
  22. 22. “a cultura dos fãs é um fenômeno complexo e multidimensional que atrai diversas formas de participação e níveis de envolvimento”
  23. 23. Origem ● fanatics? comportamento patológico (excessivo) ● usado pela primeira vez no fim do séc. XIX no universo do esporte; ● ser fã era considerado desperdício de tempo e dinheiro; ● do underground; ● anos 1980 e 1990: ○ 3 tipos de fãs: ■ obsessão ■ geek ■ groupie
  24. 24. Fãs X Apreciadores
  25. 25. O fã atual ● é participativo, conversa, cria, é fonte de informação, troca informação, fotografa, escreve, reclama (MONTEIRO, 2013); ● membro de uma subcultura que age de forma participativa com relação aos seus produtos de adoração e contesta taticamente o formato tradicional de consumo cultural. Ainda, são pioneiros na adaptação às tecnologias;
  26. 26. Processo de aquisição de conhecimento a partir da interação com outros usuários ● Cultura da convergência; ● Cultura participativa; ● Inteligência coletiva;
  27. 27. Fandom Fandom é um termo usado para se referir a uma subcultura composta por fãs de determinada mídia, caracterizados pela empatia e camaradagem por outros membros da comunidade que compartilhar gostos em comum (Wikipédia).
  28. 28. FANDOM DE GRUPOS DE KPOP
  29. 29. ● fanfics (histórias de ficção) ● fanarts (trabalhos artísticos) ● fanvids (vídeos) ● fanzines e e-zines (revistas) ● fansub (legendagem) ● crowdfunding ● mobilizações (MONTEIRO, 2013).
  30. 30. Fanfics Hobby literário, com o objetivo de (re)escrever histórias baseadas em universos ficcionais. Fanfic Faustão e Selena Gomez
  31. 31. Fanart Desenhos de universos ficcionais.
  32. 32. Fanvids Vídeos de universos ficcionais.
  33. 33. Fanzines Revista editada por fãs (fanatic magazine), podendo enfocar assuntos como histórias em quadrinhos (banda desenhada), ficção científica, poesia, música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos, etc. DIY - DO IT YOURSELF
  34. 34. E-zine E-zine é a contração de electronic e fanzine, ou seja, um "fanzine eletrônico". Trata-se de uma publicação periódica, distribuída por e-mail ou postada em um site, e que foca uma área específica (como informática, literatura, música experimental, etc.).
  35. 35. Fansub Fãs que traduzem e legendam vídeos.
  36. 36. Fãs organizacionais ● o fã de marcas e empresas; ● constituição de uma economia afetiva = lovemarks;
  37. 37. Antifãs (ou haters) Hater é um termo usado na internet para definir pessoas que postam comentários de ódio ou crítica sem muito critério. Qualquer um pode se vítima da ações de um hater, mas os alvos mais comuns dos haters são celebridades controversas. As ferramentas utilizadas para os ataques são normalmente os fóruns e as redes sociais na internet. Os comentários que um hater pode postar podem ser vistos como um ato de cyberbullying e assédio on-line, por seu conteúdo agressivo ou ofensivo (Wikipédia). Antifãs, haters, trolls, não fãs. Independente do termo que se escolha, todos têm algo em comum: não gostam de determinada coisa, seja ela uma banda, pessoa, objeto, canção (MONTEIRO, 2013).
  38. 38. Tipos de des(amor): fãs, antifãs, haters, trolls, não fãs. Exemplo: uma banda. Tipos Comportamentos Fã Gosta da banda, divulga conteúdo, promove qualquer coisa relacionada ao grupo. Antifã Odeia a banda e os fãs, e faz campanha contra. Sabe tanto sobre a banda quanto os fãs. Hater Não tem conhecimento profundo sobre aquilo que odeia, usualmente odeia ou a banda ou o fã, seja pelo som e/ou estilo. Não fã - pró Não tem conexão alguma com a banda, mas gosta de determinada música/performance ou clipe e ajuda a promover indiretamente. Não fã - contra Apesar de também não ter grandes conexões com a banda, ajuda a levantar tags (negativas/positivas) ao falar mal da banda, mesmo sem se dar conta Troll Gosta de ver fãs e antifãs brigando, a graça do troll é rir de tudo e de todos; não tem lado, só quer alimentar brigas e polemizar. Adaptado de Monteiro (2012).
  39. 39. Bibliografia https://pt.slideshare.net/luanabaio/o-status-celebre-dos-heris-s-ficuras-da-era-miditica?qid=567e9 bb1-7279-419b-a4f3-c9f16f659914&v=&b=&from_search=5 http://bibliografiapesquisafas.tumblr.com AMARAL, A. R. ; SOUZA, R.; MONTEIRO, C. De Westeros no #vemprarua à shippagem do beijo gay na TV brasileira: Ativismo de fãs. Conceitos, resistências e práticas na cultura digital brasileira. Revista Galáxia. SP, PUCSP. 2015. AMARAL, A., PARADA, A. Fãs Organizacionais e suas expressões de relacionamento com as mídias sociais. Uma proposta a partir do estudo do Canal Viva. Revista Organicom. Revista Organicom. São Paulo, v.12, n.22, 2015. MONTEIRO, C. Fãs, só que ao contrário: um estudo sobre a relação entre fãs e antifãs a partir do fandom da banda Restart. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação). UNISINOS, São Leopoldo, 2013.

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